História Awake - Capítulo 8


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Palavras 4.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAAAAA aqui está capítulo novo antes do domingo!!!!!! Eu não iria deixar vocês tantos dias ansiosos para o próximo <3
Surpresinha nas notas finais, e uma ÓTIMA LEITURA

Capítulo 8 - Sétimo Capítulo.


Fanfic / Fanfiction Awake - Capítulo 8 - Sétimo Capítulo.

"Seguir em frente era a única opção."

 

SÉTIMO CAPÍTULO

 

Listening: Someone Like You – Adele

Eu ouvi dizer que você está estabilizado

Que você encontrou uma garota e está casado agora

Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram

Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei

...

Eu odeio aparecer do nada sem ser convidado

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto

E que você se lembraria

De que pra mim não acabou

...

Nada se compara, nenhuma preocupação ou cuidado

Arrependimentos e erros, são feitos de memórias

Quem poderia ter adivinhado o gosto amargo

Que isso teria?

 

 

 

Eu sou uma decepção para mim mesma. Muito medrosa para encarar o que acontecia fora do banheiro onde me tranquei. Não sei ao certo se a palavra correta para descrever seria medo... Mas meu coração estava tão acelerado, minhas mãos não paravam de suar e tremer, que eu acho melhor chamar de medo do que outra coisa. 

 

Christopher não teve a chance de chegar perto de mim, pois logo eu estava indo apressada para esse toalete. O ouvi chamar meu nome, mas isso não fez meus pés pararem nem por um instante. Eu estava apavorada demais. O que eu e ele iríamos fazer? O que iríamos conversar? Como eu iria encará-lo, e vice-versa? 

É muita coincidência ele ser o chefe de Louis... Será que o universo é tão cruel comigo mesmo? Estava tudo bem até ele aparecer por aqui, só para me fazer sentir-me desse jeito. Nesse ponto, eu sequer sabia se podia me manter em pé sem algum apoio, com todas essas coisas que meu corpo está sentindo. 

 

- Brooklyn... – Mais uma vez ele chama meu nome. Christopher estava atrás da porta do banheiro há mais ou menos 20 ou 30 minutos, chamando-me e implorando para eu abrir a porta. Mas eu estava paralisada, e não queria olhar para o rosto dele – Por favor, Brooklyn... Pare com isso. Abra a porta, eu não vou embora daqui até você fazer isso.

 

Eu não podia respondê-lo também... Não com uma porta separando nós dois. Minha voz sairia muito baixa com o aperto em minha garganta. Eu nunca pensei que seria tão dramática assim, mas não posso evitar. Dói muito tentar estabelecer uma relação diferente da que tínhamos, ele foi e ainda é a pessoa que mais amo nesse sentido, não aguentaria fingir outra coisa. Além do mais, ele é pessoa que me proporcionou Phelipe, meu filho. Imaginar nós dois tendo uma conversa estranha e triste, para depois o mesmo voltar para sua futura esposa... Crystal, parecia algo muito medíocre e miserável para mim. 

 

- Brooke... – Ele fala meu nome de novo, na verdade, meu apelido dessa vez. Eu sempre adorei o jeito que "Brooke" saía em sua voz com um leve sotaque de Boston... Agora esse sotaque havia sumido, sua voz era limpa e clara. Christopher tinha mudado, de fato. Isso me assustava também, eu tinha medo de não conhecer mais a pessoa logo atrás dessa porta – Eu me lembrei de uma coisa.

 

Dessa vez, sua voz saiu instável e embaraçada, me fazendo prestar mais ainda atenção nele. Se Christopher chorasse de novo, eu não agüentaria. Talvez eu estivesse em choque para não estar chorando. 

 

- Quando nós tivemos aquela briga... Você estava com 18 anos e eu tinha 22. Havíamos discutido feio por algo que eu não consigo me recordar de jeito nenhum... Mas... Você se trancou no banheiro do seu apartamento e de Simon. – Christopher solta uma risada nervosa – Você sempre se escondia de mim quando estava brava ou... 

 

Ele para de falar de repente. Eu agradeço mentalmente por aquilo, pois suas palavras estavam me trazendo lembranças que me faziam querer chorar. Aquele tempo nunca mais voltaria, e os seis anos que perdi também não. Tudo o que eu tenho é o presente, e ele é muito difícil de viver diante de todas as circunstâncias. 

