História Aventuras em Johto: Alma de Prata - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias Pokémon
Personagens Ethan, Lyra, Professor Elm, Silver
Tags Aventura, Johto, Pokémon
Visualizações 15
Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O capítulo é levemente mais curto do que os antecessores, mas isso é proposital. Enxerguem que chegamos já a metade da história e este aqui serve como um prólogo pro que está por vir. Chegou a hora da nossa história começar a amadurecer junto com os personagens. Como a classificação indicativa já é 16+, nem preciso me preocupar tanto. kkkk

Espero que você continue tendo uma excelente experiência com os capítulos seguintes, mesmo que seja um pouco traumática.

See ya!

Capítulo 30 - A Ferro e Fogo


A Cidade de Saffron: Uma das maiores cidades da região de Kanto, além de ser o grande centro econômico da região. Tinha a maior infraestrutura do continente e também era o lar do Trem Magnético, uma grande obra metroviária que permitia facilidade de acesso entre as regiões de Kanto e Johto.

Mas a cidade também guardava seus segredos.

Era lá que a Equipe Rocket mantinha seu quartel-general escondido.

E naquele instante, Giovanni dava as últimas instruções para a execução da Operação Arco-Íris, que ocorreria em Johto. Mais especificamente, na Cidade de Ecruteak.

Os Rockets iriam assaltar a Torre do Sino para procurar sinais de DNA do pássaro lendário, Ho-Oh. Já era de conhecimento geral a lenda da cidade de que a ave habitara há séculos o topo daquela torre.

Mas para criar um Pokémon poderoso, era preciso conseguir exemplares de Pokémon poderosos.

Ho-Oh em si não era necessário. O mais importante era conseguir algum vestígio do próprio: Uma pena, uma unha... Qualquer coisa de onde fosse possível remover material genético.

Os últimos anos foram fundamentais para a organização. Já haviam tido duas experiências desse tipo... A mais conhecida delas fora com Mewtwo.

Mas Giovanni não desistia fácil. Ele iria conseguir concretizar os planos sonhados por sua mãe, Madame Boss. A Equipe Rocket iria tornar o mundo um lugar maravilhoso... Um lugar sem pessoas fracas, onde todos são iguais.

O grande líder estava convicto do sucesso de seus planos. Nada o pararia. Nem a ele, nem a seus membros de elite.

O homem então percorreu os olhos por sua grande sala. Os quadros enormes de Pokémon nas paredes cinzentas eram a única coisa que dava alguma coloração para aquele ambiente levemente hostil. Giovanni tinha a estranha mania de deixar tudo à meia-luz. Ele detestava a claridade e suas únicas companhias, além dos quadros, eram os capangas Rockets que ficavam estáticos nos cantos da sala fazendo segurança ao grande líder e seu fiel Persian, que parecia ser o único ser vivo que causava algum sentimento em Giovanni.

O telefone em sua mesa tocou. Em sua mente, ele já sabia quem era, então nem se deu ao trabalho de dizer “alô”.

— Como estamos? — Perguntou em sua voz grave.

— Ótimos. Recebemos informações de Silver, Ariana, Proton e Petrel e já podemos agir. — A voz de Archer informava do outro lado.

— E quanto à PokéBola GS?

— Silver está cuidando disso.

— Excelente. — Giovanni desligou.

Ele inspirou e soltou a respiração lentamente. Apoiou o peso de seu corpo em seus braços e ergueu-se da grande cadeira de couro. Andando vagarosamente, aproximou-se de seu amado Persian, deitado preguiçosamente em um sofá preto no canto da sala, e o presenteou com um cafuné no queixo e gastou ali bons minutos. Era como se nunca mais fosse ver aquele Pokémon novamente. Aquele sentimento há tempos era bastante frequente.

Giovanni voltou à realidade, deixou seu Persian dormindo no sofá e retirou-se de sua sala.

***

— Ok. — Respondeu Archer para o radiotransmissor que trazia consigo.

— E então? — Ariana perguntou.

— Ele está vindo. — Respondeu o homem.

Os administradores deram um sorriso.

— Finalmente... O plano de dominação mundial da Equipe Rocket está prestes a ser executado... — Comentou Proton.

Aqueles membros da Equipe Rocket logo retiraram-se de seu esconderijo secreto construído em meio as ruínas da floresta e entraram em vans negras que seguiriam para Ecruteak.

