História Azul é a Cor Mais Quente - YoonMin - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Agust D / Suga, Bangtan Boys (BTS), Black Pink, CL (Chaelin Lee), EXO, Kim Nam-joon / Rap Monster, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jinki Lee (Onew), Jisoo, Jungkook, KiBum "Key" Kim, Lisa, Rap Monster, Rosé, Sehun, Suga, Taemin Lee, V
Tags 2min, Azul É A Cor Mais Quente, First Love, Homofobia, Jenlisa, Jikook, Jimin Bottom, Jimin Passivo, Jimin Uke, Jismin, Namjin, Preconceito, Primeiro Amor, Sexting, Taejim, Taekook, Taeseok, Texting, Vhope, Vkook, Vkookhope, Yaoi, Yoongi Ativo, Yoongi Seme, Yoongi Top, Yoonmin, Yoonseok, Yuri
Visualizações 251
Palavras 3.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


nos vemos nas notas finais, podem odiar o pai e o vô do Jimin que eu deixo, tá?


boa leitura!

Capítulo 7 - Jantar.


Fanfic / Fanfiction Azul é a Cor Mais Quente - YoonMin - Capítulo 7 - Jantar.

▫💙▫

— E quem é? — Perguntei, me sentando ao seu lado na grama, colocando os nossos rostos próximos um ao outro de novo.

Yoongi se aproximou mais ainda, eu já podia sentir o hálito de quem fuma junto a hortelã, os seus lábios lindinhos bem juntos, os olhinhos fixos nos meus… ele estava no caminho para a minha boca, mas desviou e foi para perto do meu ouvido.

— Você vai ser o primeiro a saber quando for a hora, Jimin. — Sussurrou ao pé do meu ouvido, para em seguida levantar. — Ei, já está tarde. Vamos, vou te levar pra casa.

— T-Tá… — Ainda meio abalado, levantei. Sem avisos, Yoongi me agarrou pela cintura com uma das mãos, quase tocando na minha bunda. — O quê v-você está f-fazendo?

— Eu gosto das suas bochechinhas coradinhas assim… — Com a mão livre, ele tocou o meu rosto. — Você é… — As palavras morreram em sua garganta, logo se convertendo em uma risada.

— Eu sou o quê, hyung? — Perguntei em um tom sussurrado, sentindo a mão em minha cintura me apertar e a em meu rosto iniciar um pequeno carinho.

— Maravilhoso. — Levou a mão, até então em minha face, ao meu queixo, me fazendo erguer um pouco mais o rosto, como se fosse me beijar. Porém, ao invés de nos beijarmos loucamente, Yoongi me soltou e andou rumo ao carro como se nada tivesse acontecido. — Anda, Jimin. Seus pais não vão confiar em mim se você não estiver em casa logo.

E o prêmio na categoria de “melhor ilusionista”, com a participação do famoso, e partido, Coração de Park Jimin, vai para… Min Yoongi! Parabéns!

[° ° °]

Sexta-feira, na minha escola. Eu nem dormi na noite anterior à hoje, de tanto nervosismo. Min Yoongi vai jantar lá em casa, e nós vamos estudar literatura juntinhos no meu quarto. Era nisso que eu pensava durante a aula de inglês, olhando para o nada.

— Ei, Jimin! — Kyungsoo me chamou e eu, meio sem ânimo, o encarei. — Isso caí na prova, desgraça!

— Ah, sério? — Olhei para a folha em branco do meu caderno. — Então eu vou rodar.

— Cara, você tem que estudar. — Baixou o tom porque o professor estava nos olhando. — Como pretende impressionar alguém sendo um pé rapado sem nem o ensino médio?

Eu odiava quando ele estava certo, mas era a vida. Passei a prestar mais atenção na aula, mesmo com a mente em outro lugar; na cama de Yoongi, mais precisamente.

[° ° °]

— O quê vai fazer hoje à tarde? — Lisa me perguntou no intervalo, enquanto o Kyung e a Jennie discutiam sobre o Saitama ganhar do Goku, ou vice-versa.

— Arrumar o resto do meu quarto. — Contei.

— Você? Arrumando o quarto? — Eu não sou tão desorganizado a ponto de nunca arrumar o meu quarto! — Por quê?

— Yoongi vai lá hoje. — Lisa parou de mastigar, Jennie e Kyungsoo pararam de discutir e os três me encararam. — O quê foi?

— O que ele vai fazer lá? — Kyungsoo foi quem perguntou, acreditem ou não.

