História Avalanna - Capítulo 22


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Categorias South Park
Personagens Bebe Stevens, Butters Stotch, Clyde Donovan, Craig Tucker, Diretora Victoria, Eric Cartman, Gerald Broflovski, Kenny McCormick, Kyle Broflovski, Liane Cartman, Michael (Gótico), Personagens Originais, Pete (Gótico), Phillip "Pip" Pirrup, Randy Marsh, Scott Tenorman, Sheila Broflovski, Sr. Garrison, Stan Marsh, Token Black, Tweek Tweak, Wendy Testaburger
Tags Damien, Eric Cartman, Kyle, South Park, Stan Marsh
Visualizações 78
Palavras 5.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opaa, olha quem voltou!

Esse cap virou um dos meus preferidos, socorro! Espero que gostem 💙

Ps: Em determinada parte do cap vai aparecer uma música entre parênteses, ( Alec Benjamin - The wolf and the sheep), recomendo demais colocar, SERIO COLOQUEM!

Boa leitura meu anjos 💙

Capítulo 22 - Passe para o Inferno


Fanfic / Fanfiction Avalanna - Capítulo 22 - Passe para o Inferno

*********

Terça-feira,

08:43 A.M

Senti uma brisa gelada vindo diretamente no meu rosto, fazendo meus cabelos voarem pra várias direções aleatórias.

Uh... Que dor de cabeça. Levantei meu braço esquerdo, que por algum motivo tá bem mais fraco que o normal e levei até minha testa, tentando de algum jeito amenizar aquela dor e tontura estranha do momento.

Mas calma aí.. Onde é que eu tô?..

Ainda não tive forças e nem coragem suficiente pra abrir os olhos, mas já passou da hora de fazer isso. 

Beleza Avalanna.. Uma hora ou outra você vai ter que abrir, não vai adiantar nada enrolar.

Respirei fundo e com dificuldade fui abrindo eles devagar e.. Ai! Quanta luz...

Pra variar minha visão não focou de primeira, e bem.. Nem de segunda e nem de terceira. A única coisa que sei agora é que eu tô em uma sala com uma luz branca bem forte, dificultando muito mais o meu processo de tentar enxergar as cois...

De repente um borrão preto apareceu no meio de tanta luz.

Senti meu corpo gelar totalmente por dentro. Ai cacete.. 

Naquele momento foi como se a vida tivesse me dado um choque interno fodido, eu não consigo enxergar muita coisa, mas da pra ver aquele borrão se aproximando de mim e..

Ai!..

Aquela dor e tontura triplicaram agora, é como se meu mundo começasse a girar numa frequência anormal, insuportavelmente  estranha.

A sensação agora é a mesma que se tivessem tijolos em cima dos meus olhos, eu queria conseguir deixar eles abertos por mais tempo, pra pelo menos entender o que caralhos tá acontecendo aqui, mas eles se fecharam antes que eu conseguisse fazer alguma coisa.

E em questão de segundos aquela sala exageradamente clara sumiu, virando um grande vazio escuro.

*Avalanna Pov OFF*

*Eric Cartman Pov ON*

Terça-feira

07:02

Heidi... Turner..

A garota de casaco verde dava risada de alguma coisa com suas amigas, encostada na frente do  seu armário.

É.. Quem sempre ficava com ela ali era eu, a muito muito tempo...

Por que essa puta teve que estragar tudo terminando comigo??!!

Kyle: Heidi? Sério Cartman? – Como sempre a voz daquele judeu maldito tinha que estragar o momento, um dia ainda dou porrada nele!

Eu: Idai, tá com ciúmes porra? – Cruzei os braços sem desviar o olhar dela e daquele sorriso, era bem melhor olhar ele de perto, menos quando ela tava com bafo, uhh! – Ainda não esqueci do dia que você quis dar uma de talarico e roubou ela de mim, babaca. – O judeu bufou e revirou os olhos, se encostando na parede igual a mim.

Kyle: Isso já faz muito tempo, Cartman! E eu não podia deixar a situação daquele jeito.. Você tava fazendo a cabeça daquela coitada ! – Cruzou os braços. – E também.. Eu não gostava dela de verdade, descobri isso depois que você a fez de trouxa de novo. – Claro, claro.. Até por que ela era a vítima né?

Eu: Pobre Heidi.. Se ela não fosse incapacitada de conseguir ter um namoro sem ser a abusiva da relação, a gente podia até ter dado certo, mas ela não conseguiu..

Kyle: Você que era o abusivo, seu idiota!! – Blá bla bla, esse judeu não sabe de nada!

