História Awake: O despertar do caos - Capítulo 4


Escrita por: e Guerrier

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Itakon, Magia, Naruhina, Naruto, Sasusaku
Visualizações 48
Palavras 3.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem! Eu não mordo, podem comentar e dizer se estão gostando. :)

Capítulo 4 - A cortina abre-se para um espetáculo Noh


 

 

Escrita por: Ravenxz e Guerrier

 

Chapter III: A cortina abre-se para um espetáculo Noh¹

¹ Teatro japonês de atores com performance de máscaras

 

 

Em meus olhos, a arena principal vislumbrava-se em um panorama cinza e lotado de cabeças em minha direção, ouvia cochichos e murmúrios ao meu respeito, alguns exibindo curiosidade e outros exalando o mais profundo asco.

Prendendo um comentário insolente, Sakura sentou-se na primeira fileira, em uma espera de Tsunade convocá-la ao teste. No palco da arena, Tsunade tinha uma ruga de preocupação e medo por sua pupila. Porém, a sensação de um desastre eminente não abandonava sua mente.Ao aguardo de todas as pessoas se acomodarem-se apropriadamente, Tsunade ergueu-se, os braços coçando-se sob o casaco branco.

Tremendo lentamente. Sakura observou a figura de Sasuke, no canto extremo da fileira. As orbes baixas, mãos cruzadas entre o peito. Em um momento de loucura, Sakura desejou aqueles olhos pousando sobre si, e o orgulho de um tutor, apesar de curto, invadir-lhe.

 

De braços postos atrás de suas costas, Tsunade pronunciou com uma voz forte:

 

- .... Daremos início ao ritual magwyr novamente, a pedido da senhorita Sakura e alguns de vocês sabem que ao falhar no primeiro teste, o segundo pode ser solicitado se assim for averiguado e permitido a execução de uma segunda tentativa, e deve ser realizado com todos do instituto presentes. - Senhorita Haruno, por favor dirija-se até o centro da arena – ela franziu o cenho exalando impaciência perante a desatenção de sua pupila. – Sakura Haruno, dirija-se ao centro da arena – Tornou a chamá-la de maneira que veias salientaram em suas têmporas, a voz em altos decibéis. O silêncio preenchia o local de ponta à ponta. Todos a encararam com certo receio, após o último acontecimento em que todos presenciaram o descontrole de seus poderes mentais.

 

Absorta em devaneios, aquele “episódio” ainda permanecia em sua mente com uma nostalgia torturante e constante. Fora a primeira vez que perdeu o controle de suas habilidades e o resultado quase destroçou a sanidade dos alunos do Instituto. Entretanto, fora interceptada pelas órbitas negras familiares, aquele cujo a arrebatava de sua realidade, exalando uma armadura impenetrável de arrogância, um sorriso jocoso e possuía uma diversidade de monossílabos… extremamente irritantes.

 

Não sabia com exatidão quando começara a perder o controle dos seus sentimentos por aquele ser sórdido, com uma bipolaridade de sentimentos, ora em um perfeccionismo protetor, ora tornava a exprimir indiferença. Temia que tais emoções a fizesse ceder à sua paixão e remetesse apenas a uma idealização utópica de ter alguém para chamar de lar, ou melhor, de seu. Sempre fora retraída em confiar e manter pessoas ao seu redor, mas o pouco que conquistou já era mais que o suficiente.

 

Sozinha, era mais do que poderia ansiar.

 

Lembrou-se de anos atrás de como era frágil, e palavras vazias de afeto desamarrava as entranhas de suas defesas. Tinha se tornado uma mulher fortalecida pela sua dor e qualquer resquício daquela menina era camuflado por escárnio, a sua maior arma e defesa.

Caminhou à passos largos e decididos, ignorando os olhares expressivos de temor. Mostraria à todos suas habilidades e o quão evoluída estava em controlá-las, pois o controle era o maior obstáculo de um usuário de manipulação mental, poucos conseguiam controlá-lo.