 

- Eu passei 4 horas esperando você sair dali para nós conversamos... Mas, você não queria sair de jeito nenhum. Então, eu arrastei uma coisa por debaixo da porta, que fez você abri-la naquele dia. Eu espero que funcione novamente, Brooke. 

 

Ele estava falando do dia que me pediu em casamento. Estávamos namorando há dois anos e a faculdade chegava ao fim... Então ele decidiu que seria a melhor ideia do mundo nos casar e eu também achei isso. Eu peguei aquela aliança com a maior felicidade que senti em toda a minha vida... Aquilo representava uma garantia que eu o teria para sempre. Mas olhe só onde estamos agora. Na mesma situação, porém, muito mais distantes um do outro do que aquela porta que dividia nós dois. 

 

Ouço um barulho de algo arranhando no chão do banheiro. Olho para baixo, e lá mesmo, estava ela. Minha aliança. O diamante brilhava do mesmo jeito que eu me recordava. Eu tento me controlar, mas acabo chorando de uma vez por todas. Faço o possível para os soluços não serem tão audíveis, mas não adianta de nada. Me abaixo para pegar o anel, e o seguro entre meus dedos. Aquilo não significava mais porcaria alguma... Era só uma jóia. 

 

- Se você não quer sair porque tem muita gente aqui fora, não se preocupe com isso. Simon e sua irmã mandaram todo mundo ir. – Christopher bate na porta algumas vezes, tentando me convencer a sair dali. 

 

Tudo bem, eu saio. 

Pego um pedaço de papel higiênico e enxugo meu rosto. Depois de jogar aquilo no lixo, respiro fundo por quase 1 minuto. Era agora ou nunca. 

Eu giro a tranca da porta com a minha mão esquerda, pois a direita segurava a aliança com toda a força que eu possuía. Como ele se atreve a fazer isso comigo? Me entregar essa coisa estúpida! 

 

Abro a porta violentamente. Christopher parecia incrédulo quando me vê. Aposto que ele não esperava que aquilo funcionasse novamente. Mas, funcionou... Porém eu não pularia em cima dele e o beijaria como fiz naquele certo dia. 

Hoje, eu vou jogar esse anel na cara dele. 

 

- Me devolver a aliança? Você está sendo sério comigo mesmo, Christopher? – Faço o que digo. A aliança atinge seu peito, e ele a segura rapidamente. Seu rosto tinha uma expressão de arrependimento horrível. 

 

- E-eu... Me desculpe, Brooklyn. Não pensei que você iria reagir assim. 

 

- Parece que você toma suas decisões muito precipitadamente, não acha? – Eu olho para trás dele, vendo se tinha alguém ali, mas estávamos sozinhos – Onde está Simon? E Alasca? 

 

- Eles saíram. – Christopher estava vermelho. Aquilo era vergonha, e o mesmo tinha toda razão de se sentir daquela forma – Será que podemos ter uma conversa normal? Sem você me julgando ou com todo esse ódio de mim?! 

 

- Vá se foder, Christopher. Sabe que eu não te odeio... – Aquilo saiu automaticamente, e me arrependo totalmente. Chris olha para mim parecendo um pouco mais aliviado. Eu não fazia ideia do que se passava em sua mente, mas eu poderia imaginar.

 

Não consigo não encará-lo por um longo tempo. Christopher sem barba, com cabelo curto e bem cortado, que sempre usava camisas polos e de times de beisebol agora era um homem diferente. Seu cabelo estava mais longo, muito bem penteado para trás com gel, havia uma barba no seu rosto que era simplesmente perfeita. Eu aposto que ele a faz em uma barbearia, pois duvido que ele tenha aprendido a fazer a barba. Eu lembro como o mesmo era tão ruim nisso que preferia ficar sem ela. 

Suas roupas também mudaram. Parecia um homem rico e bem-sucedido. E eu acho que de fato, agora ele era alguém rico e bem-sucedido... Odeio o fato de adorar tudo nele, mesmo que seja diferente agora. Mas odeio principalmente o fato de não conseguir odiá-lo, nem mesmo por um segundo... Nem mesmo só por odiá-lo. 

