História Azul Índigo - Capítulo 14


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena
Visualizações 379
Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*Confesso que quando entrei aqui e vi 149 favoritos eu fiquei CHOCADA. Não havia me dado conta de como a fanfic cresceu, só tenho que agradecer a todas vocês.

*Não estou demorando tanto hehehehe viram só?!

*Aproveitem, sejam felizes com bastante Jelena!
Enquanto ainda podem rsrs

Capítulo 14 - 13


Fanfic / Fanfiction Azul Índigo - Capítulo 14 - 13


POV JUSTIN BIEBER


Acordo pela manhã com um peso no meu tórax. Era o gato de ontem dormindo em cima de mim. Sorrio ao vê-lo tão quietinho e enrolado em seu próprio corpo, nunca pensei em ter gatos por causa do Henry, mas ele me parecia tão adorável que tive vontade de levar um como esse para mim. 

— O nome dela é Akira. — Assusto-me ao ouvir a voz da Selena atrás de mim, não pensei que acordaria tão rápido assim. — Era dela que eu sempre falava. 

— Ela é uma graça. — Ajeito-me no sofá e passo a mão pelos olhos, pelo visto ainda era cedo porque eu estava morrendo de sono. Lembro que não mandei mensagens para Pattie então era provável que ela estivesse morta de preocupação uma hora dessa, já que eu disse que dormiria em casa. — Você está melhor? 

Encaro seu semblante cansado, sabia que ela precisava dormir mais algumas horas. Estava com os cabelos totalmente desgranhados e com um pijama do Shrek mas ainda assim parecia a mulher mais bonita do mundo. 

— Sinto muita dor de cabeça. — Ela diz. — Não consigo me lembrar de nada, Stacy me disse agora de manhã o que aconteceu. 

Ela senta ao meu lado e puxa o edredom para nós. Beijo o topo da sua cabeça quando ela encosta a cabeça no meu ombro e fico olhando nosso reflexo na televisão. 

Conto com detalhes o que havia acontecido. Tinha medo de que ela não confiasse em mim e pensasse errado sobre a situação, mas ela entendeu totalmente e sorriu quando eu disse que entrei com ela no colo no prédio. 

— Eu queria estar acordada pra isso. — Ela ri. 

— Uma hora vai acontecer de novo. — Respondo. — Pensei que fosse cair com você, mas parecia que o álcool havia sumido completamente do meu corpo. 

— E como você conseguiu entrar? 

— Eu tive que pegar a sua chave, você acredita? — Começo a rir. — Stacy só acordou quando você já estava na sua cama. 

— Você me viu nua? — Ela me olha com a mão na boca e começo a rir sem parar. 

— Não, Selena, claro que não. — Respondo. — Apenas tirei sua roupa para que ela pudesse te dar banho, pensei em eu mesmo fazer isso, mas não acho que seria... 

— Meu Deus, que vergonha. — Ela repete e me encara, as bochechas rosadas denunciavam como ela deveria estar queimando por dentro de vergonha. 

— Me desculpa. Não foi proposital. 

— Não é isso, é que não queria que fosse dessa forma. 

— Ah. — Não sei o que dizer. — Quer dizer que você pensa em deixar que eu veja seu corpo? — Brinco. 

Ela fica ainda mais vermelha. A inocência em seu olhar era tanta que me sinto um completo tarado em pensar nela da forma que eu pensava. 

— Justin, você me deixa tão envergonhada. — Ela enfia a cabeça em meu peito, faço carinho em seus cabelos castanhos desejando ter dormido com ela. Não no sentido sexual, ter apenas passado a noite ao lado dela. — Mas se serve como consolação, penso sim. 

— Serve como uma ótima consolação. — Brinco. — Selena, você é linda. Completamente linda. Mas não vou te forçar a nada que você não queira. 

— É só... — Ela hesita em falar, respira mais um pouco e me encara. — Ninguém nunca me viu tão vulnerável antes. 

Ela não precisou falar mais nada que eu entendesse o que ela queria dizer, fico chocado porque ela não me parece o tipo de garota que costumava ser indesejada. 

— Não precisa ter vergonha disso. — Falo. — Mas por que não? 

