História Awake: O despertar do caos - Capítulo 5


Escrita por: e Guerrier

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Itakon, Magia, Naruhina, Naruto, Sasusaku
Visualizações 29
Palavras 3.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - A indulgência condenando-os ao paraíso


 


Quando despertei, Tsunade jazia ao meu lado,observando meus ferimentos. Ao me ver acordada, soltou um ruído desconhecido e sua mão quente aconchegou minhas têmporas. A sensação quente transbordando de suas mãos com magia.

- Sente alguma dor? – indagou, as orbes transmitindo emoções desconhecidas para mim.
- Um pouco – ajeitei-me sobre a maca, apertando o lençol com meus dígitos –Nada que deva se preocupar – assegurei.

Ela assentiu, recuando da maca e pondo-se de pé. Parecia enevoada de dúvidas e pretendia escapulir palavras, temendo minha reação de alguma forma.

- Sakura – chamou-me com receio – Eu estava pensando, não sei se será seguro permanecer aqui.

O baque de suas palavras atingiu-me em cheio. Minha face não escondeu minha indignação perante ao seu dizer.

- Do que está falando? Por que não posso ficar aqui? – meu desespero era nítido, e senti meu olhos marejarem.

- Sua magia, ela é perigosa – confessou,como se todo o peso do mundo saísse de suas costas – Se isso aconteceu só porque era um teste, imagine em uma batalha real. Tem sérios riscos de se tornar uma fragmentada, ou morrer, na pior das hipóteses.

- Tsunade – murmurei,em um tom de lamentação.

Logo quando tive a chance de mostrar meu poder, usufruir da magia e meu poder ser considerado “perigoso”, dava um gosto amargo em meu paladar.

- E sei, Sakura! – exclamou,aturdida – Sempre foi seu desejo, mas não posso esquecer a cena de você ensanguentada em meus braços, desfalecida como um cadáver! E ainda tem essa demora do Jiraiya, somado a isso,sinto que não tenho um coração suficiente para aguentar – emendando em um fio de voz, Tsunade chorou à minha frente como nunca, era raro como a aclamada guerreira titânio lamentava-se aos prantos como uma criança ferida.

Comovida por suas lágrimas, estiquei o suficiente meu corpo para atar sua mão à minha. Parte do meu âmago queria chorar com ela, e a outra tomando espaço para determinar a minha parte de permanecer no Instituto.

- Eu posso ficar aqui, e me esforçar para ter uma magia secundária, de cura, como a sua – pronunciei, analisando seu rosto vermelho – Mas preciso ficar aqui,senão sentirei de verdade que estarei morta.

Tsunade não retrucou, enxugando as lágrimas com sua mão desocupada.

- Ficarei de vigília – proclamou por fim.

Eu sorri,beijando a costa de sua mão e o alívio vibrando em meu coração.

 

                             ...

 

Ouvir Ino já era tedioso o bastante, mas agora também havia Hinata que não economizava palavras. Konan parecia tão entediada quanto eu ao canto do dormitório provisório. A festa de iniciação aos calouros, a primeira oficial realizada anualmente pelo instituto. Não que não houvesse outras, segundo a Hinata que tinha um primo veterano. Os alunos sempre se organizavam após o período de testes, às vezes no meio tempo também, dependia do humor de uns.

- Então, nós vamos né, Sakura? – sorri abertamente, e claro que não perderia por nada. Ainda mais os olhares que iriam dirigir a mim após o teste.  Medo ou admiração? Pena de certa forma não seria, o que já era um bom começo.

- Apesar de não possuir todo esse seu entusiasmo que por sinal é bem suspeito, eu irei. – resmunguei em um falso tom teatral pensativa.

- Por que suspeito? Você sabe que adoro uma festa. - fez-se de desentendida.

- Você sempre vai à festas, deveria estar cansada já. Até Hinata e Konan que nos conhecem há pouco tempo conseguem enxergar a sua perversão, está ansiosa pra conhecer os veteranos,  afinal você não se contenta com calouros, garotos da nossa idade são considerados bebê pra você. –  Konan e Hinata concordaram com um aceno de cabeça, rindo da cara emburrada de Ino.

- Ah nem vem testa de marquise. Você também não é nem uma santinha. Aliás, vocês duas também não me enganam.

- Eu nunca disse que prestava – Hinata defendeu-se.