E aquela era a oportunidade de revelar a tempestuosidade de sua magia.  

 

...

A preparação para o segundo teste, era totalmente diferente. A presença de todos os  Meister a agoniava,porque o motivo de suas honoráveis presenças não era para apreciar sua apresentação de seus poderes,mas subjugá-la ao um julgamento se algum descontrole ser detectado. E um frio subia-lhe a espinha, o medo ainda divergindo-se contra a sua esperança. Sentada, de pernas cruzadas, a multidão queimando-a com um anseio jocoso, Sakura tremeu. Erguendo sua visão, o corpo á frente das massas, as bolas negras encaravam-lhe profundamente. Um olhar inexpressivo, impenetrável. Era como uma vórtice de emoções, sacudiam-na descaradamente. Uma veterana sorriu brevemente, em uma tentativa falha de aplacar seu nervosismo e desconcentração. Ela arrumou o centro da arena, as mãos cheias com um pequeno baú. Pessoas moviam-se na arena, trazendo e arrumando materiais.

A garota apontou para o centro da arena,as preparações acabadas.Sentindo o chão sob os meus pés,trafeguei lentamente,sensações de outras pessoas percorriam meu corpo.Um poder gracioso e exuberante de Tsunade, uma chama negra transbordando de Kurenai, o do velho Meister era uma magia dócil e tranquilizante,um imenso poder que servia-me de acalento.Entretanto,Meister Itachi não notava-se magia ou poder em seu corpo.Uma sensação de “nada”.

 

O ar cheirava a incenso de rosas, no centro da arena um tecido branco de seda polido e velas azuis em torno do círculo que formara ao chão. Havia uma taça com fluido azul, proveniente da pedra de Odin, e pedras jazidas ao chão: 7 tipos que segundo o ritual deveria formar uma mandala de chacra. Sentou-se em meio ao círculo e relaxou com o aroma dos incensos.

- Todas as Volvas são de Vidolf, todos os vitki de Vilmeidr, todo o seiorfolk de Svarthöfdi, todos os Jötuns vêm de Ymir – Discursou, dando início ao ritual – Odin, guardião das runas, eu te invoco – Fechou seus olhos e sentiu seu corpo ser invadido pelas chamas que formaram uma flor de lótus em seu pescoço – Nornes me conceda a luz, assim como Loki me rege da escuridão e que Mimir dê-me sabedoria para usar a magia da natureza que habita em minha alma e sangue. – Finalizou sua prece ritualística, as velas apagando-se mutuamente, sumindo em uma chama bruxuleante.

E o terror eclodia-se no recinto, como daquela vez.

 

A arena tremia em uma voz agonizante. Os olhos de Sakura tornaram-se opacos,o corpo imóvel sobre a arena.Inconsciente,presa em uma utopia negra. A massa de pessoas paralisadas, como um exército de soldadinhos de chumbos. Independente, a dor alastrou-se no corpo dos presentes, um grito perturbador ecoando no subconsciente dos presentes. Seus corpos apenas respondiam com brados incessantes de ajuda e clamor por misericórdia.

 

A voz clamou sobre os gritos da multidão, dentro da mente da garota.

“Veja, pequena criança.”

Ver, o quê? 

Seus lábios tremeram em escapulir algum fio de voz, mas temia que não iria dizer algo bom.

Tsunade engrandeceu as orbes, as janelas de Meister’s horrorizadas. Moveu-se ao encontro de sua pupila, Kurenai interceptou-a com um aperto firme em seu cotovelo.

- Não se arrisque, Tsunade. Ela pode ser uma amaldiçoada! – verbalizou, as orbes faiscando de temor.

- Não diga besteiras, os olhos dela não mudaram de cor! 

- E isso é uma prova importante?! Não seja tola, sua pupila pode ser uma mestiça! – gritou Kurenai, o peito tremendo com a falha respiração. A Senju tomou o braço de suas mãos, a insatisfação inflamando em sua alma.

- A prioridade é salvar Sakura primeiro!

