História Awakening Of Destiny - Capítulo 1


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Laurmila, Madelaine Petsch, Vercy
Visualizações 77
Palavras 5.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é a primeira fanfic que eu escrevo e bom, não estou escrevendo para ter milhões de visualizações ou seguidores, eu só encontrei na escrita um refúgio. É escrevendo que eu venço meus demônios, é a escrita que me leva para lugares melhores que a minha mente (que não é tão habitável diariamente). Então, espero que se alguém ler não cobre tanto de mim porque eu realmente só escrevo quando estou em crises, até tento escrever quando estou calma, mas não sai como o esperado. Espero que gostem da história, estou tentando com tudo de mim torná-la algo bom. Eu comecei a escrevê-la ano passado e já mudei todo o contexto da história, mas só agora tive coragem e segurança pra postar.

Coloquei uma música que me emocionou após eu ouvi-la enquanto revisava o capítulo pela milionésima vez, é um cover, coloquei em uma parte do POV da Lauren, mas podem repetir no POV da Camila, na hora certa.

Let's Go!

Capítulo 1 - Capítulo 1- First Meeting


Fanfic / Fanfiction Awakening Of Destiny - Capítulo 1 - Capítulo 1- First Meeting

Narrador PoV

Fazia uma bela manhã ensolarada, porém ainda fria em New York City, o palco de nossa história, o lugar onde nossas protagonistas habitavam e respiravam o mesmo ar. Entretanto, como moradoras da grande metrópole, nunca percebiam as pessoas ao seu redor pois estavam sempre correndo, mesmo que não estivessem atrasadas, afinal, é costume dos nova iorquinos andarem apressados, focados em seu próprio mundo. Mas hoje, junto com o sol, o destino havia acordado inspirado e decidido a fazer vidas se esbarrarem, nem que para isso precisasse usar o sentido literal da palavra.

Era Outono em Nova Iorque, onde o chão é enfeitado pelas mais variadas folhas com tons de laranja, deixando a Cidade de Pedra mais encantadora do que costuma ser. Outono é a estação do recomeço. As pessoas, assim como as árvores, começam a se renovar. As árvores abrem mão de suas folhas e os humanos abrem mão de sentimentos, ou da falta deles.

Nossa história se inicia em um dos mais belos parques da cidade, o Bridge Brooklyn Park, que tem como vista o rio Hudson e as Brooklyn e Manhattan Bridges, pontes essas que unem os dois bairros, mas que a partir desse lindo dia de outono, passará a unir duas vidas. Nessa segunda-feira que tinha tudo para ser mais um dia normal na vida de nossas protagonistas, o parque estava um verdadeiro cenário de romance. E foi esse o motivo da inspiração para que o Sr. Destino levantasse de sua cadeira de balanço e resolvesse tirar algumas pessoas da mesmice de suas vidas. Foi esse cenário com uma beleza inenarrável que fez o destino despertar e lembrar que tinha uma missão: unir duas vidas que nasceram destinadas uma a outra.

 

E é assim que nossa história se inicia.

16 de Outubro de 2017 – Mahattan, NYC

Lauren Jauregui POV

O relógio marcava 7 horas da manhã, isso significava que a morena dos olhos verdes tinha que levantar para fazer sua caminhada matinal e só então ir para seu trabalho. E assim ela o fez: jogou as cobertas para o lado e se levantou ainda com os olhos fechados pelo sono, se direcionando ao banheiro para tomar um banho. O seu dia só começaria após um banho frio e uma xícara de café para despertar.

Entrando no banheiro se desfez de sua blusa e de sua calcinha, ligou o chuveiro e deixou a água cair em seus longos cabelos pretos. Ficou ali por dez minutos e após sair do banho fez toda sua higiene matinal. Ao sair do cômodo anterior entrou em seu closet para se vestir, colocando um conjunto de moletom cinza e um tênis preto apropriado para caminhadas, penteou seus cabelos e os bagunçou novamente, deixando-os um pouco selvagens, ela gostava deles assim, o mais natural possível. Não colocou maquiagem, afinal ela iria estar toda suada ao término dos exercícios, maquiar-se seria apenas perda de tempo. Ela gostava de ficar natural, seu pai sempre dizia que ela tinha sido esculpida por deuses, não precisava de “ajuda” para ficar bonita.

