História Sombras de um futuro esquecido - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Potter, Angelina Johnson, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucius Malfoy, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Molly Weasley II, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Percy Weasley, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags 3° Geração, Ação, Alvo Severo, Aventura, Dominique Weasley, Família Potter, Harry Potter, Hugo Weasley, Huly, Jayminique, Lilian Luna, Longbottom, Mistério, Nova Geração, Romance, Rose Weasley, Scorose, Scorpius Malfoy
Visualizações 72
Palavras 4.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom... Eu sei que estou demorando muito pra postar, mas olha... Eu trouxe um capítulo com quase 5000 palavras, é o maior que eu já escrevi... Portanto aproveitem e não me matem durante a leitura.

Ps: Gente eu gostaria de dizer que estou adorando os comentários de vcs, principalmente como estão participando da história! Obrigada mesmo!
Ps2: Lembrem-se de não serem leitores fantasmas.

Capítulo 10 - A festa: parte II


A noite caiu e a festa estava longe de acabar, na verdade, ela mal havia começado. Rose, Lily, Dominique e Molly estavam trancadas em um quarto da clareira, já que como boas anfitriãs elas iriam fazer uma aparição. Tudo se baseava em disfarce, elas estavam colocando novas roupas e mudando a cor do cabelo. Estavam certas de que seriam reconhecidas se aparecessem, mesmo que disfarçadas, então as Maldosas seriam apenas uma sombra na noite. Mais especificamente, as Maldosas cumprimentariam seus convidados, depois cantariam uma ou duas músicas, mas tudo isso em cima de um palco perto da cachoeira, - onde estava a cabine do DJ - as garotas tinham colocado alguns instrumentos no palco que usariam para agitar a noite.  Fariam tudo isso com uma lona na frente delas, onde as pessoas só poderiam ver suas sombras através de um refletor de luz. Os disfarces serviam mais como uma precaução, caso alguém visse vestígios de cabelo, roupa, ou algo assim. Elas tinham que ser prevenidas.

– Nós podemos ir? – perguntou Rose.

A ruiva agora era, na verdade, loira dos olhos verdes claros, sua cor de pele também foi alterado para algo mais escuro.

– Podemos – disse Molly, dando uma última checada no espelho.

Molly estava bronzeada. Seus olhos agora eram azuis e suas madeixas estavam curtas e cacheadas, a coloração era tão negra quanto a noite.

– Esperem um segundo, tenho que pegar a capa da invisibilidade. – pediu Lily, indo até um armário e tirando de lá uma velha capa.

Lílian estava com os cabelos platinados indo até a altura do ombro e seus olhos tinham uma coloração acinzentada. Lily estava mais pálida que o normal.

– Vamos logo com isso – reclamou Domi, impaciente.

Dominique tinha cabelos cor de mel e olhos âmbar profundos, a colaboração de sua pele estava amarelada.

As meninas vestiram a capa da invisibilidade e espreitaram noite a fora. Tiveram que desviar de muitas pessoas, principalmente os bêbados. De vez em quando alguém gritava dizendo que tinha visto pés sem corpo, mas outra pessoa sempre dizia que era álcool demais no sangue. Obviamente a capa não conseguia cobrir todas as quatro completamente.

Quando chegaram no palco, expulsaram o DJ, - que levou um susto e tanto pois ouviu sussurros vindos do além, palavras dele - desceram a lona e ligaram o refletor, além de alterarem suas vozes para que ninguém as reconhecesse.

Estava na hora do show.

– Boa noite, pessoal! – exclamou Rose, atraindo a atenção do público.

– Gente, aqui estamos nós, As Maldosas, viemos dar os devidos cumprimentos a vocês. – explicou Dominique. Assobios e gritos foram ouvidos, as pessoas se aglomeravam ao redor do palco cada vez mais.

– Nós gostaríamos de agradecer a todos vocês por comparecerem. Esperamos que estejam gostando, já que deu um trabalhão fazer tudo isso. – disse Lily.

– Agora nós faremos um showzinho particular para vocês. – avisou Molly. – Com vocês, Last Friday Night.

Rose e Lily se posicionaram em frente a um microfone, ambas segurando um baixo. Molly foi para trás de uma bateria. Dominique pegou uma guitarra.