— Vamos estudar literatura. — E os três caíram na gargalhada, Jennie até chorou um pouquinho. Bando de gente maliciosa, tenho que me afastar dessas más companhias… — Ah, vão maliciar lápis sendo apontados!

— “Estudar”, só se for o seu corpinho, né, Jimminie? — Lisa riu.

— A gente não vai fazer nada disso aí que vocês tão insinuando. — Revirei os olhos.

— Ah, tá. — Foi a vez de Jennie falar. — Tá, eu tive uma ideia, Jimin. — Ela pegou o celular e entrou no meu contato do “Kakao Talk”. — Se você me mandar uma mensagem, com foto, de quando ele tiver acabado de chegar, uma de quando vocês estiverem “estudando” e uma de quando ele estiver indo embora, a gente não vai te encher na segunda.

— Por que, exatamente, vocês iriam “me encher” na segunda-feira? — Estranhei.

— Primeiro porque é melhor tirar sarro ao vivo do que por mensagem. — Kyungsoo sorriu pervertido. — Segundo porque você vai ser arrombado, Park.

— Teu cu. — Xinguei, levantando da mesa enquanto ouvia os risos histéricos daqueles três.

[° ° °]

A minha mãe fez questão de que eu perguntasse ao Yoongi qual era o prato favorito dele, pra que o meu pai preparasse isso. É por essa razão que hoje nós iremos comer pizza caseira de strogonoff com queijo.

Dona Park também colocou um vestido coral, com um cinto dourado marcando a sua cinturinha perfeita, além de sapatos de salto brancos com detalhes dourados; bem Ano Novo. O meu pai colocou uma camisa social branca, calça social preta e sapatos de couro marrom. O vovô, por outro lado, está andando pela casa com um roupão de estampa de onça e chinelinhos cor de rosa.

“E você, Park Jimin?”

Ah, que bom que perguntou! Eu havia colocado um blusão com listras pretas e vermelhas, com uma calça jeans escura dos joelhos rasgados, e um par de tênis branco com duas listras pretas. Um pitelzinho, eu sei. Eu mesmo me pegaria se me visse em uma boate.

— Eu tô bonito? — Perguntei à minha mãe, que sorriu largo.

— Está lindo, filhote! — Arrumou o meu cabelo e, para o meu surto interno, a nossa campanhia tocou. — Ah, deve ser ele.

Me joguei no sofá antes de minha mãe abrir a porta, porque, né? Temos que fingir que não estamos nem aí para o @, que nem estávamos esperando por ele, que nem estamos morrendo por dentro…

— Boa noite, senhora Park! — Ouvi a voz inacreditavelmente perfeita de Yoongi, sentindo uma vontade insana de correr para abraçá-lo, mas resisti. — A senhora está muito bonita.

— Oh, obrigada, você também. — Ouvi o tom lisonjeado de minha mãe. — Venha, Jimin está na sala.

O som da porta sendo fechada, os passos leves e calculados se aproximando e, logo quando eu virei a cabeça na direção do hall de entrada, Yoongi surgiu e, meu Deus, ele estava mais lindo que o normal.

Usava um casaco preto sem detalhes junto de uma calça jeans sem rasgos da mesma cor, que dava destaque para o tom azul de seus belos cabelos, nos quais usava uma bandana vermelha.

— Oi, Park Jimin. — O sorriso gengival se fez presente enquanto eu ainda tentava me recuperar do choque que foi vê-lo com uma bandana. — Posso me sentar ao seu lado?

— C-Claro. — Sorri, soltando o ar que nem sabia que estava prendendo. Quando Yoongi sentou ao meu lado, fazendo o perfume masculino divoso vir ao meu nariz, eu senti a minha pressão cair. Disfarçadamente, tirei uma foto sua e enviei para Jennie, com a legenda “olha, ele chegou”. — Hyung…

— Quê foi? — Estávamos sozinhos naquela sala, pois o meu pai estava na cozinha, fazendo a janta, a minha mãe foi ajudá-lo e o meu avô… bem, eu não sei.

— Você está lindo. — Sussurrei.

Yoongi deu um sorrisinho tímido e suas bochechas ficaram levemente vermelhas. Se for um sonho, não me acorde.

— Você tamb… — Antes que pudesse terminar a frase, meu avô entrou pisando forte na sala. — Ahn, olá…!

— Então você é o Yoongi, né? — O meu avô se sentou em sua poltrona. — Já está com quantos anos, rapaz?