-  Por Odin! Pelo menos se contenham um pouco, não podemos parecer aquelas calouras que caem em qualquer gracejo ou sai se jogando pra qualquer veterano.  Não se esquecem que pelo que já podemos notar, eles são do tipo cheios de si e nariz empinado!. – Ino exclamou, olhando-se ao espelho.

- Nós podemos investir em algum Meister também, são tão gostosinhos, ou quem sabe até um Schild. – sugeri, a ideia de ter que se relacionar, não amorosamente, mas fisicamente com alguém mais velho e com uma posição em disparada a minha, não me era uma ideia ruim. Não que eu fosse o tipo interesseira, afinal eu não ganharia nada com isso. Mas, alguém com uma extensa experiência era algo atraente e benéfica.
- Como se fosse possível – Konan pronunciou-se – Quem iria se interessar por garotas inexperientes como nós?!

- Ok Ok! Vamos nos arrumar e vamos todas juntas. – Ino respondeu em um movimento de desistência ao assunto,e seguimos juntas lado a lado.

                              ...

 


Hinata estava em um misto de sentimentos, o nervosismo predominava a maior parte. Seu primo Neji, assim como cada clã importante possuía um prodígio, alguém que lideraria o clã no futuro, no clã Hyuga não era de ser diferente. Neji Hyuga, apesar de pertencer a família principal dos Hyugas, era o grande prodígio, sendo o seu substituto. Hiashi, o idolatrava tanto pelas suas habilidades como por conseguir exercer uma maior soberania por ser homem.
Apesar de todo o favoritismo por boa parte do clã, e de seu pai. O conselho ainda conservava a tradição da família primaria  vinha a liderança, e Neji sentia ódio e repugnância  a hipocrisia daqueles velhotes. Mesmo que ela não admitisse, ele era o mais capacitado. E ela estava muito atrás dele, seu pai jogava essa verdade sempre que podia. Sua única filha não era o suficiente, apenas um fardo em que o clã via como obrigação a liderança por pertencer  à casa principal. 
Neji nutria desprezo,vomitava comentários sarcásticos e retóricas feitos com um nível incrível de acidez,para  intimidar,saiam sempre da sua boca. A sua maior raiva, talvez ainda fosse o fato de se ver preso em ter que  protegê-la a todo custo, e submetido a dar sua própria vida para manter a segurança da princesa Hyuuga, caso seja necessário. Alguém em que odiava, mas tinha a obrigação de proteger. 

Um filme permeava em sua mente, memórias de um passado distante, quando o idolatrava  criança, cresceram juntos. Apesar da diferença de idade, todos do clã Hyuuga passavam por treinamentos muito cedo que consistia na arte do Taijutsu: lutas corporais. E Neji dominava essa arte com tamanha maestria, superando até mesmo Hiashi. Tinha um corpo robusto e flexível como uma serpente, e eu sempre contemplava sua arte marcial com os olhos engrandecidos de admiração.

E lá, ele ao redor de seu grupo, exalando elegância e jocosidade, em meio a outros veteranos . Ele a olhava de soslaio fuzilando-a, e seus amigos pareceram notar.

A minha vida seria um inferno dali em diante – pensou consigo mesma. - visto que ele não mediria esforços em  delatar quaisquer deslize, seja por mal comportamento, em desonra ao clã, ele não era alguém que poderia confiar e pedir por ajuda.

Pedir sua ajuda estava fora de seus eixos,mesmo que Hinata Hyuuga solicitasse seu auxílio,Neji a repulsaria com o mínimo de palavras possíveis. Sabia que parte do seu ódio era culpa sua,porém, infelizmente Neji não estaria disposto a ouvir o seu conjunto de desculpas ou aceitar uma amizade dentro da casa.
Qualquer erro seu, com satisfação plena, mancharia sua reputação como primogênita do líder do clã Hyuuga, e sentiria que todo o seu castelo de determinação reforçada com tanto esmero, desmancharia em pó pelos pés do seu primo.


Sentada displicentemente em uma mesa afastada, Hinata analisava outros alunos em rodinhas de conversas, sorvendo bebidas e balançando seu corpo de acordo com a música. A perplexidade em sua mente ainda era clara da razão do desaparecimento do grupinho das meninas, abandonando-a sozinha pensando com seus botões. Infelizmente, ela queria pôr suas pernas ao ar,engolir uma garrafa inteira de álcool e rebolar o corpo até o sol despontar na janela. Mas até o fim, mesmo longe de sua família patriarcal, teria que agir como a princesa dócil e de sorrisos iluminados.

