História Avatar - A Lenda de KorrAsami: Livro 1 - Chamas - Capítulo 2


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Categorias Avatar: A Lenda de Korra
Tags Korrasami
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Palavras 8.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como disse vou continuar a história.
Para os interessados eu não leio comentários ou vejo número de visualizações por escrevo porque tenho muito tempo livre e queria expor os meus pensamentos sobre esse casal independente se nenhuma, 1 ou 1.000 virem, vou continuar postando.
Pensei inicialmente em deixar o capítulo mais extenso, mas quando vi que já tinha passado de 5.000 resolve deixar a conclusão para o próximo.
Então para quem lê as bobagens que eu escrevo boa leitura.

PS: as narrações agora serão em 1ª pessoa pelo menos até o fim dessa parte romântica, na parte luta que vai depois do capítulo 7 eu acho vou repensar como deveria escrever.

Capítulo 2 - SENTIMENTOS GUARDADOS POR TRÊS ANOS


Fanfic / Fanfiction Avatar - A Lenda de KorrAsami: Livro 1 - Chamas - Capítulo 2 - SENTIMENTOS GUARDADOS POR TRÊS ANOS

174 DG, Korra POV

 Aquele foi um dos piores dias da minha vida, a primeira vez que eu vi alguém morrer e o pior de tudo é que eu não podia fazer nada, eu não queria fazer nada, eu percebia que com aquela morte ela iria ficar salva, ela iria ficar protegida por isso eu não me mexi e o assistir morrer.

 Quando eu e Asami voltamos do Mundo Espiritual eu estava tão animada, eufórica na verdade. Havia me declarado para a mulher mais linda do mundo e ela havia aceitado os meus sentimentos e me beijado, queria compartilhar com todos a nossa felicidade, quão ingênua eu era.

 Nunca conheci pessoas que tivessem preconceitos, que diferenciassem os outros pela cor, raça, gênero ou orientação sexual, mas agora que eu uma mulher e me descobri apaixonada por outra mulher a parte sombria e ruim do mundo não podia mais ficar do outro lado dos muros de um complexo, eu estava fora e o maldade também.

 Meus pais embora inicialmente eu não os entendesse por ainda não saber o que é preconceito fui ajudada por ela, Asami a compreendê-los e que eles respeitavam a minha decisão de escolher uma companheira invés de um companheiro, mas temiam justamente isso que me mantiveram alienada toda a vida, essa tal palavra repugnante.

 Minha impulsividade em contar para todos os nossos amigos sobre a nossa relação teve de ser contida justamente porque haveria pessoas que não iriam nos aceitar como um casal e justamente ter preconceito de nós por sermos duas mulheres. Admito que eu tente me segurar e respeitar a vontade dela e esperar um momento mais calmo e tranquilo para contarmos aos nossos amigos, mas ao vê-la ali ferida correndo perigo eu não suportei ignorei o resto do mundo sem pensar duas vezes e fui ao seu socorro, a minha escolha mais acertada que fosse impediu que o primeiro homem fosse desejar a morte aumentasse ainda mais a fúria sobre as minhas escolhas, Tokuga. A salvando eu a tomei nos meus braços, nossos olhos se encontraram, aquele momento realmente era perfeito, saímos daquela realidade, daquela batalha para estarmos em um mundinho só nosso, não havia nada de errado com nós duas, não havia nada de errado com nos amarmos mesmo sendo duas mulheres, não havia nada de errado em nos beijarmos e foi isso que fizemos. Nosso beijo exala paixão, doçura, amor e nossos amigos viram isso e nos aceitaram todos eles até mesmo nosso ex-namorado, ele pareceu sem entender de inicio ficando com uma expressão em seu rosto que valeria a piada para as próximas décadas, mas nós entendemos a sua surpresa e mesmo como tal espanto e reações engraçadas como a do próprio Mako eles perceberam que ali era a demonstração da mais pura paixão e só fizeram a sorrir, felizes por nós.

 Aquele dia como nós esperávamos só foi um prenuncio de uma batalha que acabaria por colocar a vida dela em perigo, não por ser uma mulher fantástica, não por ser herdeira das Indústrias Futuro, mas sim por ser a minha namorada, por ser o último rosto que eu quero ver antes de adormecer e o primeiro a ver quando acordar. Ela foi sequestrada por minha causa.

 Tokuga a fez como refém e a usou para quebrar as minhas defesas, eu não poderia lutar, enfrenta-lo se isso a colocasse em risco, eu morreria para deixa-la seguro e após esse dia eu percebi que eu também poderia matar, não para acabar com guerras e conflitos como fez Kyoshi em seu tempo, mas para proteger quem eu amo, eu mataria seguindo pensamentos egoístas colocando uma vida na frente de milhares ou milhões e não teria nenhum remorso por isso. Que belo Avatar que eu sou, mas não me arrependo de ser chamado de pior se puder mantê-la a salvo em meus braços.

 Colocando uma faca de fogo na garganta dela como ameaça ele me viu desistir de lutar e seguiu com o seu plano de conquista, o seu plano de destruição.

 Com tanques e mecha-trajes como exército ele percorreu as ruas espalhando terror, nada ficava em seu caminho e ninguém tinha forças para enfrenta-lo. Mako e seu irmão Bolin tentaram me fazer voltar à realidade, acordar, mas eu estava estática trajando o vestido que eu tinha colocado para me encontrar com ela naquela noite em um jantar romântico eu não os ouvia, simplesmente olhava para cima a vendo no dirigível como refém, por culpa minha.

 Um soco foi o meio usado por Mako para tentar me tirar de meu poço de arrependimento, Bolin se surpreendeu com a atitude do irmão, mas eu nem tentei evitar o golpe simplesmente cai no chão sujando ainda mais o belo vestido azul de lama, a dor no lado esquerdo da minha bochecha não me fez recuperar, deitada de lado no chão humilhada parecia uma bela punição para tê-la deixado em perigo de vida.

 Bolin tentava segurar o irmão que se debatia para se livrar dos braços forças do mais novo que ainda tinha a vantagem de poder usar os dois braços enquanto Mako ainda tinha o braço esquerdo na tipoia, mas isso não o impedia de gritar, as palavras dele não me afetaram, eu não me importava com os deveres que eu tinha como Avatar, eu não me importava em salvar a cidade de Tokuga eu só queria resgata-la, salva-la, mas eu não sabia como, imaginava que se desse um passo dali ela teria a garganta cortada e assim junto de sua vida eu perderia a minha vida também, o que vale viver se o amor de sua vida morreu por sua culpa? Nada, não valia nada.

