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História Aventura no paraíso - ADAPTAÇÃO - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Welch!


Quando avistaram outro lago, uma hora mais tarde, Florence estancou, respirando fundo.

– Que lindo! – diante dela, a paisagem árida dera lugar a uma planície gramada em torno de uma fonte borbulhante. Nas margens do lago, a floresta vicejava. Manchas de cores vivas indicavam que outras espécies exóticas de orquídeas aguardavam o olho experiente de Florence. – Que pena que não encontramos essa primeiro. Poderíamos ter armado o acampamento central aqui.

Stefani olhou-a de esguelha, apontando para a margem seca a alguns centímetros dali onde pegadas de vários tamanhos leões se acumulavam umas sobre as outras.

– É, bem no meio do bando.

– Eu não disse que não teria desvantagens...

Um sorriso relutante iluminou o rosto de Stef.

– Você tem um estranho senso de humor. – olhou para as rochas negras à sua esquerda. – Por que não sentamos um pouco ali e observamos um pouco, para ver o que acontece?

– Stefani! – a decepção de Florence era evidente. – Quer dizer que não vai me deixar examinar todas estas plantas?

– Desculpe, talvez mais tarde. Neste momento quero sair de cena. Tenho a sensação de que estamos no território dos leões. Se andarmos por ai, vamos espalhar nosso cheiro. Mesmo agora, os leões podem nos farejar a um quilômetro de distância.

– Oh. Espero que nosso cheiro não seja muito sedutor.

Stefani a pegou de surpresa e a beijou.

– Com certeza você tem um cheiro bastante sedutor para mim. – suas narinas se expandiram, inspirando fundo. – Humm. Essência de cascata, uma pitada de orquídea e... mulher. Um bocado de mulher!

Um movimento captado por sua visão periférica a despertou de seu transe sensual. Virando a cabeça, sobressaltou-se:

– S-S-Stefani!

O leão não parecia especialmente surpreso em vê-las, nem parecia ter medo. Ficaram estáticas enquanto o animal, pequeno e de pelo escuro, dava meia volta e desaparecia tranquilamente dentro da floresta.

– Pelos deuses! – Stefani parecia tão abalada quanto Welch. – Vamos sair daqui! Esta passou perto demais!

Florence sorriu. Então a invencível dra. Germanotta era humana, afinal. Nesse momento, percebeu a gravidade da situação. Não possuíam armas, nada além de uma faca de cabo curto, para se defenderem das feras se elas decidissem descobrir que gosto elas tinham.

– Por que não pegamos umas varas grandes? – sugeriu Florence. – Pelo menos isso nos daria um pouco de autoridade se encontrarmos outro.

– Boa ideia. Vamos pegar um caminho diferente do planejado, já que o nosso amigo felino foi naquela direção. Vamos ter de nos apressar para encontrar um bom lugar para acamparmos antes de escurecer. Está pronta para uma marcha forçada?

– Quando quiser, chefa. É só mandar.

Stefani lançou um olhar penetrante com seus olhos esmeraldas.

– É uma mulher corajosa, dra. F. é a melhor pessoa que podia ter comigo nesse momento.

Florence corou; sentiu o calor subir-lhe às faces. Não era muito em termos de cumprimento, mas, para ela, mesmo que Stefani procurasse um elogio por cem anos, não encontraria palavras tão maravilhosas quanto aquelas.

– É melhor irmos andando.

A jornada até o novo acampamento foi um teste de controle mental. Cada vez que uma folha se mexia, Florence queria gritar. Cada vez que algo roçava na vegetação rasteira, seu coração ia parar na garganta. Nem mesmo as varas compridas que Stefani arrancava de uma árvore tombada a faziam sentir-se segura.

Para se distrair, tentou lembrar-se de cada detalhe do breve encontro com o leão. Presumiam que fosse macho, devido ao pêlo escuro. Era bem menor que Florence previra a partir do tamanho da pegada que haviam encontrado. Talvez ainda não fosse completamente adulto. Ou talvez seus pés tivessem evoluído especialmente para andarem melhor sobre o terreno pantanoso da tepuí.

