História Averse - Capítulo 2


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Amor, Atração, Desejo, Justin Bieber, Phoebe Tonkin, Romance
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Palavras 2.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meu amores!!

Primeiro quero agradecer a todas que comentaram e favoritaram, obrigada de coração!

Capítulo 2 - 01; Começando errado.


Fanfic / Fanfiction Averse - Capítulo 2 - 01; Começando errado.

O barulho irritante da campainha me fez pular da cama no mesmo minuto. Resmungando e amaldiçoando quem quer que esteja do outro lado as seis e meia da manhã. Quem em sã consciência iria na casa de outra pessoa esse horário? Fala sério. Me calo quando abro a porta e vejo um homem de terno com o triplo do meu tamanho, franzo meu cenho confusa, talvez ele bateu na porta errada. —E ainda assim, continua sendo um imbecil. 

—Senhorita Anastásia Banks? —Balanço a cabeça em concordância. —Sou Owen, motorista do Senhor Bieber. Estou aqui para levar seu carro. 

Meu carro? Porque diabos alguém levaria meu carro? 

Demoro um pouco para processar, recebendo um olhar confuso do tal Owen em minha frente. E então, as lembranças do dia anterior, que eu jurava ser um pesadelo, entram em minha mente, me jogando um balde de água fria. 

—Oh sim, o carro. —Forço um sorriso. —Um instante. 

Viro para atrás da porta e pego no porta chaves, a chave do meu carro e estendo para o homem que a pega e acena com a cabeça. 

—A Senhorita precisa de um carro reserva? 

Uau. 

Quanta gentileza. 

—Não será necessário, obrigada... Owen! 

—Com licença.

Após fechar a porta, suspiro pesado passando a mão pelos meus cabelos. Eu jurava que o dia anterior era um pesadelo terrível, mas me lembro do compromisso que teria hoje as nove da manhã; ir com o garoto conhecer a casa e tirar as medidas para começar meu projeto. 

Preciso de um chá de camomila duplo para começar o dia. 

Antes de tomar meu caminho até meu quarto, vou até a cozinha e coloco a água na chaleira para esquentar.

—Deus! —Escuto uma voz conhecida e viro meus calcanhares para trás. —Sua cama está com infestações de algum inseto? Porque está acordada? —Natali pergunta incrédula. 

—Um dos seguranças do Justin veio buscar meu carro. —A loira balança sua cabeça, assentindo. —E a propósito, vou trabalhar com você hoje.  

—Tudo bem. —Ela sorri. —Está ansiosa para trabalhar com Justin hoje? 

—Nem um pouco. —Dou de ombros. 

—Pare com essa birra, ele me parece ser muito simpático. 

—Simpático e barbeiro. 

—Pode ser barbeiro, mas continua sendo simpático e muito bonito. —Reviro os olhos.

—Posso estar exagerando, mas ele me parece insuportável. 

—Disse antes e repito. —A loira se vira para mim. —Pare com essa birra. 

Reviro os olhos dando me por vencida, fazendo meu caminho de volta para meu quarto me preparando para um banho bem quente. E como previsto, meu mal humor matinal vai embora pelo ralo, me deixando um pouco mais preparada para encarar o dia de hoje. 

Desde de que saí do escritório no dia anterior, venho me convencendo que esse trabalho não seria uma loucura. Por mais que meu consciente me alertasse, meu lado racional me fazia pensar duas vezes antes surtar. 

—Kate esqueceu uns brinquedos no meu quarto. —Natali comenta depois que tomo meu lugar no banco do passageiro de seu carro. 

—Acho que ela voltará em breve para pegar. —Apoio minha cabeça no banco atravessando o cinto de segurança envolta do meu corpo. 

—Virou a babá oficial da sua irmã? 

