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História Autumn Sun - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oi

Chegamos ao ano 2. Esse outono vai ter duas partes.

{Músicas do capítulo:
• Roscoe- Midlake
• A room with a view - Death Angel
• If only for now - Pop evil }

Está cheio de amorzinho nesse aqui <3

Espero que gostem rsrs

Capítulo 8 - Year two: Autumn, pt I


O outono havia chegado.

Sasuke e Boruto já tinham feito a viagem de duas semanas pelos reinos, e estavam passando os dias de forma até tranquila no castelo de Renar — levando em conta a vontade de que o tempo passasse logo para irem para Crath.

Em uma noite estavam conversando na sala comum, e Suigetsu apareceu, dizendo que Itachi liberou a carta, e pediu para entregar para Boruto. Era uma das habituais cartas de Crath que os familiares enviavam para o garoto.  

E desta vez Boruto leu a carta da avó dele extremamente animado, relatando que eles comeram bolo de morango no aniversário do pai dele, alguns dias antes.

Então Naruto fez aniversário. 

O aniversário dele era no outono. 

Sasuke começou a sentir uma formigadinha no peito naquele momento. Agora teria uma desculpa para enviar uma carta para ele. 

Naruto enviou uma carta de aniversário para Sasuke da outra vez.

No dia seguinte ao recebimento daquela notícia, Sasuke e Boruto foram à cidade. O Uchiha costumava ir algumas vezes, e Boruto sempre o acompanhava. Passavam em lojas, compravam coisas, comiam doces e se divertiam.

Mas naquele dia, Sasuke tinha um lugar a mais que precisava ir. Esteve planejando isso.

Havia uma pequena lojinha em que uma senhora simpática vendia desenhos e pinturas. E Sasuke queria adquirir uma coisa em específico, que se encaixaria em um envelope de carta. 

E quando estava na loja, conseguiu encontrar uma coisa que o agradou muito. 

Era um pedaço de pergaminho quadrado com bordas bonitas, e que cabia em um envelope, e no meio havia uma pintura de uma tulipa branca com folhinhas verdes. 

Era perfeito. Perfeito. 

Uma tulipa branca. O fazia lembrar Dele. Muito. Essa flor combinava com Ele.

Então tirou duas moedas de ouro da pequena bolsa, e entregou para a senhora, que o olhou chocada.

— Eu gostei muito mesmo, senhora. — Fez uma reverência para ela. — É exatamente o que eu queria.

Ela sorriu grande.

— Oh! Obrigado, príncipe! Tão generoso! — Ela ainda sorria.

Sasuke sorriu para ela também, e saiu da loja, junto a Boruto.

— Que legal, tio Sasuke. Ela ficou muito feliz com as moedas, você viu? — Boruto disse tranquilo. 

— Eu gostei muito da pintura. Achei que ela merecia. — Disse tranquilo também. — Quer comer um bolo antes de a gente voltar? 

— Sim! — Boruto pareceu animado.

Sasuke riu.

— Vamos.

Boruto assentiu.

Foram para a loja de doces, se sentaram ao entrar, e o garoto simpático apareceu para atendê-los.

— Olá príncipe Uzumaki, e príncipe Uchiha. — O garoto disse com a voz calma e tranquila. — O que desejam hoje? 

— Oi, Kimimaro! — Boruto cumprimentou alegre. — Eu quero bolo de morango e chá de limão. E você, tio Sasuke?

Kimimaro! Esse era o nome do garoto. Havia se esquecido. 

— Vou querer o de morango também, e o chá. — Respondeu sentindo a boca salivar. 

— Claro. Vou trazer pra vocês. Só um minuto.

Kimimaro entrou no que deveria ser a cozinha, e voltou algum tempo depois segurando uma bandeja com dois pedaços de bolo e duas xícaras de chá.

Ele serviu Boruto, e depois serviu Sasuke, com extremo cuidado e delicadeza em todas as etapas de tudo o que fazia. O Uchiha não conseguiu deixar isso passar despercebido, o que causou uma leve curiosidade.

Sua mente passou a trabalhar, e aos poucos começou a se lembrar melhor. 

Kimimaro era amigo de Juugo. Isso! Ele é o amigo do Juugo que o ajudou com os problemas depois da guerra. 

Como havia se esquecido? Kimimaro já tinha ido ao castelo. Ele era um dos garotos pajens.

Mas quando?

Sasuke tinha um pouco de dificuldade de se lembrar de tempos em que as coisas aconteciam. Kimimaro deveria ser um pouco mais velho que Boruto apenas. Mas não se lembra de Kimimaro ter sido um de seus aprendizes pajens após a guerra.

Céus. Que memória horrível.

 

(Nota: Sasuke não associa muito bem datas e períodos. Até em passion of thorns ele costuma confundir. O Kimimaro era escudeiro do Orochimaru na guerra. Kimimaro é quatro anos mais novo que Sasuke. Agora o Sasuke tem vinte anos e o Kimimaro tem dezesseis. Mas Sasuke só descobre isso lá em Passion of Thorns. )

 

— Obrigado, Kimimaro. — Disse após terminar de ser servido.

O garoto assentiu. 

— Se precisarem de alguma coisa, podem me chamar. — Ele sorriu.

Kimimaro era diferente. Ele tinha os cabelos grisalhos que contornavam um rosto bem desenhado, dotado de um sorriso bonito e simpático. E era muito calmo. A forma dele de falar era calma.

Kimimaro é bonito. E diferente.

Sasuke e Boruto então comeram o bolo tranquilamente, mas com uma certa urgência por parte do Uchiha, que ainda precisava escrever uma certa coisa e enviar uma certa carta. Se fizesse isso assim que chegassem ao castelo, era possível que o rei de Crath a recebesse ainda esta noite.

Terminaram de comer, se levantaram, e Sasuke tirou duas moedas de ouro da pequena bolsa, e foi em direção ao garoto simpático, que agora limpava o balcão de doces. 

— Já terminamos. — Sasuke estendeu a mão com as moedas, as entregando para Kimimaro.

O garoto ficou encarando aquelas moedas sem entender. 

Sasuke se aproximou, para que pudesse falar mais baixo.

— Dê uma aos donos, e fique com a outra pra você. — Sorriu para ele. 

Kimimaro o olhava ainda sem entender, mas tinha os olhos curiosos. 

— Mas.. duas moedas de cobre pagam o que vocês comeram, príncipe. — Ele olhou de novo as moedas de ouro grandes e brilhantes. 

Sasuke abriu a pequena bolsa, e tirou duas moedas de cobre, a estendendo para o garoto.

— Então dê essas para os donos, e fique com as de ouro para você. — Deu de ombros. 

Kimimaro pareceu ainda mais chocado.

Sasuke riu um pouco. 

— Não é sempre que encontramos alguém tão educado assim. Eu gostei de você. — Disse tranquilo. — Use as moedas para comprar alguma coisa que queira. 

— Eu não sei se posso aceitar isso. — Ele disse, confuso. — Eu apenas fiz o meu trabalho, príncipe.

— Apenas fique com as moedas. Céus. — Balançou a cabeça. 

— Mas..

— Você é amigo do Juugo. Ele me contou que você ajudou ele naquela época. — Disse mais baixo. 

Quando a guerra acabou, Sasuke esteve impedido de poder ajudar o amigo. Porque tinha perdido o braço. Tudo o que podia fazer era conversar com Juugo na jaula. Não conseguia fazer mais nada além disso.

Mas Kimimaro de alguma forma conseguiu acalmar o ruivo a ponto de fazê-lo ser permitido a sair daquela jaula.

Sasuke só conseguiu começar a melhorar de verdade depois disso.

— Sim, eu sou amigo do Juugo..

— E você foi bom para ele. Eu me sinto agradecido por isso. 

— Oh.. — Kimimaro tinha os olhos curiosos.

— Compre alguma coisa legal pra você com essas moedas. — Disse baixinho para ele, e sorriu. 

Kimimaro não parecia saber o que responder. Mas ele assentiu. 

— O.Obrigado. — Ele disse baixo, e tímido. 

Sasuke foi então até Boruto, indicando para partirem. 

Acenaram para Kimimaro, que estava no canto da loja com olhinhos pensativos e brilhantes e segurando as moedas dele, e ele sorriu, acenando também.

Os cavalos estavam amarrados perto da praça, e foram em direção a eles.

Mas chegando perto de onde os cavalos estavam, tanto Sasuke quanto Boruto ficaram paralisados com tamanho susto.

— Tio Sasuke! — Boruto disse chocado. — É o Kurama não é?

— É ele mesmo, Boruto. — Não tinha como confundir. 

Então chegaram mais perto dos cavalos e da raposa que estava bem ao lado deles.

— Kurama? — O chamou.

O animal se levantou, e foi rápido na direção de Sasuke, fazendo um barulho de feliz.

— Ele te encontrou, tio Sasuke! — Boruto riu. 

Sasuke riu também.

— Será que ele vai te seguir para o castelo? Agora ele vai descobrir mesmo onde você mora. — Boruto brincou.

— Vamos ver. 

Subiram nos cavalos após desamarrados, e partiram em direção ao castelo, com Kurama os seguindo por todo o caminho.

Autumn, o cavalo de Sasuke, costumava ser um pouco arisco e não gostava de animais perto dele. Mas incrivelmente em relação à Kurama, ele não se importava.

Ao chegarem no castelo após cerca de quarenta minutos de cavalgada, Kurama entrou junto, e a cada passo o animal parecia memorizar tudo o que via.

Quando chegaram na sala comum, Kurama ainda os seguia, e acabaram topando com Itachi ali, que estava tomando o chá da tarde dele. 

Às quatro da tarde. 

Todos os dias, exatamente às quatro da tarde, Itachi tomava chá e comia biscoitos.

— O que é isso? — Itachi olhava a raposa, assustado.

— Tio Itachi, é a raposa do papai, Kurama. 

— Raposa do Uzumaki? — Itachi tinha o cenho franzido.

— Sim. O Kurama gosta do tio Sasuke, e fica atrás dele o tempo todo lá no castelo. Ele veio até aqui em Renar procurar o tio Sasuke! 