A coloração do animal lhe causara surpresa, embora, pensando bem, a pele cinzenta que ia empalidecendo na parte de baixo e ficava quase preta nas costas fosse uma adaptação perfeita ao meio-ambiente. Também notara que possuía orelhas pretas e rosto cinza-escuro... Mal podia esperar para armarem acampamento e desenhá-lo!

Stefani andava a passos rápidos e nenhuma delas tinha fôlego para conversas. Já estavam achando que não conseguiriam encontrar local antes de escurecer quando atravessaram um rio e encontraram uma área gramada adequada. Armaram a barraca às pressas e jantaram. Florence mal teve tempo para um banho rápido no rio antes dos primeiros grossos pingos de chuva caírem. Ao vestir a roupa limpa, os raios já se aproximavam perigosamente. Correu para a segurança da barraca.

– Estava ficando preocupada. – Stefani ergueu os olhos, fechando o diário. – Somos condutas elétricas terrivelmente boas para essas descargas elétricas.

– Foi por isso que entrei. A última coisa que quero é virar cinzas na minha primeira expedição.

Stefani fechou a cara.

– Então foi só por isso que veio para perto de mim? Esperava que a minha boa aparência, o meu charme e meu sex appeal tivessem algo a ver com isso...

Florence sorriu; feliz de que Stefani levasse na brincadeira. Embora quisesse se entregar a ela, para mostrar o seu amor de um jeito que ela nunca aceitaria em palavras, andava com ataques de tremedeira desde a manhã, sabendo que a noite ia acabar chegando.

– O raio foi um fator decisivo. – insistiu Florence.

– Hummm. – estendendo o braço, Stefani agarrou-lhe o pulso e puxou-a para seu saco de dormir. Esperando até que ela a encarasse, perguntou tranquila. – Um pouco nervosa?

Florence fez um esforço para sorrir.

– Um pouco. Não tenho tido tempo para... Relacionamentos íntimos... Há bastante tempo.

Stefani assentiu, como se aquilo confirmasse algo que já vinha pensando. Esfregando o polegar de leve na pele sensível do pulso de Florence, inclinou a cabeça e lambeu-lhe a pele macia.

Florence estremeceu.

– Querida, alguém já lhe disse o quanto você é linda?

O quanto você é linda. Ah, sim. Florence sabia que a resposta estava escrita em seu rosto. Mas não era modesta o suficiente para confirmar.

Stefani sorriu.

– Achei que seria modesta. – foi lhe dando beijos pelo braço até as mangas curtas da camisa lhe barrarem o caminho. – Correndo o risco de parecer confiante demais, tenho uma confissão a fazer. Depois de encontrar você em Miami e descobrir que ia fazer parte da minha equipe, eu... esperava que isso acontecesse. Não que eu esperasse ou pretendesse “me insinuar na sua cama”, mas... sou humana e conheço minhas limitações.

Florence ficou encarando-a fixamente, com uma certa sensação de desapontamento.

Aparentemente, Stefani tomou o silêncio de Florence como ressentimento pela sua presunção. Seus olhos verdes refletiam a luz do lampião que acendera dando uma leve impressão que eles fossem mais claros do que o verde. Colocou a mão pequena sobre os seios da ruiva.

– Há um fogo aqui dentro. Eu soube disso no primeiro dia em que pus os olhos em você. Sabia que íamos acabar aqui.

Florence refletiu naquilo por um instante. Embora em seu íntimo tremesse de nervosismo, o calor que ela emitia derretia suas preocupações e sua sensatez.

Sabia que íamos acabar aqui. As palavras dela invocavam imagens que dançavam sob as pálpebras de Florence com uma persistência torturante. Timidamente, levou a mão ao peito de Stefani, sentindo os seios sob a sua palma.

– Obrigada pela sua cautela.

A loira respirou fundo, aliviada. Então, falou no ouvido dela:

– Você tem uma escova ai?

Sem dizer nada, Florence pegou a mochila e revirou-a até encontrar o que ela pedira. Entregou a escova com uma expressão intrigada.

Devagar, após ela se sentar ao lado de Florence, a loira retirou os grampos dos cabelos ruivos, colocando-os com cuidado dentro da mochila.

