História AWKWARD - Capítulo 20


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Categorias Alice Englert, Cara Delevingne, Froy Gutierrez, Kaya Scodelario, Matthew Daddario, Nash Grier, Shawn Mendes
Personagens Cara Delevingne, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Cara Delevingne, Drogas, Kaya Scodelario, Matthew Daddario, Nash Grier, Shawn Mendes
Visualizações 12
Palavras 3.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - 19: She's not that heavy either


Fanfic / Fanfiction AWKWARD - Capítulo 20 - 19: She's not that heavy either

Pov's Viola William Sparks

Sidney, Austrália

Chapter Nineteen, AWKWARD


Merda. Ele se aproximava de mim, com um copo na mão, se Shawn o ver, fudeu tudo. Antes que ele possa chegar em nós dois, largo a mão de Shawn - que ficou confuso e tentou retoma-lá. - e cuidadosamente pego em seu braço com força e nos levo dali.

— Que porra é essa, Matthew? Como caralhos você sabia aonde eu estava? — Digo, recebendo alguns olhares daquelas loiras riquinhas de merda, me poupe. — Primeiro, você me deixou plantada naquela escola, não foi me buscar! Segundo, porra, eu pensei que você teria ido para Detroit! — Grito, ele me encara e ri, sendo sarcástico e bebe um pouco daquela bebida que eu não sabia qual seria, olho aquele copo e reviro os olhos juntamente á Matthew. Antes que ele possa abrir a boca, Hayden aparece, sendo o mais educada e discreta possível.

— Oh, Viola, vi que você já conheceu o sobrinho! Viola Sparks, Matthew Cooper. — Ela diz, nos apresentando como se nunca estivéssemos nos vistos, me deixando confusa, Shawn é primo de Matthew? O que? Obviamente Shawn não sabe disso, e que Deus me proteja quando ele saber. — Atrapalhei vocês?

— Não, tia Hayden, não atrapalhou. Viola é um amor de pessoa, educada até demais. — Diz, me olhando e sorrindo sarcástico. — Pode nos dar licença? — Matthew indaga sem paciência e sorrindo forçado, me fazendo escolher entre ele e Shawn, que deve estar me procurando agora. Mas que porra é essa? Matthew me pega pelo braço, nos tirando daquela casa. — Olha, eu não esperava ver você aqui e em que mundo paralelo eu te deixei plantada? Eu fui te buscar, cheguei lá e não vi você, o que rolou? O Shawn te convidou para um retiro espiritual?

— Ah, não fode Matthew! Porque não me disse que era parente dele? Porque obviamente, você sabia de tudo isso, mas que porra! Porque não me disse que conhecia a Hayden? — Digo, cruzando os braços e o encarando.

— Porque eu não sabia! Eu não sabia que ela era mãe dele e se eu soubesse, qual seria a diferença? Você ia escolher ele do mesmo jeito, Viola! — Grita com raiva, me deixando assustada porém imôvel, essa foi a desculpa mais falsa do mundo. — Olha, Hayden se casou com o meu tio, se tornando minha tia, meu tio morreu e bum! Ela se casou com o Chris, tecnicamente eu não sou nada do seu precioso Shawn, então por favor, não me encha o saco. — Diz, virando seu copo e o jogando no lixo, em seguida. Quando ele se tornou tão chato e repugnante? — Eu vou para Detroit amanhã, não sei quando vou voltar e eu espero não voltar tão cedo, Mack precisa de mim agora, minha mãe precisa de mim agora. Viola, eu só quero dizer que te amo, amo tanto que é maior que qualquer dose de heroína que você já usou. E qualquer coisa que esse filho da puta fizer com você, pode me chamar que eu venho pra cá. — Matthew diz, quase chorando de felicidade ou de tristeza. Enfim, antes de ir embora, ele beija a minha testa, deixando cair algumas lágrimas, vejo o cara que salvou a minha vida indo embora e olha que clichê, junto com ele metade da minha heroína foi junto. Vejo ele andando pela rua até sumir completamente da minha vista, com um aperto no coração, entro naquela casa pela porta de trás, tentando evitar todo mundo ali.

