História Avatar - a Lenda de Mira - Capítulo 67


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Categorias Avatar: A Lenda de Aang, Avatar: A Lenda de Korra
Tags Aang, Avatar, Aventura, Fantasia, Korra, Mira
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Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 67 - Reféns


Haru

 Ainda acho engraçado quando as pessoas me subestimam. Principalmente esse garoto. Eu já o derrotei uma vez e ele ainda me olha como se eu fosse fraco. Um olhar de desprezo que me acompanha desde que eu me lembre.

Tzar ainda está se recompondo, pude perceber por um instante um olhar aflito, mas como um bom soldado ele se levanta e se restabelece.

— Meus soldados já estão atrás dela. Eu posso garantir.

— Garantias não me servem Tzar, eu preciso dela o quanto antes.

Ele faz uma pequena reverência e some da minha vista.

Olho novamente para aquela cela, todas aquelas pessoas angustiadas e aquele garoto prepotente.

Meu objetivo é trazê-las para o meu lado. Fazê-las enxergar a minha verdade e eu realmente torço para que isso aconteça. Por que pela paz e a igualdade que eu almejo, não poderei medir esforços, e mesmo que para isso eu tenha que ordenar algumas execuções. Começando pelo dobrador de fogo azul.

Ele ainda me encara. Seus olhos são flamejantes, tão azuis quanto o fogo que ele dobra. Ele poderia ser uma boa arma, mas com esse temperamento e essas convicções, a única coisa que poderei ganhar com ele, são sérios problemas.

— Está pensando em como vai me matar? – Ele me diz me pegando se surpresa.

— Não preciso pensar nisso, você não vale esse esforço.

Tento não falar nada que assuste ou prejudique meus planos de convencer os outros.

Ele ri.

—  Não fique muito feliz com isso. Você já sabe o que irá acontecer com você. – Falo o encarando

— Sei? Você é mais ingênuo do que eu imaginei. – Dessa vez ele diz um pouco mais sério, e isso me deixa um tanto quanto preocupado.  Não posso demorar.

— Por que vocês ainda não tentaram fugir? Você não disse que essa prisão é de papel?

Vejo que ele trava o maxilar.

— Ah, você não quer? Ou não consegue?

Eu não sou tão louco de colocar uma quantidade razoável de dobradores em um local que eles conseguiriam facilmente fugir.  As paredes são de um material plástico isolante e antitérmico que reflete qualquer ataque contra ele,  com algum tipo de tecnologia que impede até mesmo os dobradores de água de sentirem os canos acima dele. E o ar pressurizado impede qualquer dobra de ar dentro da cela.

Wren, um dos meus assistentes vem ao meu encontro.

— Senhor, o chefe Beifong está aqui para vê-lo.

Finalmente, ele já estava demorando.

— E você, garoto. Pense muito bem no que você vai fazer. Você não quer machucar ninguém, correto? 

Eu olho para o rosto dele e vejo aquele mesmo sorriso, aquele garoto faz jus a qualquer dobrador de fogo azul.

Chefe Beifong está na antiga sala presidencial, e agora meu escritório. Ele está sozinho. Percebo de longe o seu medo. Seus olhos estão vermelhos e o suor escorre da sua testa. Ele está sujo e há um ferimento mal enfaixado no seu ombro.

Faço o meu sorriso mais acolhedor.

— Chefe Beifong, que bom que aceitou o meu convite.

— Convite?? – Ele pergunta confuso.

— Bem, podemos dizer que sim. O senhor foi convidado a vir me ver, mas parece que o senhor recusou, não é?

Ele engoliu em seco.

— O que quer de mim? Eu não valho mais nada.

— Nada? como não? O senhor era chefe de policia até ontem! Além de ser um Beifong! Acho que o senhor não sabe ver o seu grande valor.

Ele se encolhe na cadeira.

— Você não quer ver o seu irmão? O Juiz Kato? Garanto que ele não teve o tratamento que o senhor está tendo.

Seus olhos me encararam e aquela chama que eu vi, quando ele tentou me prender surgiu.

— Onde está Kato?

Eu ri.

— Às vezes eu me pergunto como uma familia pode desmoronar tanto assim. Toph Beifong foi uma heroína, ajudou o Grande Avatar Aang a acabar com a Antiga Nação do fogo, inventou e aprimorou a dobra de metal, e suas filhas, Lin e Su fizeram coisas grandiosas, uma praticamente fundou a policia de Republic City e a outra e foi a grande matriarca do clã do metal, e agora temos isso, um Juiz almofadinha que não tem coragem nem de sujar os seus pés de terra e um chefe da policia que se esconde de medo.  Que decadência não é mesmo?

Ele está com raiva.

— Agora vamos as questões. Você sabe que o clã do metal já está ao meu lado não é? Seus primos e primas já estão aqui para me ajudar a colocar ordem nessa cidade, porém eles não conhecem muito bem a cidade e eu precisarei do seu apoio, da sua influência e do seu conhecimento.  Um dia alguém me disse  que em Republic City o chefe da policia sabe mais que o presidente !

Ele parece pouco a pouco entender o seu papel.

— E se eu não quiser dar isso que você pede. – Ele me diz sem medo algum na sua voz.

— Fora o seu irmão, você tem familia, não é? A joia da familia Beifong, você o manteve escondido de todo mundo a todo esse tempo. Seu filho, Kiten Beifong.

— Como você sabe dele?  -- Ele me pergunta aflito

— Ah, achei que ele era apenas um bastardo  sem importância, pelo menos foi isso que seu irmão me disse, mas, vejo que ele me enganou.  Você não quer que o clã do metal o encontre não é? Creio que mais um Beifong no clã do metal seria  uma conquista e tanto.  

Ele parece finalmente ter desistido.

— O que você quer que eu faça?

— Começe me tratando por senhor, ou pelo menor por Avatar.

— O que o senhor quer de mim, Grande Avatar Haru?

— Comece me passando a lista, eu sei que vocês tem uma lista de todos os dobradores não resgistrados. E eu preciso dela agora.

Deixo o chefe beifong sob escolta, e vou até um dos antigos aposentos do presidente. Me senti tonto por um minuto, uma leve ânsia de vômito. Achei que não teria coragem de fazer tudo isso. Me sinto estranho, meu corpo responde mal, mas minha mente está leve. Eu sei que estou fazendo a coisa certa, tudo isso, toda essa violência é necessária.

Ouço batidas apressadas na porta. Abro com certo temor. Alguma coisa aconteceu.

— Wren? O que foi agora?

— Só para comunicá-lo. O general Tzar conseguiu, ele trouxe a garota.



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