 

Eu tento de todas as maneiras não notar seu corpo mais desenvolvido, seus músculos se sobressaindo no blazer e na camisa listrada apertada. Eu obrigo meus olhos a pararem na bainha de sua calça. Descer o meu olhar para além dali seria inapropriado. 

 

- Pare de olhar assim para mim, Brooklyn, ou eu... Apenas pare. – Christopher pede, me fazendo encarar seus olhos azuis de novo. 

 

- Desculpe. Você mudou... Só estava observando isso. 

 

- Eu mudei? – Ele dá uma risada irônica – Olhe só para você! O seu cabelo cresceu e está castanho agora... Seu rosto está mais maduro agora e o seu... 

 

Eu fico completamente vermelha quando ele para de falar, pois eu sabia que estava se referindo ao meu corpo. Ambos desviamos o olhar para o chão, desconcertados com aquilo. 

 

- Você está mais linda do que nunca... Se isso não for te chatear também. – Christopher termina, e pelo canto do olho, o vejo cruzar os braços. 

 

- Isso não me chateia. Isso me tortura... Bastante. Você faz ideia de como me senti quando soube que você estava noivo, Chris? Que você me abandonou? E então você se casou uma semana depois. E eu sabia que eu tinha te perdido naquele momento. – Eu começo a chorar espontaneamente, e eu me xingo bastante por dentro. Eu não queria que ele me visse tão frágil. 

 

- Eu não sabia que você tinha acordado! Fui saber sobre isso... Quase um mês depois? Além do mais, você fala isso como se tivesse sido a única vítima daquele acidente! – Christopher estava com raiva, pelo tom em sua voz. Eu olho para ele de novo. Sua boca estava mais vermelha, suas bochechas estavam coradas e havia um finco entre suas sobrancelhas. Ele ainda ficava do mesmo jeito quando sentia raiva. 

 

- O que você quer dizer com isso?! – Eu o enfrento também, e não poupo meu olhar de irritação. 

 

- Eu quase morri quando recebi a ligação do hospital falando que você... – Christopher fecha os olhos por um instante – Eu não consegui lidar com aquilo, Brooklyn. Você era tudo o que eu tinha além do Phelipe, literalmente. Minha família inteira era você e ele. Eu pensei muitas vezes em acabar com tudo durante seu coma, mas meu filho precisava de mim e continuei minha vida porque seguir em frente era a única opção. Não venha me fazer essa pergunta, porque você não sabe pelo que passei... Sentir tudo aquilo de novo, como aconteceu quando meus pais morreram. Eu sei que você está sofrendo, mas não tem comparação, porque no seu caso, eu ainda estou aqui... E comigo, você parecia uma pessoa morta naquela maca, eu estava sem esperança. Pelo menos nos primeiros 4 anos. E os médicos sempre me diziam que você estava se tornando um vegetal. Então, eu conheci a Crystal... E... Eu... Apenas tentei continuar. 

 

Christopher começa a chorar de verdade agora. Não eram mais lágrimas silenciosas. 

Ele tenta pedir desculpas, mas sai algo estranho e engasgado do fundo se sua garganta. Suas palavras, todas elas, foram um choque. Elas me fizeram perceber que, eu realmente fui um pouco egoísta por não pensar no lado dele. Eu imagino agora como ele sofreu. Primeiro perdeu os pais na adolescência, então veio para Seattle já que era maior de idade. Depois me perdeu, e então perdeu toda a minha família, que foi obrigada a parar de falar com ele por conta do meu pai. 

Pensar que ele ponderou o suicídio era horrível. Eu sentia calafrios por todo meu corpo. Christopher, ali em minha frente, parecia um garoto frágil e traumatizado. Mas se eu o tocasse eu morreria, porque eu desejaria nunca mais soltá-lo e isso não seria possível. Ele tem alguém o esperando em casa. 

 

- Eu aceitei a sua morte. Nunca a superei, mas aceitei que você havia partido e me deixado um pedaço de você aqui, comigo. Eu nunca fui completamente feliz até saber que você acordou. 

 

- Pare com isso. Pare! 

 

Eu coloco minhas mãos em minha cabeça, me sentindo desesperada. Ele tinha que parar de falar todas aquelas coisas! 

 

- Você está me fazendo mal falando isso. – O informo, tentando não olhar mais para ele. Meu Deus, como isso é difícil! 