Kurama fez um barulho confirmando aquilo.

— Esses animais não vivem em florestas e tocas? Eu lembro de ler em um livro.

— Kurama gosta de viver no castelo do papai. Agora ele vai gostar do seu castelo também, tio Itachi. — Boruto riu.

— Mas são animais selvagens. Como ele pode ficar seguindo humanos assim? — Itachi bebeu o chá. — E por que você, Sasuke? Você só vai pra lá uma vez por estação.

— Não sei. — Deu de ombros. — Kurama gostou de mim e começou a me seguir. E segue o rei de Crath também.

A raposa confirmou.

— Kurama já mordeu a mamãe e minha vovó. Só não mordeu o tio Sasuke e o papai. — Boruto disse pensativo. — Eu não quero descobrir se ele vai me morder.

Sasuke e Itachi riram um pouco.

Itachi pegou um biscoito, e o mostrou para Kurama, o chamando.

Kurama foi até ele, pegou o biscoito, e voltou para o lado de Sasuke.

— Ele é mesmo bonito. — Itachi observou. — E parece ter dentes grandes. Acho que também não quero descobrir se ele vai me morder, garoto.

Os dois riram.

— Bom, tenho que voltar ao salão real. — Itachi se levantou. — Tenho uma papelada que quero que olhe pra mim, Sasuke.

— Sim. — Respondeu tranquilo. — Eu só vou guardar as coisas e trocar de roupa, beber um chá, e vou. Não vou demorar.

— Tudo bem. — Itachi foi para a saída da sala comum. — Descanse um pouco e depois você vai. 

Sasuke tinha que ser rápido agora.

— Vou ficar com o tio Suigetsu e o tio Juugo. Até mais tarde, tio Sasuke. 

— Até, Boruto.

Sasuke foi para o quarto, já começando a tirar a roupa pelo caminho, e Kurama o seguiu.

— Você veio até aqui, Kurama. Você me achou, hm? — Brincou.

A raposa fez o barulho de feliz.

Era fofo demais. 

No quarto, todos os gatos saíram depressa pela janela, com medo da raposa, menos Petúnia. Ela permaneceu deitadinha na ponta da cama, olhando curiosa para Kurama.

Sasuke colocou as coisas em cima de sua mesa, pegou a pequena pintura de tulipa branca, o pincel para escrever, e a tinta também.

Nos últimos anos esteve treinando escrever com a mão direita. Sua letra não saía como antes, mas esperava conseguir fazer algo que não ficasse horrível.

Virou a pintura para o lado que não tinha desenho, e passou a escrever. E queria escrever logo. E pensou na melhor forma. E a melhor forma era seguir o que sua cabeça dizia.

 

“ Eu não sei desenhar uma flor, mas encontrei esta que me fez lembrar de você. 

Kurama está aqui comigo agora. Acho que isso também me faz lembrar.

Parabéns pelo aniversário, Naruto”

 

Era melhor não escrever seu nome. Não sabia se algum bisbilhoteiro leria lá em Crath. E Sasuke não foi mesmo com a cara do ruivo que parecia cuidar dos pássaros.

Pegou um envelope limpo na gaveta, colocou a pintura da flor com a escrita, lacrou com a cera da vela da luminária, e escreveu como destinatário: Rei Uzumaki. 

Era mesmo melhor assim. Era discreto. Ninguém iria saber de nada além de Naruto.

Saiu do quarto após trocar as roupas, indo para fora em direção à sala dos pássaros encontrar Kakashi. 

Kurama o seguia, e não parecia querer deixá-lo. E Petúnia seguia também.

Sasuke estava olhando toda hora. Se Kurama atacasse Petúnia, teria que intervir. Mas ele parecia tranquilo com a presença da gata.

Tinha que alimentar Kurama! Tinha que fazer isso. Mas só iria pedir para Kakashi enviar a carta primeiro. 

Após isso feito, e o pássaro enviado com a promessa de segredo de Kakashi, Sasuke foi para a cozinha em busca de comida para a raposa.

Era mesmo muito curioso o animal ter chegado até ali. Estava chocado ainda.

Mas como poderia dizer que não gostou?

Se sentia especial. E gostava disso.

Encontrou ovos e pedaços de peixe, colocando em uma tigela para Kurama, e Petúnia miava alto, pedindo também. Então colocou para ela. 

Agora poderia ir ajudar Itachi.

… 

No final da tarde do dia seguinte, depois de sair do salão real após o dia inteiro lidando com as papeladas e ajudando Itachi, Sasuke foi surpreendido por Kakashi, que o alcançou perto da entrada da sala comum do castelo.

— Sasuke. — Ele o cumprimentou. — Eu já vou pra casa. Mas vim te entregar isso primeiro. — Ele estendeu um pequeno envelope.

Sasuke pegou aquilo um pouco confuso.

— Chegou de Crath há algumas horas. Achei que você quisesse receber em segredo também. — Kakashi disse curioso. 

Sasuke pigarreou.

— O que você anda aprontando? — Kakashi brincou. — Se tornou amigo do rei de Crath e não quer que seu irmão descubra?

Sasuke não sabia o que dizer.

E Kakashi riu.

— Bom, vou indo. Até mais, Sasuke.

— Obrigado, Kakashi.

Então Kakashi se foi, e Sasuke entrou com uma rapidez acima do normal no castelo, indo para o quarto, seguido por Kurama e Petúnia, que pareciam estar esperando-o na sala comum.

Quando chegou ao quarto, os gatos fugiram como sempre ao ver Kurama, e o Uchiha se sentou na cama e passou a abrir o envelope, com o coração batendo rápido. Só havia seu nome escrito como destinatário. 

Sabia exatamente de quem era aquela carta.

Dentro do envelope havia um pedaço de pergaminho dobrado, e Sasuke o desdobrou, sentindo o coração bater ainda mais rápido quando leu o que estava escrito. 

 

“ Eu gostei muito da flor. Aqui costumam nascer tulipas vermelhas apenas. Eu gostei muito da branca.

Então Kurama está aí? Ele está sumido faz duas semanas. Agora entendi o porquê.

Obrigado pelas felicitações, eu fiquei muito feliz, Sasuke. Estou esperando para te ver. Estive sentindo sua falta. 

Espero que goste desta tulipa vermelha. Acho que você gostaria de ver uma de verdade também. Espero poder te mostrar uma quando elas nascerem no inverno. “

 

E abaixo da escrita na carta, havia uma pequena tulipa desenhada, com folhinhas verdes, e colorida com tinta vermelha.

Sasuke não saberia dizer o que estava sentindo neste momento. Só não conseguia se mover nem fazer nada.

Seu corpo inteiro estava quente, e seu coração batia muito rápido. 

Porra. 

Queria ver logo ele. Naruto. Estava sentindo falta de Naruto. E queria ver ele. 

Ainda tinha que discutir com Itachi quando seria bom para irem para Crath. Nesses últimos dias ele estava tendo muito trabalho e estava precisando da ajuda de Sasuke.

Sasuke só esperava que não demorasse tanto. 

Longos foram os dias que Sasuke teve que esperar para que Itachi os liberasse para irem para Crath. E o jovem Uchiha tinha a impressão que Itachi fazia isso por birra. 

O irmão ficava sempre desconfiado e lia todas as cartas que Boruto escrevia e recebia, e fazia mais birra ainda, mesmo Sasuke falando milhões de vezes que estava tudo bem.

Mas enfim partiriam para o reino vizinho na manhã seguinte. Já tinha pedido antecipadamente para Kakashi enviar o pássaro para avisar Crath que iriam.

A carta que recebeu de Naruto permanecia debaixo do travesseiro do Uchiha. Nenhum ser deste mundo ou do além conseguiria chutar quantas vezes Sasuke leu aquela carta. Eram muitas mais vezes do que qualquer humano normal leria uma carta.

Mas o Uchiha simplesmente não conseguia evitar. Só sentia muita vontade de ver o rei de Crath. E gostava de ver o desenho de tulipa vermelha que ele fez.

Como todas as outras vezes desde que começou a ir para lá, Sasuke esqueceu os produtos de banho no banheiro daquele quarto na torre. E não sabia se o rei os tinha guardado — mais uma vez — então estava levando tudo de novo.

Sua bolsa estava pronta, e agora tinha um adicional de uma toalha extra — por motivos que não gostaria de especificar em sua própria mente.

Ainda estava tentando se acostumar com o fato de que era um safado. 

Era isso. Era mesmo um safado. Tinham coisas que quando começava a pensar em fazer com o rei de Crath, não conseguia parar. Não conseguia. Tinha uma coisa que pensou na última noite que ficaram juntos, e Sasuke não conseguia parar de pensar e sentir vontade de fazer.

Céus. Sentia os pêlos se arrepiarem só de pensar em fazer aquilo. E se arrepiava mais ainda ao se lembrar do rei falando que iria gostar de tudo o que fizesse.

Precisava até beber um pouco de água para molhar a garganta.

Sua bolsa estava pronta, a cama pronta para se deitar, e só precisava mesmo dormir agora para o tempo passar mais rápido. Então se deitou. 

O outono estava no auge, e já começava a fazer um pouco de frio. 

Sasuke se lembrou. Poderia acender a lareira no quarto de Crath. E isso aqueceu seu coração mesmo antes de chegar próximo a ela. 

Gostava mesmo daquela lareira. 

— Amanhã vamos para o outro castelo. O que você acha? — Brincou com Kurama. — Vamos acender aquela lareira.

Kurama fez um barulho de resmungo com os olhos fechados, como se reclamando de ser acordado.

Sasuke riu.

Era melhor dormir também.

Petúnia miou brava, e subiu na cama, se esfregando, e pedindo carinho.

Uma gata extremamente ciumenta. Mas o mais curioso disso é que ela não quis atacar Kurama nenhuma vez.

Ela tinha noção do perigo então.

Mas Sasuke também tinha a impressão que ela gostava da raposa.

Muitas eram as coisas as que Sasuke não compreendia.

Fechou os olhos escutando o ronronar da gata bonita, brava e ciumenta, e após algum tempo adormeceu.