— Meu ensino médio foi focado em passar na faculdade. — Ela responde. — Não me dei ao luxo de ter uma vida muito ativa, tive alguns namorinhos sim, mas nada a mais do que isso. Fui criada em um lar onde eu deveria casar virgem, não que eu queira seguir isso. — Ela sorri. — Mas enfim. 

— Eu acho casar virgem muito antiquado. — Digo. — Mas talvez sua mãe pensasse que fosse o melhor para você. — Viro seu rosto para mim, encaro cada detalhe dele para que essa memória seja sempre constante na minha cabeça. — Mas vai ser quando você quiser. 

Ela me beija suavemente e sorri. 

— Às vezes parece até que você não existe. — Ela diz. — Você é realmente uma pessoa sem igual. 

— Penso o mesmo de você. — Me espreguiço quando ela se levanta. — Eu não quero só ficar com você. 

Ela franze a testa, talvez eu devesse ser mais direto. 

— Eu... — Estava nervoso a ponto de sentir minhas têmporas suando. — Eu quero que você saiba que isso pra mim não é um passatempo, eu quero mais do que isso. 

— Eu entendi. — Ela sorri. — Só estava tentando assimilar, se você quer dizer que pensa em namorar, eu também penso, Justin. Mas vamos fazer no tempo certo para não estragar nada. 

— Eu concordo plenamente. — Levanto-me para beija-la, suspendo seu corpo no ar arrancando risadas delas. — Eu espero o tempo que você achar melhor. 

— Se for fofo assim de novo eu te peço em namoro agora. — Ela brinca. 

— Se você tiver falando sério... — Sorrio e a selo. — Quer tomar café na rua? 

— Vamos comer aqui mesmo. — Selena diz indo para a cozinha. — Ainda tô um pouco sonolenta. Prefere torradas ou panquecas? 

— Panquecas. — Respondo. — Vou aí te ajudar. 

— Tudo bem, vou preparar um café forte então. — Ela abre o armário e começa a procurar por algo. — Stacy foi dar sua corridinha matinal dos finais de semana, deve trazer algo para comer quando voltar. 

— Queria ter essa disposição. — Pego os ovos na geladeira. — Só tomo cerveja e como pizza com o Ryan. 

— Por que vocês não vem para cá a noite? — Ela pergunta sorridente. — Podemos pedir algo para comer e ficar vendo uns filmes, ou isso é adolescente demais? 

— Olha, Selena, eu não sei você. — Começo a preparar a massa e respiro fundo ao sentir aquele cheiro bom de café. — Mas eu não me sinto como um adulto ainda. 

— Sua mãe não vai ficar chateada? — Ela pergunta. — Ela veio com seus irmãos para ver você. 

— Ela vai entender. 

E é certo que iria. Pattie desejava meu divórcio e que eu encontrasse alguém mais do que eu mesmo. 


Após tomar café da manhã com Selena e comer os biscoitos amanteigados que Stacy havia levado, pego o carro e vou para a casa. No caminho, pensava em todas as justificativas para que Pattie não ficasse enfurecida por não ter avisado nada. 

Eu tenho vinte e cinco anos. Minha própria vida e casa, mas mãe nunca deixa de ser mãe. 

— Cheguei. — Coloco as chaves em cima da mesa da sala. Jaxon e Jazzy estavam de pijamas assistindo desenho na TV da sala, sou recebido com beijos e abraços. 

— Cadê a mamãe? — Pergunto para Jaxon. 

— Na cozinha. — Ele diz. 

Vou até lá, Pattie estava lavando a louça do café, abro meu melhor sorriso e a encaro. 

— Oi, mamãe. 

Seus olhos claros me fuzilam sem dó. Por segundos me sinto como aquele adolescente chato de lidar que fui, chegava sempre três horas depois do horário marcado. 

— Que foi? Não tô na idade de te dar esporro. — Ela da de ombros e volta a lavar a louça. — E nem você de recebe-los. 

Sento-me no balcão e explico para Pattie o que aconteceu. Seus olhos demonstram preocupação. 

— Ela está bem? Por que não veio para almoçar? 

— Mãe, tá doida? — Pergunto. — E a Cher? 

— Você ainda não contou para ela, Justin? Está enganando a menina. 

— Você por acaso se envolveria com alguém que tivesse essa história sendo carregada? — Indago. 

