História Azar ou Muita Sorte. - Capítulo 12


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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Miro de Escorpião
Tags Camus, Milo, Yaoi
Visualizações 60
Palavras 4.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.



(Créditos ao Artista)

Capítulo 12 - Um Dia Especial


Fanfic / Fanfiction Azar ou Muita Sorte. - Capítulo 12 - Um Dia Especial

Depois do que houve, Milo teve vontade de ir atrás de Camus, mas achou melhor deixa-lo em paz, Milo vai até a lavanderia pega pá, vassoura, um saco de lixo, e limpa toda sujeira, quando termina de limpar, vai dormir.

No dia seguinte, sábado, Mercedes chega e se depara com Milo na cozinha fazendo café.

 — Você foi possuído. Pergunta Mercedes. 

 — Não tô para gracinhas hoje.

 — O que aconteceu, o paraíso pegou fogo, seu cabelo ta cheio de nó ou arrancaram a porta do closet também?

Milo olha para Mercedes com desagrado. 

  — Está bem, não vou fazer mais perguntas.

Logo em seguida, Shaina chega. 

 — Queridos cheguei, bom dia a todos. 

Shaina estava bastante animada, Milo nem respondeu.

 — Ele não está de bom humor hoje. Disse Mercedes. 

 — Problema dele, não vai estragar o meu.

Shaina pega uma caneca e se serviu com um pouco de café, quando deu o primeiro gole, cuspiu tudo.

 — Mercedes esse café ta horrível. 

 — Foi o senhor Milo que fez, senhorita.

 — O que você fez colocou o pacote todo aqui, e cadê o açúcar dessa porcaria?

 — Ué, pega sua alegria e adoça ele. Disse Milo. 

 — Vai se danar Milo, não vai estragar meu humor, cadê o Camus?

 — Acho que não acordou ainda. Disse Milo. 

 — Ele não pode deixar você sozinho. Disse Shaina. 

 — Da um tempo Shaina, deixa ele dormir. Disse Milo.

 — Nossa você sendo bonzinho, acho que vai chover hoje. 

Milo se irrita. 

 — Não me enche o saco, hoje não to pra porra nem uma.

 — Que bicho te mordeu hein. Pergunta Shaina.

 — Não tô a fim de falar. 

Camus aparece na cozinha, estava péssimo, Milo se sente mal por vê-lo daquele jeito.

 — Bonjour. 

— Bom dia Camus, como você está. Pergunta Shaina. 

— Bem, merci. 

Camus não olhava para Milo, sentia repulsa.

 — E como foi o dia ontem. Pergunta Shaina. 

— Nada de bom que eu possa informar a mademoiselle .

— Eu já estava esperando por uma resposta assim.

— Madame será que podemos conversar em particular? 

  — Claro, vamos no escritório.

Camus contou tudo para Shaina, inclusive sobre as bebidas. 

 — Mas isso é impossível, eu e Mercedes fizemos a limpa nesse apartamento tiramos tudo quanto é tipo de porcaria. 

 — Mademoiselle deve ter um lugar onde ele guarda essas coisas, aquele dia que ele tentou se matar foi se drogoando, no mesmo lugar que ele pegou a droga, deve ser o mesmo lugar que ele tem guardado bebida, sei lá o que mais. 

 — Mas você deveria ficar sempre perto dele. 

 — Com todo respeito, eu non posso, tem horas que non da, por exemplo, ele diz que vai banheiro, eu não posso ir com ele e ficar vendo ele fazer suas necessidades. 

 — É verdade tem razão, mas fique de olho em tudo que puder, temos que achar esse esconderijo, agora vamos tomar café da manhã, estou com fome e tenho boas notícias. 

Durante o desejun, Shaina contou que conseguiu fazer com que Milo fosse convidado para um evento de música de rockeiros novatos.

 — Eu não vou. Disse Milo, secamente. 

 — Como não vai? Vai sim, não tem escolha.

 — Então me dope e coloca no carro, do contrário eu não vou. 

