1. Spirit Fanfics >
  2. Aventuras de outra Dimensão! Com Dipper, Mabel, Star e Marco >
  3. Capítulo XXVII (capítulo duplo)

História Aventuras de outra Dimensão! Com Dipper, Mabel, Star e Marco - Capítulo 27


Escrita por:


Capítulo 27 - Capítulo XXVII (capítulo duplo)


- Tá Dipper! Porra já entendi, você tinha razão, podemos não falar mais sobre isso por favor?! 

A garota estava tensa depois de ouvir toda a história das elfas, o que elas viveram parece ter sido assustador. 

O clérigo percebe que forçou demais e que magoou sua amiga. Arrependido ele tenta consertar. 

- Ok ok, desculpa, é que... sei lá... eu não devia ter falado com você daquele jeito, principalmente lá atrás. 

A princesa respira fundo, se acalma e responde. 

- Tudo bem, tranquilo, no final das contas você só queria me proteger do meu excesso de compaixão, bom pelo menos é nisso que prefiro acreditar. 

Mabel, que não perde uma oportunidade de zuar o irmão, entra na conversa. 

- Ahh maninho, acabar magoando aqueles que tenta proteger, isso é tão... Você! Kkk. 

- Tá bom, tá bom, chega! Vamos mudar de assunto? Falar de coisa boa? Eu terminei de analisar o equipamento do Rouk, e tem coisa bem bacana aqui. 

- Eba! Não esperava menos do nosso primeiro chefe de masmorra. 

- Pois é irmã. Bom, vamos fazer o seguinte: considerar o valor de mercado dos itens como parte da recompensa e dessa forma dividir igualmente. 

Todos concordam com o "líder" e ele anuncia o que descobriu. 

- Vamos começar pelo escudo, um escudo do conjurador com habilidade cegante, duas vezes por dia ele emite um raio de luz que pode deixar os inimigos cegos temporariamente e também possui uma tira de pergaminho que pode armazenar uma magia até de 3⁰ nível e pode ser reutilizada a vontade, o preço pra um escudo assim é de uns 3k. Ele também tinha uma braçadeira com resistência a magia Ranking 2 que era o que estava neutralizando as magias da Star, um item desse vale uns 9k. Infelizmente a arma dele é embuida com energia profana, e o certo seria destruí-la. 

Ninguém discorda do garoto e eles seguem com a divisão. 

A soma dos itens e da recompensa deu 32k, logo cada um deveria ficar com 8k. Após uma rápida negociação, Marco recebeu a braçadeira e pagaria 1k po a Dipper, o mesmo também ficou com o escudo e com 4k po da missão, as garotas vão receber 8k po cada uma. 

Após a divisão da recompensa e do loot, Dipper parece pensativo sobre alguma coisa. 

- Mas, elfas, vocês disseram que ele tinha um exército, correto? O que a gente enfrentou era no máximo um pequeno batalhão. 

- Sim sim, deixe-me explicar, há alguns meses, o posto avançado onde o Rouk morava foi atacado por um grupo pequeno liderados por um tal de Goblin Sureiyā e ai ele fugiu pro primeiro buraco que encontrou. Responde Aerin. 

- Pois é, eu consegui ouvir ele desesperado porque 4 pessoas acabaram com pelo menos 40 goblins e hobgoblins. Acrescenta Luthien. 

Todos ficam impressionados. 

Dipper convida as elfas para vir com eles até a cidade e talvez começar uma nova vida por lá, as duas aceitam e os 7 voltam para a capital juntos. 

Eles se deparam com uma chuva suave e a noite estava bem escura, mas por 4 votos (as mulheres) a 3 (os homens), eles decidiram enfrentar a escuridão envés de acampar na caverna, As elfas vão nas garupas dos gêmeos e Star vai com Marco, ela abraça ele com força, mas por causa da armadura, não faz diferença. 

