História Avatar - Capítulo 3


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Categorias Avatar (2009), Bangtan Boys (BTS), Girl's Day, Monsta X, SHINee
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin), Taemin Lee, Won Ho, Yura
Tags Au!avatar, Debut, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!na'vi, Jungkook!paralítico, Jungkook!top, Kookmin, Namjin, Short Fic
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Palavras 3.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - As Conexões


— A ultima coisa que a gente viu foi um milico desesperado correndo na floresta, com um thanator furiosos correndo atrás dele — Suran contava para todos os que estavam na mesa, fazendo eles rirem.

— Isso só se aprende na pratica — entrei na brincadeira.

— Por alguma razão que eu ainda não sei, os Omaticaya acolheram você... Que Deus nos ajude — Hoseok parecia incomodado, mas eu não liguei muito e continuei a comer.

Novamente haviam me chamado e eu não sabia o porquê, simplesmente me levaram até a Centro de Operações, sem me dizerem o porquê. Quando cheguei lá pude ver de longo o Comandante Wonho com alguns soldados, envolta de umas grandes tabelas de projeção holográfica, que continha a imagem de Pandora.

Começamos a conversar sobre a minha experiência com os nativos, e eu contei sobre a minha “pequena” mentirinha.

— Clã dos Cabeça de prego? — Wonho me questionava e eu assentia — E acreditaram?

— Eu sou praticamente da família... Eles vão me estudar, preciso aprender a ser um deles — falei convencido.

— Isso que eu chamo de iniciativa, queria uns dez como você.

— Jeongguk, apenas descubra o que os macacos azuis querem ta bom? — Taehyung ordenou meio irritado.

— A gente já tentou tudo, já demos remédio, educação... Sei lá, estradas, mas não adianta, eles gostam de lama... E nada contra, só que... Dá pra me ajudar aqui, no setor 12 — um soldado ao seu lado ajudou ele a mover a projeção holográfica, até a grande arvore que os Na’vi moravam.

— A porcaria da aldeia, ta encima do maior deposito de Unobtanium, com um raio de mais de 200 quilômetros, em qualquer direção... Então, já calcularam a fortuna? — ele e as pessoas em volta pareciam interessadas.

— Quem vai falar pra eles? — perguntei incomodado.

— Adivinha? — Wonho falou, e eu sabia que teria de ser eu.

— E se não quiserem sair?

— Ah, aposta que eles vão querer — Wonho deixou um tom de ameaça sair.

— Pera ai, calma... — Taehyung veio calmamente até mim, apoiando as mãos na minha cadeira e me virando pra ele — Matar os indígenas pega mal, mas tem uma coisa que os acionistas odeiam mais que a mídia caindo encima, é um balanço bimestral muito fraco, eu não fiz as regras... Só me arranja alguma coisa, que faça eles se mudarem, se não a coisa vai ficar muito feia pra eles — Taehyung me soltou e se apoiou na mesa.

— Você tem três meses até as maquinas de terraplanagem chegarem — Wonho informou.

— A gente ta perdendo tempo — falei para Taehyung, que sorriu e deu um tapinha nas minhas costas.

— Gostei desse cara.

[...]

Suran estava me ajudando a memorizar todas as coisas sobre os Na’vi, inclusive os nomes dos que eu já tinha conhecido. Ela me mostrava à foto e eu falava quem eram, simples e rápido. Fizemos isso o caminho inteiro até o laboratório de conexão.

— Ta vamos repassar — Suran me mostrou a foto.

— Seok’jin, o homem dragão — continuamos a andar e ela me mostrou outra foto.

— Nam’joonie.

— Nam’joon — me corrigiu — ele é o líder do clã e Seok’jin o líder espiritual, como um xamã.

Chegamos do lado da capsula que eu usava para me conectar, e Hoseok me ajudou a sentar nela, enquanto Suran me mostrava mais uma foto.

— Tae’mi.

— Tae’min — me corrigiu novamente.

— Tae’min...

— Ele será o novo líder do grupo — me mostrou mais uma foto.

— Ji’min — Suran assentiu, enquanto eu pegava a foto e observava.

