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História Autora Desconhecida - Michaeng - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi meus amores, eu não demorei muito para atualizar certo? Espero que gostem do capítulo mesmo que eles esteja recheado de emoções e acontecimentos. PEÇO ATENÇÃO DE TODOS AQUI, UMA PARTE DESSE CAPÍTULO POSSUI UM CERTO GATILHO PORTANTO QUANDO FOR AVISADO NÃO LEIA CASO SENTIR-SE MAL.

Boa leitura e eu amo vocês, se cuidem minhas vidas

Capítulo 7 - Rosa de Sarom e a bailarina


Fanfic / Fanfiction Autora Desconhecida - Michaeng - Capítulo 7 - Rosa de Sarom e a bailarina

2 de junho, 2020

Chaeyoung ainda estava perante Mina com os braços cruzados a frente de seu peito, os olhos da manager estavam cravados na escritora que sustentava um olhar tranquilizante no rosto e isso irritava Myoui. Ela não conseguia tirar Son do sério do mesmo jeito que a baixinha fazia consigo, conforme ambas sustentavam o olhar elas podiam sentir suas gargantas coçando como se estivessem clamando por algo ainda desconhecido:

- Eu não quero nada vindo de você, Myoui. Eu recuso a proposta. - Son levou sua mão para junto a de Mina que segurava a porta, a escritora logo retirou a palma da manager dali para que pudesse, enfim sair do escritório.

Conforme ela ia andando decidida para o mesmo elevador que havia entrado, deixava para trás uma japonesa boquiaberta, totalmente incrédula com a arrogância da garota. Logo ela, a mais rude de todas:

-Saeng! SAENG! - Myoui esbravejava na porta atraindo olhares curiosos dos funcionários da empresa e até de Sana que abriu a porta de seu escritório colocando sua cabeça para fora a fim de ver o que estava acontecendo.

O sentimento de raiva tomava o corpo da manager, suas veias estavam saltadas em seu pescoço e a vermelhidão ruborizava com força as maçãs de seu rosto a deixando estranhamente adorável. Enfim, não tardou para que o estrondo provindo da porta da japonesa sobressaísse praticamente o prédio inteiro causando alguns murmúrios vindos dos empregados.

Minatozaki abandonou seu escritório com uma expressão dolorida só de pensar o quão sua amiga estava irritada pelo o acontecido com a escritora. Afinal, nem precisou se aproximar muito da porta grande para escutar os mais diversos xingamentos provindos da boca de Sharon, Sana simplesmente odiava o que quem fez com que Mina ficasse desse jeito. Na realidade, ela sabia o exato momento onde Myoui simplesmente se fechou para tudo e todos até mesmo para ela, sua melhor amiga.

A japonesa do cabelo cor de fogo adentrou a sala da mais velha um tanto hesitante e assim que viu Sharon apanhando uma garrafa de bebida alcoólica interviu. Sana correu até Myoui e capturou o vidro escuro de suas mãos, a manager por sua vez possuía uma aura enfurecida envolvendo seu corpo. Mina logo viu a ruiva com a garrafa em mãos a impedindo de ingerir o líquido amargo:

- Sana me devolve! Eu não estou com paciência. - Mina tentou aproximar-se do corpo da outra japonesa, mas a mesma apenas colocou o vinho para trás de si e segurou Myoui com sua outra mão.

- Não! Não vou deixar você se afundar na bebida, Minari. - Minatozaki não ficava brava com facilidade, porém, esse era o único sentimento que tomava seu peito por inteiro agora. - Que saco Mina, não é porque uma coisa não sai do seu jeito que não vai dar certo. Pare de ser infantil, já deu, não?

- Eu sou infantil? - Mina riu sarcasticamente, mas logo continuou. - Você que é infantil, Minatozaki. Age como uma criança em seu mundo colorido, a vida não é um doce e se não fosse por mim essa empresa já estaria falida.

- Como você ousa dizer isso, Mina? É só isso que eu sou pra você? A vice presidente da empresa? - Sana colocou a garrafa sobre a mesa e voltou a encarar a japonesa. - Então… eu espero que essa merda EXPLODA, eu não aguento mais ser seu saco de pancadas, eu não aguento mais ver você sendo tão rude e ignorante com os outros. Sei que não cabe a mim te julgar, mas sim como amiga te falar que você precisa da porra de uma ajuda de um psicólogo porque não consegue lidar com seus próprios sentimentos. Que caralho Mina, o mundo não gira ao seu redor, não. - Sharon nunca havia ouvido tantos palavrões sair da boca da mais nova.

