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História Autumn Days (Suselle) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oie pessoinhas kkkk da até uma leve vergonha porque eu não posto aqui há tipo uns dois, três anos? (>﹏<)
Mas enfim, conheci Deltarune tipo esse mês (acho que até agr foi a melhor parte da minha quarentena), e fiquei obcecada pelo shipp SusieXNoelle porque... bem... É um casal gay, fofo, entre duas pessoas completamente diferente mas que dariam super certo juntas (っ˘з(˘⌣˘ ) ♡
Enfim, sem enrolação, VAMU NESSA (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

Capítulo 1 - Sanduíches e sardas


Fanfic / Fanfiction Autumn Days (Suselle) - Capítulo 1 - Sanduíches e sardas

    - Droga!- xinga Susie, enquanto chutava uma pilha acumulada de folhas secas- Estou morrendo de tédio.

Era início do outono. A chegada da estação dava indícios através da brisa fria e as folhas alaranjadas nas árvores. Susie estava perambulando pela cidade, como sempre costumava fazer, e então estremeceu de frio, se aconchegando em seu casaco.

- Aquele idiota do Kris... Não acredito que ele realmente se preocupa com os estudos.

Susie suspira. Pode-se dizer que, depois de todas as aventuras que os dois tiveram no Reino da Escuridão, a garota considerava o humano um grande amigo. Talvez fosse a única pessoa no mundo real que realmente a conhecia por trás de seu rosto ameaçador e dentes afiados.

Normalmente os dois passeavam por aí no tempo livre, quando não tinham aula e não podiam ir ao Reino da Escuridão. Mas, como o semestre já estava no fim, Toriel não o deixava sair de casa de maneira alguma, então o pobre Kris deveria ficar enclausurado e estudando pelo fim de semana inteiro.

Ou seja, Susie estava completamente sozinha. Não que ela não estivesse acostumada com isso. Apenas era estranho, depois de se habituar a ter um amigo, mesmo que esse amigo não falasse muito.

Teoricamente, ela deveria ir para casa. Mas não era exatamente um lugar onde ela iria, se tivesse outra opção...

Logo seus pensamentos foram interrompidos por uma voz, a chamando ao longe.

- Ei, Susie!

Imediatamente a roxa estranhou. Reconhecia aquela voz, claro. Mas mesmo assim, era estranho que qualquer pessoa proferisse seu nome com tanta animação.

Logo ela viu a rena se aproximar, com seu nariz redondo e cabelos loiros que chegavam a sua cintura. Susie não sabia o porque, mas não conseguiu desviar o olhar de Noelle, enquanto a mesma se aproximava.

- Olá!- disse ela ofegante, assim que se aproximou, e então lhe mostrou um sorrisinho nervoso- E-eu não sabia que você também gostava de fazer passeios...

Susie arqueia uma sobrancelha, de maneira cética.

- Eu sempre faço "passeios"- ela fez questão de fazer aspas com os dedos enquanto falava- E eu nunca vi você por aqui.

- A-ah... É verdade... É que eu estava visitando o meu pai e...

- Não me interessa o que você estava fazendo. Aliás, por que sequer está falando comigo?

Susie sentiu uma pontada de culpa no peito ao ver a expressão magoada de Noelle, e estranhou. Ela sempre se dirigia assim as pessoas, com o intuito de afastá-las. O que sempre funcionou.

Mas de certa forma, ver a rena magoada a deixou mais incomodada do que gostaria de admitir.

- Desculpe, eu só... Eu vi você de longe, e notei que parecia meio solitária. Pensei que gostaria de ter companhia- Noelle força um sorriso, e então olha para os próprios pés de maneira inquieta.

Susie faz uma careta confusa. Por que aquela garota estava tão nervosa? E mais importante: por que ainda insistia em conversar com ela, mesmo depois de ter sido tão rude?

- Pois você entendeu errado, nanica. Eu estou muito bem sozinha, não preciso de companhia...