 Finalmente Mako desistiu e Bolin o soltou, eles viram que não importaria o que aconteceria eu não me mexeria caso isso colocasse a vida de Asami em risco, mas antes que eles se afastassem ouvidos o som de um avião, um avião de guerra. Iroh II o pilotava e pelo que parecia o general das Forças Unidas que mantinha a guarda do novo portal espiritual foi alertado das ações de Tokuga e decidiu lutar por conta própria. O avião do general não foi o único a rasgar os céus, seguido dele um dirigível das Policia de Metal conduzido por Lin surgiu e usando ele como apoio os policiais saltaram usando os cabos de metal como impulsores sobre os dirigíveis onde estavam Asami e o empresário mau caráter Keum como reféns. A minha primeira ação foi para-los, eu não importava se fosse ser considerada novamente uma criminosa por enfrentar a policia, mas ninguém iria colocar a segurança dela em risco, mas ao olhar de novo eu a vi lutando, minha garota não iria se deixar pegar tão fácil. Vê-la livre em segurança, mas ainda assim longe de mim me fez ter as forças retomadas, o sentimento de vingança surgiu em meio peio, Tokuga irá pagar por ter colocado o amor da minha vida em perigo.

 Determinada eu segui Mako e Bolin a caça de Tokuga, os sons das explosões e das lutas ao longe não foram difíceis de seguir, em uma praça com várias construções destruídas estava Tokuga rodeado por seu exército enquanto estrangulava Iroh com o seu tentáculo que teve o seu avião abatido pelos disparos dos tanques. Eu não me segurava mais, não importa quem ou o que Tokuga era agora, ele machucou Asami e irá sofre as consequências.

 Sem pensar duas vezes ative o Estado Avatar e fui com tudo para cima dele, não me importava que ele tivesse um exército para se defender, o meu objetivo era claro e nada ficaria na minha frente. Furacões, rajadas de chamas, pilastras de rocha, nada parecia acertar o miserável que em contra partida tinha cada vez mais o exército destruído. Se vendo em desvantagem o rato asqueroso fugiu, mas deixando sua armada contra mim e os irmãos, Iroh fora mais esperto do que eu, ele queria também se vingar de Tokuga, mas sim pela derrota que sofreu assim conseguiu sair em seu encalço. A armada de Tokuga não foi párea para o Estado Avatar que fez cair por terra o orgulho e arrogância dos bandidos que viram nas armas tecnológicas roubadas um meio fácil para colocar a cidade e o Avatar sobre seus pés, mas a minha fúria que surgiu quando vi o meu amor correndo risco de vida fora mais que o suficiente para destruí-los.

 Acovardado o miserável conseguiu se esgueirar até um dirigível, ele não pensou em vistoria-lo e assim lhe passou despercebido que Asami subiu a bordo ao vê-lo. Desesperada eu segui atrás usando a minha dobra de ar impulsionando o meu planador ao lado de Iroh com a sua dobra de fogo. Acabamos por segui-lo até o portal espiritual ele o invadiu com o seu dirigível, Iroh tentou seguir em frente, mas acabou parado por uma virada brusca da aeronave que o fez perder o controle assim eu com o meu plano invade o mundo espiritual.

 Aterrissando em cima do dirigível pude assisti de camarote a luta entre Asami e Tokuga sobre a aeronave. Quando a vi entrando escondida no dirigível para enfrenta-lo eu temia que ela tivesse se condenado a morte porque o vilão é realmente um homem perigoso, mas agora ao vê-la desviando do tentáculo e da espada do vilão contra-atacando com a sua luva elétrica eu não me senti assistindo a um combate, mas sim a uma dança onde Asami lutava com passos e movimentos que me fizeram ainda mais me apaixonar por aquela mulher.

 Infelizmente Tokuga conseguiu utilizar o gancho de sua espada e prender na luva de Asami a segurando, se vendo em desvantagem ela não pensou duas vezes em se livrar do aparato e colocar uma distancia do vilão ficando segura em meus braços. Estando juntas abraçadas nós olhamos para Tokuga que riu com o nosso reencontro.

 - Há, há, há. Então as pombinhas finalmente estão nos braços uma da outra.

 Nós não respondemos, mas eu estava decida a encerrar aquele confronto. Ponde-me de pé encarei o vilão de frente criando uma chama com a mão direita pronta para o ataque.

 - Não precisa mais se preocupar Avatar, essa luta já acabou. – nós o olhamos sem entender – Você me derrotou, destruiu os meus planos e ainda assim mesmo se guiando puramente pelo egoísmo você está aí, de pé e com a mulher que ama enquanto nós simples mortais temos de encarar a realidade.

 - Eu não sou egoísta, eu sou o Avat-

 - Cale a boca garota estúpida! – me interrompeu irritado Tokuga – Você é sim egoísta!

 - Korra não é egoísta! – rebateu Asami – Ela colocou a vida dela em risco para salvar os dobrador do ar há três anos, como ela pode ser egoísta?

 - É muito simples Sato. Korra não pensa duas vezes em se colocar em risco para proteger pessoas, mas só foi eu ameaçar a sua vida que ela não hesitou em deixar a cidade desprotegida para te manter segura. Um Avatar que coloca uma pessoa mesmo aquela que ama acima dos outros é sim um ato de egoísta e o de pior espécie.

 Asami pensa até em rebater, mas eu seguro a mão dela e a olho nos olhos. Tokuga não estava mentindo, eu sabia e ela sabia, nós sabíamos que eu seria egoísta se tratando dela, pois eu amava acima de todas as coisas.

 - O silencio de vocês diz tudo. – eu simplesmente abaixei a cabeça – Mas, como disse não importa mais para mim, eu fracassei em tomar Cidade República e destruir a ligação com o Mundo Espiritual, mas venci ao revelar a verdade sobre o Avatar. Há, há, há, há.

 O dirigível atravessa a árvore se dirigindo para uma floresta que eu Asami havíamos cruzado em nossas férias. O lugar está muito diferente que nos lembrávamos, espíritos corriam assustados enquanto o dirigível começava a cair, sua cabine estava em chamas.