Uma barreira vermelha ergueu-se sobre a arena, como uma cortina sangrenta. 

De joelhos, lágrimas jorravam do rosto da Haruno, e Tsunde não soube contrastar se aquele líquido era escarlate pelo panorama ígneo da barreira. Ela havia erguido uma barreira, inconscientemente? 

Erguendo o punho verde de magia, Tsunade chocou contra a barreira, a cortina tremeluziu, mas não houve rachaduras em sua estrutura.

Ao fundo Kurenai ofegou, aquilo era mais consistente que o Susanoo?

Estrilou sobre o som do piso fragmentado caindo ao seu redor:

- Itachi! Faça alguma coisa! 

As orbes negras tremiam, um rosto apático em frente ao dilema desesperador. 

Em um instante, Itachi deslizou sobre o centro da arena, um homem apologético desfilando sobre a poeira dos escombros do poder de Tsunade.

- Sasuke! – rugiu, um sonoro brado de despertar qualquer ser humano presente. Sasuke apresentava uma expressão incalculável, mordendo os lábios com uma frustração inadmissível.

- O seu dever era monitorar e deter Sakura, estava sob sua jurisdição. Como não pôde cumprir uma simples ordem? – Ululando de dentes apertados, Itachi apanhou o tecido da gola do irmão. O rosto à centímetros do outro,orbes tão iguais,mas transmitiam emoções tão discrepantes.

- Bastardo! Como pode ser tão negligente e pôr seu egoísmo acima do seu dever?! – Sasuke enfrentava-o com um olhar cortante de ódio. Seu irmão mais velho era apenas uma marionete nas mãos do soberano.Um sorriso ácido desdenhando de Meister Itachi.

Empurrando os dedos de sua gole, Sasuke cuspiu:

- O único tolo é você, irmão, um boneco exemplar nas mãos desse Instituto, do clã e do Rei. 

A fúria transbordou sobre a face do Meister, o Sharingan paulatinamente pintou seus olhos de chamas vermelhas. Entretanto, Kakashi pousou um olhar sobre Itachi,em um claro pedido de intervenção.

- Não é hora e nem momento para discussões familiares – ressaltou, sob a máscara negra. Ajudem os feridos.

Os dois anuírem, separando-se em sentidos opostos.

- Tsunade, afaste-se. Irei invocar o Susanoo.

Tsunade ergueu a visão, as trilhas de lágrimas secas em seu rosto. – Mas, o Susanoo não será efetivo, eu comprovei com minha força...

- Isso é apenas uma ilusão Tsunade, ataques físicos não irão funcionar.- suspirou – Susanoo é capaz de destruir a barreira e trazer Sakura ao normal.

 

Kakashi afastou a máscara de seus olhos, invocando-o. Um grande humanoide verde de armadura surgiu, crescendo visivelmente. Bumerangues negros ladeados de chamas, em ambas aos mãos. O titã arrancou os bumerangues em uma velocidade estrondosa, atingindo a barreira vermelha, cortando a cortina em metades contrárias. A barreira dissipou-se, e o corpo de Haruno Sakura ajoelhado sobre o piso. Tsunade correu ao seu encontro, suas mãos acolhendo o corpo esbelto de sua protegida. 

A face pálida como uma vela, Sakura parecia uma boneca de cera em seus braços; como se estivesse morta por dentro.  Aquecendo o rosto da garota com sua magia verde, seus dedos estralaram, libertando-a de algum pesadelo ou ilusão devastadora.

Kakashi saiu, caminhando placidamente para fora do recinto, com Kurenai em seu percalço.

Tsunade contemplou sua pupila, as veias salientes em um caminho ramificado em suas bochechas, os lábios opacos, os olhos como duas bolas verdes apáticas, e uma trilha escarlate escapando de seu nariz.

A Meister sentiu o coração perfurado por mil adagas, uma sensação maternal preenchendo-se como nunca antes.

Sobre o chão frio, uma leoa protegia seu filhote com seu próprio calor.

 

...

Dilacerada. 

