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História Azul e Outras Cores. - (Percabeth) - Capítulo 26


Escrita por: Annie_215

Notas do Autor


Oi gente, voltei com mais um capítulo (e esse é um dos meus preferidos hehehe). Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 26 - I Broadway I


Fanfic / Fanfiction Azul e Outras Cores. - (Percabeth) - Capítulo 26 - I Broadway I

 

O problema era que eu não fazia ideia de como era um encontro.

O que eu teria que planejar, vestir, falar, fazer? Nunca estive em um encontro na vida, não sabia como funcionava. Deveria ser algo mirabolante e complicado? Algo espalhafatoso? Eu deveria alugar um helicóptero e despejar pétalas de rosa em cima de Annabeth assim que ela saísse de seu apartamento na sexta feira? Ou deveria ser mais discreto e dar apenas uma flor para ela?

Primeiramente, eu deveria pensar em flores?

Bom, ao menos tive praticamente toda a semana para pensar nessas questões. E no final...foi na terça-feira a noite quando finalmente decidi como seria o meu encontro com Annabeth Chase.

E eu sabia – esperava, na verdade – que a loira iria amar.

Então a sexta chegou.

- Percy, querido, você pode ficar parado? – Minha mãe riu enquanto olhava para mim andando de um lado para o outro no meio da sala. A Sra. O’Leary apenas me seguia com os olhos, com uma expressão entediada.

- E se eu fiz tudo errado? – Perguntei, passando as mãos pelo cabelo e bagunçando-o ainda mais. – E se tudo for um desastre? E se Annabeth não gostar?

- Ela irá amar. – Sally sorriu para mim. – Se acalme.

- E se eu exagerei? – Comprimi os lábios.

Mamãe revirou os olhos.

- Percy, você mesmo disse que Annabeth queria ver esse musical. Que mal há em você levá-la para vê-lo?

- Mas e se...

- Quer saber? – Minha mãe me interrompeu. – Você é o meu filho. Eu te criei muito bem e sei que é perfeitamente capaz de planejar um encontro que seria o sonho de qualquer pessoa nesse mundo. E você sabe disso também, senão não teria planejado tudo e gastado mais de 500 dólares para só uma noite.

Fiquei quieto, absorvendo aquelas palavras de Sally Jackson. Era verdade, não era? Eu planejei um encontro legal...Annabeth iria adorar. Eu sabia que iria. Então por que estava tão inseguro?

- Pare de pensar demais... – Mamãe amenizou o tom de voz. – Agora vá buscar Annabeth, porque Paul já está chegando.

- Não posso estar aqui enquanto você estiver com Paul, é isso? – Dei um sorrisinho.

- Pare de enrolar. – Sally riu, mesmo com o leve rubor que subiu por suas bochechas.

- Não estou enrolando. – Comentei. – Então, me conte sobre o seu relacionamento dona Sally...

- Estou muito feliz com o meu namorado, a pessoa que está vindo pra cá nesse momento e que espera encontrar esse apartamento sem um adolescente enrolando para ir buscar uma garota.

- Você está me expulsando?

- Só quero que saiba que você vai se atrasar se não sair agora, e seria uma pena se você chegasse atrasado ao seu primeiro encontro. – Mamãe observou, sorrindo inocentemente.

Arregalei os olhos e imediatamente peguei meu celular, as chaves de casa, os ingressos do musical, e me despedi de Sally e da Sra. O’Leary antes de sair em disparada pela porta do apartamento.

- Não se esqueça de responder sobre a viagem á Annabeth! – Ouvi mamãe gritar.

Eu havia conversado com ela sobre o convite da loira sobre viajarmos á São Francisco no Ano Novo. E Sally deixou.

Enfim, corri até a casa de Annabeth com medo de chegar atrasado. Qual é, eu só queria que as coisas saíssem boas. A questão era que eu estava de terno e era complicado correr rápido com um blazer, gravata, camisa social e calça chique no corpo. Se não fossem pelos tênis que eu usava nos pés - não iria usar sapatos sociais, eles machucavam! - teria demorado muito mais para chegar ao prédio da loira.

