História Azure Rainbow - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Azure, Azure Rainbow, Drama, Ficção Cientifica, Rainbow, Romance, Sci-fi
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Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shounen, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Onde estou?


Fanfic / Fanfiction Azure Rainbow - Capítulo 3 - Onde estou?

Cercado por todos os lados eu sinto o medo me envolver.

O cadáver de Eskar há muito fora arrastado, e agora é saboreado como um banquete pelos felinos vivos.

Não sou atacado por hora, mas sei que é só por questão de segundos.

Dois dos gatos do deserto me encaram em vigia, impossibilitando minha fuga, enquanto os dois restantes – os mais fortes da matilha – saboreiam a presa.

Glup. Engulo em seco, pensando em milhares de alternativas para fuga, mas que provavelmente tenderão a ser infrutíferas em escapar daqui.

Talvez eu devesse correr?

Como se fosse uma resposta para meus pensamentos, o Kharsal mais adiantado caminha em minha direção.

Afasto-me instintivamente, apertando com força a caneta que estava em minhas mãos.

Infelizmente as feras já haviam transpassado o entreposto que os painéis solares estavam, impedindo que o mesmo truque possa ser usado novamente. Mas eu estava relutante em largar a minha única arma em posse.

Talvez eu poderia assustá-los com o feixe da caneta? Pensei.

Apontando a linha linear vermelha em direção ás patas da criatura, tentei chamar sua atenção.

Sem sucesso.

Sua caminhada não diminuiu em nada e seus caninos á mostra declaravam em alto e bom som que ele não estava pra brincadeira.

Então é assim? Você quer lutar até a morte? Que seja!

Joguei minha caneta ao longe, bipartindo sua atenção em um transe. — Pega! —

Aproveitando da distração, corri rapidamente em direção áquele ponto da espaçonave que parecia uma porta.

Imediatamente todos os Kharsais que estavam se alimentando do Yrerklin se levantaram e me perseguiram.

Mas que diabos é isso?! Tão rápido?!

Sendo perseguido, deixo um rastro evidente de pegadas nas dunas, enquanto corro á todo fôlego para alcançar minha salvação.

Na minha traseira os felinos do deserto se aproximavam rapidamente; devido a vantagem de sua anatomia animalesca.

Fui alcançado antes mesmo de sair do ossuário de metal, a besta repentinamente pulou em minhas costas, encravando suas unhas afiadas vorazmente em minha costela.

Senti uma dor excruciante ao ser atingido, forçando-me a gritar.

Aaarg!!!

Do outro lado do meu corpo outras feras já abocanhavam sua parte.

Senti mordidas no meu torso, na minha coxa, e até mesmo em meus calcanhares.

A pele sendo arrancada me fez finalmente perceber que chegava a hora da minha morte.

Fechei os olhos. Esperando que tudo acabasse logo.

...

A fúnebre escuridão que antes obstruía minha visão momentaneamente clareou.

Um reluzente brilho azul transpassou por entre minhas pálpebras, me forçando a abrir os olhos:

A dor ainda permanecia, mas não havia nenhuma criatura me abocanhando.

Com os pelos bifurcados, e sangue vazando por buracos em suas cabeças, os Kharsais beiravam mortos ao meu redor.

Surpreso, olhei para os lados, tentando avistar o culpado...

Mas não havia nada.

....

Reunindo forças que eu mesmo desconhecia que existia dentro de mim, me levanto, com severa dificuldade.

As feridas ardiam a qualquer movimento, mas com determinação, consegui permanecer firme em pé.

Então o chão tremeu...

Foi um tremor tão grave que eu pensei que outra gigantesca horda tribal havia me cercado.

Preparei-me para outro embate cruel, mas tudo que surgiu foi um ofuscante clarão.

Durou apenas alguns segundos, e então a luz intransponível desapareceu por completo.

Mas além da luz, também desapareceu meu corpo.

...

Acima no céu, há milhares de quilômetros de distância, pairando na órbita deste planeta, flutuava um super encouraçado modelo ARJAX K3.

 Uma fragata de grande porte, produzida em massa, que era auto suficiente e atuava como principal unidade batedora do império Ascracke.

Necessitava apenas de um único supervisor á bordo, que geralmente era um oficial de patente major ou mais elevada. Neste caso, major.

— Algum sinal da tripulação? — Na capitania, o major calvo perguntou para a projeção humanóide incrivelmente detalhista que estava parada no deque.