 — Por que você se recusa a tudo Milo. Pergunta Shaina. 

Camus estava quietinho no meio dos dois. 

 — Pelo fato de que eu não vou ficar me humilhando nesses eventos e reality pra poder aparecer, como muitos artistas fracassados fazem, eu sou de um alto escalão, já que não posso estar nos melhores lugares como antes, então prefiro apodrecer no anonimato... Essa merda de conversa acabou! 

Milo levanta da mesa e sai, Shaina tenta ir atrás dele, mas é impedida por Camus.

 — Deixe-o, mademoiselle.

 — Eu não terminei Camus, ele precisa ouvi umas verdades. 

 — Mas será que que ele já non ouviu verdades de mais? 

 — Não fique do lado dele, você sabe e muito bem que o que estou fazer é para o bem dele.

 — Eu sei sim, mas acontece que Milo, ainda non está pronto, eu sei que esses pequenos bicos rende alguma coisa, e também pode mostrar que ele pode ser uma pessoas sociável, mas a gente sabe que no fundo non adianta, ele só vai piorar... Ver outros progredindo, vai frustra-lo, não por inveja, mas por saber que ele já foi promissor e agora non é mais nada, querendo ou non as pessoas vão fazer perguntas que Milo non vai suportar.

 — Tem razão, eu não pensei nisso, fiquei feliz com o convite que não raciocinei direito.

 — Non é culpa sua, só vamos respeitar ele, acho que esse é o primeiro passo para conseguirmos traze-lo de volta.

 — Concordo novamente, eu vou cancelar o compromisso, vou procurar um personal trainer, que possa começar logo, marcarei também a consulta no dentista e com o oftalmologista também. 

 — Me deixe fazer uma pergunta mademoiselle, amanhã cedo eu irei pra casa, quem ficará com ele? 

 — Eu vou ficar com ele, e você pode ir hoje a noite pra sua, eu chego as dez horas, e Cassius te levará pra sua casa.

 — Sério, posso ir hoje mesmo? 

— Sim, Camus, eu teria que vir amanhã cedinho, acordar no domingo cedo é muito ruim, então eu já passo a noite aqui, e você amanhece na sua casa com sua família. 

 — Merci mademoiselle

 — Não precisa agradecer, é o mínimo que posso fazer pelos seus bons conselhos. 

Depois que Shaina foi embora, Camus resolveu fazer uma lista que tinha prometido para Mercedes, do que ele gostava de comer. Milo se aproxima, sentando-se ao lado de Camus, este chega mais para o canto.

 — Eu não vou te morder Camus. 

 — Non confio em você.

Milo esfregava as mãos, estava inquieto. 

 — Camus, eu... 

 — Escuta uma coisa, eu já estou cheio de você, non quero ouvir nada que você tem pra dizer. 

Camus se levanta e vai para a cozinha, deixando o Escorpiano frustrado. 

 — Mercedes como me pediu, aqui está á lista das coisas que eu gosto de comer. 

Mercedes pega a lista da uma olhada, e diz: 

 — O senhor tem muito bom gosto. 

 — Merci. 

 — Eu já estou com o cardápio de hoje pronto, quanto ao jantar a senhorita Shaina disse que ela mesma pensa em algo, mas semana que vem eu preparo um desses pratos.

  — Sem problemas madame.

Mercedes sorri acanhada. 

 — O senhor é tão cavalheiro. 

 — Mercedes esse almoço tá pronto eu tô com fome. Disse Milo, em tom ríspido. 

 —Daqui a pouco fica pronto. Disse Mercedes. 

— Fale com ela com educacion por favor. 

 — Não se mete ruivo.

— Mercedes não vou tomar mais seu tempo. Disse Camus.

Camus sai da cozinha arrastando Milo com ele.

 — Tomara que cuspa na sua comida. Disse Camus.

Milo solta uma gargalhada. 

— Isso vai ser ruim pra você também.

— Enton tomara que ela lamba seu prato e o seu talher. 