Parei de correr só na frente da porta do apartamento da garota, e chequei o horário no celular. Minha mãe estava realmente certa. Se eu não tivesse saído quando ela dissera, me atrasaria.

Recuperei o fôlego antes de bater na porta.

Tudo iria dar certo, tudo iria dar certo...

E a porta se abriu.

- Oi, Percy. – Disse Annabeth Chase, sorrindo para mim.

Senti como se algo dentro do meu peito tivesse derretido quando olhei para ela. Eu ainda sempre me surpreendia sobre como a loira ficava cada vez mais linda cada vez que nos víamos. Mas agora, ali...

Ela estava deslumbrante. Usava um terno também, só que feminino. O blazer e a calça eram cinzas da mesma cor dos seus olhos, a camisa social branca e a gravata preta. Seus cabelos estavam presos, mas ainda assim exibiam volumosas mechas loiras.

Não consegui segurar a risada ao olhar para baixo e ver que ela estava usando tênis também. Os seus tênis All Star brancos e rabiscados de canetinha.

- Você está linda. – Falei.

Annabeth corou ligeiramente.

- Você também. – Disse ela.

Sorri, meneando a cabeça em seguida para recuperar o foco.

- Vamos? - Perguntei, oferecendo o braço á ela para que andássemos juntos.

A loira fechou a porta de seu apartamento e segurou meu braço, sorrindo tanto quanto eu. Descemos as escadas do prédio e saímos para a rua.

- Então...para você ter pedido que nós fossemos arrumados, deve ser um evento chique. – Annabeth comentou. – Para onde você pretende me levar, senhor Jackson? Algum restaurante caro de Nova York onde nós poderemos comer até não aguentar mais e assustar alguns magnatas americanos com nosso comportamento?

- Você já planejou tudo na sua cabeça? – Ri. – Lamento frustrar as suas expectativas, senhorita Chase, mas nosso primeiro encontro oficial será bem diferente de um jantar caro. – Comentei, casualmente. Mas senti minhas mãos suarem pelo nervosismo.

- Sabia que é um crime deixar uma pessoa curiosa? – A loira fez um beicinho com os lábios e paramos no ponto de táxi.

- Você vai gostar. – Falei para ela antes de acenar. Logo, nós dois estávamos dentro do taxi com sorrisos bobos e de mãos dadas. – Centro de Midtown West, Theather District. – Informei ao motorista, sob o olhar atento de Annabeth. – Em frente ao Teatro da Broadway. – E me recostei no banco do carro.

- O que você fez? – A loira perguntou para mim, sussurrando. – Broadway, Percy? Isso é brincadeira, não é?

 - Você disse que queria ver o musical de Hamilton na Broadway um dia, então eu dei um jeito de fazer isso acontecer. – Respondi.

A garota soltou uma risada incrédula.

- Meu...Deus... – Ela disse, ficando boquiaberta á medida em que eu não retrucava ou desmentia nada. – Você...meu Deus. Meu Deus, meu Deus! – E simplesmente cobriu o meu rosto de muitos beijos. O queixo, as bochechas, a boca, o nariz, a testa. E eu não podia estar mais feliz. – Percy! Você...nós vamos ver Hamilton. De verdade!

- Nós vamos ver Hamilton. – Afirmei, e a garota me beijou mais uma vez antes de se aconchegar ao meu lado. Passei um braço por cima de seus ombros e aproveitamos o resto do trajeto até a Broadway.

Bom, eu havia gasto praticamente todo o meu último salário da City Lights para comprar os ingressos do musical e ainda reservar um lugar bom para nós dois tão encima da hora. Dei sorte, consegui os últimos lugares mais á frente do palco.  

