História Azrael, o Anjo da Morte - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Luna Lovegood, Neville Longbottom, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Azrael, Dark!harry, Harry Potter, Hinny, Romione
Visualizações 193
Palavras 2.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - O Retorno


A Ilha de Foula — ou Ilha dos Pássaros, traduzido do nórdico antigo — é provavelmente o lugar mais remoto de toda a Grã-Bretanha. Esse local foi habitado por cinco mil anos e nos dias atuais a população se restringia a um surpreendente número de trinta e oito pessoas. Seu isolamento fez com que a ínsula fosse um dos lugares onde a língua norn, uma variação do nórdico antigo, continuasse sendo falada até meados do século XIX. Seu isolamento fazia dela o lugar perfeito para que algo grandioso acontecesse.

Se houvesse algum ser humano na faixa litorânea da ilha certamente observaria a brisa leve e fresca que soprava do oceano, muito propicia para mais um dia de verão quente e abafado em grande parte da Europa que estava se encerrando naquele fim de tarde. Ouviria também pequenos estouros de energia, assim como faíscas coloridas que começaram a brilhar.

A crepitação de energia fortalecia-se aos poucos, clarões de pujança de todas as cores ocorreram, e o vento que soprava do mar passou a convergir-se com as demais correntes de ar que vinham das mais diversas direções, intensificando-se. Em menos de um minuto a brisa leve conseguiu atingir a força de um pequeno furacão. A potência que o local emanava começou a atingir altos níveis.

Repentinamente o espaço começou a ondular no local, gerando um portal que se formou rapidamente. A areia da praia começou a subir, como se a gravidade estivesse inversa naquele lugar. O furacão atingiu sua força máxima, concentrando-se em um local da costa cuja extensão não tinha mais do que dois metros de diâmetro.

Um círculo de energia formou-se no solo do recinto e um símbolo em forma de pentagrama desenhou-se por mãos invisíveis na terra, sendo preenchido por outros sinais de uma língua morta há milênios.

A aureola atingiu o portal e formou uma pequena cúpula de energia, que começou a agitar-se de forma caótica. Fogo começou a irromper do chão, queimando como se fosse um vulcão em erupção.

No meio dessa tormenta de energia, um corpo surgiu aparentemente do nada. Começando pelos pés e subindo lentamente até a cabeça. Quando se encontrava completamente formado, o corpo caiu no chão e emitiu um grito de fúria e ódio que foi obrigado a fazer, desativando o portal mágico e emitindo sua potência mágica em todas as direções com força raramente vista desde a formação do universo.

Somente um corpo permaneceu no local, ileso, e instantes se levantou trêmulo, como se não tivesse força para permanecer erguido. Olhou ao redor após firmar suas pernas. Era um jovem cuja aparência remetia sua idade aos dezessete anos, embora ele não tivesse certeza de qual era sua real idade há tempos, seus olhos verde-esmeralda observavam a tudo com redobrada atenção. Apesar de jovem, exibia uma musculatura avantajada e muito bem definida, com cicatrizes por todo seu peito, ombro e costas, além de uma curiosa e estranha cicatriz em forma de raio em sua testa, a qual ele imediatamente ocultou com seus cabelos negros que eram rebeldemente arrepiados e muito grandes. Parecia um sobrevivente de guerra, ainda mais com a barba rala em seu rosto que parecia não ser feita há muito tempo. E para completar ele estava inteiramente nu.

Olhou para o céu azul e livre de nuvens e viu algo que não o agradou. Respirou fundo, como se tivesse acabado de sair do fundo do oceano, e começou a gritar enquanto levou uma de suas mãos em direção à abobada celeste, como se estivesse agarrando algo.

Gritou até o ar em seus pulmões se esgotar, respirou fundo e continuou a vociferar, ampliando cada vez mais a aura azul que brilhava ao seu redor até atingir o próprio firmamento, perfurando-o.

Tudo num raio de quinhentos quilômetros foi súbita e inexplicavelmente vaporizado, como se uma pequena ogiva nuclear tivesse sido detonada. O próprio solo foi queimado até uma profundidade de dois metros. Uma depressão formou-se no chão onde ele estava de pé, cujo diâmetro era de aproximadamente três metros e a profundidade de meio metro.