Terminando de se arrumar, desceu as escadas e foi diretamente para a cozinha, de onde vinha um cheiro maravilhosamente saboroso, tinha certeza que sua amiga estava fazendo ovos fritos com bacon, sentia sua boca encher d’água e a barriga roncar, acabou lembrando que tinha ido dormir sem jantar, o que fez sua fome aumentar gradativamente. Ao adentrar no local, viu sua melhor amiga de frente para o fogão, com os cabelos presos em um coque e uma blusa enorme que com certeza caberia três dela dentro. Foi caminhando bem devagar para que ela não notasse a sua presença no recinto, e chegando próximo a ela, abraçou a sua cintura e encheu sua bochecha de beijos, fazendo com que a garota mais baixa se assustasse e quase derrubasse a frigideira no chão.

- Porra, Lauren! Quer me matar do coração? Caralho! – exclamou com a mão no peito, respirando descontroladamente.  A morena por sua vez gargalhou gostosamente e abraçou a sua amiga mais uma vez, que agora estava de frente pra ela, fazendo com que a mesma desse vários murros no seu ombro.

- Se eu tivesse derrubado a comida, você iria trabalhar sem fazer o desjejum, sua maldita! – falou mais uma vez a garota de cabelos castanhos, furiosamente. – Dá pra me soltar? Preciso terminar o café. – pediu. Lauren logo fez o que foi pedido educadamente por sua amiga, ela sabia que se não a soltasse iria sair sem comer.

Sentando-se nos bancos que ficavam próximos a bancada da sua cozinha americana, a morena falou pela primeira vez naquela manhã:

- Vai demorar muito, Lu? Estou morrendo de fome! Não comi nadinha ontem à noite. – falou a morena com os cotovelos apoiados na bancada de mármore e o rosto entre as mãos.

-Bom dia pra você também, Lauren Sem Educação Jauregui. Está morrendo de fome porque quer, o jantar estava pronto ontem, ou quer que da próxima vez eu coloque na sua boca também? – disse Lucia, sarcasticamente.

- Eu estava inspirada ontem e desenhei uns esboços novos, quem sabe eu não ache alguém para ser minha modelo, huh? – questionou a nova-iórquina sugestivamente, ela sabia o medo que sua amiga tinha de agulhas e de fazer uma tatuagem. Ela mal tinha acabado de falar e Lucia já estava com os olhos semicerrados olhando pra ela.

- Você não desiste mesmo, hein? Eu já disse que não vou fazer porcaria de tatuagem nenhuma. – falou a menina magricela, sem um pingo de paciência. – Procure outra cobaia para suas loucuras, meu anjo. – Enquanto falava a de olhos castanhos, ia colocando a comida em uma travessa para que pudessem se servir. Quando a comida já estava devidamente exposta na mesa, a campainha tocou.

- Quem será a uma hora dessa da manhã? As pessoas não sabem que é muito cedo para se fazer uma visita? – Falou a de olhos verdes olhando em direção a porta.

- Com certeza é o café, o nosso acabou e eu tive que ligar para o TLC. Falando nisso, temos que ir ao mercado, a dispensa está quase vazia. – falou a mais nova, se dirigindo a porta, olhando pelo olho mágico e abrindo-a. – Bom dia, Bella! Pontual como sempre, obrigada. Aqui está o dinheiro, diga a Sun que eu lhe mandei um beijo e um beijão na pequena Valen. – exclamou a garota, com um sorriso no rosto.

- Pontualidade é o nosso lema. – falou a menina morena dos cabelos compridos, sorrindo timidamente. – Nós que agradecemos a preferência! E passarei o seu beijo a minha irmã e sobrinha. Tenha um bom dia, Srta. Lucia. – pegando o dinheiro, colocou-o na bolsinha que carregava e se foi.

- Ainda descubro o segredo da Sun, o café dela não se compara a nenhum desta cidade, e olha que já apreciei vários cafés, de diferentes estabelecimentos. – falou a garota de olhos castanhos, chegando à cozinha e passando o copo para a garota branca à sua frente.

- Falando nela, temos que fazer uma visita, nunca mais aparecemos lá, estou com saudades daquela bolinha ruiva. – falou a morena sorrindo com a lembrança da criança.

