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História Awan - Capítulo 1


Escrita por: A_Louise

Capítulo 1 - Fugindo...




Chovia torrencialmente naquela noite. 

E eu corri contra a lama pesando nos meus pés em meio ao escuro, suja, ferida, na esperança de não ser pega pelos homens que querem me matar.

Há dias – não sei quantos exatamente –, fui raptada por um grupo de bandidos liderados por um homem chamado Bruce Foster. Eu não o conhecia, mas sua presença me causava muito medo. A única coisa que eu sabia sobre ele é que havia me capturado para conseguir uma grana milionária de meu pai.

No entanto, eu escapei antes dele sequer conseguir a confirmação do dinheiro. Não sei como, mas foi fácil fugir após chutar um dos homens entre as pernas e rolar para fora do furgão antes que conseguissem me pegar pelas amarras. Porém, eu caí numa estrada escura e deserta, tomada pela lama por conta da intensa chuva. 

Não conhecia aquele lugar, mas eu deduzi estar realmente muito longe de Phoenix, no Arizona. Mesmo assim eu corri, fugindo do que parecia ser seis homens até onde eu contei.

"Volta aqui, sua vadiazinha!" – ouvi um deles gritando atrás de mim, atirando com a arma na minha direção. Por sorte, ele errava todos os tiros.

— Socorro!!!! Ahhhhh!!!

Eu gritei de desespero, mas ninguém podia ouvir. Afinal não tinha nem mesmo habitações perto dali. Nada. Ninguém.

"Não atirem nela! O patrão quer ela viva porra!!!"

Eu ouvi de longe um outro dizer, o que fez logo cessar a alvejada de tiros. 

Me vi estar numa espécie de floresta do campo, com fazendas infinitas e campos intermináveis, mas bem afastadas. Tudo era muito longe, tudo muito escuro. O que podia ver, era só pelas frestas das lanternas podendo apenas ouvir a chuva e os barulhos dos animais noturnos. Eu me afugentei em meio às árvores, mas vez ou outra pude ouvir os chamados daqueles caras.

— Céus, por que isso está acontecendo comigo...?

Quando consegui me esconder atrás de um grande tronco caído, achando que tinha despistado e, acreditando ser seguro, é que eu me olhei de verdade. 

Estava completamente suja, meu vestido azul preferido estava imundo e rasgado, toda molhada, com pequenos arranhões na pele além da ferida de uma das balas que passou no meu braço de raspão. Meus pulsos estavam amarrados, não podia fazer nada nem mesmo estancar a ferida. Não acreditava no que estava acontecendo, se era sorte ou azar divino. Não consegui parar de chorar e aquele embrulho no estômago que vez ou outra quase me fazia vomitar.

Mas eu não podia ficar ali pra sempre, eu tinha de arrumar um jeito de buscar ajuda. Portanto decidi sair de trás da árvore e segui em frente com certa calma. Eles ainda estavam me buscando, podia ouvir passos ao longe, então rumei na direção oposta. No entanto, um deles com a lanterna conseguiu me localizar.

— Ali, ali está ela!

Droga. Ele estava bem perto. Então corri, para a outra direção no qual senti que parecia ser um barranco. Não demorou muito para que eu tropeçasse, então desci escorregando até cair rolando numas pedras, me machucando ainda mais até cair num riacho. Era o fim da trilha, mas quando olhei a frente, avistei ao longe o campo abaixo com uma humilde construção que no alto tinha um crucifixo.

Uma igreja!

— Oh c-céus… – Ao ver tal eu me pus a levantar com toda a força que me restava. – Socorro!!! Por fa-favor… me aju-judem!!

Gritei e corri na direção do pasto e atravessando a cerca até chegar perto da igrejinha. Do lado dela percebi que havia uma cabana, um pouco distante, mas iluminada numa janelinha pequena. Havia alguém ali?!

— Socorro!!! Por favor!!!

" Você não vai escapar, vagabunda!"

Um homem atrás gritou. Três deles estavam me seguindo. Um trazia o que parecia ser um porrete. E ele estava me alcançando, pois eu já não tinha mais muito fôlego.

Talvez porque estava aliviada, ou talvez porque tinha perdido muito sangue, perdendo quase foda minha consciência. Só sei que faltava pouco…

— AAAHHHH!!

Gritei ao sentir ele me pegar pelo cabelo, antes de eu sequer atravessar o pasto perto da igreja.

"Achou que ia fugir por muito tempo, sua putinha?!" – Ele me chacoalhou e me jogou na lama. – Ha-hah!, como eu gostaria de dar um tiro e acabar com você... mas o patrão quer você viva, então vamos apenas te dar uma boa lição.

— Oaahhh!!..

Ele então chutou em direção à minha barriga e os outros dois fizeram o mesmo, nas minhas costas e entre as pernas. Não tive mais forças para me defender, sentia minha vida esvair a cada pancada me obrigando a cuspir sangue. Senti perdendo minha vida cada vez mais. Ora, se não era pra me matar, então tudo isso eta uma tortura.

"Aaauuuuuuuuuuuuuuuuuuhhhhh!"

"Ahn.. o que foi isso?!" – Um deles parou ao ouvir o barulho e se desesperou ao ver o que estava a poucos metros a frente. – "Mas que porra é aquela?!"

Eu não conseguia ver nada, meus olhos estavam turvos e eu não conseguia ver mais do que um palmo a frente, somente silhuetas contra o muro e ouvir vozes. Mas eu percebi que pararam, pois notei que olharam algo que eu vislumbrei pelas sombras da lanterna jogada no chão:

Era enorme, e ele tinha forme de um grande animal feroz, assustadora e este avançou para cima dos três como um cão raivoso.

"AHHH MERDAAAA!!!"

Houve tiros e por um momento ouvi um choramingo de cachorro, mas isso não fez a "coisa" parar de atacar os três homens. Sangue se espalhou por todo lado, inclusive em mim certo?

Eu estava fraca demais pra ver. Minha consciência já estava tênue, a beira do fim. Mas deduzi que houve uma verdadeira carnificina.

Meu deus… que tudo isso seja um pesadelo...

E eu cheguei a acreditar nisso quando finalmente acordei. Porém o lugar em que me encontrei era totalmente diferente da última vez que me lembro. 





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