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História Azul da cor do Amor - Min Yoongi (BTS) - Capítulo 1


Escrita por: e KimInglid


Notas do Autor


💙Bem vindos a Azul da cor do Amor💙 Essa fic foi feita inteiramente em dedicação a: @KimInglid, minha capista fav de todas as plataformas, deem amor e aproveitem a leitura.

Sintam-se dentro da história.
Bjs da Thauanna💙

Capítulo 1 - Capítulo 1


Sentir-se frustrado por não se ter aquilo que deseja é humano, consequências de habitar no meio de tantas pessoas, no meio de expectativas e decepções.

E quando não temos o que desejamos, é também obrigatoriamente seguir em frente, seja qual for sua decisão, se você vai desistir ou continuar a tentar, de qualquer forma você vai ter que seguir em frente, porque sua vida não gira em torno de alguns ou desse seu único fracasso.

Mas como a vida não facilita, o tormento, a frustação, a chateação continua ali, na sua cabeça, como um anjinho do demônio dependurado no seu ombro, te fazendo errar mais vezes, te fazendo perder a concentração.

Concentração essa que as vezes é tão difícil conseguir, difícil porque quando envolve amor, o ser humano chuta seu lado racional para qualquer canto do planeta, desesperado por o sentimento, pela recíproca.

E lá estava eu, desesperada, perdendo a concentração, assim como sabia que estava perdendo minhas chances de amar...


- Maingled?, Maingled? - ouço a voz da minha irmã me chamando, mas eu não respondo por pura birra, e porque minha paciência anda esgotada demais


Quando olho pra ela, ela sorrir de forma brincalhona, me olhando daquele jeito- querendo saber o que estou pensando, ou melhor, em quem, e é. Ela já sabe a resposta.


- Já iria perguntar qual foi o planeta que tinha sugado tua alma mulher, tá no mundo da lua em - fala, se sentando em frente a nossa mesa, com duas xícaras de café.


- Não enche! - é o que falo.

Maylane e eu trocamos faísca o tempo todo, talvez seja coisa de irmã sabe ? E por mais que sejamos diferentes em muitas coisas, também temos nossas igualdades, e café é uma delas, amamos café. Parece algo simples, e bom, é sim. Mas só nós sabemos o quão precioso é trocar sorrisos e conversas sinceras enquanto sentimos o aroma doce e sabor viciante, nos deixando aconchegadas, como sempre foi.

Então, é por ter toda essa conexão, que ela olha pra mim e suspira, antes de dizer :

- Liga pra ele - não disse que ela me conhece?

- O que? Não, não, definitivamente não! -Sinto meu rosto começar a pegar fogo, queria não ser tão transparente assim poxa, é aterrorizante saber o quanto minha irmã me conhece, e eu, sou quase uma ameba perto das façanhas dessa malandrinha de esconder o que acontece ao redor dela.

- Maingled - ela me repreende- estamos a três dia tentando terminar a droga desse relatório, você sabe que eu já fiz minha parte, mas poxa! Uma equipe se sobressai pela cumplicidade, não pela individualidade.

E eu sei que a danada está certa, mas o que eu posso fazer ?

Eu não sou tão corajosa como ela, eu não tenho tanta atitude como ela, eu não sou ela, só... só sou eu, uma grande covarde nesse mundo enorme.

- Não fale como se fosse a coisa mais fácil do mundo, porque não é- digo à ela, bufando meio irritada, não com ela, mas sim comigo.

- É claro que é, por Deus! - ela dramatiza - você tem um celular, e não é muda, liga logo e deixa de coisa mulher, eu em - e ela diz, com o saco também cheio de falar comigo, indo em rumo ao sofá, com certeza maratonar de novo o anime do Naruto.

Duas nervosinhas vivendo sob o mesmo teto, o quão catastróficamente lindo isso pode ser ?


Eu sei que vocês devem está pensando que eu estou fazendo "doce" diante dessa situação, mas não é, o buraco é bem mais em baixo.


