História B de Brilhantina - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Anos 60, B De Que, Kaisoo, Maria Zeverbrucker, Sookai
Visualizações 404
Palavras 967
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores. Tudo bem?

Eu resolvi ajudar esse projeto maravilhoso e dar todo o meu apoio ao pessoal envolvido com o mesmo. Espero que vocês façam o mesmo, uh? Link nas notas finais da história.

Tenham todos uma boa leitura <3

Capítulo 1 - E era assim que acontecia nos tempos da brilhantina;


As garotas passavam por si aos sorrisos enquanto marchavam de um lado para o outro com os seus sapatos lustrosos e pretos, com pequenos saltos fazendo som ao se chocar com o chão, tão bonitos com aquelas meias rendadas e com bordas dobradas que acabavam logo acima dos seus tornozelos. O homem se encantava com o balançar leve daquelas saias brancas ou pretas com bolinhas pintadas em cores inversas e contrastes opostos, algumas em xadrez e outras com estrelas estampadas. Céus, ele era um grande admirador daquelas saias rodadas e das mulheres que as usavam, também.

Amava os seios sob as camisas sociais e alguns botões da gola abertos, com o torso marcado e a barra escondida sob o cinto daquelas saias rodadas. Os laços e fitas nos cabelos, a dança das mesmas com os seus parceiros e o desejo de passar o braço ao redor da cintura de cada uma delas era extremamente atraente em sua mente. Gostaria de puxar pelo menos uma delas para uma dança calma, ou agitada, vendo-a rodopiar sob o seu ritmo e seguir os seus embalos. Era um bom dançarino, sabia disso, e por isso não deixava para depois a chance de arriscar alguns passos escorregadios naquela pista de dança improvisada no ginásio escolar.

Desfilava como se fosse o dono do mundo, mostrando a todos as suas coxas torneadas sob aquele jeans preto e colado que morria um pouco antes do tornozelo, deixando aquela fina camada de pele exposta para quem quisesse ver, combinando perfeitamente com os sapatos pretos que ele usava. A camisa listrada em preto e branco lhe caía como uma luva, mas o toque final era, com certeza, a jaqueta de couro que usava aberta sobre os ombros. Era um deus esculpido em trajes da sua época, calça de cintura alta e camisa para dentro da mesma, com o cabelo penteado e com o gel brilhante mantendo o topete no lugar.

Os olhos seguiam um rumo único e lhe guiavam cada passo ritmado e que acompanhava a batida da música que tocava, deixando-o a mercê dos movimentos involuntários e requebrados dos seus quadris na medida em que avançava rumo ao seu alvo, sorrindo largo e sendo correspondido de imediato. O homem apoiado na parede do outro lado do ginásio logo fez a sua parte e largou a bebida de qualquer modo sobre a cadeira ao seu lado, desapoiando-se da cadeira conforme ia de encontro ao belo rapaz de corpo delineado e sorriso encantador. Seria idiota se negasse os seus avanços, principalmente por estar tão interessado no final daquilo quanto a própria presa que agora se encontrava bem a sua frente, fitando-o como se fosse o único naquele lugar.

— Eu acho que estou apaixonado — Jongin disse galanteador assim que passou os olhos sobre o menor, ao morder o lábio inferior, prendendo a mão sobre a cintura do seu namorado.

Ambos estavam vestidos de maneira semelhante, mas Kyungsoo, por ser menor, não era alguém que os olhos das pessoas achassem atraente o suficiente para que sorrisos bobos fossem lançados em sua direção ou que a atenção delas pertencesse somente a ele. Já Jongin, por outro lado, era espetacular de todas as maneiras. Tinham sorte de ter um ao outro, isso era certo. Não havia desfavorecido naquela relação, não havia quem tivesse mais ou quem tivesse menos, eles eram sortudos o suficiente para em meio a todas as pessoas que tinham em suas vidas e ao redor deles – homens e mulheres – terem notado um ao outro e de imediato se apaixonado há quase um ano.

— Por mim ou por alguma das meninas que você se ocupou em observar esse tempo todo? — Provocou ao dançar junto do mais novo, desviando o olhar para uma das damas sentadas na mesa próxima ao bar improvisado. — Eu não julgo você, no entanto, pois entendo completamente o que há de tão fascinante nelas.

— Você já parou para pensar que é por isso que somos chamados de loucos? — O Kim explicou. — Digo, podemos ter a garota que quisermos, e mesmo assim estamos aqui, um com o outro, conversando e rindo. E eu — provocou ao se aproximar do ouvido alheio — ansioso para saber o final da nossa noite.

Como se já não soubessem que ao fim da festa iam aos tropeços até o carro deixado na rua de trás e lá começariam a se beijar como se não existisse amanhã, e já exaustos de provocação seguiriam rumo a casa do mais novo que naquele final de semana estava sozinho, pois seu pai estava viajando. Transariam a noite inteira, como sempre, até sentirem-se esgotados, mas não o suficiente para adormecer, gastando o tempo que restava ali, antes do amanhecer, para falar sobre as coisas que mais lhe atraiam.

Kyungsoo com certeza gastaria o seu tempo falando sobre como Sehun estava bonito naquela noite, assim como a sua namorada, a menina que Kyungsoo considerava como a mais bonita da sua turma. Jongin concordaria sem pensar duas vezes, beijando-o mais uma vez antes de puxar a conversa elogiando Taemin ou Krystal, a única garota que lhe fazia morrer de amores não correspondidos, já que ela parecia ter os mesmos interesses que aquele jovem casal.

Era assim que as coisas aconteciam nos tempos da brilhantina. Eram tempos repletos de amores velados e declarações silenciosas entre homens e mulheres, alguns gostando do sexo oposto e outros se apaixonando apenas de igual para igual. Mas, Kyungsoo e Jongin sabiam que o melhor era aquele pedaço dos dois mundos que eles traziam em seus peitos, mesmo que no momento estivessem perdidamente apaixonados e em um relacionamento sério.

Por isso a única certeza que Jongin tinha ao deslizar por aquele salão era que amava as garotas de saias rodadas tanto quanto amava o homem de jaqueta de couro e cabelo fixado que tinha ao seu lado.


Notas Finais


Para escrever Yaoi ou Yuri o personagem não precisa ser somente gay ou somente lésbica. O fato de amar uma pessoa do mesmo sexo não faz você imediatamente homossexual, principalmente se antes daquela pessoa especial você se relacionou ou se sentiu atraido por pessoas do sexo oposto. E eu penso que, assim como nós, os sentimentos e orientações dos nossos personagens deve ser definida conforme o sentimento ao longo de todo o tempo, e não naquele momento, apenas.

Aqui o link do jornal para o projetinho: https://spiritfanfics.com/jornais/projeto-b-de-que-10889729

Eu ficaria realmente feliz de vê-los pela tag.

E você, é B de quê?


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