História Babá - Capítulo 11


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags 2lee, Changkyun, Hyungwon, Hyungwonho, Jooheon, Joohyuk, Kihyun, Minheon, Minhyuk, Shownu, Wonho
Visualizações 70
Palavras 4.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi
Hello
Anyeong!

Como vemos, VOLTEEEEEEEEEEEI!

JKKJ Bom dia, boa tarde, boa noite. Como vocês estão? E como vai o feriado?
Vamos logo para o que eu tenho para dizer aqui. A fic já está indo para o fim, restam um cinco seis, este é o maior capítulo até agora, eu não sei se eu consegui colocar todo o misto de emoção que eu quero que vocês sintam. Eu tinha mais coisa para falar, mas eu não sei se já disse, eu sou esquecida, por isso a fic tá toda anotada no meu caderno.
Qualquer dúvida sobre a fic, as personagens e tarara, podem perguntar.
Apreciem, boa leitura e perdoem os errinhos!

Capítulo 11 - Gotas de amor.




Jooheon suava bastante. Apesar do inverno se aproximar, e o clima frio. Seu nervosismo era bastante, o suor era por causa de tal nervoso. Volta e meia olhava o relógio que tinha no pulso, os minutos pareciam horas de tão longos. O tempo havia parado para o moreno, e sua aflição crescia a cada segundo. Sabia que as chances de ficar com Changkyun seriam mínimas depois do que aconteceu perante ao júri. Ninji havia jogado tão baixo, tudo por ganância. Coitada, era uma doente por dinheiro, e jogaria a felicidade do filho no lixo por uma pensão alimentícia que seria enorme caso ganhasse.


Durante o acontecimento da seção, já lá para o final, a mulher declarou que Jooheon não tinha estruturas para dar exemplos ao menino, já que era um viciado em álcool. Aquilo foi a gota d'água, a juíza mandou se retirarem para pensar na sentença final, sem dar atenção aos argumentos de Jooheon e o advogado que tentava explicar. Vejamos bem, Jooheon nunca bebeu suas bebidas na frente do filho, na presença do menina sempre esteve sóbrio e consciente, e durante o último mês e os últimos dias não havia bebido sequer uma gota, graças a um serumanhinho chamado Lee Minhyuk que mudou aquele horrível hábito de descontar as frustrações do dia, de um coração quebrado nos copos de bares sujos por seu jeito de ser.


Olhou a sua ex mulher ao outro lado da sala, por poucos minutos pois foram chamados. Sentados, a voz da juíza se fez presente, prestava atenção a tudo, até mesmo nas pausas. Cada palavra, a próxima palavra diria o futuro de seu filho. No entanto, seu coração apertou, ficou sem chão ao ouvir o veredito.


— Visto que o Senhor Lee Jooheon não tem moral para criar e educar Lee Changkyun, a guarda do menino passará a ser da mãe, a Senhora Nin Jina.


Seu mundo havia acabado, o seu maior tesouro havia sido tirado de si. 


Do outro lado da mesa podia ver o sorriso malicioso da ex-mulher, passou a considerar ela igualmente a um vírus: para viver, ela dependia dos outros, se alastava, e matava. Ninji era um verme. 


— Senhora Juíza, tens razão do que fala? Acha que essa mulher é a melhor pessoa para cuidar daquela criança que está esperando pelo seu pai para ir para casa? A senhora...


— Achas que não sei trabalhar direito senhor Lee Jooheon? – a autoridade indagou e interrompeu Jooheon, sentiu-se ofendida pelo homem duvidar dela, mas mal sabia ela que se arrependeria no futuro de sua decisão.


— Jooheon acalme-se, você está ofendendo uma autoridade judicial! – falou o advogado do Lee. Mas Jooheon não ligou muito e, iria continuar se Ninji não entrasse no meio.


— Jooheon, a juíza Kwon sabe muito bem o que faz, e se ela decidiu que Changkyun ficará comigo, não a contradiga. 


Calou-se, mas não se conformou-se. Escutou o resto, quando saíram da sala, a voz de Changkyun o chamando preencheu o corredor, abraçou o menino sem querer soltá-lo. 


— Já podemos ir? Aqui é chato, e um homem não parava de fazer pergunta chata. – ah, Changkyun.


— Filho, aquelas perguntas eram importantes. — falou afagando os cabelos do filho. — Você mentiu em alguma? – Changkyun negou, e Jooheon sorriu, aquela era a resposta esperada, sabia que o filho não era de mentir muito, apenas para encobrir suas travessuras.