Arrumando o decote pequeno entre os seios, seu copo refletiu a metade de um corpo masculino aproximando-se em sua mesa. Empurrando os cabelos longos para trás,arqueando as sobrancelhas e forçando um sorriso sensualmente cordial,observou a figura com passos cautelosos. Ele tinha cabelos loiros e curtos,olhos que pareciam azuis e ajustado casualmente uma camisa branca de botões e uma calça jeans. Era um cara atraente e totalmente do seu tipo,e precisou alongar o pescoço para certificar se a figura de Neji não a estaria queimando com suas orbes.

- Oi – o garoto incitou um cumprimento,ainda de pé – Sou Naruto Uzumaki,e eu,hum... – pigarreou, as maçãs do rosto tingindo-se de vermelho – Sou da casa de Arcádia, sou seu veterano.

Sorri, analisando o constrangimento em sua feição. Apesar de ser veterano em uma casa, parecia  não ter alguma experiência no campo sexual. Suspirei, era estranho como travara-se em entrar em um diálogo comigo,e logo uma conclusão atingiu-me como raio:

- Seus amigos te fizeram alguma aposta? Desculpe se soei indelicada – Merda,eu nem me importava com isso. – Meu nome é Hinata.

- Ah não,não! – exclamou esbaforido, coçando o cabelo em nervosismo – Eu que peço desculpas se teve uma ideia errada,eu só,te vi sozinha nessa mesa. Mesmo que seja uma bela garota.

Ah,o tipo jogo de elogios de um iniciante. Clichê,sim. Mas isso amaciava meu ego.

- Minhas amigas me abandonaram – gracejei entre dentes,olhando no fundo dos seus olhos. Ele corou, as palavras presas em sua língua.

Eu não teria bebida,dança até a aurora,porém teria como um belo garoto virgem em meus braços à noite toda. Não tinha motivos para lamentações.

- Que tal sairmos daqui,huh? – fiz um gesto para que se aproximasse,ele em um movimento rápido,abaixou-se à minha altura. Colei minha boca em sua orelha – Sinto que tem alguém me vigiando,isso é agonizante,certo?

Ele aquiesceu,apertando os lábios, oferecendo sua mão. Soaria antiético da minha parte usa o garoto como objeto das minhas de Neji,entretanto, o desejo de aflorar meus anseios carnais sobressaiam-se entre meus temores.

Ele era um garoto obediente, e em nenhum momento indagara o motivo de haver alguém de vigília sobre mim. Alto e claro, éramos apenas jovens em uma noite de festa, no dia seguinte nem sequer lembraria de nossos nomes. Em uma varanda, senti meus cabelos esvoaçarem-se contra o vento. Contudo,antes que retornasse meu rosto ao garoto loiro, uma língua serpenteou contra a minha,empurrando-a duramente molhada. Assustada e de olhos abertos, sentia o corpo de Naruto abraçando-me. Meu corpo empurrado pela parede e estrutura do garoto. 


Não fiz-me de rogada,saboreando a língua desavisada por meus lábios,um ruído de um beijo quente afagado pelo som da música da festa. Puxando sua boca à minha,dedilhei sua nuca em meus dedos, trazendo sua cabeça para fundir em nosso ósculo. Enevoada pelo beijo avassalador,mordendo-lhe os beiços e sugando seu oxigênio. Naruto desprendeu de meus lábios, cortando o beijo sem fôlego. Fixado a mão grande em minha cintura,permaneceu até afastar-se completamente; a boca vermelha de nosso ato de minutos atrás.

Rindo esganiçada,apoiei minha testa em seus ombros. E logo para meu horror em campo de visão, Neji estava apoiado contra a parede oposta,com uma taça de vinho em mãos e um sorriso cretino brincando entre seus lábios.

Porra,eu estava ferrada,mil vezes condenada ao inferno pela própria personificação do Diabo.

 

                            ...


Apoiei-me sobre o vaso, vomitando minhas tripas pela enésima vez pela noite. Fraca por álcool, havia tomado apenas duas doses e meu corpo tornou-se geleia. Apenas tive tempo de retornar ao quarto, enquanto que o gosto de bile inundava minha boca.

