História B de "blue" - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, B De Que
Visualizações 30
Palavras 1.218
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Shonen-Ai
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem, eu resolvi entrar no projeto "B de que" e espero que gostem... estou nervosa haha

Capítulo 1 - Céu e Mar


Youngjae sempre pensava que casaria, que encontraria a mulher da sua vida quando fosse adulto e finalmente teria uma família feliz. Imaginava seus pais brincando com seus filhos e sempre os visitando quando tinha tempo ao lado da esposa querida. Conseguia ver o orgulho banhado nos olhos cintilantes dos velhos coreanos.


Era o seu sonho, sabe?


Um sonho talvez distante. Principalmente no momento que se encontrava, afastado de todos e dizendo de forma positiva, longe de casa. Nunca imaginaria que um dia iria descobrir que o tão alegre futuro não aconteceria, pelas suas decisões.


No início, ele namorava uma garota, Jisoo seu nome, ela era incrível, maravilhosa, um anjo aos seus olhos. Educada, gentil, fofa e carinhosa, era o sonho de qualquer garoto de 17 anos que imaginava se casar com o amor da sua vida e Youngjae podia firmemente dizer que a amava, pois de fato aquilo era verdade. Ele a amou como nunca tinha amado ninguém. Claro, risos, isso até conhecer Im Jaebum. Um cara fodidamente bonito que tinha virado sua vida de pernas para o ar. Aquele cara o fez duvidar da sua sexualidade milhares e milhares de vezes.


E logo seu namoro desabou, Jisoo se sentia triste e cada vez mais sozinha ao ver que seu namorado, Youngjae, só sabia falar o quanto Jaebum era isso, ou aquilo. E então eles brigaram e ela explodiu dizendo na sua cara o quanto ele era gay. O chamou de viado, bicha, mulherzinha e milhares de nomes. O mundo do Choi foi caindo de pedacinho a pedacinho com isso. Ele já não sabia o que sentia e tudo piorou quando ele enfim beijou Jaebum.


Tinha se isolado do mundo com aquele termino, pois ele realmente era apaixonada pela garota, gostava de beijar, de abraçar e das suas noites com ela, ah, como amava tocar aquele corpo cheio de curvas e morder sua pele macia, beijar sua barriga e a envolver com seu corpo, ouvir seu nome sendo chamado de forma manhosa a noite toda era música para os seus ouvidos, Youngjae era um verdadeiro amante do sexo, não, era um amante de fazer amor. Mas só de pensar nisso, sentia-se confuso, pois sua vontade também era de ser tocado pelo Im, sua vontade era de gemer o nome dele a noite inteira, talvez aquilo fosse mais carnal ou não, mas ele queria sentar no colo daquele homem e rebolar até não conseguir nem andar. Ele queria seus lábios maltratados e seu corpo marcado pelas mãos grandes e fortes dele.


Todo aquele pensamento o fazia se sentir sujo e culpado, por trair alguém que amava por outra pessoa ao qual sentia apenas desejo, um desejo forte e intenso demais, mas apenas um desejo.


O beijo aconteceu quatro dias depois do termino, Jaebum antes de "crush" era seu amigo fiel, então, preocupado com a ausência do pequeno, ele fora visita-lo depois da escola. Jaebum não negava a atração que sentia pelo Choi, mas conhecia seus limites e seus desejos, conhecia a si mesmo como ninguém.


Cumprimentou a senhora Choi e subiu ao quarto escuro em que o amigo se encontrava, quase correu para fora do local ao encontrar ele escuro e totalmente bagunçado, céus, Jaebum tinha quase fobia de bagunça.


— Jae?


— Ah, não, você não. — ouviu a voz abafada pelo coberto que cobria o mais novo dalí, que parecia querer sumir — Eu só quero morrer, vai embora Jaebum.


Resolveu não reclamar por não ser chamado de Hyung.


— Eu sei que é difícil, mas você vai superar, cara, vai ficar tudo bem.


