História Azul Índigo - Capítulo 13


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena
Visualizações 348
Palavras 3.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, meus amores!
Como vcs estão?
Espero que apreciem esse capítulo.
E ah, obrigada pelo retorno positivo!

Capítulo 13 - 12


Fanfic / Fanfiction Azul Índigo - Capítulo 13 - 12


POV JUSTIN BIEBER


Meu sangue esquenta com a provocação, um incômodo silêncio instalou-se na sala e nos arredores quando Cher se sentou ao lado da minha mãe. Em meio a falsos sorrisos para as crianças, que não iam muito com a cara dela e vice-versa, porque de acordo com ela "elas eram barulhentas demais", Cher tenta puxar assunto com Pattie. 

Jaxon e Jazzy voltam a brincar sem dar muita atenção e então levanto-me do chão. 

— Não há namorada, Cher. É apenas brincandeira do Jaxon. — Digo com rispidez. 

— Pensei que você estivesse me escondendo isso, logo de mim, sua amiga de longa data apesar de tudo. — Ela dispara, minha mãe espreme os lábios e eu não conseguia distinguir se ela queria rir ou se intrometer. 

— Vou preparar algo para as crianças lancharem. — Corto o assunto, queria sair da sala o mais breve possível. 

— Podemos pedir pizza para elas. — Cher abre um sorriso que me faz ficar desconfiado. — Ou então podemos sair para comer no Mc Donalds. 

— Não acho que seja bom sair hoje. — Pattie comenta. — Já está nevando e Jaxon esteve no hospital recentemente. 

— Ah, tudo bem então. — Ela responde. — Vai ser ótimo que o Justin cozinhe, ele sabe fazer panquecas ótimas! Aliás, precisa de ajuda, meu amor? 

Torço o nariz para aquela palavra, não sabia qual era o problema dela. 

— Não precisa. — Falo já a caminho da cozinha. 

Acabo deixando minha mãe tomando conta daquela bomba atômica e vou para a cozinha, preparo os biscoitos caseiros que minha avó havia ensinado e encho dois copos de leite para as crianças. 

Quando volto para a sala, Cher não estava mais lá. Deixo as crianças comendo na mesa e sento-me no sofá para tomar uma cerveja. 

— Quer uma? — Pergunto e Pattie nega com a cabeça. 

— Você não come? — Ela indaga e me dou conta de que passava das seis da tarde eu mal havia tomado café. 

— Às vezes fico tão voado que acabo esquecendo. — Suspiro e pego o telefone para pedir comida. — Quer comer alguma coisa? Vou pedir japonês. 

— Não, obrigada. — Ela se ajeita no sofá e começa a mudar de canal interrompendo meu jogo de basquete, mas nem dou bola porque era bom tê-la em casa. 

— Para onde a Cher foi? — Dou uma golada na cerveja e minha mãe me encara. 

— Não sei, ficou conversando um pouco comigo, depois atendeu o telefone e disse que precisava sair para resolver alguma pendência no trabalho. 

Meu cenho se franze automaticamente.

— Entendi — Respondo a mensagem de Selena e peço comida. Largo o celular para cconseguir dar o máximo de atenção para os meus irmãos e minha mãe. 

Fazia muito frio, então ligo os aquecedores da casa e enquanto Pattie descansa um pouco no quarto de hóspedes, jogo vídeo game com as crianças. 

— Justin. — Jaxon pausa a partida e me encara com os olhos mais dóceis que eu já vi. — Papai está por aqui? 

Minha garganta da um nó e ele se aperta quando Jazzy me olha esperançosa. 

— Está sim. — Respondo. Não iria mentir, mas também não os colocaria contra Jeremy, mesmo sendo um merda, ainda era pai deles e eles necessitavam de sua atenção. Quando crescessem, saberiam entender mais a situação. 

— E por que ele não veio nos ver? — Jazmyn diz indignada. — Ele sempre prometia nas ligações que iria voltar para nos ver. 

— Talvez ele não goste mais da gente, Jazzy. — Jaxon responde e abaixa a cabeça afundando completamente o corpo no sofá. 

— Não, Jaxon. — Faço carinho em seus cabelos loiros. — Papai ama vocês, você pode ter certeza disso. Ele só está, hm, em um período mais complicado, entende? Mas ele vai ver vocês. 