-Sim, vamos lá qualquer dia desses, porém esteja ciente de que a bronca maior será você quem vai ouvir, caminha no parque todos os dias e não entra pra dar um oi. – falou Lucy, rindo. – Vamos comer antes que isso esfrie.

- Realmente, minha bronca vai ser enorme, já sinto minhas orelhas doerem desde agora. – falou a morena massageando sua orelha, fazendo com que a amiga risse. – Mas, deixa eu te fazer uma pergunta, Lu? A Vero não dormiu aqui hoje? – perguntou maliciosamente a de olhos verdes.

- Não, por quê? – perguntou, já olhando de cara fechada para Lauren.

- AAAAAH!! Está explicado esse seu mau humor todo. – respondeu a de cabelos pretos, rindo da cara que sua amiga fazia.

- O que você está querendo supor, Lauren Michelle Jauregui Morgado? – questionou Lucy, alterando a voz.

-Que você está precisando de sexo? – disse a mais velha inocentemente, com um sorriso exalando pura ironia.

- Só não jogo esse prato nessa sua cara de tinta de parede descascada porque é pecado estragar comida. – falou por fim a morena, voltando a comer.

- A Vero tem que aparecer logo, não consigo aturar esse seu mau humor todos os dias por muito tempo. – implicou Lauren, sabendo que sua amiga estava a ponto de explodir.

- Se você não calar essa boca, eu vou fazer você engolir essa comida junto com o prato. – disse a garota, com um sorriso amarelo no rosto, fazendo com que a amiga arregalasse os olhos esverdeados e levantasse as mãos em sinal de rendição, voltando a comer. Ela sabia que a outra seria capaz de fazer o que disse.

Terminaram de comer e a morena retirou a mesa, colocando as louças no lava-louças e subindo para seu quarto, afim de escovar os dentes novamente e pegar sua bolsa pra se dirigir ao seu estúdio. Quando voltou ao andar de baixo, sua amiga estava sentada no sofá, com seus óculos no rosto e lendo um papel que mais parecia ser um contrato. Com certeza seria mais uma campanha para a qual ela iria fazer propaganda.

- Porque a Vee não dormiu aqui hoje? Vocês brigaram? – perguntou sentando-se no sofá perto da mais nova. – levantando os olhos do que estava lendo, Lucy viu que a amiga não estava mais brincando e sim preocupada, ela deu um leve sorriso e se aproximou da amiga, lhe dando um beijo na bochecha.

- Não, Laur. Ela teve que ir para Miami. A lleana resolveu fazer uma reunião com todas as filiais da Hope, então ela viajou com a Gabi. – explicou a mais nova. Fazendo a mais velha sorrir aliviada. – Porque esse sorriso? – questionou Lucy.

- Pensei que teria que aturar seu mau humor por vários dias por causa da Verônica, iria ter que seqüestrá-la e a mantê-la em cárcere privado, até ela te acalmar. – falou a morena de olhos verdes, se levantando quase correndo para evitar ganhar uns tapas.

- Vá se foder, Michelle. – gritou a de olhos castanhos jogando uma almofada na direção da outra garota, fazendo com que a mesma fechasse a porta forte demais. – Dá próxima vez leva a porta nas costas, sapatão dos infernos. – gritou novamente. Fazendo Lauren gargalhar e caminhar em direção ao elevador.

Entrou na caixa metálica cumprimentando as pessoas que já havia ali e apertando o botão que a levaria até a garagem. Chegando ao local, foi em direção a sua vaga e subiu na sua moto, uma BMW, de última geração, na cor preta. Colocando o capacete, ligou a mesma e saiu do prédio.

Não demorou quinze minutos para atravessar a Brooklyn Bridge e chegar ao seu destino, passou em frente ao TLC e fez uma nota mental de que realmente precisava visitar sua amiga. Estacionando no local apropriado, desligou a moto, guardou o capacete e foi para a área onde ficava a pista para pedestres correrem. Aqueceu-se apoiada em uma árvore e foi para a pista caminhar. O lugar hoje estava lotado mas isso não a impediu de realizar seu objetivo. Mal tinha dado uma volta completa no local, quando sentiu um corpo se chocando com o seu, a fazendo desequilibrar e cair no chão junto com a pessoa que até o presente momento não tinha conseguido identificar se era homem ou mulher. Levantou-se e começou a limpar suas mãos e cotovelos, tinha ganhado um belo de um corte na palma da mão esquerda, iria ter dificuldades para tatuar hoje. Totalmente perdida em sua mente, acabou esquecendo que tinha outra pessoa a sua frente.