- Viu como você é infantil? Não consegue ouvir a verdade. Talvez, quem precise de um psicólogo seja você… e se quer que exploda, pode ir embora. Não irá fazer diferença, eu não preciso de um peso morto em cima da empresa.

Mina logo percebeu o que havia dito, portanto arregalou os olhos tentou se aproximar de Sana, essa que estava cabisbaixa com os punhos cerrados, apenas segurando para que as lágrimas não saíssem naquele momento. Conforme os passos da japonesa foram se aproximando da ruiva, o peito da Minatozaki subia e descia com força e ela estava tentando achar o senso que a amiga havia perdido, estava doendo demais. Sana sentia-se traída, insuficiente e incapaz de qualquer outra coisa, era como se o seu coração estivesse estraçalhado e as memórias feitas com Mina, manchadas.

- Procure-me apenas quando você voltar a ser a Mina que eu conheci anos atrás, a Minari que me levou para o Rio Sumido em Tokyo e bêbadas juramos nossa amizade eterna. Eu não te conheço mais, você não é a minha rosa de ‘Sarom- Os olhos de Minatozaki estavam marejados e sua voz completamente embargada. - Antes disso esqueça que eu existo.

- Sana não foi o que-

Um tapa estralado fora feito contra o rosto da manager mais velha. Sana nunca havia feito nada do tipo, não era capaz de fazer mal nem mesmo para uma mosca, entretanto não tinha mais como guardar toda aquela raiva e mágoa dentro de si. Myoui estava estática em seu lugar pois ela havia tomado um choque de realidade, acabara de estragar tudo com sua melhor amiga. Despedaçando qualquer tipo de lembrança feliz do verão de 2012.

“Eu sou tão boa em fazer loucuras

Fazendo faíscas e tal, mas depois

Eu sou ruim, sou uma amiga ruim”

-Bad Friend, Rina Sawayama

...

13 de agosto, 2012

Era o auge do verão na cidade de Tokyo, a noite estrelada iluminava as amigas sorridentes com suas mãos entrelaçadas. A Lua vigiava os atos de Mina e Sana de longe, admirando a conexão vinda de outras vidas… até mesmo para o corpo celeste a amizade entre as duas japonesas era indescritível. Elas eram muito mais do que almas gêmeas, talvez muito mais do que um dia poderiam imaginar.

Os olhos mais veementes poderiam ver o fino fio vermelho ligando ambas as almas, elas completavam uma a outra. Minatozaki dançava alguma música animada provinda de um bar longe das margens do Rio Sumida, Sharon tinha mais uma das incontáveis latinhas de cervejas em suas mãos, já havia perdido as contas de quantas tinha ingerido naquela noite.

- Veja, Minari. A Lua. - Sana tropeçava em seus próprios pés devido a sua embriaguez fazendo a outra japonesa rir fortemente, a mais nova tentava fazer seus melhores passos de dança, mas assim que seus olhos se encontraram com a grande bola luminosa no céu, ela sorriu.

- Sannie, será que o pó galáctico tem gosto? - Mina disse olhando para o céu brilhoso.

- Não sei, Mitang… Deve ser amargo, imagina as necessidades dos ets voando pela galáxia e irem parar na sua boca? QUE NOJO. -  A japonesa de cabelos castanhos longos fez uma careta enjoada ao mentalizar a imagem que viu em sua mente.

- Sana! Você destruiu toda minha ideia do universo. - Mina empurrou a amiga que riu enquanto cambaleava, mas acabou caindo no gramado vívido. 

A Minatozaki puxou a mais velha para deitar junto a si na grama e ambas entrelaçaram suas mãos quentes assim como a noite naquele dia. Elas não sabiam o que o futuro as aguardava, não sabiam o que seriam delas daqui dias, imagina anos… Entretanto, elas sabiam que se tivessem uma a outra nada iria as impedir de navegar pelo universo.

- Mitang… você é minha certeza ao meio de tantas dúvidas. Por favor, não me deixe nesse mundaréu sozinha… eu sou mais forte ao seu lado. - Sana disse olhando para a bela Lua enquanto brincava com os dedos da mais velha.