O grupinho de Heidi foi saindo e virando o corredor, logo sumindo de vista. Só assim pra eu conseguir parar de olhar pra ela..

Enquanto umas saiam outras pessoas apareciam no corredor, nenhuma que seja útil pra conversar nem nada, até chegar a vez da única garota de cabelo branco da cidade passar meio apressada com a mão na testa e mais branca que um defunto, indo na direção do seu armário. Sempre que eu vejo essa menina chegando ela tá assim.. Deve ser doida, sei lá o que o Kyle foi ver nela.

 Hm, peraí.. Heheh

Eu: E da Ava, você gosta de verdade? – Consegui ver daqui o corpo do judeu dar uma leve estremecia. Hehehe, bem feito, agora vamo ver no que isso vai dar.

Kyle: Ahh.. – Na mesma hora a cara dele ficou toda vermelha, hehehe, parece um tomate gay. O judeu continuou com o olhar colado na garota, que tava andando bem distraída olhando pro nada. Será que essa porra usou maconha pra vir pra escola? – A Ava é incrível.. – Suspirou – Seria impossível não gostar dela..

Eu: Éh, pra você ela é legalzinha, não faz o meu tipo. – Cruzei os braços, fazendo minha pose descolada . – Hehe, pena que ela gosta do gótico suave ali. – Falei indicando com a cabeça aquele endemoniado da nossa sala, que pegava os livros das aulas no seu armário, parecia que estava prestes a  dar porrada no mesmo. Caralho!! Sou o único normal dessa escola.

Kyle: Vai se foder, Cartman! Eles nem se falam mais.

 Bem.. Pelo menos eu nunca mais vi eles se falando.. Antes eram quase grudados.– Cruzou os braços e abaixou a cabeça. 

Eu: Eles não se falam na escola, mas e fora dela? Heheh.. Nunca se sabe, judeu. – A cara dele só ficava mais desanimada, e é isso que esse porra merece! Ninguém mandou roubar a Heidi de mim naquele dia, a 6 anos atrás. – Vai que eles namoram fora da escola e você nem tá sabendo! – O vampiro diurno levantou a cabeça com uma cara bem puta, heheheh consegui!

Kyle: Cala a boca seu gordo abusivo! Vai correr atrás da Heidi e some daqui!!

Eu: Foda- se, vou mesmo, eu amo ela!

Kyle: Ama porra nenhuma! Você manipulava a garota o tempo todo, Cartman!!!

Kenny: Que que tá rolando nesse caraio? – Antes que eu pudesse responder o judeu, o pobre do Kenny apareceu do nada, respirando meio ofegante.

Eu: Porra Kenny! A gente sabe que sua família é pobre e não tem grana pra pagar condução, mas vir correndo pra escola é foda ne? – Ele revirou os olhos e me deu uma cotovelada no ombro, Ai! Essa merda doeu.

Kyle: Só o Cartman falando merda, como sempre. – Uhh, cruzei os braços.

Stan: Caras.. Caras! achei vocês! – E pra completar, o viadindo do Stan chegou correndo até a gente com uma cara meio de desespero, logo formando uma rodinha do nosso grupo.

Kyle: Eita! Que que aconteceu?

*Eric Cartman Pov OFF*

*Avalanna Pov ON*

Depois de ter vindo a pé pra escola, claro.. Atrasada como sempre, eu consegui chegar na hora, pra minha sorte ou azar ainda tinha bastante gente no corredor quando cheguei.

Só tem um problema..

Eu não consigo identificar ninguém, muito menos olhar pros lados. Ai.. Parece que minha cabeça vai explodir de tanta dor, e minha visão? Foi pra puta que pariu, tá mais desfocada que a câmera do meu celular zoado.

Respirei fundo e comecei a andar na direção do bebedouro, talvez beber água pode ajudar um pouco, quem sabe.. Não deu tempo de comer nem um farelo de pão essa manhã, acordei num puta susto com a minha mãe batendo na porta do meu quarto igual uma doida, até porque faltavam 15 minutos pras 07 horas e eu ainda tava jogada na cama igual um zumbi.

Pois é.. Essa sou eu toda manhã.

Sem mais enrolar inclinei um pouco o corpo pra frente e abaixei a cabeça, pra beber logo a água do bebedouro na minha frente. As pessoas daqui de perto devem achar que eu tô fodida das ideias por estar aqui brisando a tanto tempo.

E elas estão certas, eu sou mesmo fodida das id..