— Eu queria que ele e a mamãe voltassem a ficar juntos. — Jazzy suspira e brinca com os próprios dedos, converso com eles mais um pouco e meu coração se parte ao ve-los tão para baixo. Quando finalmente voltam a se distrair com o jogo, volto a cozinha para lavar a louça e ligo para Jeremy. 

— Eu não quero saber onde você está — Digo assim que ele atende. — Com quem está ou o que está fazendo, mas os seus filhos querem te ver. Se você realmente quer se redimir, Jeremy, é agora. Caso o contrário, você tá deixando a entender que não os quer por perto e se isso acontecer, pode ter certeza que você nunca mais verá nenhum dos dois. 

— Justin. — Sua voz soa pesada do outro lado da linha. — Eu estou indo para aí amanhã. Sem falta. 

Desligo o telefone e sinto-me mais leve do que antes. 


POV Selena Gomez


— Olha, Selena, devo admitir que você me surpreendeu. — Stacy ergue a vasilha para mim e levanto para colocar mais um pouco de sopa de legumes, já conhecia o suficiente da sua carinha de pidona. 

— Eu disse que estava aprendendo a cozinhar. — Lanço uma piscadela da porta da cozinha. — Você que não deu valor. 

— Fico aliviada em saber que suas habilidades estão se expandindo. — Ela ri. — E agora pode até chamar Justin para um jantar aqui. 

Coloco a comida para ela e um pouco para mim e vou até a sala novamente. 

— Não acho que seja uma boa idéia. — Respondo. — Digo, não seria tipo falta de respeito? 

— Com quem, garota? — Ela quase se engasga e começa a rir. — Fala sério, Selena, não me incomodo com essas coisas. É só você me dizer o dia que arrumo algum lugar para ir e deixar vocês a sós. 

— Então você não se importa? 

— Claro que não. — Minha amiga da de ombros. — E espero que você não se importe também porque quando eu ficar melhor chamarei Cindy para vir aqui. 

Solto uma gargalhada. 

— E quem é Cindy? 

— A garota que fiquei naquela última vez que saímos com Ryan e Justin, dã — Ela debocha. — Aliás, deveríamos marcar algo com eles. 

— Também acho, gosto de Ryan. — Digo. 

— E do Justin. — Ela completa. Enfio uma colherada de sopa na boca e me dou conta de que ele havia respondido minha mensagem. 

"Irmão pequeno mexendo no telefone. Foi mal."

"Fico feliz que você esteja com eles" — Respondo. "Mande beijinhos."

— AI, STACY, ACHO QUE FIZ MERDA. 

— O que, Selena? — Ela me encara. 

— Falar pro Justin mandar "beijinhos" pro irmão pareceu muito íntimo? 

— Pareceu. — Ela ri. — Mas não há nada demais nisso. 

"Claro que mando. Quero os meus também. Vamos sair hoje?"

"Os seus eu dou pessoalmente. Lol. Sair pra onde?"

Olho as horas no relógio, ainda era cedo, o tempo estava longe de estar agradável, mas eu queria muito vê-lo. 

"Sua vez de ver um local."

"Te dou a resposta dentro de uma hora."

— Você se importa que eu saia? — Pergunto para Anastásia que assoava o nariz pela terceira vez em menos de um minuto. 

— Por que me importaria? — Ela puxa Akira para o seu colo. 

— Porque você está doente, idiota. 

— Bom, se você fosse sair com alguma amiga eu me importaria sim, mas com o Justin? Fala sério, não sei nem o que você está fazendo em casa ainda. 

Abro um sorriso de agradecimento e corro para meu quarto, abro o notebook procurando algum lugar legal para irmos, não queria sair apenas para comer. Penso numa festa, sei que Justin gosta de uma agitação e eu também precisava me divertir. 

Após quase quarenta minutos de pesquisa, escolho um lugar que tenho certeza que nós dois gostaríamos. Passo uma mensagem para ele e ligo a banheira, queria estar mais relaxada e bonita hoje do que nos outros encontros que tivemos. 


Às nove da noite eu já estava pronta. Retocava o batom vermelho sangue em meus lábios quando vi Stacy adentrando o quarto através do espelho e se jogando na minha cama. 

— Pra sair comigo são três anos só pra escolher uma roupa. 