A questão é que, eu estou a três semanas sem falar com meu melhor amigo - lê-se também amor da minha vida - é amigos, agora entendem o meu drama interno ?


Existe algo mais fodido do que se apaixonar pelo melhor amigo e saber que você está na droga da zona de amizade? acorrentada e consequentemente sem coragem de contar a verdade.

Por aquilo que todo ser humano sente, medo.

A verdade é que nem todo mundo opta pela sinceridade nua e crua, porque assim como todas as pessoas, sentimos receio, receio do que a verdade pode causar, receio de tudo desandar, receio porque quando se trata de alguém que você ama, automáticamente você múltiplica o cuidado, para que essa relação que envolve amor, seja ela amizade ou não, dure.

E eu sempre fui assim, durante todos esses anos, todas as vezes que eu gostava de algum garoto, eu nunca tive coragem suficiente pra contar meus sentimentos, por medo de não ser recíproco, ou por medo de continuar sermos como éramos, amigos. Pois todas as minhas aproximações que eu tive com garotos foram por meio de amizade, eu sempre tive facilidade de ter amigos homens, mas não podia evitar sentir algo a mais por alguns eles.

E lá estava eu, na mesma situação. Olho pra tela do meu celular, e clico no ícone da nossa conversa


Chatinho:
Você não tá me respondendo direito porque?  >>

Ei>>

Aconteceu alguma coisa? >>


                  <<Ando muito ocupada, foi mal :)


E essa foi a maior desculpa que inventei, faz tempo que não nos falamos, as coisas andavam estranhas demais entre nós, e o pior é que nós dois sabíamos disso.

Eu sinto tanta falta dele, da segurança que ele trasmite, de admirar o sorriso dele, a beleza dele, por mais que toda essa minha admiração, fosse cheia de segundas intenções, Mas o carinho a qual tudo se formou, continua tão firme.

As vezes eu me perguntava se ele sabia o efeito que ele causava, todos os sorrisos, olhares, gestos eram intencionais?

E que se um dia ele já olhou pra mim de alguma outra forma que não fosse o posto a qual eu atuo em sua vida.

Pensar nessas coisas é estressante.

Então decidi por fim, abrir meu notebook para poder começar o relatório, mas assim que dou inicialização, ouço o som da campanhia tocando, porém meus dedos continuam a teclar, quando a campanhia toca mais uma vez, eu olho pra minha irmã e vejo que a mesma nem se deu conta, então bufo antes de levantar e ir em direção à porta.

Não me importo de está muito apresentável, aliás, eu estava em casa, e vestia apenas um moleton surrado e grande o suficiente para bater no meio de minhas coxas, meu cabelo está solto e agradeço nessas horas por eles serem lisos e não desgrenharem muito.

Quando chego perto da porta, e ponho a mão na maçaneta, sinto meu coração desparar loucamente quando uma voz tão conhecida por mim, chama meu nome.


- Maingled?

Meus olhos que já se encontram arregalados, procuram desesperadamente os da minha irmã, e ela Ouviu ele, porque ela também está olhando pra mim, só que invés dela falar algo, a única coisa que faz é se levantar e deixar o Comodo, subindo pro seu quarto com um sorriso no rosto.

Eu não deveria está tão nervosa com uma pessoa que visita tão frequentemente minha casa.

Está tudo bem, só é mais uma visita fraternal, não é como se ele tivesse descoberto meus sentimentos por ele e tivesse vindo tomar satisfações.

Droga....

Meu coração nem por um minuto se acalma, então respiro fundo, e sinto a força com qual aperto meus olhos antes de girar a maçaneta e abrir a porta.

E lá estava ele, Min Yoongi, com um pequeno sorriso no rosto, os cabelos pretos recaindo sobre a pele leitosa, tão branquinha.. os olhos igualmente miúdos e os lábios finos, que nesse momentos estão tão róseos por conta do ar gélido que ronda essa manhã, e se eu não estivesse tão ansiosa, soltaria um suspiro mais apaixonado do mundo, então apenas engoli seco, antes de pronunciar seu nome.