Ai... Senti uma pontada forte num lado da minha cabeça, e logo outra atrás e nos lados.. Ah.. Levei minha mão até meu olho e o esfreguei, que porra de pontos pretos são esses que eu tô vendo??

Pra melhorar a situação, aquelas pontadas na cabeça começaram a ser acompanhadas de uma tontura forte, puta que pariu.. Tá tudo girando..

Respirei fundo, calma Avalanna.. Isso vai passar, vai passar.. Não deve ser nada demais..

Aqueles pontos pretos começavam a piscar e aumentar cada vez mais, o som das vozes das pessoas no corredor começou a ficar abafado, como se do nada brotassem tampões dentro do meu ouvido.

Eu sentia meu corpo suando frio, mas ao mesmo tempo é como se eu não tivesse sentindo nada, nem enxergando nada, nem ouvindo..

Em segundos aqueles pontos pretos dominaram minha visão,

Tudo se apagou.

*Avalanna Pov OFF*

*Damien Pov ON*

Biologia, física.. Matemática?..

Ou não seria Química?..

Revirava meu armário na busca dos livros da matéria certa de hoje, se pelo menos eu anotasse em algum lugar.. Por que não fiz isso antes? Uh.

Ei, mas pera aí.. Levantei uma das sobrancelhas.

Por que eu tô me importando com as aulas? Posso muito bem ficar a manhã toda na escada sem fazer nada e depois enrolar o professor. Dei de ombros e joguei todos os livros de volta naquele armário velho, tem até umas teias de aranha aqui dentro.. Talvez pelo fato dele raramente ser aberto.

Bati a porta do mesmo fazendo ele fechar, que fez um puta barulho e com certeza vários idiotas olharam pra cá.

Me virei de costas pro armário e me encostei ali, quem sabe agora eu consigo ter um momento tranquilo, sem pensar no monte de merda que anda acontecendo e pode acontecer..

Suspirei.

Ah cara.. Eu tô ficando louco. Levei a mão até o rosto e abaixei a cabeça, tentando pensar em qualquer coisa que não seja..

XxX: Ava Robert!! – ONDE?

Naquele momento minha cabeça se virou sozinha em qualquer direção, procurando de onde aquela voz vinha e.. Ah, aquele garoto de touca azul do grupinho de cuzões que ela anda, um tal de Stan.

Kyle- Kenny: Que que tem ela??! – Os dois falaram desesperados ao mesmo tempo, na mesma hora se olharam com uma cara de “que porra acabou de acontecer”.

Uh.. Dois idiotas. Cruzei os braços.

Stan: Vi ela jogada no chão perto do bebedouro!! –Quê?? Meus braços descruzaram na hora. De um segundo pro outro tudo mudou.

Senti uma onda de gelo subindo na minha espinha e arregalei os olhos.

Caralho, como assim?!!

Engoli seco. Do nada várias pessoas do corredor começaram a correr, com certeza na direção do bebedouro pra ver se o que o garoto disse é verdade mesmo. 

Pelo jeito não fui o único curioso que ouviu a conversa deles..

Á essa hora meu coração já tava batendo igual um louco, eu preciso saber como ela tá..

Então que merda ainda tô fazendo plantado aqui?!

Pisquei forte os olhos pra finalmente sair daquele transe maluco que rolava dentro da minha cabeça, quase metade das pessoas do corredor já tinham corrido pra lá, inclusive os amigos iludidos dela, até o gordo.

Sem mais enrolar nenhum segundo, me virei pra direção do bebedouro e não deu outra, apressei o passo e quando fui ver já estava correndo, eu PRECISO chegar logo naquela porra de bebedouro, eu PRECISO ver ela!

Logo comecei a ver aquele um círculo daquele monte de curiosos, e aquilo só me fez ficar mais acelerado e também.. Preocupado.

Craig: Ela tá pálida pra caralho..

                          Tweek: AAAA! E se ela morrer? E se já tiver morrido? AAAAA!

Wendy: Mas gente, será que ela bateu a cabeça??

Eram um monte de vozes diferentes e misturadas num lugar só, ninguém sabia o que tava acontecendo, e nem eu sei.. Mas vou saber agora!

Continuei correndo tentando me enfiar no meio daquela rodinha ridícula, empurrando todos os inúteis que tampavam meu caminho, até finalmente..

Eu: AVALANNA! – Me deparar com a cena da garota linda que eu conheci nas escadas, jogada no chão foi a pior coisa que eu podia ter visto hoje. Meus olhos se arregalaram na hora, e minha respiração? Meus batimentos? Nem se fala! Daqui a pouco meu coração explode de tão forte que bate.