— Jooheon apresse sua despedida. – Jina se intrometeu. Changkyun olhou-a, não havia percebido a mãe ali.


— Oi mamãe... – retornou ao abraço do pai. 


— Oi filho, preparado para ir?


— Fica quieta, por favor, ele não sabe do que você está falando.


— Então apresse-se a contar. – Jooheon olhou-a incrédulo.


 Talvez por ser pai, sentiu que Changkyun não desejara ir com a mãe em nenhum lugar. Seu lugar era consigo. Mas havia de deixá-lo ir. 


— Appa, o que foi, hein? 'Tá tudo bem? 'Poquê tenho que 'tá 'peparado?


— Filho, é preparado. – sorriu com as palavras ainda erradas do filho.— Você tem que passar um tempinho, pouco tempinho com sua mãe. – Changkyun ficou confuso. — É por um pequeno tempo, que você tem que ficar com ela. Entenda, é porquê...


— Eu não quero. – disse baixinho. 


— Não, eu também não quero que você vá, mas é preciso. – afagou os cabelos pretos do menino. — Você é pequeno para entender, é problema de adulto. 


Impaciente, Ninji cutucou Jooheon em sinal de pressa. Ele pegou Changkyun no colo, o garoto falava no ouvido do pai que não queria ir. Seria uma partida triste, sem despedir-se dos tios e de Minhyuk. Não queria entender, não queria saber, não queria ir. A mulher chamou o táxi, quando o automóvel parou, ela abriu a porta e falou para Changkyun entrar, mas este ainda permanecia agarrado ao pai, se recuando nos braços dele. 


— Vamos neném. – colocou a criança no chão. — Papai vai te visitar aos fins de semana, e lá no prédio que sua mãe mora, há muitas crianças, você terá mais amigos além de Kihyun.


— Eu não quero papai. – as primeiras lágrimas começaram a rolar pelo rosto do menino. Jooheon ao máximo, segurou-se para não chorar junto. O menino prendeu-se a si novamente, as lágrimas molhando o tecido do casaco que cobria o pai.


Passou alguns minutos que Changkyun chorava e o pai consolava. Quando o menino se separou do pai, o choro se findou, coçou os olhos avermelhados e molhados. Tremeu pelo vento frio que passou pela rua. Jooheon colocou seu cachecol nele.


— Chang... Meu amor, logo logo você vai voltar de novo para o pai, ok? – o menino assentiu vagamente. Jooheon o levou para dentro do carro, sentou e afivelou bem o cinto de segurança. Limpou as lágrimas do menino, beijou-lhe a testa. — Você não vai dizer tchau para mim? – Changkyun negou silenciosamente. — Está bem,papai te ama, você sabe não é? E seus tios também, senhora Moon e ... Minhyuk. Você também os amas certo? – outra vez o menino respondeu "sim" com manear da cabeça. Sempre olhando para o piso do carro. — Tchau querido.


Fechou a porta do táxi, deu uma última olhada pelo vidro da janela. Desviou o olhar para a ex. Suspirou forte pondo a caminhar, não virou-se para ver o carro partir, mas ouviu. Entrou em seu automóvel junto com o advogado. Já arquitetando planos para recuperar Changkyun, e deve-se dizer que ele suspeitava bastante da juíza. 


— Quero que descubra tudo que puder sobre a juíza Kwon. Se ela tem alguma relação com Jina ou algo assim. 


— Será um pouco difícil, mas irei fazer. – Jooheon assentiu e pediu que o motorista fosse para a mansão. — Entendo o que quer. Mas Jooheon, saiba que o tempo sempre tem algo para nós e não podemos adianta-lo por nossos caprichos. De qualquer modo... 


— Eu te pago por meus caprichos.– e o caminhou foi em silêncio até a casa. 



[…]



Na casa, Minhyuk estava quase a perder os fios de cabelo. Jaeno, o bebê de Hyunwoo – deve ressaltar que Changkyun veio com esse nome na cabeça da escola. – chorava sem muita esperança de calar-se. Não estava sujo, a fralda trocada, bem alimentado e bem agasalhado. A não ser dor de barriga ou alguma outra irritação. Começou a massagear a barriga e logo o menininho peidou, mas pelo fedor que começou a sair, com certeza havia cagado, mas pelo menos o choro havia acabado, e lá ia Minhyuk trocar novamente a fralda. 


