História Autoclave - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Alfa!taehyung, Deteguk, Distopia, Kooktae, Kookv, Ômega!jeongguk, Omegaverse, Taekook, Vkook
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Palavras 3.423
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


noite, e olá, lycan.

Capítulo 1 - A Marca da Besta


Fanfic / Fanfiction Autoclave - Capítulo 1 - A Marca da Besta

Park Jimin vai enlouquecer e me enlouquecer daqui à cinco segundos se o ignorar, suas atitudes são extremamente protetoras e fundamentadas, mas ainda preciso ter um tempo para relaxar de verdade nessa porcaria toda e xingar o meu gene recessivo. Mesmo que a culpa nem seja tecnicamente do meu DNA omeganie.

A casa está completamente lacrada, o alarme ligado e até mesmo o rifle CBC 8122 deixado cuidadosamente sob a mesa de jantar, de certo modo, estou mais protegido e armado do que mais da metade dos ômegas da cidade, contudo, sei que não significa 100% de segurança, mas tenho todo o potencial encoportado e treinado para me defender facilmente, em todos os pesares, claro.

Sei que preciso me concentrar em coisas pequenas, como lembrar que a máquina se encontra dentro da autoclave e provavelmente já esterilizada. Esvaziar o lixo com risco biológico, mesmo tendo quase certeza que deixei os sacos na área da lavanderia, do lado de fora. E principalmente, ignorar completamente a matéria especial do Jornal da Noite sobre a história trágica deste dia; mas, é quase inevitável ignorar a voz adocicada de Kim Seokjin enquanto entrevista o hematologista, Dr. Kim — tenho quase certeza que o nome dele é Namjoon.

O âncora, Seokjin, pronúncia a pergunta pausadamente, com as ênfases necessárias, consciente e a par de todo o assunto: Doutor, antigamente existia o “cio”, correto? E muito se acreditava que era uma característica do gene recessivo dos ômegas. Poderia explicar aos nossos telespectadores o que mudou e, principalmente, como se originou este dia?

 

Primeiramente, preciso aprofundar sobre o passado. Jin, antigamente o conhecido cio era atribuído como um descontrole severo hormonal. Qualquer umas das espécies produziam a serotonina em extrema abundância, ela, nada mais é que um neurotransmissor com um odor forte e atrativo.

Com essa justificativa, dita plausível, ocorriam diversos casos de estupros e mortes frequentes que eram justificadas perante a justiça como um ato intencional de um determinado período influente de Licaão, o nosso ancestral. E com a compressão da correlação e valor social, percebeu-se que tudo isso se tornava motivo para práticas inumanas, o que é e era inviável. A dominação alfática transformou a sociedade, naquela época, em um cenário cruel e apocalíptico.

 

Sei disso, mamãe faleceu dessa forma. E contradizendo todo o meu pensamento, me vejo completamente absorto na entrevista, talvez assim o tempo possa passar mais rápido.

 

E por meio de estudos sobre o comportamento entendeu-se que sempre fora uma questão biológica do próprio alfa. Mas é importante perceber que antigamente não tínhamos nem um terço do equipamento e conhecimento de hoje, as pesquisas que foram produzidas a mando governamental, deixou claro que houve investimento de vários países desenvolvidos e subdesenvolvidos com autoria da própria ONU, para que se entendesse as atitudes alfáticas no cenário global, tiveram resultados terríveis. Os experimentos realiza...

 

A campainha.

O din don quase faz meu coração saltar pela boca. Minha mente esquece completamente tudo o que conseguia captar de maneira até que razoável. Salto do sofá e, mesmo descalço, corto a pequena distância com menos de quatro passos longos demais até o pequeno monitor que transmite as imagens da câmera externa de segurança.

Reconhecer o cabelo vermelho de Kim Taehyung, em outros momentos, poderia até mesmo me fazer perder um pouco da razão e soltar algum tipo de xingamento em pura brincadeira com a sua presença; contudo, receber um modificado bem neste dia com um sorriso no rosto e o humor mais despreocupado do mundo todinho, é quase como dar um tiro no pé.

O celular continua vibrando, preciso tranquilizar o Jimin, mesmo que isso fuja da minha personalidade de garoto desgarrado e, principalmente: expulsar o Taehyung.

Toco no botão do interfone e tento manter a calma.