 Asami segurou a minha mão e eu olhei para ela aflita, tínhamos que sair dali ou nós iriamos morrer com a queda. Tokuga ainda estava sorrindo, não houve mais palavras trocadas entre nós, os três sabiam o que faríamos em seguida. Peguei o planador estando pronta a decolar, Asami se segurou a mim me abraçando a situação poderia ter sido romântica, se não fosse pela tragédia que nós estávamos enfrentando, Tokuga não se mexia.

 Nós olhamos para Tokuga, a decisão estava clara. Asami não viu hesitação em meus olhos, eu sabia o que nós iriamos fazer, o deixaríamos cair junto do dirigível e morrer, nós cometeríamos um assassinato. Como Avatar eu tinha poder para impedir que nós três não caíssemos, que nenhum de nós morresse, mas a decisão foi mutua, Tokuga queria morrer e eu e Asami não queríamos salva-lo.

 Ainda no ar estando abraçadas no planador nós assistimos o dirigível perder cada vez mais velocidade até se chocar contra o solo criando uma grande explosão, nenhum espirito estava por perto, Tokuga foi à única vitima.

 O Mundo Espiritual que antes havia se revoltado e atacado quando visitei junto de Tenzin e alguns dobradores de ar agora pareciam que tentava absorver os destroços, apaguei as chamas com a dobra do ar e ao lado de minha amada víamos a terra engolir os destroços e o corpo carbonizado do vilão.

 - “A terra que um dia trouxe a vida a tudo em outro dia levará a tudo de volta”.

 A minha frase pareceu ideal para descrever a situação a qual presenciávamos um enterro.

* * *

 Não tivemos de lutar para sairmos daquele mundo, mas eu ainda sentia a raiva que alguns dos espíritos nos olhavam por culpa minha. Foi minha ideia deixar os portais espirituais abertos e foi consequência do meu confronto contra Kuvira que criou um novo portal em Cidade República que os levou a atacarem o Mundo Físico para se protegerem e acabarem por transformar Tokuga em um monstro e agora com a morte dele a fúria foi acalmada, mas ainda teria de retornar não como Korra, mas como Avatar e tentar fazer um acordo com os espíritos para que não houvesse mais retaliações.

 Acabamos seguindo de planador até o portal, era até engraçado pensar que a menos de uma semana atravessamos o mesmo feixe de luz com promessas de que permaneceríamos unidas como amantes enfrentando qualquer obstáculo agora iriamos atravessa-lo carregando uma morte nas costas e a sensação de que havíamos feito o certo, mas uma pessoa havia morri.

 Ao pousar Asami acaba torcendo o pé, fiquei bastante preocupada embora as recusas dela de dor a peguei no colo ignorando os seus protestos em estilo de noiva e atravessamos o portal de volta para Cidade República.

 Havia uma verdadeira multidão nos esperando, todos de Cidade República quiseram presenciar o que teria acontecido e ao nos verem ali e Tokuga um suspiro de paz atravessou a todos, mas os nossos amigos e os mais atentos ao notarem os nossos olhos perceberam que não tinha acabado bem o confronto contra o vilão.

 Olhares confusos foram lançados a nós duas, eu havia decido Asami do meu colo, mas ainda a mantinha apoiada com as nossas mãos unidas. Nós ainda não havíamos discutido como exporíamos a Cidade República que estávamos namorando, não estávamos agindo as escondida porque andando pela rua acabei sem querer revelando para pelo menos meia dúzia de pessoas aquela noite que estávamos namorando e naquela noite que nós iriamos a um encontro romântico antes do ataque de Tokuga a sequestrar pelo menos um restaurante saberia de nosso relacionamento, nós realmente não nos escondíamos, mas por conselho de Asami ainda não havíamos gritado para o mundo que éramos um casal, mas após tantos problemas e nos vermos ali sob os olhares da maior parte da população da cidade que já duvida de nossa proximidade eu vi como uma oportunidade perfeita para mostrarmos quem amávamos.

 Asami não esperou uma palavra minha, uma mexida de cabeça ela viu nos meus olhos e teve a mesma ideia, nos beijamos para todos nos verem.

 Avatar Korra e a CEO das Indústrias Futuro Asami Sato estavam namorando, essa será a manchete dos jornais amanhã e não uma guerra de gangue pelo território que evolui para uma batalha pelo controle da cidade e terminou com uma morte trágica, mas sim o verdadeiro amor, o amor de duas mulheres.

 

Asami POV

 “O Avatar Korra está namorando uma mulher”, “A CEO das Indústrias Futuro está Namorando o Avatar” “As Duas Mulheres Mais Poderosas de Cidade República estão em um Relacionamento”, essas só foram três das várias manchetes que o nosso beijo criou, para a minha surpresa a maioria delas não nos criticavam por sermos duas mulheres, mas sim exaltava que as solteiras mais disputadas da nação não estavam mais disponíveis, um sorriso surgiu em meu rosto.

 Obviamente houve aqueles contras sobre nós termos revelado a nossa sexualidade para o mundo de uma maneira tão aberta, as minhas ações acabaram caindo, contratos foram recusados, mas surpreendentemente “sair do armário” me fez conhecer mais as pessoas. Os preconceituosos em sua grande maioria se revelaram e embora muitos fossem claramente contra o meu relacionamento com outra mulher a maioria deles invés de ver como uma imoralidade, uma violação aos padrões da boa família vira como uma oportunidade para novos negócios, eu não estava só namorando outra mulher, e eu estava namorando o Avatar e esse título fazia sim muitos engolirem os preconceitos e declararem apoio para minha empresa, à raiva que sentiam exalava deles, mas para essas pessoas o dinheiro vem em primeiro lugar, eu não gostava disso, mas aprenderia a lidar, preconceito se combate com o tempo.

 Naquela manhã o conselho da minha empresa acabou sem eu saber organizando uma reunião surpresa, embora no memorando dissesse que era para debater os lucros do mês era mais do que óbvio que o real motivo daquela reunião era se eles aceitavam ou não continuar trabalhando com uma mulher lésbica, pelo titulo de Korra e lucros decidiram que valia a pena.