Uma sensação cortante predominava em meu corpo, com uma âncora mobilizando meus movimentos. 

Escuro.

Uma cortina negra cobria minha visão, a dor incapacitando-me da ação de abrir meus olhos, além disso, uma corrente gélida cobrindo-me com um vazio habitual.

Um ruído preencheu ao meu redor, um som estrangulante como um arranhão. Um sussurro grave pronunciou-se sobre o chiado estridente do ambiente, alguém ergueu a voz em protesto.

- Você veio contemplar as consequências do seu ato negligente? – um suspiro desistente.

- E o estado médico? – ignorando-a, sobrepôs a sua destra contra a porta. Em resposta, recebeu um olhar repreensível. 

- Ela não está em condições de diálogo. – murmurou em amenidade. Em um movimento desistente, afastou-se da maçaneta. 

Sasuke teve um deslumbre de um corpo pálido sobre a maca, ataduras visíveis mesmo pela brecha da porta. Uma emoção incompreensível surgiu em seu subconsciente, como uma canção ininteligível e nostálgica.

O resultado foi assombroso. Seu corpo ajoelhado ao chão, e um fundo flamejante ao seu redor. Definitivamente, era como um palco de uma pintura surrealista. Um fenômeno fascinante, e lamentavelmente, não tinha palavras para expressar.

Tsunade anuiu em aprovação, o corpo recuado em passagem. Sua mão tocou a maçaneta fria, o quarto semi-escuro e em um canto direito, sua corpulência coberta com um manto branco. Os cabelos ruivos derramados sobre o travesseiro, a face apática e pálpebras selando a intensidade daquelas orbes tão desafiadoras.

Sentia-se como um mártir, o remorso incendiando a vaidade dentro de si. Analisou-a minuciosamente, passeando sua visão sobre a pele pálida e a série de hematomas protegidas pelo tratamento médico. Contudo, chamou-lhe a atenção para uma parte dos membros, a derme do braço com uma linha costurada de pontos, mesmo coberta pela bandagem, contra a luz, a ferida saturava-se vermelha e inchada.

Uma lufada de ar despontou de seus lábios, quando um pensamento incomum surgiu-lhe. Seus dedos desejaram dedilhar a pele ferida entre seus dedos, tocar a pele e senti-la sem a bandagem, nua.

Sua consciência traiu-lhe quando os dedos tangeram a maciez da pele, o polegar roçando entre a atadura, descendo sobre a superfície até interromper-se com a ação indevida. Seus dedos pareciam frios ao afastar do contato, porém empurrou seus pensamentos ao fundo da mente.

Aquele anseio era perigoso, aquela aproximação era de toda forma, como uma incógnita. Observando-a pela última vez, recuou até a saída.

Apagando aquele movimento impensado, um simples declínio de sua afeição inoportuna.

 

 

.........................................

 

Jiraya voltava de sua missão, ainda atordoado pelos acontecimentos. Pandora era uma cidade pouco acessível, vindo a ser impossível de entrar. Somente pessoas autorizadas poderiam visitar a cidade. As pessoas da cidade vizinhas mantinham-se desconfiadas e amedrontadas, desviavam de assuntos banais, como o porquê de serem tão reservadas quando confrontadas de sua cidade vizinha. Visitantes não tinham passe livre, havia uma sombra o vigiando não o dando acesso a entrar e consequentemente conseguir informações. Quando questionados em relação ao governante de Pandora, os olhos dos poucos civis que conseguiu manter uma conversa, brilhavam em adoração, diziam dever tudo a ele pelo que havia fazendo por eles e sua cidade. E que esperavam por algo prometido a eles, não tinham conhecimento do que seria, mas confiavam de olhos fechados e acreditavam ser algo grandioso.