- M-mas tem certeza? Nós p-podemos até fazer um pequeno lanche. Eu trouxe alguns sanduíches para o papai mas ele acabou não conseguindo comer tudo, então...

Susie notou que ela murchou ao falar do pai. Se perguntou o porquê.

- Olha aqui, nanica...- Ela bufou antes de continuar.

Droga, estava nervosa. Ninguém nunca a havia abordado com tanta gentileza.

- O que você quer, afinal? Não está com medo de mim?

- É claro que não! Por que eu teria...?- Noelle pergunta confusa.

Susie a olhou surpresa, e então, ja ficando irritada, fez o que sempre fazia quando queria afastar as pessoas.;

Mostrou sua cara mais assustadora, com os seus dentes a mostra, e olhou para a rena como se quisesse devorá-la.

- Tem certeza? Mesmo sabendo que sou capaz de comer a sua cara inteira se eu estivesse afim?

.

Noelle prendeu o fôlego.

Susie estava fazendo aquela cara novamente, de quando queria assustar as pessoas.

Mas em vez de se sentir ameaçada, o coração da rena disparou no peito. Ver a roxa tão próxima dela a fazia ficar sem ar, mas de uma maneira boa e eletrizante.

Queria ter Susie mais próxima de si. Queria poder segurar suas mãos grandes, queria abraça-la e sentir o seu cheiro (que, por alguma razão, se assemelhava muito ao cheiro de giz)...

Noelle teve uma queda por Susie desde o fundamental, quando viu a roxa pela primeira vez.

Era o primeiro dia dela na cidade nova, e ainda não tinha feito nenhum amigo na escola. Por isso, no intervalo, enquanto todos brincavam e pareciam se enturmar, a pequena rena se encolheu em um canto e estava prestes a chorar.

- Ei, chifruda!- chamou um garoto-pássaro, que era ninguém menos que Birdly, apontando de maneira implicante para ela- Por que está chorando, você é um bebezinho, por acaso? Volta para o seu papai!

- Ei, Birdly, deixa a garota em paz- reclama uma gata de cabelos pretos e olhos puxados.

- Vou deixá-la em paz assim que ela parar de chorar!- disse o pássaro, indo até Noelle e a olhando feio.

- Por que está com tanta raiva, você sempre chora que nem um patinho quando tira uma nota abaixo de 9...- falou Monster Kid.

- Isso não é verdade!

Mas todos riram do comentário de Monster Kid, e então Birdly ficou furioso. Olhou para Noelle, parecendo prestes a ataca-la (apesar de não parecer capaz de fazer muita coisa).

Ele estendeu a mão para tocar nos chifres dela, quando alguém atrás dele o puxou pela camisa, o fazendo cair no chão.

- M-mas como ousa...?!- Reclamou Bridly enquanto voltava a colocar seus óculos, irritado. Mas logo ele ficou pálido ao ver quem era- S-su-susie, eu...

- Só para de tagarelar, passarinho. Ninguém mais aguenta escutar um monte de besteira saindo do seu bico. E por que você não para de implicar com todo mundo e vai chorar no colo da professora Alphys, que é o que você faz de melhor?

- Ora, isso não é verdade!

- Bem, se não for, eu vou fazer você ter um motivo para sair chorando daqui. Mas acredite, você não vai gostar nem um pouco- disse ela, de maneira ameaçadora.

Não demorou para o pássaro sair correndo.

- Ufa, pensei que teria que socar aquele idiota. Pelo menos não vou levar uma advertência...

Susie disse, suspirando de alívio. Então, olhou para baixo e viu a rena, ainda encolhida no chão e parecendo chocada com tudo que acabara de acontecer.

- Err... ei, nanica... Pode ficar tranquila, o passarinho já fugiu. Você pode se levantar, eu acho.

- O-obrigada, mas...- Noelle ficou vermelha, ainda cabisbaixa- E-eu não consigo me levantar, minhas pernas estão moles e...

Antes que ela terminasse de falar, sentiu-se ser erguida por um par de bracos roxos e surpreendentemente fortes para uma criança do fundamental Logo seus pés tocaram o chão e ela conseguiu ficar de pé.

