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História Azul é o novo preto - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, voltei kkk nem sei se lembram de mim, mas espero que sim. Eu era a escritora da fanfic My Hated Brother e depois de tanto tempo estou reescrevendo aquele enredo, dessa vez com algumas modificações.

Atenção para os avisos:
🌹 A fanfic contém uma pegada latinha;

🌹 Eu não estou influenciando a nada;

🌹Os capítulos contam com 3k a 4k de palavras, e demoram um pouco para serem escritos;

🌹Todos os personagens são maiores de idade na vida real e dentro da história também;

🌹 Não estou romantizando nenhum tipo de abuso; é apenas um enredo;

🌹Alguns personagens serão da comunidade LGBTQ+ e espero que fique ciente disso;


Acho que é isso, boa leitura minhas baunilhas...

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Azul é o novo preto - Capítulo 1 - Prólogo

[Seul, Coréia do Sul, 20:16 P.M]


O vento quente do secador moldava o meu cabelo e dificultava ouvir qualquer som distante, mas a música um pouco mais alta que isso me poupava de ouvir apenas esse barulho chato. Pouco tempo depois, minhas madeixas estavam cheirosas, brilhosas e macias, além de que, com uma nova cor – preto azulado. 

— Só preciso terminar minha maquiagem e encontrar alguma coisa pra vestir. — afirmei, checando a hora em meu celular e me levantando do chão onde eu me encontrava. Delimitei meus lábios de vermelho e me vesti adequadamente para a festa na qual eu estou um pouco atrasada. — Ah! O salto...

— Você sempre demora pra se arrumar, Allison! — Jiwon disse enquanto passava seu rímel. Parei o que estava fazendo e a encarei, fixando nossos olhares por alguns segundos até começarmos a rir por ela estar mais “atrasada” que eu. 

Jiwon é minha amiga da faculdade. No começo não nos dávamos bem e sempre brigávamos, mas por termos filosofias parecidas acabamos nos aproximando e hoje somos grandes amigas. Mesmo que eu saiba a sua verdadeira intenção toda vez que vem aqui, prefiro acreditar que ela é minha amiga. 

— Como eu sempre demoro pra me arrumar, acho que vou ter que me sentar e esperar você ser pontual. — ditei sarcástica enquanto terminava de colocar meu short de couro e a blusa transparente que deixava evidente o cropped preto por baixo. — Estou pronta. 

Afirmei me sentando na cama e discando o numero do celular do meu noivo, Park Jimin, vendo a foto dele em cima de sua moto oscilar entre mais clara e mais escura na medida em que tocava. Jimin era o namorado perfeito, carinhoso, atencioso e educado, tudo que meu pai queria em um genro; e ele também era bom de cama, safado e dançava muito bem, tudo que eu queria em um namorado. Começamos como parceiros de foda, mas quando fui ver já estava chamando a mãe dele de “sogrinha”. 

A ligação caiu, o que me fez pensar que tinha acontecido alguma coisa com ele. Mas, imediatamente a notificação de mensagem apareceu na tela e deslizei para ler e ter a confirmação de que ele estaria lá: “Te vejo lá, amor”. Ignorei ocorrido e mandei apenas um emoji de coração. 

— Okay, qual você acha melhor? — Jiwon levantou um cropped vermelho e outro preto na altura de seu peito, esperando que eu analisasse as opções. Apontei para o vermelho e assim ela fez, vestiu o preto. — Esse é melhor. — ela falou. Neguei com a cabeça, rindo de sua escolha.

Nossa conversa foi interrompida por barulhos no corredor, risadas e gemidos. Afinal, morar com seu melhor amigo de infância tem tudo para ser uma péssima experiência, principalmente quando o amigo é um ser humano estudante de medicina, mal humorado e ferrado, também conhecido como Min Yoongi. 

Jiwon correu para a porta, colocando seu rosto rente a madeira para poder ouvir melhor enquanto eu revirava meus olhos em tédio. Ela balançou a mão eufórica e segurou a risada enquanto os barulhos iam diminuindo até serem substituídos por algo semelhante a trilha sonora de um filme, acontecimento que a deixou frustrada. 

— Podia ser eu, mas ele nem pensa em namorar. — afirmou em desgosto. Aproveitei para sairmos do meu quarto em direção ao primeiro andar, onde algumas peças de roupas estavam jogadas, uma delas Jiwon fez questão de pegar com a ponta dos dedos. O sutiã vermelho. — Você passa por isso sempre? — perguntou enquanto eu encarava a lingerie.

— Sempre que ele decide transar em casa. — falei simplista, deixando a mesma para trás. Ela correu para me alcançar e assim que as portas do elevador se fecharam colocou-se a rir. — Você escondeu o sutiã né? — conclui. 