— Superar o que? O término ou a vontade enorme que eu tenho de te beijar? — confessou choroso, ele se sentia tão horrível e confuso, resolveu ser sincero, sua vida já estava ruim demais para esconder mais alguma coisa — Eu sou tão ridículo, eu... eu praticamente trai a Jisoo e nunca vou me perdoar por isso.


Im Jaebum só conseguia ficar quieto com aquilo, não sabia reagir com a confissão e lhe doía o peito saber que Youngjae estava sofrendo com aquela situação.


— Jae...


— Não, não me chama assim, isso faz com que eu me sinta ainda pior. — saiu de baixo das cobertas e sentou para encarar o maior sentado na beira da sua cama, observou aqueles olhos puxados e suas duas pintinhas perto deles, aquela boca ressecada e cheinha, o semblante sério e suas roupas causais e descoladas, ele mexia consigo, mesmo que não da forma como Jisoo mexia — Vai embora, por favor.


Murmurou baixinho e passou a mão no cabelo bagunçado, nem estava se importando com sua aparência acabada ou o seu bafo, afinal, tinha acordado poucas horas atrás e não escovara nem os dentes. Suspirou olhando para as próprias mãos que haviam caido em seu colo.


— Olha pra mim. — Youngjae nem ousou fazer isso — Olha pra mim, Youngjae, é sério.


Ele levantou o rosto e arregalou os olhos ao sentir os lábios do outro contra os seus. Não era um beijo macio ou delicado, era apenas um beijo, comum e simples que na verdade estava fazendo o interior dos dois revirar e o calor do constrangimento subir pelos seus corpos. O Choi foi fechando os olhos devagar, deixando imediatamente se levar pela atração e o sentimento, suas mãos foram discretamente até os ombros de Jaebum e ele mesmo aprofundou aquele selar, abrindo os lábios num pedido silencioso para que a língua do Im invadisse a sua boca de uma vez. Era o primeiro garoto que beijava e sua mente, seu coração, estavam tão confusos quanto era uma conta com baskara para ele.


Esse primeiro beijo, foi o estopim para sua vida ir de mal a pior. Sua mãe entrou no quarto bem no momento em que Youngjae sentava no colo de Jaebum, os flagrou quando o beijo estava se tornando algo selvagem e suas mãos dançavam pelo corpo um do outro. Dizer que ela surtara, era pouco, a mulher tratou de separa-los e arrastar Jaebum aos puxões de orelha porta a fora, o xingando com mil palavras sujas e gritando para Youngjae ficar no quarto e esperar ela chegar, pois depois seria a vez dele.


Foi a primeira vez que ele apanhou da sua mãe, foi a primeira vez que seu pai o tratou da mesma forma que tratavam um cachorro com sarna. Foi a primeira vez em que chegou na escola com um olho roxo, e tudo por ser intitulado como gay. Mas Youngjae não era gay, sabia disso, gays se apaixonavam apenas por homens e esse não era o seu caso. Ele amou Jisoo, assim como se apaixonou por Jaebum.


Ele fugiu, meses apanhando por um motivo qualquer que achassem, lhe fez pensar se valia a pena casar, ter filhos e visitar sempre seus pais quando pudesse. Estava farto e assim que completou 18, juntou suas coisas e correu para a capital. Estava farto de sofrer nas mãos daqueles que achava o amar acima de tudo.


Nunca mais viu Jaebum ou a garota pelo qual se apaixonou, mas aprendeu com eles mais do que pediria, aprendeu sobre si mesmo, sobre seguir em frente e lidar com os problemas com um sorriso no rosto, por maiores que sejam. Aprendeu que um rótulo era apenas isso, um rótulo, mas se fosse se encaixar em algum deles, seria no B.




Descobriu que sua cor era o azul do céu e suas lágrimas o sal do mar.


Notas Finais


Obrigada quem leu até aqui, de verdade ♡


Esse é o link se quiserem participar do projeto.
https://spiritfanfics.com/jornais/projeto-b-de-que-10889729


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