História B de Br-quem? - Capítulo 1


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Categorias DAY6
Personagens Jae, Young K
Tags B De Que, Jaehyungparkian, Jaek
Visualizações 245
Palavras 2.000
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá~

B de "não deveria estar no Spirit mas vim postar fanfic"

Leiam as notinhas finais, pls

Ah, e como sempre não tá betado assim como tudo na minha vida -n

Boa leitura!

Capítulo 1 - B de garoto lilás


Fanfic / Fanfiction B de Br-quem? - Capítulo 1 - B de garoto lilás

Kang Younghyun sempre teve muita sorte na vida. Há dois meses, começou a pintar o cabelo de lilás após um acidente com o azul e o resultado foi imensamente melhor do que as expectativas; semana passada, fez o melhor trabalho de sua turma e foi elogiado pelo professor mais linha dura da faculdade; ontem mesmo, ao arrumar a estante do quarto, encontrou um livro que havia ganhado do pai e lhe ajudava 100% nos cálculos que precisava resolver na faculdade.

Seu único problema era no amor. Era um rapaz romântico, do tipo que escreve poemas enquanto pensa na pessoa e faz questão de mandar mensagem todos os dias antes de dormir, mas não era levado a sério por conta de um detalhe.

Younghyun era bissexual e assim se identificava desde a adolescência. Ao se relacionar com alguém, apegava-se facilmente e nutria sentimentos maiores e verdadeiros; contudo, ao saber de sua orientação sexual, o indivíduo colocava na cabeça que Younghyun não era pessoa de manter relacionamento sério, que era solta demais, do tipo que atira para todos os lados e caiu na rede é peixe.

Acontece que ele não era assim. Tratava-se de uma pessoa como qualquer outra, tinha sentimentos como qualquer outra e tudo que queria era ser tratado normalmente assim como qualquer outra. A situação era cômica, afinal, porque poucos pareciam lembrar daquele polêmico B e ninguém parecia se importar, mas, a partir do momento em que se descobre uma pessoa representada por essa letra, a Terra para de girar.

E era chato, porque, poxa, Younghyun tinha muito amor para dar e todo esse sentimento era obrigado a se manter guardado.

Quando recebeu um convite de Junhyeok para sair com os amigos do rapaz, hesitou em aceitar. Há três semanas seus sentimentos haviam sido dispensados por Hani, uma garota com a qual se relacionara por dois meses e jurava manter com a mesma algo sério, mas, no fim das contas, não era nada. De bônus, a menina ainda fez questão de dar uma justificativa – não aceitaria manter algo porque não conseguia enxergar a si própria namorando um rapaz que também beijava rapazes.

Seu coraçãozinho ainda tentava se curar quando Junhyeok insistiu naquele convite, no entanto, acabou por ceder, alegando para si mesmo que era uma boa forma de voltar à normalidade.

Junhyeok simplesmente falou que Younghyun não conhecia os amigos que tinha convidado para sair naquela noite, exceto Sungjin. Não era algo ruim, afinal, e ele gostava de fazer novas amizades, então não viu problema algum.

Quer dizer, até que tinha sim um problema – qualquer conhecido de Junhyeok insistia em lhe chamar de Brian porque o próprio Im teimava em usar esse maldito apelido como se fosse o próprio nome.

Ao chegar no local marcado, teve a sorte de encontrar ao menos Sungjin. O fliperama começava a acomodar mais e mais pessoas quando finalmente avistaram Junhyeok juntamente a outros três rapazes, completamente alheios a presença de ambos ali.

Entre os três, alguém que, bem, representava um certo oposto de Younghyun.

Então, Park Jaehyung nunca teve muita sorte na vida. Há dois meses, começou a pintar o cabelo de preto, mas também manchou sua camisa preferida; semana passada, fez o trabalho errado e ficou sem nota em uma matéria importante da faculdade; ontem mesmo, ao enxugar o rosto com uma toalha, quase arrancou o próprio lábio inferior quando uma linha solta do tecido prendeu em um dos snakebites.

Basicamente: Park Jaehyung nunca teve muita sorte na vida.

Sua única exceção era no amor.

Não era bem a síndrome de Vinicius de Moraes, mas Jaehyung poderia muito bem namorar uma pessoa a cada quatro meses e conseguir amar verdadeiramente cada uma. Costumava ter os sentimentos correspondidos na mesma intensidade e não havia empecilhos para iniciar relacionamentos tampouco para terminá-los por justamente ter se apaixonado novamente. Até mesmo seu melhor amigo, Wonpil, era um dos seus ex-namorados, só que, diferente dos outros, o rapaz esteve disposto a manter a amizade normalmente.