O amigo dela de casaco laranja estava ajoelhado do seu lado, ele parece mesmo preocupado e meio surpreso, mas não tá fazendo porra nenhuma pra ajudar!

Todos os idiotas estavam plantados olhando pra mim, com uma expressão de surpresa misturado com preocupação, mas ninguém faz nada.. Nada!!

Caí de joelhos ao lado dela. Aqueles olhos azuis estavam fechados, não dava pra ver o brilho deles agora, e sua pele estava pálida de um jeito anormal! 

O que aconteceu com você, endemoniada?.. Suspirei, colocando a mão naquele rosto macio e gelado.

Eu: Caralho, alguém liga pra ambulância!!!! – Será que falei alto e claro o bastante?!

Kenny: Cê tem celular, cara?? – O garoto perguntou desesperado e agitado, olhando pra mim com um olhar meio envergonhado. 

É.. Acho que entendi a situação.

Por um segundo desviei o olhar da garota de cabelos brancos, que já estava quase da cor deles, e coloquei rapidamente a mão no bolso do meu moletom preto, finalmente pegando o maldito celular e entregando pro loiro.

Daqui dava pra ouvir o barulho dos dígitos que ele apertava pra ligar na emergência, não demorou muito e começou a chamar.

Kenny: A-Alô! Sou do colégio South Park Elementary, uma das alunas desmaiou, preciso de uma ambulância urgente pra cá, por favor! – Consegui ouvir bem baixo uma voz saindo do outro lado da linha. – Ok.. Obrigado! – Sem mais enrolar, encerrou a ligação e me devolveu o celular, que logo voltou pro meu bolso.

[...]

Sem mais o que fazer continuei sentado no chão, só que agora encostado na parede.

Pela vigésima vez em menos de 5 minutos olhei pro meu relógio de pulso, puta que pariu.. Cadê essa ambulância..

Suspirei.

O lado bom é que metade da roda de idiotas se desfez quando o sinal da primeira aula tocou, e é claro que o maldito do Garrison fez questão de mandar o resto todo pra sala. O tal do Kenny e aquele Kyle até tentaram insistir pra ficar aqui com ela.. Não preciso nem dizer que na segunda chamada pra entrar na sala o judeu arregou.

O de casaco laranja virou as costas pro Garrison e ficou sentado aqui por um tempo comigo e com ela, quase não trocamos nenhuma palavra.. 

Pois é.. Quase.

Depois de uns 10 minutos ele levantou e ficou olhando pra mim e pra ela por um tempo.. Sabe lá o que esse cara tava pensando, mas parecia meio triste.

“Olha.. Eu sei que a gente não se fala nem nada, mas valeu por ajudar. -coçou a nuca- Cuida bem dela no hospital.. Essa louca é importante demais pra mim. – deixou escapar um riso fraco mas ainda meio triste enquanto olhava pra ela, totalmente apagada e deitada com a cabeça no meu colo.- “

E foram essas as palavras dele antes de sair e andar até a sala de aula.

Só respondi com um sorriso fraco de canto e voltei meu olhar pra ela, pra aquele rosto com aquelas bochechas sem cor.. Acabei deixando outro sorriso escapar, mas esse era diferente.

“Ela também é importante pra mim..”

Foi isso que eu pensei.

XxX: Por aqui! Por aqui venham!! – Levei um quase susto com.. 

Ah tá bom vai, levei um puta susto com várias vozes ecoando altas no corredor, junto com barulhos de passos e rodas rolando no chão, não era ninguém mais ninguém menos que a equipe do hospital.

Já tava na hora porra!

Logo eles nos viram e vieram correndo na nossa direção, tinham mais ou menos umas 5 pessoas ali, uma delas empurrava uma maca, agora tá explicado o barulho de rodas..

Levantei do chão gelado e segurei com firmeza a garota platinada, finalmente a tirando daquele chão do corredor.

Depois os paramédicos a pegaram e colocaram na maca, e ver essa cena só me deixa mais preocupado.. Sinto meu coração apertar de ver ela assim.

Eu: Tomem cuidado com ela.. Por favor. – Falei enquanto duas mulheres a empurravam correndo na maca na direção do portão principal na escola, com certeza pra colocá-la na ambulância.

E o que é que eu to esperando?!

Pra finalizar, comecei a correr pelo grande corredor de entrada da escola, e bota grande nisso.. Parece que nunca acaba!