— Tae? — minha voz quase torna-se um sussurro escroto, mas preciso ter paciência comigo mesmo, em todos os meus quatro anos morando sozinho, aprendi a ter uma cautela maior que o normal. — O estúdio está fechado hoje.

O levantar de sua argúcia é lento, percebo que Taehyung faz questão que a câmera me revele o acastanhado padrão de seus olhos. Não estão vermelhos, ele está limpo, mas ainda é um modificado, um alfa sem as habilidades de convívio completamente desenvolvidas. Em outras palavras: um dos alfáticos que destruíram mais da metade do mundo. Não posso deixá-lo entrar, mesmo conhecendo sua índole, seria idiotice minha, e, principalmente, não estou nenhum pouco confiante sobre isso tudo. E se ele não entender, o meu rifle terá que o obrigar a deixar os dois degraus da minha casa.

— Esqueci meu celular aí, só preciso dele para ir a Autoclave. — É mentira, e ele sabe muito bem que eu consigo ter cabeça o suficiente para entender seu blefe; contudo, me vejo caminhando rapidamente até o estúdio e procurando com o olhar o smartphone retangular com capinha amarelada e o encontrando estranhamente recostado na maca.

O estranho é que eu limpei todo o estúdio à trinta minutos e não encontrei celular algum, nenhum objeto que não fosse padrão de minha organização. Como aquilo foi parar ali?

O silêncio é tão perturbador que quando meu celular vibra novamente é quase como se uma bola de demolição estivesse sendo arremessada contra minhas paredes. Park Jimin sabe que se me ligar vou ignorar prontamente, então enche minha caixa de mensagens até que o meu celular trave e clame por minha atenção; e, quase que obedecendo esse pedido de socorro, desbloqueio o visor e encontro o número 16 ao lado do chat de conversas.

Ignoro todas as quinze mensagens antigas simplesmente porque a última me deixa em um colapso nervoso: Por favor, sei que você está na sua casa e acredita estar em segurança, só preciso te avisar, mesmo que seja sigilo da empresa, que um dos modificados de Classe D não voltaram para a Autoclave ainda e os portões já fecharam. Só mande uma mensagem dizendo que está bem, por favor, Jeon, por favor.

Nunca entendi direito o que eram isso de Classes, mas parar para me aprofundar no assunto sempre foi algo que me deixava irritado, e Jimin nunca quis ser o suficiente claro e preciso, sempre reafirmando sigilo máximo de experimentos confiáveis e desconhecidos dentro da Autoclave. Ele é uma das chefias. Porém, quase deixo o quesito rebeldia de lado para entender o tom da mensagem. Tem algo de muito errado acontecendo.

E isso me irrita, as coisas não podem fugir do controle, do meu controle.

Antes que minha mente pense em alguma ação, sinto meu corpo começar a ficar em alerta e uma rápida descarga de adrenalina esgueira-se, o frio na barriga vem com um vento gélido, o que é esquisito já que a casa está completamente fechada e aromatizada, nenhuma janela deveria estar aberta, sei que tive todo o cuidado para fechá-las e ainda conferir o trinco duas vezes, contudo, pela ironia do destino, me vejo encarando o jardim da casa ao lado como se minhas próprias mãos tivessem retirando a trave e o cadeado e jogando no chão, arregaçando o ladrilho de metal resistente. Tem alguém brincando com a minha mente e esse ser vai sair daqui com uma bala presa no cérebro!

Ignoro a sensação ruim e pego o celular da maca já o enfiando no bolso, jogo o meu no sofá onde ele acaba quicando por três vezes seguidas e caí com o visor no tapete. E, ainda descalço, vou até a cozinha e seguro meu rifle posicionado na altura do queixo, pois sei muito bem que o Taehyung é exatamente do meu tamanho, facilitando minha mira em proporções deliciosas. Por fim, retorno ao interfone apenas para proferir as seguintes palavras: — Irei abrir a porta e fechar em menos de dez segundos, quando entrar mantenha distância ou atiro em você!

Antes que minha mente consiga processar tudo isso direito, aperto o botão preto e me posiciono no rumo da porta. Consigo imaginar perfeitamente a figura exasperada de Park Jimin neste exato momento caso estivesse aqui comigo, me dando todas as broncas possíveis e até uns petelecos na cabeça.