A melodia começou, primeiro a bateria depois a guitarra e o baixo. Então Rose começou a cantar.


Tem um estranho na minha cama
Minha cabeça está martelando
Purpurina pelo quarto inteiro
Flamingos cor de rosa na piscina
Estou com cheiro de um mini-bar
Djs desmaiados no jardim
Barbies na churrasqueira
Isso é um chupão ou um hematoma?


Lily tomou dianteira e começou a cantar, sua voz melodiosa soando pela floresta e agitando as pessoas, que começavam a cantar também.

Fotos da noite passada
Caíram na internet
Estou ferrada
Oh bem,
É tudo um borrão escuro
Mas eu tenho certeza que foi demais!
Droga!

Então Lily e Rose misturaram as vozes e começaram a cantar juntas. A multidão estava animada, todos pulavam e dançavam.

Na última noite de sexta
É, nós dançamos em cima de mesas
E tomamos doses demais
Acho que nos beijamos, mas esqueci

Na última noite de sexta
É, acabamos com nossos cartões de créditos
E fomos expulsos do bar
Então fomos pra avenida

Na última noite de sexta
Fomos correr pelados pelo parque
Nadar nus no escuro
E aí fizemos um ménage-à-trois

Na última noite de sexta
É, eu acho que quebramos a lei
Sempre dizemos que vamos parar
Oh woah

Nesta sexta-feira à noite
Faremos tudo de novo
Nesta sexta-feira à noite
Faremos tudo de novo

Estou tentando ligar os pontos
Não sei o que dizer ao meu chefe
Acho que rebocaram meu carro
O lustre está no chão
Com meu vestido de festa preferido
Há mandados para me prender
Acho que preciso de uma tônica
Foi uma falha total

Fotos da noite passada
Caíram na internet
Estou ferrada
Oh bem,
É tudo um borrão escuro
Mas eu tenho certeza que foi demais!
Droga!

Na última noite de sexta
É, nós dançamos em cima de mesas
E tomamos doses demais
Acho que nos beijamos, mas esqueci

Na última noite de sexta
É, acabamos com nossos cartões de créditos
E fomos expulsos do bar
Então fomos pra avenida

Na última noite de sexta
Fomos correr pelados pelo parque
Nadar nus no escuro
E aí fizemos um menage-à-trois

Na última noite de sexta
acho que quebramos a lei
Sempre dizemos que vamos parar
Oh woah

Mas essa sexta-feira
Faremos tudo de novo
Faremos tudo de novo (Nessa sexta-feira à noite)

Faremos tudo de novo
Faremos tudo de novo (Nessa sexta-feira à noite)

Graças a Deus é sexta
Graças a Deus é sexta
Graças a Deus é sexta
Graças a Deus é sexta
Graças a Deus é sexta
Graças a Deus é sexta

Na última noite de sexta
É, nós dançamos em cima de mesas
E tomamos doses demais
Acho que nos beijamos, mas esqueci

Na última noite de sexta
É, acabamos com nossos cartões de créditos
E fomos expulsos do bar
Então fomos pra avenida

Na última noite de sexta
Fomos correr pelados pelo parque
Nadar nus no escuro
E aí fizemos um menage-à-trois

Na última noite de sexta
É, eu acho que quebramos a lei
Sempre dizemos que vamos parar
Oh woah

Nessa sexta-feira à noite
Faremos tudo de novo


A música acabou e todos vibravam em alegria e êxtase. A multidão encontrava-se enlouquecida, era a primeira vez que eles ouviam suas adoradas Maldosas cantarem. Mas o que mais enlouqueceu a todos foi o fato de que a grande lona que impedia de verem algo a mais do que somente uma sombra foi retirada. Assim que a lona caiu e o palco pode ser visto como um todo algumas pessoas juravam que tinham visto um lampejo de cabelos loiros ou platinados, mas na verdade, não havia mais ninguém lá.

***

Os Marotos estavam posicionados desde o começo da música, apenas esperavam pelo comando para tirar aquela lona e desmascarar as Maldosas. Eles teriam conseguido se não fosse o fato de Lílian ter usado seus poderes para ilusionar que elas não estavam ali, mas eles não sabiam disso.

