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História Aurora e Severus Snape - Capítulo 5


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Notas do Autor


Músicas do capítulo (estão na playlist) : Survival, Toxic, Pushing On
Aproveitem a leitura 😘

Capítulo 5 - As tarefas


Fanfic / Fanfiction Aurora e Severus Snape - Capítulo 5 - As tarefas

-CORRE!

Um estrondo as nossas costas nos fez virar para ver o que era. 

Pelo menos trinta Centauros corriam em nossa direção, claramente obrigados por causa da maldição Imperius.

Eu estava paralisada, em choque. 

-CORRE, AURORA!

Eles estavam chegando, estavam cada vez mais perto.

“ANDREWS!” Era a voz de Snape em minha mente. 

Então era isso que eles queriam fazer conosco? Aquilo não era treinamento, aquilo era uma tortura. 

Eles estavam nos colocando para correr de Centauros como se fôssemos ratos de laboratório.

Minha mente girava e eu não conseguia sair do lugar, não iria conseguir sobreviver aquelas provas, eu era fraca, eu estaria morta até o fim do dia!

Ouvia os risos dos Comensais, eles riam de mim e de nós. Apontavam e se divertiam. Como era possível? Quão doente alguém poderia ser para rir do que estava acontecendo conosco? 

Lupin se levantou e começou a berrar em minha direção. 

-Vai, Andrews!

Minerva se levantou e tentou se retirar, mas foi impedida por Lucius Malfoy.

“ANDREWS CORRE!” Snape praticamente berrava na minha cabeça.

Senti um baque. 

Era George.

Ele voltara e praticamente me arrastara para perto dos outros. 

Foi quando sai do transe e comecei a correr junto. 

Mas eu era muito ruim. Meu peito doía, parecia que eu iria ter um ataque cardíaco e estava difícil de respirar. Minhas pernas estavam fracas e a visão turva. 

Era a segunda volta que dávamos. 

Fred e George, um de cada lado, seguravam minha mão e corriam junto comigo. 

Não aguentava mais. 

Estava sendo praticamente arrastada. 

Estava ficando tudo escuro e eu estava prestes a desmaiar...

-Chega!- Era a voz de Bellatrix.

Imediatamente os Centauros pararam, cansados assim como nós. 

Minhas pernas fraquejaram e eu fui ao chão, vomitando até não ter mais ar.

“Respira fundo, Andrews” A voz de Snape parecia extremamente preocupada em minha mente.

O ar frio ardia meus pulmões enquanto eu fazia o que Snape havia dito. 

Alguns outros alunos também passavam mal na mesma intensidade. 

-PARA A BANCADA!- Bellatrix berrou.

Sem escolha, arrastamos até a bancada cheia de facas. 

-Cada um terá quatro chances de lançamento. Cada erro, será um ponto a menos. 

Nos olhamos assustados. Peguei a primeira faca e me posicionei. 

Fui acompanhada dos outros, que fizeram a mesma coisa.

-COMECEM!

Nos olhamos mais uma vez e nos concentramos nos alvos há alguns metros a nossa frente.

-COMECEM AGORA!

Atiramos as primeiras facas e ouvimos a maioria delas bater no alvo e cair. 

Comensais riam na arquibancada.

“Mais força!” 

-Mais força!- Repeti para todos o que Snape falara em minha mente.

-SEGUNDA TENTATIVA!

-Essa mulher pode parar de berrar?- Era Finnigan a minha esquerda.

-AGORA!

Nos viramos para pegar a segunda faca e lançamos com mais força. 

A maioria conseguiu. Eu não.

“Mais força, Andrews “ Snape me repreendia.

-TERCEIRA TENTATIVA!

Mais alunos conseguiram. Eu não.

Snape estava silencioso.

-QUARTA E ÚLTIMA CHANCE!

Mais e mais alunos conseguiram. Eu não.

Recebia olhares preocupados dos meus colegas. 

Naquela hora, não havia rixa de casas ou desentendimentos. Haviam apenas alunos tentando sobreviver aquele inferno.

-PARA O LABIRINTO! -Aquela voz esganiçada doía de se ouvir.

Deixei a área de arremesso com um aperto no peito, não conseguira acertar nenhum. 

Soldados comensais nos levaram até o labirinto de fogo. 

Paramos horrorizados e cansados a frente da nova tarefa. 

-É só ir rápido!-Hermione falou insegura.

-É... Esse é o problema!-Falei preocupada.

-No final desse labirinto- continuou Bellatrix- há um portal para o Lago Negro. Vocês terão que atravessa-lo a nado... 

-O que?- Foi a vez de Ginna.

-Vamos conseguir!- Hermione tentava manter o controle.

-SE PREPAREM! JÁ!

Começamos a correr novamente. 

Tentava não prestar atenção nos gritos que ouvia dos alunos. 

Senti um pingo gelado em minha testa. Aquilo estava mesmo acontecendo? 

Subtangente começou a chover e as chamas começaram a abaixar. 

Diminuímos a velocidade tentando entender o que estava acontecendo. 

“CORRAM!”

-Corre! -Novamente repeti o que meu professor indicava e fui seguida pelos outros. 

Comensais começaram a vaiar e se agitar. Aquilo não estava nos planos deles.

Chegamos rapidamente ao píer e pulamos no lago.

A água extremamente fria me fez perder o ar. As áreas queimadas nas minhas pernas, ardiam pela diferença brusca de temperatura. 

A chuva estava cessando aos poucos. 

Os alunos gritavam ao sentir o impacto da temperatura fria. 

Senti água no meu rosto enquanto eles nadavam ao meu lado em direção a outra extremidade do lago.