E não me arrependia de nada. Quis tornar aquela ocasião especial e, quando notei que Annabeth não parou de sorrir nem sequer por um minuto, soube que todo o meu esforço valera muito a pena.

Eu queria que aquele sorriso nunca desaparecesse do rosto dela.

Quando finalmente chegamos, a loira saiu rapidamente do taxi e apenas esperou por mim para pagar o motorista. Quando saí também, ela me puxou até a fila de pessoas que aguardavam o horário de entrarem no teatro.

- Isso parece um sonho. – Annabeth pulou ao meu lado enquanto ainda sorria. – Percy, estou sonhando? Por favor, diga que não estou sonhando.

- Não, não está.  – Assegurei, a abraçando novamente e deixando um beijo em sua testa. A garota passou os braços pela minha cintura.

- Você é incrível, sabia? – Ela sussurrou.

- Você também é. - Falei. E nós aguardamos por alguns minutos até que as portas do teatro se abrissem.

Quando dei os ingressos na bilheteria e nós finalmente entramos naquele lugar, senti como se estivesse entrando na NYPL de novo. A essência era quase a mesma: arte. Pulsante, vívida e inspiradora.

Achei que Annabeth iria sair rodopiando pelos tapetes de veludo vermelho antes de subirmos uma grande escada que nos levaria ao teatro de verdade.

- Onde são nossos lugares? – A loira perguntou para mim quando chegamos ao teatro. As paredes eram douradas e cobertas por cortinas cor de vinho, haviam desenhos no teto e molduras douradas, além do chão que tinha a estampa de vários símbolos no carpete. 

Levei a garota os nossos lugares e sentamos. Algumas pessoas nos encararam, não era sempre que dois adolescentes de ternos e tênis se sentavam numa das primeiras fileiras de assentos de um teatro da Broadway para ver um musical histórico.

- Esse lugar é mágico... – Ouvi Annabeth murmurar ao meu lado. Assenti e segurei a mão dela. Entrelaçamos nossos dedos e esperamos pelo espetáculo começar.

Eu admitia que estava muito animado para ver a peça também. Havia decorado as músicas graças a Annabeth e virei um fã de Hamilton quase na mesma proporção que a loira.

As luzes se apagaram.

Outro motivo pelo qual eu havia escolhido lugares mais á frente era que não ficávamos tanto no escuro graças a luminosidade do palco. Então Annabeth não sentiria medo de nada. Não deixaria que o medo atrapalhasse aquela noite especial.

A cortina pesada subiu. Os holofotes acenderam e os atores apareceram. O musical começou.

Alternei minha atenção entre duas coisas: o espetáculo no palco, e o espetáculo ao meu lado, que era Annabeth Chase e suas reações.

 Observei ela sorrir quando a música inicial “Alexander Hamilton” foi cantada. Quando “My Shot” animou o palco e a loira quase pulou no assento de tanta felicidade. Quando riu com “You’ll Be Back” e outras músicas do rei da Inglaterra, sorriu de novo com “Helpless” e fez uma expressão triste com “Satisfied”, bateu palmas junto com o público após “Guns And Ships” e “Yorktown”, limpou uma lágrima em “Dear Theodosia” e me cutucou em “Say No To This”. Ou quando ela fez caretas engraçadas com “The Raynolds Pamphlet” e simplesmente chorou muito em “Burn”, “Stay Alive (reprise)”, “It’s Quiet Uptown”, “The World Was Wide Enough” e na música final “Who Lives, Who Dies, Who Tells Your Story”.

Eu chorei bastante também, confesso.

Quando a peça terminou e os atores ficaram em fila e de mãos dadas para agradecer á plateia, aplaudimos até que nossas mãos doessem. Tudo fora incrível: as músicas, as danças, os figurinos, os cenários, as performances. Absolutamente impecável.

 A cortina abaixou e as luzes se acenderam. O público começou a se levantar.

Me voltei para Annabeth, e vi que ela ainda estava sorrindo. Seus olhos estavam marejados.