***

Pikachu estava junto de seus companheiros Pokémon na Rota 42, perto do Monte Mortar. Seu treinador, Red, estava descansando junto com eles.  Enquanto lanchavam, Pikachu foi dominado por uma sensação estranha. Era como se algo de ruim fosse acontecer.

— Pikachu, está tudo bem? — A voz de Red o surpreendeu.

O Pokémon o encarou sério.

— Pika-Pikachu... — Apontou para a saída leste de Ecruteak.

— Você também está com essa sensação esquisita, não é? — Red o acariciou.

Pikachu confirmou com a cabeça.

— Muito bem. Melhor seguirmos viagem. Pessoal, vamos lá. — Disse Red retornando seus Pokémon e colocando Pikachu no ombro. Assim, seguiu em direção à cidade.

***

Acampados bem próximo de onde Red treinava, Amy, Ethan e Forrest deixavam o tempo passar. Já anoitecia ali e todos resolveram dormir cedo, pois haviam decidido acordar ainda de madrugada para chegar logo cedo em Ecruteak. Ethan era o que mais reclamava da demora de chegar à civilização. Desde a saída de Goldenrod, quase duas semanas se passara e eles ainda estavam na estrada.

Durante a madrugada, Amy foi despertada. Seu sexto sentido nunca falhava. Ela pressentiu que estava sendo vigiada, e estava certa.

Silver nem se preocupou em se esconder. Aproximando-se do pequeno acampamento, deu logo de cara com Amy que o recebia de cara fechada.

— O que você quer? — Perguntou a garota de forma ríspida.

— Eu venho em paz. — Respondeu o ruivo de forma sínica.

— “Em paz”? Só que nunca. Desembucha logo antes que eu deixe você sem a capacidade de falar!

Silver deu uma risadinha.

— Calma lá, filhote de Ursaring. Só vim dizer que a Operação Arco-Íris começará daqui a poucos dias. Esteja ciente.

O estômago de Amy revirou. Ela sabia que aquilo significava a Equipe Rocket em peso pra cima dela. E isso era algo que Ethan e Forrest não poderiam evitar.

Silver pareceu ler a mente da garota.

— É muito bom ver que você ainda sente medo de nós. Enfim, passar bem.

O ruivo deu as costas e se retirou dali, ignorando todas as vezes em que era chamado por Amy.

A garota voltou a deitar, mas não voltou a dormir. Aquela ameaça ecoava em sua mente de forma tão alta que sobrepunha qualquer tentativa de barra-la.

A brisa da Rota 37 soprava de forma refrescante na manhã seguinte. Amy ainda permanecia deitada, de olhos abertos, enquanto Ethan e Forrest organizavam as coisas para o reinício da viagem. O Sol ainda não havia saído totalmente e poucos Pokémon se aventuravam pelas árvores e pelo solo.

Os rapazes sabiam dos momentos reflexivos da garota e geralmente não questionavam quando eles aconteciam. Apenas continuavam fazendo companhia, disponíveis apenas quando eram solicitados. E aquilo era o pilar que sustentava a paciência uns com os outros dentro do grupo.

Ela sabia que a Equipe Rocket causaria problemas na próxima cidade, mas não queria preocupar os amigos falando sobre Silver. Mesmo que eles já conhecessem o passado da garota, ela tentava fugir dele. Mas, a cada vez que se achava mais distante, ele sempre dava um jeito de voltar com força para atormentá-la, como um fantasma.

Ela pensava em muitas coisas. Ela queria contar. Ela podia confiar neles e sabia que eles enfrentariam o mais poderoso dos Pokémon se necessário para vê-la bem. Ou ela podia não contar porque eles eram seus únicos amigos e envolve-los nisso era a última coisa que queria. Não podia vê-los machucados. Ainda que tentasse disfarçar devido ao seu forte ego, ela amava Ethan e Forrest. Foram as únicas pessoas que a estenderam a mão quando ela mais precisou. E continuavam fazendo isso.

Esse conflito interno a matava por dentro. E, pior do que isso, a impedia de ser a Amy que todos conheciam. Era como se uma nova pessoa dominasse o seu eu e agisse por ela, tentando defender o que era mais importante: O amor de seus amigos.

O tormento continuaria pelos próximos dias.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...