– Esperei o dia todo para ver o seu cabelo solto.

Stefani prendeu a respiração ao ver a massa sedosa de mechas alaranjadas caindo pelos ombros de Florence até chegar à barriga.

– Já cortou os cabelos alguma vez?

– Aparo regularmente desde que deixei crescer. Se não fizesse isso, ia ficar como Rapunzel, porém ruiva. – ela sorri contando. – Já o deixei curto até os ombros, mas desde então... Ele só cresce.

Um forte trovão ecoou bem sobre suas cabeças nesse momento e rajadas de vento sacudiram a cobertura da barraca.

– As tempestades aqui são incríveis. A primeira vez que encontrei uma dessas passei a noite toda esperando que a barraca caísse em cima de mim. Felizmente, isso nunca aconteceu – comentou Stefani para tranquilizá-la enquanto virava de costas para si e começava a penteá-la do topo da cabeça à cintura. Ao mesmo tempo, continuava a falar – Minha primeira expedição a uma tepuí foi há dez anos. Fui a Roraima com um grupo de exploradores amadores venezuelanos. É bem diferente desta. Quase só rocha.

Florence não tinha mais noção de há quanto estava sentada de pernas cruzadas sobre o saco de dormir, deixando-a pentear o seu cabelo e escutando aquelas aventuras que adoraria ter compartilhado. O movimento rítmico da escova, subindo e descendo, e os dedos da loira sobre os seus fios, causava uma sensação gostosa em seu couro cabeludo, provocando o desejo de algo mais.

Quando Stefani, afinal, largou a escova, Florence ansiava o contato de seu corpo quente e rígido.

– Florence, você me quer?

A voz suave e baixa em seu ouvido veio acompanhada de uma onda de calor que lhe percorreu o corpo: Stefani aproximara-se, sentando-se bem atrás dela e envolvendo-a com as coxas e seu peito pressionar as suas costas. Ao sentir as pequenas mãos cobrindo-lhe os seios, Florence gemeu em resposta. Deitou a cabeça sobre os ombros curtos e delicados, fazendo com que seus longos cabelos soltos ficassem presos entre os dois corpos. Libertando-se dos cabelos, Stefani passou-os para suas próprias costas, misturando em suas madeixas platinadas e prendendo-se a Florence pelos cabelos.

Baixando os lábios para acariciar-la no lado exposto do pescoço, Stefani recolocou as mãos sobre os seios, esfregando as palmas em círculos concêntricos sobre os mamilos, sentindo-os, através da camisa. O calor entre as pernas de ambas aumentou intensamente; os quadris começaram a virar de um lado para o outro, numa súplica silenciosa.

Percebeu vagamente que Stefani se esfregava contra as suas costas, mas toda a sua atenção se voltava para o desejo que sentia entre suas pernas, estimulado por dedos impiedosos que beliscavam e massageavam seus mamilos duros. De repente, notou que um seio era abandonado pela mão; ao perceber, no entanto, que aquela mão deslizava pelo seu sexo para apertar e percorrer, por sobre o tecido da calça, o monte entre suas pernas, perdoou o abandono. Seus quadris giravam num ritmo totalmente fora de seu controle, com os olhos semicerrados, Florence observou as pequenas mãos bronzeadas brincando com o seu corpo. E ela ainda nem lhe tirara as roupas!

Stefani apertava mais, traçava círculos mais rápidos; a londrina sentia como se estivesse sendo arrastada a um destino incerto, mas atraente. Stefani tomou-lhe o lóbulo da orelha na boca, sugando-o. Era o toque que faltava para a excitação que a levou além dos limites, numa queda livre arquejante e explosiva de satisfação.

Florence ficou atordoada com as sensações que lhe percorreram o corpo; caiu sem forças nas mãos dela quando o clímax terminou, com os cabelos espalhados pelo ombro dela como uma nuvem dourada. Seu corpo estava pesado, letárgico. A mente, transtornada demais para reagir. O último relacionamento sexual que tivera não havia sido nem um pouco parecido com aquilo.