— Dezenove. — A firmeza na voz dele me era invejável.

— Na sua idade, eu já estava planejando o meu primeiro filho. — Vovô bufou, e eu revirei os olhos em reprovação. — Você, no mínimo, já deve ter uma namorada?

— Eu… — Yoongi me olhou por exatos três segundos (eu contei) e isso foi o bastante pra ele notar que eu entrei em um pequeno ataque de pânico. — …terminei há pouco tempo com a Hiyori.

— Ah, então está na caça? — Vovô riu.

— Uhum… — Yoongi forçou um sorriso.

Fiquei ouvindo o vovô reclamar com o Yoongi, logo com ele, que eu nunca levei nenhuma menina lá em casa pra ele conhecer. Também comentou que achou que o Yoongi fosse gay, e estava feliz por ter se enganado.

Se eu matar o meu avô, o Ibama me prende?

(In)felizmente, mamãe veio nos chamar para jantar antes que eu pulasse no pescoço do meu avô. Ela corrigiu o sogro, dizendo que não teria problema se Yoongi fosse ou não homossexual, desde que o hyung fosse um bom exemplo pra mim.

Amém, Park JungHyo (ou Lee JungHyo)!

— Ah, mas é melhor gostar de mulher do que de homem. — E essas foram as primeiras palavras que o meu pai dirigiu a Yoongi. — Boa noite, Yoongi, sou Park HyunSeok, pai do Jimin. — Estendeu a mão para o Yoongi, que, provavelmente a contragosto, a apertou.

A janta foi praticamente recheada de piadinhas homofóbicas, minha mãe pedindo um milhão de desculpas pelo comportamento do meu pai e do meu avô, Yoongi apenas concordando e sorrindo de um jeito bem falso e eu querendo matar certas pessoas.

— Ah, calem a boca! — Não aguentei mais e xinguei, fazendo o silêncio reinar na mesa. — Vem, hyung, vamos terminar de comer lá no meu quarto.

— Tá tudo bem, Jimin… — Yoongi baixou a cabeça, olhando para o seu prato. — Não precisa disso…

— Precisa sim! — Peguei o prato dele com uma mão e o meu com a outra. — Mãe, quer vir com a gente?

— Não, podem ir. — Ela sorriu bondosa. — Eu sinto muito pelo comportamento dos dois, Yoongi.

Yoongi apenas sorriu gentil e levantou da mesa, me seguindo até o meu quarto. Assim que eu fechei a porta, a imagem que ele tentava manter sumiu e Yoongi agarrou os próprios cabelos, bufando.

— Jimin, sem ofensas, mas eu não gosto do seu pai, muito menos do seu avô.

— Não me ofendeu. Eu prefiro assim. — Me sentei na cama, suspirando. — A minha mãe já disse mil vezes, mas eu repito: sinto muito pelo comportamento dos dois.

— Não estou puto com você. — Sentou ao meu lado, tomando o seu prato de minha mão e voltando a comer. — Não acredito que consegui aguentar.

— Nem eu… — Assumi. — Você tem uma personalidade bem forte, hyung. Como fez pra suportar?

— Pensei em você. — De imediato, olhei para a minha porta trancada e, bem de leve e calmamente, sorri. — Por que o sorrisinho?

— Você é um fofo.

— “Nhéé”! — Mostrou a língua. — Vamos terminar de comer e daí vamos começar os seus estudos.

Comemos e conversamos sobre qualquer coisa que nos fizesse esquecer dos momentos de antes. Falamos até sobre água e como ela fica boa em toda e qualquer ocasião.

Depois disso, eu levei os pratos de volta para a cozinha, sem nem olhar na cara do meu pai e do meu vô. Voltei para o quarto, onde Yoongi já segurava um livro de literatura que achou na minha cômoda. Peguei um caderno e nós começamos a estudar. Novamente, tirei uma foto dele quando estava distraído, e enviei para a Jennie, com a legenda “hora dos estudos!”.

Do nada, após mais ou menos uma hora de estudo, me lembrei que não tinha perguntado sobre uma coisa, qual estava me deixando morto de curiosidade.

— Então… se resolveu com o Hoseok?

— Sim, estou oficialmente solteiro, Jimin.

— E o garoto novinho?

Yoongi deu uma risadinha anasalada, pegando o caderno do meu colo e, assim como fez com o livro que antes segurava, largou em cima da minha cômoda. O olhei sem entender, com um grande ponto de interrogação sobre a cabeça.