Em todo o mundo, centenas de bruxos sentiram um frio passar em sua alma, indicando que algo importante tinha acabado de ocorrer. Algo que não ocorria há tempos.

Após parar de gritar, respirou lentamente até normalizar seus batimentos cardíacos e analisou os estragos. Assustado, levantou uma sobrancelha e aparatou para longe dali.

Harry Potter tinha retornado.

 

***

 

Mafalda Hopkirk era funcionária da Seção de Controle do Uso Indevido de Magia, e se encontrava fazendo seu turno naquele dia. Ela trabalhava numa sala com diversos aparelhos de rastreamento mágico.

Até que o dia está bastante normal”, ela pensou. “Duas magias involuntárias, uma aparatação sem sucesso, mais nada”.

Enfim, tinha sido um dia calmo.

— Tomara que a noite continue assim — suspirou visivelmente cansada.

Mesmo que o mundo bruxo estivesse em tempos de paz desde aquela histórica noite de Halloween há treze anos, nos últimos tempos o Ministério vinha tendo bastante trabalho. O esforço foi redobrado, e todos os departamentos estavam envolvidos com a organização da final da Copa do Mundo de Quadribol, assim como o grande evento que Hogwarts iria sediar no ano letivo que em breve começaria.

Segundos depois um pequeno alarme disparou em um tom leve.

— Não posso falar nada que já acontece algo — Mafalda resmungou irritada.

Ela esperou que o aparelho registrasse o poder do praticante, facilitando assim sua identificação posterior, mas o tom do alarme começou a aumentar, indicando que a magia ainda estava sendo feita, e aumentando de intensidade rapidamente.

Mas quem está fazendo isso?” questionou-se verificando a escala de energia. Ela indicava que, seja quem fosse o praticante, ele tinha no mínimo o poder de Feiticeiro-02.

— Bem, não são tantos que possuem esse nível, pode ser fácil identificar... — mas não chegou a completar a frase, uma vez que a escala tinha acabado de passar para Feiticeiro-04, e o som do alarme subiu de tom, começando a uivar. — Feiticeiro-05! E continua a subir! Não acredito! Mago-01!  Droga! — Ela gritou.

Tendo sido treinada para essas situações de risco, a funcionária ativou outro aparelho que tentava identificar o local da realização da magia indevida, e apanhou um pequeno autômato no formato de megafone e disse nele apressadamente:

— Alerta a todos os aurores disponíveis! Alerta a todos os aurores disponíveis! Dirigir-se imediatamente para Seção de Controle do Uso Indevido de Magia! Urgente!

E os níveis continuavam a subir. Não conseguia acreditar naquilo, e o alarme uivava por todo o prédio do Ministério.

— Pelas barbas de Merlin, atingiu Mago-03! E está subindo mais ainda! — Ela olhou novamente para o medidor e espantou-se mais ainda. — Impossível! Mago-04! O aparelho deve estar errado.

O dispositivo começou a soltar fagulhas como se estivesse entrando em curto-circuito.

— Vai explodir! — Gritou no mesmo instante em que um auror chegou à sala.

— Qual o nível de poder? E a localização? — Perguntou o auror recém-chegado aos berros, uma vez que as sirenes estavam em seu último tom possível.

— Ultrapassou Mago-05! E continua a subir... Acabou de ultrapassar a escala de medição! — Urrou Mafalda em resposta. — Precisamos identificar quem está fazendo isso, e o local! — Teimou pegando os registros que o equipamento tinha acabado de imprimir.

— Saia agora! — Berrou o auror, sacando a sua varinha logo em seguida e gritando com todas as suas forças. — PROTEGO!

No mesmo instante um escudo prateado foi criado, protegendo os dois funcionários da explosão que devastou todo o departamento. O impacto da explosão foi tão forte que apesar do escudo ter sido reforçado por dois de seus colegas que tinham chegado naquele mesmo momento, eles foram jogados a mais de quinze metros de distância.

Mafalda, após ver o incêndio na sala que se iniciou, chegou à conclusão de que estava realmente encrencada.