Milo fica sério, Camus ri com a expressão de palerma de Milo.

 — Ela não é louca de fazer isso.

Na hora do almoço Milo ficou olhando para o prato e para os talheres. 

— O que foi Milo, está sem fome. Pergunta Camus com ironia.

— Não enche ruivo. 

— Mercedes é uma ótima cozinheira, ela ta de parabéns, vamos Milo prove, está divino. 

O estomago de Milo roncava. 

 — Mercedes vem aqui. Pediu Milo. 

 — Sim senhor, o que precisa? 

 — Você lambeu o prato e os talheres?

Camus quase cospe a comida, tampa a boca com um guardanapo pra abafar a risada.

 — Claro que não senhor, eu jamais faria isso. 

 — Que bom, eu odiaria te mandar embora.

Milo espeta um pedaço de carne e põe na boca.

 — Mas confesso que molho seus talheres no vaso sanitário antes de colocar na mesa.

 Milo lança a carne longe, que vai parar na parede, Camus ria muito. 

 — Ficou louca? 

 — Se acalme senhor, eu estava só brincando, não faço isso... Não faço mais. 

  — Mercedes chega, já pode sair. 

 — Com licença senhor, vou lamber sua escova de dente. 

Camus estava se acabando de tanto rir. 

 — Ta vendo, não se pode dar confiança.  

 — Relaxa Milo, ela non é sem noção como você, agora coma. 

Depois do almoç, Milo ficou olhando a escova e todos os objetos de seu quarto pra ver se tinha algo de errado, pegou a escova de cabelo e levou até a quarto Camus, estava trancado, então ele bate, Camus abre, e o escorpiano vai logo entrando, e diz: 

 — Camus olha pra essa escova, e me diz se isso é pelo de cachorro. 

 — Milo para de ser doido. 

 — É sério, Camus. 

Camus olha a escova, e diz: 

 — Non tem pelo nem um, é apenas seu cabelo ressecado e maltratado. 

 — Meu cabelo é lindo. 

 — Sabe as vezes eu quase acredito que você se gosta.

 — Engraçadinho, eu me amo, sou lindo desde sempre. 

 — Enton ta, agora vai embora.

 Milo ia saindo, mas antes ele diz: 

 — O que você acha da gente sair, pra jantar fora? 

 — Non pode sair esqueceu? 

— Shaina não manda em nada, vou onde quiser.

 — Mesmo que você pudesse, eu bom iria. 

 — Ah, qual é Camus. 

 — Com você non ia mesmo, além do mais hoje eu estou indo pra casa, só volto na segunda as sete da manhã. 

Milo se exalta. 

 — Você não vai! 

 — Vou sim. 

 — Não, eu não permito que vá. 

 — Non tem que permitir nada, já foi acertado. 

 — Eu já disse que a Shaina não manda em nada. 

 — Enton eu nem fui contratado, e posso ir embora sem precisar voltar, agora sai daqui. 

Camus a ponta para fora, pra Milo sair, mas este não sai. 

 — Vou ligar pra Shaina e resolver isso agora. 

— A chave do telefone está comigo, e você non tem mais celular, pode tentar fazer um telefone sem fio com as latas ou mandar um pombo correio, agora some. 

Milo sai do quarto revoltado. Mercedes vê Milo jogando a mesa e as cadeiras da piscina na água, Mercedes corre pra chamar Camus, no entanto quando Camus vê, e não faz nada só fica observando. 

 — Senhor vai ficar ai parado. Pergunta Mercedes. 

 — Oui.

 — Por que? 

 — Milo é muito mimado, Mercedes, isso é uma forma de chamar atenção, quando ele perceber que ninguém ta ligando ele para. 

 — Pode ser que o senhor tenha razão, mas por que será que ele está assim... Já sei amanhã é aniversário dele. 

Camus fica surpreso. 

 — Sério?

 — Sim, depois que caiu nessa decadência ele não tem mais ânimo, datas deixa ele muito irritado, sabe, qualquer data deixa ele assim. 