Início a contagem mentalmente, e quando chego ao sete, Kim Taehyung entra rapidamente pela porta branca, posicionando no lado esquerdo, com o mesmo sorriso pretensioso que eu acho tão atraente em quase três anos e meio de clientela, que permanece em sua face mesmo após reconhecer o CBC 8122 em minhas mãos. Nunca entendi ao certo Kim Taehyung, mas ele sempre fora uma figura no mínimo curiosa com esse desejo masoquista de sempre tatuar o mesmo lugar. Em outros tempos, isso seria inviável.

Deixo as divagações um pouco de lado e me concentro em fechar a porta antes de chegar ao 10, nem me precavendo se liguei a porcaria do alarme, mas foi antes de receber qualquer um dos incomuns gritando e urrando por revolução no tapete da minha sala querendo meu DNA para sei lá que experimentos a Insolite insista em fazer com aqueles que não concordam com o jeito ridículo que compreende a nossa hierarquia social.

— Então você tem uma arma. — Taehyung não aparenta nem um mínimo de surpresa, mas parece gostar de elevar seu tom a chacota. O conheço a um tempo até que considerável, poderia dizer que ele se enquadra na linha tênue de uma pessoa confiável e mais ou menos confiável; contudo, o que acaba interferindo em nossa relação amigável é que, tirando o fato claro dele ser um modificado que não se enquadra no treinamento, não sei absolutamente nada sobre ele, apenas o seu nome, sua idade e suas preferências por traços mais sofisticados. — Posso me sentar? Eu vim caminhando até aqui.

Sempre supôs que ele morava na Autoclave e me visitava nos dias de Euforia da instituição, quando os alfas com maiores resultados poderiam sair e conhecer um pouco do mundo que eles fizeram questão de ajudar a destruir. Porém, hoje, acho que ele está tentando me enganar de algum modo, e é um pleno azar achar que minha cabeça pode ser manipulada tão rapidamente.

Aponto o rifle para uma das cadeira de mogno preta, que ele calmamente, procura relaxar-se com a maior tranquilidade do mundo. Só pode ser algum tipo de brincadeira comigo.

O vento gélido se intensifica em tal forma que meu corpo fraqueja, Kim Taehyung no mesmo cômodo que eu, neste dia fático quase me fez esquecer da porcaria da janela aberta e do arbusto do vizinho cientista. Não abri aquela janela, sei muito bem disso, e a pessoa que o fez está a minha frente achando que se encontra em algum tipo de colônia de férias.

— Para com isso agora, eu sei que é você! Não sei como está fazendo, mas sei que é você! — Meus dedos, para a minha completa alegria, não enfraquecem em instante algum e conseguem mirar bem ao centro, na linha de tiro para a morte de alguém, no rumo central das sobrancelhas de Kim. — Eu não tenho medo de você.

— Sei disso, e eu não estou fazendo nada… — deboche idiota.

— Não me faça usar isso contra a minha vontade! — Quase rosno, mesmo sabendo que a frase é tão culpória¹ que se enquadra ironicamente na situação.

Taehyung não diz absolutamente nada, seu rosto é impassível, seus olhos cravam os meus em uma intensidade que poderia ter diversos significados em outras circunstâncias, mas agora, é só pretensiosa e altamente perigosa. E o silêncio golpea em completa sintonia com a temperatura nevada, estou começando a sentir um frio desconfortável, quase como se alguém estivesse me fazendo fraquejar a força, tentando me apagar de algum modo, coisa que eu sempre fui o suficientemente forte para lutar com todas usando o meu gene recessivo idiota.

E como mamãe muitas vezes gostava de usar um ditado quase que assustador demais para dois garotos completamentes perdidos na vida, consigo visualizá-la perfeitamente segurando uma caneca de chá verde, um roupão branco de seda e pantufas de coelho, recostado no batente da cozinha da nossa antiga porta: “meninos, entendam, mente vazia é oficina do Lycan”. Mamãe sempre foi bem esquisita e eu nunca entendi direito ao certo o que poderia ser “Lycan”.

E assim como a sua fala se enquadra em qualquer momento da vida de um beta ou ômega, a voz do âncora Seokjin preenche a sala, quase como se alguém tivesse aumentado o volume da televisão ao máximo, meu pé esquerdo apoia meu corpo que balanceia de leve, e consigo, mesmo em uma fração curta de segundos, perceber que o próprio Taehyung observa de relance a janela aberta bem atrás de mim. Quase como se estivesse conferindo algo.