 

- Brooklyn, eu não posso esconder isso nem por mais um segundo... Eu te amo, você sempre foi minha melhor amiga, meu grande amor. – Ele tenta se aproximar, mas me afasto. O mesmo para de tentar quando vê minha recusa – Você é o melhor de mim, e não vou mentir sobre isso. 

 

Eu dou um tapa na cara dele. Minha mão foi em seu rosto tão rápido, que ele nem mesmo teve tempo de me parar, e nem eu tive tempo de me parar. 

 

- Acho que isso que você está falando conta como traição, Christopher. – Falo amargamente, saindo dali. 

 

Eu estava indo pegar meu casaco e minha bolsa, mas sinto uma mão se fechar ao redor do meu pulso. Ele ainda não havia me tocado até aquele momento. Minha pele ardeu e se arrepiou completamente, aquele lugar formigava com o contato de sua mão. Viro-me para olhar pro seu rosto, e uma de suas bochechas estava mais vermelha por conta do tapa. 

 

Eu sabia que ele iria me beijar. Eu me obrigava a pensar em uma forma de sair dali de uma vez, mas algo primitivo no fundo de minha mente me pedia, quase implorava, para que eu sucumbisse àquele momento e a Christopher. Seus olhos estavam fixos em meus lábios, e aos poucos eu também descia o meu olhar para o seu. 

 

- Brooklyn? Estou interrompendo algo? – Ouvimos uma voz falar, e então olhamos para a porta de entrada. Lá estava Sebastian. Ele olhava para mim e para Christopher de um jeito desconfortável. 

 

- Topetudo... – Eu sussurro e agradeço que nenhum dos dois tenha ouvido – E-eu... O que é que você está fazendo aqui de novo? 

 

- Eu estava chegando em minha casa quando lembrei que esqueci meu celular por aqui. Eu acho que o deixei no terraço... – Ele olha para mim e para Christopher novamente – Está tudo bem por aqui? 

 

- Sim. – Eu respondo, então sinto a mão de Chris me soltar. Sinto-me aliviada de uma tensão nos meus ombros – Você pode me dar carona até minha casa, Sebastian? 

 

- Claro. 

 

Sebastian franze o próprio cenho, parecendo confuso. Acho que o mesmo nunca imaginaria que eu pediria algo assim pra ele. 

O Topetudo some da nossa vista quando sobe as escadas até o terraço. Mais uma vez, Christopher e eu estávamos sozinhos... E depois do que aconteceu, aquele momento se tornou constrangedor para mim. 

 

- Quem é ele? – Christopher pergunta, tencionando o maxilar e me olhando com uma curiosidade possessiva. Ele passa uma de suas mãos pela barba, e imagino se aquele seria um gesto que significava que o mesmo estava irritado ou com ciúmes, pois aposto que é isso. 

 

- Um amigo de Simon. – Eu sussurro, finalmente indo até meu casaco e minha bolsa. Eu coloco tudo, e em segundos já estava pronta para ir embora. 

 

- Eu posso muito bem te levar na sua casa, Brooklyn. Não precisa ser um estranho. 

 

- Eu confio mais em mim mesma com um estranho do que com você. Iríamos fazer algo horrível, Christopher. Você é casado, droga! 

 

Eu saio dali rapidamente. Christopher grita meu nome, mas o ignoro. Pego o elevador, e quando me viro, as portas estavam fechando assim que Chris aparece. A última coisa que vejo antes da cabine começar a descer era sua expressão de desespero para me alcançar. 

 

Quando chego ao térreo, eu me escondo de Christopher até ele ir embora, pois eu sabia que o mesmo viria atrás de mim. 

Assim como eu imaginava, acontece. O vejo olhar para os dois lados da rua após sair da construção. Ao não me ver em nenhum lugar, põe as mãos na cintura e então abaixa a cabeça.

Acho que se passam dois minutos com ele lá, paradão. Após isso, Christopher começa a caminhar para um dos lados e então some da minha vista. 

 

- Brooklyn! – Sebastian grita meu nome assim que ouço as portas do elevador se abrirem. Eu rezo para que Christopher não tenha o escutado, caso contrário, eu iria bater nesse Topetudo com meu salto. 

 

- Sssshhhhhhh!!!!!!! – Eu saio correndo de trás das escadas onde eu estava escondida e vou até Sebastian, cobrindo a boca dele quando o mesmo estava preparado para gritar novamente – Faça silêncio! 