 — Entendo, mas deixa ele pra lá, já ele para. 

Camus disfarçou, mas ficou com pena do Escorpiano depois do que Mercedes falou. Como Camus tinha dito, Milo parou de jogar as coisas, Cassius subiu para tirar a mesa e as cadeiras da água. 

Quando Shaina chegou, Milo não deu sossego pra ela, não se conformava em deixar Camus ir, e quando Camus se despediu de Shaina, Milo ficou emburrado no sofá, o Aquariano nem fez questão de se despedir dele. Camus chegou em casa finalmente, quando abriu a porta seus irmãos gritaram: 

 — SEJA BEM VINDO. 

Camus tomou um susto que tombou pra trás.

 — Querem me matar do coração. Disse Camus. 

 — Estamos a meia hora esperando pra dizer isso. Disse Hyoga. 

 — Estávamos com saudades mano. Isaac. 

— Eu também mes amours. 

Os três se abraçam.

  — Está com fome, nós já jantamos, mas podemos preparar algo pra você. Disse Hyoga. 

 — Não sobrou bife carbonizado do jantar. Pergunta Isaac. 

 Hyoga faz uma careta. 

  — Não tava carbonizado, estava bem passado e saboroso. 

 — Claro, queimado agora é um sabor novo. Disse Isaac. 

 — Ta legal, vamos esquecer isso, eu agradeço Hyoga, mas eu comi um sanduiche antes de vir. 

— Ok, mas conta ai como está indo com o astro do rock, você fala muito pouco dele por telefone. Disse Hyoga. 

 — Vamos deixar isso pra amanhã, agora o que eu mais quero é descansar, na minha cama, que saudades de casa. 

Camus entrou em seu quarto e se jogou na cama, nem queria mais voltar para o trabalho.

 No dia seguinte, Camus levantou cedo, fez panquecas, torradas, suco de laranja, chá e café, colocou frutas na mesa, seus irmãos ficaram encantados com a mesa cheia. 

 — Nossa parece que faz décadas que não vejo isso aqui em casa. Disse Isaac. 

 — Pelo jeito vocês não tem se alimentado direito. 

 — Fazemos o possível. Disse Hyoga. 

 — Eu desiste do café da manhã daqui, e tomo todos os dias numa lanchonete perto da faculdade. Disse Isaac. 

 — Você diz não gostar de homem, mas é o mais fresco de nós. Disse Hyoga. 

 — Seu idiota. Disse Isaac.

Isaac pega uma torrada pra jogar em Hyoga, mas Camus arranca da mão dele. 

 — Quer jogar alguma coisa nele, joga uma pedra, mas a torrada non, mas depois faz isso, vamos tomar café em paz. 

Durante o café Isaac e Hyoga contaram como foi á semana deles, e Camus ouvia com atenção. Depois do café Camus saiu pra dar um volta, passou por uma livraria e viu Saga, Camus não resistiu e resolveu entrar, e dando uma de desentendido passou por Saga, e este rapidamente o percebeu. 

 — Camus, que prazer em vê-lo, como está? Camus fingindo estar surpreso em ver o Geminiano, diz: 

 — Olha nos encontramos de novo, que coincidência, eu estou muito bem, e você? 

 — Estou ótimo, vim comprar alguns livros, mas estou em duvida sobre esses aqui, será que é bom. 

Camus da uma olhada, e diz: 

 — Esses eu já li, confesso que non gostei muito. 

Camus começa a procurar entre as prateleiras, pega três livros e mostra para Saga. 

 — Já leu estes?

 — Ainda não, são bons? 

 — Excelentes, recomendo. 

 — Então vou leva-los, obrigado Camus. 

 — Non precisa me agradecer, foi um prazer. 

— Vai fazer alguma coisa agora. Pergunta Saga. 

— Non, por que? 

— Quer tomar um suco comigo. 

Camus sorri, se segura pra não derreter, e diz: 

— Adoraria. 