Como não estava quente dessa vez, conseguiram fazer o percurso até o castelo de Crath mais rápido, chegando pouco depois do anoitecer.

Kurama os seguiu pelo caminho todo, e parecia saber bem para onde estavam indo, já que em alguns momentos até andava na frente.

Como em todas as vezes, comeram ramen no Ichiraku, e aquilo era extremamente agradável. 

Chegaram ao portão do castelo, mas não tinha ninguém na torre para recebê-los. 

— E agora, tio Sasuke? — Boruto estava confuso. — Podemos bater no portão. Alguém deve escutar.

— Vamos tentar.

Então Sasuke desceu do cavalo Autumn, e foi até o portão, batendo com a faca que tinha em sua bolsa para fazer mais barulho.

Já havia um tempo que parou de andar com a espada. Era pesada, e então desnecessária. Uma faca seria tão útil quanto, caso fosse necessário usá-la.

Após algum tempo batendo, o cara Shino apareceu na torre.

— Oh, são os príncipes. — Ele disse aparentemente aliviado. — Pode abrir, Kiba.

Então houve um barulho de chave, e o portão foi aberto. 

— Wo, como vão? — Kiba perguntou, simpático.

— Bem. — Sasuke deu de ombros.

— Estou bem também, tio Kiba. — Boruto respondeu tranquilo. 

— Podem deixar os cavalos no estábulo. Eu já vou pra lá para tratar deles.

Então os dois foram para o estábulo, e colocaram os cavalos nos devidos lugares de sempre, indo em direção à sala comum do castelo. 

E ao chegarem, Sasuke sentia o coração bater forte, e sentiu até a mão tremer um pouco. Se tivesse a outra, estaria tremendo também.

O decepador de seu braço estava deitado no sofá, com a cabeça apoiada no colo da mãe dele, e lia um livro tranquilamente, enquanto Kushina tricotava.

A rainha estava sentada na poltrona menor, e estava lendo um livro também.

Mas os olhos de Sasuke não conseguiam se mover do homem lindo e distraído com o livro. 

Os três juntos enfim pareceram notar a presença dos recém chegados.

— Chegamos. — Boruto brincou. 

A rainha fechou o livro, quase que o jogando em cima da mesa de centro, abrindo os braços para o filho.

— Oi, meu amor! — Ela sorriu grande.

Boruto foi correndo até ela, e a abraçou com um mini abraço de urso. 

— Nós também queremos abraços, Boruto. — Kushina brincou com o garoto. 

Boruto foi até ela e a abraçou, e abraçou o pai dele também, que agora estava sentado no sofá. 

— Ei, Sasuke-kun. — Hinata foi a primeira a cumprimentá-lo, tranquila. — Como está?

— Estou bem. — Respondeu nervoso. — E você?

— Estou melhor agora. — Ela sorriu, com aquele olhar estranho e penetrante. 

Sasuke percebeu Kushina olhar estranho para a rainha, assim como o rei, que ficou com uma feição irritada.

Kushina se levantou, e foi até Sasuke. 

— Bem vindo, meu bem. — Ela o abraçou. 

Sasuke a abraçou de volta, dando aquele beijo na bochecha dela.

— Obrigado, senhora. Estou feliz por vê-la. 

Kushina se afastou com um sorriso pequeno, e olhar brincalhão.

— Eu gosto mesmo dos beijos do príncipe. — Ela brincou. 

Sasuke riu, e percebeu um olhar divertido da rainha, que não parava de olhá-lo.

Que mulher. Louca. 

Mas ainda faltava cumprimentar Ele. O rei de Crath. 

E o coração voltou a bater forte ali. Até chegou a se esquecer por um instante que a esposa dele estava bem ali do lado. 

— Oi, rei Uzumaki. — Disse mais baixo do que pretendia. 

— Oi, príncipe Uchiha. — Ele falou com um pequeno sorriso. 

Sasuke sorriu pequeno também. 

— Papai, você viu que Kurama veio com a gente? — Boruto comentou animado.

— Eu vi. Parece que minha raposa se mudou de castelo. — Ele olhou para Kurama. — Agora é assim, seu vira casaca? — Ele brincou.

Kurama fez um barulho de choro, e foi até o pai dele, lambendo a mão do rei que estava estendida.

— Não vou te perdoar fácil assim. — Ele ainda brincava com a raposa.

Kurama fez um barulho de choro de novo.

— Mudou de castelo? — A rainha perguntou confusa. — Kurama estava no castelo de Renar?

— Estava, mamãe. Nós nos encontramos com ele na cidade há umas duas semanas, então Kurama seguiu o tio Sasuke até o castelo, e ficou lá até a gente vir hoje. — Boruto respondeu tranquilo. 

— Como você sabia que Kurama estava lá, Naruto-kun? — Hinata perguntou ainda confusa.

Neste momento, Sasuke sentiu o corpo inteiro gelar, e percebeu que o rei tinha a expressão paralisada, enquanto ainda tentava brincar com o pêlo de Kurama. 

— Boruto disse na carta, Hinata. — Kushina disse passando na frente.

— Que carta? Eu não li isso em nenhuma. — A rainha disse de cenho franzido. 

— Acho que foi em uma que ele mandou pra mim. — Kushina deu de ombros. 

— Hm. — A rainha resmungou, emburrada.

Sasuke estava impressionado com como Kushina conseguia mentir bem. Gostaria de aprender um pouco dessas técnicas com ela.

Boruto tinha uma feição confusa e pensativa, provavelmente tentando lembrar em que carta ele falou sobre Kurama.

— Volte aqui, querido. — Hinata chamou o filho. — Eu não te abracei tudo ainda.

Boruto riu, e voltou para os braços da mãe dele.

O rei parecia aos poucos voltar ao normal após aquele baque e quase descoberta, e Sasuke tentava regular a respiração. 

— Eu vou, hm, para o quarto. Posso pegar água para o banho na cozinha, senhora? — Pediu baixo.

— Claro. Vou te ajudar, querido. — Kushina disse passando a andar.

Sasuke a seguiu, sem fazer muito contato visual com o rei. 

Mas era difícil. 

Queria abraçá-lo. Só queria poder fazer isso.

Que inferno.

Chegaram na cozinha, Kushina acendeu o fogo, e colocou a água para esquentar. Estava mesmo frio.

— Vocês já comeram? — Ela perguntou tranquila. — Posso arrumar o jantar se estiver com fome.

— Já comemos ramen. Obrigado. — Sorriu pequeno para ela.

E então o rei enfim apareceu na cozinha, recebendo um olhar repreensivo da mãe dele.

— Você precisa pensar nas coisas que vai falar, querido. Eu consegui disfarçar dessa vez. — Ela disse de cenho franzido.

— Obrigado, mãe. — Ele suspirou. — Desculpe.

Ela riu um pouco. 

— Você vai acabar me deixando louca. — Ela balançou a cabeça. 

Sasuke sentia o coração palpitar de novo ao olhar para o rei, e ficava mais forte conforme ele se aproximava.

— Eu deixei no quarto as coisas que você esqueceu. — O rei disse divertido. — Se eu não guardar, os criados pegam. 

— Obrigado. — Disse tímido. — Toda vez eu acabo esquecendo aqui. 

O rei sorriu pequeno. 

Houve um silêncio. 

— Estou esperando para ver vocês se abraçarem. É porque eu estou aqui? Estão acanhados por causa disso? — Ela brincou.

— Mãe.. — O rei pareceu ficar tímido. 

Sasuke teve que rir.

Mas agiu. Estava tão tomado por aquela vontade, que também acabou possuído pela coragem. Então abraçou o rei, e foi abraçado de volta. 

— Estou feliz que esteja aqui. — Naruto disse em um sussurro em seu ouvido.

— Eu também. — Disse em um sussurro para ele também.

O abraço terminou, e Kushina olhava aquela cena com uma expressão divertida.

— Eu acho que vou mesmo ficar louca. — Ela balançou a cabeça. — Mas não posso dizer que não gosto disso.

Sasuke sentiu as bochechas corarem, e o rei parecia tímido também.

Kushina apagou o fogo, e colocou a água quente no balde.

— Obrigado, senhora. — Disse indo para o balde. 

— Vocês devem estar cansados da viagem, não é? Acho que te vejo amanhã então querido. — Kushina disse se aproximando, e o selando na bochecha. 

E ela mesma riu baixinho.

— Acho que também gosto de dar beijos no príncipe bonito. — Ela sorriu.

E Sasuke riu, percebendo o rei segurar o riso com uma expressão divertida. 

— Nos vemos amanhã. — Pegou o balde. — Boa noite. 

— Boa noite, querido. — Kushina pareceu ir guardar a panela. 

Sasuke saiu da cozinha, e sentiu uma presença andar atrás de si.

Uma presença que sabia bem quem era.

— Posso subir um pouco lá mais tarde? — Ele perguntou baixo quando estava em sua frente. — Ou você quer descansar?

O rosto de Sasuke corou mais uma vez, fazendo o rei sorrir. 

— Pode ir.. — Disse tímido. 

O Uzumaki assentiu, divertido. 

— Vou ficar um pouco com Boruto, e quando ele dormir, vou até você.

Sasuke sorriu pequeno, e assentiu.

— Minha mãe fez aqueles biscoitos de canela. Você gosta deles, não é? 

— Sim.

— Vou levar então. Está com uma carinha cansada. Bebemos vinho depois. — Ele disse tranquilo.

Sasuke sentiu o peito esquentar, mas assentiu. 

— Até mais tarde. — O rei o selou na bochecha, e foi para a sala comum.

E Sasuke subiu para a torre. 

Estava mesmo sentindo falta dessa torre.

Ao chegar no quarto, a primeira coisa que fez depois de guardar a bolsa foi acender a lareira. Esteve mesmo esperando para fazer isso. E sentiu o quarto ser preenchido por um quentinho gostoso.

Tirou as roupas, e foi para o banheiro, encontrando seus produtos da mesma maneira que os deixou antes de partir no verão.

Não conseguiu conter um sorriso. O rei até mesmo os enfileirou na ordem que costumavam ficar. Primeiro o sabão, depois o óleo de banho com perfume de flores silvestres, depois o óleo de sementes para o cabelo e por último a seiva de plantas tropicais.