- Você gostou? – Perguntei.

- Se eu gostei? – A loira ofegou, cobrindo a boca com as mãos. – Percy, eu amei. Esse foi um dos melhores momentos da minha vida!

Abri um sorriso, corando. Por dentro, eu estava festejando como se fosse meu aniversário.

- Que bom que você... – Não consegui nem terminar a frase, porque a garota simplesmente me puxou pela gravata e me beijou no meio do teatro.

Sorri mesmo assim, puxando-a para mais perto de mim.

- Uau. – Ofeguei, segundos depois. Annabeth sorriu de novo e me puxou para que nós saíssemos dali.

Já nas ruas, a garota começou a pular e a saltitar de empolgação. Fiz o mesmo, e nós andamos mais alguns metros pulando e saltitando de mãos dadas entre os prédios iluminados e outdoors florescentes de Nova York.

 No final, Annabeth ficou cansada, então sugeri carregá-la nas minhas costas. E ela aceitou. Andamos para longe do centro da cidade, perdendo tempo entre as ruas noturnas e menos movimentadas.

- Ainda não estou acreditando que nós vimos Hamilton mesmo. – A loira comentou. Soltei um riso. – Foi incrível!

- Eu sei. – Respondi. – Foi realmente muito legal.

- Você é ótimo em planejar encontros, Cabeça de Algas.

- Ah, obrigado. É um talento que eu acabei de descobrir.

- Pode planejar os próximos que nós tivermos. – A garota pontuou. Ri, meneando a cabeça. Mas senti algo maravilhoso ao constatar que Annabeth Chase queria ter próximos encontros comigo.

- Vou deixar para você. – Respondi. E ficamos em silêncio por alguns minutos, apreciando apenas a companhia um do outro. Lembrei da conversa que tive com minha mãe. E do que eu precisava responder á loira. – Annabeth?

- Hum?

- Lembra que você me perguntou se eu gostaria de viajar com você?

- Sim...

- Eu quero. – Falei. E a loira ficou em silêncio.

- Me coloque no chão. – Ela disse. Fiz o que pediu, e Annabeth parou na minha frente antes de pular em cima de mim, me abraçando apertado. A abracei de volta. – Você quer mesmo? Conhecer meu pai e...

- Quero. – Respondi, dando um sorrisinho. – Mas principalmente, quero estar com você.

A loira sorriu mais uma vez naquela noite. Sorri junto, puxando ela pela gravata e simplesmente a beijando como ela havia me beijado anteriormente na Broadway. Foi um beijo calmo, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Doce, gentil. Sem pressa nenhuma. Com sabor de café e espetáculos teatrais.

Depois, andamos até a casa de Annabeth, porque eu iria deixá-la lá como sempre.

- Sabe, esse foi o melhor primeiro encontro oficial que eu já tive. – A loira comentou, me abraçando pela cintura.

- Digo o mesmo. – Respondi. – Temos que repeti-lo um dia.

- Nós vamos. – A garota afirmou. Gostei do tom sem receio da voz dela.

- Nós vamos. – Repeti. – Ah, e aposto que consigo cantar o rap de “Guns And Ships” mais rápido que você.

A loira me lançou um olhar desafiante, e seguimos caminhando enquanto cantávamos sem parar o rap de Lafayette do musical do Hamilton. Eu poderia fazer aquilo por horas junto com Annabeth, mesmo que ficasse quase sem voz ou fôlego no final. Valeria a pena.

Mesmo que tivesse que planejar mais 1000 encontros, cada segundo que eu passaria ao lado dela valeria a pena, sendo na Goode, nas nossas casas, no Central Park ou na Broadway.

Ou até mesmo em São Francisco.

 


Notas Finais


Juntar Percabeth e Hamilton fez essa fanfic 1000 vezes melhor, apenas.
Espero que vocês tenham gostado!
Desculpem se houve algum erro.
Beijos e até!
💙


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