— As coisas com esse garotinho estão indo muito bem. — Se aproximou mais de mim, me fazendo ter aquela mesma sensação daquela noite. — Ele também gosta de mim.

— Como tem tanta certeza?

Yoongi me olhou bem nos olhos, lambeu os lábios e mordeu o inferior, dando um lindo sorriso em seguida, que logo virou um sorriso malicioso. Veio bem para perto de mim, as bocas estavam perto de novo. Mas, dessa vez, eu não ia me iludir. Já estava com o psicológico pronto pra caso fosse só mais uma enganação dele.

— Sabe… — Yoongi virou a cabeça um pouco para o lado, ajeitando a boca diante da minha, a deixando entreaberta. — ..., é que o coração dele sempre o guia até onde eu estou.

Esbugalhei os olhos e, sinceramente, estava prestes a gritar, mas foi impedido da melhor forma possível: com os lábios de Yoongi apenas tocando levemente os meus.

Visto que eu não recuei, Yoongi me deu três selinhos rápidos e só depois aprofundou o beijo. As suas mãos foram até o meu rosto, me trazendo para mais perto. Os meus olhos, até então aproveitando a imagem de Yoongi de bandana, se fecharam, e, de fato, eu estava totalmente entregue àquele beijo.

— Eu gosto de você, Park Jimin. — Yoongi disse ofegante durante a pausa pela falta de ar.

— Eu também gosto de você, Yoongi. — Avancei, recomeçando o beijo, entrelaçando as nossas línguas, sentindo Yoongi sorrir durante o ato.

Eu assumo: endureci antes mesmo do beijo começar, mas nem tentei nada que levasse a esse tipo de coisa, isto é, naquele momento não. Yoongi, por outro, tinha uma mão, anteriormente no meu rosto, sob o meu membro, e eu não ia reclamar também, né?

— Jimin… — Ainda mais ofegante, e novamente com as duas mãos no meu rostinho, Yoongi sorriu. — …você gosta das minhas aulas de literatura?

— Ah…! — Comecei a rir. — Eu amo, hyung, quero que seja o meu professor oficial.

— Hum… eu até posso ser. — Sussurrou sensualmente com os lábios vermelhos e inchados pelo beijo. — Mas você vai ter que pagar…

— O quê você quer como pagamento?

— Quero você. — Tocou o polegar direito no centro da minha boca e foi o passando por toda a área. — O quê acha?

— Considere-se pago.

Não, nós não transamos, nem chegamos perto disso. Ficamos só em beijos molhados, umas mãos bobas aqui e ali…

Melhor aula particular.

[° ° °]

[22:27] Jenn – vejo que não mandou a última fotinho…

[22:28] Jenn – como foram os “estudos”?

[22:28] You – ótimos, Jennie.

[22:28] You – os melhores da minha vida.

[22:29] Jenn – uau.

[22:29] Jenn – e o quê aprendeu?

[22:30] You – …

[22:30] You – não enche.

Bloqueei o celular, deitado na cama. O Yoongi foi embora não faz nem dez minutos e eu já estou com saudades, além de que o cheiro do perfume dele está no meu quarto e eu ainda estou com a boca vermelha e inchada pelos beijos, e o meu cabelo está todo bagunçado, tudo feito por ele.

Estava planejando esperar que ele mandasse alguma mensagem e depois ir deitar, mas alguém bateu em minha porta.

— Quem é? — Resmunguei.

— Sou eu, filhote! — Ouvi a voz da minha mãe e levantei para abri-la, a encontrando já de pijama. — Posso falar com você, Jimin?

— Sim… — Abri espaço para que ela entrasse. Estava morto de medo que ela visse o estado da minha boca. — Então, sobre o quê quer falar, mãe?

— Sente aqui, Jimin. — Ela sentou na cama e eu sentei ao seu lado, um tanto quanto desconfortável por lembrar o que estava acontecendo ali antes. — Sabe… — Ela fez com que eu deitasse a cabeça em seu ombro e eu fechei os olhos, apenas aproveitando a sua companhia. — …, a mamãe viu que você definitivamente odeia aquele tipo de piada. Eu também odeio, e Yoongi também não parece gostar. — Começou a mexer no meu cabelo, em um tipo de carinho. — Mas, meu filhote, você não… tem algum motivo especial pra não gostar daquelas piadinhas?

— Como assim? — Continuei em seu ombro, ainda de olhos fechados.