 Na saída um dos sócios acaba me abordando, o senhor Yan, um homem de mais ou menos cinquenta e poucos anos que possui um estilo de barba e cabelos brancos que me lembram de muito o meio pai, seriam quase idênticos se não fosse pela pele mais morena e olhos azuis descendia da Tribo da Água do Norte.

 - Fico feliz que você tenha se assumido, você parece mais feliz agora.

 - Muito obrigada Yan, realmente os três anos que fiquei longe dela foram difíceis.

 Seu olhar parecia realmente entender o que eu sentia e nem de longe se assemelhava a outros olhares que eu tinha recebido aquela manhã e palavras até mais bonitas, mas regadas com mentira.

 - Mas lamento deixar o seu filho triste, eu sei que você queria que eu fizesse parte de sua família.

 Para minha surpresa as palavras citando a proposta que ele havia me feito a um ano de sair em um jantar com seu primogênito pareceram feri-lo, ele estava arrependido de ter me perguntado?

 - Não se preocupe senhorita, foi melhor assim. – após uma pausa e um suspiro ele conclui – As pessoas não podem mesmo se casar com aqueles que não amam pessoas não conseguem aprender a amar se aquela a quem ele tenta amar não for do gênero que lhe atraia.

 A resposta para minha surpresa não parecei que era direcionada a mim, parecia mais como um lamento próprio, palavras que se dizem todo dia para si mesmo.

 - Há algo que queira me contar senhor Yan? – o homem de melancólico se tornou meio agitado, por isso coloquei a mão no seu ombro acalmando-o – Não precisa me contar se não quiser, mas estou aqui se quiser compartilhar.

 Yan estava realmente mais aliviado com as minhas palavras, não que ele parecesse pronto para contar o que o afligia, mas pelo menos me disse algo que me fez pensar muito.

 - Quando uma pessoa tem sucesso no trabalho, recebe elogios de todos e é cercada por pessoas que realmente lhe quer bem e mesmo assim não é feliz, quer dizer que não está com a pessoa que ama.

 Após tais palavras o deixei ir, eu percebi que o senhor Yan não me dirá abertamente o que realmente lhe aflige, mas ele invejava o que eu tinha com Korra, invejava que eu estivesse ao lado da pessoa a quem amo, pois ele não consegue ficar ao lado da sua, o no caso dele do seu.

 A frase dita por ele hoje não me faz mais eu me sentir triste, melancólico, hoje eu embora ainda seja cercada pelo sucesso, pela beleza e por pessoas que me elogiam sendo verdadeiras ou não, hoje eu estava junto de meu amor, mas nos últimos 3 anos essa frase definia como eu me sentia, um nada.

* * *

1 ano e meio atrás, mansão Sato, 22h30min.

 As luzes faziam cada canto ser iluminadas de uma forma incomoda a musica não deixava as pessoas animadas e com vontade de dançar, pois era chata como de costume são as músicas em tais festas de gala, festas chiques. Nunca senti tanto arrependimento em ter aceitado que a família de Mako fosse para Ba Sin Se visitar alguns parentes, não é como se eu pudesse impedi-lo ou que eles não fossem voltar pois a vovó Yin tinha até insistindo para eu ir junto, mas aquela não era minha família e nunca seria, mas me sentia sozinha sem eles e enclausurada em minha própria residência com pessoas que não me fazem sentir nada nem alegria, me desola me faz me sentir vazia.

 Bem que no inicio os netos dela até que me tentaram juntar com Mako, mas a vovó percebeu que não daríamos certo e os fez tirar isso da cabeça, ela sentia que eu tinha alguém em meu coração que me fazia lamentar por não estar junto e ter alguém agora não me faria melhorar. Não contei que tinha namorado o Mako para a família dele, aquilo não parecia correto de dizer ainda mais porque não significava nada mais para mim, se é que já significou, mas ela está certa há alguém em meu coração e essa pessoa é uma mulher, Korra.

 Como que de um ídolo de infância se tornou minha rival amorosa e acabou se tornando meu amor reprimido eu nunca saberei, na verdade eu sei e é bastante fácil de explicar até na verdade já que eu queria me casar com ela desde os meus cinco anos quando ouvi no rádio pela primeira vez que o novo Avatar era uma garotinha da tribo da água que pelas contas tinha um ano a menos que eu, não sabia claro o que implicava um casamento, mas se fosse isso um meio para passar mais tempo com ela eu estava disposta já que melhores amigas tinham que ir para as próprias casas depois que o sol se ponha. É engraçado e triste pensar naquela época, minha última conversa com a minha mãe foi justamente eu reafirmando que queria casar com a nova Avatar e lhe pedia pela quinta vez naquela noite para ela me descrever como era um habitante da Tribo da Água do Sul, após aquela noite que terminou de maneira trágica a minha tinha mudado e meus sonhos de infância morreram e hoje eu com quase vinte e um anos venho de novo pensando em me casar com a Avatar, mas dessa vez sabendo o que um casamento significa e ansiando por isso.

 Claro que no inicio as coisas entre nós não foram boas, a minha tietagem já havia ficado no passado embora ainda a admirasse não por ser o Avatar e sim por ser uma mulher e isso me fez querer conquistar a amizade, claro que com o Mako no caminho foi difícil as coisas, é estranho pensar que brigamos por um cara que hoje vejo como um amigo que nunca pensaria que eu poderia namorar e não é por ele só um idiota com as garotas, mas sim por ele ser simplesmente um cara, sim hoje eu percebo que sou lésbica.

 Eu namorei homens antes dele? Sim, namorei. Eu fiquei com eles mais tempo do que fiquei com Mako? Não, mais curtos. Mas, isso não enaltece o dobrador de fogo, os motivos que eu quis namorar ele se resumem a ele ser bonito, ser membro dos Furões de Fogo meu time favorito e por ele conhecer Korra, sim um dos motivos que me levaram a me aproximei dele foi justamente ele ser próximo a Korra, irônico não? Meus namoros antes foram mais curtos simplesmente porque eu não estava apaixonada, nunca me apaixonei por um homem, saia por que queria companhia que pudesse me abraçar e me confortar e eu não sentisse olhos estranhos em mim quando eu fazia isso com uma amiga, talvez seja esse o motivo que eu não tenha amigas próximas, simplesmente eu sempre senti coisas diferentes quando estou perto de uma mulher bonita e isso me fazia afasta-las por temer me machucar de novo.