— Viola, não é? Ouvi cochichos sobre você. — Uma menina diz, entrando na minha frente e impedindo que eu passe. Ah, pronto. — Quando começou a namorar o Shawn? Ele é um gato, tem sorte de tê-lo por perto. — Ela dizia, totalmente falsa me fazendo revirar os olhos com tanta vontade que quase as minhas pupilas sumiram da órbita. Anjo, quem é você?

— Acho que nós não nos conhecemos, que tal ir embora? Talvez eu possa lembrar de você quando estiver bem longe de mim. — Retruco, sorrindo falsamente. Quase passando por cima dela, saio daquela constrangedora… Cena. Me sento no sofá ao lado de Ronnie, que quase dormia. — Eu juro que estou prestes a cometer suicídio. — Digo, colocando a cabeça para trás e fechando os olhos, tentando relaxar.

— E o que eu tenho haver com isso? — Ronnie diz, abrindo seu olho direito e rindo, me fazendo rir junto com ele. O bom do Ronnie é que ele anima qualquer um em qualquer hora e a coisa ruim sobre ele, é que pessoas em enterros não querem se animar. — Me conta, sabe que eu posso te ajudar ou pegar a arma se quiser.

— Meu amigo, quase ex-namorado eu acho, foi embora e tipo, ele salvou a minha vida e o mínimo que eu poderia fazer era… Eu não sei o que eu poderia fazer! — Digo enquanto deito minha cabeça no ombro de Ronnie, que fazia vários carinhos em mim. Ele sempre ouvia as minhas reclamações, sempre. Talvez eu deva um pouco á ele também.

— Ele era gato? — Pergunta, faço que sim com a cabeça, o deixando confuso. Ele ergue as duas sobrancelhas, fazendo cara de surpreso. Sim, Ronnie, eu só pego pessoas gatas. — Você não deve nada á ninguém, Viola. Exceto eu, eu te paguei um lanche lembra? Isso você me deve e as vezes que eu te defendi na escola, ah e aquela vez que eu peguei a Kaya por dó e porque você me pediu muito. — Ele diz, me lembrando da minha festa de doze anos, ah, boa época. Rio um pouco e logo fecho os olhos, aquela casa ia ficando vazia aos poucos até sobrar eu, minha família e os Mendes. Acho que se meu pai ainda estivesse vivo, ele já teria feito um enorme barraco com metade da festa; com toda a certeza, metade de Sidney odeia ele. — Lembra de quando o papai foi acusado judicialmente? Aquela época por mais tensa que teria sido, foi bem divertida. Tínhamos seguranças, fazíamos tudo o que queríamos…

— Uau, você lembra muito bem disso. — Digo, me fazendo de desentendida, Ronnie levanta meu rosto para que possa me ver e arqueia uma sobrancelha, dando uma risada em seguida. — Você viu o Shawn? Não vi ele a festa intei…

— Porque não me disse que Matthew estava aqui? — Antes que eu possa terminar a frase, Shawn chega e me interrompe, me fazendo franzir o cenho e ficar totalmente puta, ninguém me interrompe! — Vamos, Viola, não se faça de desentendida! — Ele diz, fechando os punhos, Ronnie se levanta e fica exatamente na minha frente, me impedindo de vê-los brigar. Merda!

— Não fala assim com ela, ouviu? — Ronnie diz, me fazendo revirar os olhos, não preciso que ninguém me proteja, porra!

— Ah, dá pra parar? Ronnie faz um favor? Em cima da minha cama, tem algumas roupas que eu separei, meu tênis e mais uma caralhada de coisa, não importa, consegue pegar para mim, por favor? — Digo, tocando em seu peito e o afastando para trás, olhando diretamente em seus olhos, não quero que ninguém faça nenhuma besteira, não hoje. Ronnie faz que sim com a cabeça e vai, enquanto olha para Shawn. — Primeiro, quem é você para falar assim comigo? E segundo... — Digo, sentindo um pequeno cheiro de álcool vindo de Shawn, ele bebeu? Começo a rir descaradamente, enquanto ele me olhava confuso, meu Deus! Shawn Mendes, o menino certinho, bebeu!