Mesmo que meu corpo tenha descansado, ainda sentia a ressaca batendo-me com força. Minha cabeça latejava como o inferno, e catei uma pílula para enxaqueca, e já sentiu minha mente pesada só de imaginar Ino gritando ao meu ouvido, Hinata provavelmente irritada por ter sido largada só e Konan,bem,não faria nada.

Equilibrei-me sobre o criado mudo, e marchei até o banheiro. Mergulhada pela ducha de água, a alucinação de ter visto Sasuke no quarto do hospital, não sumia da minha mente. Eu imaginava que aquilo era apenas um delírio da minha cabeça, minha consciência pregando uma brincadeira de mau gosto.  Era exótico uma cena em que ele tocava-me com tanta delicadeza, transmitindo uma sensação quente e confortável. Era loucura se quer criar uma imagem sua sorrido sinceramente.

Logo seria a aula de Kurenai, e meus sentidos aguçaram em tomar cuidado com seus olhos vermelhos afiados e assustadores. Sentindo a água jorrar, suspirei, a imagem de Sasuke sumindo aos poucos.

 


                             ...


Mordendo o pão, Hinata contara-lhe sobre sua grande noite: Sobre o veterano loiro, seu beijo gostoso e sobre seu primo Neji – fofoqueiro e um voyeur incorrigível – que havia descoberto os dois aos beijos. Ela disse que Naruto não havia o localizado, já que ele havia sumido de vista logo quando Hinata soltou sua respiração após o susto. Reclamou e lamentou que futuramente, sua cabeça estaria presa em uma estaca se Neji der a língua nos dentes.

- Fica tranquila – Ino assegurou-lhe, gesticulando em descaso – Embora ele possa te ameaçar daqui para frente.

Ino era como uma bomba caótica protegida por uma embalagem de presente. Não era ofensiva aparentemente, porém era mortal quando analisada profundamente. Hinata engasgou por sua sugestão, engolindo o suco para amenizar.

- Você é uma cretina! – acusou, entre dentes.

Ino deu de ombros, terminando o café. Bufei, empurrando a cadeira, pronta para a aula de Kurenai.

- Ainda bem que não tenho aula com essa tal de Kurenai, mulher esquisita – Konan murmurou , e Hinata assentiu.

- Bom para vocês ,queridas. 

Ino riu despendindo-se das outras por ora, e segui à frente. A aula da Meister era ao ar livre em uma sub-arena circular, no palco, um círculo desenhado ao chão e as pessoas ao redor dela,sobre a grama. Kurenai estava ao centro,aguardando os alunos da casa arrumarem-se em seus lugares.

- É de praxe que novatos formem duelos com veteranos de minha preferência , para testar o nível de suas habilidades – Discursou indecorosa, olhando-nos em superioridade.
- Não gosto de tagarelar por muito tempo, então só irei dizer alguns avisos: Nada de agressões verbais e físicas, apenas lutem com sua força bruta ou testem sua magia, se forem de suas escolhas. Perdem quem sair do círculo, e será imediatamente expulso se não seguir o item 1. Além disso, apesar de apenas um duelo como teste,estarei observando seriamente seus desempenhos. Então, não me entediem.

A Meister convocou uma dupla ao duelo,como prometido, era uma veterana e um calouro. A veterana era exímia em suas ilusões, fazendo o garoto forçadamente sair do círculo. O próximo par era de Ino e um outro garoto veterano, de nome Shikamaru. Pelos boatos, ele era um dos prodígios em runas, e senti um receio de Ino sair vitoriosa. Eu estava crente que por ambos serem de clãs renomados, a luta seria de um rendimento favorável.
Ino tomou uma posição de luta, enquanto que Shikamaru recuou em um ponto mais afastado. Em um gesto desconhecido de mãos, o Nara bradou:

- Arte rúnica: Manipulação de sombra sensorial ! – Para o nosso espanto, a sombra sob os pés do garoto movimentou-se rapidamente, alcançando o corpo de Ino. Ela arquejou em desaviso, quase gaguejando ao repelir sua magia com a dele.

- Transmissão de transferência mental! – Gritou,após alguns segundos. Contudo, já era tarde demais, seu pé já estava fora do centro.

