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História Avengers Academy - Capítulo 1


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Notas do Autor


Embarquem comigo nessa nova história! Podem esperar grandes emoções!
Apesar de ser mais leve que as outras, ainda teremos uma ameaça global por perto!

Capítulo 1 - Na véspera


Peter

 

Que heróis superpoderosos existem, eu sempre soube.

Só que eu nunca pensei que seria um deles. E ainda mais que isso aconteceria por causa de um acidente em uma excursão da minha escola.

É claro que isso me deixou super feliz, já que meus pais — Steve Rogers e Tony Stark — são dois dos maiores heróis do planeta. Eles são membros dos vingadores e também trabalham na Academia de vez em quando, mas nunca ao mesmo tempo.

O motivo disso? Bom, eles se divorciaram a quase cinco anos. Nenhum dos dois me explica direito o motivo — embora eu ache que envolva o meu padrasto, Bucky —, só sei que de uma hora pra outra nossa casa tinha virado um inferno.

Enquanto meu pai Steve vivia com cara de culpado e pisando em ovos, meu pai Tony ficava o tempo zangado e bebendo demais — ele ainda faz isso, na maior parte do tempo que não está na oficina —, fora as discussões intermináveis por motivos ridículos e, muitas vezes eu ficava no meio.

Então, apesar de ter ficado triste no início, fico feliz de eles terem se separado. Isso fez muito bem ao meu pai Steve, ele está muito mais feliz e Bucky me trata muito bem aqui — onde eu fico durante a semana. Só queria dizer o mesmo do meu pai Tony, ele... não superou ainda a coisa toda.

Mas não quero pensar nisso.

O motivo de eu estar acordado é porque amanhã começo na Academia! E esse é o primeiro passo para me tornar um grande herói.

Todo ano vinte jovens são aceitos para o treinamento. Alguns deles acabam se juntando a grupos menores ou apenas voltando a vida de civil — sabendo controlar os poderes bem o bastante para não causar acidentes —, mas, os melhores, se tornam vingadores.

E é isso que eu quero. Seguir os passos dos meus pais e deixá-los orgulhosos de mim!

Não que eu já não estivesse agindo como herói antes, tive algumas aventuras — de salvamentos simples a enfrentar meus próprios supervilões — por uns meses. E estava relutante em contar pra eles.

Não por que eles iriam me repreender, mas sim porque a partir do momento que eles soubessem tudo que eu fizesse teria mais peso.

Tipo... pensa em como seria se você fosse cirurgião com dos pais que trabalham na mesma área, mas cada um com uma visão diferente, julgando cada uma das suas ações.

É, é assim que me sinto!

Tudo bem que contar a eles foi escolha minha, mas eu esperei até a metade do verão para contar. E na mesma hora falei da academia, pra não os deixar pirar com a ideia de eu lutar contra o crime sem treinamento.

É claro que deixei de fora a parte em que eu já fasso isso a meses. Mas, sei que foi melhor eu contar pra eles, do que ser pego algum dia em uma câmera ou cruzar com os dois em patrulha.

Então é isso, eles mexeram uns pauzinhos e cá estou eu pronto para começar meu futuro como vingador.

Isto é, quando esse maldito relógio colaborar! Ainda faltam mais de seis horas até sairmos de casa e eu sei que não vou conseguir dormir!

O que fazer... Já sei! Vou trabalhar no eu traje! Tenho certeza de que vou ser o único lá a ter meu informe de super-herói e isso com certeza vai me destacar!

 

 

 

Billy

 

Você pode fazer algo que te assusta?

Eu posso.

E, ao contrario do meu irmão, não estou muito empolgado para entrar na Academia dos Vingadores. Porque eu sei que, mesmo com meus pais — Wanda Maximoff, uma das mutantes e feiticeiras mais poderosa do planeta, e Visão, um sintozóide criado pelos planos de uma inteligência artificial maligna — dizendo que isso vai me fazer bem, tenho medo de acabar perdendo o controle.

Meus poderes na pratica são bem parecidos com os da minha mãe. Só que eu tenho a péssima mania de perder o controle quando estou sentindo fortes emoções ou estresse. E o que eu digo nesses momentos acontece.

