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História Avenoir - Xiaolumi - Capítulo 5


Escrita por: kaiseragnis

Notas do Autor


MUITO BOA NOITEEEE
nossa pequena saga chamada avenoir esta chegando ao seu fim!!
me desculpem a demora para atualizar, espero que gostem, desculpa os erros e façam uma boa leitura!!!

Capítulo 5 - 0.1 Uma xícara de café com açúcar extra



Uma vez Xiao leu em um livro que até os dias atuais a humanidade constantemente está passando pela sua própria descoberta, entre ela uma das coisas mais difíceis de se explicar possivelmente seriam os próprio sentimentos humanos, muitas vezes sensações e coisas derivadas disso sequer podem ser nomeadas, e muitas vezes se nomeadas nós - a humanidade - sequer temos conhecimento do que é essa palavra. O livro que Xiao havia lido era um romance trágico e após essa pequena explicação um dos protagonistas fez uma sequência explicando palavras que eram derivadas de sentimentos.

Entre aquele monólogo de palavras Xiao se lembrava com clareza que uma delas havia se destacado na sua mente.

Avenoir…

Aquilo era nada mais nada menos que o enorme desejo de uma pessoa que gostaria de ter visto suas memórias com antecedência, quando Xiao conheceu Lumine ele sentiu Avenoir, ele gostaria de ter visto e sentido aquilo com antecedência, quando ele beijou Lumine ele sentiu que ambos tiveram um Avenoir, mas aquilo não era algo ruim, era bom e confortante, pois tanto Xiao quanto Lumine sentiram uma enorme vontade de passar aquilo tudo e ver aquilo tudo com a mais pura antecedência.

Sim, de fato quando Xiao beijou Lumine pela primeira vez ele sentiu Avenoir, pois gostaria que suas memórias fluírem de frente para trás até o instante que conheceu a garota, aquele sentimento era algo que no coração e mente de Xiao lhe causava imensa felicidade e nostalgia mas ao mesmo tempo isso lhe dava mais vontade de saber o que pode acontecer no futuro, já Lumine nunca havia sentido tamanha vibração e felicidade, ela gostava daquilo. Ambos gostaram muito daquilo.

Mais uma segunda-feira havia chegado, mais uma semana na Cauda do Dvalin se iniciava e o sentimento presente no ar era uma felicidade contagiante e alegre, no momento em que Lumine entrou no estabelecimento ele logo deu de cara com uma coisa um tanto cômica, apesar de seu jeito normalmente convencido lá estava um Kaeya de bochechas vermelhas e olhar tão baixo quanto a de um cão maltratado, mas o que realmente chamava a atenção da garota e de todos os meninos ali presente era a roupa que o rapaz usava.

— psft...Kaeya você perder essa aposta foi a melhor coisa que já aconteceu. — Venti falava tentando segurar a risada mas falhando miseravelmente e soltando uma gargalhada extremamente alta.

— Por favor Diluc continue fazendo mais apostas onde ele perde...— Childe falava distraído segurando uma câmera e tirando várias fotos seguidamente e falhando também em segurar a própria risada.

— Isso não é justo, o Venti que entregou a aposta eu teria ganhado se não fosse por ele! — Kaeya reclamou mas de alguma jeito não parecia tentar esconder o jeito que estava vestido.

O que realmente estava acontecendo é que após Xiao e Lumine descobrirem que seu encontro era uma aposta, foi decretado que quem havia ganhado a aposta no final era o grande mestre Diluc, logicamente quem havia perdido teria que pagar uma prenda e lá estava, Kaeya usava uma típica roupa de maid café, com a exceção de que...As vestimentas eram um tanto vulgar demais até mesmo para um maid café comum.

— Não adianta inventar desculpas Kaeya, primeiro que você deu a ideia da aposta agora aguente as consequências. — Xiao falou seriamente mas era possível ver o garoto abaixando a cabeça para esconder a risada que estava segurando.

— Bom, ele meio que está certo o Venti atrapalhou na vitória do Kaeya, o justo seria o nosso querido irmãozinho mais novo usar uma dessas também. — Lumine deu um sorriso travesso enquanto passava os braços em volta de Venti, era como uma presa capturando sua vítima. 

— O que? espera isso aí não é justo! Diluc fala alguma coisa! Eu te ajudei a ganhar. —Venti falou com um olhar desesperado na direção do ruivo que deu de ombros, ele parecia não ligar muito.

Meia hora depois agora era a vez de Venti estar sendo zombado igual Kaeya havia sido, ambos usavam uma roupa de maid café mas enquanto no Kaeya o modelo parecia extremamente vulgar e depravado, em Venti a roupa era fofa e adorável, de fato uma coisa engraçada de se ver.