Tomou o banho então, sendo agradado pelo perfume dos produtos e pela água quentinha em contato com a pele. Isso sempre o ajudava a ficar relaxado. 

Se secou, vestiu os pijamas de frio limpos, e foi para a cama, notando que os lençóis e os cobertores estavam claramente recém lavados e trocados. 

Teria o rei algo a ver com isso?

Não conseguiu resistir, e se deitou. Estava mesmo cansado da viagem. 

O quarto levemente iluminado com o brilho dourado da lareira, mais a sensação de corpo limpo e cheiroso, junto com pijamas e cobertores limpos, foi irresistível para Sasuke. 

Acabou adormecendo.

Sasuke acordou assustado com as batidas na porta.

Céus. Dormiu mesmo.

Então se levantou, e foi até a porta com o coração palpitando. Sabia quem era.

Ao abri-la, se deparou com o homem bonito que tinha cabelos dourados longos e passados para trás da orelha, vestia uma camisa branca de mangas compridas, e segurava uma pequena tigela em uma das mãos, contendo biscoitos.

— Você estava dormindo? — Ele perguntou envergonhado.

— Acho que eu cochilei.. eu.. não sabia bem que hora você iria subir. — Disse um pouco tímido. 

— Eu posso ir e te deixar descansar. — Ele disse, receoso.

Sasuke se sentiu nervoso. Não queria que ele fosse.

— Quero que fique, Naruto. — Disse com as bochechas corando. — Eu quero.. fique um pouco aqui.

O rei sorriu pequeno.

Sasuke abriu espaço para o rei entrar, que estava com Kurama a segui-lo, e fechou a porta em seguida.

— Eu trouxe os biscoitos. — Ele colocou em cima da pequena mesa.

Sasuke assentiu. 

— Kurama então te encontrou e se hospedou em seu castelo. — Ele brincou. — Como foi isso?

— No dia que eu e Boruto fomos à cidade, o encontramos ao lado de onde nossos cavalos estavam amarrados. Acho que ele identificou os cavalos. — Disse olhando para o animal bonito. — Depois disso ele seguiu a gente até o castelo. Todo mundo gostou dele. Não tem raposas em Renar. 

— Eles sabem que Kurama é meu? —Naruto perguntou curioso.

— Sim. Acho que Boruto acabou contando pra todo mundo. — Riu um pouco. 

— Seu irmão não desgostou disso? — O rei tinha o cenho franzido. 

— Não.. Ele gostou do Kurama também. E até ficou dando comida pra ele. — Teve que rir com a lembrança. — E ele tem medo de Kurama o morder. Boruto colocou medo nele.

— Seu irmão com medo de uma mordida? — Naruto balançou a cabeça. — Não sei se acredito nisso. 

— Naruto.. O Itachi é legal.. — Suspirou. — Ele só é muito sério quando o assunto envolve o trabalho dele como rei. Mas ele não é como eu acho que você pensa que ele é.

— Tudo que eu vi foi ele ser cruel. E o ego nem cabe dentro dele. — O rei deu de ombros. — Mas se você está dizendo, vou tentar acreditar.

Houve um silêncio.

— Há quanto tempo vocês encontraram Kurama? — O rei voltou a ficar curioso. 

— Hm.. — Tentou se lembrar. Tinha um pouco de dificuldade com datas. — Foi naquele dia que eu te enviei aquela carta. Ele apareceu naquele dia mais cedo.

Então suas bochechas ficaram vermelhas de novo.

Naruto sorriu bonito.

— Você ficou vermelho. — Ele brincou.

Sasuke bufou.

O rei se aproximou, e tocou seu rosto.

— Eu estava triste na noite que sua carta chegou. Ler ela me deixou feliz, Sasuke. — Ele moveu o polegar no rosto do mais novo. — Acho que você faz isso. 

— Por que você estava triste? — Perguntou baixo.

O rei balançou a cabeça.

— Eu me sinto assim às vezes. Tem.. muita coisa que já aconteceu nessa vida, e que dói. — Ele sorriu pequeno, e de forma triste. — Mas não vamos falar desse tipo de coisa agora, sim? Você acabou de chegar.

Sasuke não iria insistir em saber agora. O rei não queria falar.

— Tudo bem. — Respondeu ainda baixo, se aproximando dele, e o abraçou.

Queria muito fazer isso.

O rei o abraçou de volta, e forte, acariciando-o na nuca, e dando alguns selares em seu cabelo.

— Eu senti sua falta também, Naruto. — Beijou o cabelo dele. Ele disse aquilo na carta. Podia dizer agora.

Naruto o segurou um pouco mais forte, e respirou fundo em seu cabelo.

— Eu estive pensando em fazer igual Kurama, e ir lá para o castelo de Renar atrás de você. — Ele riu baixinho.

Sasuke riu também. 

Houve um silêncio, enquanto apenas permaneceram abraçados. 

— Vamos comer biscoitos? Quer se deitar? — Perguntou no ouvido dele.

O rei assentiu.

Então ele pegou a tigela, foram para a cama, e se deitaram. Sasuke jogou o cobertor por cima dos dois. 

Isso mesmo. Estavam com o mesmo cobertor. Era melhor assim e mais quentinho.

Naruto colocou a tigela com biscoitos no colo, e passou o braço em volta de Sasuke, o puxando para se apoiar nele.

Comeram alguns biscoitos, e Kurama apareceu ao lado da cama, pedindo por um.

— Ele sempre quer comer tudo que vê a gente comer. — Disse divertido. — Itachi disse que tem até comido menos porque divide tudo com Kurama.

O rei riu um pouco.

— Kurama gosta de comer. — Ele disse tranquilo. — Nesses momentos ele nem se importa de quem é que está dando a comida pra ele.

Deram dois biscoitos para Kurama, e ele voltou a se deitar perto da lareira em seguida.

— Um de meus gatos é assim também. — Disse tranquilo.

Petúnia era talvez mais esfomeada que Kurama.

Naruto colocou a tigela em cima do criado mudo, e se virou, tocando o rosto de Sasuke, e o beijou nos lábios.

O rei acariciava a nuca do mais novo enquanto o beijo lento e carinhoso perdurava, e alguns selares eram depositados em sua bochecha, e sem seguida voltava a ser nos lábios.

Quando o beijo terminou, Sasuke apoiou sua cabeça no ombro do rei, e fechou os olhos por alguns instantes. Aquilo que sentia era mesmo uma coisa muito boa em seu peito.

— Vamos dormir um pouco? — Naruto disse tranquilo. — Estou com sono também. Depois eu vou.. se você quiser.

— Sim. — O selou no pescoço. — Acho que gosto de ficar deitado assim.

O rei sorriu.

— Tudo bem. — Ele arrumou o cabelo do Uchiha que caía no rosto. — Descanse, princípe Uchiha.

Sasuke sorriu também.

Fecharam os olhos, e após algum tempo naquele quentinho— quentinho de muitas formas— adormeceram.

… 

No meio da noite, Naruto acordou, e Sasuke acabou acordando também com aquela movimentação. Tinha o sono leve. 

— Desculpe, te acordei. — Ele disse ao percebê-lo acordado.

— Tudo bem. — Respondeu sonolento.

Naruto o beijou nos lábios, e se levantou.

— Volte a dormir. — Ele disse de pé. — Quero que você descanse.

— Ah, então você quer? — Brincou.

Naruto se abaixou para olhá-lo de perto, e tinha um sorriso malicioso.

— Eu quero saber se você quer também, príncipe Uchiha. — Ele tinha aquele mesmo sorriso.

Sasuke riu um pouco tímido. E Naruto sorriu bonito.

— Vou te esperar no desjejum. Durma bem, Sasuke. — Ele foi para a porta, e saiu do quarto.

Sasuke fechou os olhos, e se arredou um pouco para onde o rei estava deitado. Era bom sentir o cheiro dele. E voltou a dormir assim.

Acordou novamente quando o sol parecia estar nascendo.

Então era hora de se levantar. 

Foi primeiro ao banheiro aliviar a bexiga. Já sentia o corpo mais descansado, e estava mais bem disposto. E estava com fome.

Voltou para o quarto já trocando as roupas, e se lembrando daquele mingau de aveia gostoso que Kushina fazia quando estava frio. Seria mesmo muito bom se ela fizesse agora.

Após estar vestido, foi para a janela. 

Ele deveria estar no jardim. 

E estava.

O sol do outono iluminava o rei de Crath que estava sentado na borda do lago, e usava uma blusa de manga comprida branca, com os cabelos que estavam mais longos do que Sasuke jamais vira. 

Os fios estavam esvoaçando com a leve brisa fria, cintilando um pouco de brilho dourado.

Lindo. Lindo demais.

O sol no outono parecia deixá-lo ainda mais lindo.

— Os peixes estão ficando mais quietos. Eles não gostam muito do frio. — O rei disse tranquilo. — Você vai descer agora?

— Sim. — Respondeu ainda se admirando com a beleza do homem.

— Já vou para a cozinha então. — Ele se levantou.

Sasuke saiu do quarto. Se fosse rápido, toparia com o Uzumaki na sala comum, e quem sabe, ganharia um beijo dele como da outra vez.

E o encontrou na sala comum, assim como pretendia.

E o coração começou a bater mais rápido, assim como imaginava que seria.

— Parece menos cansado. — Naruto disse com um pequeno sorriso.

Sasuke assentiu.

E ganhou aquele beijo. Um selar nos lábios, que o permitiu sentir a textura macia da boca do rei, e o cheiro gostoso de morango. 

E também ganhou um selar no pescoço, e um na bochecha também.

Céus.

— Estou com fome. — Ele disse baixo e perto de sua boca. — Minha mãe deve estar fazendo o mingau.

— Estou com fome também. — Disse com a voz fraca. 

Naruto o beijou mais uma vez nos lábios, e se afastou, respirando fundo. 

— Vamos. — Ele sorriu.

Foram para a cozinha, e foram recebidos por um olhar curioso de Kushina. 

— Bom dia. — Ela disse com o mesmo olhar. — Chegaram juntos. 