Então, assustada e surpresa, levantou o olhar para ver quem havia sido sua heroína.

Prendeu o fôlego.

Uma... dinossauro? Lagarto? Ela não sabia dizer, mas independe do que ela fosse, aquela garota era surpreendentemente atraente. Seus olhos, que por um segundo Noelle consegui ver por baixo de seu espesso cabelo, eram brilhantes, e o sorriso simplesmente encantador.

Ela era... a garota mais linda que Noelle já vira.

- O-oh, meu Deus...- suspirou ela sem querer, admirando Susie.

Mas a roxa interpretou sua surpresa de maneira errada, e logo fechou a cara e se afastou.

- Desculpe se a assustei com minha cara feia, nanica- disse com ironia. E Noelle conseguiu ver que a havia magoado. Não sabia como, mas sabia.

- N-não é isso! Eu só...

Mas antes que ela se explicasse, Susie já havia ido embora. Então os outros alunos criaram um círculo a sua volta, e começaram a encher de perguntar a respeito de Susie e de como havia sido focar cara a cara com a "besta" da escola.

.

Voltando ao presente, Noelle se vê com vontade de tocar em seu rosto. Tirar a franja de seus olhos e poder vê-los com clareza.

Também queria agradecer, por quando elas se conheceram.

Mas sua maldita timidez a impedia de fazer qualquer uma dessas coisas.

- E-eu sei que você se acha assustadora, Susie. Mas não tenho medo.

Imediatamente, a roxa arregalou os olhos, abeudamete surpresa.

- Que? Como assim você não tem medo de mim? Isso é algum tipo de pegadinha?

- Claro que não! Eu... na verdade... Eu...- "eu te acho muito sexy" era o que ela queria dizer, mas os deuses sabiam que ela não seria monstruosamente" capaz de fazer isso.

Susie, parecendo impaciente, apenas resmungo e começou a se afastar.

- Tanto faz. E eu recuso seu convite... não estou com fome.

- T-tem certeza?

- Sim, eu tenh...

Mas antes que ela terminasse de falar, as duas ouviram um ronco saindo da barriga da maior. Um ronco bem alto, aliás.

Sem conseguir se conter, Noelle solta uma risadinha.

- Não está com fome, né?- perguntou, em um tom brincalhão.

Susie, envergonhada, soltou um "tsk" irritado.

- Tá, pode ser. Mas só porque estou faminta.

.

Noelle estava sonhando. Só podia estar sonhando.

Ela estava em pleno outono, fazendo um piquenique ao ar livre.

Com a Susie. A mesma garota que ela admirava discretamente durante os intervalos, conversando animadamente com Kris, rindo, sendo encantadora... E tão descolada, e sexy, e linda, e...

Noelle sorriu, enquanto ela e Susie comiam silenciosamente, lado a lado.

E de pensar que ela estaria se sentindo tão feliz logo depois de ter visitado seu pai...

Não que ela não ficasse feliz em visitar o pai. Na verdade adorava. Mas logo a alegria era substituída por um desespero e preocupação crescente de que aquele pudesse ser á última vez que iria vê-lo...

Balançou a cabeça. Não iria pensar em coisas ruins. Afinal, estava com Susie, em um momento absurdamente romântico, as duas sendo envolvidas por um silêncio confortável...

.

Susie engoliu um palavrão.

Isso sim, pensou ela, é esquisito.

Não o fato de que ela e Kris tivessem viajado para um mundo paralelo nos últimos meses.

Ou o fato de que ela tinha feito amigos de verdade, e finalmemte conseguia esquecer de todos os problemas que a aguardavam em sua casa.

Mas o esquisito de verdade, era o fato de que aquela garota não estava nem um pouco nervosa por estar do lado dela, em um silêncio super constrangedor e torturante.

- Ahn...- Susie soltou, realmemte nervosa e tentando puxar assunto. Mas logo se calou, sem ter o que dizer.