— Afinal de contas, onde o Childe conseguiu essas roupas? Ou vai me dizer que o café utiliza ela às vezes? — Lumine perguntou olhando para Zhongli que parecia concentrado na situação ali presente.

— Ele comprou uma vez quando achou que teríamos várias funcionárias mulheres, no final não deu tão certo assim...— Zhongli explicou meio envergonhado, Lumine preferiu fingir que aquilo era algo pessoal entre o rapaz e o chefe no final das contas.

— Oh tive uma ideia! E se nós, os rapazes do bar, vestirmos esse tipo de roupa também?! Acho que as clientes podem gostar! — Childe de repente falou animada e todos olharam ele estranho.

— Sem chance. — Por coincidência responderam em uníssono e saíram em direção ao serviço que cada um deveria fazer, depois daquela ideia eles decidiram abrir o bar de uma vez.

Ao abrirem o bar como de costume o local não demorou para ficar lotado, mas parte da culpa era por causa das fantasias que Venti e Kaeya usavam, de fato havia sido uma jogada muito boa de marketing mas para os outros era humilhação demais passar o dia vestido daquele jeito, sem falar que a roupa parecia mais quente do que o uniforme de trabalho normal.

— Ah Aether, se você estivesse vestido assim seria tão fofo, acho que nós iríamos adorar. — Uma das clientes falou para Lumine que parecia concentrada em servir a margarida sem derrubar na mesa.

— Definitivamente não, a roupa parece desconfortável e não faz meu estilo. — A garota respondeu normalmente, mas como consequência ela pode escutar  a cliente suspirando de maneira apaixonada, como sempre faziam.

— Tão frio como sempre Aether! Eu adoro isso em você. — Por fim a cliente disse e pode-se notar um pequeno rubor em suas bochechas.

Lumine já havia se acostumando com diálogos e situações assim, era quase como um ciclo, a cliente puxava assunto ela respondia e a cliente ficava vermelha, uma sequência que acontecia devido a aparência e olhar sem "carisma" que Lumine tinha, quando Childe contratou a garota ele de fato estava certo, algumas meninas são loucas por rapazes com personalidade fria e sem carisma.

— Vai entender essa gente. — Lumine falou para si mesmo e se direcionou em frente ao balcão onde Diluc trabalhava.

Quando chegou em frente ao local ela pode ouvir o barulho do sino que havia na porta do bar, aquilo anunciava se um cliente havia chegado e quando virou se para ver quem era no mesmo instante seus olhos se arregalaram, em um movimento rápido ela pegou impulso e saltou o longo balcão de madeira e se escondeu atrás dele, aquela ação repentina deixou o barman totalmente chocado mas em seguida a garota pegou uma das folhas usadas como comanda e escreveu um bilhete para o rapaz de cabelos vermelhos.

"Aquele garoto é o meu irmão."

— Ok…Acho que isso pode ser um problemão…— Diluc comentou enquanto via o garoto de cabelos loiros caminhar em sua direção.

Talvez você não saiba velho leitor mas o mestre Diluc é um péssimo mentiroso, ele era bom ocultando informações mas mentir era outra história, caso você não saiba mentira para ele era contar uma coisa falsa em cima da que era verdade, já ocultar informações era simplesmente não comentar nada sobre qualquer e única verdade, ele era bom nisso, muitas pessoas não sabia quando ele realmente estava escondendo algo, mas mentir? Aquilo simplesmente o quebrava. Principalmente se levarmos em conta que Diluc, igual a Xiao, possuía uma grande ansiedade social, era justamente por isso que sua função era unicamente ser o barman da cauda do Dvalin.

— Gostaria de um café puro com açúcar extra, por favor. — A voz de Aether fazendo seu pedido foi quase como um choque de realidade para Diluc que ainda parecia paralisado devido a situação.

Ao contrário do que Aether esperava, o barman não teve reação alguma, os clientes começaram a sair do bar o deixando vazio e ele - Diluc - simplesmente continuou parado encarando o rapaz de cabelos loiros, até que repentinamente esse mesmo barman começou a tremer.

Kaeya que de longe viu a situação que o irmão estava metido, percebeu no mesmo instante que quando Diluc começou a tremer era na verdade ele apenas tentando se comunicar e falhando, sim ele sabia que o irmão era péssimo em mentiras e que ele possuía um pouco de ansiedade social. 

Mas antes de sequer ter tempo de fazer alguma coisa, um garoto de aparência emo e mechas de cabelos tingido em um ciano tão escuro quanto o mar de uma ilha paradisíaca decidiu aparecer quase como um anjo saindo dos céus.

— Certo um café puro com açúcar extra. — Xiao repetiu o pedido enquanto colocava um avental e amarrava seus fios de cabelos, como se fosse a coisa mais natural do mundo ele começou a fazer o pedido de aether.