 

Os alfas concederam ao governo e a si mesmos a oportunidade de viver em sociedade através da Autoclave. A instituição é uma escolarização social, lá eles passam por diagnóstico severos até ter os seus genes dominantes reduzidos ao máximo, mesmo com todos os pesares e efeitos colaterais. Mas, infelizmente, mesmo com essa ótima iniciativa positiva em quesito global, grupos rebeldes criaram a Insolite.

Esses alfas em particular recusam os ensinamentos da Autoclave e vivem irracionalmente em florestas que são constantemente caçadas pelo alto esquadrão da própria Autoclave. E, neste determinado dia é extremamente complicado contê-los devido ao ápice lunar. Sei que não deveríamos pedir que tenham precaução, mas é inevitável com os Incomuns a solta, se escondendo a procura de comida. Eles têm algumas características que eram padrões nos alfáticos de antigamente, podem manipular um ômeganie e um betário sem nenhuma dificuldade. Então caso sintam algo de estranho, não ousem em comunicar a emergência da Autoclave.

 

É o que eu deveria ter feito um minuto e dezessete segundos atrás, creio que agora seja tarde demais.

— A Autoclave é tão segura, sempre em prol da comunidade e a serviço de qualquer um dos povos… — O risinho de escárnio de Kim Taehyung me assusta, pois veio absolutamente do nada e ele claramente está zombado de todo o legado da Autoclave. Só pode ser algum tipo de pegadinha. — Treinam os modificados para viver em sociedade da maneira mais cordial possível. A Autoclave é hipócrita.

Sei que um rifle é próprio para caçadas ou lutas sem corpo a corpo, ajusto a luneta já sabendo que a munição está zerada e ergo novamente na altura do Taehyung, que teve liberdade para se levantar e até dar um passo em minha direção: — Meu celular, Jeon, eu só vim pegar o meu celular. — Está escrito mentira na testa dele, e eu estou quase perdendo a cabeça com isso.

O vento está se intensificando ao meu redor, e agora sinto algum tipo de presença bem perto de mim, quase uma sombra pairando sobre minha cabeça. Tem mais alguém aqui, ou Kim Taehyung não aparenta a segurança que eu tanto imaginava.

Antes que eu pudesse pensar em uma resposta e até mesmo tentar afastar esse mal-estar, a porta abre-se brutalmente e o rifle quase escapa de minhas mãos acompanhando por um 22 sendo cravado na parede de cimento ao lado do batente da porta. Um rapaz de cabelos avermelhadas esquiva-se e usa a própria porta como proteção. O projétil passou longe do alvo, e mesmo que o rifle seja silencioso, ele conseguiu se esquivar graciosamente. Como um omeganie treinado.

Jung Hoseok, de pele dourada e sardas proeminentes nas bochechas e nariz, quase como ínfimos pingos de chuva de sangue. Um cliente que tatuou um sol perto do nódulo da orelha esquerda com traços que imitam uma renda milimétrica. Ele é um ômega.

— Estamos em um episódio especial do Animal Planet? — seu sorriso é até que verdadeiro, mas estou tão confuso e para piorar tenho certeza absoluta que vi um vulto do lado de fora e a porta continua aberta. — Taehyung, pegou o celular? Você está atrasado, e aqueles caras vão fazer questão de te punir! Então, anda!

Não é preciso ser muito inteligente para saber que ele está falando da Autoclave. E talvez eu tenha exagerado um pouquinho; mas um alfa apareceu na minha porta, um celular na maca do meu estúdio, a minha janela abriu magicamente e eu tenho certeza que vi a forma de um lobo correr pelo meu jardim. Tenho a porcaria dos meus motivos para atirar em uma parede por causa do susto.

E qualquer confiança que eu tinha no Taehyung, fugiu completamente da minha consciência após o dia de hoje, mesmo que ele esteja acompanhado de um ômega, coisa que é um sinal de paz, ainda é suspeito. Até por que eles podem ser um casal escroto daqueles que encontramos nos livros de romance com a temática ridícula da nossa sociedade, onde ainda existem alfas que se sentem na necessidade de ter seus ômegas em seus cios infinitos.

— Por favor, Jeon, preciso do meu celular ou eu vou ter que virar um incomum a força. — Ele está tentando ser engraçadinho e o meu ânimo não está nada favorável à isto. Com a minha mão livre, pego o aparelho no bolso direito e entrego rapidamente, estou meio trêmulo internamente, mas faço questão de permanecer calmo, concentrado e com a força que eu tanto aprendi ter. — Obrigado, e você deveria fechar aquela janela.