 Ver Mako apaixonado por Korra e ainda estar comigo fez minha mente entrar em parafuso, eu estava mais brava por ele ser um idiota do que por ele estar querendo me trair, talvez seja por isso que eu nunca tive uma reação exagerada quando o vi sendo ele e até tentei voltar com ele, sério quanto infantilidade da minha parte me sentir novamente vulnerável e já que ele estava por perto o ver como uma tábua de salvação emocional, era bom ser beijada e abraçada mesmo que só fosse um conforto e não tivesse nenhum sentimento além disso.

 Ver-me apaixonada por Korra foi assustador no inicio, eu já temia ter sentimentos por mulheres mesmo que eu nunca tivesse sentimentos verdadeiros por homens, mas ter sentimentos pela melhor amiga me fez ainda mais assustada ainda, mas o desejo de estar com ela sempre falou mais alto, mas ela queria ficar sozinha, queria se recuperar sozinha por isso a deixe ir embora sem mim.

 Então começou o meu martírio.

 Os dias haviam perdido toda a beleza, me isolar no trabalho não me fez esquece-la ou me alegrar, mas sim me sentir cansada, exausta e talvez por isso a família do Mako resolveu sair de férias da minha casa por uns dias por acreditava que eu conseguiria me recuperar, mas eles estavam errados, inventei uma festa de gala para tentar me sentir viva, mas tinha surtido o feito contrário, ela estava longe e eu rodeada de pessoas me sentia vazia.

 Cartas enviadas para ela foram como uma terapia para mim, não me importava se ela as rasgava ou se lia, enviar cartas para ela contando sobre o meu dia, sobre as minhas frustrações, os meus avanços me fazia sentir a ilusão de que tínhamos ainda uma conexão, ela não me respondia mas ouvir de Tenzin depois de ele lhe ter feito uma visita e dizer que sim ela lia me fazia quase saltar de alegria, os meus dias ficaram mais alegres, mas felizes.

 Pensei em mais de uma vez em ir lhe fazer uma visita, mas Tenzin me dizia que ela não queria ver ninguém, na verdade nem ele próprio a via, falava com os seus pais sobre as cartas, eu a entendia, havia coisas que só poderíamos compartilhar com os nossos pais, eu mesma não compartilhei ninguém o que sentia por ela ou quem eu namorei naquele ano, sim namorar embora a palavra não possa servir para encontrar com alguém no restaurante e depois de pagar a conta nunca mais ver a pessoa na vida. Sim, isso foi o meu namorar durante esse tempo que ela tem estado fora.

 Como disse tentei fugir de meus sentimentos, nem me importava quem era eu simplesmente via alguém passando na rua que me oferecia um sorriso e eu lhe convidava para um jantar que independente de quem era a pessoa do outro lado da mesa sempre se seguia da mesma forma comigo comparando constantemente a mulata e vendo quanto todos inferiores eram a ela, não via beleza simplesmente não via ninguém capaz. Iroh II foi um dos únicos que insistiu em um novo jantar e eu aceitei, embora ele ter quase o dobro da minha idade ele sempre fora bastante educado além disso muito bonito, mas ainda inferior a ela e admito exageradamente seguro de si já que no segundo encontro me pediu para se casar com ele sendo que nem o tinha beijado sendo isso visto para mim como um ato de traição para ela, sim tentava esquece-la ao mesmo tempo a via do outro lado me repreendendo e assim nunca tive coragem e de fato nenhum deles me fizeram sentir vontade, ser consolada naquele momento era algo ruim.

 Ainda naquele tempo tentava me convencer de que não era lésbica por isso não convidei nenhuma mulher somente homens, se eu quisesse esquece-la me transformar em hetero não era uma solução, sair com pessoas que realmente me interessavam poderia ser uma forma, mas eu hesitava, tinha medo de não ser aceita por ela e ainda ter de viver sozinha após ter cruzado um caminho sem volta.

 O motivo de eu ter decidido organizar aquela festa foi além de querer me tirar da fossa a qual eu estava vivendo uma forma de tentar compreender o que fora que aconteceu no início daquela tarde, eu havia sido beijada por uma mulher e gostado muito.

 Sai naquele dia da minha empresa e mais uma vez o dia não fora produtivo, minha cabeça permanecia cheia de pensamentos me impedindo de me concentrar e decidi que ir a um bar beber algo seria o que eu precisava. Não demorei muito para deitar a minha cabeça no balcão com um copo de uísque na mão já pela metade, não me importava mais com nada queria alguém para me consolar, mas se abraçada e beijada por um homem estava fora de questão eu passaria o dia seguindo me limpando de tão suja que me sentiria, estava quase adormecendo ali mesmo quando vi alguém sentando ao meu lado, uma garota loira e bonita. Não entendi muito que ela dizia, mas acabei desabafando algumas das minhas frustrações, ela não parecia me julgar embora eu quase não a ouvisse, eu só percebi que ela ainda estava ali quando ela me beijou sim me beijou e depois eu apaguei. Acordei horas depois no meu quarto em minha mansão, a garota havia me levado até ali, me fazendo ali sozinha na cama eu queria que ela não fosse uma pessoa tão boa, queria que ela não tivesse só me beijado queria ter me sentido próxima intimamente de alguém naquele momento, não me importaria que eu tivesse perdido a minha virgindade com uma desconhecida, eu só queria que alguém tivesse me amado.

 Mas eu era Asami Sato. Enxuguei as lágrimas, tomei um banho e coloquei um vestido, tinha uma festa para eu ser a anfitrião daqui a algumas horas e não me permitiria me mostrar acabada. Já tinha feito isso em mais de uma vez, hoje terei de fingir um sorriso mais uma vez.

 E assim estava eu com os cabelos soltos, lábios vermelhos tão fortes quanto o vestido rubro a qual eu usava com um decote de coração e uma fenda, saltos-alto pretos e pulseiras de oiro com brincos de esmeralda completavam.

 A minha aparência era digna de uma mulher que exalava beleza e sensualidade, mas no meu interior e estava um caco, tudo o que eu queria era cair na cama e chorar para esquecer as minhas frustrações que só ficaram mais evidentes naquele dia, mas nessa festa eu sorri e gargalhava das piadas sem graça dos meus sócios que pelas costas sem dúvida me lançavam ofensas sobre eu ser uma mulher ou o meu pai estar na cadeia.