— Qual é. — Ajeito os cabelos, estavam tão hidratados que eu poderia mexer neles para sempre. — Hoje estou inspirada. 

— Vejo que sim. — Ela responde entre risadas. — Arrasou na roupa, hein. 

— Obrigada. — Dou mais uma volta pelo quarto para saber se os saltos estavam realmente confortáveis em meus pés. Paro na frente do espelho novamente e ajeito a roupa para depois borrifar um pouco de perfume no corpo. 

— Você dorme em casa hoje? — Ela pergunta. 

— E onde mais eu dormiria, sua depravada? — Respondo a mensagem dele informando que já estava na portaria e guardo o telefone. 

— Na casa dele, num motel, não sei, ué. — Stacy se espreguiça. — Me avisa, ok? 

— Eu vou dormir em casa. — Digo com a maior convicção e ainda assim ela me olha torto. — Preciso descer, beijinhos. 

Pego o elevador e continuo encarando meu reflexo no espelho. Será que eu havia exagerado ou algo do tipo? Respiro fundo, confirmo se havia colocado tudo na bolsa e finalmente chego ao térreo. 

Dou boa noite para o zelador e vejo de cara o carro do Justin estacionado na porta. Com o pisca alerta ligado e a janela aberta, ele se olhava na tela do telefone. 

— Até que você tá bonito. — Brinco e ele me encara da cabeça aos pés provocando a vermelhidão em minhas bochechas, contando com o frio e minha sensibilidade a ele, eu deveria estar da cor de um tomate. 

— Você também não está nada mal. — Justin destrava a porta do carro e entro, colocando a bolsa sob o colo e beijando-o. — E aí, senhorita, o que manda? 

Digito o endereço no gps do meu telefone e o coloco no suporte do carro para que fique na visão do Justin, começo a rezar para que Stacy não mande nenhuma mensagem falando gracinha. 

Após conversas e mais conversas que iam de vida pessoal até o fato de Donald Trump ser um merda, chegamos no local desejado. 

Era um bar recém aberto com temática néon na estrada. Estava cheio e parecia ser bem animado porque ouvíamos o som de pop do lado de fora. 

— Pensei que não curtisse lugares assim. — Justin tira a chave da ignição e abre um sorriso radiante. 

— Mas sei que você curte. — Olho para ele de relance e meto a mão na trava do carro. — Acho que vamos nos divertir. 

— Eu tenho certeza. — Ele diz. — Me divirto com você em qualquer lugar. 

Saímos do carro e fico impressionada com a quantidade de adolescentes no local, penso que talvez eu devesse ter aproveitado minha adolescência saindo e não ficado trancada dentro de casa me matando de estudar. 

Mas mesmo que eu conciliasse os dois, não conseguiria ter uma vida social com uma mãe que me prendia do jeito que a Mandy fazia. É barulhento e agitado demais para mim, vejo que Justin percebe porque a primeira coisa que ele faz é agarrar minha mão com força. 

Nós seguimos até a entrada do local, era diferente de todos bares que eu já tinha visto pela cidade, vagamente me lembrava o local onde aconteceu o incêndio em "Garota infernal", o que fez um arrepio percorrer minha espinha, era meu corpo me lembrando do quão medrosa eu era. 

Por dentro parecia ser mais aconchegante, haviam muitas mesas e sofás com estofado colorido. 

— Você quer beber algo? — Ele pergunta com o tom de voz mais alto do que o normal, mas era a única forma de nos comunicarmos com Nicki Minaj tocando em um volume tão alto lá dentro. 

Faço que sim com a cabeça e sento-me em um dos sofás, pego o cardápio na mesinha na minha frente e vejo quais petiscos poderia comer, afinal, a sopa não havia enchido meu estômago. 

Peço a porção de cebolas fritas para o garçom e ele se retira, segundos depois Justin chega e coloca uma cerveja na minha frente. 

— Tem drinks personalizados também, se quiser. — Ele diz. 

— Parece interessante. — Digo e brindo com ele, apesar de preferir uma vodka, estava começando a me acostumar a tomar cerveja. — Pedi cebolas empanadas. 

Ele passa a língua pelos lábios. 

— Parece maravilhoso. — Justin diz. — Pedi japonês, mas era mais cedo. Eu realmente estou morto de fome. 