 

Ele levanta as mãos no ar, dando-se como rendido. Eu o solto, e tenho que admitir que com a aproximação eu pude sentir seu cheiro... E ele é muito cheiroso. 

 

- Vai me dizer o que acabou de acontecer por aqui? – Ele olha para mim, limpando a boca na camisa – E, droga, Brooklyn. Sua mão está cheia de bactérias pra você ir a colocando em bocas alheias. 

 

- Relaxe, a sua boca provavelmente é mais suja que a minha mão. – Eu dou um empurrão nele, e começo a sair do prédio. Não sabia o que falar em relação ao que aconteceu. 

 

- Espera aí! – Ele corre para me alcançar e então segura meu braço. Já estávamos na calçada, a rua estava sem ninguém e só alguns postes de luz estavam acesos. Quase todos tinham saído nesse fim de semana, aparentemente. O bairro está quase completamente vazio. 

 

- Vai me dar a carona mesmo? – Olho para Sebastian, que após passar os olhos pelo local, concorda com a cabeça. 

 

- Simon vive num lugar bastante esquisito. 

 

- É... Preciso avisar ao meu pai que estou bem, eu havia dito que voltaria pra casa às 10h30min. Já é quase 00h00min. Ele sempre pensa que eu estou correndo perigo. 

 

Eu reviro meus olhos enquanto busco pelo meu aparelho na bolsa. Sinto Sebastian me observando. 

 

- Hum... Talvez você esteja em perigo agora. Talvez eu seja um psicopata. – Eu levanto meus olhos, olhando dentro dos dele. O mesmo abre um sorriso travesso. 

 

- Eu tenho spray de pimenta na minha bolsa. E você não parece um psicopata. Está mais para um vampiro ridículo de um romance adolescente. 

 

- Não sou um vampiro ridículo de um romance adolescente, mas ainda posso te morder. 

 

Meu coração palpita com o que ele acabou de falar. Meu Deus do céu. 

À medida que eu fico vermelha, mais o sorriso presunçoso de Sebastian aumenta. Eu detesto esse cara! 

 

- Me leve para casa, idiota. Esse assunto morreu. – Eu vou em direção ao único carro que estava estacionado ali, indo abrir a porta. 

 

- Pode parar. Esse não é meu veículo. – Sebastian diz, fazendo minha mão recuar da trava do carro. Eu definitivamente preciso voltar a dirigir. É melhor superar um trauma do que ter que pedir carona toda hora ou gastar dinheiro com uber/táxi. 

 

- Você está me falando que você veio nessa moto? – Aponto para o negócio preto e metálico a 1 metro do carro. Aquela moto era ridiculamente grande. É impossível que ele ganhe dinheiro o suficiente para pagar uma moto dessas só cantando em sua banda demoníaca. Sebastian apenas acena com a cabeça. 

 

- Eu te deixo usar meu capacete. – Ele vai até a moto e então joga o mesmo para mim. Eu mal consigo pegar aquilo, de tão fraca pelo medo de subir em uma moto.

 

- Ahm... M-meu cabelo vai ficar todo bagunçado. Eu vou chamar um uber. – Sorrio para Sebastian, estendendo o capacete para ele. 

 

- Corta essa, Brooklyn. Eu sei que você está com medo. Mas, veja bem, você pode se agarrar em mim para não ficar com receio de cair.

 

Dessa vez, eu queria era jogar o capacete na cabeça dele. 

Eu realmente preferiria não subir na garupa de Sebastian, muito menos com esse vestido colado. Por que está tudo dando errado hoje? 

 

- Você é muito abusado... Eu já te disse isso, não foi? – Eu ponho aquela porcaria na minha cabeça, e então puxo meu vestido para cima até minhas pernas estarem hábeis a subir naquilo. 

 

- Olha, deixa para tirar sua roupa quando chegarmos no seu quarto. – O Topetudo estava pedindo... Não... Implorando para levar um soco naquela cara. Seria ótimo deixar um defeito nele – Aliás, belas pernas, Gilmore Girl. 

 

- Se você continuar, juro que vou pegar meu spray de pimenta e acabar com tua raça. 

 

- Desculpe. – Ele começa a rir, e então sobe na moto, ligando-a – Não vou mais flertar com você até você flertar comigo. 