-Sannie você é um ser de luz, nunca deixe ninguém afetar esse seu jeito. Nunca deixe de ser quem você é e se expressar do jeito que se expressa. - Sharon pendeu sua cabeça para o lado analisando o perfil de sua melhor amiga. - Seremos eu e você contra o mundo. 

Minatozaki fez o mesmo que a outra morena e pendeu sua cabeça para o lado. Suas miradas se conversavam sem ao menos terem assunto, as almas de ambas se entendiam como ninguém. Talvez, até mesmo os olhos alheios achavam estranha a forma como elas se transbordavam, afinal se Mina estava feliz automaticamente Sana também estava.

- Eu pensei em algo… - Sana proferiu após um certo tempo de silêncio entre ambas.

- Diga Shiba. 

-Sharon… tem o mesmo som de Sarom. - Os neurônios de Minatozaki trabalhavam na última velocidade para tentar fazer uma frase que fizesse sentido em meio em toda sua embriaguez. - Logo, você é minha rosa de Sarom.

-Está me chamando de banda de rock que toca sobre temáticas cristãs, Minatozaki Sana? - Sana olhou para Mina e começou a gargalhar histericamente. - acho que você bebeu demais.

-Nah, só me escute… - a japonesa falou mole, mas logo tentou reformular seu pensamento. - Eu irei dar um novo significado para isso. Rosa de “Sharom’, onde eu encontro meu ponto de partida e chegada. - Sana disse fazendo aspas com os dedos para que houvesse uma analogia entre Sharon e Sarom.

Mina ficara pensativa após a frase de sua amiga, ponto de partida e chegada… Sana resumiu toda a amizade delas bêbada de uma forma maravilhosa e ela não mudaria nada em sua percepção. Talvez ela tivesse a total certeza porque não importa onde ela estivesse, a mão quente da Minatozaki estaria entrelaçada a sua.

Conhecidas de outras vidas, a cada ano que passavam juntas era mais milhares motivos para se seguir com a vida. A presença uma da outra fazia o mundo brilhar e torna-se menos pesado, afinal elas compartilhavam esse peso todo e se apoiavam independente de qualquer situação. Elas não poderiam imaginar que a mais velha, que levava consigo o sorriso mais genuíno no rosto naquele verão de 2012, demonstraria ao mundo seu lado mais obscuro fazendo até mesmo seu porto seguro encher-se de trincas. Então, seu porto segura ou melhor, Sana havia se fechado por inteiro.

“Corremos através das luzes brilhantes de Tóquio, sem nada a perder

Verão de 2012, queimado em minha mente”

 

-Bad Friend, Rina Sawayama 

27 de outubro, 2015

Sana tinha os hashis carregados dos grossos macarrões provindos do prato típico japonês, já Mina estava apoiada na mesa apenas esperando o veredito da mais nova para com seu prato. A Minatozaki tinha seus olhos concentrados na ‘sopa enquanto suas bochechas estavam inchadas devido a comida e um fofo bico formava em seus lábios.

Myoui soltou um grunhido nervoso porque ela queria saber logo se sua melhor amiga havia gostado do sabor. Finalmente, Sana pousara os compridos pauzinhos sobre a mesa e encarou a mais velha, com os olhos arregalados Sharon apenas esperava uma resposta conforme seus dedos brincavam uns com os outros:

- Se quiser, fujo com você para qualquer lugar no mundo apenas para construirmos um restaurante. Isso está divino, Minari. - Sana pegou novamente os hashis e apanhando um pouco mais do ‘udon, logo levando para os lábios de Mina.

- Você sabe que eu não possuo escolha… - Sharon sentou-se na banqueta ao lado da amiga enquanto mastigava os macarrões calmamente.

- Então é isso? Você realmente irá abrir mão de seus sonhos, por causa do que seus pais dizem? - Minatozaki suspirou e encarou a garota em sua frente.

- Sim. Nós duas sabemos que é melhor assim, vovô não ficará feliz em saber que meu pai não me deixou na presidência. 

-Sharon, seu avô te ama mais do que qualquer outra coisa. Aposto que ele seria o segundo, porque certamente eu já sou a primeira, a estar te apoiando na carreira culinária. É o que você ama.