Levantando os olhos para ver de quem se tratava, encontrou com uma garota de porte médio, cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, calça legging, uma camisa com a frase “ALWAYS” -com certeza ela era fã do Harry Potter - e uma jaqueta amarrada à cintura. A garota estava se limpando, tinha se ferido, dos cotovelos saía sangue.

[PLAY] Can't Help Falling In Love

 Quando ia se pronunciar para oferecer ajuda, a garota levantou a cabeça e foi aí que tudo mudou. Aqueles olhos castanhos que deveriam ser normais como quaisquer outros -e que não eram pois a lembrava da cor de marte- invadiram as suas orbes verdes e o mundo parou, naquele mísero segundo era como se só existissem elas duas, o coração bateu mais rápido, as mãos transpiravam, o ar se tornou rarefeito. Uma sensação de reconhecimento tomou posse do coração de Lauren, era como se a sua alma quisesse sair do corpo e ir de encontro àquela garota que estava parada a sua frente, tão estática quanto ela poderia estar. Aquela conexão parecia inquebrável, até que alguém pediu licença para passar. A garota dos olhos castanhos baixou a cabeça e abriu a boca para falar algo, mas parecia que nada saía. Após uns longos segundos ela levantou a cabeça novamente, olhando para a morena e finalmente conseguiu falar.

- D- Desculpa. – foi a única coisa que ela falou. Já a morena dos olhos verdes nem esse feito conseguiu, ainda estava em choque para falar qualquer coisa, apenas meneou a cabeça, dando um pequeno sorriso de lado, para mostrar a moça a sua frente que estava tudo bem, que ela não tinha se machucado, pelo menos não como a outra. Quando a de olhos verdes viu que não tinha mais nada para ser dito -melhor, até tinha, mas ela não conseguia colocar em palavras- deu as costas e foi em direção ao local que tinha deixado sua moto. Precisava de um banho e trabalhar, hoje a agenda da Accio Tatto estava cheia e ela não podia decepcionar seus clientes. Chegando ao local, tirou o capacete que estava preso no suporte da moto, subiu na mesma e a ligou, saindo do parque com uma sensação estranha de que essa não seria a primeira vez que esbarraria naquela moça de uma beleza inigualável e presença marcante.

 

16 de Outubro de 2017 – Brooklyn, NYC

Karla Camila POV

A latina estava em um belo sonho no qual ela sonhava com sua princesa encantada, quando um som estrondoso lhe arrancou do mundo da imaginação e a levou a vida real. Ela ainda estava perdida sobre de onde vinha esse barulho ensurdecedor, ainda não havia acordado totalmente. Quando o barulho voltou a ecoar dentro do apartamento, lembrou-se de onde vinha esse escarcéu.

- Dinah Jane, desliga essa porra antes que eu o jogue no rio Hudson. – gritou do seu quarto, mesmo sabendo que se sua amiga não havia acordado com o barulho daquilo que ela chamava de despertador, não iria acordar com seus gritos.

 Acabou por se levantar e saiu cambaleando quarto a fora, alguém tinha que desligar isso antes que fossem expulsas do prédio por perturbação do silêncio ou poluição sonora. Não entendia porque a amiga tinha comprado aquele treco, nem se o mundo desabasse na cabeça da loira ela acordaria de seu sono.

Chegando à porta do quarto da amiga, abriu a mesma, adentrou o quarto ligando a luz e rindo de como a sua amiga estava: metade do corpo na cama e metade no chão, com a mão a um passo do criado mudo onde ficava o despertador. A morena sorriu sapeca com a língua entre os dentes e teve uma idéia nada boa, mas precisava punir a mais nova por ter lhe tirado do mundo dos sonhos quando ela estava quase conseguindo beijar a sua princesa. Abriu a boca e se preparou para gritar.

- DINAH JANE MILIKA ILLASIAANE HANSEN AMÁSIO- gritou com todo pulmão fazendo a loira pular da cama assustada com a mão no peito.