— Hum… — Suspirou. — Jimin, eu vou ser direta com você, está bem? E quero que você seja o mais sincero o possível comigo, sabendo que eu nunca — ênfase no “nunca” — vou te tratar diferente de como trato agora.

— Tudo bem… — Levantei a cabeça e lhe fitei nos olhos, muito nervoso.

— Você é gay, não é?

Foi um choque, seguido de muitas perguntas. Como ela sabia? Eu sou afeminado o suficiente pra que ela chegue a perceber? O meu pai também já sabe? Ele vai me deserdar? O vovô contou as suas teorias e eles acreditaram? Desde quando eles sabem?

— Pode confiar em mim. — Minha mãe segurou a minha mão.

— Eu… ainda estou me descobrindo, mas… acho que sim… — Confessei.

Ao invés de falar algo tipo “que bom que confia em mim” ou alguma coisa do gênero, a minha mãe deu um sorriso largo (“igual ao meu, porque temos sorrisos idênticos”, como dizia a minha falecida avó).

— Ah, eu sempre soube.

— Quê!? Como!? — Entrei em pânico, levando as mãos até a cabeça.

— Jimin, eu te dei a luz e te crio há dezesseis anos. Eu sei dos teus medos, dos teus sonhos, das tuas paixões, dos teus piores defeitos, das tuas melhores qualidades… Se eu sei disso tudo, e muito mais, como eu não ia notar que você quis continuar na natação só pra ver o Taemin?

— Como você...? — Tá, eu fiquei com medo.

— Filhote, eu vi os seus treinos. Você não gostava daquilo, mas ficava todo felizinho quando via o Taemin. — Comecei a corar. — Eu até achei que fosse só amizade, porque você sempre foi envergonhadinho, mas com ele não tinha explicação. Você ficava com a cara vermelha só de estar perto dele e ainda disfarçava muito mal as olhadinhas no abdômen…

— M-Mãe!

— Você sempre falou que tal garoto estava usando tal roupa de tal marca, mas nunca reparou nas meninas. Era tudo superficial, mas, de certa forma, eu já sabia. — Puxou a minha cabeça de novo para o seu ombro. — Agora, me conta uma coisinha: você e o Yoongi… não são só amigos, né?

— Ah, não. — Eu não vou falar disso!

— Park Jimin, eu sou sua mãe. Se eu perguntei, você tem que responder, e ponto.

— Não somos só amigos. — Bufei.

— Que bonitinho!

Conversamos mais um pouco, e acabei explicando um bocadinho das minhas confusões internas pra ela, que pareceu entender tudo e até me ajudou com algumas delas, mas, como ela mesma disse, foi uma ajudinha, e eu preciso de muito mais que isso. Mamãe disse que terei de encontrar certas respostas sozinho e ela está certa, afinal.

Mas que eu queria uma ajuda maior, eu queria e não nego.

[° ° °]

É sábado, e o dia está estranhamente ensolarado para a nossa cidade e, em destaque, para essa época do ano. Sabem o que isso significa? Isso mesmo! Park Jimin vai fechar as cortinas do quarto e jogar o jogo de SAO (Sword Art Online) o dia todo, porque ele não tem temas pra hoje.

Acordei às 11:20, fiz as coisas, que vocês sabem muito bem quais são, no banheiro, dei uma olhadinha na timeline do celular e, de pijaminha, fui até a cozinha. Ignorei a presença do meu pai sentado à ilha da cozinha e abri a geladeira, pegando um cacho de uvas já lavado e indo comendo para a sala e me jogando no sofá.

— Ah, Jimin! — O meu pai me chamou, entrando na sala de estar, e eu, novamente, o ignorei, porém ele falou algo que chamou um pouco da minha atenção e me fez deixar a raiva de lado. — Um garoto passou aqui mais cedo, querendo falar com você.

— Quê garoto? — O encarei.

— Tal de Jungkook, não é o garoto com quem você passou um tempo essa semana? — Lembrou.

— É…

O quê o Jungkook veio fazer aqui? E, mais estranho que isso, como ele sabe onde eu moro?

Um pouco de medo? Talvez.


Notas Finais


Eu tinha feito esse capítulo pensando no Dia das Mães :v mas o cronograma não bateu.

drabble | jimin!centric
https://www.spiritfanfiction.com/historia/asfixia-13018683

minha primeira fic yoonmin
https://www.spiritfanfiction.com/historia/segundas-intencoes--yoonmin-11829235


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...