— Não precisa me mandar fazer as coisas! Eu sei muito bem o que fazer. — As palavras saem meio emboladas, mas Taehyung capta muito bem a mensagem e a ignora com o seu sorrisinho ridículo. Quase me esqueço que o namoradinho dele está assistindo tudo e provavelmente adorando o espetáculo. Se arrependimento matasse, eu não teria usado tintas tão caras na pele deles. 

Ele simplesmente caminha em direção a porta, e Jung Hoseok, que é meu hyung, some pela pequena trilha de pedras, e escuto uma batida fraca de algum carro velho que eles tenham conseguido nessas lojas de veículo barato. Taehyung, por fim, parece que vai me deixar em completa segurança novamente — claro, assim que eu fechar a porcaria daquela janela —, mas pára apenas para me encarar e provavelmente soltar alguma frase de efeito desnecessária para o momento.

— Vai querer me tatuar na semana que vem ainda? Ou eu sou um risco para você… — Misteriosamente, ele me paga super bem, quase além da conta. Não sei de onde ele tira tanta grana, já que não dá para você tatuar alguém com desconto em queima de atacado, é inviável e só dá prejuízo. Contudo, sei que a minha resposta deve ser não, é o que a minha parte racional grita compulsivamente a espera de uma reação considerável. Porém, o que sai da minha boca é quase irreconhecível, como se alguém estivesse falando por mim. 

— No mesmo horário! Traga uma ideia fixa dessa vez. Não quero perder meu precioso tempo tendo que decifrar suas ideias confusas. — Eu deveria sim perder a porcaria dos meus segundos, minutos, horas com outras coisas saudáveis, mas, Kim Taehyung e Jung Hoseok não estão mais na minha casa e a temperatura se normalizou. A porta está trancada, a janela perto do vaso azul em formato de baleia que Jimin me comprou em uma feira de quinquilharias está fechada. Como se não tivesse sido tocada em momento algum.

Meu celular vibra novamente, como se esperasse o momento certo para agir. Repouso o rifle na cadeira de mogno preta que antes era ocupada por Kim Taehyung e caminho até o tapete bege de quarenta centímetros de pelagem artificial, checando se está tudo bem com o meu celular.

Sem nenhuma rachadura, trinco ou sinal que danificou alguma coisa, pelo menos o preço que paguei nesse pedaço de matéria prima consegue ser incrivelmente resistente com os meus pequenos ataques emocionais.

Abro o chat do Jimin e o vejo digitando, ignoro todas as outras mensagens, como sempre, apenas para me concentrar nessa: O último alfa da Classe D chegou, espero que esteja dormindo ou se enchendo de pudim para ter ficado nesse silêncio todo. O idiota chegou atrasado então irá receber algumas punições, o que é ótimo para disciplinar esses palermas. Me mande pelo menos um “Está tudo bem” para que eu posso trabalhar em paz, ok? Te amo maninho, dorme bem.

O alfa da Classe D estava na minha casa há alguns instantes e saiu com omeganie que eu jurava ser normal, tinha uma sombra de um lobo no meu quintal e a minha janela estava aberta. Porém, mesmo querendo mandar tudo isso para o Jimin, a única coisa que meus dedos digitam é o meu “Tudo bem” padrão. Jogo o celular novamente no tapete e cogito ir até a geladeira comer macarrão instantâneo até ficar morto de sono, contudo, tenho quase certeza que um par de olhos escarlates em uma cabeça peluda vermelha me encaram da porta da sala, como se fosse a marca da besta estivesse aqui para me desejar um mórbido boa-noite.


Notas Finais


Boa noite, estou sumida aqui, eu sei. Ainda lembram de mim? Isso é quase um retorno.
Todo o plot dessa fanfic é algo que surgiu com muito trabalho, um projetinho que eu tive toda a ajuda da Elisa, que é tipo o amor da minha vida. E estou tão nervosa que acho que vou ter que me desconectar depois disso.

A fanfic terá alguns spoilers sendo lançado nos meu twt pessoal: https://twitter.com/chuobih
Agora, o mais importante, cada personagem tem sua caracterização em um designer feito por uma pessoa maravilhosa, e vocês podem, e se possível, DEVEM conferir nesta thread: https://twitter.com/chuobih/status/1026610170342924288

E é isso, obrigada e vejo vocês logo, logo <3.

P.S: Os termos serão explicados no decorrer da fanfic.


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