- Eu não fiz nada, mama. Eu juro! Foi tudo culpa da Regina. – falava a loira toda apressada, olhando para os lados e com a mão ainda no peito, ofegante, fazendo com que a morena a sua frente caísse na gargalhada. Só depois que Camila entrou em crise de riso, a loira percebeu o que havia acontecido e olhou furiosamente para a amiga. – KARLA CAMILA CABELLO ESTRABÃO, EU VOU TE MATAR!!! – gritou fazendo a latina sair do quarto correndo e entrando no próprio quarto o trancando e indo direto para o banheiro.

Iria aproveitar que hoje não tinha aula para ir ao parque correr, estava muito sedentária mas ela sabia que quando saísse do quarto teria que enfrentar a fúria de uma polinésia maior e mais forte que ela, pensar nisso a fez rir mais ainda. Dinah sempre cairia nisso. Terminando seu banho e fazendo toda sua higiene matinal, entrou no closet, que a propósito estava uma bagunça, e procurou suas roupas apropriadas para malhar, colocou uma calça legging azul clara e uma blusa branca que tinha uma frase do seu personagem preferido, da saga Harry Potter, juntamente com uma jaqueta college preta e branca com as siglas NY. Como não havia molhado os cabelos, apenas o penteou com os dedos e o prendeu em um rabo de cavalo, calçou seu tênis preto e saiu do closet caminhando até a mesinha na cabeceira de sua cama pegando seu celular. Arrumou a sua cama, abriu as janelas e saiu do quarto fechando a porta atrás de si. Seguiu no corredor, verificando o celular e as redes sociais, tinha mensagens da sua mãe e uma da sua amiga Marielle. Chegando à cozinha a encontrou vazia, sua amiga ainda não tinha terminado de se arrumar, então se dispôs a fazer a massa das panquecas para o café da manhã, ela só iria tomar um copo enorme de vitamina de banana com biscoitos para poder agüentar o pique dos exercícios.

Quando havia terminado de fazer a massa, colocou no fogo para prepará-las, e enquanto o fogo fazia o seu trabalho, ela foi pegar os ingredientes para fazer sua adorada vitamina, indo de vez em quando ao fogão virar a panqueca para não queimar. Após longos minutos, Dinah apareceu com uma calça preta rasgada nos joelhos, uma regata preta e um casaco com estampa de oncinha amarrados na cintura, com um all star de cano baixo também na cor preta e os cabelos soltos. Fazendo a mais velha soltar um sorriso repleto de admiração, sua melhor amiga era linda, e graças a Deus ela tinha aceitado isso. Porém o seu sorriso não foi bem recebido, Dinah ainda estava com raiva. 

- Tá rindo de quê? Por acaso estou vestida de palhaça? – disse a mais nova, cruzando os braços e olhando séria para a de olhos castanhos que tentava segurar o riso.

- Não to rindo de nada, D, Apenas apreciando a sua beleza. – respondeu a morena sinceramente, mas ainda assim segurando o riso. Aproveitando para tirar a panqueca do fogo e colocar em um prato.  A loira olhou desconfiada pra menor e quando viu que ela estava falando a verdade, soltou: - Eu já te disse que você não faz o meu tipo, Karla Camila. – falou alfinetando a morena.

- E quem faz seu tipo, China? Por acaso, a nova gerente do TLC? Como é o nome dela mesmo? Ah, lembrei: Keana! Bela moça não é? – retrucou a mais nova vendo o rosto da sua amiga ganhar uma coloração avermelhada. – Ah meus deuses, Dinah Jane está constrangida. – notou Camila, realmente espantada. Dinah não era o tipo de pessoa que ficava vermelha facilmente, pelo menos não de vergonha.

Virando-se novamente para colocar mais massa na frigideira, e adicionando tudo que iria precisar para fazer a vitamina no liquidificador e o ligando. Em poucos minutos a vitamina estava pronta, ela a colocou no copo para apreciar aquela obra dos deuses. Então Dinah voltou a falar.

- Para de falar besteiras Karla! Eu nem falei com a moça, nem lembrava o nome dela, já você não, né? – disse a mais nova, querendo mudar o foco da conversa, - E outra, da próxima vez que entrar no meu quarto fazendo cosplay de Dona Milika, eu vou fazer você sentar no gelo por uma semana do tanto que vou chutar esse iceberg que você chama carinhosamente de bunda. – disse a loira sorrindo cinicamente. – Agora me sirva, Isaura. Estou morrendo de fome e tenho muita coisa pra fazer hoje.

