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História Autumn Leaves - Capítulo 1


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Notas do Autor


🎂 para Cris.

Capítulo 1 - Dead


Jimin não queria aceitar ainda.

Era outono e ele estava com um casaco simples, sentado no banco de uma praça, vendo as folhas abandonarem lentamente os galhos das árvores. Sentiu de repente o quanto a estação parecia representar como as coisas estavam acontecendo ultimamente, tudo morria devagar para logo depois um inverno rigoroso chegar e congelar tudo.

Jimin não queria que o inverno chegasse, não queria ver tudo congelado. Pensou depois que após o inverno, a primavera chegaria e novas folhas nasceriam nos galhos das árvores. Mas ele não sabia se conseguiria passar por isso.

Park Jimin se arrependia de tantas coisas que então não podia mais catalogar alguma culpa específica. Seria o trabalho? Seria o sexo? Seria a desatenção ou a atenção exagerada? Seria quando ele disse que não aguentava mais?

Foi quando ele a viu escapar pelos dedos como areia. Quando notou que não havia mais contato visual e nem abraços. E quando o coração pareceu parar de bater quando ela disse de volta que não aguentava mais.

E tudo desabou como uma avalanche, cada vez mais forte e cheia, engolindo tudo que via pela frente, destruindo o pouco que restava ainda em pé.

E Jimin ainda não queria aceitar.

Ele levantou do banco, enfiando as mãos nos bolsos do casaco, caminhando apressado. Não tinha certeza de como, mas ele não podia deixar as coisas como estavam, estava disposto a implorar de joelhos se fosse preciso, mas não queria enfrentar o inverno sozinho.

Não quando o outono já o destruía por dentro, como se seu coração fosse cada uma das folhas mortas que caíam.

As folhas de outono.

Park não percebeu que de repente estava correndo, um vento frio passando, as ruas meio vazias da cidade pareciam o deixar sufocado enquanto o céu nublado completava seu estado de tristeza. O fazia desejar ficar inerte, assistindo o tempo passar sem freios.

Viraria a esquina e chegaria lá. Só precisava correr mais um pouco, vencer a inércia e o sentimento ruim que aflorava e soava tão irônico, pois as folhas continuavam caindo. A sensação ruim nascia enquanto os sentimentos bons morriam.

E Jimin entendeu o porquê.

Virou a esquina, mas parou ali mesmo. As lágrimas desceram uma por uma sem que notasse, vendo ela sair da casa junto de alguém. Alguém que não era ele, cujos lábios que foram selados não eram os dele e Jimin repensou tudo o que tinha vivido ao lado dela, tentando achar o erro.

O que havia dado início àquele outono? Tantas coisas iam e viam em sua mente, foram poucos segundos, mas pareceram anos, até o casal adentrar o carro e então partir.

A última folha morta caiu.

Os galhos estavam nus e esperando o inverno.

Park Jimin virou-se, pronto para correr para o próprio apartamento, desabar no chão antes mesmo de alcançar o quarto e a cama, se deixar chorar tudo o que havia segurado por duas semanas. Esperar o inverno e torcer para que congelasse seu coração de vez.

Odiava o outono.

O inverno era cruel e implacável, mas o outono fazia parecer que ainda havia chance, quando não havia nenhuma. Ainda o dava esperanças ao ver as folhas ainda penduradas, insistindo pela vida.

Mas todas caíam, sem exceção.

No fim, ele apenas se destruía duas vezes mais.

Ele correu, mais rápido do que quando esperava implorar. Correu como nunca, sentindo os pulmões doerem pelo esforço, o vento frio contra o rosto, as pernas reclamaram, mas ele continuou a correr enquanto lágrimas continuavam caindo sem parar.

Ele não viu quando bateu com força em alguma coisa, não houve tempo de sentir nada além do susto repentino.

Quando abriu os olhos e encarou o teto branco do quarto, estava suando e tremendo, olhou para o lado direito da cama, ela estava lá. Ela ainda estava lá.

Ele acendeu o abaju, querendo enxerga-la lor inteiro. Os cabelos escuros se espalhavam pelo travesseiro, por debaixo do grosso edredom ele sabia que ela vestia o short do pijama e uma blusa simples de pano confortável. Desejou que pudesse descobri-la, para apreciar a pele morena, tão macia, que lhe cativava os sentidos.

Foi um pesadelo, pensou.

O coração ainda batia acelerado, já compreendia que não voltaria a dormir. Pegou o celular na cômoda ao seu lado da cama e se levantou, caminhando para a cozinha, checando as horas e respondendo uma mensagem do melhor amigo.

3h30 da madrugada.

Taetae, se algo acontecer comigo, você vai cuidar de mim?

O melhor amigo respondeu dois minutos depois.