— Viola, não fode! — Ele diz, rindo. Tá, agora eu é que estou sem entender. — Responde a minha pergunta.— Ele diz, pegando em minha bunda e nos aproximando, o que? Desde quando ele ficou safado? E a pergunta dele não tem lógica com apertar a minha bunda, o que tem haver o Matthew com ele apertar a minha bunda?

— Primeira vez que bebe? Você fica um tanto safado assim, sabia?… — Digo, enquanto me desvio daquela conversa, talvez ele nem perceba isso. Me aproximo um pouco mais dele, ele tira suas mãos da minha bunda e as coloca em meu rosto, nos deixando mais grudados. Se não fosse pela chegada repentina de Ronnie, estaríamos ao ponto de comermos um ao outro naquela sala. Olho para os lados e vejo todos conversando pacificamente e, não era nem 21h e eu já estava morrendo de sono.

— Hum, não sabia se era essa roupa já que sua cama estava bagunçada pra caralho, então peguei mesmo assim. — Ronnie diz, dou de ombros e pego aquela roupa assim mesmo, a deixando em cima do sofá. — Posso assistir House no seu celular? — Ronnie pede, enquanto se sentava no sofá e se espreguiça, me dando uma certa raiva. Ele não tem celular?

— Ah, pode, pega essa merda logo! — Digo, jogando meu celular em seu colo o deixando feliz com aquilo. — Menino chato do caralho. — Sussurro e acho que mesmo sendo um sussurro, Shawn ouviu, porque o mesmo deu risada, hahaha, engraçadinho.

Pego minha roupa, subindo até o quarto de Shawn com ele logo atrás de mim, enquanto apertava minha cintura para que eu andasse mais rápido, tá apressado porque? Não tem nenhuma prostituta no seu quarto.

Finalmente, chegamos em seu quarto e rapidamente Shawn se deita na cama, me impedindo de colocar minha roupa ali, mas que porra de garoto preguiçoso!

— Princeso, tem como me dar licença? Eu quero colocar minha roupa aqui! — Grito com raiva, desde que eu vi o Matthew ir embora, eu não consigo sentir tristeza, apenas raiva e ódio, muito ódio. Porque ele tinha que me deixar logo agora? Filho de uma grande puta do caralho! Já não satisfeito em não deixar nenhum espaço na cama, Shawn dá uma risada satisfatória abrindo suas duas pernas, deixando apenas um espaço entre elas. Ah não…

— Pode colocar aqui, eu não me importo. — Ele diz, fazendo uma cara maliciosa, ah, foda-se! Coloco minha roupa ali mesmo, me sentando na cama em seguida e passando minhas mãos em meu rosto, tentando me acalmar. — Tem alguma droga no seu bolso? — Shawn diz, me deixando totalmente espantada, ele está realmente bêbado ou maluco!

— É brincadeira, não é?! — Pergunto, rindo desesperadamente por uma reposta clara e afirmativa — Você acha que eu vou carregar cristais no meu bolso? Não, Shawn! — Grito totalmente puta da vida, querendo ou não, ele vai ter que aceitar que de mim, ele nunca vai ter uma droga na mão! — Shawn, sabe quanto tempo eu estou sem me drogar? Uma semana, e tem sido um inferno! Eu não quero que você fique assim, necessitando de heroína, maconha, LSD ou Xanax, porque depois que você entra, é difícil sair. — Digo, o olhando agoniada. Ele me olhava sorrindo como se estivesse entendido o recado, ele não estava bem. Droga. —Shawn…

— Eu não estou bem, se é isso que você vai me perguntar. — Interrompe com raiva, eu o olhava e me perguntava se fiz ou disse alguma coisa de errada para que ele ficasse tão bravo assim. — Posso deitar no seu colo? — Ele pergunta, parecendo uma criança de cinco anos que acabou de perder seu brinquedo favorito, Shawn queria chorar e parecia que queria chorar muito, não consegui dizer nada, apenas concordar e sorrir. Ele tira as minhas roupas dali, as colocando no chão e se deita em meu colo, como um bebê recém-nascido — Quando eu vejo o Matthew com você, eu acho que vou te perder, sabe? Sinto que ele vai roubar você de mim e eu não quero que isso aconteça. — Diz, me fazendo rir, ele se preocupa tanto comigo.