- Eu não estou falando besteiras, até a Sun percebeu suas olhadas quando ela veio apresentar a moça, parecia que iria comer ela com os olhos. Você ta precisando transar, Dinah! – afirmou a morena.

- Falou a Madre Teresa de Calcutá. Há quantos anos você não transa? Ah, espera, você é virgem. – brincou a loira. Na verdade, ela admirava a amiga por esse fato, não existiam mais tantas pessoas como ela no mundo. Mas gostava de implicar com ela, então sempre tocava no assunto.

- Dinah, será que tem como não tocar nesse assunto? Você sabe que eu não me sinto preparada. E come logo, antes que a panqueca esfrie, tem nutella com morangos pra rechear. – falou a latina envergonhada, enquanto tomava mais da sua vitamina e virava mais uma panqueca. – E sobre o cosplay da tia Milika, eu vou continuar fazendo até você se livrar daquele trambolho que chama de despertador, não sei por que teima em ligar essa geringonça, nem se a casa caísse na sua cabeça você acordaria. Quase vejo a hora de ser expulsa desse prédio por perturbação do silêncio. – reclamou a mais nova. – Sorte sua que a Sun sai com a Valen e a Bella muito cedo, se não você ia se ver com ela. – brincou a morena.

Depois de mais uma panqueca devorada, Dinah levantou-se da mesa e foi até a amiga que estava lavando as louças que tinham sido usadas para preparar o café.

- Obrigada Chancho, a comida estava divina como sempre. – disse a mais velha deixando um beijo na bochecha da menor e empurrando ela para o lado. - deixa que eu lavo o restante, Mila, seu café foi só esse copo de vitamina? – perguntou preocupada.

- Sim, eu vou correr um pouco no Brooklyn Bridge Park e depois como algo no TLC. Já que você se dispôs a lavar a louça, vou escovar os dentes. – disse a mais velha e foi em direção ao seu quarto novamente, após fazer sua higiene, voltou à cozinha, pegou sua garrafa de água, pegou as chaves e o seu celular, deu um beijo na amiga e foi em direção a porta.

 Chamando o elevador, entrou no mesmo quando chegou, e esperando pacientemente a caixa metálica chegar ao destino final, saiu e foi caminhando até a parte de fora do prédio onde podia deixar as bicicletas. Destrancou a sua e subiu na mesma, saindo pelo portão e saudando o porteiro que estava ajudando umas das moradoras do prédio com umas sacolas de compras.

- Bom dia, Rod! – exclamou a garota alegremente.

- Bom dia, Srta. Camila – acenou o porteiro sorrindo para ela.

E assim, a latina foi pedalando com sua bicicleta pelas ruas do Brookyn, admirando a beleza do local, cantando suas músicas preferidas e nem viu o tempo passar, quando se deu conta já estava chegando ao seu destino. Ao chegar em seu destino foi em direção ao bicicletário, prendeu a sua bicicleta no local e caminhou para dentro do parque. Hoje estava bem lotado. A morena ficou parada por um momento admirando a beleza que o parque adquirira por conta das diversas folhas alaranjadas que jaziam pelo chão; despertando-se do seu devaneio se pôs a caminhar para dentro do local. Aqueceu-se e começou a sua corrida, depois de duas voltas na pista, estava totalmente cansada, parou um pouco para descansar e tomar água, quando voltou a correr se distraiu olhando um cachorro do outro lado do parque e quando deu por si só sentiu um impacto e caiu no chão.

Passados uns segundos ela tentava se levantar, mas estava sentindo muita dor nos cotovelos. Com muita luta a garota de olhos castanhos se levantou, e começou a ver os estragos que a queda fizera. Os seus cotovelos já eram, estavam todo ralados e ensangüentados, começou a se limpar tentando ignorar a dor que só piorava a cada vez que ela movimentava os braços. Enquanto estava em seu processo de limpeza sentiu um olhar pesando sobre ela, acabou lembrando que era a pessoa que havia trombado nela, ou em quem ela havia trombado.