Semicerro meus olhos fitando a loira que dirigia descontraída ao meu lado. Tudo isso começou depois que Stella resolveu suspeitar de Bryan, e eu tive que aprender alidar com as consequências do seu casamento frustrado. E para evitar que a minha irmã estivesse por dentro de todas as brigas e indiferenças dentro de casa, manda-la para passar alguns dias comigo virou um hábito terrível. 

—Como sempre, tenho que conviver com a frustração dos casamentos alheios. 

Natali abre a boca e arregala seus olhos com a minha direta, quase que tapa na cara. O motivo disso? Era óbvio, claro. Natali estava noiva do seu príncipe encantado quando ele terminou com ela no aniversário de namoro deles e duas semanas depois, touché! Ele estava com a sua nova namorada siliconada e eu com uma nova inquilina em minha casa. 

—Isso é golpe baixo. 

Recebo um tapa em minha perna e começamos a rir igual duas idiotas da situação que passou de decepcionante para uma piada interna entre nós. 

Assim que o carro estaciona em frente ao escritório do Sr. Vitali, desço do carro com a loura e caminhamos juntas para a porta principal. Cumprimentamos a recepcionista sorridente com sua maquiagem impecável e, viro meus calcanhares para direção contrária de Natali, indo até a minha sala. 

Eu havia combinado meu encontro com Justin as nove da manhã, como eu não sabia onde era sua nova casa, ele me levaria até lá. Mesmo preferindo que Scooter tratasse sobre tudo comigo, aceitei sua boa vontade em participar de todo projeto. Afinal, a casa seria dele. 

Tateio minha bolsa pegando o cartão que Justin havia me dado com o telefone do seu empresário. Disco os números pausadamente no telefone o deixo no viva-voz enquanto leio alguns e-mails e depois de cinco toques, ele resolve atender. 

Scooter Braun. 

—Scooter, sou eu. Anastásia Banks. 

Olá Anastásia, bom dia. —Responde animado. 

—Bom dia. Ér... estou ligando para confirmar o compromisso com Justin, eu não tenho o telefone dele. 

Eu estou entrando em uma reunião agora Anastásia, posso mandar o telefone do Justin para você? 

—Por favor. Obrigada, Scooter. 

Imagina. Me ligue qualquer coisa. 

Finalizo a ligação e no mesmo segundo meu celular vibra sobre a mesa de madeira, indicando a mensagem de Scooter. Mordo o interior das minhas bochechas e respiro fundo começando a discar o número recebido no telefone.

Quatro toques e escuto a voz de Justin; Olá, sou Justin. No momento não posso atender, deixe seu recado que ligarei mais tarde. Ou não. 

O som da sua gargalhada no final da mensagem me faz forçar meus olhos e me repreender mentalmente por ter aceitado esse trabalho. 

Vamos lá, mais uma vez. 

Cindo toques e novamente a mensagem da caixa postal. 

—Justin, sou eu, Anastásia. Marcamos de nos encontrar as nove da manhã para fazer o briefing do seu projeto. Por favor, retorne. 

 

❝❞

 

16h45 AM.  

 

—As dez fica bom pra você, Sr James? 

Pergunto para o homem do outro lado da linha que começa a me descrever todo seu cronograma do dia. Bato as unhas sobre a madeira da mesa e atualizo meu e-mail enquanto aguardo o final da história sobre o café da manhã reforçado que todo ser humano evitava por conta da vida corrida. 

É só marcar um horário. Um mísero horário. 

Escuto três batidinhas na porta e logo ela é aberta por Natali, que antes de começar a falar é repreendida por mim. Faço um sinal com as mãos para que ela espere e ela cruza os braços, revirando seus olhos. 

—Sr James... —O interrompo. —As dez está bom? 

Oh, sim. Claro. 

—Tudo bem. Vejo o Sr amanhã as dez. 

Até amanhã, Anastásia. 

Finalizo a ligação, colocando o telefone de volta no gancho e Natali finalmente começa a falar. 

—Você já está saindo? 

—Não, tenho algumas coisas para fazer. Pode ir, eu pego um taxi. 