Camus beliscou a si mesmo, nunca sentou com Saga nem para tomar água, estava super feliz, mas estava se contendo, eles ficaram conversando sobre livros e adaptações para filmes, o papo fluía perfeitamente entre eles. Camus chegou em casa nas nuvens, mas caiu dela quando o telefone tocou, era Surt. 

— O nosso jantar está de pé ainda. Pergunta Camus. 

— Claro, pode ser as sete, non quero ir ton tarde. 

— Combinado, eu passo ai pra te buscar.  

— Certo, até mais. 

Camus desliga o telefone, vai até a cozinha preparar um almoço descente, que pelo visto faz tempo que seus irmãos não come algo parecido assim. Milo acordou com um humor péssimo, mais do que o habitual, não tomou café, passou boa parte na sala de jogos tentado fazer passar o tédio e a raiva, mas não adiantou, Shaina teve vontade pegar um cinto e bater nele como se fosse uma criança mal criada, na hora do almoço comeu quase nada, Shaina encomendou um bolo para o aniversário dele, mas Milo não quis comer.

  — Milo o que você tem?

 — Não quero falar, me deixa em paz. 

 — Se está frustrado por estar confinado aqui dentro no dia do seu aniversário, não se preocupe com isso, reservei uma mesa naquele restaurante grego que você gosta, vamos jantar lá hoje pra comemorar seu aniversário. 

— Desmarca, não quero ir. 

— Nós vamos sim, para de ser tão chato com quem ta querendo o seu bem. 

Depois do almoço, Milo aproveitou a distração de Shaina, e mexeu na bolsa dela, pegou a agenda e anotou um endereço num papel, colocou a agenda de volta e largou a bolsa do jeito que estava pra não levantar suspeita, ele começou a fazer cálculos de cabeça, então foi até seu quarto, olhou bem pra ver se havia sinal dela, abriu o fundo falso que ele tinha no closet, pegou um pouco de dinheiro, já era quase seis horas, Shaina foi tomar banho, e sorrateiramente Milo pega o celular dela, e vai até cozinha, segundo o calculo dele, a pizzaria que tinha ali perto entregava pizza em quinze minutos, então ele liga pra pizzaria, e fala forçando uma voz feminina e da o nome de Shaina. Quando o entregador chega, o interfone toca, Shaina ainda tava no banho, Milo antende.

 — Senhor Milo aqui é o Cassius, quero falar com a dona Shaina. 

 — Ela acabou de entrar no banho, mas pode falar comigo, eu sou o seu patrão.

 — Está bem, tem um moço aqui que disse que ela pediu pizza, mas ela não me avisou, e também havia me dito mais cedo que eu levasse ela e o senhor para um restaurante. 

— Então Cassius ela deve ter esquecido de avisar, a gente não vai mais, não estou muito bem. 

— Quer que eu chame um médico? 

— Não, valeu, e pode deixar o cara subir. 

— Está bem senhor.

Quando o cara chega, Milo abre a porta e vai logo dizendo:

  — Quer ganhar quinhentas pratas? 

O rapaz fica sem entender. 

— Eu só vim entregar pizza. 

— Que bosta de trabalho não é mesmo, agora vai responde. 

 — Mas o que eu tenho que fazer. 

— Quero suas roupas, seu boné também. 

 — Senhor eu não posso fazer isso. 

— Pode sim, vai logo to ficando sem tempo. 

 — Mas por que o senhor quer? 

Milo pega o dinheiro e mostra para o rapaz. 

 — Não interessa, vai quer ou não?

 O rapaz começa a tirar a roupa, Milo veste elas, ficam um pouco apertadas nele, pois o rapaz é magricela. Milo faz um coque no cabelo, coloca o boné e sai do apartamento, passa de cabeça baixa pelos seguranças, Cassius olha desconfiado, mas não aborda, só fica olhando de longe, mas quando vê o individuo chamando um taxi, manda seus companheiros irem atrás, mas Milo consegue entrar no carro e ir embora, Cassius corre para o apartamento. Shaina toma um susto quando vê o rapaz magricela usando apenas a calça de pijama de Milo, ela da um grito bem alto, Cassius arromba a porta.