Só que esse poço infinito de sorte parecia não ser tão infinito assim, afinal, já estava há dois meses sem sentir o coraçãozinho palpitar por alguém. Mesmo em meio à bad, aceitou o convite de Junhyeok, afinal, não tinha nada melhor para fazer e o máximo que poderia acontecer seria o mundo desmoronando em cima de sua cabeça.

E Younghyun, por sua vez, poderia até ter o mundo desmoronando acima de si, mas não seria capaz de perceber – a risada escandalosa de Jaehyung, mesmo de longe, prendeu completamente sua atenção. Ah, não foi nada romântico ou algo assim, porque o riso daquele garoto definitivamente não era lá música para os ouvidos, mas era engraçado.

Inicialmente, Jaehyung observou Younghyun com a desculpa – para si mesmo – de que aquela cor no cabelo do rapaz parecia impossível de se atingir e ele provavelmente tinha feito um pacto ou algo assim, mas, na real mesmo, já se via caidinho pelo garoto lilás.

Quando se afastou com Sungjin para comprar mais fichas, acabou por falar inconscientemente de modo meio bobo sobre Younghyun e o quanto parecia difícil se aproximar do rapaz, já que, mesmo depois de uma hora ali, só havia conseguido trocar algumas palavras com ele.

É que, poxa, Jaehyung nunca ficou tão shy assim perto de uma pessoa.

Sintomas de paixão, como diria o filósofo Neymar.

Até já sabia que o nome do rapaz era Younghyun, por mais que todos o chamassem por Brian.

– Ele é sempre assim? – referiu-se ao modo meio acanhado de Younghyun.

– Bem, não tanto. A ex-namorada disse besteira e ele fica remoendo, machucou de verdade.

Só espera aí.

Ex-namoradA?

NãO.

– Ah, não...

É, talvez o azar de Jaehyung tivesse se alastrado por cada detalhe de sua vida e nada houvesse escapado.

O que era bem provável, na verdade, levando em conta que era realmente uma anormalidade ele ter sorte em alguma coisa.

– O que foi?

– Hétero – retorceu os lábios em um bico sentido, brincando com os piercings quase como se fosse automático.

Sungjin riu.

– Ele é b... – até começou a falar, mas, repentinamente, cortou a própria resposta, deixando um Jaehyung confuso à sua frente.

– B de quê? – arqueou uma sobrancelha.

– B!

– B de- – antes que pudesse completar a pergunta, resolveu olhar para trás a fim de constatar se algo motivava Sungjin a fugir do assunto, deparando-se com um Kang Younghyun bem ao lado – Br-

Quem?

O garoto lilás parecia tão apertável o tempo todo que foi surpreendente ter sua fala cortada pelo mesmo e vê-lo com uma expressão meio desesperada no rosto.

Bem, só depois de comprar as fichas e voltar para perto dos outros com Sungjin e Younghyun descobriu que, apesar de todos lhe chamarem de Brian, ele não gostava nada.

B de Brian, obviamente.

Após um tempo, o celular de Jaehyung tocou e finalmente algum assunto com o garoto lilás surgia, porque o toque era uma música que pertencia a uma banda que ambos gostavam, e, apesar de terem passado o restante da noite inteira falando sobre música e comemorando o fato de terem o gosto musical tão semelhante, trocaram telefone antes de irem embora cada qual à sua própria direção, só não contavam com um pequeno outro fato – tomavam o mesmo rumo de volta.

Mais tarde, quando já havia deitado para dormir, Jaehyung ouviu o celular vibrar e uma nova mensagem chegar.

Depois de quase uma hora, adormeceu se perguntando por que uma pessoa tão legal tinha que ser hétero. Nada contra, claro, só não estava acostumado a ter o azar de se ver interessado por alguém cuja orientação sexual não era nem de longe compatível com a sua.

Mas a vida às vezes dá uma rasteira na gente, não é mesmo?

Sempre, no caso de Park Jaehyung.

Ah, era um saco. Younghyun infelizmente era simpático demais e sempre lhe convidava para participar das programações mais simples até as maiores, sempre mostrando alegria com sua presença e vez ou outra lhe encarando, jurando não ser notado.

E isso, bem, como dizer... Fez Jaehyung se perguntar se havia algo de errado com seu rosto ou ele simplesmente era feio demais aos olhos de um hétero.