Sempre, Jiminie. Teve um sonho ruim?

Jimin digitou todo o pesadelo, e a lembrança fresca da dor o machucava tanto que chorou em silêncio, se encolhendo no sofá.

Eu não posso perder ela, Tae. Eu a amo de verdade.

E Taehyung o acalmou, as coisas sempre eram assim. Não sabia se o amigo já estava acordado antes ou se acordara junto dele, afinal havia uma conexão inegável entre os dois. Mas o que importava era Kim lhe recordando que Cris o amava.

E se Cris o amava, Jimin se sentia o número 1 do mundo. Nunca pensou que pudesse se entregar para alguém daquela forma, a ponto de sentir o coração sendo esmagado por conta de um sonho ruim, um pesadelo em que ela ia embora. Não queria mais lembrar daquilo, mas continuava doendo e não entendia porque sonhara algo tão desesperador.

Era outono e as folhas caíam, mortas, esperando o inverno e depois a primavera, onde novas nasceriam, assim como flores iriam desabrochar, deixando praças coloridas, pintadas com carinho por um ser superior.

Por Deus, Cris diria com um respeito latente que impressionava Jimin, porque antes nunca havia presenciado tamanha fé em alguém. Ele a via e ouvia orando de vez em quando e não invadia seu espaço, sabia que era importante para ela.

Talvez um dia Jimin acreditasse no mesmo, porém agora poderia implorar a qualquer um que o deixasse viver ao lado dela para sempre, pois ele gostava de finais felizes e duradouros nos contos de fada, e desejava isso para si também.

Então não era somente mais um pouco, somente até onde desse, somente por alguns anos.

Park Jimin queria seu para sempre e era ao lado dela.

Quando o sol finalmente nasceu, Jimin levantou-se do sofá e foi fazer café. Cris adorava café, mas tinha certeza de que ela não acordaria tão cedo, então fez pouco, mais tarde faria mais. Se pudesse, ele mesmo estaria agora dormindo debaixo dos edredons quentinhos, ao lado dela, como gostava.

Infelizmente não tinha sono, depois de tomar o café, se apressou para tomar um banho, vestiu uma roupa quente, olhou o bolo de lençóis na cama e sorriu, contente por simplesmente ver sua amada descansar, e então foi para a sala, pegou o sobretudo pendurado no canto e saiu do apartamento.

No elevador ficou pensando na casa que pretendia comprar e como seria divertido fazer uma mudança. Complicado, mas divertido de toda forma.

Havia uma padaria na esquina e ele sorriu doce para a moça quando recebeu a sacola de papel com alguns pães. Conseguia sentir a quentura, pois tinha acabado de sair do forno e o cheiro era tão bom que o fez lembrar de sua infância, não sabia o porquê.

Voltou para o seu prédio caminhando devagar, vendo o dia ganhar movimento, e parou perto de uma árvore que não lembrava que estava ali, realmente nunca havia parado para analisar a rua onde morava, ocupado demais com outras coisas. Fez uma careta ao ver as folhas dela caindo devagar, sujando a calçada que em breve seria limpa.

De certo modo, era uma cena bonita, ele pensou que gostaria de fotografar a queda e compartilhar um milhão de significados com o melhor amigo, que amava Fotografia e suas palavras que não eram palavras, desenhadas numa imagem, jogadas com o único propósito de te fazer pensar e suspirar, procurando um sentimento que se dividia em uma miríade de emoções.

Jimin recordou-se do sonho e de como aquela cena o sufocou centenas de vezes porque nela as folhas não paravam de cair, mortas, cada uma empurrando uma faca em seu coração e odiou continuar parado ali, então se apressou.

Enquanto subia no elevador, repetiu um mantra sem fim, vai ficar tudo bem.

Mas não pareceu tudo bem quando ele abriu a porta do apartamento e após alguns passos, chegou na cozinha. Parou no arco da entrada, sem saber muito bem o que fazer por alguns segundos.

— Bom… dia? — falou em tom baixo, entrando no cômodo de vez e colocando a sacola com os pães em cima do balcão.

Cris estava no banco alto, usando ainda a roupa que dormira, os cabelos soltos, o rosto amassado pelo travesseiro e uma xícara de café nos lábios. Ela o encarou com uma certa indiferença e Jimin ficou nervoso por não saber se era pelo comum mal humor matutino ou pelo que havia acontecido na noite anterior.

Talvez as duas coisas.

— Dia — respondeu seca.

Park levou uma mão a nuca, mexendo no cabelo pensando no próximo passo. Cris odiava conversas pela manhã, então não tentaria puxar assunto.

— Hm, eu vou… — pegou o saco com os pães — Torrar pra você.