- Não é assim que as coisas funcionam, Shiba… Sabe disso. - Myoui tinha seu olhar cabisbaixo, ela apenas não queria esse rumo para sua vida, mas a pressão exercida sobre suas costas parecia mais assustadora do que viver uma vida infeliz e o motivo de ela pensar dessa forma ainda era desconhecido.

Sana nada disse, apenas puxou o corpo da amiga contra seu peito e deixou com que  a mais velha descansasse ali, onde nada poderia a preocupar ou atingir. Existem vários tipos de crenças que acreditam que todos nós possuímos algum tipo de guardião ou o famoso “anjo da guarda”, Mina poderia acreditar nelas cegamente apenas por ter Minatozaki ao seu lado. 

E mais uma vez elas eram o ponto de partida e chegada uma da outra, prontas para lutar contras seus demônios ou qualquer tipo de obstáculo em que poderiam se esbarrar. Contudo, elas não contavam com que elas mesmas destruíssem tudo, porém ainda não estava tudo acabado, mas alguém teria que aprender a ceder.

2 de julho, 2020

Momo tinha seus alunos perante seus olhos repetindo pela vigésima vez o mesmo movimento, as mãos da professora estavam em sua cintura enquanto ela analisava cada pequena ação provinda dos aprendizes. Ela segurava o sorriso para que eles continuassem dando duro em suas apresentações porque ela mais do que ninguém sabia que a prática levava a perfeição. Logo o encerramento da música, a japonesa abriu seu mais belo sorriso:

-Vocês foram incríveis! Eu estou muito orgulhosa de cada um. - Hirai apontou para todos seus alunos enquanto falava algumas palavras de incentivo. - continuem assim que vocês irão conseguir tudo aquilo que almejam.

Os alunos curvaram-se perante a mentora e logo começaram apanhar seus materiais para voltarem logo para casa. Enquanto a japonesa começou a fazer o mesmo, ela pegou sua mochila vermelha vinho capturando seu conjunto esportivo para vestir por cima do colã bailarino. Assim que estava devidamente vestida e quentinha, saiu da sala de dança analisando o saguão da academia onde Seulgi e Lisa riam de alguma baboseira que a tailandesa havia dito.

Momo se aproximou das outras duas professoras com um sorriso no rosto. A Manoban dava aulas de dança de rua enquanto Seulgi era responsável pelo jazz e stiletto, uma nova vertente da dança. Já Hirai dava aulas de balé clássico e contemporâneo:

-Qual foi a piada da vez, Lisa??? - Momo disse pronta para receber mais uma das piadas ruins da garota alta.

-Momo! - Lisa não conseguia parar de rir assim como Seulgi. - A Jisoo que me contou, lá vai… você conhece a piada do pônei?

-Hum.. não? - a japonesa respondeu já rindo da resposta.

-Pô nei eu! - Manoban arqueou suas costas para trás de tanto que ela estava rindo enquanto suas mãos estavam a frente de sua barriga. - aí aí para minha barriga tá doendo.

-Ai Manoban, só você mesmo. - Seulgi disse calmamente enquanto tinha suas mãos em sua cintura. 

-Eu vivo por suas piadas, Lisa. - a Hirai riu fortemente da piada da tailandesa mesmo que não possuísse nenhuma graça. - agora preciso ir, Nayeon fica preocupada de eu sair muito tarde. 

-Nós entendemos, Momochine. - a Kang disse enquanto afagava o ombro da japonesa.

Momo se despediu das duas amigas e logo caminhou para fora da academia de dança. Ela amava aquele lugar, mas simplesmente odiava aquela rua, era sempre tão escuro e sombrio. A bailarina podia jurar que sentiu um frio arrepio correndo por toda a extensão de sua espinha, além de estar completamente tomada por um pressentimento ruim.

A japonesa abraçou seu próprio corpo e começou a caminhar na rua deserta e gélida por conta própria. Ela começou a pensar em Nayeon e Jihyo para assim tentar afastar o sentimento ruim que insistia em consumir seu corpo, por algum momento ela ouviu uma voz dizendo para voltar para a academia para ligar para uma de suas namoradas e pedir para que elas viessem te buscar. Contudo, Momo apenas ignorou o seu extinto e continuou a andar para a estação de metrô mais próxima. 