— Sabe, antes de você aparecer aqui, minha vida era tão calma! — Digo, o fazendo rir e revirar os olhos. — Esse bairro era uma paz, minha vida era uma paz.

— Pessoas em paz me irritam. — Ri, enquanto se arruma em meu colo, deitando de lado o deixando me ver completamente. — Você é muito mais bonita daqui de baixo, na verdade você é linda em todos os ângulos mas aqui te deixa perfeita pra caralho. — Shawn diz, rindo como se estivesse chapado, talvez ele esteja chapado e eu nem saiba. Ele puxa meu pescoço para baixo, me deixando surpresa e alegre já que não havia ninguém ali para que pudesse nos interromper. E seria um dos beijos mais lindos que o planeta Terra já viu, aqueles que ganham até prêmio na MTV, se a nossa amada Hayden não brotasse naquele quarto.

— Eu interrompo algo entre vocês? Minhas sinceras desculpas, mas temos um jantar lá embaixo… — Ela diz, se sentindo satisfeita com que acabou de fazer. Eu posso chama-lá de vaca? Reviro os olhos e depois que Shawn se levanta e se afasta de mim, arrumo minha roupa me levantando em seguida.

— Acho incrível que toda vez que nós vamos nos beijar, alguém aparece. O Ronnie e na maioria das vezes a sua mãe, uma conspiração contra a gente? — Digo seriamente, o fazendo rir. Ah, fala sério, eu não estava brincando! Isso sempre acontece!

— Quando formos para a escola, entraremos como um casal de mãozinhas dadas ou entraremos normal? Tipo, nós estamos namorando, mas vamos entrar assim? — Ele diz, me complicando totalmente. Eu não entendi porra nenhuma, caralho!

— Quer saber se a gente vai entrar como um casal ou como amigos? Casal, talvez? — Dou uma sugestão, fazendo uma breve careta enquanto ando até a porta com ele segurando a minha mão. É confuso, já que todos da nossa sala acham e/ou acharam que nós somos grandes rivais pro resto da vida. Shawn dá de ombros, enquanto abre a porta.

— Olha, eu quero que saiba que se a minha mãe for muito… Persistente, não ligue, sério. Ela é… Maluca, tenta me proteger de tudo. — Shawn diz, me fazendo o encarar com uma sobrancelha arqueada, saímos do quarto de mãos dadas enquanto caminhávamos pelo corredor. Toda mãe é protetora, mas chegar a ser maluca? Nem Alexandra chega á esse ponto. Descemos as escadas e quando eu pude ver os Sparks sentandos ao lado dos Mendes, um calafrio subiu pela a minha espinha.

Ronnie já estava comendo, Alexandra e Mike trocando carícias e Hayden e Chris conversando sobre algo sério pra caralho.

— Se não for pedir muito, tem como deixar um pouco de comida para gente? — Digo, enquanto vejo Ronnie comer macarrão com queijo e tomar uma cerveja Belga, quem toma cerveja e come macarrão?

— Não se preocupa, Vi. Nós temos macarrão o suficiente para todos e cerveja também. — Chris diz, sorrindo. Não era ele que nunca gostou de mim?

— Vamos comer? — Hayden diz, tentando quebrar o gelo entre nós. Ela anda até a mesa perfeitamente calculada, com guardanapos, copos e garfos para lá e para cá, aquele jantar chique em restaurante, sabe? Me sento em uma das cadeiras ao lado de Shawn e Ronnie, no meio dos dois príncipes; um australiano e um canadense. Alexandra se senta ao lado de Mike e Chris, deixando Hayden como uma "rainha". — Então, Alexandra, qual a sua profissão?