Pôs-se em silêncio, cortando o pão, passando manteiga, colocando a frigideira no fogo. Ela preferia dessa forma. Dizia que ficava crocante e gostoso, então fez devagar, nem um pouco disposto a errar alguma coisa, mesmo que na verdade fosse até fácil.

O silêncio não costumava o perturbar em outras manhãs, mas naquela estava o deixando louco. Quando acabou as torradas, e deixou num prato, soltou o suspiro que estava prendendo, tentando relaxar e mandar embora a paranóia que queria corroer tudo dentro de si.

Levou o prato ao balcão, na frente dela, e então puxou um outro banco alto, sentando ao lado, mas um pouco distante. Assistiu com o canto dos olhos Cris brincar com as torradas, nunca de fato pegando do prato e levando a boca, parecia sem fome ou não queria dá o braço a torcer e comer o que Jimin fizera, pois tinha raiva dele.

Park não sabia o que fazer.

— Eu… hm — coçou a nuca, tentando achar as palavras, fixando o olhar apenas no mármore do balcão — Me desculpa por ontem.

Cris se manteve em silêncio, agora havia finalmente dado uma mordida na torrada.

— Por que acordou cedo? — a pergunta saiu antes que pudesse pensar e Jimin se xingou internamente.

— O alarme do seu celular não parou de tocar — ela respondeu, a voz transparecendo irritação, mas não era muito perceptível.

Jimin se xingou de novo, deixara o celular na cômoda do quarto e esquecera de desativar o alarme.

— Desculpa… — pediu de novo.

Ela suspirou.

— Também não dormi direito… — ela continuou.

E não precisou completar para que Jimin entendesse o porquê. Haviam dormido na mesma cama, mas brigados, virados cada um para um lado, o peito queimando em palavras que queriam ser gritadas ao mesmo tempo que apenas desejavam esquecer tudo e chorar nos braços um do outro, mas o orgulho era grande.

E Jimin sonhou que a perdeu para uma outra pessoa, que, mesmo esforçando-se, não conseguia lembrar do rosto alheio. Talvez ele não perderia Cris para alguém em específico, ele a perderia por ter sido idiota e apenas isso.

— Sei que você parece o Grinch todo dia de manhã, mas a gente pode conversar agora? — Jimin disparou e só percebeu o que falou depois que Cris fechou a cara ainda mais.

— Você já quer começar me ofendendo? — soltou ela, mas o tom era baixo, não estava de fato ofendida por isso.

— Desculpa… você que vive usando meme dele de manhã e a sua cara até fica igualzinha a dele quando tá tomando café, parecendo emburrada com tudo — Park sorria falando isso, enquanto Cris revirava os olhos.

E Jimin a olhava, cada detalhe do rosto limpo e amassado de sono, a expressão, embora mais leve, continuava fechada e ele entendeu que ela estava se esforçando para não ser grossa. Ambos sabiam que deveriam conversar e adiar aquilo estava fora de cogitação.

— Me desculpa — Jimin pediu pela terceira ou quarta vez só naquela manhã, não havia contado — Eu errei, não deveria ter ciúmes de você com sua amiga, mas não consegui controlar, eu…

— Ela é minha melhor amiga, Jimin. Igual o Taehyung é o seu, e eu nunca dei ataque de ciúmes com vocês — Cris suspirou, afastando a xícara de café.

— O Tae não é bi — Jimin pontuou.

— E daí? Acha que por a Lua gostar de mulheres também, ela vai sair dando em cima de qualquer uma que vê pela frente? — reclamou — pelo amor de Deus, Jimin.

Park abaixou o olhar, se sentindo agoniado. Sabia que estava errado, mas não conseguira evitar quando viu a intimidade latente que Cris tinha com Lua, sendo que se entendia bem das duas, elas não eram tão carentes de contato físico como ele próprio era, como ele próprio agia com Taehyung, grudado e cheio de toques e carinho.

Mas Jimin conhecia os próprios sentimentos, não havia romance entre ele e o melhor amigo. Ele só duvidou dos sentimentos de Cris, naquele momento ele sentiu ciúmes, desconfiança, medo e raiva.

Infelizmente era inseguro e agora estava se culpando por não ter confiado na namorada. O que era um relacionamento sem confiança? Iria ruir e desmoronar como as folhas de outono.

— Eu fui inseguro — confessou, mas achou que aquela frase soava vazia demais, então pigarreou, os olhos ficando tristes — Eu sou inseguro, Cris. E isso não é culpa sua e muito menos problema seu, eu quem devo melhorar…

— Jimin, eu te amo.

Park sentiu os olhos encherem das lágrimas que ele estivera segurando desde que saira para comprar os pães, mas engoliu a seco, se forçando a não deixar nenhuma cair, não queria chorar naquele momento. Não merecia chorar.