Em uma curta conversa com uma senhora dona de uma casa de chá, ela contou que as crianças sempre tinham um tratamento um tanto quanto especial, eram levadas para desfrutar de regalias propostas pelo governante em prol de sua desenvoltura, contudo, logo um semblante triste e até nostálgico possuiu a pequena senhora. As crianças passavam a ficar aos cuidados do governante da outra cidade e nem mesmo podiam os visitar, tudo para não atrapalhar o crescimento de suas habilidades, eles retornarão fortes para nos proteger de quaisquer eventualidades futuras, ela dizia conformada. 

A missão passou a ficar cada vez mais difícil, a infiltração tomando proporções alarmantes, mas não voltaria sem ao menos descobrir alguma informação útil. Um schild aclamado por suas habilidades de infiltração, sendo o melhor, regressar de mãos vazias, e pior, não conseguir sequer pisar na cidade em que foi enviado para espionar. 

Ficar longe por tanto tempo de sua mulher o deixava irritado, não podia cogitar enviar mensagens, colocaria a missão em risco e sua identidade. Niflheim não era uma cidade desenvolvida com a tecnologia, a comunicação era algo restrito, somente cartas era de possível acesso, e não correria o risco de ser pego em território estrangeiro.

Pensar em sua mulher o mantinha são, Tsunade o receberia com gritaria e pontapés e depois o abraçaria com todo o seu amor e calor. E foi com esse pensamento que retornou, a passos largos. Antes de tudo, a sua obrigação em reportar o desenvolvimento da missão aos Schilds e ao soberano tomariam o seu tempo. 

Caminhou em direção ao grande salão de reunião e abriu a grande ombreira de ferro.

 

Sob uma cabeleira vermelha, a Schild ergueu o olhar. Kushina Uzumaki mostrou-me uma feição aliviada, um sorriso afável destoando de seus lábios vermelhos. 

- Jiraya, tem noção do quanto me preocupou e a Tsunade? Tantas coisas aconteceram enquanto esteve fora. Você já encontrou com a sua esposa? Você está ferido?... – interrompia-a com um aperto em seu ombros, o riso transbordando de minha boca.

 

- Kushina, tenha calma, como sempre tão extrovertida. Ainda não tive tempo nem de um asseio favorável, juro que isso está me incomodando – cantarolando-lhe com o meu típico humor, toda a tensão dissipou-se de seu corpo. Mas seu olhar transmitia a veracidade de todo aquele acontecimento em minha missão e sobre tudo o que havia presenciado.

 

- Bom, o soberano havia convocado essa reunião após sua missão e creio que vai ser complicado. Estamos excitados em saber sobre o que ocorreu na missão e acima disso, a sua demora. Infelizmente Tsunade vai se roer de preocupação por mais algum tempo. – enquanto que Kushina dialogava, uma outra presença humana encarava-nos com as orbes afiadas. O longo cabelo negro do Schild juntamente a sua feição jocosa, desconfiava –me completamente. Madara Uchiha era um homem misterioso, ácido e desobediente. Mesmo com tantos pontos negativos, ele era o único – além de Kushina – que trazia-me uma confiança e percepção que não era um simples boneco na mão da sociedade. Embora, Madara não trocasse mesmo conosco, meras palavras monossilábicas e um olhar intransponível.

 

- Sim – afirmei, observando o recinto monocromático com uma mesa retangular, de madeira nobre escura. Não havia de outros Schild’s, talvez ainda não tivessem retornado de suas missões ou de suas ocupações além de seus cargos.

Suspirei largando-me sobre a cadeira, o conforto de novamente voltar a minha cidade novamente, vivo, enchia-me de uma satisfação completamente extasiante. Meus dedos ainda vivenciavam o terror de seu rosto, enquanto tremiam dentro dos bolsos de minha calça. Um sentimento angustiante, e jurava que todo o medo em meu íntimo, tinha-me envelhecido pelo menos algumas décadas.

Kushina acenou-me, um sinal de ajuste, porque a sala enchera-se de pessoas. Os assentos foram ocupados, mas faltava a presença de alguém no extremo da mesa. O braço direito do soberano, o Schild Tobirama Senju.

Não era excêntrico seus atrasos, porém de certa forma, a realeza e o conselho deveria estar a par de algum assunto extremamente prioritário. Essa ideia assustava-me com o prelúdio de alguma tempestade.