- O que?- perguntou Noelle.

- O que?- repetiu Susie estupidamente, sentindo as bochechas esquentarem.

- Eu pensei que você tinha dito alguma coisa...

- Não, você deve estar sonhando, eu não falei nada- Disse Susie bruscamente.

- ...Okay então...

- Okay.

Noelle a olhou, com as bochechas vermelhas. O que Susie achou bastante estranho, já que estavam em pleno autono e Sol não era forte o suficiente para queimar a pele dela.

- É um belo dia, não é? As flores desabrochando... Os pássaros cantando...

- Sim... Eu acho.

- Ah, vamos, eu tenho certeza que você sabe admirar a natureza de vez em quando- Noelle cutuca Susie pelo ombro, um gesto que deixou a maior ainda mais desconcertada.

- Haha- Susie riu sarcasticamente, tentando esconder o nervosismo- Garanto a você que não. Não sou o tipo de pessoa que gosta de ouvir os passarinhos e saltitar por aí alegremente que nem uma rena...

Ela gelou ao perceber o que tinha dito.

- Sem ofensa- se apressou em acrescentar.

Noelle riu.

- Não ofendeu. Então, que tipo de pessoa você é?

- Mas o que...?! Que tipo de pergunta é essa? Eu sou... só uma pessoa oras, não tenho um tipo...

- E-eu não quis dizer isso!

Noelle fica em pé de repente, nervosa. Susie a olha sem entender.

- O que?

- E-eu não quis perguntar qual era o seu TIPO, digo, de que tipo de pessoa você gosta, eu quis dizer...

- Ei, calma, eu entendi o que quis dizer não precisa ficar tão nervosa- Susie a consola com um sorrisinho - É só que... Eu não sei como responder a sua pergunta... Porque nunca parei para me perguntar que tipo de pessoa sou. Eu só... Sou. Não penso muito sobre isso- Ela da de ombros de maneira despreocupada- Mas se você me perguntar sobre outras pessoas, aí já é outra história- Ela sorri maliciosamente.

Noelle solta uma risadinha.

- Não acho que eu precise perguntar que tipo de pessoa você acha que sou. Já deixou bem claro com o seu comentário sobre as renas.

- Argh, droga, você ficou mesmo ofendida né?

- Ei, calma- Noelle ri- Eu estou brincando!

Susie a olha surpresa e, sem conseguir se controlar, solta uma risadinha.

Noelle arregala os olhos ao ouvir aquela som, que chegou aos seus ouvidos como música.

Ela havia feito Susie rir.

Oh céus, aquele era o melhor dia de sua vida.

Observou com o canto dos olhos a maior terminar o sanduíche. A mãe de Noelle quem havia o feito, fechado com geleia de framboesa, o sabor preferido de seu pai...

- Nossa, isso tá uma delícia- diz Susie de boca cheia, e então olha para o sanduíche quase inteiro na mão de Noelle, apontando para ele- Vai comer isso?

- Ahn... Acho que não, estou cheia. Se quiser...

- Valeu- Disse Susie rapidamente, pegando seu sanduíche e comendo tudo em uma única mordida- Então... Ham... Onde o seu pai está?

- Como assim?

- Você disse que estava visitando seu pai. Onde ele está? Trabalha por aqui ou algo assim?

- Ah, não, eu fui visitá-lo no hospital. Ele... está bem doente.

- Ah- Susie a olha surpresa, e com um pouco de culpa também- Eu... sinto muito.

- Obrigada- Noelle lhe mostra um sorriso triste- Na verdade estou surpresa que não saiba disso. Praticamente todo mundo na escola anda falando sobre "o pai doente da Noelle"... É um saco- Murmura, dobrando as pernas e abraçando seus joelhos.

- Deve ser, mesmo- Susie suspira, e então coloca as mãos para trás do corpo, apoiando -se nelas e olhando para o céu- E ele está... muito ruim?

