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História Avangarden - Capítulo 7


Escrita por: e Ban_S2


Capítulo 7 - Working day


O sol havia acabado de nascer e lá estava o jovem assistente de mago no portão da casa Rogers com os braços cheios de formulários, relatórios e correspondências para o seu chefe, o então Mago Anthony Rogers Stark.


Tony POV

Okay, acho que acordei antes do próprio sol, argh, por quê o Peter tinha que marcar de chegar tão cedo?

— Hummmm. - Acordei virado, vendo que Steve já estava de pé colocando suas roupas de treinamento. - Aff Steve, está tirando o crédito de eu ter acordado de madrugada. - Ele riu com a voz rouca.

— Achava que estava alucinando quando te vi quase acordando cedo, quer treinar comigo e os meus pais? - Ele ficou radiante com a ideia.

— Foi mau baby, mas acordei cedo pelo Peter, hoje ele vai me trazer o trabalho que acumulei durante a nossa lua de mel e vamos organizar o meu escritório. - Quando nos casamos ficamos três dias morando na mansão dos pais do Steve até que a nova ficasse pronta, nossa casa era dentro do território Rogers, mas é claro bem afastadas. - Só o aquecimento que você faz de ir pra casa deles correndo já mataria.

— Aquilo não é aquecimento, é uma caminhadinha, Tony, e acho bem difícil você correr depois do que fizemos ontem...- Parece que já desvirtuei o meu Capitãozinho. - ...Bem, então acho melhor eu ir, vou avisar aos criados para colocarem a mesa do café pra você, meu bem. - Me deu um beijo na testa e saiu para fazer seus exercícios matinais.

***

— Temos algumas correspondências do ministério (ministério de magia), convites para o banquete da sexta lua e uma carta... em nome de Bruce Banner. - Bruce... Bruce... Bruce? Não me lembro de ninguém que eu conheça ou já tenha ouvido falar neste nome, Peter me entregou as cartas e assim que bati o olho reconheci a caligrafia, não era a letra de nem um Bruce, conhecia bem aquela letra fina com formas quadráticas, então separei a carta das demais guardando no bolso do meu paletó.

— Que tal nos divertimos um pouquinho? Tenho certeza que você também está interessado nesse rapazinho aqui. - Sai da minha cadeira indo para uma grande mesa coberta de papéis, pergaminhos e plantas.

— Senhor Stark, não é melhor começarmos pelos relatórios de eficiência? - Peter tentava me convencer de começarmos pelo mais chato.

— Naaaam. - Peter sempre sendo certinho. - Relatórios de eficiência são chatos!

— É por isso que tem tantos acumulados? -hmm provavelmente...

— Provavelmente.

— Senhor Stark, isso não vai irritar o conselho?

— Aff Peter, relaxa. - Voltei a me concentrar no circuito mágico que estávamos analisando, pra mim era basicamente simples, para ocorrer alguma reação o mecanismo era ativado pelo circuito mágico ao ser energizado com mana, mas o que eu realmente queria saber era: quem ativou esse mecanismo e quem o colocou lá?

— Senhor Stark?

— Sim, Peter? - Respondi encarando o circuito.

— Posso fazer uma pergunta? - Levantei a cabeça vendo o garoto ansioso e inquieto.

— Pode.

— Como é... fazer aquilo? - Ele olhava pros lados se certificando que não havia mais ninguém além de nós no escritório, enquanto eu processava a pergunta... Santo Deus, meu Peter estava crescendo, parecia que foi ontem que ele chorou horrores traduzindo um texto antigo que na verdade era uma carta antiga de um guerreiro a beira da morte para sua amada.

— Nossa... eu não esperava por essa garoto... Er, olha, dói um pouco no começo, mas ham... acho que é uma questão de prática! No começo é estranho sabe? É novo pros dois, bem nem todos, mas comigo e o Steve foi tipo... é algo que foi melhorando com o tempo... - Um silêncio se instalou.

— Obrigado, Senhor Stark! Ninguém nunca me falou que beijar era algo tão... complexo. - Beijar? Ele estava falando de... BEIJAR?!

— Estava falando de beijar?

— Sim... o Senhor estava falando do quê?

— Sabe, acho que já trabalhamos demais! Que tal irmos tomar um chá no jardim? Vamos, tenho certeza que você vai gostar! - Saí andando sabendo que ele me seguiria, essa era a melhor maneira de fugir desse assunto, é tão bom saber que o meu garoto ainda é um menininho.

***

Já era tarde, Peter havia terminado seu trabalho por hoje e voltado para casa, Steve saiu após o almoço para seu compromisso no palácio, uma reunião com os comandantes ou algo do tipo eu acho, mas voltou a tempo do chá da tarde para me salvar dos meus sogros, mais precisamente de Bernard que pretendia tricotar um suéter pra mim, mas pela cara de Joseph, que usava um suéter que o Duque havia feito para ele e pela quantidade de vezes que ele se coçou durante o chá não me parecia nada bom, no final das contas quando Steve apareceu convenci Bernard há fazer um suéter para Steve, para que combinasse com o pai (sinto-me como se tivesse atirado o pobrezinho aos leões).

Agora eu estava sentado na beira da cama, absorto em meus pensamentos, criando minhas próprias teorias sobre a carta em minhas mãos. A caligrafia, eu podia jurar ser de Natasha e a carta era endereçada a Steve e eu, mas e se não fosse? E se isso fosse apenas meu cérebro se negando a aceitar a morte de uma amiga tão querida, a pessoa que me apresentou Steve.

— Tony? Está tudo bem? - Steve beijou meu pescoço, acariciando com a mão meu braço. - Parece apreensivo...

— Isso está me deixando apreensivo...- Ergui a carta para que ele a pegasse.- Estou louco ou...

— Essa é a letra da Nat. - Ele me interrompeu tão surpreso quanto eu fiquei quando há vi. - Mas o remetente? Bruce...?

— Eu ainda não li... pode lê-la em voz alta para mim? - Pedi me enrolando no robe e me aconchegando no seu peitoral e logo ele se pois à ler.

Querido Tony e Steve,”

...



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