É por isso que eu preciso tomar muito cuidado com o que falo e, passo a maior parte do tempo meditando. Isso, quando o meu irmão deixa.

Nas vezes lamento muito ter de dividir o quarto com ele, espero que na academia isso mude. Duvido que eu vá ter u quarto só pra mim, mas pelo menos torço para ter um companheiro mais calmo.

— Parado! — eu digo, ainda de olhos fechados, cansado de ouvir ele zanzando de um lado para o outro com sua supervelocidade.

— Billy! — ele protesta, sei que meus poderes se ativaram e ele deve estar envolvido pela magia nesse momento. — Estou só arrumando minhas coisas.

— Você teve o verão todo para se preparar — eu abro os olhos, vejo que ele está com várias cuecas em uma mão e uma mochila na outra. — Por que você sempre deixa as coisas para a última hora?

— Hmm... — ele fingi pensar, já sei qual vai ser a resposta. — Por que eu sou rápido?

— Só quando quer — aponto para ele e desfaço o feitiço. — Consegue fazer isso sem usar os poderes?

— Mas isso seria tão chato!

— É, só que aí você não me atrapalharia a meditar.

— E que graça isso tem? Você deveria se soltar mais! — ele volta a correr pelo quarto com os poderes e só para quando fala. — Precisa aprender a se divertir, irmãozinho. Nós vamos para um lugar cheio de outros esquisitos. Quem sabe você não arranja um namorado.

— Não preciso de um namorado — reviro os olhos, ele acha que isso é tudo que importa na vida.

— Ah, vá por mim, precisa — ele faz alguns movimentos pélvicos e sinto meu rosto esquentar.

— Cale a boca! — lanço uma esfera de energia contra ele, mas ele desvia facilmente.

— Sabe que precisa de mais do que isso pra me acertar, não sabe?

— Meninos! Já são duas da madrugada! — antes que eu possa responder minha mãe grita. — Não me façam ir aí ou criar uma realidade onde vocês não existam!

Uma mãe normal só ameaçaria com um castigo. Mas é, essa é minha disfuncional e amada família.

— Está bem, mamãe! — dizemos ao mesmo tempo.

Eu paro de flutuar e vou para minha cama.

— Vou tentar dormir, você pode ficar quieto? — pergunto.

— Tá — ele resmunga. — Não vejo a hora de não ter que dividir o quarto com você;

Tá aí algo no que concordamos, Tommy.

É a última coisa que penso antes de deixar o sono me levar.

 

 

 

Johnny

 

Encrenqueiro, é assim que me chamam.

Tudo porque não gosto de seguir as regras — não todas, mas as que eu não concordo — e arranjo algumas brigas.

Mas ei, eu sou a porra de um super-herói! Sou famoso no mundo todo! Homens e mulheres de todas as idades matariam para tirar uma casquinha de mim.

E, só porque destruí alguns prédios por conta de um errinho bobo — como eu ia saber que era um depósito de gás — eles decidiram me enfiar em uma escola para super nerds!

Fala sério!

O pior nisso tudo, é que Reed conseguiu criar um bracelete que tira os meus poderes. E, até segunda ordem sou obrigado a usa-lo o tempo todo. Então, a menos que eu me forme nessa merda, não vou ter minha liberdade de volta.

Acho isso uma tremenda babaquice, eles poderiam ter só tirado o meu carro, mas não, tinham de querer me dar uma lição a longo prazo!

Eu só sei que, vou colar no maior nerd que eu encontrar e garantir que ele faça todas as minha tar3erfas. Ainda não sei que abordagem vou usar — posso ameaça-lo, posso seduzi-lo, posso até mesmo pagar —, mas sei que eu não pretendo escrever uma única linha durante os próximos trezentos e sessenta e cinco dias.

Eles querem que eu aprenda, vou mostrar o quanto eu sei. É muito mais fácil burlar as regras do que as seguir. E, na parte física não estou nem um pouco preocupado. Eu sou demais! Não importa o desafio, vou me dar bem.

Só preciso aguentar um ano!

Vai ser um saco, mas a perda é deles! Como é que vão se chamar até lá? O trio não tão fantástico? Soa ridículo!