- Sim. Semana passada, nós costumávamos jogar juntos. Eu lavava o meu videogame e ficávamos a tarde conversando e nos divertindo- Noelle sorri com a lembrança- Mas hoje, quando fui visitá-lo... Ele disse que estava com dor demais e não conseguia mover as mãos, então não teria como jogarmos... Ah, droga- Noelle funga, com os olhos ficando umidos- Só faltava essa, vou começar a chorar que nem um bebezinho...

- Ei, não diga isso- Susie a repreende. Noelle a olha surpresa, tentando decifrar sua expressão, mas era impossível sem conseguir ver seus olhos por trás dos cabelos- Você ama o seu pai, e deve doer muito vê-lo assim. É claro que não está chorando como um bebê. Está chorando como uma pessoa normal. Digo... Argh, você entendeu- Ela murmura irritada- Nem sei porque estou falando isso, não é como se eu soubesse dar conselhos.

Noelle sorri, mesmo com as lágrimas agora escorrendo sem parar de seus olhos. Então, sem saber de onde arrumou coragem, estica a mão e a apoia na mão roxa dela, bem maior e mais quente que a sua.

- Obrigada, Susie.

.

Susie sente algo parecido com um choque percorrer seu corpo, assim que a mão pequenina e delicada de Noelle toca na sua.

Ela olha para a rena, embasbacada com sua atitude. O que ela estava pensando? O que aquilo significava?! E por que diabos a olhava daquela maneira? com os olhos brilhantes e aquele rostinho bonito...

Susie sacode a cabeça, sentindo-se envergonhada. "Bonito"? Desde quando ela começou a classificar o rosto de Noelle como "Bonito"?

Quer dizer, ele não era feio, NADA feio para falar a verdade, mas...

Susie engole em seco, então volta a encarar Noelle nos olhos, reparando pela primeira vez que a rena tinha alguma sardas espalhadas pelo rosto.

- ...fofo- Murmura ela.

- O-o que disse?- Noelle pergunta, ou melhor, grita, com as bochechas ficando vermelhas e retirando rapidamente sua mão de cima da de Susie.

- Que?

- Você disse "fofo".

- Ahn...- Susie se faz de desentendida, enquanto sentia as suas bochechas virando violentamente- Fofo? Hahaha você deve estar maluca, garota. Eu não digo esse tipo de coisa. Ouviu? E-EU NÃO DISSE NADA.

- T-tudo bem, desculpe, eu devo ter interpretado mal.

E pode ter sido só impressão, mas Susie percebeu que Noelle parecera um tanto desapontada.

"Merda, isso tá indo longe demais" pensa ela "se eu continuar aqui, talvez acabe falando mais besteira".

- Ahn, eu acho que vou indo. Obrigada pelo sanduba- disse, se levantando e limpando a grama das roupas.

- Mas já?- Noelle pergunta, sem esconder o desapontamento.

Susie se sente corar novamemte, e então uma pontada estranha no peito. O que diabos estava acontecendo com ela?!

- S-sim, eu... er... Preciso mesmo ir. Minha mãe está me esperando em casa.

Mas antes que ela pudesse ir, sentiu -se ser puxada pela ponta de sua camisa. Quando se virou viu que Noelle a segurava, e não tinha coragem de olhar em seus olhos, com o rosto completamente corado.

- É sério que você não pode ficar só mais um pouco, por favor?

Susie congela, sem conseguir processar a situação.

Noelle, a maior nerd e puxa-saco da professora no colégio, queria ficar mais tempo com ela, a delinquente, assustadora e mal falada Susie.

Aquilo era realmente MUITO estranho.

Por isso, desconfiada, Susie se virou para ela e a encarou de maneira ameaçadora.

- Olha aqui, nanica, eu não sei o que você acha que vai ganhar passando tempo comigo, mas eu tenho coisas melhores para fazer do que passar o meu tempo com nerds como você.

Ela sorriu maldosamente assim que terminou de falar, pensando que a garota finalmente a deixaria em paz.

Em vez disso, para sua completa surpresa e irrigação, Noelle continuo a puxar sua camisa.