 

A portou irrompeu-se, e a figura alta e elegante, sobrepujava-nos com uma intimidação excruciante. O homem de cabelos brancos, ajustava-se sobre a cadeira como um rei em seu trono. A pose relativa à de um grande líder. Sem devaneios, a voz ergueu-se:

 

- A razão dessa reunião é clara: a missão de reconhecimento do Schild Jiraiya Senju à cidade-estado de Pandora. Missão de nível S, número 005, hangar alfa. O resultado é 0 ou 1? – cabeças moviam-se em minha direção, a determinação de uma resposta positiva transmitindo em cada olhar.

Com muito custo, e a frustração corroendo-me, murmurei:

- Zero, a missão foi um fracasso – o silêncio corrompia-me com devaneios tortuosos de incapacidade, e a falta de respostas do líder Senju agoniava-nos.

 

- Jiraiya era o único Schild capaz de realizar uma missão alfa e de reconhecimento a essa cidade, o único aclamado por missões de infiltrações com sucesso pleno. – incitou um discurso pragmático, contudo, sem chegar ao ponto principal.

- Mas... 

- Silêncio – interrompeu-me com uma refutação sisuda – É frustrante o resultado, porém, o nosso desejo era pelo menos, ter em mãos alguma informação, para apaziguar o transtorno da ausência de armas para uma defesa feroz, futura. Jiraiya Senju, dê-me o que conseguiu.

 A saliva presa em minha língua, e quase sentir engolir espinhos em minha garganta. Busquei o objeto em minha bolsa de viagens e sentia minhas mãos tremerem em pensamentos dos dias que havia passado lá.

 

- Eu pretendia guardar o objeto em meu animal invocado e enviar um código junto. Contudo, me movi às cegas e meu único instinto foi correr para mais longe possível. Aqui – estendi a pedra avermelhada ao tampo da mesa, um pano de couro protegendo-o – Não olhe para isso diretamente, depois de algum tempo, sua mente tende-se a alucinar, não são simples pesadelos.

 

A imagem mental voltara com força, os corpos ensanguentados em clamores por socorros, o vazio negro onde devia estar seus olhos. Corpos com símbolos desconhecidos, e um mar vermelho afogando –os. Ao topo de um trono no centro do mar sangrento, uma presença mergulhada em escuridão, um sorriso aterrador inesquecível ao meu ver, e acordei suando miseravelmente.

 

- E então? – Kushina indagou, e enxuguei o suor frio escorrendo em minhas têmporas.

- Há um bloqueio mágico na fronteira da cidade, runas que impossivelmente, não soube conjurar ou conhecê-las. Encontrei isso quando cavei a terra próxima do lugar, em uma floresta que nomeei de “íngreme”, árvores altas e de folhas amareladas, uma terra de cor escura, e havia apenas essa pedra, que encontrei por coincidência. Era maior quando a encontrei e percebi que diminuía fora da cova de outrora. É como uma semente. – emendei, as palavras escapulindo como água corrente.

 

- Então o conteúdo dessa pedra ainda precisa ser analisado – Tobirama analisou. – Devo relatar ao soberano sobre sua missão, reunião encerrada.

 

Acenei em protesto, uma fagulha fervorosa desabrochando meu peito com terror.

 

- Eu já verifiquei o que ela é – todos olhavam-me com súbita curiosidade e o Senju arqueou a sobrancelha em permissão para prosseguir – Isso, precisei sentir na ponta da minha língua e farejá-la. 

 

Sentindo o objeto em mãos ergui como um troféu solitário, como uma arma fascinante, mas insoluvelmente, mortal.

- Não é nada mais e nada menos que sangue cristalizado, de humanos. Não apenas de um número único, mas acredito que dígitos que ultrapasse uma dezena.

 

- Acredita que seja.. – sussurrou Kushina, o rosto transfigurado de horror.

 

- De crianças, possivelmente amaldiçoadas.



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