— Não. — Pattie da de ombros. — Mas eu não sou ela, você deve contar sim. 

— Cher vai embora em poucos meses. — Digo. — Vai dar tudo certo e ela nunca vai saber dessa história. 

Patrícia me bate com o pano de prato. 

— Justin, você não sabe do que essa mulher pode ser capaz. — Ela abaixa o tom após ouvirmos a voz dela na sala. — Conta logo pra garota. 

A campainha toca, meu corpo estremece, minha mãe revira os olhos. 

— Deve ser o traste do seu pai. — Ela diz. 

— Era a paixão da sua vida. — Brinco. 

— Grande merda, né. 

Seguro o riso e seguimos para a sala de estar. 


Para quem ficou longe dos filhos, até que Jeremy se saiu bem. Pediu desculpas, foi carinhoso, levou presentes. Por um breve momento ele chegou perto de me convencer, mas ainda assim eu guardava mágoa dele, não por mim, mas pelos meus irmãos. 

Conseguimos almoçar em família, embora eu desejasse que Selena estivesse ali. Cher e eu ainda tivemos que fazer pose por causa de Jeremy, mas senti meu estômago embrulhar em pensar que ela poderia contar para ele sobre o divórcio. 

Eu precisava que algo me segurasse naquela empresa porque se Jeremy soubesse disso com toda certeza surtaria e me demitiria. "Você tem que casar com ela porque conhecemos sua família e intenções, não posso deixar que qualquer mulher acabe com meu império. Esta tudo nas suas mãos" Foi o que ele me disse após me apresentar o contrato, só passava na minha cabeça passar qualquer parte da empresa pro meu nome caso ele me mandasse embora, mas até para isso eu precisaria de sua autorização porque tudo ali ainda estava registrado no seu cpf. 

— E quando vão me dar um neto? — Meu pai diz com um sorriso amigável no rosto, mas eu não estava afim de brincadeiras, ainda mais desse tipo. 

Encho a boca de salada para me recusar a responder. 

— Para de ser inconveniente, Jeremy. — Minha mãe diz. — Eles ainda são novos. 

— Eu gostaria. — Cher diz e chuta meu pé por baixo da mesa. — Mas Justin me enrola. 

— Não sou inconveniente, nessa idade já tínhamos o Justin. — Ele responde. 

— Mas eles não são como nós dois, graças a Deus... — Minha mãe limpa a boca. Jaxon e Jazzy riem na mesa. 

— Você diz isso agora, mas eu sei que você ainda me ama. — Jeremy provoca. 

— Quem vai lavar a louça com o irmão? — Encaro as crianças, sabia que aquilo terminaria em discussão. 

— Eu não. — Jazmyn levanta e volta para a frente do sofá. 

Fico parado olhando para Jaxon com cara de tacho. 

— Então vem você. — Dou os pratos para ele tendo a sensação de entregar uma bomba na mão de um terrorista. — Leva para a cozinha que já estou indo. 

— Você tá velho e gagá. — Pattie ralha. — Nem sabe mais o que diz. 

— Poderíamos ter outro filho, meu bem. — Jeremy continua perturbando. Cher começa a rir. 

— Por favor, vocês dois podem sossegar? — Peço me levantando para ir a cozinha. 

— Não há chances de reatar nada, Jeremy. — Minha mãe vai para o sofá com Jazzy. — Não mesmo. 

Vou para cozinha deixando que eles se entendessem. 


  POV SELENA GOMEZ 


— Selena, eu achei a coisa mais linda o cuidado dele com você. — Stacy diz. — Você tinha que ver ele cheio de vergonha. 

Coloco a almofada sob o rosto. 

— Queria que ele ainda estivesse aqui. Aí, Anastásia, e se eu ficar grudenta? 

— Deus me livre aturar vocês de melaço 24 horas. — Ela ri. — Mas convida ele pra vir aqui hoje a noite. 

— É uma boa idéia, vou falar para chamar o Ryan também. — Digo. 

— Não, bobinha. Vou sair com a minha garota. — Ela abre um sorriso e jogo uma almofada nela. — Mas podemos nos encontrar em algum lugar depois. 

— Eu acho uma ótima idéia. — Bato palminhas, estava me sentindo realmente feliz em tanto tempo. 