— Acabamos de nos encontrar na sala, mãe. — O rei foi até ela, e a beijou na testa. 

— Sei. —Ela voltou a mexer na panela. 

Sasuke e Naruto se entreolharam, mas não disseram nada. 

— Vamos para a cidade hoje. Assim dá pra deixar tudo bem encaminhado para termos os outros dois dias livres. — O rei disse se encostando na bancada. — Tem sido bom assim quando eles estão aqui, não é?

Kushina assentiu. 

— É melhor assim mesmo, querido. E Boruto gosta de ir com vocês, não é? — Ela perguntou tranquila. 

— Sim. Ele não desgruda da mãe dele. — Naruto sorriu pequeno, e Sasuke percebeu que Kushina também sorria. — Tudo bem se ele for, Sasuke?

— Acho que você não precisa ficar me perguntando isso. Eu não impediria. — Deu de ombros. — Contando que vocês voltem bem, está tudo bem.

O rei assentiu, e o reverenciou, agradecido.

Sasuke não se acostumava com aquela reverência.

— Pegue duas tigelas, por favor, querido. Está pronto. — Kushina disse apagando o fogo.

Ela colocou mingau nas duas tigelas, em seguida salpicando canela por cima. E Sasuke até salivava ao ver isso.

— E estava com saudade desse mingau. — Disse quando recebeu sua tigela.

Kushina sorriu feliz.

Comeram o mingau tranquilamente, e colocaram as tigelas sujas na bancada ao terminar. 

— Obrigado. 

— Obrigado, mãe. — O rei disse, tranquilo. — Tenho que encontrar meus homens agora. Vamos para cidade depois que Hinata e Boruto se levantarem. 

— Tudo bem. Bom dia, meu bem. — Ela deu um beijinho na bochecha do filho. 

— Eu vou para a biblioteca. Eu venho ajudar com o almoço se quiser, senhora. 

— Claro. Eu gosto da sua companhia. — Ela sorriu pequeno.

Assentiu, então foi para a saída da cozinha, onde o rei já estava. 

Andaram alguns passos, e o Uzumaki se virou para o mais novo.

— A gente se vê mais tarde, hm? — Ele tinha um sorriso traiçoeiro. 

Sasuke ruborizou. 

E o rei riu. 

— Não fique tímido assim. — Ele tocou seu rosto. — A gente pode só dormir, se você quiser. — Ele disse baixo. — Acho que gostei muito de dormir com você.

— Acho que gostei muito também. — Disse ainda tímido.

Mas Sasuke não queria só dormir com o rei, como na noite passada. Queria fazer outras coisas também porque era um safado.

Era só pensar isso que começava a ser mais safado ainda.

— Mas eu não.. quero só dormir. — Disse sem conseguir fazer contato visual.

Era um safado tímido. Era isso.

— Não quer só dormir? — O rei perguntou divertido. — O que você quer fazer? — Ele tinha o olhar penetrante.

E Sasuke começava a sentir o corpo esquentar. Naruto gostava de quando falava coisas safadas.

Mas aquele não era o momento.

— Eu vou te falar mais tarde. — Disse baixo e sorriu, assim como Naruto fazia.

Naruto pareceu respirar um pouco mais rápido, e mordeu o lábio inferior por um momento.

— Você vai mesmo me deixar louco, Sasuke. — Ele disse aproximando o rosto do seu.

E se beijaram, e foi um pouco mais que um selar carinhoso.

Era carinhoso, molhado e safado também.

Quando o beijo terminou com um pouco de dificuldade, o rei o selou no pescoço.

— Até mais tarde. — E o rei mordeu de leve ali, se afastando.

Sasuke bufou.

Por que ele mordeu? Ele sabia que gostava daquilo!

Mas o rei apenas riu, e partiu.

Céus. Agora seria difícil esperar.

Mas foi para a biblioteca de qualquer maneira. Tinha que se distrair.

O dia passou tranquilo.

Passou lendo o conto dos mortos vivos, parando em alguns momentos para ajudar Kushina e conversar com ela, depois voltava para o conto, e ficou nele até terminar, no final da tarde. 

Kushina e Tenten estavam trabalhando numa faxina na cozinha naquele momento, então não havia muita coisa que Sasuke pudesse fazer.

Decidiu ir para o lago. Poderia passar o tempo lá. Seria bonito e agradável ver os peixes.

Então foi, e se deslumbrava com a beleza do lugar, que mesmo sem flores e com folhas caídas pelo chão, ainda era muito belo. E se sentou na borda, passando a observar mais detalhadamente.

Como Naruto fazia.

Sasuke gostava do outono. Gostava muito. Deveria ser sua estação preferida. Não chovia tanto como no verão, não fazia tanto frio como no inverno. E as cores também eram muito agradáveis para si. Castanhos, amarelos, laranjas, roxos. Gostava muito mesmo. 

Estava sentado na borda do lago ainda perdido em devaneios sobre a beleza do outono, quando percebeu uma movimentação indo em direção ao estábulo.

Eram eles. O rei, a rainha e Boruto. Estavam chegando. 

E Sasuke percebeu que o rei o viu ali. 

Céus. Que homem lindo. Em cima do cavalo branco ele ficava mais lindo ainda. 

Após algum tempo, Sasuke avistou a rainha e Boruto saírem do estábulo, e andavam em direção ao castelo.

— Tio Sasuke! — Boruto o cumprimentou. — Hoje você não está dormindo aí.

A mãe dele riu.

— É mesmo bom ficar aqui não é, Sasuke-kun? — Ela disse tranquila.

Sasuke assentiu. Ela não tinha aquele olhar louco agora.

— Vamos, querido. Hora do banho, não é? — Hinata disse alisando o cabelo do filho.

— Mãe..? — Ele franziu o cenho para ela, passando a falar mais baixo. — O que eu falei? Eu não sou um bebê.

A rainha riu e balançou a cabeça, puxando o filho de leve para voltarem a andar.

Passado aquilo, Sasuke voltou a olhar o lago, e levou um pequeno susto ao ver do outro lado, próximo da outra borda, o rei o olhando.

Ele tinha um olhar penetrante, e o olhava diretamente nos olhos, mesmo naquela distância. 

E ele fez um sinal com a cabeça, claramente indicando para que Sasuke o seguisse, e depois disso, ele andou um pouco, entrando atrás do estábulo. 

Porra. 

Porra.

Sasuke não esperava por isso agora. 

Estava nervoso. 

Mas mais ainda que nervoso, estava começando a ter pensamentos impuros, enquanto o corpo se esquentava.

Céus. 

Queria muito ir para trás do estábulo.

Então se levantou, checou se ninguém estava vendo, e foi até lá, se certificando mesmo que ninguém estava vendo.

Ao chegar ao local que Naruto tinha entrado, percebeu que havia uma distância de alguns pés entre o muro de pedra do castelo e a parede do estábulo, e alguns arbustos estavam ali perto do muro.

E o rei estava escorado na parede, o olhando com aquele olhar penetrante.

Sasuke estava ficando fora de si.

Seu corpo começava a queimar. Ninguém apareceria ali. Estavam a sós. Ninguém iria ver nada.

Se aproximou do rei, ficando de frente para ele, sendo envolvido na cintura pelas mãos fortes do Uzumaki, que o puxaram para mais perto.

Se beijaram.

Era um beijo inicialmente desesperado, que passou a ficar ofegante e molhado. 

Sasuke não conseguiu conter um gemido baixinho ao começar a sentir as leves mordidas em seu pescoço, e as ereções que já estavam a se esfregar.

Sasuke também apertava a cintura do rei, e sua mão pareceu se mover sozinha para o pênis do mais velho.

Tá. Moveu ela para lá por pura vontade própria.

Era possível que alguém gostasse tanto assim de pau? Porque Sasuke achava que gostava mais do que o normal. Estava louco para segurar no pau do rei fazia meses.

Naruto suspirava em seu pescoço enquanto Sasuke movia sua mão no volume dele, e o rei gemeu baixinho quando Sasuke enfiou a mão dentro da calça alheia.

Estava completamente enlouquecido. Não conseguia descrever o quanto gostava de sentir o pênis do rei. Ficava até com falta de ar. 

Naruto o apertava mais forte, agora com uma mão na cintura do mais novo, e outra na bunda. E isso estava fazendo Sasuke ficar ainda mais fora de si. 

Se afastou do pescoço do rei para olhá-lo nos olhos.

Sasuke já queria fazer aquilo há muito tempo. Muito. E não iria conseguir se conter nesse momento. Estava tão louco por aquilo, que nem sentia vergonha. E também se lembrava bem do rei falando que não precisava ter vergonha.

Olhando nos olhos de Naruto, fez um sinal com a cabeça para que o mais velho vigiasse os arredores.

O rei o olhava curioso, e não parecia estar entendendo muito bem o porquê daquilo.

Sasuke fechou os olhos, buscando escutar algum barulho suspeito. E não escutava nenhum barulho humano. Apenas os cavalos no estábulo.

E abriu os olhos de novo, vendo na frente dos seus os olhos azuis lindos do homem que era lindo. Sua mão estava no pênis desse homem lindo, e seu corpo queimava como uma chama devido a isso. 

Não iria mesmo aguentar.

Então se abaixou. 

Estava com o rosto na frente do pênis do rei, e sua mão ainda estava dentro da calça dele. Mas não por muito tempo.

Soltou o membro por um momento, abaixou um pouco a calça dele, e agora via bem diante de seus olhos o pênis bonito que era contornado por pêlos dourados. Lindo. Lindo demais. 

Olhou para cima, e Naruto o olhava com os olhos esbugalhados, confusos, e também curiosos. E Sasuke se sentiu ainda mais motivado. 

Segurou novamente o pênis dele, passando a masturbá-lo devagar, e olhou novamente para o rosto do homem. Ele respirava rápido, e tinha ainda aquele olhar curioso.

Sasuke estava desesperado por aquilo. Estava tão perto que sentia em seu rosto até mesmo o calor que emanava do pênis de Naruto. E sem falar do cheiro dele, que o estava deixando mais desesperado ainda por aquilo.

Então o enfiou na boca.

Céus.

Esteve sonhando com isso há meses. E agora estava fazendo.