— Ele será o novo Tsahìk, Tae’min e ele formaram um casal — admito que fique meio desconcertado com a informação, mas não deixei transparecer.

— Quem é Eywa? — perguntei.

— Quem é Eywa? Apenas sua divindade! Sua deusa, composta de todas as coisas vivas. Tudo o que eles sabem! Você saberia disso se tivesse algum treinamento — Hoseok me explicou.

— Afinal, a filha do chefe gosta de quem? — perguntei para Hoseok.

— Ah nem vem, isso não é coisa...

— Ta, já deu... Vocês parecem duas crianças — Suran tirou o tablete com a imagem de Ji’min da minha mão e ficou observando.

— Ji’min foi meu melhor aluno... Ele e o irmão Ji’Hyun, eram garotos incríveis — Suran lamentava, enquanto arrumava as coisa, e eu me deitava.

— Talvez eu tenha um encontro com Ji’Hyun.

— Ele ta morto... Vamo bora, a vida lá começa cedo — informou, me abaixando de vez — promete que não vai fazer nenhuma besteira?

Ignorei-a e fechei a tampa da capsula. Fechando os meus olhos e sentindo-me voltar, voltar para o avatar.

[...]

Depois de Ji’min tecnicamente brigar comigo, ele conseguiu me arrastar para uma parte da floresta. Onde me ensinaria a montar em um pa'li, que era o cavalo que eu tinha visto os Na’vi montando.

Eu era horrível em montaria.

O cavalo estava tranquilo, colocando a grande língua dele para fora, e se alimentando do conteúdo dentro das flores.

— Calmo garoto.

— pa'li é fêmea — ele falou quando o animal bateu suas antenas na minha cabeça.

Ji’min parecia manter calma, enquanto segurava pa’li com facilidade. Tentei me aproximar do cavalo, colocando as mãos em suas costas e tentando subir.

Ele também tinha me explicado sobre uma espécie de conexão, em que interligávamos os “cílios” que tínhamos no final da trança, com os “cílios” que os animais tinham nas antenas.

Então eu peguei uma de suas antenas, e coloquei os “cílios” perto um do outro, e ele se conectou. O cavalo ficou afobado e começou a ir para traz, Ji’min o segurou, antes que o animal fosse mais.

— Isso é Tsaheylu, a ligação... Sinta.

Eu fechei os meus olhos e respirei, comecei a sentir o coração do pa’li batendo, a respiração, as pernas fortes.

— Deve dizer a ela o que fazer, mentalmente... Por agora, diga aonde ir — Ji’min se afastou e deixou comigo.

— Pra frente — quando eu falei isso, pa’li saiu correndo em alta velocidade, o que fez eu cair na lama.

Ji’min veio até mim rindo, e em vez de me ajudar, passou reto indo até a pa’li. De longe eu consegui ver Tae’min e outros Na’vi vindo até nós. Ele não perdeu a oportunidade de rir de mim, enquanto Ji’min me ajudava a levantar da lama.

— Você devia ir embora! — gritou.

— Você ia sentir a minha falta... Eu sabia que falava a minha língua.

Ele começou a se queixar em Na’vi para Ji’min, vendo o meu estado deplorável, e pedindo para ele desistir de me ajudar. Ji’min apenas riu e mandou o pa’li que ele montava correr, e assim o cavalo fez, levanto com ele Tae’min.

— De novo — ele me puxou para o cavalo novamente.

[...]

— Vai ser complicado atingir essa coisa — estávamos na sala de controle, revendo novamente os planos, enquanto eu dizia mais informações.

— Vocês não escanearam toda a estrutura, tem outra fileira externa de colunas, feito de um material muito pesado... E tem um anel secundário aqui, um anel interno, e uma estrutura espiral, é como eles sobem e descem — eu apontava os lugares no holograma da arvore.

— Vamos precisar de exames mais apurados de cada coluna.

— Pode deixar.

— O que mais pode falar sobre a estrutura? — Wonho perguntou.

— Eu acredito que o anel secundário seja muito resistente.

[...]