Algumas pessoas da plateia urraram em uníssono. Shikamaru era favorecido mesmo entre a multidão de novatos. Que garoto popular, pensei. Porventura, ele parecia alheio aos brados de favoritismo à si, soltando um olhar entediado enquanto sumia entre a massa de pessoas.

Kurenai parecia propícia em chamar os próximos nomes, mas a figura de Tsunade despontou entre os presentes. Ela desfilou entre a passagem aberta de pessoas, e parecia procurar alguém entre a multidão. Ao me encontrar, acenou de um modo apologético. Kurenai iria incitar o motivo de sua ilustre presença, mas engoliu insatisfeita sua inquirição.


- Certo – murmurou – Por favor à frente Haruno Sakura e Uchiha Sasuke.

Arqueei minha sobrancelha surpresa por sua escolha, porém ocultei com visível curiosidade em lutar novamente com ele. Busquei o corpo de Sasuke entre a multidão, e suspirei quando encontrei apoiado ao canto com as mãos forrando os bolsos da calça.

Caminhei lentamente ao centro, supervisionada pelo olhar das duas Meister’s. Sasuke andou em um mesmo ritmo, mas o contrário do ruído estridente com Shikamaru, o silêncio prevalecia na sub-arena. Estiquei minha coluna e meus olhos encontraram os seus, negros e infindáveis. E novamente a alucinação borbulhou em minha mente,tratei de jogá-la ao fundo do meu inconsciente.

- Tenhamos uma boa luta – anunciei,com a voz falha. Não houve uma resposta física ou verbal de sua parte, e trinquei os dentes por sua soberba egoísta.

Ergui o punho em luta, desafiando-o; meu corpo encheu-se de uma adrenalina e uma força desconhecida. Desviei meu olhar a Tsunade, e ela contemplava-nos sem atrever-se a piscar as orbes.

Seu corpo pairou sobre o círculo e fumaças ladeavam seu corpo. Sentiu a força radiando em suas veias. Abriu os olhos e então inclinou-se verticalmente, mas sem fazer contato com o chão. Ergueu a mão direita e estalou os dedos.
- Uchiha – Sorriu com escárnio ao notar a surpresa na face arrogante do moreno – Não achou que eu fosse esquecê-lo hein? – O corpo forte e grande fora puxado com brutalidade e parado a sua frente.


- O que você quer? – Indagou irritado por ter não ter controle sobre seu corpo naquele momento – Vai se arrepender se não me soltar, Haruno. – Entornou a voz com ódio.


- Ora, eu também sei brincar como você. Vou pegar leve para você ir se acostumando com a dor. – Mentalizou a punição e enviou sua energia vital para realização da mesma através da sua mente.


Queimação, ele sentia sua pele arder, como se tivessem sendo queimadas. Contudo, seu corpo estava intacto, sem queimaduras. Que tipo de poderes seriam esses? Ela não proferiu sequer uma palavra ou desenhou runas em seu corpo. A dor intensa quase fez com que ele urrasse de é dor, que logo foi reprimida. Não daria esse deleite a ela tão fácil. Concentrou-se em sua habilidade, a mesma em que tinha usado nela a deixando com ânsia de vingança. Sua habilidade de ilusão não era a melhor se comprar a do seu irmão, mas tampouco ficara muito atrás. Era considerado o melhor depois do Itachi.


Ela impulsionou sua magia que não tinha qualquer conhecimento dela, canalizando toda as suas emoções em pura magia. Quis assoviar, impressionado.


Resistiu a dor e então criou a ilusão em que ela não fosse abandonada pela família, crescesse com o afeto e o apoio dos pais. Tinha um lar cheio de luxo, sim luxo. Porque pessoas sem família, sem clã que viviam à mercê do instituto sobreviviam com o pouco que era lhe dado, as sobras. Tudo parecia perfeito ao seu ver, mas sabia que era uma ilusão criada. A verdade é que deixou ser imersa pela ilusão, queria ver até onde ele iria e o que usaria contra. 
- Já chega. – Gritou a Diretora Tsunade – Sakura você foi longe demais. É notório que seus poderes prevalecem ao da casa de Thorn. Então de agora em diante, tratem de viverem bem, pois são da mesma casa.

Sakura soltou uma baforada de oxigênio, aguentando um sorriso vitorioso em sua face. Seu rosto exalava a mais pura satisfação reconhecendo o descontentamento de seu rival.

 

 

 



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