* * *

 Horas se passaram naquela noite estafante e cada um de seus minutos me fez me arrepender mais e mais eu ter inventado de dar aquela festa.

 Como você é burra Asami, seus nervos estão em frangalhos por causa dos seus sentimentos sobre aquela mulher e você tem a brilhante ideia de dar uma festa, o que você esperava? Nada, eu esperava nada, só queria tentar esqueça-la um pouco e achei que junto de um monte de velhos bajuladores e falsos poderia fazer pois não haveria chance de encontrar algo que me lembrava dela já que a mesma nunca gostou de festas, mas a simples lembrança de que eu a conheci justamente em uma festa faz esse lugar também uma tortura e quase eu mesmo me bato na cabeça por me lembrar de que na época estava com Mako, que idiota, que idiota eu fui em ter perdido tanto tempo com ele enquanto poderia a ter desde aquele dia em meus braços.

 Bebo mais uma taça de champanhe para reprimir as frustrações e o pensamento do tipo de lésbica medrosa que eu sou que demorou tanto tempo para perceber que sempre gostava de garotas e meu próprio preconceito me impedia de curtir a vida preferindo me ligar a migalhas que uma vida hetero me dava, não tinha o que eu queria e me impedia de avançar com os homens.

 Sou realmente uma lésbica frustrada apaixonada pela melhor amiga e ainda virgem, bebo mais uma taça.

 Para cada frustração em minha vida eu bebo uma taça, logo as quantidades de taças passam de dez e sinceramente tudo o que eu quero fazer agora é cair na minha cama e acordar no outro dia com uma baita de uma enxaqueca.

 Caminhando aos tropeços acabo esbarrando em algo ou alguém, poderia ser uma planta ou uma pessoa não conseguia distinguir, mas quando levanto a cabeça simplesmente congelo, na frente está ela.

 Korra estava na minha frente.

 Seus cabelos mantinham o rabo de cavalo embora suas traças laterais que marcam o seu penteado cauda de lobo estivessem desfeitas, seus músculos eram menos proeminentes do que eu me lembrava de o que era uma pena tenho de admitir, seu vestido era curto com as cores azul e branco em corte bem moderno alternando entre camadas de azul começando com branco seguido por azul claro terminando com azul escuro com a barra branca, as partes brancas eram em listras sendo a primeira como um “V” que dava seguimento ao restante do designer do vestido interligando as cores separadas com linhas pretas. Independente de suas mudanças uma coisa que não mudará foram às cores de sua pele morena que me dava água na boca e seus olhos com as íris azuis que me faziam me perder na imensidão dessa cor.

 - A-Asami... – esse foi o único som que eu a deixei pronunciar a me ver, pois no segundo seguinte estava agarrada com ela.

 Sinceramente naquele momento eu não pensava em mais nada a não ser em beija-la e foi o que eu fiz não me importava se aquela festa estava cheia de executivos da minha empresa, se amanhã nosso beijo saísse nos tabloides ou se ela me rejeitasse o que não fez ao contrário até aprofundou o beijo e o abraço acalorado, tudo o que realmente me importava é estar com ela naquele momento.

 Eu a queria, eu queria agora.

 Quando o beijo se fez eu sem pensar duas vezes comecei a puxa-la em direção ao meu quarto, ela tentou falar, mas simplesmente a calei novamente colocando o meu dedo em sua boca e apontando com os olhos em direção ao topo da escada, ela entendeu o que eu desejava e não tentou mais fazer nada com a boca naquele momento a não ser me beijar.

 Seguimos cambaleantes aos amasso até o meu quarto, ela me abraçava por trás e distribuía chupões em meu pescoço me fazendo quase querer desmaiar ali mesmo tamanha felicidade que eu sentia, mas eu tinha que me controlar, a minha cama estava a somente uma porta de distancia.

 Eu a abri e sem pensar duas vezes e nem consegui me virar para chama-la antes dela me agarrar e jogar na cama fechando a porta atrás dela com o pé. Queríamos aquilo muito por isso as roupas logo foram descartadas, acredito que rasgadas. Não pude nem contemplar a obra de arte que era o seu corpo antes dela pular sobre mim e começar a me beijar com volúpia.

 Meu corpo queimava, eu não sabia mais quem eu era, mas sabia que aquilo era muito certo e muito bom. Não consegui nem reagir e retribuir as suas caricias, ela controlou tudo, brusca e violenta como eu queria, era uma guerreira tribal afinal, uma lutadora e tinha de forte comigo. Meu corpo inteiro tremeu a cada chupão, a capa lambida a cada mordida, ela parecia realmente com pressa e não ficou muita em meus seios, sua boca nos bicos dos meus seios me fez gritar, nunca senti nada igual e queria que a carícia continuasse, gritei seu nome em êxtase o que a fez ficar parada por um momento, não compreendi o motivo e por isso coloquei a mão em seu rosto carinhosamente lhe dando permissão de continuar o que ela fez com agressividade.

 Ela percorreu dos meus seios até a minha barriga em beijos e mordidas que certamente deixariam marcas que demorariam dias para sumir, marcas do amor de Korra por mim.

 Finalmente ela chegou onde eu mais aguardava e ao mesmo tempo temia, em minha intimidade. Eu havia recentemente aparado por isso poucos pelos tinham além do pequeno triangulo, eu admito que não saiba o que realmente ela iria fazer ali, conhecia como funcionava o sexo heterossexual pelos livros sobre educação sexual do colégio interno, mas nós éramos duas mulheres e não tínhamos um pênis, minhas dúvidas foram tiradas quando ela me lambeu. A surpresa foi tanto que eu quase gritei de susto, mas logo estava gemendo de prazer, não sabia que alguém poderia lamber lá embaixo, mas estava tão bom. O calor em meu corpo simplesmente triplicou me fazendo não conseguir mais ter pensamentos concretos tudo o que eu via era um grande clarão, estava realmente perdida e estava amando sentir ela me chupando. O contato acabou sendo mais rápido do que eu queria, ela subiu e voltou a me encarar, pensei em tentar força-la a voltar para baixo, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa eu senti dois de seus dedos me penetrando, não era tão bom quanto a sua boca, mas simplesmente eu não podia reclamar, seus dedos eram maravilhosos. Tentei a beijar, mas ela abocanhou o meu seio e me conformei a morder o seu pescoço, a sensação que eu sentia era maravilhosa, um terceiro dedo me adentrou e os movimentos ficaram mais fortes e mais bruscos, gritei seu nome e uma dor me fez morder com mais intensidade ainda o seu pescoço, não sei mais nada o que aconteceu naquela noite, tudo ficou preto.