– Como isso pode ter acontecido! Elas estavam bem ali! – exclamou Scorpius, irritado demais para perceber qualquer coisa. James, Fred e Hugo estavam ao seu lado, em frente ao palco onde as Maldosas acabaram de desaparecer.

– Aí meu pé! – um resmungou agudo foi ouvido ao lado deles, uma voz bastante conhecida.

– Vocês ouviram isso? – perguntou Fred.

– Se você está dizendo se ouvimos a Domi… – Hugo pisou no pé de James antes que ele terminasse a frase, fazendo-o um soltar um grito. – Hugo, você está…

– Não tem nada por aqui pessoal, vamos embora – disse Hugo, cortando James mais uma vez. Os garotos protestaram e Hugo foi forçado a usar sua persuasão. – Eu disse que não tinha nada aqui. Vamos embora.

Assim os Marotos seguiram Hugo - eles ainda estavam “hipnotizados” - enquanto o mesmo continuava caminhando em direção a um quarto na clareira. Assim que se aproximaram o suficiente, ouviram vozes.

– Armaram pra gente! – exclamou uma voz feminina, aparentemente furiosa.

– Eu simplesmente não acredito! E foram os Marotos, eles me pagam! – reclamou outra, o som de algo caindo no chão e quebrando foi ouvido do outro lado da porta.

– Idiotas, se eu não tivesse usado meus poderes a tempo nós teríamos sido descobertas!

– Se calma, Lílian! – pediu uma voz aguda quando outro objeto caiu no chão e quebrou.

As bocas dos garotos estavam no chão. Será que eles haviam ouvido direito?

– Não me mande me acalmar, Molly!

– Ei, vamos parar de estresse.

– Não, Rose, agora a Lily vai escutar.

– Molly, fica na sua.

– Dominique, quer calar a boca?

Nesse momento o quarto foi invadido por quatro Marotos completamente furiosos, mas ainda confusos. As garotas deram um salto e soltaram gritinhos ao verem seu quarto ser invadido repentinamente.

– Mas o que é isso aqui? – indagou James, vermelho de raiva.

– Uma discussão, James, você é cego por um acaso?! – rebateu Dominique deixando a expressão surpresa de lado e assumindo uma pose raivosa.

– Vocês são as Maldosas! Eu não acredito, bem debaixo do nosso nariz! – resmungava Scorpius, ele encontrava-se revoltado.

– Como eu não previ isso? – se perguntava Hugo, ele duvidava da própria habilidade de percepção agora. – Estava bem aqui e eu não notei. Meu Merlin, eu sou uma grande fraude. – dramatizou o ruivo.

– Deixa de drama vai Hugo, nós é que escondemos muito bem.

– E você Molly, nem pra me dizer! – bufou Fred tentando soar irritado, mas sua expressão admirada dizia outra coisa.

– Eu. Não. Acredito – repetia Hugo, pausadamente, enquanto dava voltas e mais voltas no quarto.

– SERÁ QUE TEM COMO TODO MUNDO CALAR A BOCA E SE ACALMAR! – Mandou Rose, estressada.

– M-mas vocês são as Maldosas…

– E o que tem demais nisso? – cortou Molly, encarando Scorpius.

– Eu… Nós… Vocês… Ah, quer saber? Foda-se. – Scorpius se jogou na cama do quarto, suspirando.

Dominique, ao perceber os olhares acusadores que ela e o restante das Maldosas recebiam, tentou achar uma solução para o assunto.

– Nós explicaremos tudo amanhã – disse por fim.

– Não… Eu quero saber agora! – reclamou James, batendo o pé no chão.

Lílian, que já estava entediada de toda aquela ladainha, aproveitou-se da distração dos outros para se aproximar de Scorpius e tocar-lhe a cabeça. Num segundo, o garoto estava desacordado na cama. Fez o mesmo com os outros três, pegando-os sempre desprevenidos.

– O que você fez com eles, Lily? – falou Molly, assustada.

– Eu truque novo que aprendi. Eles não vão lembrar que nós somos as Maldosas, pelo menos até amanhã. – Explicou Lily, ela exibia um sorriso orgulhoso nos lábios. – Agora vão se divertir, garotas.

As meninas saíram do quarto apressadas, querendo aproveitar ao máximo a noite.