- E-eu não pretendo ganhar nada estando com você, Susie!

- Então porque...?!

- Porque eu gosto da sua companhia!- gritou ela, com os olhos fechados e as bochechas vermelhas.

Silêncio.

Por uns segundos, o ambiente foi preenchido somente com o farfalhar das folhas.

Enquanto isso, Susie tentava entender (em vão) o que havia acabado de ouvir.

"Ela gosta da minha companhia? O que isso quer dizer?!"

Sentiu as bochechas esquentando, o peito inflando. Prendeu o ar por uns segundos, enquanto se sentia ser encarado por Noelle, que se é que é possível estava ainda mais vermelha que ela mesma.

- Ham. Você...- "Droga, diga alguma coisa que faça sentido, Susie!"- Você gosta da minha companhia.

"Foi isso que ela acabou de falar, idiota!"

- S-sim. Eu gosto de ficar com você, Susie- Noelle diz, determinada- Eu...

.

"Eu gosto de você, Susie. Gosto demais".

Era isso o que Noelle queria dizer, mas não conseguia. As palavras permaneciam presas em sua garganta.

Em vez disso, ela começou a dizer um monte de coisas incoerentes, ou que eram incoerentes para ela pelo menos.

- Eu admiro muito você. Admiro o jeito que você não se importa com a opinião dos outros. Admiro sua coragem, sua paixão. Admiro o fato de que você não tenha medo de ser quem é, ou de demonstrar o que realmente sente. Admiro... bem, acho que eu admiro tudo em você.

- Até mesmo meu lado assustador?- Susie pergunta, com um sorrisinho que faz o coração de Noelle enlouquecer.

- N-na verdade, eu acho que você fica super legal quando tenta ser assustadora...

- Legal?- Susie arregala os olhos.

Então, Noelle percebe com surpresa que havia a deixado sem palavras.

E ao perceber tudo o que havia dito, sente tanta vergonha que poderia enfiar a cabeça no primeiro buraco que visse pela frente.

- Me desculpe! Eu falei demais! Não deveria...

- Você também é legal- murmurou Susie.

- O-o que?- Noelle a olha surpresa.

- Você também é legal. Mesmo que seja uma nerd. E que seja amiga do Birdly.

Noelle ri, sentindo uma felicidade crescente no peito.

Queria gritar para o mundo "Susie disse que sou legal!", como se aquela fosse a maior Vitória de todas.

- Eu não sou amiga do Birdly- Ri Noelle- Ele é só meu parceiro nos trabalhos. Além do mais, ele é um completo babaca.

Susie ri, surpresa.

- Caramba, eu não tinha ideia que a srta perfeitinha guardava tantos segredos. Por que você anda com aquele idiota, então?

Noelle da de ombros.

- Ele não me dá muito escolha... Sou muito molenga e acabo fazendo tudo o que ele pede... Mas pretendo mudar! Quero andar com as pessoas de quem eu realmente gosto.

Susie a encara por alguns segundos, parecendo séria.

Então, sem aviso, ela estica a mão e a coloca no topo da cabeça de Noelle, fazendo o rosto da rena corar violentamente.

- O-o que e-está...?

- V-você vai estar aqui amanhã?- pergunta de repente.

Noelle a encara.

Percebe que as bochechas dela estavam vermelhas. De uma maneira adorável.

(Ai, céus, como Noelle gostava dela!)

- S-sim...

- Bem, então... Estarei aqui amanhã.

- Jura?- A rena pergunta, com os olhos brilhantes e animados.

- Uhum- Murmura Susie, sem conseguir olhá-la nos olhos- Contanto que traga sanduíches, é claro.

Noelle ri, feliz.

- Pode deixar!


Notas Finais


Bem... foi issu (*˘︶˘*).。.:*♡
Espero que tenham gostado ><
E me perdoem por qualquer erro, ainda irei revisar o capítulo...
Quem sabe tenho posto mais se a inspiração chegar rsrs por enquanto será considerado uma one shot, eu acho...? (ainda vou decidir).


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