* * *

 Acordei horas depois por culpa dos malditos raios solares entrando pela persiana, minha cabeça instantaneamente latejaram pela forte enxaqueca esperava. Eu me daria o dia de folga hoje.

 Havia um copo d’água em uma mesa ao lado da minha cama junto com dois compridos já conhecidos que eu sempre tomava toda vez que enchia a cara, algo que estava ficando bem recentes nesse último ano. Engolindo a mistura salvadora imagens daquela noite surgiram em minha e me fizeram abrir um grande sorriso, eu deveria agradecer esse meu hábito em beber demais quando estou em deprimida, eles me fizeram finalmente de certa me confessar a Korra e ela havia me aceitado, não trocamos palavras mais nós fizemos sexo. Quase dei um pulinho de alegria, jogando os lençóis para cima com os pés em um ato bobo de alegria ao pensar que a minha mulata estava de volta notei uma mancha de sangue no colchão.

 - É a prova de que você não é mais virgem. – explicou uma voz de mulher no banheiro.

 Aquela voz não era de Korra parecia de uma mulher mais velha, quem era aquela mulher e onde estava a minha Korra?

 Do banheiro saiu uma mulher com a pele e a cor do os olhos característicos da Tribo da Água do Sul, seu cabelo castanho escuro estava em um rabo de cavalo e ela vestia uma das minhas roupas sociais de trabalho compostas por, sobretudo e saia, mas nesse caso as cores eram azul escuro e preto destoando das minhas vermelhas e pretas normais, tal conjunto eu comprei pensando nela. A mulher realmente era bonita com cerca de vinte e cinco, vinte e seis anos.

 - Bonita a roupa. Você comprou pensando nela né? – sua pergunta e o fato de me encontrar nua na frente de outra mulher me fez me esconder atrás do recuperado lençol.

 - Não precisa se esconder gracinha, ontem à noite eu decorei cada parte da sua pele de porcelana. – disse ela manhosa lambendo os lábios.

 As palavras dela finalmente me fizeram perceber a verdade tão óbvia, Korra não havia voltado e ido à minha festa para me surpreender, Korra não me beijara, Korra não fizera amor comigo e me tirara à virgindade, essa mulher fez tudo isso, eu havia me entregado a uma completa estranha sem hesitar por simplesmente se parecer com ela.

 Eu sou tão idiota.

 - Não fique triste bonita, pelo menos eu não sou homem não é? – ela falou isso em tom cômico como uma piada, embora não amenizasse o fato de eu ter perdido a minha virgindade com uma completa estranha pelo menos ela estava certa em um ponto, eu havia perdido a minha virgindade com uma mulher e não com um homem, quantas lésbicas tem a primeira vez com outra mulher?

 - Admito que você realmente me surpreendeu, eu nunca havia pensado que a CEO das Indústrias Futuro Asami Sato seria lésbica e apaixonada pela Av-

 - Lave a sua boca ao falar dela! – gritei irritada.

 - Calma aí princesa eu não estou te julgando, a Avatar realmente é muito gostosa. – disso pelo menos eu não poderia discordar.

 - E antes que você possa imaginar qualquer coisa eu obviamente não vou sair gritando aos quatro cantos que eu dormir com Asami Sato, não por você mais por mim mesma. – a olhei sem entender, ela sorriu – Embora tenha bastante experiência com mulheres eu estou casada com homem e no armário, na verdade nós dois estamos.

 - Pera aí você está falando de mim e de você ou de você e dele? – perguntei confusa, na verdade havia ouvido perfeitamente, mas queria saber se tinha ouvido certo.

 - Eu estou casada com um homem que ama homens, bonita, nosso casamento foi de conveniência e nós basicamente vivemos na mesma casa e saímos a eventos sociais juntos inclusive este, mas transamos com quem quiser nessa noite eu peguei a dona da casa e não duvido que o meu maridinho esteja agarrado com um dos seus seguranças em um dos quartos. Hi, hi, hi.

 Sinceramente era realmente engraçada toda aquela situação, mas viver em um casamento forçado e ter de se esconder para ser feliz? Esse é o tipo de situação que nós homossexuais temos de ser obrigados a viver, casamentos de conveniência?

 - Não se preocupe comigo bonita. O acordo realmente é bons para nós dois enquanto o mundo não muda a sua politica. Pensando bem você e a Avatar poderiam ser as pioneiras, o que acha?

 - C-Como assim? – o que essa mulher estava dizendo, na noite anterior eu me embebedo, acabo dormindo com ela pensando que ela é outra pessoa e de manhã ela me faz uma oferta para mudar o mundo? Definitivamente superou o Iroh II não quesito encontros sérios.

 - Pensa bem, se duas mulheres poderosas se assumissem homossexuais mais pessoas saberiam da diversidade de orientação sexual e por vocês serem quem são de uma maneira ou de outra obrigariam o mundo a aceita-las e o faria ficar mais aberto para pessoas menos como eu saírem do armário sem medos.

 - É uma boa ideia, mas...

 - Mas o que?

 - Eu não sei se ela gosta de mim assim e além de tudo ela esta isolada em sua terra natal se recuperando do combate contra o Lótus Vermelho.

 A face da mulher ainda desconhecida ficou triste, ela realmente contava comigo, mas ela voltou a sorrir.

 - Quem sabe quando ela voltar você pudesse se confessar a ela e ela acabaria por retribuir o seus sentimentos.

 - É, quem sabe.

 - É só a cumprimentar da mesma forma que me cumprimentou e certamente você duas também acabariam na cam – antes que ela terminasse joguei um travesseiro que acertou em cheio o seu rosto.

 Ela tinha um sorriso em seu rosto que me fez sorrir também.

 - Obrigada. – eu disse.

 - Pelo que?

 - Por ter me feito confirmar de uma vez por todas quem eu sou.