—Tudo bem. —Ela dá de ombros. —Damian vai passar a noite com a gente amanhã. 

—Distração, que ótimo. Estou precisando. —Me espreguiço na cadeira, estralando os dedos das mãos. 

—Estamos. —Ela faz uma careta. —Ele apareceu?  

Ela estava se referindo a Justin, que não retornou minhas ligações e nem deu um sinal de vida. E assim como ele, seu empresário não respondeu nenhuma das minhas mensagens sobre a falta de responsabilidade do garoto. Por um bom lado, havia adiantado a maioria dos meus projetos passados e estava quase finalizando quatro deles. 

—Não. Ele resolveu me dar um bolo. 

Natali reprimi seus lábios e respira fundo. 

—Talvez ele tenha uma boa desculpa para isso. Ele é importante e deve estar com a agenda cheia. 

—Deve ser. —Dou de ombros. 

—Bom, eu estou indo. Quer algo do supermercado? 

—Nozes e castanhas. —Faço um bico e ela ri. 

—Tudo bem. Te vejo em casa. 

Natali sorri e sai da minha sala, me deixando sozinha. Volto a minha atenção ao computador à minha frente começando a digitar a extensa resposta de um e-mail. 

O som de cinco batidinhas sincronizadas na porta do escritório me fizeram pensar duas vezes em dizer ou não, para quem quer que fosse, entrar. Talvez Natali tenha esquecido algo. 

—Entra. —Dou de ombros e volto a escrever meu e-mail, notando uma sombra alta atravessar a porta. Levanto meu olhar e fecho minha cara no mesmo instante. 

O loiro com um sorriso insuportavelmente irritante, senta na cadeira em minha frente, colocando sobre a mesa um saco pardo com o logo do Mc Donald's. Franzo meu cenho o vendo relaxar na cadeira, apoiando seus braços sobre o encosto da mesma. 

—Que diabos você faz aqui? —Tento não transparecer a irritação em minha voz, mas é quase impossível. 

Seus olhos amendoados se arregalam e ele leva sua mão até o peito. 

—Boa tarde para você também, Anastásia. —Diz meu nome pausadamente. —Eu estou aqui para nosso compromisso, ué. 

Mas que merda é essa?

—Nosso compromisso era as nove horas da manhã, Justin. Sabe que horas são? 

—Quatro da tarde. E, tenho uma desculpa para o meu pequeno atraso. 

—Pequeno atraso? —Quase grito. —Justin, eu não tolero esse tipo de irresponsabilidade sem nenhuma explicação sequer. E a propósito, o que é isso? —Aponto para o saco pardo e o loiro toma sua postura na cadeira, o pegando. 

—Meu pedido de desculpas pra você. —Ele retira do saco um copo de milk shake, que julgo ser de chocolate pela cor. —Você gosta de milk shake, não é? Todo mundo gosta. —Pergunta receoso e assinto devagar com a cabeça. —Ótimo. Trouxe meu almoço também. 

E então, ele retira do saco um lanche, batatas fritas e um copo de refrigerante. Arregalo meus olhos o vendo colocar tudo sobre a minha mesa e depois relaxando novamente na cadeira, abrindo o saco do lanche. 

—O que pensa que está fazendo? —Pergunto incrédula. 

Justin dá uma mordida grande em seu lanche, enchendo sua boca de uma vez só. Ele mastiga descontraído e me responde de boca cheia. —Almoçando. 

Fecho os olhos com força e respiro fundo. Não. Isso não. Ele pode não cumprir horários, mas fazer isso é demais. Esse garoto pensa que ele é o que? 

—Anastásia, você disse que gostava de milk shake. 

Ergo meu olhar, e o loiro enfia quatro batatinhas na boca de uma vez e toma o refrigerante depois. Faço uma careta por seu jeito ogro e completamente esfomeado, devorando seu lanche em míseros segundos em minha frente, sem poupar seu paladar de apreciar a batata frita e o refrigerante junto. E isso estava se tornando uma terrível sincronia. 