Novamente eu voltei para o laboratório, vendo a doutora Suran e os outros arrumando varias coisa. O doutor parecia estar me evitando, já que quando eu cheguei, ele se distanciou, e eu não sabia o motivo.

Suran percebeu tudo, ela sabia que eu estava falando com o coronel. Mas eu tinha oque ela precisava, um jeito de voltar a falar com o clã, então ela fazia vista grossa.

— Aonde a gente vai? — falei tirando a mochila das minhas costas.

— A gente ta de saída não vai deixar o Wonho nem o Taehyung ficarem controlando — falou chegando perto de mim, e pegando a sua garrafa para colocar na bolsa — Tem um modulo de conexão remota no posto 26, que serva pra gente usar, acima das montanhas.

— As montanhas Aleluia? — Hoseok pareceu se animar.

— É isso ai.

— Ta falando serio?

— Tô — Suran respondeu simplista, enquanto Hope fazia uma “dancinha da vitória”.

Eu como não sabia o que eram essas montanhas, encarei ele estranhamente, esperando que ele me desce uma explicação breve sobre o que eram essas montanhas.

— As lendárias montanhas flutuantes de Pandora, não conhece não é? — disse meio ignorante e saiu saltitando.

Todos nos arrumamos e fomos para a base de decolagem, onde entramos na aeronave de Yura, que nos levou até essas tais montanhas. Os avatares de Hoseok e Suran foram colocados na parte de trás da aeronave.

Quando começamos a nos aproximar os instrumentos de Yura começaram a se mexer aleatoriamente, dando um claro sinal de problema.

— Estamos sem MV daqui pra frente — fomos informados.

— O que é MV? — Hope perguntou.

— Modo visual, é pra ver aonde vai.

— Mas não da pra ver nada.

— É isso, não é um saco?

Não demorou muito para começarmos a ver as montanhas, e eram realmente surpreendentes. São ilhas flutuantes.

— Meu Deus do céu — Hoseok deixou escapar

Eles estão cobertos de folhagem no topo e barbas desgrenhadas pendem das montanhas como as raízes das samambaias. Seus lados são escarpados. Cachoeiras, originadas nos topos de planalto, escorrem pelos lados e se dispersam em forma de spray no fundo, como gêiseres de cabeça para baixo. A névoa então se condensa em outras montanhas flutuantes e flui para o lado e se dispersa, renovando o processo.

Yura pousou encima de uma delas, que tinha uma mini base de metal.

— Valeu por voarem pela Er-Pandora — ela falava enquanto desligava as hélices e abria as portas.

Com a ajuda do pessoal, eu consegui descer e sentar na cadeira de rodas. Era impressionante.

E o que segura às montanhas no ar? A Suran explicou pra mim. É um tipo de efeito magnético, porque o Unobtanium é um supercondutor, ou um negocio desses. Pelo menos alguém entende disso né, porque eu...

Todos entramos na base de metal, tirando as mascaras de ar e deixando ela em qualquer lugar, Suran ligou toda a luz da base, enquanto fumava mais um maço de cigarro, o que eu achava prejudicial para sua saúde, mas ninguém me ouve mesmo.

— Bem vindos ao acampamento — Yura e Hoseok deixaram suas mochilas perto das camas.

— Olha só, esse beliche aqui é meu em — a mais velha que estava com o cigarro, colocou a mochila no beliche, deixando claro que era dela.

Se Suran falou, ta falado. Eu percebi que na pequena geladeira, havia varias fotos de Na’vi na escola, incluindo Ji’min e Tae’min.

— Jeongguk, vai pra esquerda — ela ordenava, enquanto entravamos na sala onde tinha o modulo de conexão remota.

— Você fica no conector do fundo... Unidade 1, essa aqui é a que da menos defeito — Suran me levava até o modulo, enquanto me ajudava a sentar nele.

— Não vou dar nenhum conselho dessa vez, eu tô de olha em você Jeongguk — falava enquanto fechava o modulo.

E era o mesmo processo. Adeus Jeongguk, olá avatar.

[...]