Instintivamente, sabia que sua reação diante de Stefani Germanotta fora algo fora do comum, mas nunca suspeitaria de que seu corpo fosse capaz de tal reação diante das mãos experientes de uma amante paciente. E em todas as suas relações, era a primeira vez que ela foi tratada com a delicadeza que a nova-iorquina a tratava; ter um breve momento de cuidado antes de todo o foco acontecer.

Deliberadamente, Stefani a pegou pelos ombros, deitando-a de costas sobre a cama de lona. Então, abriu os botões de sua própria camisa. Florence, tonta de prazer, viu as pontas dos seios da loira surgirem no decorrer que a camisa se partia ao meio.

Ela ficou sobre a ruiva, de joelhos. As madeixas loiras enroladas e caídas sob os braços, pela região dos ombros e na lateral do rosto. Sentou-se no colo da ruiva e a observou passando os dedos sobre o seu rosto, e delicadamente sobre a sua bochecha, até adentrarem na boca de Florence, que chupáva-os com gosto.

Ver aquela cena sob a pouca luz era muito excitante para a Germanotta e o seu desejo reprimido há dias, havia aumentado naquele exato momento. As mão macias da ruiva percorriam o braço de Stefani até chegar em seu tronco na tentativa de massagear os seios da que estava sentada sobre si. A ruiva queria ter coragem de traçar um caminho com o dedo começando no meio dos seios da loira, porém não o fez.

Sem falar, Stefani retirou por completo e jogou a camisa num canto, sorrindo. Florence permaneceu quieta, satisfeita demais para ficar embaraçada quando seu corpo se revelou ao olhar cobiçoso de Stefani. A loira se aproximou do corpo da ruiva e desabotoou-lhe a camisa. O sutiã de rendas era uma das poucas vaidades que Florence se permitia. No entanto, não conseguia ocultar os seios rosados eretos.

Stefani emitiu um som vindo do fundo da garganta no instante em que ergueu as mãos para cobrir-lhe os seios e observá-los. Inclinou a cabeça e, depois de abrir o sutiã, levou o mamilo á boca e sugou.

Florence arqueou-se e gritou. Não esperara a volta daquela tensão deliciosa tão cedo. Fincou a mãos nas costas de Stefani. Era a primeira vez que a tocava assim. Quis mais. Dias e dias ansiara por passar os dedos pelo cetim brilhante da pele lisa. Tocou-lhe o bíceps, depois deslizou até os ombros e pelas costas, penetrando por baixo das calças para agarrar o traseiro.

Stefani estremeceu, gemendo baixo; recuou um pouco e agarrou-lhe as mãos e colocou-as sobre o seu zíper, onde a londrina poderia abaixar e ver o resto de seu corpo. Enquanto a loira, com um só movimento, arrancou o sutiã e a camisa de Florence, juntos, podendo observar com mais clareza o tronco pálido e liso dela.

Enquanto puxava para baixo as calças de Florence, esta, com dedos trêmulos, começou a mexer no cinto dela. Quando Stefani conseguiu livrá-la das calcinhas, arquejou. Cessou os movimentos, sem conseguir respirar, assim que a viu completamente nua abaixo de si. Então, como se não pudesse evitar, levou a mão a virilha arrastando até o meio de suas pernas, dedilhando vagarosamente. Florence percebeu tremores na superfície da mão de Stefani.

O zíper de sua própria calça resistiu ao primeiro puxão. Antes que Florence pudesse tentar de novo, num movimento muito rápido, a loira se livrou sozinha das calças, permanecendo apenas de calcinha.

Florence não conseguiu desviar o olhar. Ela era linda, o corpo da loira era pequeno comparado ao seu, mas tão bem desenhado e delicado, a pele era macia e estremecia a cada toque que a ruiva tinha sobre ele. Florence passou a tocá-la com vontade, apertava sua cintura, subia para abaixo dos seios. Stefani respirou fundo soltando a cada toque que a ruiva tinha sobre o seu tronco, ela começou a se movimentar sobre o seu corpo, esfregando-se nos quadris, e segurando as mãos dela quando chegava em um ponto prazeroso. Ela movimentou-se sobre a ruiva beijando cada parte a partir do pescoço provocando alguns suspiros e gemidos baixos. Ela gostava de ouvir o que provocava, sentia gosto naquilo, tinha vontade naquilo; seus dedos passavam pelos seios, apertando-os e massageando-os delicadamente enquanto os colocava em sua boca sentindo o gosto de sua colega de exploração. Seus lábios, em seguida, desciam vagarosamente sobre a sua barriga, provocando mais sensações de prazer para a ruiva que se contorcia deliberadamente embaixo da loira que majestosamente se deliciava com seu corpo.