 - As ordens senhorita Sato. – disse ela enquanto saia pela porta.

 - Qual é o seu nome? – perguntei antes dela sair.

 - Koki, Koki Maulin.

 - Obrigada de novo Koki.

 - Sem problemas. – me lançou um olhar malicioso – Se quiser repetir a dose é só me ligar senhorita Sato.

 - Farei, mas será para conversas.

 - Chato. – disse exagerada – Mas de qualquer forma será um prazer conversa com você.

 Enquanto Koki ia embora eu pensava em tudo o que aconteceu na minha vida até aquele momento, a morte de minha mãe, a minha ida ao colégio interno, a minha saída abrupta de lado deixando para trás alguém que eu queria reencontrar, eu indo trabalhar para as Indústrias Futuro pela primeira vez, meu primeiro “namorado”, o meu “namoro” com Mako, as aventuras que eu tive com o Time Avatar e principalmente cada momento que eu tive com ela.

 Naquele dia eu quase escrevia tudo o que sentia em uma das minhas cartas, mas novamente o medo de ela me rejeitar e nunca mais voltar por não retribuir os meus sentimentos e me odiar por eu tê-los me fez rasga-la.

 Eu iria conta-los pessoalmente na próxima vez que a visse.

* * *

Escritório de Asami Sato, atualmente.

 E foi assim que eu passei o próximo um ano e meio, remoendo os meus sentimentos esperando o dia que ela voltasse e finalmente ela voltou e eu consegui me confessar e agora os meus mais fantásticos sonhos se realizaram, ela sente o mesmo e hoje estamos namorando.

 Já chega de guardar sentimentos, eu finalmente sou livre e feliz.

 “Senhorita Asami, senhorita Asami”.

 Ouço meu nome sendo dito constantemente e não entendo por que, tudo está escuro, meus olhos se abrem, caramba eu dormir.

 A minha secretária Sakura estava na minha frente e chamava o meu nome, ela realmente nunca entrava em meu escritório se eu não a chamasse, nós conversávamos pelo telefone e constatar que ela esta ali me faz crer que eu não atendia os telefonemas e ela acabou por vir pessoalmente, que distraída que eu sou.

 - Sim Sakura, pode falar. – lhe dei permissão para continuar.

 - O senhor Pong já está aqui, quer que eu mande chama-lo?

 Sakura estava comigo há alguns meses, ela nasceu na Nação do Fogo, mas foi educada em Zaufou, pois sua família tinha contatos lá e ela queria estudar engenharia, acredito que o seu sonho é um dia ter uma empresa no mesmo porte que as Indústrias Futuro por isso se candidatou para o cargo de secretária mesmo outorgando um currículo respeitável, ela quer aprender comigo e isso me fez ganhar o seu respeito e admiração. Ela possui só um ano a mais do que eu, possui longos cabelos castanhos escuros e íris alaranjadas que deixa clara a sua origem, ela embora deixe os cabelos soltos reserva parte para um coque preso com uma faixa amarela trançada com uma fita vermelha que mantém uma flor de fogo em seu coque, sua testa exposta e as cascatas sobre as suas orelhas enceram o seu penteado tradicional. Sakura é realmente uma mulher muito doce e bonita sempre sorrindo embora o uniforme sem graça cinza com saia de secretária.

 Sinceramente eu não tinha menor vontade de me encontrar com senhor Pong, um dos velhos que ficou claramente contra o fato de eu ser homossexual, mas segurava a repulsa pelo amor ao dinheiro, mas ao mesmo tempo não hesitava em dar comentários ácidos. Pensando nesse palerma por alguma razão me fez pensar no sonho que eu tive me lembrando de um ano e meio atrás o que fez me dar conta de uma coisa realmente ainda muito importante.

 Eu ainda não tinha feito amor com Korra!

 Perdi a minha virgindade com uma mulher que por eu estar bêbada a confundi com ela e a minha mulata deve ter a perdido com Mako, pois afinal ninguém namorada seis meses com alguém e nunca tenha feito nada, maldito Mako que teve a Korra antes de mim.

 Acalme-se Asami, você ainda tem de dar a resposta para Sakura. Realmente não queria dizer para ela deixa-lo entrar, mas ao olhar pela janela e ver a baia me fez ter uma ideia.

 - Sakura peça que o senhor Pong espere alguns minutos, pois eu irei fazer uma ligação pessoal.

 - Sim senhorita. – disse Sakura.

 Essa é uma das maiores qualidade que eu vejo em Sakura, ela não pergunta os meus motivos, simplesmente as aceita sem questionar e sem demonstrar que as reprova ou não, essa garota realmente é uma pessoa muito boa.

 Não tenho receios de pegar o telefone e começar a discar enquanto Sakura ainda não tenha saído do meu escritório, realmente eu confio 100% nessa garota.

 Ver a baia me fez lembrar-se do encontro que eu tinha marcado com Korra no restaurante que se seguiria para um passeio nos pedalinhos de pato-tartaruga, inicialmente o tinha pensado em uma forma de aliviar as tensões que estávamos sentindo naquele momento e nos aproximar mais já que quase não tínhamos tempo para ficarmos juntas desde que tínhamos saído do Mundo Espiritual, mas agora eu iria remarcar o encontro por um motivo totalmente diferente.

 Eu queria fazer sexo com Korra, sim S-E-X-O e não importa se ela tivesse atolada em mil deveres de Avatar o usei lá o que, amanhã ela será minha para eu usar e abusar.

 Avatar Korra amanhã você não vai escapar das garras da CEO Asami Sato.


Notas Finais


Os nomes dos personagens novos foram inventados na embromation, mas o da Sakura já estava pensado há um bom tempo tanto que ela já estava pensada a um bom tempo.
O visual da Sakura é inspirado da garota na garota que está com Mako nas arts do deviantart de Plastic Pips, esqueci o nome agora mais acho que é algo parecido com Aniversary KorrAsami, ou algo assim.
O próximo capítulo pode não sair essa semana já que após assistir ao filme Frozen (demorei mais assisti) as ideias sobre uma fanfic sobre uma continuação da história apresentando uma namorada a Elsa surgiram em minha cabeça e por isso posso ficar enrolado desenvolvendo essa que vai ser uma longa oneshot que não duvide que ultrapasse 20.000 palavras.


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