  — Calma senhorita eu estou aqui. Disse Cassius. 

 — O QUE ESSE RAPAZ FAZ AQUI? 

— Senhorita o Milo escapou de novo. Disse Cassius. 

— EU NÃO ACREDITO, PRA QUE VOCÊS SÃO PAGOS HEIN?

 — Sinto muito senhorita. Disse Cassius. 

O rapaz é interrogado por Cassius e Shaina, ele conta tudo para eles, Shaina fica indignada. Camus passou um dia incrivelmente tranquilo, depois do almoço fez limpeza de pele, conversou com seus pais pelo Skype, ouviu boa musica, tomou vinho enquanto lia um livro que acabou comprando na livraria quando encontrou com Saga, mais tarde Surt chegou para lava-lo pra jantar. 

— Finalmente estou te vendo, achei que mais um pouco eu ia esquecer como é seu rosto.

 — Exagerado, esse rostinho nunca é esquecido. Brinca Camus. 

Camus e Surt estava saindo de casa, quando Milo aparece, o Aquariano ficou pálido feito um papel, Surt franze o cenho, e pergunta: 

 — O que faz aqui, Camus? 

Camus não respondeu ao amigo, foi até Milo. 

 — Olá ruivo, então é aqui que você mora, até que é charmoso combina com você.

  — O que faz aqui seu maluco? 

— Já que você me deixou, então vim ficar com você. 

 — Non pode fazer isso, vá embora. 

 — Não, eu quero ficar. 

 — Mas non pode, eu non quero você aqui. 

Milo sentiu no peito a raiva que Camus estava sentindo dele, e o Escorpiano sabia que precisava dizer o quanto sentia por ter feito seu ruivo favorito chorar. 

 — Camus eu sei que está zangado comigo por muitas coisas, principalmente por eu ter sido um idiota na outra noite, me perdoe. 

Mesmo com o pedido de desculpas, Camus não amoleceu. 

 — Vá embora Milo.

 Milo não protestou, e respeitando Camus vai embora, Hyoga sai pra fora, e diz: 

— Nossa, é ele.

 Hyoga sai correndo atrás de Milo. 

— Hyoga vem já pra cá. Disse Camus. 

— Ei, espere, eu preciso que tire uma foto comigo. 

— Quem é você. Pergunta Milo. 

— Eu sou Hyoga, irmão do Camus, e seu fã numero um, você é o melhor, cara.

 — Então você é o carinha que acredita em mim. 

Hyoga fica imensamente feliz quando Hyoga disse aquilo.

— Você sabe quem eu sou. Pergunta Hyoga. 

— Sim, seu irmão me disse que você é um grande fã meu, fico lisongeado, um prazer conhece-lo, mas agora preciso ir, até... 

— Precisa mesmo? Eu vou fazer o jantar, janta conosco. 

Camus chega junto, e diz: 

 — Non, ele precisa ir, Hyoga. 

 — Camus o que tem de mais ele ficar. Pergunta Hyoga. 

— É Camus, o que tem de mais se eu ficar?

 — A Shaina deve ta te procurando. 

— Não se preocupe, você liga pra ela e diz que estou bem, eu até que faria isso, mas não tenho celular, e a essa hora não tem pombo pra que eu possa mandar uma mensagem... Garoto eu fico pro jantar, mas faça um rango do bom hein, sou exigente. 

— Você vai adorar o meu tempero. Disse Hyoga. 

— Tomara que morra engasgado com um pedaço de carne queimada. Sussurra Camus.

 Surt segura o braço de Camus.

— Você deixou ele ficar. 

— Eu tentei fazer ele ir embora, e sinto muito, mas vai ter que ir jantar sozinho. 

— Eu fiz uma reserva Camus.