Enquanto conversávamos, a música parecia até ter ficado mais baixa, eu já não prestava atenção em quem estava a nossa volta e no que eles estavam fazendo. Era apenas eu e ele partilhando da mesma vontade de ficar perto um do outro. 

E eu ficava abismada com a beleza dele. Cada dia que passava, encontrava algo nele que me chamava ainda mais atenção e lembrando de todos os nossos almoços durante a semana, eu pude ter a certeza de que queria estar mais perto dele, de que queria vê-lo com mais frequência. 

Ele chega mais para perto como se lesse os meus pensamentos e beija meus lábios, puxo-o pela gola da camisa desejando que estivéssemos sozinhos naquele momento. 

Entre todos os nossos almoços no meio da semana, nossas trocas de mensagem e as vezes que nos encontramos pessoalmente e todo o tipo de paz e conforto que ele conseguiu me transmitir em tão pouco tempo, eu só pude concluir uma coisa:

Estava me apaixonando por Justin Bieber. 


   POV Justin Bieber


Por volta da terceira long neck, Selena me puxava para dançar. Não pensei duas vezes em aceitar, a pista estava cheia, então fiz questão que ficássemos longe daqueles corpos bêbados e inconvenientes, ficamos mais perto de onde estávamos sentados. 

Eu já conseguia notar em sua fisionomia que ela estava começando a ficar bêbada, era engraçada a forma que ela era fraca pro álcool. Selena sorria para mim e agarrava o meu pescoço enquanto dançavamos juntos a melodia de uma música - que eu não sabia reconhecer - mas que era agitada. 

Sua íris de cor castanho me encarava de uma forma que tudo o que eu queria fazer naquele momento era beija-la mais e mais, o tempo podia parar ali mesmo que eu não me importaria. 

Ela começa a remexer os quadris no ritmo da música e não sabia que ela conseguia dançar tão bem, talvez se ela pudesse se enxergar do jeito que eu a enxergo, nenhuma insegurança passaria pela sua mente novamente. 

Não posso negar que ao ve-la naquela roupa colada eu só conseguia pensar em seu corpo nu colado ao meu. Poderia ser algo maldoso, mas não tinha como não se excitar com ela colando o corpo daquele jeito em mim. Selena vira-se de costas apertando os quadris contra meu pênis e da uma rebolada, respiro fundo virando-a novamente e deposito beijos espaçados em seu pescoço enquanto suas mãos deslizam por minha nuca e braços. 

— Não quero que você pare. — Ela sussurra em meu ouvido me deixando ainda mais maluco com essa situação. Aperto sua cintura com tamanha força que se estivéssemos a sós, eu já teria rasgado aquele vestido preto há muito tempo. 

— Você quer sair daqui? — Pergunto e ela faz que sim com a cabeça. 

— Vou no banheiro, me espera na porta. — Ela morde os lábios e bebe o restante do conteúdo da sua garrafa. A sigo com o olhar enquanto pago a conta, Selena mal fica dois segundos la dentro e sai. 

Ela se apoia na bancada do bar e me pergunto se está tudo bem, deixo meu dinheiro com o caixa sem nem pegar o troco e desvio dos corpos até tentar me aproximar dela. 

Um cara alto, com a minha idade mais ou menos se aproxima e tenta puxa-la pelo braço, a partir disso não me importo se estava esbarrando nos outros ou não, apenas corro até ela. 

— Sai de perto. — Digo afastando a mão do cara de cabeça raspada. 

— Quem é você, amigão? — Ele ri e tenta força-la novamente. — Deixa que eu tiro ela daqui. 

Começo a perder a paciência, durante anos fiz terapia para controle de raiva e agora não me parecia uma boa ideia querer controlar qualquer sentimento. 

Olho para Selena que estava atordoada, ela encara a cena sem demonstrar qualquer tipo de emoção, de fato que não era apenas o álcool a ter deixado-a assim, penso em qualquer alternativa para seu estado e nada me vem a mente além de terem colocado algo em sua cerveja enquanto estávamos dançando. Cerveja que ela bebeu antes de ir ao banheiro.

— Cara, escuta aqui. — Falo o mais alto possível para que ele me ouça claramente. — Olhe ao redor e procure quantas pessoas sóbrias tem aqui, quantos seguranças. Viu? Não há ninguém. Se eu te levar para o lado de fora agora e encher sua cara de socos, não vai ter quem me pare. 