Os acompanhei.

Era também péssima em nado.

Comecei a sentir algo em meus pés e vi Ginna berrar ao meu lado.

-O que foi?

-Algas!- Berrou Hermione mais a frente.

Naquele momento senti algas enlaçarem meus tornozelos. 

Me debati para me soltar enquanto sentia uma angústia absurda. Nada funcionava. As algas apertavam cada vez mais minhas pernas. 

Quanto mais lutávamos, mais difícil ficava. 

-Para todo mundo!-Hermione berrou.- É como areia movediça, quanto mais se mexe, pior- Todos os alunos a ouviam com atenção. De repente o lago estava silencioso, todos pararam, seguindo o conselho dela- Deem as mãos! Nadem devagar e juntos!

Assim fizemos. 

Demoramos por volta de uma hora a atravessar o lago, mas todos o fizeram a salvo, tremendo violentamente de frio.

Nossos professores nos esperavam com toalhas para nos secar.

Todos com expressão assustadas. 

-A chuva?- Perguntei ofegante para Lupin.

-Fomos nós! Feitiços sem varinha...- Ele riu fracamente de lado. 

-Vocês também estão sem varinhas?! 

-Obviamente- os gêmeos falaram juntos.

-Todos em silêncio! -Era Minerva- Precisamos voltar para o campo. Alguém está machucado?

Minerva parou de falar assim que viu que todos nós estávamos de algum modo machucados- Gravemente machucado?-Ela refez a pergunta com um nó na garganta.

Negamos.

Caminhamos em silêncio até o campo. Os professores tiveram que voltar aos seus lugares na arquibancada e fomos em direção a última tarefa: O octógono!

-NÃO É QUE OS PERDEDORES CONSEGUIRAM CHEGAR ATÉ AQUI?- Risos na plateia- AGORA A DIVERSÃO VAI COMEÇAR!

Olhei assustada para a arquibancada e encarei Snape, implorando por ajuda.

“Tenha cuidado!” 

Ouvir sua voz em minha mente me deixava mais calma, estranhamente mais calma. 

Memórias me invadiram. Me lembrei de todos os momentos entre mim e ele. 

Eu precisava sobreviver, precisava dizer a ele que o amava. Não sabia desde quando e nem como, ele era meu professor e estranhamente meu melhor amigo. 

Eu admitira para mim mesmo que o amava quando o vi morrendo na Casa dos Gritos, depois do ataque de Naguini. 

Ele tinha Lily ocupando todo o seu coração, eu não tinha e nunca teria a mínima chance, mas precisava dizer a ele que o amava. Ele precisava saber que era amado.

O olhei novamente e sorri levemente antes de voltar minha atenção ao octógono.

Stanley Shunpike, um dos comensais mais novos, sorriu estranhamente para mim. 

Decidi ignorar, tinha um problema maior para enfrentar.

-PARA O OCTÓGONO, A QUE OBTEVE MAIS PONTOS E A QUE OBTEVE MENOS!

Umbridge se aproximou ao púlpito com aquela risadinha que eu odiava. 

-Pansy Parkinson e Aurora Andrews.

Subimos e nos encaramos. Ela me olhava com raiva e eu tinha meus olhos tristes e cheios de lágrimas.

-SE PREPAREM!

Fizemos posições de ataques.

-A LUTA SÓ ACABA QUANDO UM DOS PARTICIPANTES ESTIVEREM INCONSCIENTE.- olhamos em volta preocupados - LUTEM!

Vi Pansy se jogar para cima de mim, e senti um soco no rosto. Ela tentou mais uma vez, mas deslizei para o lado e ela quase foi ao chão. Se virou e tentou um outro soco. Novamente desviei. Me virei e acertei um soco em sua bochecha direita.

Finalmente uma tarefa em que eu era boa!

Os alunos estavam novamente em silêncio e total preocupação. 

Ela se recuperou e acertou um soco no meu queixo. 

Caí no chão e a senti por cima de mim. 

Agarrei seu pescoço e prendi minhas pernas em seus quadris. Ela fraquejou e eu a empurrei a para o lado, viramos e eu fiquei por cima dela.

Com toda a força que tinha, a enforquei. 

Vi seus olhos se arregalarem, ouvi os comensais gritando animados. O barulho me ensurdecia, minha visão estava novamente turva, apertava mais meus dedos, um medo terrível tomando conta de mim, meus amigos berravam para que eu parasse. 

Percebi o que estava fazendo e larguei seu pescoço imediatamente. 

Ela já estava inconsciente e eu senti meu corpo pesado e desmaiei em seguida, sentindo o baque do meu corpo contra o chão duro.

 

 

 

Acordei na enfermaria lotada de alunos.

Minerva estava sentada em um cadeira ao lado da minha maca.

-Professora...

-Oi minha querida... Como se sente?

-Com dor!

-Você já está sob efeito de poções, mas se precisar de mais é só pedir a Madame Pomfrey.

Olhei em volta e a vi correr de um lado para o outro, apressada para ajudar todos que lá estavam.

-Tadinha, ela deve estar atordoada...

-Aurora...- Olhei a professora seriamente, por que ela estava usando o meu primeiro nome?

-Aconteceu alguma coisa com meus avós? 

-Oh, não querida. Eles continuam em Boston, mas eu obviamente não relatei o que está acontecendo aqui exatamente.

-Isso é bom... Obrigada.

-Aurora, você deve saber de algo.

Me sentei com dificuldade. 

-O que aconteceu?

-Primeiro você deve saber que a culpa não foi sua...

-O que aconteceu?

-Pansy Parkinson... Ela não sobreviveu!


Notas Finais




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