Ao chegar à virilha de Florence, Stefani parou por um vago momento para observar as expressões e a reação dela. Florence, por sua vez e curiosidade, olhou para baixo, vendo o rosto de Stefani com uma expressão de malícia e prazer antes de sentir seus lábios a tocarem em seu sexo e quase gritar para sentir mais de sua boca. As pequenas mãos da Germanotta se cravaram no traseiro de Florence puxando a sua cintura para mais perto podendo chupar e lamber cada vez mais da londrina até que a mesma se desfaça em sua boca, deliciosamente.

Os altos e baixos gemidos da ruiva ecoavam pela barraca e Stefani desfrutava de todo o momento apalpando a perna da ruiva, subindo por seus quadris e barriga, até poder estimular os belos seios dela para que se sinta mais a vontade.

Florence sentia que Stefani aumentava o ritmo de sua boca sugando-a com mais força ficando cada vez mais prazerosa que ela não podia fazer nada além de agarrar-se aos cabelos da loira, enlaçando as pernas envoltas do pescoço, cruzando os pés sobre as costas de Stefani. Welch se remexia em sua boca; a onda de calor crescia à medida que o fogo do gozo próximo ganhava vida dentro de si e o corpo de Florence entrou em convulsão pela terceira vez não podendo se mover.

Quando a tempestade do ato se acalmou, Florence tomou consciência da tempestade do lado de fora da barraca, tão forte que as paredes da barraca balançavam. Ainda se agarrava a Stefani, como quem se enrola no cobertor favorito num dia frio. A cabeça de Stefani agora estava enterrada em seu pescoço, e seu hálito lhe aquecia os seios.

Stefani se apoiou nos cotovelos e a fitou.

– Valeu à pena esperar! – os dentes brancos se abriram num sorriso zombeteiro.

– Acho que me esqueci de te dar um beijo. – foi a única coisa que Florence havia dito até então.

Welch baixou a cabeça, invadindo a boca da loira com a língua, explorando cada centímetro daquele território doce e úmido. Suas mãos penetraram entre os corpos e os polegares tocaram-lhe os seios, e outra descendo em seu tronco para o meio de suas pernas.

Stefani gemeu baixinho com os lábios colados aos dela, depois se afastou.

– O que você está fazendo?

– Beijando você.

– Está fazendo mais do que isso.

– Você também.

Era verdade. Enquanto os dedos de Florence lhe penetravam em seu sexo, Stefani sentia-os sendo estocados deliciosamente em si, e movia os quadris bem de leve.

– Beije-me mais um pouco. – Stefani sentia o seu sexo pulsar novamente, como estava antes, enquanto satisfazia Florence.

– Se eu beijar você de novo, vai continuar fazendo isso? – as palavras vinham entrecortadas, como se tivesse de se esforçar para pronunciá-las.

Stefani deu de ombros.

– Não sei. Não fiz de propósito.

Stefani gemeu, largando a cabeça sobre a curva de seu ombro, após gozar em suas mãos. Florence deu um grito ao sentir uma mordida nada suave no pescoço.

– Este é o maior sonho de minha vida e o pior pesadelo ao mesmo tempo. Encontro uma mulher bonita e sensível que nem sabe o quanto é fantástica, mas não consigo trancar a porta e mantê-la na cama durante todo o mês. Temos vários dias de trabalho duro a enfrentar. O que eu vou fazer com você?

Florence ficou tensa.

– Stefani, espero não roubar o tempo do seu trabalho. Estou aqui com os mesmo objetivos, lembra-se? Vou trabalhar a seu lado. – de repente, tornara-se de importância vital convencê-la de que não ia tirar-lhe o trabalho que ela tanto amava.