Mas acabou, em segundos finalmente cheguei do lado de fora e vi a ambulância estacionada na rua cheia de neve, eles já tinham acabado de colocar ela lá dentro.

Eu: Espera aí! – A equipe toda de paramédicos olharam pra mim, até mesmo o motorista.

 – Eu vou com vocês.

*********

04:10  P.M

Pela 74839 vez no dia guardei o celular no bolso, não tem mais nada pra ver aqui.. Até porque tudo que tinha eu já vi umas 20 vezes. 

Quando chegamos aqui, um tempo depois começou a chover, e bom.. Continua chovendo pra caralho, eu não queria estar lá fora agora.

Mas de qualquer jeito, é incrivelmente horrível como o tempo não passa nessa sala,  já se passaram várias horas desde que a gente chegou aqui e trouxeram a gente pra cá, e bom.. Até agora nada.

Lana continua apagada do mesmo jeito de quando chegou aqui, a diferença é que agora ela tem uma agulha atravessada no braço, injetando soro em sua veia. 

Respirei fundo. Eu nunca fiquei tão preocupado assim na minha vida.

Olha o que você fez comigo, Avalanna.. Engoli seco olhando de longe seu corpo pálido deitado na cama de hospital.

Quanto a mim?.. Eu tô sentado em um banco azul da sala, ele até que era confortável nas primeiras duas horas de espera, mas agora.. Uh, não tem posição que melhore.

Mas vamos ao que importa..

Depois de fazer alguns exames, o médico me disse que o motivo do desmaio não era muito preocupante, mas ele tá errado.

“ Ela está fraca.. Provavelmente não está se alimentando adequadamente, isso só piorou sua anemia, seu corpo enfim não aguentou e ela acabou apagando.“

É... Foi isso que ele disse, na maior normalidade do mundo.

Pra mim foi um choque na hora, eu nem fazia ideia que ela tinha anemia.. Mas devia ter notado antes, até porque não é normal alguém ser tão pálida assim.

Por que não vi que tinha alguma coisa errada?.. Suspirei.

As vezes acho que o cretino do meu pai tem razão.. Eu sou um inútil mesmo.

Mas chega de pensar nessas merdas. Levantei a cabeça e voltei minha atenção pra cama com o som da sua respiração, do nada ele ficou mais alto, estranho..

Mas o mais estranho mesmo foi um pouco depois de quando a gente chegou aqui, acho que já eram quase 9 horas.. Por algum motivo eu senti que ela tinha acordado, então decidi levantar e ir pra perto da cama, pra ver se eu tava ficando louco ou se ela realmente tinha acordado.

E pra minha surpresa eu vi aqueles olhos azuis abertos, ou quase abertos né.. Estavam meio cerrados, parecia que ela tinha acabado de acordar, então me aproximei mais ainda..

Mas do nada eles se fecharam, então com certeza eu tava maluco.

Suspirei e relaxei meu corpo naquele banco, até porque não tenho outra escolha agora. E não.. Eu não vou embora até ela acor...

Avalanna: Onde eu.. -tosses- Isso aqui não é o meu quarto.. – Na mesma hora arregalei os olhos e levantei daquele banco, finalmente!

Um gelo percorria pelo meu corpo todo, junto com um frio estranho na barriga e uma queimação no meu rosto, ai.. Que merda é essa..

Comecei a andar em direção a cama e..

 Espera.

 Parei de andar e engoli seco.

E se ela não gostar de me ver?.. E se não me quiser nem pintado de ouro aqui?

Ai, nem fodendo! Não fiquei plantado nesse cubículo por 9 horas esperando ela acordar atoa. Respirei fundo e tomei coragem, começando a dar passos lentos na direção da cama, um de cada vez.. Até finalmente chegar nela.

- D- Damien?.. - Aquele rosto pálido conseguiu ficar todo vermelho em menos de um segundo quando me viu, espero que isso não seja por vontade de me matar..

Eu: Bom.. Bem-vinda ao hospital. – Falei meio sem jeito enquanto tentava olhar pra aqueles olhos azuis, que me encaravam de um jeito meio surpreso e assustado.

Avalanna: Quê?! Hospital?.. – Na mesma hora seus olhos se arregalaram e ela deu um pulo da cama, na tentativa de conseguir levantar pra ver a sala que a gente tá á 9 FUCKING HORAS. – Ai.. – Colocou a mão na cabeça, ela deve estar bem fraca ainda.. 

Eu: Ei.– Segurei seu braço, impedindo ela de tentar levantar de novo, imagina se ela se machuca?!