Como se tratava da hora do hush, praticamente todos os metrôs estavam lotados demais e isso deixava a japonesa um tanto irritada pois ela adorava seu espaço pessoal, contudo entendia o tumulto. Assim que adentrou a caixa metálica andante procurou um disputado lugar, aquele mais perto da porta para conseguir sair um tanto mais rápido em seu destino. 

*Aviso: gatilho para assédio.*

Momo colocou sua mochila perante seu peito como sempre fazia e ficou com sua cabeça encostada no bastão de ferro gélido. Conforme a viagem ia passando ela começou a sentir uma presença atrás de ti e isso começou a deixá-la extremamente desconfortável, logo virara seu rosto para ver o que ocorria atrás de si se assustando com um homem atrás de si bem mais alto com um sorriso malicioso no rosto.

Hirai engoliu em seco e tentou dar alguns passos para longe dele, mas foi praticamente impossível devido ao mundaréu de gente que se encontrava naquele único vagão. Pode sentir a mão áspera correr para sua cintura e a dançarina apenas começou a tremer enquanto seus dedos dedilhavam o bolso da frente de sua bolsa.

“- Use quando sentir-se em perigo, meu amor. - Nayeon tinha dois tubinhos pretos e vermelhos em suas mãos. 

- Spray de pimenta? - Jihyo indagou ao capturar o pequeno frasco da mão da mais velha.

- Quando eu não puder proteger vocês, isso vai. 

- Acho que não será necessário, Nabong. - Momo disse calmamente enquanto levava seus braços para a cintura da promotora.

- Por favor, coloquem na bolsa de vocês.”

A bailarina tinha essa cena passando repetidas vezes em sua mente enquanto ela tentava a todo custo abrir a sua bolsa sem chamar a atenção do verme asqueroso atrás de si. A mão grande apenas ia apalpando mais o corpo da japonesa quando ela finalmente pôde alcançar o frasco que Nayeon havia dado, com sua mão trêmula segurara o mesmo com tanta força que poderia quebrá-lo se fosse de vidro:

 - O que acha de nos divertimos um pouco? Posso pagar o quanto quiser. - a voz nojenta soprou contra seu ouvido agora tendo mais contato com seu corpo.

- Se afasta de mim agora. - O moço apertou o braço de Momo com uma força imensurável a impedindo de se afastar.

O homem se recusou apenas se aproximando ainda mais do corpo da japonesa que por sua vez usou toda sua força para retirar-se dos braços do asqueroso e chutar o meio de suas pernas logo em seguida espirrar o spray sobre seus olhos:

- Vai se fuder, vadia. MEUS OLHOS!

Momo sentiu seus olhos ficarem marejados enquanto ela estava agarrada em sua própria bolsa. As miradas alheias olhavam a situação com desdém, seus olhares eram afiados ao ponto de machucar mais ainda o coração da bailarina. Nenhuma pessoa ali teve senso o suficiente para ajudar mulher que estava visivelmente abalada, finalmente as portas do metrô se abriram e não tardou para que Hirai corresse para fora do vagão.

Ela começou a correr para fora da estação do metrô com todo o fôlego que lhe restava, não estava mais se importando se suas pernas latejavam de cansaço ela só queria chegar em casa e desabar. Desabar porque se sentiu infligida, sentiu-se humilhada, perdeu qualquer tipo de felicidade que pudesse ter adquirido naquela semana. 

Quando chegou perante o prédio que possuía o loft, Hirai subiu mais rápido do que nunca aquelas escadas que um dia achou cansativas. Suas mãos trêmulas procuravam suas chaves que insistiam em embaralhar-se para deixar a japonesa mais nervosa ainda, assim que conseguiu a porta ela desabou junto a suas lágrimas.

As costas de Momo encontraram-se com a porta, agora fechada atrás de si, ela fora escorregando enquanto suas mãos iam de encontro com seus olhos encharcados. Não tardou para que tanto Nayeon quanto Jihyo estivessem perante sua pessoa preocupadas com que havia acontecido, a loira apenas puxou a japonesa para ti colidindo seus corpos num abraço acolhedor, esse que era o lar de Hirai:

- Vida, diga-me o que aconteceu? O que é isso no seu braço? MOMO? - Nayeon indagava de forma atropelava enquanto um sentimento de culpa trancava sua garganta.

- NAYEON! - Jihyo gritou para a mais velha, também preocupada. - Por favor, deixe ela se acalmar primeiro!