Sentiu Naruto estremecer, e olhou para cima. Ele tinha a cabeça encostada para trás na parede, e tinha os olhos fechados e mordia o lábio em uma expressão de prazer.

Ele pareceu ter gostado então. 

Sasuke tentava pensar no que fazer. O tinha na boca, e gostou disso. E sua mente trabalhava em como deixar ainda melhor.

Passou a se mover, para frente e para trás, devagar, como se estivesse o masturbando com a mão, mas agora era com a boca. Deveria ser gostoso assim para Naruto.

Olhou de novo para o mais velho, que agora tinha os olhos abertos, e o olhava com um olhar penetrante, e cheio de vontade.

Sasuke continuou aquilo, ainda olhando para o rei, e sentia o corpo dele estremecer diante de si, enquanto ele se segurava para não fazer nenhum som. Sasuke percebia isso.

E Sasuke não estava diferente. Também se segurava para não fazer nenhum som, pois estava louco para gemer.

Aquilo era gostoso. Muito gostoso. Muito mais do que pensava que seria. 

Estava sentindo um prazer intenso apenas por usar a boca. E o prazer era tanto que não conseguia evitar ofegar. 

O tirou da boca por um momento, e o segurou com a mão, a movendo em um leve ato masturbatório até que recuperasse o fôlego.

Olhou para Naruto, e ele mordia o lábio olhando-o com os olhos azuis cheios de desejo. E sob esse olhar, Sasuke o enfiou na boca de novo, observando todas as nuances no rosto do mais velho, que agora tinha os olhos fechados de novo, e mordia mais forte o lábio, numa tentativa de não fazer nenhum barulho.

Sasuke estava fora de controle.

Agora o segurava com a mão para auxiliá-lo, e movia a boca. Tentava imaginar se isso estivesse sendo feito em si, e assim, tentava fazer em Naruto de um jeito que achava que iria gostar.

Levou o pênis do rei até o fundo de sua boca. Essa deveria ser uma sensação gostosa para Naruto. 

O rei acariciava a nuca do Uchiha, entrelaçou os dedos nos cabelos negros, e o Uchiha se deslizava melhor agora porque estava mais molhado e com mais saliva.

O sabor. Céus. O sabor do pênis do rei era surreal. Sasuke sentia o gosto levemente salgado do pré-gozo assim que era expelido, e isso fazia com que sentisse também com clareza o seu em seu próprio pênis ser expelido. 

Estava incomodando. Seu pênis estava muito ereto, e precisava de um toque.

Soltou a mão do membro de Naruto, e a levou para dentro da própria calça, iniciando uma masturbação em si, ainda movendo sua boca no do Uzumaki.

Então Naruto tentou empurrá-lo. 

Sasuke olhou para cima, e o rei tinha o cenho franzido enquanto mordia o lábio. 

Mas ele que se foda. Sasuke continuou com aquilo, quase desmaiando de tanto prazer que sentia, e percebia o rei tentando empurrá-lo de novo.

Mas como Sasuke se recusava a parar com aquilo, Naruto o puxou para trás pelo cabelo, e tudo o que o Uchiha viu em seguida foi o sêmen do rei ser expelido e cair no arbusto enquanto o Uzumaki segurava o próprio pênis com a outra mão, e ainda estremecia um pouco.

Ver aquilo acabou sendo o fim para Sasuke também. Tirou seu pênis para fora, deixando o sêmen cair no chão enquanto apoiava um pouco a cabeça na perna de Naruto, caso contrário cairia.

Ao tentar recobrar a respiração, se levantou, e encontrou Naruto também tentando parar de ofegar, e ele tinha os olhos fechados. 

Quando ele abriu os olhos, olhou para Sasuke de uma maneira diferente. Era um olhar curioso, com desejo, e tinha mais uma coisa que Sasuke não sabia identificar. 

Naruto o puxou para perto dele, movimentando as mãos em suas costas, e começou a beijá-lo no pescoço de uma maneira delicada e gostosa para Sasuke, enquanto também entrelaçava os dedos em seu cabelo, respirando fundo nele em alguns momentos.

Iria ficar excitado de novo.

Mas antes que isso acontecesse de fato, escutaram a voz de alguém.

— Penso que alguém deve estar com fome, hm? — O homem disse de dentro do estábulo.

Sasuke começou a ficar nervoso.

Naruto o olhou, e se aproximou de seu ouvido. 

— Vou entrar no estábulo e distraí-lo. Quando me escutar falando com ele você volta para o castelo. — Naruto sussurrou muito baixo.

Sasuke assentiu. 

O rei saiu dali de onde estavam, e após algum tempo Sasuke escutou ele conversando com o homem dentro do estábulo.

Agiu rápido, saindo de trás do estábulo, mantendo uma distância grande da porta dele, passou pelo lago e foi em direção à sala comum mais rápido que o normal.

Pronto.

Estava feito e estava em segurança agora. 

E estava um pouco tonto. 

Se sentou no sofá, e passou a tentar mais uma vez regular a respiração. E precisou fazer isso por algum tempo. Tempo este que acabou sendo o suficiente para o rei aparecer na sala comum.

Assim que ele entrou, Sasuke sentiu o olhar do homem, que começou a se aproximar, andava devagar e tinha uma expressão um pouco serena demais.

E então o rei estava perto. E ele olhou todos os arredores, tentando ver se alguém estava por ali.

— O que foi aquilo, príncipe Uchiha? — Ele perguntou baixo, e tinha a respiração rápida.

Sasuke sentiu as bochechas queimarem.

— Er.. você gostou? — Perguntou com vergonha agora.

— Se eu gostei? — O rei riu. — Quer voltar lá pra gente perguntar àquele arbusto?

Teve que rir um pouco também. 

O rei se aproximou um pouco mais. 

— Quer tomar aquele vinho depois do jantar? —Ele perguntou baixo. 

— Quero. — Respondeu com aquela formigadinha no peito.

O rei sorriu. 

— Você vai mesmo me deixar louco, Sasuke. — Ele disse divertido, mas também mordendo o lábio em desejo. — O vejo então, lá em cima. Depois do jantar.

Assentiu para ele. 

Céus.

Ele se foi, e após algum tempo tentando se recompor, Sasuke foi para a cozinha encontrar Kushina.

Já estava anoitecendo, e ela jantava a essa hora. Sasuke gostava de comer a essa hora também.

— Ei, querido. — Kushina disse tranquila. — Já ia pedir à Tenten para te procurar. O jantar está pronto.

— Acho que acertei então. — Disse se sentando no banco perto da bancada.

Kushina serviu um prato para Sasuke e outro para ela, e se sentou no banco ao lado.

—Vou aproveitar que estamos sozinhos agora para te perguntar uma coisa. — Ela disse mordendo um pedaço da abóbora.

— Hm? O quê? — Sasuke sentiu o corpo gelar.

— Hinata tem se insinuado para você? Ontem na hora que chegaram eu a percebi com alguns olhares indevidos. — Ela mordeu mais um pedaço da abóbora.

Sasuke pigarreou.

Mas não iria mentir para Kushina. Do que adiantaria?

— Às vezes ela faz algumas coisas que.. Parece que ela quer me seduzir. Mas não é sempre. Às vezes ela é só simpática. — Disse com um pouco de vergonha.

Kushina assentiu. 

— Ela é uma mulher muito bonita, não é? — Kushina disse, despretensiosamente.

E Sasuke conseguia saber aonde ela queria chegar.

— Sim.. senhora. — Disse mordendo um pedaço do salmão.

— Só estou tentando imaginar uma situação em que você  acaba aos beijos com os dois. — Ela falou sem fazer muito contato visual.

Sasuke teve que pigarrear mais uma vez.

— Eu não.. — Suspirou. — Eu não beijaria ela, senhora. Eu não consigo.. Eu não gosto de mulheres dessa maneira.

Kushina o olhou, curiosa.

— Você gosta só de homens mesmo então? — Ela tinha o olhar curioso.

Dados os demasiadamente recentes acontecimentos, Sasuke poderia afirmar que gostava mesmo de verdade de homem. 

Não conseguia sequer imaginar-se sentindo aquele nível de desejo que sentia enquanto tinha o pênis do rei na boca, fazendo aquilo com uma mulher.

— Eu acho que sim. — Deu de ombros.

— Você já achou outros homens bonitos além do meu filho? — Ela perguntou mordendo o pedaço de salmão.

A mente de Sasuke acabou indo para o garoto da loja de doces. Kimimaro. De alguma maneira aquele garoto o causou uma pequena admiração. Mas ele era muito novo de qualquer forma. Muito novo, alto e forte também.

Também já chegou a achar outros homens bonitos. Alguns soldados do exército costumavam atrair olhares de sua parte, principalmente quando tiravam a camisa. Mas nunca havia passado daquilo.

— Seu silêncio mostra que sua resposta é sim. — Kushina riu baixinho. — Isso é interessante.

Sasuke sentiu as bochechas corarem.

— Não precisa ficar com vergonha meu bem. Eu já fui casada. E eu gosto muito de homem também, então eu entendo. — Ela brincou. — Meu Minato era muito bonito. Naruto se parece muito com ele, assim como Boruto se parece também.

—O Naruto é o mais bonito que eu já vi. De todos. — Disse mais uma vez tímido.

Kushina sorriu grande.

— Acho que você está apaixonado. — Ela disse curiosa. — Posso ver no seu rostinho que está.

Sasuke sentiu falta de ar.

— Eu vi aquela carta que você mandou para ele. Com o desenho da flor. — Ela se aproximou para falar mais baixo. — Pelo sorriso que ele tinha quando me mostrou, eu pensei que ele estava apaixonado também. — Ela balançou a cabeça. — O que vocês acabaram fazendo, hein?  — Ela sorriu, brincalhona.

Sasuke sentia ainda mais falta de ar.

O que ela acabou de dizer?

— Meu filho tem muito dentro dele. Vê-lo assim realmente me deixa feliz. — Ela disse pensativa. — Enquanto eu ver que isso faz bem para vocês dois, me disponho a ajudá-los.

Sasuke assentiu sem saber o que dizer.