 Quando levantou a cabeça para se desculpar com a pessoa, constatou que era uma mulher, uma bela mulher, mas algo nos seus olhos extremamente esverdeados lhe arrebatou, aqueles olhos pareciam lhe apresentar o universo, quando ela realmente focou naquelas orbes verdes, sentiu o mundo parar de rodar, seu coração quase chegou na boca de tão forte que batia, naquele mísero segundo ela soube que se jogaria de cabeça naquele universo tão desconhecido, mas que ao mesmo tempo parecia tão conhecido. Elas estavam em uma bolha, não conseguiam desviar o olhar, é como se só existissem elas não só naquele parque, mas no mundo.

Porém, como se o universo precisasse dizer que elas não estavam sozinhas no planeta, muito menos naquele parque, alguém pediu educadamente que elas saíssem da pista. E foi nesse momento que houve a quebra da conexão. Camila sabia que precisava se desculpar, porém não conseguia fazer com que sua voz saísse e achava que a moça a sua frente também não conseguia, pois a mesma estava parada como se fosse uma estatua na sua frente. Se recompondo daquela sensação esmagadora que estava sentindo, olhou pra morena a sua frente e tentou falar.

- D- Desculpa. – disse envergonhada, era o máximo que ela iria conseguir, sabia que precisava de mais, entretanto não conseguia. A moça por sua vez, parecia estar saindo de um transe, apenas meneou a cabeça e deu um sorriso de lado, virando de costas e indo em direção a saída do parque.

Camila ainda ficou por muito tempo parada olhando para o nada, sentindo falta do olhar da outra sobre si, sentindo falta da ligação construída através dos olhares e sentia mais falta de mergulhar naquele universo. Balançando a cabeça para espantar os pensamentos, seguiu em direção a saída do parque para ir até o estabelecimento da sua amiga e vizinha, precisava lavar aqueles cortes, tomar um belo café da manhã e voltar pra casa, ainda teria que fazer um trabalho da faculdade. Saiu do parque com uma sensação esmagadora dentro do peito, sentia que ia voltar a encontrar aquela moça que tinha os olhos do universo.

Narrador POV

O que Camila e Lauren não faziam idéia, é que a sensação que as duas sentiram ao se distanciar era totalmente verdadeira. O destino estava começando a desembaralhar a linha vermelha que unia pessoas desde o momento de seus nascimentos, destinando-as como almas gêmeas. Ele começava a desembaralhar a linha que as unia e só descansaria quando conseguisse o que tanto almejava. Ele as tinha como obrigação de vida, era como se elas fossem a sua missão mais importante no momento e, para ele, realmente era.

 

Karla Camila Cabello Estrabão, nascida em Cojimar, Cuba. Filha de Alejandro e Sinuhe Cabello. Saiu do seu país para estudar moda, tinha o desejo de se tornar uma das maiores estilistas de Nova Iorque. Seu pai, dono de uma das maiores empresas de construção civil da América Latina e sua mãe, a arquiteta mais renomada do seu país, apoiaram a filha todo o tempo e ajudaram-na a chegar onde queria, pagando umas das melhores faculdades de moda da Cidade de Pedra, a Pratt Institute. Camila tinha como sua amiga e fiel escudeira, Dinah Jane, de origem Tonga e Polinésia, mas que nasceu na cidade de Sant’Ana, Califórnia. Elas se conheceram no primeiro dia da faculdade, e se identificaram no primeiro momento, durante os meses foram criando um laço enorme terminaram dividindo um apartamento, elas estavam no segundo período da faculdade. Camila não era uma pessoa festeira, preferia ficar em casa em meio aos seus livros, desenhando seus esboços e sonhando no dia que teria sua própria linha de roupas desfilando em um dos maiores eventos de moda do planeta terra: o New York Fashion Week. Sendo assim, a morena pouco conhecia da cidade onde morava, não tinha muitas amizades, nunca havia se apaixonado por ninguém. Mas parece que isso iria mudar.