***

Devia ser duas horas da madrugada, mas a festa ainda rolava solta. Algumas pessoas já se encontravam meio alteradas pelo álcool. E alguns quartos se encontravam ocupados e devidamente trancados.

Rose já havia achado seu alvo a muito tempo, mas não havia conseguido reunir coragem o suficiente para encarar seu objetivo. Suspirou pelo que lhe parecia a milésima vez e se aproximou do garoto. Ele era alto e de estrutura mediana, seus cabelos eram loiros e seus olhos irradiavam de um lindo verde claro. O garoto estava sozinho, em frente ao barman que acabava de lhe dar uma dose do que parecia whisky de fogo.

Rose se sentou ao seu lado no balcão e pediu um refrigerante. Ela só tinha 14 anos, não iria ingerir bebida alcoólica.

– Ah, Rose, nem te vi aí – então Adam Levine virou-se para ela e a cumprimentou. O coração de Rose parecia prestes a sair pela boca.

– Olá, Adam. – o cumprimentou da forma mais normal possível – Tudo bem?

– Tudo… Quer dizer, mais ou menos. – Adam embolou-se nas palavras. – Eu precisava mesmo falar com você, Rose. Sabe, sobre o nosso… Encontro em Hogsmeade.

Esse era o ponto de tudo. No ano final do ano letivo passado, - último passeio a Hogsmeade do ano, mais especificamente -  Adam havia convidado Rose para um inocente passeio a Hogsmeade. Tudo ia bem, até eles se beijarem. Ok, não era grande coisa. Mas Rose começou a sentir algo diferente pelo garoto. Um frio no barriga, como se milhões de borboletas estivessem voando em seu estômago. Cada vez que se aproximava de Adam, seu coração dava um salto. Era bom e desconfortável ao mesmo tempo. Estranho. Rose nunca sentirá algo parecido antes.

Então, as férias de verão chegaram e com ela, o distanciamento de Rose e Adam por meses. Rose achou que quando voltasse para Hogwarts, tudo teria passado, como se nunca tivesse acontecido. Mas assim que viu Adam pela primeira vez, ela sentiu a mesma sensação de borboletas no estômago.

Deste modo, ela concluiu que sentia algo por Adam Levine. Rose até que aceitou bem seu primeiro amor. Até porque, ele a tinha convidado para o primeiro passeio a Hogsmeade do ano. Assim, ela achou que Adam sentia, pelo menos, algum tipo de atração por ela. Determinada como só ela, Rose decidiu deixar rolar. Porém, seus planos foram bruscamente jogados no lixo por Adam.

– Eu quero desmarcar o encontro. – ele disse, com pena. – Me desculpe por isso, Rose. – Adam pede, lançando um olhar de culpa na direção da ruiva. Rose apenas o encarou, boquiaberta. Não conseguia acreditar no que ouvia.

– M-mas por que? – perguntou, sentindo-se desorientada.

– Não é você, Rose, quero que saiba. Mas eu gosto de outra pessoa. – diz Adam, desculpando-se novamente. Rose apenas o encara por alguns segundos, antes de lhe lançar seu melhor sorriso.

– E quem é a sortuda? – questionou, curiosamente tentando parecer alegre.

– Não está com raiva? Ou chateada?

– Claro que não! Por que estaria?

– Humm… Sei lá, eu pensei… Ah, deixa pra lá.

– Mas… Você já se declarou pra ela?

– Não.

– Por quê?

– E se eu ganhar um 'não’? Além do mais, ela é minha amiga, não quero perder a amizade. – conta o garoto, aparentemente frustrado com a situação.

– O ‘não’ você já tem, qual tal tentar o ‘sim’? Você terá que arriscar. – diz Rose, virando o rosto para o outro lado, tentando esconder as lágrimas que brilhavam em seus olhos.

– Obrigado, Rose. Eu farei isso. – Adam depositou um beijo na testa de Rose, enquanto se levantava e sumia no meio da multidão.

As lágrimas vieram instintivamente. A dor veio, forte e rápida. Um soluço ficou preso na sua garganta. É como dizem: Os primeiros amores nunca dão certo. Ela sabia das probabilidade de tudo ir por um mal caminho, mas Rose achou que duraria mais do que durou. Tudo acontece rapidamente, na verdade, nada nem chegou a acontecer. Mas lá estava ela, Rose Weasley, com o coração partido em milhões de pedaços.