E quero só ver o que eles vão dizer para a mídia quando as pessoas notarem o meu sumiço! Espero mesmo que mintam, só para eu ter o prazer de esclarecer tudo assim que recuperar o acesso as minhas redes sociais — pois é, até isso eles tiraram de mim — e poder voltar a entreter meus milhões e milhões de seguidores.

Fala sério! O que será da vida deles sem mim?

Tenho certeza de que na minha primeira aparição publica depois disso tudo eles vão pirar! Já posso até imaginar eles me implorando para dizer o meu bordão! E quando eu gritar “em chamas” eles vão pirar tanto que vai ter gente literalmente desmaiando de emoção,

Porque é esse o poder de um ídolo. E pe isso o que eu sou.

Essa história de lutar pelo que é certo, besteira! Eu luto pela fama! Para ser amado, glorificado e aplaudido! Tenho tantos patrocinadores que só de aparecer com um dos meus pares de tênis que ganho de presente me faz receber milhões!

Nunca vou ter que me preocupar com trabalho ou essas besteiras de gente comum,

Um ano, é tudo que me separa do meu futuro brilhante!

Além di ficar livre da coleira, terei dezoito, então nada de ter que obedecer a Sue. Nada de obedecer a mais ninguém! Esse cachorrão vai poder correr solto e, o céu é o limite.

 

 

 

Kyle

 

Esse não é o meu lugar.

Não sei até quando terei de ficar nesse mundo, mas sei qual é a minha verdadeira missão: me tornar forte.

Quer dizer, não foi exatamente isso que o meu pai disse quando me deixou aqui. Em teoria, ele quer que eu aprenda a controlar meus poderes.

Só que eu sei a verdade.

Ele é um herói — o maior de todos — que protege não só um mundo, mas todo o multiverso. E eu sei que ele não pode me levar nas suas missões, não sendo um peso.

E, apesar de eu ter poderes, que herdei dele e do meu outro pai, ainda não sei exatamente quais são. Quer dizer, eu ainda não consegui usar nenhum. Mas é justamente para isso que estou aqui, aprender.

E, que lugar melhor do que a Academia dos Vingadores?

Entrar lá não foi fácil, eu tive de usar ao máximo meus conhecimentos cibernéticos para conseguir passar pelas defesas de lá e, na verdade, acho que foi por isso que eu consegui ser aceito.

Na manhã seguinte, após eu me inscrever como aluno, um tal de Reed Richards bateu na minha porta e me fez várias perguntas. A principal era sobre o motivo de eu querer me tornar um aluno.

É claro que eu não pude contar tudo a ele, afinal meu pai me fez prometer guardar segredo — as pessoas iriam pirar se soubessem que existe um multiverso e que suas definições de grandeza não chegam nem perto da verdade —, então contei apenas a parte sobre os meus poderes latentes que precisam ser despertados.

  Ele pareceu bastante impressionado com o que eu fiz e decidiu me aceitar. Sábia decisão, porque eu iria de qualquer jeito. Não por causa dessa história besta de ser um vingador — esses caras mal protegem o próprio planeta —, mas sim porque quero superar a competição.

Serão vinte dos jovens mais poderosos da Terra e, eu quero estar no topo deles. Inda não sei como vou fazer isso, mas tenho certeza de que vou conseguir. Afinal, eu sou um Anderson! E nós nunca desistimos!

— O senhor deveria dormir, mestre Kyle — diz Ryoki, meu guardião. Um homem de cerca de quarenta anos, cabelos azuis parecidos com os do meu pai, e olhos completamente negros que me fazem lembrar de um animal feroz.

— Já vou, quer só chegar a milésima flexão antes — eu respondo, enquanto continuo os exercícios.

— E quantas o senhor já fez?

— Duzentas e cinquenta e oito — eu respondo, sorrindo, mas ele apenas balança a cabeça negativamente.

— Acho melhor garantir o que café de hoje seja forte, o senhor vai precisar para se manter de pé amanhã — ele diz, num tom reprovador.

— Deixa disso, Ryoki — eu paro, me alongo um pouco. — Não importa quem apreça, vou deixar todos no chinelo!


Notas Finais


E aí? O que acharam da escolha dos protagonistas? Quem vocês esperam que sejam os outros alunos?
E o que acham do jovem Kyle?


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