- Yoon - chamei por seu apelido, antes de também abrir um sorriso atrapalhado pra si - O que faz aqui ?


Mas só que ele não responde, fica analisando meu rosto e sinto minhas bochechas adquirirem um esquentamento, dando sinal a minha vergonha, e mentalmente me pergunto se fui grosseira, mas antes que pudesse responder, levanto meu braço me apressando em convida-ló a entrar.

- Vem, en- só que antes que eu completasse o pedido, ele puxa meu braço, e no mesmo estante que arregalo os olhos, sinto nossos corpos se colarem rapidamente, rapido como meu coração batendo feito louco nesse mesmo instante, ele rodeia seus braços sob os meus, me envolvendo num abraço.

Sinto seu queixo repousar em minha cabeça por conta da diferença de altura, já que sou mais baixa que ele, eu demoro a pôr meus braços envolta da sua cintura, rodeando seu tronco mas mesmo assim faço. Eu suspiro fundo, enquanto meus olhos que antes estavam abertos, agora se encontram fechados, apreciando o cheiro tão bom do seu perfume e o calor que o seu abraço oferece.


- Eu senti sua falta - é o que ele diz, com sua voz tão costumeiramente rouca.

- Y-yoongi...

- Faz dias que não te vejo baixinha, seu oppa estava morrendo de saudades, uh? Aí... doeu ! - ele reclama após o beliscão que dou nele

Então eu sorrio, sabendo que ele também está - Você não é meu oppa seu chato!

E ligados ainda pelo abraço que nos une, eu relembro suas palavras.


Ele sentiu minha falta.

Ok.

Eu conseguia ouvir as batidas do meu coração, e sinto vergonha de pensar que ele possa ouvir também e achar que estou nervosa.

E com uma onde de sentimentos, eu me dou conta de que estou abraçada com ele, com o garoto que amo.

E isso me dá um gatilho tão enorme, porque eu sinto uma vontade de chorar, misturado com satisfação por está assim como ele, eu o amo, o amo como louca e não posso falar pra ele. Não posso....

Meu Coração segue apertado quando ele segura meus ombros e nos afasta gentilmente, com os olhos ainda presos aos meus. E eu só queria que ele percebesse, que eu queria tudo naquele momento, menos me desfazer de seu abraço.

E ele está aqui, sentiu minha falta essa semana, não foi só eu.. então por isso eu pergunto pra confirmar.


- Você sentiu minha falta ? - pergunto, com os olhos brilhando em esperança.

Talvez ele também goste de mim, por isso não aguentou ficar sem me ver.


- Claro, como não poderia sentir saudades da minha melhor amiga? -

Ah. Isso.

Era o oque eu era, não é?

A verdade é que eu nunca questionei, sempre me senti especial por ser sempre a prioridade de Yoongi, mas a real é que ultimamente não está sendo suficiente, ser melhor amiga não está sendo suficiente, quando tudo o que eu mais desejo é fazer coisas, coisas que melhores amigos não podem fazer.

Uma sensação entranha me invade, eu sinto um bolo se formar em minha garganta, talvez eu devesse contar e acabar com essa angústia, talvez eu devesse dar algum sinal de que o quero.

Mas não faço.

E a única coisa que consigo fazer é virar de costas, entrando em casa e engolindo em seco, pedindo aos céus que a vontade de chorar que me arrebatou passe.

- Ei, o que foi? - perguntou- eu fiz algo errado ?

Ouvir seus questionamentos me fez fechar os olhos com força, então me pego mexendo nas minhas planilhas só para não olha-ló.

Eu não podia deixá-lo perceber.

- Ah? Não, porque você acha isso ?

Sorrio soprado, tentando amenizar o clima pesado que aquele ambiente ficou.

- Por que você está estranha, e não é de hoje.

Eu sigo mexendo nas planilhas, meus dedos não parando por um segundo de organizar papéis que já estão em ordem faz tempo.

Sinto minha cabeça começar a latejar, e não saber exatamente o que fazer, está me deixando nervosa.