O grupo chega à cidade e se separa, Shmebulock parte para sua casa, sob a promessa que o dinheiro estaria na recepção da guilda antes deles acordarem, os aventureiros deixam as elfas num templo de Corellon Larethian (cór-e-lon la-ré-ti-an), o deus dos elfos, onde os frades e as freiras vão cuidar bem delas até as duas conseguiram se instalar na cidade. 

Quando os 4 finalmente chegam na guilda, a chuva já está pior, relâmpagos e trovões marcavam presença. Dipper abre a porta mas Star é a primeira a entrar, ela encontra o salão mal iluminado com um visual meio sombrio, até que a garota olha pro balcão no exato momento que um relâmpago ilumina todo o cômodo e revela uma garota com pequenos chifres na testa, dentes pontiagudos, e olhos roxos olhando fixamente pra Star enquanto afia uma adaga! 

- AHHHHH! Outra Tiefling! 

- O que!? Ah, relaxa Star, é a Janna, a recepcionista do turno da noite, diferente da maioria dos Tieflings, ela é do bem. 

Janna é um eterno peixe fora d'água, onde quer que fosse as pessoas imaginavam que suas intenções eram hostis e maldosas, o jeito que se vestia, seus gostos por armas pequenas e bruxaria também ajudam a passar uma idéia errada, ela pode até ser meio sádica, e gostar de perturbar quem ela julga ter intimidade mas por dentro da casca sombria ela é uma pessoa amigável, divertida e bondosa, principalmente com os mais fracos.

- Relaxa, eu já tô acostumada, mas e você Dipper, a noite foi boa? Raramente te vejo chegando tão tarde. 

Antes que ele pudesse responder, Marco e Mabel entram no salão e o tom de voz de voz dela muda para um leve flerte. 

- Marco! A quanto tempo. Você era um dos que mais chegavam a essas horas, mas ultimamente você tem me deixado tão sozinha... 

- Ah... Oi Janna... Pois é, eu tô ajeitando minha vida agora, então acho que a gente vai se ver bem menos mesmo. Diz o paladino levemente envergonhado enquanto subia para seu quarto. 

- Janna! 

- Mabel! Nossa, faz um tempo que eu não te vejo também. 

Aparentemente as duas vão ficar ali conversando por um tempo, enquanto isso, Dipper se dirige a Mewniana enquanto os dois sobiam as escadas. 

- Star, eu sei que está tarde, mas se você quiser eu tava afim de te mostrar o resultado das pesquisas que eu fiz sobre sua varinha. 

- Você terminou? Ótimo! Só que, eu não sei você, mas eu tô meio cansada agora, não acha melhor deixar isso pra amanhã? 

- Entendi, você tem razão, é uma ótima idéia, amanhã a hora que você acordar, só bater na porta.

Há essa hora eles já chegaram no quarto da garota.

- Beleza então, boa noite Dip. 

- Pra você também Star. 

Ela entra no quarto e começa a tirar a roupa para tomar um banho rápido, quando um pensamento surge em sua mente: "A sensação de ajudar as pessoas, de resgatar quem estava em apuros, como fizemos com aquelas elfas hoje, é até melhor do que simplesmente se aventurar por aventurar, eu tive uma sensação parecida quando ajudamos o grupo da Jackie lá em Lichenbury, é uma sensação ótima, eu quero senti-la mais vezes! Eu vou escrever pra minha mãe sobre isso". 

A garota sai do banho, põe seu pijama, uma camisola roza claro com uma estampa de um polvo fofinho e usa seu item mágico de comunicação para gravar uma mensagem sua mãe tentando disfarçar a voz de sono para depois finalmente ir dormir com um sorriso no rosto. 

Marco chega em seu quarto sem muita esperança de encontrar sua amada, mas depois de fechar a porta, o paladino percebe algumas velas aromáticas que pareciam poder restaurar a estamina de qualquer ser vivo que a cheirasse, ao olhar pra cama, sua esperança renascida se concretizou, a garota dos seus sonhos estava esperando-o seminua na cama com algumas tiras de tecido dispostos sobre ela aleatoriamente, uma cena realmente encantadora. 