Com a dignidade que lhe restava, Rose saiu do pequeno bar - que lhe dera tanto trabalho para fazer - e correu. Correu como se sua vida dependesse disso. Até que esbarrou em alguém. Sentiu um líquido gelado em contato com a sua pele, percebeu que estava totalmente molhada.

Levantou a cabeça e deu de cara com um par de olhos verdes esmeraldas. Uma coloração bem parecida com olhos de Adam, pensou Rose. Então ela viu Albus, seu primo, a encarando interrogativamente.

– Rose, me desculpe… Você está chorando? – Albus encarou Rose, perplexo, enquanto a prima apenas se jogava em seus braços e deixava as lágrimas caírem.

Albus aconchegou a prima e melhor amiga nos braços, lançando um olhar cortante a quem os encarava.

– Vai ficar tudo bem, Rosie.

Ele repetia enquanto a guiava clareira a dentro. Antes de entrar em um quarto qualquer com a ruiva, Albus pegou duas garrafas das bebidas mais fortes que tinham. Assim que trancou a porta do quarto, colocou Rose sentada na cama esperando-a se acalmar. Entregou-lhe também uma toalha para se enxugar.

– Está melhor agora? – indagou Albus, deitando a cabeça dela em seu colo, ficou acariciando seus longos cabelos ruivos.

– N-não. – gaguejou, chorosa.

– Você quer falar sobre isso?

Rose negou com a cabeça, então ela focalizou as garrafas de bebida e quase que automaticamente, pegou uma e bebeu um grande gole, direto da boca.

– Opa! Vá com calma aí, Rose. – Albus impede Rose de tomar mais da bebida.

– Eu preciso disso, Al. Não me impeça, por favor. – pediu Rose, suplicante, seus olhos inchados.

– Bom, então irei lhe acompanhar. – falou enquanto pegava a outra garrafa e tomava um gole. Ambos trocaram um pequeno sorriso.

***

Molly estava em cima da cachoeira, junto dela estava Dominique, James e Fred. Todos eles escalaram as pedras para poder saltar até a piscina natural, onde a cachoeira deságua.

Depois de toda aquela cena do show, os garotos apareceram e começaram a agir normalmente, como se nada tivesse acontecido. As meninas apenas se aproveitaram disso é entraram na vibe.

– Quem vai primeiro? – pergunta James, um sorriso malicioso nos lábios. – Eu voto na Dominique. – nesse momento, ele tenta empurrar Domi cachoeira abaixo, mas ela usa seu poder para atravessá-lo, então acaba que o próprio James termina caindo. Só que ele se teletransporta para cima novamente antes que chegue a água.

Ninguém viu esse tumulto.

– Jogo sujo, Nicky – resmunga James.

– Eu joguei sujo? Você tentou me empurrar! – diz o fuzilando com o olhar.

– Tudo bem. Vamos nos acalmar e deixar de usar nossos poderes em público. Alguém pode ver. – Molly os alerta.

– Então… Juntos? – diz Fred, dando um passo em frente a cachoeira.

– Juntos. – confirmou Molly, lançando um olhar significativo ao primo.

– Tudo bem. Quando eu contar três. – avisa James. Os quatro na beirada da pedra. – Um… Dois… Três!

Os quatro pularam ao mesmo tempo. Sentiram um frio na barriga e, sem motivo algum, riram na queda. O impacto com a água não doeu tanto quanto poderia, mas causou uma leve ardência na pele. Um formigamento.

– Uau! Isso foi incrível! – exclamou Fred, animado.

– O que acham de repetir a dose? – sugeriu Dominique, dirigindo-se a borda da piscina.

– Eu topo. – afirma Molly, seguindo a amiga.

James e Fred trocaram um olhar e deram de ombros, logo se juntando as garotas.

***

– Eu não vou aguentar por muito tempo, Luke. – diz Roxy.

– Nem eu. – Lucy se manifesta. – Você tem que ser mais rápido.

– Eu estou fazendo o melhor que posso. – fala Luke.

– Eu pensei que fosse experiente, Luke. – debocha Roxanne.

– Eu sou, mas nunca tentei fazer isso com duas garotas ao mesmo tempo.