Ji’min estava me levando até um lugar que eu não sabia exatamente aonde era, só sabia que a subia era extremamente alta, e cansava ficar pulando nos galhos. Ele queria me mostrar algo novo, algo que segundo ele, eu nunca tinha visto.

— Aqui é bem alto, não acha? — fui ignorado por ele, que procurava alguma coisa entre as arvores.

Ji’min começou a fazer um barulho com a boca, semelhante a um barulho de pássaro, eu comecei a ouvir o barulho de algo rugindo e quebrando galhos. Até eu olhar para cima, e algo descer das arvores, sendo mais exato, um ikran.

São grandes predadores aéreos que são nativos de Pandora. As entradas de ar, ou espiráculos, estão voltadas para frente na frente da cavidade torácica, como as entradas de um caça a jato.

Ele tem dois olhos primários que veem em cores em aproximadamente o mesmo espectro que a visão humana. A ré dos olhos primários são olhos secundários menores, que podem se mover independentemente ou junto com as primárias, e como todos os outros animais que eu já vi, ele também tem um par de antenas.

Até que sentar e ouvir Ji’min falar sobre os animais, não é tão chato quanto eu pensava. Ajudou-me bastante a identificar os animais.

— Minha nossa — falei impressionado, chegando mais perto do animal.

— Não olhe nos olhos dela — abaixei o olhar.

— Ikran não é cavalo, quando o Tsaheylu é feito — falou se conectando pela sua trança com o animal, e indo para trás dele — Ikran voara com um caçador por toda vida — com essa ultima frase, ele montou do grande animal.

— Para se tornar caçador, deve escolher seu Ikran, e ele escolher você.

— Quando?

— Quando estiver pronto — dito isso, pulou com o seu ikran verde, e começou a cavalgar no céu, desviando das arvores e fazendo manobras, enquanto eu o observava de cima.

[...]

Gravando •

Vídeo Diário    ̶ Jeon Jeongguk.

— Legal... Esse é o vídeo diário 12, são 21:32min... Eu tenho fazer isso agora mesmo? Na boa, eu tô morrendo de sono — perguntei para Suran, que observava alguma coisa no seu binoculo.

— Agora — ordenou.

— Eu tô no acampamento da Suran, e os dias estão passando muito rápido...

 [...]

Nunca vi língua mais chata, acho que deve ser como desmontar uma arma. Repetição, repetição, Ji’min estava realmente pegando pesado comigo. Ele me chama de skxawng, que significa idiota.

Finalmente eu tinha conseguido montar no pa’li, estava tudo bem.. Até ele me derrubar na lama, Ji’min começou a rir insanamente, enquanto me ajudava a levantar.

— Merda! — acabei puxando ele para o chão junto comigo, o fazendo cair sobre o meu peito, mesmo que eu estivesse muito envergonhado pela proximidade, ele pareceu tão tranquilo que continuou a rir.

Hoseok começou a me ajudar, Legal o que ele ta fazendo, mas eu sei que ele também acha que eu sou um skxawng. Eu estou melhorando, a cada dia eu vou mais longe, eu preciso confiar no meu corpo para saber o que fazer.

Eu e Ji’min estávamos no meio da floresta, e começou a chover muito, desesperados começamos a correr para debaixo de um arvore. Ele me puxou para perto, fazendo nossos corpos ficarem colados. Ele riu, pois percebeu o quão vermelho eu havia ficado.

A chuva foi sessando, e logo estava fraca novamente. Era estranha a mudança de clima, segundo Ji’min tudo isso era normal.

— Venha — me puxou até uma arvore, onde as folhas pareciam copos, e estavam cheios de agua.

— Faça assim — me mostrou, derramando a agua dentro da sua boca, e eu tentei imitar, só que ela caiu no meu rosto inteiro, e Ji’min riu novamente de mim.

O sorriso dele era tão fofo.

Todo dia eu tenho que ler os rastros, as trilhas nas arvores, até os menores cheiros e sons. Ele fica o tempo todo falando do fluxo e da energia dos espíritos dos animais, tomara que esse papo não caia na prova final.

[...]

Gravando •

Vídeo Diário    ̶ Jeon Jeongguk.