— Você parece um pouco chocado. — Ela mordeu a abóbora, e sorriu pequeno após terminar de mastigar. — É porque eu disse que ele está apaixonado? — Ela balançou a cabeça. — Naruto não consegue esconder nada muito bem. Ele é igual a você.

Bebeu o suco para tentar processar aquilo. 

— Estou mesmo feliz por poder ver meu filho sentindo uma coisa boa como essa de estar apaixonado, Sasuke-kun. — Ela tocou seu rosto. — Eu queria que você soubesse disso. Você é mesmo especial. — Ela sorriu.

— Mas, senhora.. — Aquilo o gerava muita dúvida. — E a rainha..?

Kushina ficou com uma expressão distante.

— Eu não vou falar sobre isso. Não é uma coisa que eu tenho direito de falar sobre. Se você quiser saber, peça a ele para te falar, sim? — Ela disse baixo. 

Sasuke assentiu.

Após isso não falaram sobre muita coisa. Apenas sobre o conto dos mortos vivos, com Kushina contando a teoria dela sobre o final do conto. 

Após o jantar, Sasuke pegou sua água para o banho e foi para o quarto, tomou banho com todos os seus produtos — Utilizando-os mais de uma vez, e massageando em dobro — penteou os cabelos, vestiu o pijama limpo e se sentou na cama após acender a lareira.

O quarto era iluminado apenas pela luz do fogo na lareira. As outras luminárias estavam apagadas, e isso fazia o cômodo ficar levemente iluminado, nem tão escuro, nem tão claro. Sasuke gostava disso.

E após cerca de quarenta minutos envolvido pelo cobertor, deitado e aproveitando o brilho da lareira, começou a escutar passos na escada.

Céus. Havia se esquecido do que aconteceu algumas horas antes. 

Onde iria enfiar a cara agora? 

Tudo bem, tinha uma ideia de onde poderia sim se enfiar. 

Mas tinha vergonha de dizer!

O rei estava chegando. E ele bem deveria lembrar o que aconteceu mais cedo. Ele com certeza deveria se lembrar bem de onde Sasuke se enfiou com a boca.

Estava nervoso, ansioso e com vergonha. O rei o viu fazer aquilo!

Os passos na escada terminaram, e o coração de Sasuke estava para explodir de tão nervoso que estava.

Foi até a porta para abri-la, e sentiu as pernas bambas.

Então viu o rei, com a camisa branca de manga comprida, os cabelos para trás da orelha, segurando duas taças e uma jarra, com um sorriso pequeno no rosto bonito, e olhos curiosos. E Kurama estava ao lado dele.

As pernas de Sasuke bambearam ainda mais. 

Até quando seria surpreendido por essa beleza? Estava parado apenas olhando para o rei, e se sentia paralisado.

— Trouxe o vinho, Príncipe Uchiha. — Ele levantou um pouquinho as mãos.

Sasuke assentiu, e abriu espaço para o homem e a raposa entrarem, e a fechou em seguida. 

Naruto colocou tudo na mesa, e serviu as taças, entregando uma para Sasuke, que a pegou já começando por uma grande golada

— Você gostou desse vinho mais doce, não é? — Ele disse tranquilo. — Trouxe ele de novo.

— Eu gostei. É gostoso. — Disse nervoso, sem conseguir fazer muito contato visual. 

Naruto bebeu o vinho dele, e tinha o olhar confuso. 

— O que foi, Sasuke? — Ele perguntou baixo. — Não quer beber vinho comigo? — Ele perguntou mais baixo ainda.

Sasuke suspirou.

— Eu quero, Naruto. — Disse o olhando nos olhos, e desviando logo em seguida, sentindo as bochechas afoguearem. 

Naruto sorriu, e se aproximou, o tocando no rosto vermelho.

— Você não estava tímido assim aquela hora. — Ele disse, divertido. 

Sasuke bufou, e se virou de costas para beber o vinho e esconder aquela vergonha.

Mas Naruto se aproximou, e se encostou atrás de si, também encostando o rosto em seu pescoço, usando a mão livre para acariciá-lo no braço.

O rei depositava selares no pescoço de Sasuke, sem deixar de acariciá-lo de maneira calma. 

— Não fique assim, Sasuke. — Ele disse baixinho. — Me desculpe.

— Tudo bem, Naruto. — Disse baixo também, bebendo vinho. — Eu só fiquei nervoso, eu acho. — suspirou.

Naruto respirou mais fundo no pescoço do Uchiha, movendo a mão dele para a cintura do mais novo.

— Lembra o que falei? Você não precisa fazer nada que não queira. — O rei o beijou no pescoço. — Não vou fazer nada sem você dizer que quer, Sasuke.

Porra.

O coração de Sasuke estava pulando muito. 

Era real que gostava ainda mais do rei agora.

Se virou de frente para o rei, e o beijou nos lábios. E se demorou um pouco com a língua pois se lembrava do mais velho falando que gostava.

Naruto agora acariciava as costas do mais novo, o puxando para mais perto. 

O beijo terminou com Sasuke encostando o rosto no cabelo dourado, macio, e com cheiro de morango.

— Quer ir para a cama? — Perguntou no ouvido do outro. 

— Uhum. — Naruto respondeu suspirando quente.

As taças vazias voltaram para a mesa, e os dois foram para a cama, recomeçando os beijos antes que estivessem deitados. 

Ao deitar, o rei ficou por cima de Sasuke, e os ajeitou, encontrando a posição mais confortável para os dois. Posição esta em que as ereções já se encontravam e eram esfregadas.

Sasuke gemia enquanto apertava as costas do rei, que não estava diferente.

O quarto estava daquela maneira levemente iluminado, e isso estava deixando tudo mais agradável ainda.

— Sasuke? — O rei sussurrou.

— Hm? — O beijava no pescoço, dando leves mordidas. 

— Eu quero fazer em você também. — Ele entrelaçou os dedos em seu cabelo. — Você quer?

— Fazer o quê? — Era sua oportunidade de fazê-lo falar.

Naruto riu.

— Aquilo que você fez. — Ele o beijou no pescoço. 

— E o que eu fiz? — Entrelaçou os dedos no cabelo dele também.

— Hm.. O que você fez? — O rei o beijava, e Sasuke sentia o sorriso dele. — Acho que acabei de me esquecer. Você pode me lembrar?

— O quê? Então você esqueceu, hm? Sinto muito. — Sasuke brincou, e se arrepiava com as mordidas recebidas em seu pescoço.

— Eu esqueci agora. — O Uzumaki sussurrou. — Eu gostaria que você me lembrasse o que foi que você fez, Sasuke.

— Está tentando me fazer de bobo? — Puxou o cabelo dele após a nova mordida que recebeu. 

— Não. — Naruto riu baixinho. — Eu só quero que você me lembre o que era. Fale no meu ouvido, príncipe Uchiha. O que você fez mais cedo?

Sasuke estava ainda mais excitado. Estava se surpreendendo com o quanto gostava dessa coisa de conversar coisas safadas.

Moveu um pouco o quadril para ter mais contato entre as ereções, e gemeu com isso. 

— Fala, Sasuke. Estou louco para ouvir. — O rei sussurrou com um gemido baixo. 

Sasuke mordeu o pescoço alheio com mais vontade ainda.

— Eu chupei o seu pau mais cedo, Naruto. — Beijou a boca dele. — Consegue se lembrar agora?

Naruto fechou os olhos e suspirou quente, com um pequeno sorriso. 

— O que mais? — Ele abriu os olhos. — Você gostou de fazer isso? Diz pra mim.

Sasuke sorriu também. 

— Gostei. Gostei muito de chupar seu pau, Naruto. — Moveu mais uma vez o quadril. — Fico até arrepiado de lembrar. E.. eu quero chupar de novo. — Sussurrava, mordendo a orelha dele.

— Hm. — Naruto gemeu, e moveu as mãos no corpo do mais novo, o apertando forte aqui e ali. — E como você descobriu como fazer isso? — Ele o selou na bochecha. — Alguém te disse como fazer?

Sasuke segurou o riso.

— Não. Eu acho que só senti vontade de fazer. — Deu de ombros. — Eu não sabia se você iria gostar.

— Já tinha feito isso em alguém antes? — O rei perguntou curioso, o beijando nos lábios e agora apertando-o na bunda.

Sasuke gemeu com esse aperto. 

— Eu nunca fiz nada com ninguém além de você, Naruto. — Voltou a beijá-lo nos lábios. — Eu só beijei você desde aquele dia na sua cabana.

O rei respirou fundo no pescoço de Sasuke mais uma vez após afastar os lábios, e o apertou mais forte na bunda.

— Está me deixando louco, príncipe Uchiha. — Ele sorriu pequeno. — Você não imagina o quanto.

Sorriu para ele também.

Céus. Naruto era lindo demais. 

— Então você quer? — O rei perguntou em um sussurro. 

— Quero o que, Naruto? — Voltou a puxar o cabelo dele.

Naruto aproximou a boca de seu ouvido, e respirava mais rápido.

—Que eu chupe o seu pau. — Ele mordeu sua orelha, e soltou um gemido baixo. — Igual você fez.

Sasuke assentiu, recebendo um selar em sua bochecha. 

Naruto voltou a passar as mãos pelo corpo de Sasuke, dando indícios de que queria remover a camisa. E Sasuke entendeu, o ajudando naquilo. 

Não se importava mais em ficar sem camisa na frente de Naruto.

O rei indicou para que voltasse a se deitar, e voltou a passar as mãos em seu corpo.

— Tire a sua camisa também, Naruto. — Pediu baixo, e pidão. — Eu quero ver você sem ela. — Sorriu, o beijando.

Naruto sorriu bonito, e assentiu, e se levantou para remover a camisa, ficando sentado em cima do pênis de Sasuke ao fazer isso.

Aquilo começou a causar uma coisa estranha em Sasuke. Estava sentindo seu pau embaixo da bunda do Uzumaki, e aquela era uma sensação demasiadamente desesperadora.

Não conseguiu conter um gemido, e levou a mão para o corpo do rei, em um ato enlouquecido.