— Eu trabalho em uns dos hospitais de Sidney, não trabalho no Hospital Central, mas sim em um dos principais. — Alexandra diz, enquanto se servia e me olhava, ela dá um sorriso meigo e pisca o olho direito para mim. — As pessoas sempre confundem.

— Oh, sei que sua filha já foi parar muitas vezes em um desses. Brigas? — Ela diz, se referindo á mim. Puta. Merda.

— Overdoses. — Digo, tomando um copo de whisky que Hayden teria colocado em cima da mesa, por minha culpa, talvez.

— Quais drogas? — Ela diz, sendo sarcástica. Eu tenho certeza de que Shawn contou tudo á ela, talvez até sobre o estupro em 2013. Pego um pouco de macarrão, sentindo os olhares de reprovação sobre mim e reviro os olhos.

— Quer tudo em ordem alfabética? — Falo com raiva e um toque sarcástico, pegando mais um pouco de whisky, porque com certeza, o meu já estava acabando. Recebo um olhar de Shawn, para que eu me acalmasse e reviro os olhos, respirando fundo e me acalmando, antes que eu me matasse ou matasse todos naquela mesa. — Heroína, senhora. — Digo fazendo com que aquela tensão acabasse, Shawn já havia terminado seu prato e com certeza ele iria repetir, já que aquele macarrão estava delicioso.

— E você Mike? Com o que trabalha? Eu soube que você trabalhava no mesmo trabalho que Peter, é verdade? — Hayden diz, tomando um copo de vinho. Tudo se tratava de mim naquela mesa: minhas drogas, meu pai. Que foi? Quer investigar meu cachorro também?

— Diretor da empresa de Peter, acho que já faz cinco anos ou mais desde que eu a dirijo. — Mike diz, tentando ser gentil. — E vocês? Com o que trabalham? Estão perguntando tanto sobre nós, que eu até desconfiei de vocês serem detetives particulares. — Diz, tomando um gole de bebida. O olho e surruro um "Obrigada", para que só ele possa ouvir.

— Chris é psicólogo e eu trabalho em uma rede de marketing, no Canadá. Parece que todos nós trabalhamos com grandes empresas, não é? — Fala, virando completamente seu copo de vinho e voltando a nos encarar. — Ronnie, soube que você passou metade da sua vida na Inglaterra, não foi? O que exatamente você fez lá? — Diz, encarando Ronnie perfeitamente, que por sua vez, enchia a boca de macarrão e cerveja Belga. Eu ainda não entendi essa mistura maluca!

— Eu estudei em um colégio interno, em Liverpool. Quando terminei, fiquei lá por mais dois á três anos e voltei para cá, meu verdadeiro lar. — Ronnie diz, limpando a sua boca com um pequeno guardanapo que estava ao seu lado. Hum, que educado.

— Nossa, achei tão profundo! — Debocho da cara de Ronnie, colocando a mão no peito direito e fazendo uma cara de tristeza profunda logo rindo em seguida, e a propósito, Ronnie quase virou o balde de bebida na minha cara de tão bravo que estava. Ah para, era apenas uma brincadeira!

— Hayden, esse jantar estava totalmente maravilhoso, mas temos que voltar para casa; Mike e eu temos trabalho amanhã e não seria adequado chegar tarde em nossos serviços. — Alexandra diz, pela primeira vez educadamente. Uau, eu me surpreendo cada vez mais com ela.

— Não, não! Eu insisto para que vocês fiquem para a torta de morango! — Hayden diz, alegre e totalmente orgulhosa de si mesma, já que aparentemente, ela fez tudo sozinha (aos olhos dela). Ela se levanta, caminha até a cozinha e pega a tal torta que mais parecia ter saído de um forno de padaria, certeza que ela comprou isso em alguma padaria, fornos caseiros não fazem coisas tão deliciosas. — Podem comer, fiquem á vontade. — Diz ela, colocando a torta na mesa e sorrindo como uma madame dos anos cinqüenta, me irrita tanto ela ser assim. Pego um pedaço de torta pequeno, já não bastava Ronnie devorar até o reboco da casa, eu também não posso ser assim.