A Park tinha Momo em seu abraço, assim a loira deixava com que a japonesa molhasse sua blusa devido a suas incessantes lágrimas, os dedos finos alisavam as madeixas pretas na tentativa de fazer a bailarina se acalmar. Já a promotora, com seu coração a mil, ajoelhou-se ao lado das duas namoradas e deu um beijo no topo da cabeça de Momo e colocou seus braços em volta das duas mulheres.

 

“O que quer que esteja à nossa frente, eu vou olhar para o futuro

O lugar que você me deu continua sendo onde o meu coração se sente seguro”

-Your Eyes Tell, BTS

Como uma zona segura, os batimentos de Hirai começaram a tornarem-se mais calmos. O perfume de Nayeon e de Jihyo se misturavam trazendo um aroma único que poderia ser uma essência tranquilizante para qualquer pessoa. Com uma de suas mãos a bailarina agarrava a blusa da Park enquanto a outra procurava os dedos de Nayeon, elas possuíam uma bolha que apenas as três poderiam ter.

Nayeon deixava pequenos apreços na mão de Momo onde seus dedos estavam entrelaçados, com aqueles pequenos atos a promotora tentava trazer o céu para sua japonesa, por mais que ela estivesse imersa em um dos seus piores pesadelos. Jihyo levantou-se e trouxe a bailarina junto a ti, em um único impulso a loira carregou a japonesa e subiu as escadas que dava para o piso superior do loft onde ficava o quarto das três. Jihyo pousou Momo na ampla cama, as lágrimas já não saíam mais das orbes japonesas, os dedos da costureira traçou as linhas delicadas de Hirai:

- Quer contar o que aconteceu para a gente, meu amor? - Nayeon aproximou-se subindo na cama também e sentando-se ao lado de Hirai.

- Eu fui ao metrô como sempre faço quando volto da academia, só que hoje tinha um homem asqueroso e ele… - Momo sentiu as lágrimas voltarem de novo, mas as segurou. - Eu fiz o que pediu, vida… eu usei o spray.

Nayeon suspirou fortemente antes de abraçar a bailarina sussurrando ao seu ouvido o quanto ela estava orgulhosa da atitude da japonesa. A Park também juntou-se no abraço e quando puderem perceber as três dividiam a ampla cama enquanto trocavam carinhos e juras de amor que faziam com que o coração de Momo se confortasse pelo menos um pouco depois de um episódio tão traumático: 

- Ji… - Momo disse calmamente conforme elas compartilhavam a escuridão do quarto que era apenas iluminado pelo brilho que a lua trazia pela janela.

- Diga, minha vida.

- Canta pra gente, faz tempo que você não faz isso…

- Realmente, meu amor. Sinto falta de suas serenatas para mim e Momo. - Nayeon ajudou a sua namorada ao fazer um olhar pidão para a loira que tinha um sorriso envergonhado nos lábios.

- Okay, okay… Mas quero as duas quietas.

- Você que manda. - Im disse antes de aconchegar seu rosto no pescoço de Hirai e fechando os olhos apenas para conseguir se concentrar ainda melhor na voz da Park.

A voz potente da design de moda se fez presente no amplo loft, Jihyo costumava a cantar para suas namoradas, contudo com o tempo esses pequenos momentos foram tornando-se apenas doces memórias. Logo, as linhas conhecidas pelas três garotas foi tomando todo o apartamento, era a música delas que Park cantava.

 

"Encontrei paz em cada história que você contou
Eu penso em você, nunca vou estar sozinha
É verdade Você sabe que eu penso

Oh, preciso de você mais do que palavras podem dizer
Oh, você me salva de maneiras que não posso explicar"

 

- More Than Words, Little Mix


Notas Finais


Pois bem, saio viva depois dessa att? Prevejo minha cabeça rolando pelo twitter e pelos comentários sdfnjskdfnsdjf não me batam por favor, as coisas irão melhorar eu prometo para vocês! Nossa Momo :( eu tenho que admitir que meu coração ficou em pedaços escrevendo essa parte. Não esqueçam de favoritar e compartilhar a história com quem gosta das twices, agradeço desde já meus amores.

Caso houver xingamentos e processos podem me procurar no twitter @ sncosmics

Eu amo vocês e se cuidem pfvr


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