— Não é só uma questão de coordenação visual e motora — Suran continuou — Você tem que ouvir o que ele ta dizendo, tenta enxergar a floresta pelos olhos dele.

— Filhinha, esse vídeo diário é meu.

[...]

Com o Ji’min se você não aprende rápido, você morre.

— Esse homem é maluco — falei depois de ver Ji’min pulando e descendo deslizando sobre as folhas grandes, querendo que eu fizesse o mesmo.

Afastei-me um pouco e me posicionei, corri o mais rápido que pude e pulei. Batendo em todas as folhas e caindo sobre o chão duro, olhei para o lado e vi Ji’min, que morria de rir com o meu desastre.

— Engraçadinho você

Eu convencia Seok’jin a deixar o avatar de Suran entrar na vila, é a primeira vez desde que sua escola foi fechada. Ji’min me levou para conhecer novos lugares também, visitamos montanhas e fomos a vários lagos, felizmente ele me deixou nadar junto com ele, acho que eu não sou mais um bebê chorão.

Eu estou tentando entender essa forte conexão que o povo tem com a floresta.

Ele fala de uma rede de energia que flui através de todas as coisas vivas. Ele diz que toda a energia só é emprestada, e que um dia, tem que ser devolvida.

[...]

Lá estava eu, saindo de mais uma conexão e um dia extremamente cansativo.

— Você esteve lá por dezesseis horas hoje — me ajudou a sair do modulo, e eu me sentei na cadeira de rodas, saindo e indo até a cozinha.

— Você continua perdendo peso — Suran falava, enquanto tirava a comida do micro-ondas e colocava outro maço de cigarro na boca.

Peguei um pouco de refrigerando e sai, voltando para o quarto. Suran não me deixou, puxando a minha cadeira de volta para a mesa, falando para eu alimentar o meu corpo, porque o outro já estava muito bem.

— Se ta um lixo, ta forçando muito a barra em — me dava mais um sermão, enquanto tirava a comia enlatada e colocava no meu prato.

— Ta com cigarro na boca e dando sermão — tirei o cigarro na sua boca e joguei pra longe, quando voltei o meu olhar pra ela, parecia que queria me esganar.

— Eu tô falando isso como sua chefe, e alguém que um dia... Pode até ser sua amiga.

— Pega um pouco mais leve ta? Come isso ai vai — bagunçou o meu cabelo e se sentou ao meu lado — Pode crer, aprendi da pior forma.

Em cima da mesa havia algumas fotos dos Na’vi, fotos que dias atrás, estavam na geladeira. Eu ainda não sabia o que eram aquelas fotos, ou aonde foram tiradas, e estava curioso de mais para saber.

— O que aconteceu na escola Suran? — me virei para ela.

— O irmão de Ji’min, Ji’hyun... Parou de ir à escola, ele estava zangado com o desmatamento, e um dia ele e outros jovens caçadores chegaram correndo, todos pintados, eles atiraram fogo em uma escavadeira... Acho que pensaram que eu podia protegê-los, as tropas perseguiram eles até a escola, mataram Ji’hyun na entrada bem na frente do Ji’min, e ai atiraram nos outros, eu tirei a maioria das crianças, mas elas nunca mais voltaram... — eu sentia a sua angustia em cada palavra, ela não queria que tudo aquilo tivesse acontecido, eu sabia disso, eu sentia isso.

— Sinto muito... — entreguei a foto para ela, que encarou por alguns segundos e a colocou na janela.

— Um cientista, permanece objetivo... Não dá pra ser guiado por emoções, mas eu passei 10 anos da minha vida naquela escola, elas me chamavam de sa’nok.

— Mãe...

— Esse tipo de sofrimento chega até você, pela conexão.


Notas Finais


Me desculpa pela pequena demora. Eu pensei em atualizar antes, mas me bateu uma preguiça (sendo sincera). E hoje eu decidi que deveria postar, então ta ai kkkk.

Comentem se gostaram por favor, comentários ajudam muito no incentivo

Site avatar: http://james-camerons-avatar.wikia.com/wiki/Avatar_Wiki (o site está em inglês, mas é possível traduzir no computador)


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