Estava irritado, enojado e se não fosse por ela estar tão mal, eu deixaria a raiva me dominar por completo e quebraria a cara dele, mas não podia simplesmente larga-la ali enquanto começava uma briga. 

Ele se afasta contra sua vontade e coloco um dos seus braços ao redor do meu ombro, carrego-a até o carro e a deito no banco de trás. 

— Selena, você tá me ouvindo? — Pergunto e ela faz que sim com a cabeça, mas já estava quase apagada. 

— Onde... Eu... — Ela abre os olhos mas não consegue mante-los por muito tempo. 

— Tá tudo bem. — Digo. — Vou te tirar daqui. 

Entro no banco do motorista e arranco dali a toda velocidade, se esse filha da puta estivesse na frente do carro eu o atropelaria sem pensar duas vezes. 

Eu não poderia leva-la para minha casa porque minha mãe ficaria apavorada e Cher provavelmente estaria lá também, se fossemos para um hotel provavelmente chamariam a polícia, então sua casa pareceu o lugar mais apropriado para isso. 

Vou acima do que a velocidade das ruas permite e provavelmente já teria levado umas quatro multas pelo excesso, mas eu não ligava. Estaciono o carro de frente para sua portaria e pego-a no colo, com a ajuda do porteiro, entro no elevador e aperto o número do seu andar. 

Deslizo a mão para dentro da sua bolsa e pego as chaves, abrindo a porta do seu apartamento. 

Entro e procuro algum quarto pelo local, acho um cômodo vazio e coloco-a em cima da cama, não sabia se Stacy estava em casa ou não. 

Vendo seu corpo frágil na cama e totalmente vulnerável, me pergunto o que aquele nojento faria com ela sem sentir um pingo de dor na consciência depois. Apresso-me em retirar seu vestido, tento não prestar atenção em seu corpo por isso parecer desrespeitoso demais, mas era quase impossível. 

Apesar das belas curvas a serem admiradas, não era a situação propicia para isso. Dar um banho nela para ver se ela despertava era invasivo demais, grito por Stacy, se ela não estivesse em casa, essa era a única alternativa. 

— Meu Deus, o que aconteceu? — Ela aparece na porta e eu estava nervoso demais para responder qualquer pergunta. 

— Alguém pôs algo na bebida dela. — Alguém não, eu sabia que tinha sido aquele cara, só podia ter sido ele. — Da um banho nela, por favor. Precisa de ajuda para leva-la ao banheiro? 

— Não, ta tudo bem, tenta se acalmar. — Ela diz ainda atordoada com a situação, saio do quarto dizendo que vou pegar água e ando rapidamente até a cozinha americana, encho um copo d'água gelado e viro de uma vez só garganta abaixo. 

Quando ouço o barulho do chuveiro sento-me no sofá. Jogo a cabeça para trás e tento relaxar o máximo que posso, mas ainda prometendo para mim que se eu o visse novamente, não deixaria passar. 

Me assusto com algo pulando em meu colo e me deparo com um gatinho tão pequeno que se estivesse deitado no sofá eu nem perceberia. 

— Olá. — Digo enquanto faço carinho em sua cabeça e recebo ronronados em troca. 

Brinco com ele durante alguns minutos e Stacy vem até mim, acendendo a luz da sala. 

Ela senta no outro sofá e conto mais precisamente o que aconteceu. 

— Isso pode ter acontecido com outra mulher hoje. — Ela diz. 

— Eu não gosto nem de pensar, Anastásia. — Suspiro apoiando as mãos sob os joelhos. — Agora que ela está bem, vou para casa. 

— Não. — Ela diz. — Claro que não, Selena vai querer te ver quando acordar. Deita lá com ela. 

— Não posso. Eu me ajeito no sofá mesmo. 

Stacy ri. 

— Gosto do seu jeito certinho, Bieber. Porque sei que você vai trata-la corretamente. Vou pegar travesseiro e cobertores para você. Quer comer alguma coisa? 

— Não vou negar que estou com fome. — Digo. 

— Não pense que vou cozinhar pra você. — Ela brinca. — Fica a vontade para pegar as coisas na cozinha, é bom que você se acostuma com a casa. 



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