– Vai logo, Luke, deixa de ser frouxo! – exclama Lucy.

– Eu estou quase lá… – arfa Roxy.

– Eu também. – suspira Lucy, quase aliviada.

– CHEGAMOS! – Gritou Luke, dando um salto do sofá e comemorando.

Roxy, Lucy e Luke estavam na sala de jogos. Eles desfrutavam das maravilhas que eram os vídeo games trouxas.

– Cara, esse jogo é o máximo! – disse Roxy apertando o play para mais uma partida.

– Tenho que concordar. – diz Lucy, já concentrada no jogo.

Não se passaram minutos quando Alice entrou no cômodo e se aproximou deles. Ela parecia aflita.

– Pessoal, vocês viram a Rose? – perguntou Alice, roendo as unhas.

– Não – respondeu Luke, ainda concentrado no jogo.

– Desculpe, Lice, mas a última vez que vi a Rose foi quando chegamos. – explica Lucy.

– Ei – chamou Scorpius, surgindo do além e se aproximando. – Algum de vocês viu o Albus?

– Não. Faz um tempo desde a última vez que o vi. – Quem responde é Alice. – Eu estou procurando a Rose, ela também sumiu.

Scorpius semicerrou os olhos, desconfiado.

– Onde estão esses dois? – indagou o loiro. Alice o encarou interrogativamente, enquanto que o resto se permitiu a dar de ombros.

***

Os sons de risadas eram ouvidas ao extremo dentro do cômodo. Sentados no chão, próximos a porta, estavam dois adolescentes, conversando e rindo ao mesmo tempo. Ao lado deles, via-se quatro garrafas secas de vodka e whisky.

Rose segurava a última garrafa de whisky que ela e Albus furtaram do bar. Ambos dividiam amigavelmente o que restava de álcool. Depois deles acabarem com as primeiras garrafas, deram um jeito de afanar mais do bar.

– Então ele disse que gostava de outra garota – riu Rose, terminando de contar a história de como Adam a fez chorar. – E eu disse que era para ele se arriscar!

– Que coisa burra a se fazer, Rose! – exclama Albus, também rindo, como se a desgraça da prima fosse algo muito divertido.

O álcool já havia subido a cabeça deles a muito tempo. Estavam bêbados, isso era certo. Nem Albus, muito menos Rose, tinha consciência de seus atos.

– É. Eu sei – afirma Rose, suspirando. – Nem sei como fui parar na Corvinal, já que sou muito idiota por achar que alguém se interessaria por mim.

Albus viu os olhos da ruiva a sua frente se encherem de lágrimas. Num gesto de proteção, ele a abraçou.

– Ei, não fica assim ruiva. Você sabe que não é verdade. Esse tal de Adam foi quem se deu mal. – Albus segurou o queixo de Rose, fazendo-a olhar nos seus olhos. – Você é demais para ele, Rose.

– Sou é? – disse, um pequeno sorriso se formando nos seus lábios.

– É.

Talvez fosse o efeito impulsivo do álcool. Ou então seria a curiosidade da adolescência. Poderia ter sido os hormônios. Quem sabe a carência do momento. Ou até mesmo o fato de que, para Rose, os olhos de Albus se pareciam tanto com os de Adam. Talvez simplesmente não houvesse um motivo aparente. Mas os rostos deles foram se aproximando.

Rose podia sentir o hálito quente do primo na sua face. Seus lábios se enroscavam levemente. Ambos fecharam os olhos. Seus pensamentos estavam nebulosos demais para qualquer resistência. Então aconteceu, suas bocas se juntaram numa vontade e presa que eles julgavam ser impossível.

Logo, as roupas se encontravam espalhadas pelo quarto e o biquíni de Rose estava aos farrapos. Eles não pensaram, apenas deixaram as emoções tomarem de conta. Ambos guiados apenas por seus instintos.

Se tivessem sãos, eles certamente não teriam chegado a esse ponto. Mas eles não eram eles naquele momento, tinham sido substituídos por uma fera que habitava no fundo de seus seres. Algo movido por desejo estava no controle, não Rose, nem Albus. Eles se encontravam adormecidos, em outro lugar, em outra hora e… Talvez, com uma outra pessoa.