Jackie percebe que seu homem chegou em casa e sem sair da cama, o recebe com sua melhor voz erótica, o suficiente pra deixar seu parceiro bem excitado. 

- Oi amor, o destino foi bondoso com a gente, eu vou partir pouco depois do meio dia de amanhã, ou melhor de hoje, enfim, é uma viagem de uns 4 dias então vamos aproveitar bastante essa noite juntos. 

Marco nem tenta conter a empolgação 

- Eu acho que eu também devia falar alguma coisa excitante agora mas foda-se, menos palavras mais ação. 

O garoto começa a tirar a armadura... 

- Só um segundo, eh, na verdade seria bem mais fácil e rápido se você me ajudasse. 

- Ah não, eu sou uma garota má e prefiro te torturar um pouco pra depois você me punir com bastante força! Responde Jackie praticamente gemendo enquanto começa a fazer um striptease. 

- Cacete amor! Meu pau já tá doendo de tão duro! 

.... 

2 minutos depois. 

Jackie já não tinha mais nada pra tirar e estava começando a ficar impaciente. 

- Porra Marco, vai demorar muito ainda? Tô perdendo o clima. 

- Se tu tivesse me ajudado quando eu pedi eu já teria terminado! 

- Tá bom, eu já tô indo. Cara pra que uma armadura tão pesada assim? 

- Porque não é todo mundo que consegue se proteger direito com uma armadura da grossura de um anel. 

Eles ficam em silêncio por quase um minuto a terminam de livrar o Marco de sua própria armadura. Embora o clima já não estava tão bom, eles continuaram, as preliminares não foram tão intensas como os dois estavam acostumados e o climax aconteceu junto com o nascer do sol mas mesmo assim foi meio decepcionante, parecia que eles estavam perdendo a sintonia. 

Enquanto o Marco ainda estava tirando a armadura, na cobertura, Dipper chegava em seus aposentos para tomar um banho merecido e levemente demorado, no momento que encostou no sabão, Pacífica invade seus pensamentos, não seria nada mal tomar um banho com a companhia dela. Depois de tudo que aconteceu, sua mente estava cansada e incapaz de raciocinar, apenas conseguia sentir, ele passou o sabão por todo o corpo e deixou a imaginação voar. 

O banho acabou demorando mais do que ele esperava e o meio-elfo faz uma nota mental de escrever pra ela na manhã seguinte. 

Exatamente quando o clérigo sai do banheiro, sua irmã entra no quarto com uma cara bem menos animada comparada com quando ela chegou no prédio. Dipper percebe isso e ainda de toalha pergunta se algo a incomoda, e Mabel responde que durante o papo com Janna, contou a ela sobre a masmorra e enquanto dava detalhes, a meio-elfa simplesmente não se reconheceu em certos momentos, percebeu que tinha tomado atitudes e falado coisas que jamais achou que tomaria e falaria.

Mabel entra no banho mas continua prestando atenção nas palavras do irmão. O garoto parece entender a situação dela, ele também ficou chocado com a versão de sua irmã que viu dentro daquela caverna. Mesmo assim ele tenta convence-la que não há nada de errado, apenas de diferente, que a vida de aventureiro permite experiências de auto descobrimento e que esse sentimento estranho é mais comum do que se imagina. 

 A partir daí os dois acabam conversando sobre sentimentos e o conceito de ser normal, e acabam até falando sobre os segredos que um guarda para o outro, um papo muito aconchegante entre irmãos no qual os dois estavam sentindo falta. 

Um pouco antes do nascer do sol eles dão um carinhoso abraço de boa noite e se rendem a suas camas. 


Notas Finais


Hoje nós falamos de sentimentos, que nem sempre tem a ver com romance, numa boa história de aventura, as partes entre as missões são tão importantes quanto as cenas de luta. Eu agradeço de coração a todos que chegaram até aqui, vcs me motivam a continuar escrevendo, muito obrigado.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...