 

Ele olha para mim por um instante, parando de rir. 

 

- Por favor, flerte comigo, Gilmore Girl. – Sebastian pede e eu começo a tirar o pequeno spray da minha bolsa – Ok, ok... Eu parei. Definitivamente. 

 

- Ótimo! 

 

Subo em cima da moto e então me seguro nela mesmo, só para não ter que me encostar nele. 

Mas isso não adianta de nada quando esse monstro com rodas começa a se locomover cada vez mais rápido. Eu me seguro em Sebastian como se fosse um filhote de macaco enquanto eu sentia meu coração bater na minha garganta. Sinto o abdômen dele se mexendo, e sei que estava rindo. Ah, esse estúpido ainda me paga. Pelo menos ele cheira bem. 

 

Não demora muito para chegarmos até minha casa, principalmente pelo fato de Sebastian dirigir como um descompensado. 

Quando ele estaciona a moto na calçada, eu demoro alguns segundos para soltá-lo e me recuperar do que acabei de viver. Depois de respirar fundo e tirar o capacete, desço da garupa e olho para Sebastian. 

 

- Você poderia ter ido mais devagar. – Entrego o que estava segurando ao Topetudo e então abaixo meu vestido até seu tamanho normal. 

 

- Você poderia ter me apertado menos. Acho que fiquei com marcas de dedo, e olhe que você estava só se segurando em mim. – Eu realmente tento levar aquilo na esportiva, então dou um sorriso falso para ele, ajeitando minha bolsa em meu ombro. 

 

- Obrigada pela carona, Sr. Cabeça de Batata. 

 

Sebastian abre um sorriso de lado, então olha para a rua por um instante. Estava tão frio que eu aperto mais o casaco contra meu corpo. 

 

- Sabe... Eu sei muita coisa sobre você. Por culpa de Simon, claro. E sei que aquele homem era o seu ex-marido, não é? – Ele fala, e então olha em meus olhos. Sua expressão era amena, não tinha ironia e nem desdém, como o usual. 

 

- Sim, ele era... Mas não quero falar sobre isso. Eu não tive tempo nem de pensar sobre a conversa que eu tive com o Christopher... 

 

- Bom... Eu apenas quero dizer que você poderia tentar entendê-lo. Foi algo complicado que aconteceu entre vocês dois. – Sebastian dá de ombros, e após uma breve pausa, continua –- Mas isso não significa que eu esteja pedindo para você voltar com ele. 

 

- Como se eu fosse fazer algo que você me peça. – Sorrio, então me afasto um pouco da moto, para ele poder ir embora –- Eu te odeio, Sebastian, mas até que gosto de você. 

 

- Eu também a odeio, Gilmore Girl. Te vejo no meu show. 

 

Ele sorri e então põe o capacete. O observo acelerar a moto e ir embora após me dar um aceno. 

Enquanto o vejo afastando-se mais e mais, até ser possível ver apenas um ponto vermelho do farol de seu automóvel, sinto que agora estou realmente sozinha. 

A rua, o tempo, as casas, estavam silenciosos. Eu suspiro, e sem nada para me distrair, meus pensamentos são levados para uma pessoa... Christopher. 

Era estranho. Era confuso. Tudo aquilo que eu estava vivendo. As palavras dele... Tão sinceras, mas o que eu poderia fazer com elas? Apenas me enganar ou alimentar essa esperança de que um dia ele voltará? Eu me pergunto se o coração ainda se desilude depois que para de bater. 

Lágrimas começam a cair dos meus olhos, pois eu me sentia completamente destruída com o final dessa noite. Antes eu tinha um motivo para não amar mais Christopher... Mas agora esse motivo era pobre e bobo, diante da perspectiva das coisas que Chris me deu. 

 

A única coisa que eu poderia fazer agora era entrar em casa e dar uma boa explicação ao meu pai sobre meu atraso, já que as luzes da sala de estar ainda estavam acesas.


Notas Finais


Jornalzinho da história!!!!: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/awake-13026529

Espero que tenham gostado do capítulo e do jornal, comentem tudo que quiserem! <3 <3 <3 Eaí, o que acharam do Chris depois de oficialmente conhecer ele?
Leitores fantasmas, se manifestem meus amores <3 Titia Peachy quer vocês comentando também
XOXO


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