— Sabe, não é por nada não, mas seu irmão come pra caralho! — Shawn diz, se jogando na cama após aquele exaustivo jantar obrigatório, o olho e dou uma risada, já que tudo aquilo era uma verdade foda pra porra.

— Ele parecia um animal comendo, nem parecia que era o meu irmão. — Digo, tirando o meu sutiã e colocando uma blusa larga minha. — Ei, posso te fazer uma pergunta? — Indago, arqueando uma sobrancelha e arrumando o meu "pijama“, Shawn me olha e concorda. — O que exatamente você contou sobre mim para a sua mãe?

Aquela questão me preocupava, mesmo ele ter contado só o óbvio para ela, aquilo me deixava de cabeça para baixo e eu odeio que me deixem de cabeça para baixo.

— O que eu contei para ela? Só contei que você se droga, mas está parando... — Ele diz, me deixando furiosa e completamente pasma. Eu nunca disse que eu pararia com as drogas, nenhuma delas! Filho de puta narcisista do caralho! — … Que você já teve muitas overdoses e mais algumas coisas sobre você, nada demais. Porque?

— Sabe porque, Shawn? Ela certamente não gostou de mim, igual ao seu pai! Você tem algum irmão ou parente que talvez possa gostar de mim? — Indago, balançando as mãos freneticamente. Parece que as nossas famílias tem uma richa, porque a minha não gostou da do Shawn e nem a do Shawn gostou da minha, certeza.

— O quê? Ela gostou de você, do jeito dela, mas gostou e é isso que importa! — Ele diz, me puxando até ele, me fazendo cair em seu colo, clichê! Eu gostaria de saber qual é o jeito dela. Sinto o cheiro do álcool vindo dele e rio, já que ele era o último homem nessa terra que eu imaginaria bebendo álcool. — E sua mãe? Como ela ficou quando você disse que iria dormir aqui? — Ele pergunta, me dando vários beijinhos pelo pescoço até a clavícula, podia ser clichê porém era fofo. Muito.

O quê acontece é que Alexandra não liga muito para com quem eu durmo ou deixo de dormir, ela ainda está brava comigo sobre o estupro, mesmo eu não ter feito nada. Não dá pra entender, ela ajuda várias pessoas no hospital que sofreram disso e não consegue ajudar sua própria filha.

— Ela agiu normal, Mike agiu normal, foi só o Ronnie que surtou achando que você me esquartejaria. — Digo, imaginando a cena que Ronnie teria feito assim que eu contei a ele sobre dormir na casa dos Mendes, foi até engraçado. Shawn faz cafuné em mim, me deixando com sono. Ótimo, eu não quero dormir, porra!

— Se você dormir, eu não vou sequer me mover. Então nós vamos dormir assim e acordar com um puta dor nas costas amanhã, okay? — Ele diz, ainda fazendo cafuné em mim. Dou uma leve risada nasal, já fechando os olhos e tentando relaxar porque hoje foi completamente um dia estressante.

Em menos de cinco minutos eu já estava dormindo, como se todos os meus problemas estivessem resolvidos.

Mas não estavam.

Pov's Shawn Mendes 

Sidney, Austrália 

Merda, talvez eu tenha errado em ter achado que a minha mãe mudaria, ela não muda e nunca vai mudar.

Viola com toda a certeza ficou assustada com ela, já que minha mãe faz as coisas sem aviso prévio. Meu coração aperta toda a vez que Viola se culpa por achar que os meus pais não gostam dela, ela não tem culpa de ter uns sogros filhos da puta.

Quando eu vi o Matthew, na minha casa, eu queria socar ele até o mesmo não se lembrar do seu nome. E eu tenho certeza de que ele faria a mesma coisa.

Eu estava com tanta raiva de todo mundo, que eu devo ter bebido umas quatro caixas de cerveja e olha que, merda, eu nunca bebo! Viola teve ter ficado um tanto surpresa com isso.

A vejo dormindo e sorrio, continuo meu cafuné nela até meus dedos ficarem dormentes e eu cair no sono, com Viola em cima de mim, quase me esmagando.

Ela nem é tão pesada assim, cara.


Notas Finais


surprise, bitches


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