Sua expressão continua bem confusa, assustada e chuto dizer que desconfiada também. Mas é óbvio.. 

Que motivos ela teria pra confiar em mim, afinal?.. Respirei fundo e fechei os olhos, será que foi a coisa certa ter vindo pra cá?

Será que eu deveria continuar me afastando?..

É claro que eu devo.. Suspirei.

- Não precisa ter medo.. Tá tudo bem. – Falei no tom mais tranquilizador que eu conseguia, só espero que funcione. Não quero que ela tenha medo de mim, de jeito nenhum..

Ela suspirou e relaxou o corpo, continuando deitada na cama sem tentar mais sair. É claro que nem se ela quisesse ia conseguir, deve estar bem fraca.

Do nada aquele rosto tão tranquilo ficou meio preocupado, nada menos que o esperado.. Até porque não tem como ficar de boa quando você se vê sozinha numa sala com um “endemoniado”.

Avalannna: Mas.. Que merda aconteceu pra gente estar aqui? – Não consegui segurar um riso de canto, o jeito que ela fala é estranho, mas eu até gosto, vai.. Da pra aguentar.

Apoiei os braços num ferro que tinha na cama e desci o olhar pra aqueles olhos, eles nunca me olharam tão curiosos antes.. É até engraçado.

Eu: Hmm.. Você desmaiou no meio do corredor que tem o bebedouro, aquele seu amigo Stan te achou e avisou o grupinho de idi... Quer dizer, seus amigos. – A cada palavra que eu falava ficava mais curiosa, e ela fica uma graça assim.. 

Mas enfim né, voltando a história.

- Todo mundo que tava perto ouviu a conversa deles, até porque aqueles caras falam alto pra porra! - Ela deixou um riso escapar, como uma garota estranha desse jeito consegue ser tão meiga?.. Não consegui segurar um sorriso, mas dessa vez foi diferente.. Foi um sorriso de quem está encantado com o que vê.

Ou talvez a palavra certa seria apaixonado?..

Bom, isso eu ainda não posso dizer.

Tá.. Chega! Voltando ao foco da história, se não eu não vou acabar isso nunca.

- E aí.. – As cenas daquele momento vinham na minha cabeça como se estivesse acontecendo de novo, É.. Aquilo foi tenso. – Todo mundo correu pra onde você supostamente estava, e é claro que eu fui também. – dei um sorriso de canto e cocei a nuca, ela por incrível que seja parece feliz com o que está ouvindo, ou pode ser impressão minha mesmo, quem sabe.

-Pra surpresa de todo mundo, aquilo era verdade, você tava mesmo jogada ali naquele chão.. Seu amigo Kenny tentou te ajudar, mas ninguém tava fazendo nada direito, a maioria só tava lá por curiosidade, você sabe como o povo daquela escola é inútil.. – Ela pareceu meio triste com isso, triste mas não surpresa. – E bom, pedi pra ligarem pra ambulância e fiquei no corredor com você até eles chegarem.

Puf! E aqui estamos, fim da história! Cadê meus aplausos? – Não resisti em dar um riso irônico, ela riu da minha piada idiota e revirou os olhos, batendo palmas, até porque eu mereço vai. – Hmm.. Obrigado, obrigado. – Forjei uma expressão orgulhosa e irônica, afinal.. Ser irônico é a minha especialidade.

Avalanna: Mas Damie.. Ai!.. – Eita! Colocou a mão na cabeça e piscou os olhos com força. – Cacete.. Que tontura. – voltou o olhar pra mim, forçando um pouco os olhos. – Me deram maconha aqui e eu nem tô sabendo? – Ah não fode! Hahahaha

Dessa vez não resisti e comecei a rir muito, de onde essa garota tira essas coisas?

Eu: Continua péssima em contar piadas, não é Laninha? – Levantei uma sobrancelha, segurando o riso e mantendo minha expressão irônica de sempre.

Agora foi a vez dela levantar uma das sobrancelhas, hmm.. Agora o negócio ficou sério hein.

Avalannna: E você péssimo em dar apelidos, puta merda! – No final não seguramos o riso e começamos a rir igual dois idiotas, como nos velhos tempos.. 

Ela não faz ideia de como eu senti falta disso.

Suspirei e deixei um sorriso escapar, enquanto olhava pra aquele rosto com aquelas bochechas cheias de sardas e uma cicatriz de corte perto do queixo. É tudo estranhamente lindo nessa garota, e assustador também..

Mas eu gosto.