– É, eu sei. – a voz soou abafada, pois Stefani enterrara a cabeça entre os seios dela e sua língua começara a abrir caminho até um seio rosado. – Mas será que você vai conseguir se concentrar no trabalho mais do que eu?

 

 

Florence despertou lentamente. A luz azul-cinzenta na barraca indicava que o sol já nascera. Sabia que estava sozinha, porque a fonte de calor que lhe aquecera as costas a noite toda desaparecera. Suspirando, sentou-e e olhou ao redor.

As botas de Stefani não estavam lá. Aparentemente, ela já acordara e se vestira. Ficou desapontada porque não a acordara nem para alguns momentos íntimos antes de começar o dia de trabalho.

O ato de amor da noite anterior fora explosivo. Afastara da mente quaisquer reservas que pudesse acalentar diante da sensação física avassaladora que ela provocara e insuflara cuidadosamente até transformar numa pirâmide flamejante de desejo. Esquecera-se completamente das discussões do dia anterior sobre as pegadas e as folhas comidas.

Até aquele momento.

Agora, lembrou-se do modo como ela ficava distante sempre que vinha à tona a questão dos dinossauros. Por mais que tentasse, Florence não conseguia evitar a preocupação. Stefani não se sentia ameaçada por sua inteligência como Felix... ou se sentia? Por que razão Stefani ficaria insegura? Possuía uma reputação excelente, era uma pesquisadora fantástica e famosa. Não poderia sentir inveja dela.

Mas ela a percebia como ameaça de um modo diferente. Demonstrava ansiedade e impaciência sempre que ela insistia em mencionar suas idéias a respeito da existência de dinossauros naquela tepuí.

Florence começou a se vestir com a eficiência habitual, apesar dos pensamentos tortuosos. Acabara de prender o cabelo quando a barraca se abriu e Stefani entrou.

– Bom dia. – Florence desejava vê-la; agora que estava ali com ela, no entanto, uma estranha timidez lhe bloqueava a fala. As lembranças da noite não a deixavam encará-la.

– Bom dia. O seu café está pronto. Gostaria de sair cedo. – as palavras eram familiares, e o jeito também. Mais uma vez, Stefani a tratava com a cordialidade natural que empregara desde o primeiro dia da expedição.

Um sentimento de mágoa brotou. Florence pensara que fazer sexo com ela, talvez a mudaria magicamente. Agora percebia como havia sido estúpida. Cada manhã ela reerguia a muralha que ela pensara haver derrubado no dia anterior. Por que seria diferente naquele dia? Só porque haviam dormido juntas?

– Tudo bem. – mal conseguindo pronunciar as palavras, Florence se virou e juntou cegamente os objetos para colocar na mochila.

– Flo... – Stefani deu um pulo. Sua voz era áspera e impaciente. Ao vê-la passar ao lado de cabeça baixa, agarrou-lhe o braço. – Não faça isso comigo.

– Fazer o quê? – o tom acusatório a enfureceu. Parou e lançou-lhe um olhar gelado.

– Isso. Essa história de culpa. Sabe que a minha primeira responsabilidade é com a expedição. O que existe entre nós é... bom. Gostaria que...

Bom! – Florence arrancou o braço das mãos dela. – Vou lhe dizer uma coisa, Stefani. O que existe entre nós é muito mais do que “bom”. É fantástico. Eu me dou bem com você, na cama e fora dela, num nível que jamais experimentei com qualquer outra pessoa. Acho que você sente o mesmo, mas é teimosa demais para admitir, então pode levar as suas “boas” lembranças para o lado sul da tepuí hoje. E não precisa se sentir culpada em relação a mim. Já aguentei muitas de todo o tipo de pessoa insensível. Uma a mais, uma a menos, qual seria a diferença?

– Welch! – o sobrenome dela em seus lábios lhe trouxe um déjà vu da noite em que a conhecera. E exatamente como naquela noite, Florence seguiu em frente, fazendo com que a lona da “porta” de saída caísse sobre o rosto dela ao precipitar-se para fora da barraca.






























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