O incêndio foi controlado rapidamente por outros aurores que acabaram de chegar. Depois de outros feitiços para reparar os danos e limpar o ar do local, Rufus Scrimgeour, Chefe do Departamento dos Aurores, chegou com sua aparência magra que lembrava a um velho leão, olhou para Mafalda e perguntou:

— O que diabos aconteceu aqui? — Ele estava furioso.

Mafalda apenas conseguiu entregar os registros e não conseguiu explicar o ocorrido. Estava assustada demais para falar. Ela nunca imaginava que isso poderia ocorrer algum dia.

Olhando os dados, Rufus sentiu um arrepio na espinha e resmungou baixo apontando para um dos aurores mais próximos deles.

— Você, chame todos os aurores do ministério. Agora! E você, mande todos para esse local — Ele indicou para outro auror a localização da magia indevida.

— Por quê? — Perguntou o primeiro auror que tinha chegado ainda assustado e tonto com a explosão.

— Porque temos um Lendário. Em uma ilha chamada Foula, e nós temos que ir para lá! Todos juntos, agora! — Berrou Rufus em resposta, aparatando logo em seguida, acompanhado por outros cinco aurores.

Chegando ao local, encontraram apenas a destruição causada pelo praticante da magia indevida, ou melhor, pela Chegada. Nada mais.

— Seja quem for, deixou um senhor estrago — comentou um dos aurores.

— Vá até Hogwarts, imediatamente! — Ordenou Rufus a um dos aurores. — Peçam para Dumbledore vir aqui. Diga que é urgente! — E virando-se ordenou para outro auror. — Avisem o Ministro, agora. Acorde-o, tire-o da festa, da casa da amante, de onde ele estiver. Ele precisa saber sobre isso.

Os aurores confirmaram com um movimento de cabeça e aparataram para cumprir suas ordens.

— Formem um perímetro de segurança, lancem feitiços de proteção. Não quero trouxas nesta área, se é que vive alguém nessa ilha — ordenou Rufus cada vez mais irritado.

Imediatamente vários aurores que haviam aparatado logo depois da chegada de Rufus começaram a cumprir suas ordens. Logo havia um perímetro de cerca de dois metros do local do Retorno.

Em Hogwarts, cerca de uma hora antes do Retorno, todos os professores e funcionários estavam reunidos na sala do diretor, para a habitual reunião de planejamento do ano letivo.

Tinham terminado de ajeitar os detalhes em relação ao grande evento que iria ocorrer esse ano letivo na escola, e com tudo certo as conversas tinham se tornado dispersas enquanto Albus Dumbledore, sentado em sua cadeira atrás da escrivaninha, fitava a tudo com um olhar divertido. Tudo tinha sido bem planejado, e mesmo com o Torneio, seria um ano calmo sem muitos problemas, assim esperava, embora tivesse suas preocupações particulares.

Todos os funcionários estavam ali, exceto na verdade o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, uma vez que esse cargo era um problema. Felizmente seu velho amigo Alastor Moody aceitara o emprego, e de bom grado Dumbledore lhe concedeu uns dias a mais para curtir o fim de um período de aposentadoria.

No ano passado Remus Lupin tinha sido o melhor professor dos últimos tempos, Dumbledore pretendia que ele permanecesse no cargo, mas Severus tivera a audácia de contar seu segredo ao Conselho, ocasionando a sua demissão, uma vez que os puristas achavam um absurdo ter um lobisomem ensinando seus filhos.

No ano retrasado, Gilderoy Lockhart tinha sido uma decepção completa, demonstrando ser uma fraude. Dumbledore o demitiu antes da metade do ano letivo, e ele mesmo assumiu as aulas até o final daquele período.

E por fim houve Quirrel, um Comensal da Morte bem disfarçado que tentou roubar a Pedra Filosofal. E para piorar o próprio Lord Voldemort estava o possuindo, escondido por baixo de seu turbante roxo. Felizmente Dumbledore conseguiu impedi-lo enfrentando-o, tinha sido uma luta difícil, mesmo sem a plenitude de seus poderes Voldemort ainda era um bruxo poderoso, mas mesmo assim Dumbledore sentiu-se frustrado, pois sua armadilha não tinha acontecido como havia planejado.

E tudo isso se devia ao fato de Harry Potter ter desaparecido. No dia em que o nome dele não constava no livro de registros de Hogwarts no ano que ele ingressaria na escola, Dumbledore percebeu como seus planos tinham dado errado.