— Olha, eu não uso camisinha, mas se você quiser... 

— Não vou transar com ele, Stacy, pelo amor de Deus. — Troco de canal. — Até parece que não me conhece. 

— E vai segurar essa periquita até o casamento por acaso? 

— Não é pra tanto. — Levanto ao escutar o barulho do forno avisando que a lasanha já estava pronta. Lasanha caseira feita por mim, inclusive. — Vem almoçar. 


— Devo dizer que você está se superando. — Stacy me aplaude. — Tá realmente bom. 

— Segui passo a passo da internet, meu amor. — Respondo umas mensagens da minha mãe. — Você vai querer ir comigo para a casa da minha mãe? 

— Nossas férias não vão bater. — Ela faz um muxoxo. — Por que não leva Justin? 

— Porque minha mãe vai achar o maior absurdo do mundo que eu leve alguém para lá que não seja um noivo. — Disparo. 

— Sua mãe é muito conservadora, Selena, não sei como você aguenta. Mas se eu fosse você começava a acostuma-la com a idéia de que você já conheceu alguém. 

Soltouma lufada de ar e prendo o cabelo, Stacy estava certa, por mais que eu quisesse manter minha mãe longe da minha vida pessoal, eu não poderia. E ela deveria aceitar minhas escolhas. 

— Eu acho que ela tem tanto medo... — Suspiro. — Porque ela não quer que eu encontre alguém como o meu pai. 

— Ok que a maioria dos homens são uma merda. — Stacy concorda. — Mas Justin parece ser diferente. 

— Meu pai também parecia. — Suspiro novamente e a lasanha já não me parecia tão apetitosa assim. — Não sei o que eu fiz para que ele me odeie tanto. 

— Ele não te odeia, Selena. É impossível alguém te odiar, ele só é um idiota que não sabe como a filha é genial. 

— Você acha que devo ir atrás dele? — Pergunto encarando-a, seu semblante não é dos melhores. — Porque eu planejava fazer isso nas minhas férias. 

— Não acho. — Ela diz me assustando. — Na real eu acho a pior idéia do mundo, mexer em feridas abertas é muito perigoso porque ou elas cicatrizam de uma vez ou apenas se abrem mais. Mas se é isso que você quer, eu até vou com você. 

Meus olhos enchem d'água, eu não sei o que tinha feito de bom para o universo para merecer Stacy. 

— Então é isso que vou fazer. — Levanto-me decidida. Na verdade, havia tomado essa decisão há muito tempo, mas só agora tive o apoio que precisava. — Quer comer m... STACY, NÃO DA LASANHA PRA GATA. 

— O que foi? Ela só queria um pedacinho. — Anastásia diz em sua defesa. — Você negaria algo para esse focinho alaranjado? Pois eu não. 

— Você está deixando ela mal acostumada. 

Stacy da de ombros. 

— É só um pouquinho, tadinha. 

Após comer três pedaços de lasanha e mal conseguir respirar, passo a tarde deitada vendo série com a Anastásia. Troco algumas mensagens com o Justin combinando como faríamos mais tarde e me sinto uma megera por ele deixar sua família de lado para ficar comigo. 

Ajudo Anastásia a se arrumar para seu encontro e tomo um banho relaxante quando ela sai, coloco uma calça de moletom preta e uma blusa de alça fina. Certifico-me de que o aquecedor do apartamento está ligado e vou para a cozinha preparar uma pizza para quando Justin chegasse. Queria recepciona-lo bem, afinal, não é qualquer pessoa que faria o que ele fez. 

Deixo a pizza de calabresa no forno e deixo logado no NOW para que víssemos o catálogo de filmes depois. Alimento Akira e limpo sua caixa de areia, gostava de ver tudo em sua devida ordem. Faço tudo com antecedência para ter tempo de estudar um pouco antes que ele chegasse, e assim faço durante quarenta minutos até a campainha tocar. 

— Boa noite. — Abro a porta e dou-lhe um selinho. 

— Boa noite, amor. Trouxe chocolates e vinho. — Ele ergue duas sacolas. — Que cheiro bom! Tô faminto. 

Amor. Amor. Amor. 

Sinto meu coração desmanchar.




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