 

Lauren Michelle Jauregui Morgado, nascida em Mahattan, Nova Iorque. Filha de Michael Jorge Jauregui e Clarah Mario Jauregui Morgado. Lauren era órfã de mãe, a mesma faleceu no parto da sua segunda filha, a morena não chegou a conhecer a mulher que a havia colocado no mundo. Fora criada por seu pai e suas avós, Graziela e Angélica. Seu pai era de Miami, Flórida, tinha vindo morar em Nova Iorque para assumir a presidência da Jauregui’s, era a empresa da sua família que tinha sido fundada por seus avós, Jorge e Graziela Jauregui. Chegando à cidade, se apaixonou pela mulher que seria mãe dos seus dois filhos: Christopher e Lauren. Após Lauren completar 18 anos e Chris ter assumido a presidência da Jauregui’s Wine, Mike voltou para Miami, levando sua mãe e sua sogra, que ao longo dos anos e na ausência dos seus devidos maridos tinham se tornado melhores amigas. Lauren herdou o apartamento onde sua família vivia, e passou a dividi-lo com sua única amiga, Lucia Vives. Lucy era sua amiga de infância, seus pais eram da Colômbia, mas Lucy tinha nascido em Nova Iorque. Seus pais foram amigos uma vida toda, e essa amizade tinha sido passada para outras gerações. Quando Lucy atingiu sua maioridade, Herlinda e Carlos decidiram voltar para seu país. Lauren não deixava ninguém chegar perto, não porque não gostava de companhia mas por que achava que todos que se aproximavam dela eram com algum tipo de interesse pelo nome que carregava. Mas de poderoso Lauren só tinha o sobrenome. Na realidade ela era uma pessoa qualquer, tatuadora, não muito sonhadora. A única pessoa que a morena deixava se aproximar sem ser sua amiga era a namorada dela, Verônica Iglesias. Lauren nunca se permitiu apaixonar-se por alguém, não tinha conhecido muitas pessoas na vida, ela sabia que era bissexual e se permitia experimentar os dois lados quando Lucy e Verônica conseguiam lhe tirar do casulo que era seu quarto.  Mas isso também estava para mudar.

 

O Senhor Destino, após ler um resumo da história de vida dessas duas garotas, decidiu que já estava na hora delas saírem do casulo e se transformarem em lindas borboletas, elas precisavam explorar o mundo, nem que fosse o mundo uma da outra. Ele já estava cansado da vida monótona daquelas meninas que estavam começando a se transformarem em mulheres, elas precisavam do agito que só a paixão tinha. E ele faria com que isso saísse da forma como queria. Lauren e Camila iriam ser o que haviam sido destinadas desde o nascimento: almas gêmeas.  E ele já tinha uma grande aliada, a linda e simples brasileira que tinha uma cafeteria e uma filha que interligava as duas mulheres, mesmo que nenhuma delas soubesse desses fatos.

 

Eu, o Destino, não falho e nem tardo, chego exatamente na hora certa. Vocês humanos que não sabem esperar. Sim, eu escrevo certo por linhas tortas, mas isso não é culpa minha, a vida que faz as pessoas tomarem caminhos diferentes. As escolhas que elas fazem definem o rumo que a vida vai tomar, e isso, por vezes faz com que as linhas de suas vidas deem muitas voltas e acabem tortas. Mas eu, como um bom aprendiz da vida que sou, vou escrevendo por onde ela me permite até chegar ao meu destino final. E o meu destino final começou a se desenrolar. Espero vocês no próximo capítulo dessa estória. Podem ter certeza que valerá a pena, eu até brinco em serviço, mas é nas minhas brincadeiras que tudo acontece. Até logo!!


Notas Finais


Quero agradecer a @Ellsbeyo97 e @pudim_com_GELEIA pela força e pelo impulso, obrigada por lerem tudo e por me incentivarem, eu amo muito vocês. Também agradeço a Sor pela capa. A por me deixar citar a obra-prima dela e o nosso futuro projeto. Obrigada também a @Clara_Decidida pelas dicas e por me deixar citar TaT. E um muito obrigado a Xena, A Princesa Guerreira AHSJAHSJAHSH lê-se SheniaFerreira por ter betado o capítulo e me ajudado a organizar as idéias.

Pra quem chegou até aqui, meu muito obrigado, vejo vocês na próxima.

xoxo

[ A SheniaFerreira está betando capítulos de fanfic por um preço maravilhoso de bom. Ela tá precisando de um help então resolveu incluir esse pequeno hobbie. Eu conheço ela e o trabalho dela tá muito bom, então quem tiver interesse, chama ela.]


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