Lumine não sabia mas aqueles instantes de Xiao ali a deixou mais encantada ainda pelo garoto - ela não iria dizer atraente aquilo era promíscuo demais até para si mesma - o fato dele fazer a bebida com tanta naturalidade parecia surpreendente até mesmo para os seus colegas de trabalho, ela por alguns segundos até fez piada consigo mesma sobre gostar de garotos profissionais no ambiente de trabalho.

— Não tem açúcar…Vou ter que abaixar. - Xiao acabou murmurando para si mesmo e quando ele se abaixou para pegar uma nova embalagem com açúcar, ele acabou ganhando um certo…Presente.

Conforme os dias passavam Lumine parecia ter cada vez mais certeza do quanto gostava de Xiao, não saberia explicar mas ela simplesmente estava viciada em algo novo chamado jeitinho Xiao. Então foi com o coração falando mais alto que a cabeça que ao ver o garoto de abaixando e ficando bem em sua frente, ela acabou o segurando pela gola de sua roupa e lhe dando um beijão, silencioso mas afobado o suficiente para deixar o Mestre Diluc que ainda estava ali com um cara de espanto.

— Oras mas o que tem atrás desse balcão que tá todo mundo estranho? - Aether perguntou enquanto dava a volta para poder ter visão do que estava acontecendo.

Foi então que o menino de cabelos loiros com trança acabou boquiaberto do mesmo jeito que o barman Diluc, sua surpresa foi imensa ao ver a irmã ali lascando um beijão no barman emo, que parecia estar extremamente vermelho.

— Meu deus…- Foi o que o gêmeo disse e apenas se retirou lentamente da frente do casal e acabou se sentando em um banco que estava ali perto. — Gente, eu sei que ela não é mais criança, mas porque ver duas pessoas juntas assim é estranho? - Aether perguntou confuso ainda envergonhado pela situação que ele havia se metido.

— Será que é porque você está vendo a si mesmo beijando outra pessoa? - Kaeya perguntou como se realmente fosse uma dúvida séria sua.

— Para de cheirar coisa Kaeya. — Tartaglia disse se metendo no meio da confusão. — É claro que foi porque ela é a irmãzinha dele.

— Isso deixa tudo mais estranho ainda, sabe…- Kaeya tentou contra-argumentar.

— Pelo amor de deus chega vocês dois! - Lumine exclamou alto para que eles escutassem. — Ok, eu sei que eu escondi isso por muito tempo, mas vamos lá!

O movimento na cafeteria havia diminuído era vazio e agora todos os funcionários pareciam focados naquele momento, porque a sensação ali presente era que de certa forma as próximas palavras de Lumine seria decisivas.

— Irmãozão já faz um tempo que eu vim até este lugar procurando um emprego, no final eu acabei encontrando não só isso mas amigos que eu realmente adoro, o papel de se passar por um garoto é um tanto diferente para mim, mas o fato de cada um aqui ter sua própria personalidade para apresentar para o público é o que torna tudo mais divertido ainda…

Houve uma pausa e o silêncio se fazia presente, todos pareciam focados demais na situação para sequer soltar uma piadinha sobre aquilo.

— E eu conheci o Xiao também, eu gosto dele e quero namorar ele! - Isso a garota falou com tanta firmeza e confiança que chocou a todos.

Um "O QUE" em uníssono pode ser escutado vindo dos rapazes e não era só o rosto de Lumine que estava vermelho mas o de Xiao parecia estar mais vermelho ainda.

— Ah, olha…Você toda confiante que orgulho! Quem sou eu pra me meter nessa sua vidinha caótica, certo irmãzona? Muito bem…Nos vemos em casa então. - Aether deixou um beijinho na testa de Lumine e partiu.

— Como sempre este lugar nós dando situações inesperadas…- Zhongli comentou com um sorriso confidente no rosto.

— Acho que no final é isso que nos torna tão únicos não acha mestre Zhongli? - Venti comentou ao lado do homem.

— Poxa o seu irmão esqueceu o café dele…- Xiao falou e a garota acabou soltando uma risadinha.

— Certooo vamos voltar a trabalhar! Temos clientes nos esperando. — Tartaglia disse enquanto caminhava até a porta e virava a placa de "fechados" para "Bem-vindos" já que provavelmente ela teria virado por causa do vento -— Inclusive vocês estão convidados para entrar na Cauda do Dvalin!



Notas Finais


eu decidi dividir esse cap em duas parte porque os conteúdos podem acabar sendo um tanto similar.
me perdoem a demora para atualizar muitas coisas aconteceu nesse tempo mas eu estou aqui de novo!!
Avenoir fez um ano e finalmente estamos na reta final, muito obrigado a todos que acompanharam até aqui!! se cuidem e nós vemos na próxima atualização!! <3

Leia minha outra história:

O meu gato de Schrodinger
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-meu-gato-de-schrodinger-omgs-18772477


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