[...]


As luzes coloridas oscilavam de dentro da casa, a música estava alta e metade das pessoas já estavam na piscina. Sociais sempre são assim, principalmente quando se trata de Jeon Jungkook, o gato do curso de Educação Física. Serim acenou assim que nos viu, fazendo com que eu me esgueirasse entre os outros estudantes para chegar mais perto. 

— Pensei que não viesse mais! — falou alto por conta da música. Eu apenas sorri e peguei uma garrafa de cerveja que estava na mesa e virando no copo que consegui dar fim rapidamente. — Calma ai, filha de Dionísio! 

— Viu o Jimin? — questionei, olhando para a tela do meu celular na esperança dele me ligar a qualquer momento. Serim olhou em volta e como não achou o loiro, segurou o braço do sortudo que passava, Jeon Jungkook. — Oi, Jungkook. — chamou, atraindo a atenção do mais alto.

— Fala, gata. — me abraçou apertado e selou seus lábios próximo da minha orelha, me fazendo sentir o maravilhoso cheiro do perfume de suas roupas misturado com seu perfume. — Do que as princesas precisam? — perguntou enquanto repetia o mesmo processo com Serim.

— Viu o noivo dela? — Serim apontou para mim, fazendo Jungkook olhar para os lados em busca do Jimin. O moreno coçou a cabeça e riu sem graça enquanto colocava suas mãos nos bolsos da calça de couro. — Desembucha. 

— Não sei se devo.

— Não deve, eu acabei de ver. — empurrei Jungkook para cima de Serim e fui na direção do lugar onde a moto do meu noivo estava estacionada e com dois capacetes presos entre os retrovisores.

Meus passos me guiaram para dentro da casa, passos esses envolvidos de pressa e angústia. Algumas pessoas que me viam arregalavam os olhos e davam espaço sorrateiramente, enquanto outras cochichavam e riam. Pois, tinha uma coisa muito óbvia nisso tudo: Park Jimin veio para a festa com outra pessoa. 

No primeiro andar não havia vestígios, apenas um bando de curiosos. Na escada algumas pessoas sentadas impediam a passagem, mas nada que um simples “licença” não resolvesse. Quando cheguei no segundo andar, agora mais silencioso, Jungkook veio correndo e empurrando as pessoas para chegar até mim. 

— Espera, Allison! — Jungkook segurou meu antebraço, olhando dentro dos meus olhos, porém sem conseguir manter contato por muito tempo e logo me soltando. — É melhor você esperar. 

— É melhor você sair da minha frente! — falei sem pensar, caminhando pelo enorme corredor enquanto abria todas as portas que achava. Minhas amigas chegaram logo em seguida. Serim abria sorrateiramente as portas enquanto Jiwon já entrava com mais audácia. 

— Ai meu deus! — Serim fechou a porta imediatamente e arregalou os olhos enquanto impedia a passagem. Jungkook correu em minha direção, tentando mais uma vez me impedir. 

— Eu não vou repetir! — empurrei Jungkook e Serim apenas abaixou a cabeça e deu espaço para que eu abrisse a porta. Respirei fundo e abri lentamente, evitando fazer qualquer barulho. 

A cena era deplorável para meus olhos. Jimin de costas para mim, totalmente entregue a uma qualquer que chupava seu pau satisfeita. Na minha cabeça tudo se parecia com um filme, em câmera lenta, como se a espada do inimigo atravessasse lentamente o coração do protagonista. 

Minha mão se moveu sem meu consentimento, retirando a aliança do meu dedo enquanto uma lágrima solitária descia por meu rosto. Não é fácil ver a pessoa que você ama e que jurou te amar para sempre te traindo sem dó. Como se o amor dos dois não fosse nada. Minha respiração começou a ficar densa enquanto o desgosto aumentava.

— Isso, chupa bem gost-...

— Desgraçado! — foi a única palavra que consegui gritar antes de me entregar ao choro. Os amantes tentavam se cobrir, Jimin com mais pressa e euforia enquanto a mulher, que não me importei de identificar, se cobria com o lençol. 

— Eu posso explicar! Não é nada disso que você tá pensando, meu amor! 

— Amor? — olhei novamente para os dois, negando com a cabeça. Jimin tentava se aproximar enquanto eu dava passos para trás até sair do quarto que fedia a sexo. Serim e Jiwon assistiam indignadas e Jungkook nem mesmo encarava o amigo. 

— Eu pedi pra você segurar ela! — Jimin gritou para Jungkook que mordia o lábio nervoso com a situação. — Olha amor, eu posso explicar, vamos para um lugar mais calmo e resolver isso. 