Naquela noite, eles instauraram o laço mais profundo de amizade que poderia existir.

Se fosse com outras pessoas, talvez a situação ficasse constrangedora. A amizade poderia ser desfeita. Eles poderiam nunca mais trocar uma palavra sequer, tamanha a vergonha. Porém, ali se encontravam Rose e Albus, os melhores amigos de todo o mundo. Além de tudo, eles eram primos. Tomaram banho juntos quando crianças. Tudo o que for de constrangedor, eles já vivenciaram, juntos. Não seria uma noite de muita bebida que estragaria o que durou anos para criar. Não. Eles não permitiriam.

**

Lílian, Lorcan e Lysander estavam indo muito bem curtindo a festa, até que Lily resolveu beber um pequeno gole de whisky, digamos que a ruiva não era muito resistente ao álcool, então tivemos Lorcan e Lysander bebendo com a melhor amiga deles, apenas para não deixá-la bêbada sozinha, é claro que eles deram essa desculpa esfarrapada.

A amizade dos gêmeos Scamander e a caçula dos Potter começou de uma maneira bastante peculiar. Digamos que Lorcan e Lysander tenham jogado bolo na cara de Lílian no seu aniversário de quatro anos, a pequena ruiva ficou uma fera e fez da maneira mais graciosa que pode com que o restante do bolo voasse na direção dos gêmeos, que foram totalmente melados de glacê. Depois dos três iniciarem uma guerra de comida brutal, resolveram sujar o resto dos convidados, já que eles não tinham mais nada para lambuzar uns nos outros. Então, ao final da festa, quando ninguém mais estava limpo, os três concluíram que eram melhores juntos do que separados. E essa foi a linda história de como Lily, Lysander e Lorcan ficaram melhores amigos.

Neste momento todos poderiam ver Lílian dançando em cima de uma mesa, completamente imersa na música que tocava. Ela mexia os braços e balançava o quadril no ritmo da música, naquele momento, nada existia, apenas ela e a batida. De repente havia mais duas pessoas ao seu lado, Lorcan e Lysander juntaram-se a ruiva na dança quando perceberam que ela estava tão bêbada que poderia cair dali a qualquer minuto. Um passo em falso naquela mesa e Lily estaria no chão.

– Lil's, eu acho melhor você descer dessa mesa – disse Lorcan, ajudando Lily a se equilibrar.

– Depois você está no chão e nós vamos estar rindo da sua cara – alertou Lysander.

– Mas eu quero dançar – reclamou Lílian, a voz manhosa.

Os gêmeos se entreolharam e com um aceno afirmativo da cabeça tomaram uma decisão quanto ao que fazer. Lorcan pegou Lily nos braços e ouviu protestos da mesma, Lysander os acompanhou para longe da multidão. Os três foram entrando na floresta cada vez mais, ingressando na escuridão.

– Para onde estamos indo?

– Para o seu dormitório – disse Lysander – A noite acabou para você, mocinha.

– Não devíamos ter deixado você beber – falou Lorcan. Ele ainda levava Lily nos braços como se ela fosse um saco de batatas.

– Mas vocês também beberam – protestou Lily.

– É, mas nós não estamos bêbados.

– Lembre-me de nunca mais deixar a Lily beber, Lysander.

Ao chegarem em frente ao quadro da mulher gorda perceberam que Lily estava muito atordoada para lembrar da senha para entrar em seu comunal, por isso, os gêmeos levaram a Grifinória para o dormitório deles, na Corvinal.

– Ei, esse não é o meu quarto – resmungou Lily ao ser deitada em uma cama com lençóis da cor azul.

– Não, não é – confirmou Lorcan.

– É o nosso quarto, Lírio, então você pode dormir tranquila.

– Boa noite então – a voz de Lily já estava arrastada de sono.

– Boa noite, Lírio – desejam Lorcan e Lysander, ambos depositando um beijo na testa na ruiva.

***

A luz do sol batia na janela de vidro e refletia direto na cara de Rose, fazendo-a acordar com o calor solar sob sua pele. A garota se sentou na cama, - os olhos ainda fechados - mas logo se arrependeu, já que sua cabeça latejava de dor, parecia que a qualquer hora explodiria. Seus olhos estavam irritados com a claridade e sua intimidade ardia levemente… Não, para tudo! Os olhos de Rose abriram-se repentinamente e deparou-se com um quarto que não era o seu. De repente se viu deitada em uma cama que não era a sua, mas isso não era o que mais lhe assustava, e sim o fato de estar completamente sem roupas.