— Negativo senhor, a nave comercial AERS – 231 não emitiu nenhum pedido de socorro até a iminente explosão. —

— Algum sinal de vida humana captado pelo scanner? —

— Havia senhor, porém três minutos atrás o sinal misteriosamente desapareceu. —

— O que você quer dizer com “misteriosamente desapareceu” suboficial? —  Intrigado, o major se aproximou ainda mais da projeção.

— Ela sumiu sem deixar vestígios senhor, não houve queda da temperatura corporal ou algo que pudesse interligar á morte.  — O homem projetado no holograma sem mais delongas respondeu.

— Quero todos os dados compilados em formato de onda, envie para o comando imediatamente. — De voz grave, o major ordenou.

— Como quiser senhor! — A projeção então se encerrou.

Pensativo, o homem calvo desabou exausto em seu estofado de couro.

— Outro desaparecimento? O que diabos está acontecendo?

...

Um tinido agudo sacode meus sentidos de ponta á ponta.

Abro os olhos vagarosamente, me estranhando ao estar em uma sala de cirurgia bem iluminada e com aparelhos tecnológicos aos quais nunca havia visto antes.

Dois alienígenas, de estatura média, um com brânquias de peixe por todo o corpo e outro com espinhos de osso parecendo estalactites no exterior de sua pele, estavam deitados em macas semelhantes á minha, ambos inconscientes, em meu campo de visão.

— Aonde estou? Isso é um hospital? O que acon... — Um dos enfermeiros, que eu não havia visto por estar operando uma das máquinas atrás de mim, subitamente me alfineta com algo similar á uma agulha.

A simples junção das palavras se torna difícil e logo minha visão embaça.

Nos últimos momentos de consciência eu finalmente percebo que aquela pequena agulha curiosamente era uma seringa.

....

Sons de gritaria, protesto, e brigas, me acordam.

Abrindo os olhos me deparo com uma câmara escura amontoada por centenas de pessoas... ou melhor, alienígenas.

Havia seres de todas as raças, algumas que eu nem sequer imaginava que existiam, zurrando, sibilando, e produzindo os mais variados sons.

Um gigante de dois metros, ao meu redor, por exemplo, produzia um tenor tão agudo que poderíamos facilmente confundi-lo com um cantor de opera, se não fosse por sua intimidante estatura.

Da outra extremidade da sala, em contraste, estava um serval bípede, de braços cruzados, com um barítono tão grave que de jeito nenhum coincidia com seu tamanho.

— Certo, certo. Acho que já deu tempo suficiente para todos acordarem. — A porta frontal verticalmente se eleva, a luz cintilante invade toda a sala em questão de segundos.

O autor da voz, um Ascrackeano loiro, aparentemente da minha idade, batendo palmas, nos recepciona.

— Antes que façam perguntas bobas, aviso que não tenho nada a ver com o rapto de vocês. — Alguns dos alienígenas mais irascíveis ignoram o aviso de bom senso e começam a se aproximar em sua direção.

— Assim como vocês, eu também sou uma das vítimas. Mas por causa de uns pontos extras, eu vim lhes explicar as regras e como a plataforma funciona. — Apesar da explicação, nenhum dos briguentos parou de andar.

— Pois bem... vai ser da maneira difícil então! — Com um sutil movimento de pulso o loiro remove uma miniatura de canhão de partículas que estava preso no coldre em sua costa, de relance apontando o cano diretamente aos carrancudos.

Imediatamente os brutamontes pararam de se mover.

— Òtimo! Devemos continuar com uma chamada? — Sorrindo, o loiro inclina o ferrolho para cima, sem aviso prévio acaba disparando uma ogiva oca ao teto.

Todos os cativos, incluindo a minha própria presença, entram em desespero, mas devido á curta projeção do projétil ninguém consegue reagir.

Bap!

O impacto da ogiva no teto cria uma ondulação na câmara, mas ao contrário das nossas expectativas, ninguém sai ferido.

A cápsula se implode e festim sai do seu interior.

— Bem vindos á Azure Rainbow. Sinto muito, mas o pesadelo só está começando. — Após sua declaração todas as paredes da câmara se erguem como portas.


Notas Finais


Obrigado novamente por ler até aqui. Talvez amanhã não tenha capítulo, terei que sair, mas compensarei com bônus no fim de semana.


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