Ouço seus passos em minha direção, mas continuo mantendo meus olhos fixos no papel.

- Olha pra mim ! - ele pediu

Eu sorrio balançando a cabeça para os lados, passo as mãos já suadas na roupa, só para em seguida começar outra vez.

- Eu não estou est-

- Eu disse pra olhar pra mim Maingled- repetiu o pedido

Então ele repousou uma mão em meu ombro a outra ele levou até a altura do meu rosto, passou o dedo carinhosamente por minha bochecha e foi descendo até parar em meu queixo e erguelo para que eu pudesse o olhar nos olhos.

- Eu não estou estranha- reforçei a frase que outrora fui interrompida.

Os seus olhos estavam firmes no meu, como se quisesse ver minha alma e saber a verdade, e o meu maior medo é que ele conseguisse.

Ele suspirou, ainda me olhando.

- Você não vai mesmo me falar não é? - perguntou

Eu devo falar ?

- E-eu... - e olhando no fundo dos seus olhos outra das milhares perguntas rondou minha mente, e se ele quisesse se afastar por saber que gosto dele ? Eu vi seus dois pequenos lumes brilhando em esperança, esperando a verdadeira resposta - Eu só estou com dor de cabeça.

Mas ela não viria. E eu sei que ele se decepcionou, porque ele me conhecia, e sabia que aquilo era tudo, menos a verdade.

Mas mesmo assim ele sorriu pequeno, tentando mudar o clima, tomando um pouco de distância.

Ele pegarreou antes de sorrir mais abertamente e falar.

- Eu vim lhe pedir ajuda em algo - falou animado

Eu sorri junto contagiada com sua euforia.


- Oh, você parece animado, o que é?

- Se você fosse minha namorada, gostaria de ganhar pelúcia e chocolates ou flores e chocolates ? - soltou

Eu senti mais uma vez naquele dia meu coração disparar, fiquei nervosa e a vergonha me atingiu em cheio.

- P-porque.. p-porque você tá perguntando isso ? - eu só não sei se foi pior a forma horrível com qual não soube fazer a pergunta ou o desastre que foi tentar sorrir depois que a fiz


- Quero dar a uma garota ué ! - ele falou, simples assim

Eu sei que éramos íntimos o suficiente pra compartilharmos coisa desse tipo, mas essa, essa foi a primeira vez na vida que eu desejei que ele não tivesse vindo me procurar.

Eu estava com raiva, decepcionada e triste.

A sua resposta rondava na minha cabeça e eu sentia meu sangue fugir do rosto, o arrependido da pergunta amargar na boca.

Uma garota....

Ele quer dar um presente a uma garota.

Essa garota não sou eu.

Ele gosta de alguém.

O quão estúpida eu fui? Todos esses dias que ele estava distante, era porque ele tinha outro alguém. E eu aqui pensado nele, querendo declarar um sentimento que nunca seria correspondido.


- Então... ? - perguntou


- E-Então o que? - me senti perdida

- Maingled! - Ele sorriu por minha demora- a sua resposta.. Qual é?

- Ah... - Se fosse eu escolheria pelúcia, porque não morre e se pode guardar... - O C-chocolate com..pelúcia. - falei

Meu coração doia, o bolo se formando em minha garganta e a irritação no meu nariz só apontava que iria chorar, então eu mordi o lábio, segurando a vontade angustiante de me derramar em lágrimas..

Ele sorriu contente e me beijou o rosto.

- Obrigado Ma - ele caminhou em direção à porta e olhou pra mim sorrindo - Ei, Hoje eu vou pintar meu cabelo de azul, ok ?

Ele falou, mas eu não entendi, estava tentando controlar a vontade de gritar. O que ele vai pintar?
Não consegui compreender o que ele disse, por que eu tentava a todo custo segurar minhas lágrimas, só que não consegui, porque a primeira rolou por meu rosto.

E enquanto me sentava no sofá, só torcia para que elas parassem de rolar, acabassem. Assim como minhas esperanças.



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