Um grito escapou de sua boca ao finalmente notar uma outra pessoa ao seu lado na cama. Um resmungo foi ouvido e o ser ainda não identificado remexeu-se na cama.

– Mais cinco minutos, mãe, eu estou com dor de cabeça.

Assim que ouviu aquela voz, Rose gelou, sentiu seus órgãos pararem de trabalhar, ela poderia garantir que sentiu seu coração parar de bater por alguns segundos, suor frio escorreu pela extensão de seu pescoço. Quando Rose finalmente teve uma reação ela simplesmente sussurrou, mas aquilo foi o suficiente para despertar totalmente a pessoa que estava ao seu lado.

– Puta que pariu.

Albus e Rose se encararam, os olhos arregalados e assustados.

– Nós não fizemos… Fizemos? – perguntou Albus, atordoado e com a voz rouca.

– Bom… Você está pelado? – indagou Rose, sarcástica. Albus apenas concordou com a cabeça. – Eu também estou. Além disso… – Rose deu uma olhada no quarto a sua volta. Suas roupas estavam aos farrapos espalhados pelo quarto, havia quatro garrafas de whisky e vodka ao pé da porta, o quarto inteiro cheirava a sexo, e por último, tinha um mancha de sangue no meio dos lençóis. – O cenário me é bastante convincente.

– Eu não acredito que nós fizemos isso. – disse Albus, ainda perplexo. – Eu perdi a minha virgindade e nem lembro como foi… Quer dizer…

– Tudo bem, Al. Eu também não lembro de muita coisa, apenas de eu chorar horrores na sua camisa e encher a cara, além de levar um fora.

– Mas… Você tem certeza, Rose? – questionou Albus, cauteloso.

– Que nós fizemos sexo? É claro que eu sei, não é como se minha vagina não estivesse…

– Não complete isso. Eu não preciso saber.

– Albus Severus, você ousou tirar minha inocência agora terá que arcar com as consequências de seus atos. – falou Rose, séria.

– Você não vai me forçar a namorar você, vai?

– Mas é claro que sim, você será meu escravo sexual apartir de agora.

Com isso, os risos vieram. Eles gargalharam da situação em que se encontravam, mas a verdade era que a ficha de que tinham transado não havia caído ainda.

***

É, eles deveriam aproveitar essa vida enquanto podiam, já que tudo estava prestes a mudar… E mais rapidamente do que o previsto. Eles nunca poderiam ter se preparado o suficiente para o que estava por vir. Ninguém nunca chegaria a desconfiar até que fosse tarde demais para qualquer resistência.

Talvez aquele fosse o último ato de impulsividade adolescente daquele pessoal, pelo menos durante um tempo. Tudo iria mudar, mas não calmamente, nem sorrateiramente, como Luke previra, seria tão repentinamente que não haveria escapatória. Não teria como fugir. Seria como dormir na Terra e acordar em Marte. 


Notas Finais


Eu espero que os shippers de Scorose se acalmem, lembrem-se que essa fic ainda é Scorose... Mas eu indico esse momento Albus e Rose aos shippers Alrose... Eu admito que não tenho nada contra, mas Scorose é OTP... Então se acalmem que isso não vai dar em nada. É só pra ter uma treta futura.
Eu sei que muitos de vcs se iludiram achando que a Rose estava gostando do Scorpius, mas não, era outro carinha... Eu quis trazer essa realidade aqui né... Nem sempre é recíproco, triste situação, eu sei. Mas é a vida.

Eu quis apresentar pra vcs também a amizade da Lily, Lorcan e Lysander... Eles são tão bonitinhos!!!! Amei!

E aí que nos chegamos ao fato que os Marotos finalmente descobriram a real identidade das Maldosas, eu não desenvolvi muito esse fato nesse capítulo, mas isso tem motivos. Juro.

Bom... Acho que foi isso... Não sei se eu esqueci de alguma coisa, mas aí vcs conversam comigo nos comentários...
Gostaram? Não gostaram? Quero saber da opinião de vcs.


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