Avalanna: Ah.. – Aquela expressão feliz diminuiu de um segundo pro outro, foi como se surgisse um ponto de curiosidade, medo e desconfiança pregados no seu rosto. – Eu ia te perguntar uma coisa.. – Assenti com a cabeça, pra que ela faça a tal pergunta. – Damien, por que você me ajudou hoje?.. Não faz sentido, você nem tava afim de falar comigo mais. – É.. Eu sabia que uma hora ou outra ela ia perguntar isso.

(Alec – The Wolf and the Sheep *ON*)

Eu: Sabe.. Eu normalmente não me importo com ninguém, isso não é novidade.

Mas com você.. – É como se aqueles olhos azuis me hipnotizassem, eu poderia ficar o dia todo só olhando pra eles.. – Com você é diferente.

Me desculpa não ter te procurado mais, eu não posso te dizer o motivo agora.. É mais difícil do que parece.

Mas uma hora você vai saber.. Eu prometo. – Ela assentiu e relaxou a cabeça no travesseiro novamente, e eu?.. Continuo aqui, em pé com os braços apoiados num ferro da cama, olhando pra aquele rosto.

Avalanna: Beleza.. – Passou as mãos no rosto e esfregou os olhos. – Isso tudo é loucura fodida.. Eu devo estar alucinando de novo..– De repente ela focou aqueles olhos azuis totalmente em mim, no meu rosto..

Sua expressão continuava confusa e misturada com algo que eu não sei descrever o quê..

- É, eu realmente tô alucinando. Você não é real e nem tá aqui, é só a minha cabeça fodida querendo me iludir de novo... – Tá.. Eu não faço ideia do que ela tá falando, isso deve ser efeito de algum remédio ou até da tontura e..

Espera.. Quer saber?

Eu: Hm.. É, você tá certa. – Fiz uma expressão confiante, ainda olhando pra aquele olhar confuso dela, confuso e surpreso, com certeza por eu ter dito que ela estava certa em alguma coisa. – Isso não é real, você tá alucinado.. Tá completamente maluca.. – Agora aquela expressão confusa ficou 100x mais forte.. Bom saber.

- Mas sabe.. – Suspirei. Se ela soubesse o quanto me sinto nervoso perto dela as vezes, com certeza ia rir de mim..

Mas é.. Engoli seco.

- Olha o que você fez comigo, Lana.. Me transformou num idiota apaixonado, eu te odeio tanto por isso.. – Suspiros e mais suspiros saiam de mim só de olhar pra aquele rosto me encarando, e naquele momento eu não me controlei mais..

Coloquei minha mão nele e levei meu rosto com tudo até aquela boca vermelha, e o que eu nunca achei que fosse realmente acontecer, aconteceu.

Nossos lábios se encostaram.. Que loucura! Foi como um baque, meu mundo virou de cabeça pra baixo, o tempo parou e não existe mais.. Meu corpo está formigando de um jeito que nunca aconteceu antes..

É incrível!

Ela colocou sua mão fria e pequena no meu rosto também, e a outra entrelaçou no meu pescoço, é perfeito..

Naquele momento só dava pra ouvir o barulho da chuva forte batendo no vidro da janela, os trovões e a nossa respiração sincronizada..

Quando percebi nossas línguas já estavam ali, juntas depois de tanto tempo.. Ela me correspondeu com vontade, com sentimento.. Isso é perfeito, como se fosse até um sonho,

mas é real..

Eu beijei Avalanna Robert.

*som de batidas na porta* 

Infelizmente aquele som fez eu me afastar dela, confesso que levei um mine susto na hora, mas nada que me fizesse ter um enfarte.

(Alec – The wolf and the sheep *OFF*)

Dei uns passos pra trás bem rápido voltei a sentar naquele banco azul, e olha.. Depois de ficar um tempão em pé ele até que ficou melhorzinho hein.

Eu: Pode entrar. – Respondi a pessoa desconhecida que bateu na porta, e logo ela se abriu, dando vista ao médico, claro.. Estamos num hospital, não é?

Dr. Dick: Com licença. – Falou parado na porta da sala olhando pra nós. Assim que viu o médico Lana se sentou, eita.. Acho que esqueci de explicar o porquê dela ter desmaiado na escola, mas ela já deve ter alguma ideia. – Olha.. Você acordou, isso é bom, Avalanna. – ela deu um sorriso meio tímido. – Queria avisar que você tem visitas, posso deixá-los entrar? – Eita, quem será essa tal visita?.. Mas até que tava demorando pra alguém aparecer.