— Desmarca ou janta sozinho Surt, eu não vou deixar meus irmãos com esse doido.

 — E eu não vou deixar você aqui com ele. 

— Não precisa se preocupar, já passo muito tempo com ele, sem você presente.

 Camus liga para Shaina e avisa que Milo estava com ele, e explica toda situação. 

— Eu vou arrancar os olhos dele. Disse Shaina.

— Mademoiselle olha, se exaltar non vai adiantar em nada, eu me lembrei que Mercedes me disse ontem que hoje é aniversário dele, vamos fazer o seguinte venha pra cá, jante conosco celebraremos o aniversário dele, depois ele vai embora com a mademoiselle.

 — Até que é uma boa ideia, depois eu mato ele... Logo eu estarei ai. 

Depois de falar com Shaina, Camus vai para a cozinha.

 — Hyoga deixa que eu cozinho. 

— Mas por que? 

— Porque hoje é aniversário do Milo, quero preparar o jantar como uma forma de presente pra ele, você pode ficar conversando com ele la na sala, chame o Isaac pra ficar com vocês. 

— Eu tenho muita coisa pra falar com ele. Disse Hyoga. 

— Mas non se exceda, e non faça perguntas sobre o momento difícil que ele está passando. 

— Pode deixar Camus, fica tranquilo. 

Surt entra na cozinha. 

— Vai ser o cozinheiro dele agora? 

— Surt pode ir embora, non é obrigado a ficar. 

— Eu devia mesmo, mas não sei quando vou te ver de novo por isso fiquei. 

— Enton non me aborreça e me ajude com o jantar, e non tente por veneno estou de olho. 

Hyoga estava fascinado com Milo, Isaac até que gostou do Escorpiano, os três estavam se dando muito bem, Hyoga ligou para Shun vir jantar com eles, este ficou fascinado e suspirava quando olhava para Milo, Hyoga sentiu uma pontinha de ciúmes. A campainha toca, e Isaac atende. 

— Camus tem uma moça e um homem na porta, querem falar com você. 

— Deixe que entrem, Milo vai adorar vê-los. Disse Camus. 

O sorriso de Milo de desfez, Shaina entra segurando um bolo, era o mesmo que ela tinha comprado mais cedo. 

— Aproveita bastante hoje, porque é seu último dia na Terra. Sussurra ela para ele. 

— Pode me matar, mas você vai junto comigo, sua cobra. Disse Milo, provocando. 

Os dois sorriam um para o outro com falsidade, Cassius veio a pedido de Shaina ela estava nervosa de mais para dirigir. Camus achou que o jantar ia ser um Deus nos acuda, mas muito pelo contrário, fluiu muito bem, no começo ficou um clima meio tenso, mas Milo como sempre gosta de ser o centro de tudo, quebrou o silêncio contado alguns momentos engraçados de sua carreira, Shaina e ele contaram varias histórias hilárias, até Camus caiu na risada, menos Surt, todos estava se divertindo muito, exceto ele, Surt olhava pra Milo com tanto ódio, que se praga pegasse, Milo tinha caído morto faz tempo. Depois do jantar cantaram parabéns, Milo se segurou, mas Camus percebeu que Milo queria chorar, Hyoga gritou discurso, e Milo fez um.

— Eu só quero agradecer pelo dia de hoje, fazia muito tempo que não me sentia tão bem.

Milo finalizou, não tinha mais condições de continuar não queria chorar na frente deles.

O primeiro pedaço foi para Camus, que aceitou para não fazer desfeita, No fim da comemoração Milo agradeceu a todos mais uma vez pela noite maravilhosa, e foi embora com Shaina e Cassius, no caminho eles conversavam amigavelmente sobre uma das festas de aniversário de Milo que havia sido uma das melhores que o Escorpião havia dado,  quando chegaram no apartamento, Shaina não deu bronca, apenas deu boa noite, e o parabenizou mais uma vez pelo dia dele, depois foram dormir. 



Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo. 😘


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