Ele me encara e para de mastigar no mesmo instante, eu poderia rir por sua cara de quem estava aprontando e foi pego no flagra. Como uma criança. 

—Você não vai tomar o milk shake? —Ele pergunta de boca cheia. 

—As coisas não funcionam assim. —É a única coisa que consigo dizer. Ele franze o cenho visivelmente confuso. —Você não pode me comprar com um milk shake, Justin. 

O loiro bufa e coloca seu lanche sobre a minha mesa, o engolindo depois de constantes mastigadas. Ele relaxa na cadeira e pega um guardanapo, limpando sua boca com brutalidade. 

Ele está irritado? 

—Anastásia, eu estou tentando fazer as coisas funcionarem entre a gente mas você não está ajudando. —Abro a boca para responder, mas ele interrompe. —Sei que não gosta de mim, e talvez você tenha motivos plausíveis para isso, mas poderia colaborar? 

Ok. Agora eu estou sem palavras. Engoli meu orgulho ferido que implorava por uma resposta à altura. 

—Eu sempre estive colaborando para que isso desse certo, Justin. 

Ele ri nasalado negando com a cabeça e pega o copo de refrigerante chupando o líquido pelo canudo, seus cotovelos apoiam sobre a madeira da mesa e seu tronco se inclina para mim. 

—Porque você é tão certinha assim? —Ele semicerra os olhos. —Quem disse para você que precisa ser tão politicamente correta a merda do tempo inteiro? É só um atraso. 

—Eu só gosto de cumprir com as minhas responsabilidades. 

Ele senta na cadeira, parecendo derrotado em tentar debater comigo. Ou sem saco nenhum para aguentar minha língua afiada que não iria levar desaforo para casa.

—Certo. —Ele balança a cabeça positivamente, me encarando de modo intimidador, fazendo com que eu encarasse de volta. —Podemos ir agora, o que acha? 

—Eu já finalizei o meu expediente e a propósito, estou indo embora. 

—Ok, eu levo você. 

—Não precisa. Eu pego um taxi. —Digo antes que ele se levante por completo, recebendo uma cara feia como resposta. 

Ele realmente está irritado. 

—Eu bati no seu carro e vou te levar em casa. 

—Não quero sua carona. 

Eu tento relutar, mas acabo pegando o copo de milk shake que me parecia delicioso. Pouco me importa se ele estava bravo comigo ou eu com ele, eu tinha educação o suficiente para não fazer uma desfeitas dessas. 

Paro de caminhar quando sinto as mãos grossas de Justin segurar meus braços, me impedindo. Ele fita meus olhos com as sobrancelhas franzidas.

—Quer parar? Merda. —Ele resmunga e tomba a cabeça para trás, respirando fundo. —Colabore Anastásia, você não me quer como um inimigo. 

—Nem como um amigo. —Rebato. 

—Beleza. —Ele me solta e estica sua mão em minha frente. —Não tenho o mínimo interesse em você, mas tenho em seu trabalho e quero meu projeto pronto. —Arqueio uma das minhas sobrancelhas, curiosa com o que vem a seguir. —Não seremos amigos, mas precisamos aprender a trabalhar juntos. Vamos começar novamente, amanhã, ok? 

O loiro se surpreende quando aperto sua mão sem pensar duas vezes e cá estamos nós novamente, no aperto de mão que levou toda essa loucura chegar a este ponto.

—Não pensou duas vezes antes de aceitar minha proposta... Estamos evoluindo, huh? —Ele provoca. 

—Quanto antes começarmos isso, mais cedo eu me livro de você. 

Ele ri vitorioso e pega seu lanche sobre a mesa de madeira, caminhando descontraído em minha frente. 

 


Notas Finais


O que acharam?????? Comentem!!!

Vejo vocês no próximo capítulo!!


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