Avalanna: Wow! Claro.. Pode deixar entrar, obrigada. – O médico assentiu com a cabeça e logo deu passagem pra.. Ah não, esse judeu aqui não. Revirei os olhos.

O tal do judeu entrou segurando flores, atrás dele veio o tal do Kenny e aquela garota loira que anda com a Lana também, uma tal de Bebé.

Assim que entraram o olhar deles começava na Lana e depois ia pra mim, admito que foi até engraçado ver a cara de surpresa que fizeram quando me viram.. Principalmente a do judeuzinho. Retribuí todos com um sorriso irônico.

Bebé: Ava!! Que susto você me deu hoje, menina!! – Falou quase pulando em cima da garota, meu deus..

 Ela é sempre agitada assim?

Kyle: Oi, Ava!.. – Se aproximou da cama, pra que ela conseguisse ver ele melhor. – Me desculpa não ter vindo mais cedo e ficado aqui com você.. – Igual um tal se Damien fez né? Aquele gato. – O babaca do Garrison praticamente me prendeu naquela sala de aula, mas o que importa é que você tá bem.. – Zzzz, vou acabar dormindo se esse garoto continuar falando. – Eu trouxe essas flores pra você, são brancas igual o seu cabelo.. – Sorriu.

Avalanna: Ah Valeu Kyle! São bem bonitas.. Quem dera se meu cabelo fosse branco assim. – Eles riram da piada ruim dela.

Kenny: Ó! Eu não trouxe flores mas trouxe minha presença! Tá valendo num é? – O garoto do casaco laranja falou em tom zoeiro e fez todos eles rirem, ai.. Que que eu ainda tô fazendo aqui, acho que é melhor deixar eles sozinhos agora.

Até porque devo ter algumas coisas pra resolver.. Suspirei.

Me levantei decidido daquela cadeira e comecei a andar na direção da porta branca da salinha, sem enrolar mais a abri, mas antes..

Dei minha última olhada pra trás, naqueles olhos.. E naquele momento o olhar dela veio em mim, foi um olhar diferente.. Acompanhado de um dos sorrisos mais meigos que já vi ela dar.

Deixei escapar um sorriso de canto e voltei minha atenção á porta, já passou da hora de sair dessa sala.. 

Atravessei a mesma e logo cheguei no corredor exageradamente branco do hospital, meu deus.. Isso até tá um caos.

Pra todo lado tinham enfermeiras andando, entrando em outras salas.. Gente sendo empurrada em cima de macas..

É oficial.. Eu odeio hospitais.

[...]

Depois de sair daquele lugar maluco e andar uns 2 km pela neve bem molhada por causa daquela chuva, eu finalmente consigo ver minha casa.. E claro, como não ia ver? É a primeira do bairro de riquinhos da cidade.

Continuei dando mais e mais passos, puta que pariu.. Minhas pernas vão quebrar no meio antes de eu chegar lá.

Parecia que ia demorar uma eternidade, mas finalmente passei pelo portão de ferro, que estava destrancado.

Porra.. Isso é pedir pra ser assaltado.

Fechei o mesmo e andei pelo jardim da entrada da casa, e olha só.. O que eu não reguei essas plantas esse mês, a chuva fez por mim.

Estão encharcadas. O céu á essa hora já ta bem escuro e cinza, pelo fato e ter chovido o dia todo e também por estar anoitecendo.

É.. Até que o tempo passou rápido hoje.

Pensei enquanto girava a maçaneta da porta de entrada da casa, que também estava destrancada. Olha só.. Se eu não for assaltado e estuprado hoje vou ficar surpreso.

Abri a grande porta de madeira e en..

Ah não.. Engoli seco.

Um homem de cabelos vermelho fogo e paletó preto levantou do sofá e veio andando na minha direção, ai.. Já devia ter sacado quando as portas estavam abertas.

Eu: Oi, pai. – Ele parou na minha frente e colocou as mãos no bolso da calça, enquanto olhava pra mim com aquela cara séria de sempre.

E eu tive que olhar pra cima, pensa num cara alto?.. É ele.

Pai: Olá, Damien. – respondeu naquele tom indiferente, já até me acostumei. – Não vim aqui hoje pra ficar de conversa, você sabe.. O assunto aqui é a sua missão.– É quando é que você vem pra ficar de conversa?.. Suspirei.

Cruzei os braços e assenti com a cabeça.

- E então.. – Começou a andar em volta de mim, dando passos lentos pelo chão de madeira.

 - ... Matou a garota?


Notas Finais


OPA, tenso!

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Beijos e até o próximo 💙


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