Com o tempo, a letra "H" foi lhe assombrando e fugia dela como o diabo foge da cruz.

Jaehyung estava quase a ponto de começar a escrever um livro com o título "Me apaixonei por um hétero, e agora?" quando Younghyun lhe convidou para o cinema. Golpe baixo. Baixíssimo. Definitivamente, héteros não tinham noção de que conseguiam brincar com os sentimentos das pessoas.

Não houve nada de mais naquela noite, exceto talvez pela escolha do filme ter sido a pior possível.

E um dos personagens principais se chamar Brian.

B de Brian, Jaehyung pensava e ria consigo mesmo enquanto Younghyun ameaçava se levantar e ir embora toda vez que outro personagem chamava o tal Brian pelo nome. Mesmo assim, foi bom, até porque era impagável ter um Kang Younghyun com raiva de um roteirista que nem conhecia.

No dia seguinte, no entanto, Jaehyung foi surpreendido por uma mensagem repentina de Younghyun. Tratava-se de uma estrofe com 4 versos que falavam sobre cabelos pretos que lembravam o negrume do céu noturno e do reflexo solar em pequenas peças metálicas. De imediato, não soube responder, até mesmo por achar loucura demais cogitar a possibilidade de aquilo ser para si; certamente Younghyun tinha escrito para uma garota e talvez quisesse uma opinião – ou simplesmente houvesse enviado por engano.

Tem coisa pior do que se apaixonar por um hétero e não ser hétero?

Tem: não ser hétero e se apaixonar por um hétero apaixonado.

E Younghyun já estava quase convencido de que essa também era sua situação, porque ou Jaehyung era lerdo demais para não entender certas coisas que deixava tão na cara ou ele não correspondia ou simplesmente era hétero.

Hétero, hétero, hétero. Seis letras e um acento que puxavam seu pé da cama toda noite.

Que vida, olha.

Apesar do medo de perder a amizade se tentasse algo mais e fosse cortado, não conseguia guardar as borboletas somente no estômago. Transmitia cada uma em suas palavras colocadas no papel ou digitadas quando em meio à correria do dia-a-dia, sempre tendo em mente a mesma pessoa, seu drama e sua risada escandalosa.

No entanto, em 10 versos descreveu de forma mais direta impossível exatamente tudo que sentia quando Jaehyung estava por perto. Se estranhamente não tinha coragem de falar pessoalmente, transmitia tudo em um pedaço de papel sem lidar com problemas.

E, quando entregou aquela folha dobrada para o rapaz, deu meia volta antes que ele começasse a ler, deixando para trás um Jaehyung mais desorientado do que da primeira vez que o mesmo folheou uma Playboy que seus colegas haviam trago para a escola quando tinha 11 anos.

Ligar desesperadamente para Sungjin foi a primeira coisa que lhe veio à cabeça.

"É b de quê?!"

"Pensei que a essa altura já tivesse descoberto"

"B de vou dar na sua cara, seu-"

Nem para Jaehyung lembrar de recarregar o celular naquele dia e conseguir falar tudo que queria na ligação.

E a verdade era que, de todas as palavras com "b" existentes nesse mundo, não chegou nem perto de pensar naquela letra tão polêmica e esquecida em meio ao "g" e "t".

Criativo e desastroso como era, sua forma de tentar reparar a situação foi digna de sua risada estranha.

Durante a madrugada, Younghyun foi acordado com as notificações barulhentas de novas mensagens chegando.

"B de quê?

Primeiramente, de Br-quem?

B de 'bobo' para não dizer otário, b de burro e b de Jaehyung.

B de 'não ficarei mais famoso porque não poderei terminar meu livro que narrava as experiências de alguém que não era hétero mas se apaixonou por um hétero'

B de 'me desculpa por ser uma anta'

E b de 'me desculpa mais uma vez por não ter lembrado dessa letra'."

Jaehyung não imaginou que sua mensagem seria respondida àquela hora, muito menos com uma ligação inesperada que resultou em uma madrugada inteira com duas pessoas começando todas suas frases com B.

– ... B de "bobo apaixonado".


Notas Finais


A fanfic é para o projeto “B de quê?” das minhas mães @lailights e @plsjessie. O intuito é dar mais visibilidade àquele Bzinho tão esquecido em uma certa sigla, vão lá ver e aproveitem para participar
Link: https://spiritfanfics.com/jornais/projeto-b-de-que-10889729

Obrigada por ler!
Chu~


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