Obviamente sentia-se culpado por ter deixado o garoto com a irmã de Lily, mas não tinha muita escolha, e manter a proteção de Lily era importante para seus planos em relação a Harry, Voldemort e a profecia que os ligava, e manter a criança segura e longe do caos do mundo bruxo parecia ser o mais adequado para aquele momento.

Ao interrogar Petúnia e sua família, acabou descobrindo que o garoto desapareceu do dia para a noite em seu aniversário de cinco anos, e o mais doloroso foi vê-los comemorando o fato e agradecendo pelo dia de seu sumiço.

Era difícil admitir que seus planos estavam demonstrando falhas que jamais tinha previsto. De nada tinha adiantado as longas horas discutindo com Flamel para autorizar que a Pedra Filosofal fosse guardada em Hogwarts para que seu plano desse certo. Por um lado, tinha sido bom para confirmar como estavam as condições de Voldemort, mas por outro, Harry Potter não estava lá para encará-lo, ser testado e preparado para encarar o seu destino.

É melhor afastar esses pensamentos por hora. Tom tem andado bastante quieto, não vem fazendo tantos movimentos.”, ponderou Dumbledore enquanto fitava Fawkes. “Não vou relaxar por completo, mas estou velho, preciso poupar minhas energias para o momento certo. No mais, como diria Alastor... Vigilância constante!

Dumbledore sorriu e se focou no que acontecia na sala, desse modo ele não pode deixar de notar as expressões aborrecidas de alguns colegas com a presença de Sybill Trelawney no corpo docente. Muitos a consideravam uma charlatã, mas Dumbledore sabia que era importante tê-la em Hogwarts, ainda mais sob sua proteção.

— E então, Sybill, como será o nosso ano letivo? Algum perigo ou desgraça a caminho? — a Prof.ª McGonagall indagou, em pé ao lado do Prof.º Snape, que lançava um olhar de desdém a professora de Adivinhação.

A Prof.ª Trelawney, olhando com seus óculos de fundo de garrafa, observou Minerva com calma e, depois de adotar um tom profundo com uma voz cavernosa, respondeu:

— Sim, Minerva. Sinto a morte se aproximando lentamente de alguns de nós. Ela parece estar tentando buscar um de nossos alunos. Ela ronda o castelo como um abutre, cada vez voando mais baixo.

— De novo? — Perguntou Snape de modo zombeteiro. — Sabe, ainda não vi um ano, desde que você está aqui, que não faça essa profecia.

— O que não quer dizer que não vá acontecer este ano — Sybill retrucou calmamente, embora estivesse elevando levemente a voz. — Para os que não possuem o Olho Interior, as mensagens não são claras, e, às vezes tem a tendência de ignorar os avisos do Divino. O que lhe digo é o que sinto que irá de fato acontecer.

— Espero que não — Dumbledore falou de forma controlada ao se aproximar, encerrando o assunto. — Agora, para comemorarmos mais um início de ano letivo, eu creio que devemos experimentar este delicioso licor que me foi enviado por...

O diretor não conseguiu completar a frase, pois neste momento a Prof.ª Trelawney soltou um grito com todas as suas forças e começou a virar seus olhos, enquanto tremia dos pés à cabeça sem parar. Depois de alguns segundos, começou lentamente a levitar e quando atingiu cerca de meio metro de altura, falou:

Ele retornará hoje. Aquele com o poder de destruir o Lorde das Trevas... Ele voltará hoje. Como Azrael ele trará a destruição. Sua missão será trazer a vida e a morte, e mudará o rumo do mundo mágico para sempre. Dor e guerra, como um arcanjo guerreiro, e seu nome será temido e reverenciado. O amor será para ele a chave, que decidirá tudo quando o momento chegar. Entre nós ele andará, mas acima de nós estará. Seus motivos escondidos estão. E assim como o Eleito voltará para cumprir seu destino, o Lorde das Trevas retornará para a guerra final...

Lagrimas de sangue caíam da professora de Adivinhação enquanto ela falava. Ao terminar ela caiu desmaiada, completamente exausta, na frente dos demais professores que a olhavam assustados.



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