— Obrigado — murmurou — Obrigado por me amar.

— Jimin?

Ele não soube identificar como a voz de Cris soava, porque se ocupou em moer todos os próprios sentimentos.

— Eu também te amo, muito mesmo — falou baixinho — Tive um sonho muito ruim, você tinha me deixado antes mesmo que eu pudesse consertar as coisas, eu… doeu muito — ele finamente ergueu o olhar para ela, e viu que Cris expressava alguma coisa entre irritação e pena, e odiou isso — Não me deixa…

Cris se levantou do banco alto, tomou uma respiração profunda e caminhou com a xícara em mãos até deixa-la na pia. Jimin a fitava, não sabendo se deveria continuar falando ou apenas esperar uma resposta.

— Eu… — começou, mas foi interrompido.

— Eu amo você e quero ficar com você — ela disse, as mãos sobre a pia e de costas para ele — Mas não é a primeira vez que isso acontece entre a gente. Eu só quero um pouco de confiança, Jimin, não podemos continuar se você simplesmente pensa que vou te deixar por qualquer um.

Aquilo foi como um soco e Park nem percebeu que de fato já estava chorando silenciosamente.

— Eu não estou terminando — Cris virou, o encarando firme — Mas é a última vez.

Os dois ficaram apenas se olhando por longos minutos, Cris com firmeza em sua postura, apesar do pijama. E Jimin não se importando mais em se segurar, estava chorando. Ele sabia. Ele a conhecia muito bem para entender que sim, era a última vez.

— E-eu… vou melhorar — sussurrou — Eu prometo.

— Não — ela negou, cortante.

— N-não? — questionou desentendido.

— Não sei porque não disse isso pra você antes, mas não é só comigo, você é inseguro com tudo, Jiminie. Até com o Taehyung eu já vi você cogitando a possibilidade dele te trocar pelo Jungkook, e vocês são amigos há o quê? Doze anos?

Jimin abaixou a cabeça.

— Quase dezesseis — murmurou.

— Sim?? E você é um bailarino incrível, professor maravilhoso, canta mais do que bem, tem o sorriso mais aconchegante do mundo e o mindinho mais fofo! — sorriu um pouco, e era o primeiro sorriso que ela dava naquele dia — Tem bom coração, as crianças do orfanato amam o tio Jimin, os idosos disputam sua atenção, e eu preciso olhar de cara feia para um monte de gente quando a gente sai, porque você é tão bonito que elas não resistem e ficam dando em cima, e você sabe que dão, mas finge que não nota.

— É que eu só tenho olhos pra você — murmurou de novo.

Cris ergueu a sobrancelha, como se esperasse que Jimin então chegasse a uma conclusão, mas ele não entendia o que devia concluir. Ela cruzou os braços, estalando a língua.

— Você…

— Eu também só tenho olhos pra você, Park Jimin.

— Ah.

Cris então se aproximou dele, que continuava sentado no banco alto da bancada. Ela o segurou nos ombros, depois fez carinho nos cabelos de sua nuca e Jimin quase ronronou, gostava tanto de carinho.

— Me promete que vai tratar isso, Minie — Cris falou baixo — Não sozinho, nem apenas comigo, mas com ajuda profissional.

Park arregalou os olhos.

— Psicólogo? — indagou.

Cris assentiu.

— Nós podemos ver isso de tarde, o que acha?

Jimin ainda sentia algumas lágrimas teimosas escapando, e sinceramente, queria tudo menos se tratar com um psicólogo. Ele teria algum transtorno? Mas Yoongi já havia dito aquilo para ele. O mais velho era formado em Psicologia e explicara por três vezes seguidas de que todo mundo deveria manter uma consulta, porque é um check-up como ir ao hospital, é saúde mental. Mesmo assim Park teimava, não entendia a razão.

— Minie? — ele sentiu as mãos de Cris continuando o carinho em seus cabelos.

— E-eu não sei — respondeu fechando os olhos.

Ouviu um suspiro.

— Eu vou estar do seu lado o tempo todo. Podemos pedir ao Yoongi um contato de confiança, marcamos sua primeira consulta e…

Jimin retirou as mãos dela de seus fios e segurou com força, abrindo os olhos, respirando fundo, tomando coragem.

— Você promete ficar comigo?

E ele recebeu o sorriso mais lindo do universo, ele teve certeza de que aquele sorriso era simplesmente o dono do seu próprio, das suas emoções e sentimentos.

Park Jimin apaixonou-se mais uma vez.

— Eu prometo, amor — Cris sorriu ainda mais, ambos se aproximaram por impulso e trocaram um beijo tão simples e singelo, mas que marcou a mente de Jimin para sempre.

Casaria com aquela mulher.





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