— Resolver? Resolver o que? O meu problema de cabeça, só se for! — gritei abusando da ironia, enquanto mantinha um sorriso forçado em meu rosto. — Eu jamais, jamais, jamais vou te perdoar! Fica com ela! — determinei, pressionando a aliança contra seu peito exposto e marcado de batom. 

Passei pelos quatro ignorando completamente os gritos das minhas amigas e do Jimin. Me envolvi em meus próprios braços, procurando um caminho para fora daquela maldita festa. Pouco me importei de esperar por Serim ou Jiwon, para o conforto da amizade; simplesmente andei até que não fosse mais possível ouvir o som da festa.

As lágrimas escorriam pelo meu rosto, mesmo que eu tentasse impedir não era possível. Minha mente insistia em me lembrar de quando Jimin e eu começamos a nos conhecermos, nos relacionarmos e de vários momentos felizes que tínhamos, dos mínimos detalhes que me faziam rir e amar intensamente. Chegou um momento em que eu não tinha mais forças, apenas me sentei no meio fio e abracei meus joelhos. 

— Você é muito idiota, Allison! Muito! — me xinguei. E depois de longos minutos apenas chorando, olhei para o meu celular tentando checar a hora, mas as mensagens e os registros de chamadas me faziam querer quebrar o aparelho. Se não fosse pelo nome do Yoongi e sua foto de perfil aparecendo na chamada, essa que eu poderia recusar, mas atendi. — Que foi? — falei ríspida, tentando segurar o choro.

— Onde você está? — perguntou sem enrolação enquanto uma voz feminina podia ser ouvida mesmo que muito baixo. Ele respirou fundo, como se soubesse que eu estava chorando, e ponderou para falar. — Eu estou saindo de casa agora, chego em dez minutos. 



[...]


Eu já estava bem longe de onde eu deveria estar. Algumas pessoas me viam passar por elas e cochichavam, talvez pela maquiagem borrada ou por estar descalça. Eu nem mesmo conseguia olhar para cima, apenas para os meus pés que me arrastavam pela calçada do condomínio. 

O barulho do motor da moto esportiva do Yoongi me fez parar o trajeto, e logo a Kawasaki preta virou a esquina e em cima dela o Min todo trajado no preto e couro. Eu diria lindo, mas não. Ele parou a moto bem próxima de mim e tirou o capacete, revelando seu rosto e o cabelo pintado de azul. 

— Desculpa ter atrapalhado sua foda com a garota. — falei em tédio enquanto ele descia da moto. Ficamos frente a frente, ele com as mãos no bolso e mascando um chiclete enquanto eu tentava controlar minhas lágrimas. Ficamos breves minutos em silêncio, parte de mim queria que ele falasse algo enquanto a outra parte pedia por um abraço. — Ele me traiu... Jimin estava com outra... Eu-...

— Eu sei. — foi preciso apenas duas palavras para que eu procurasse conforto em seus braços. Yoongi sempre foi o meu melhor amigo, desde quando éramos crianças e eu me machucava em alguma brincadeira e ele cuidava do ralado. A diferença é que agora estávamos adultos. — Eu te avisei tantas vezes.

Afastei minha cabeça de seu peito, sentindo um singelo carinho em minhas costas. Sequei qualquer vestígio de lágrima e amenizei um pouco o estrago da maquiagem enquanto o mais velho apenas observava meus movimentos, vez ou outra olhando para os lados. 

— Vamos, vou te levar pra casa. — afirmou, me dando um capacete que não tardei em colocar sendo auxiliada por ele na hora de prender a trava. Ele fez o mesmo, montando na moto logo em seguida. Eu sempre odiei o barulho do motor e da sela ser mais elevada na parte do garupa, mas mesmo assim eu subi. — Melhor se segurar. 

Avisou, arrancando com a motocicleta e me fazendo abraçá-lo com força. O vento em meu rosto aliviava um pouco minha mente das memórias enquanto que a cidade passava pelo meu campo de visão quase como um desenho borrado, porém maravilhoso. 

Ainda me segurando para não cair, tombei minha cabeça um pouco para trás, olhando o céu estrelado sobre nossas cabeças. Eu nunca pensei que terminaria com Jimin, ele era o genro perfeito para a minha família e contar para os meus pais seria um pouco difícil, principalmente porque terminei com o filho do sócio do meu pai. 





Notas Finais


É isso por enquanto, eu prometo desenrolar mais rápido a história nos próximos capítulos e espero que o prólogo já tenha deixado o gostinho de BAUNILHA kkkk

Não se esqueçam de favoritar, comentar e de me seguir @Dominatrix_021 pois posto várias fanfics na plataforma.

Criei uma pasta no pinterest caso queira imaginar melhor as cenas https://pin.it/bqNPVau

❣Amo vcs baunilhas 🥰


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