Percebeu Naruto o olhando com uma expressão curiosa, mas ele se moveu, saindo daquela posição estranha, e se abaixou para voltarem a se beijar.

E os beijos por parte do rei começaram a caminhar para baixo, passando pelo peito de Sasuke, depois na barriga, com direito a algumas mordidas aqui e ali, e então os beijos começaram a abaixar ainda mais.

Naruto tocou o pênis do Uchiha por cima da calça, e mordia o lábio enquanto fazia isso.

Sasuke estava ofegante. E ofegou ainda mais quando o rei abaixou a calça, fazendo o pênis do mais novo ficar perfeitamente à vista.

Naruto o segurou, e estava masturbando-o devagar, olhando fixamente para o membro. Sasuke não conseguia decifrar muito bem a expressão do mais velho. Não fazia ideia do que ele estava pensando. Mas claramente ele estava pensando em alguma coisa.

— Naruto.. Você não precisa.. Fazer isso. Se você não quiser. Não precisa. — Disse baixo.

O rei o olhou, e franziu o cenho em desagrado ao que o Uchiha disse. E ele voltou a masturbá-lo, e olhar fixamente para o membro.

E de uma hora para outra, o enfiou na boca.

E este foi o momento que Sasuke soltou um gemido alto. Não conseguiu contê-lo.

A boca do rei era quente e molhada. E ficava ainda mais molhada conforme ele movia o membro nela.

— Porra, Naruto! — Gemeu alto mais uma vez. — Caralho. Porra.

Ofegava e segurava os lençóis, tentando distribuir de alguma forma aquilo que estava sentindo. Estava prestes a explodir. Essa era a sensação.

Naruto o levava até fundo na boca dele, e depois o tirava, passando a língua por toda a extensão, e depois o enfiava na boca de novo. Tudo isso sem desviar os olhos azuis dos de Sasuke.

O Uchiha jamais pensou o que poderia ser sentir algo assim. Era surreal. Era gostoso. Era prazeroso. Muito.

Estava prestes a gozar.

Tocou o ombro de Naruto, tentando afastá-lo, mas o mais velho passou a chupá-lo com ainda mais vontade, e os olhos dele não estavam nos de Sasuke nesse momento. 

— Naruto.. — Gemeu mais uma vez. — Eu vou gozar agora.

Mas o rei não pareceu escutar, e continuou com aquilo.

— Naruto.. — Gemeu mais uma vez. 

Sasuke foi obrigado a empurrar a cabeça do rei ao começar o orgasmo, mas não foi rápido o suficiente. Uma jatada de sêmen atingiu o rosto do mais velho antes que Sasuke virasse para o lado para terminar de gozar.

Enterrou a cabeça no travesseiro para evitar gemer alto mais uma vez, e precisou de algum tempo para conseguir abrir os olhos de novo.

Sasuke viu o rei o observar com uma expressão pensativa, e com um pouco de sêmen grudado na bochecha dele.

— Me desculpe, Naruto. — Disse se levantando e subindo as calças um pouco cambaleante.

Foi até a bolsa, que continha aquela toalha extra.

Era mesmo necessária agora.

Voltou para a cama, e limpou o rosto do rei, que agora estava sentado em borboleta.

— Eu tentei te avisar, mas você não parou. — Disse ainda passando a toalha onde estava sujo.

— Tudo bem, Sasuke. Não se preocupe. — Ele disse baixo, e achando engraçado aparentemente.

O rosto dele então estava limpo, e Sasuke notou o olhar do mais velho fixo no seu.

— Você gostou? — Naruto perguntou baixo.

Sasuke riu.

— Você está mesmo perguntando isso? — Levantou a toalha suja de sêmen.

Naruto sorriu. 

Sasuke colocou a toalha no chão, e foi para cima do rei, entrelaçando seus dedos no cabelo dourado, e aproximando sua boca do ouvido dele.

— Ainda quero fazer você de novo. 

Naruto suspirou com um gemido no final.

— Posso te chupar, Naruto? — Perguntou em um sussurro. 

— Pode, Sasuke. — Ele disse o beijando nos lábios em seguida.

Sasuke se afastou um pouco, observando o rei se deitar, e então se colocou no meio das pernas dele.

Abaixou as calças do mais velho, se vislumbrando mais uma vez naquele dia com o pênis lindo do homem lindo.

Estava excitado de novo. Mesmo tendo acabado de gozar intensamente.

O que estava acontecendo? 

Mas não se demorou. O enfiou na boca, sentindo o cheiro, sabor, textura e temperatura, em conjunto, o fazendo entrar em um delírio.

Gostava mesmo de verdade muito de chupar o pau do rei. Isso era um fato.

Naruto o puxava pelo cabelo enquanto gemia, e Sasuke gemia também.

Passou a olhar nos olhos do rei enquanto o chupava. Parecia ser ainda mais gostoso assim.

Gostava dos olhos dele. 

Eram os olhos mais lindos que Sasuke já viu na vida inteira.

Se colocou em uma posição levemente sobre os joelhos, e assim conseguia se masturbar enquanto chupava o rei. E iria gozar de novo.

— Porra, príncipe Uchiha. — Naruto ofegou e gemeu, sussurrando. — Que gostoso. Porra.

O rei mordeu o lábio olhando-o nos olhos, e Sasuke gemeu com o membro do rei na boca.

— Sasuke, vou gozar. — O rei empurrou de leve sua cabeça, e virou de lado.

Mas antes que o rei gozasse de fato, Sasuke se levantou de joelhos na cama, segurou o pênis do Uzumaki com a mão, o masturbando, e deixando o sêmen alheio cair em seu peito e sua barriga.

Isso era mesmo gostoso. 

E enfiou a mão na própria calça, terminando de se masturbar, e gozando pela segunda vez seguida. E seu sêmen, agora em quantidade bem menor, também caiu em sua barriga, se misturando com o do rei.

— Caralho. — Disse após o orgasmo terminar.

O rei se sentou na cama, e olhava de forma pensativa.

Ele pegou a toalha no chão, e começou a limpar Sasuke com um cuidado além do normal.

Nenhum dos dois disse nada nesse processo.

Naruto levantou-se e foi ao banheiro, e Sasuke o escutou lavando a toalha com a água.

Voltando ao quarto, o rei foi até a mesa em que estavam as taças, e as encheu, levando-as para a cama, e entregando uma ao Uchiha. 

— Obrigado. — Disse baixo ao pegar a taça. 

Sasuke se ajeitou na cama, abrindo espaço para o rei se sentar, até que ambos estavam encostados na cabeceira se apoiando com os travesseiros nas costas.

Naruto se aproximou, e começou a depositar selares nas bochechas e pescoço de Sasuke.

— Você é tão lindo, Sasuke. — Ele o selou no pescoço. — Tão lindo.

Sorriu para ele.

— Você também é bonito, Naruto. — O selou nos lábios.

Como costumava fazer, Naruto passou o braço em volta de Sasuke, o puxando para se encostar nele.

— Quer ficar um tempo comigo amanhã? — O rei perguntou tranquilo, encostando o rosto em seu cabelo. — Podemos fazer alguma coisa que você quiser. Ler na biblioteca ou lá no jardim. 

Sasuke bebeu vinho, pensando em uma coisa que gostaria de fazer. 

O rei riu ao ver sua expressão.

— A gente pode fazer isso também, príncipe Uchiha. — Ele disse divertido. — Mas quero dizer alguma coisa além disso aqui. 

— Você não gosta de ficar assim aqui? — Perguntou baixo.

— Se eu não gosto? — O rei balançou a cabeça. — Eu passaria o dia inteiro aqui se pudesse. — Ele sorriu. — Mas estou tentando dizer que quero fazer outra coisa com você além disso aqui. Você fica lendo não é? E às vezes minha mãe lê com você. Parece ser bom.

— É bom. — Encostou a cabeça no ombro dele. — Podemos ler os contos se quiser então. 

— Tudo bem. — O rei bebeu o vinho.

— Naruto.. 

— Hm?

— Acho que tem uma coisa que eu gostaria de fazer mais que ler. — Bebeu um pouco do vinho, apreciando o aroma. 

— O quê?

— Eu lembro que sua mãe disse algo sobre as pinturas que você faz. Eu gostaria de ver se quiser me mostrar. Eu.. gosto muito das que você desenha nas cartas. 

Estava mesmo com muita vontade de ver essas pinturas desde que Kushina comentou.

— Aquilo..? — O rei balançou a cabeça. — São horríveis Sasuke. Eu faço aquilo só para passar o tempo e me distrair.

— As que você desenhou eu achei bonito. — Disse tranquilo.

O rei sorriu pequeno.

— Vou pensar. — Ele disse baixo.

— Eu queria mesmo ver, Naruto. Eu não conheço mais ninguém que faz isso além de você, e a senhora no centro de Renar. E eu gosto de ver os desenhos dela. — Disse baixo.

— Hum. — O rei suspirou. — Tudo bem, eu mostro pra você já que quer ver assim. Mas não espere nada demais. São mesmo horríveis.

Sasuke aproximou o rosto do pescoço dele, e permaneceu ali.

— Tenho certeza que são lindas. — O beijou.

Naruto o puxou para ainda mais perto, iniciando um beijo nos lábios.

Após terminado o beijo e o vinho, Naruto colocou as taças no criado mudo, e se deitaram, se cobrindo com o cobertor.

— Está com sono? — Ele perguntou.

Sasuke assentiu.

— Eu também. Posso dormir um pouco aqui com você? — O rei passou um pouco do cabelo de Sasuke que caía no rosto para trás da orelha.

— Pode. — Disse baixo. — Você não precisa perguntar isso.

O rei assentiu, e tinha um sorriso bonito.

E em meio a algumas carícias, adormeceram naquela noite fria de outono.

Sasuke sentia que se as coisas continuassem assim, ficaria tudo bem.


Notas Finais


E aí? Me falem kkkkkk

A cena de trás do estábulo era uma das que eu mais queria escrever desde quando comecei KKKK eu idealizava essa cena ainda quando estava escrevendo Pot.

Preparem os coraçõezinhos para o próximo cap. que, claro, vai ser diferente do que o Sasuke sentiu antes de dormir.

Beijos <3


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