Cuidar de Changkyun era muito mais fácil, .... Ou não.


E com pensamento no menino mais velho, que ele vestiu novamente Jaeno, depois de trocado reparou que a lixeira com fraldas sujas e lenços umedecidos precisava ser esvaziada, talvez a pessoas que limpou o quarto havia se esquecido. Colocou o bebê no berço e tirou o saco da lixeira com as fraldas. Rumou em direção a cozinha para chegar aos fundos da casa, onde se encontrava as lixeiras. Uma conversa entre Sra. Moon e Hyunwoo interrompeu sua travessia. 


—... Ela é muita esperta. 


— Isso é verdade. Mas confie joven que tudo ocorrerá bem e o menino logo estará aqui correndo e o loirinho doido atrás dele. – com um pigarreio chamou a atenção para si se incomodando com o apelidinho.— Desculpe, não foi minha intenção. – pediu a mais velha.


— Sem problemas. Com licença. – ele colocou o saco de fraldas e lenços sujos na lixeira. Quando voltou, apenas a idosa estava na cozinha arrumando alguns panos de prato. — Jooheon e Changkyun já chegaram? Se não, sabe quando chegam? 


— Não, mas porquê está interessado em saber? – parou de fazer o que fazia e olhou para o menino. — É claro! Você não quer perder o seu emprego! Fique tranquilo, ainda tem Jaeno, desempregado você não fica!– disse e terminou com um sorriso maldoso nos lábios. 


— Aish! Como pode pensar algo assim? É claro que não, a senhora não tem coração, não? – magoou-se pela segunda vez em poucos minutos.


— Calma, não chora, estou brincando, eu sei que tem algo a mais, algo bem escondido, Jooheon também sente esse algo a mais. 


— Sente o que? Que algo a mais? A senhora não brinque com minha cara de novo, sua Ajumma do mal.


— Eu é que vou dizer? Descobre sozinho, loirinho de farmácia.


E com certeza aquela conversa iria se prolongar ainda mais, se Hyunwoo não tivesse chegado, perguntando por Hoseok.


— Algum de vocês dois viu Hoseok? Pelo horário, já deveria ter chegado. – olhou mais uma vez no relógio, das tantas que olhou. — Ele está achando que é um adolescente, sendo que passa dos trinta. Trinta e um para ser exato, e isso nem é hora, para passear. Minhyuk, já vi vocês conversando as escondidas, diga onde ele está! – O pobre Lee até tremeu um pouco, Hyunwoo parecia preocupado demais e queria uma resposta para tanto sumiço do primo, mal sabia ele que a conta bancária do Shin, também estava sumindo uns wons, e havia coisas que não era para saber, logo, não devia ter tanta preocupação, no entanto não sabia, e ficaria de cabelos branco se não soubesse logo.


— É… então, eu posso saber onde está, mas não é mais certeza, mas … olha ali ele. — apontou para o corredor e Hyunwoo viu a luz já apagando de fora, iluminar um pouco a casa, vinda da porta aberta. E em meio ao corredor veio Hoseok com uma cara normal, sem exibição de nada, andou até a mesa que se encontrava a governanta e colocou a bolsa transversal ali junto ao capacete, puxando uma cadeira e sentando-se. Isso tudo ao olhar de Hyunwoo.


— Que foi que eu fiz? – o primo mais velho apenas virou de costa e pediu para que ele o seguisse. A governanta acompanhou-os caso fosse acontecer algo à mais deixando o babá sozinho na cozinha.


Caminharam até a um espaço que ficava entre uns dos corredores que dava acesso à cozinha e a sala de estar, por onde poucos minutos antes, Hoseij havia passado. Não exatamente o que Hyunwoo queria e muito menos soube, pelo motivo de ouvirem a porta sendo aberta uma segunda vez, os quatro viraram-se e avistaram Jooheon passar, se jogando no sofá. Os três apressadamente chegaram perto, e nada do menino ao redor, somente Jooheon em um estado acabado deitado no sofá de olhos fechados, que se abriram avistando os três em um distância boa. Percebeu que nenhum falaria, talvez medo do que ele responderia, então respirou fundo antes de dar a todos a notícia. E nenhum hesitou em mostrar o que sentiam, prefiram ainda ficar calados e surpresos sentaram-se no sofá. Algum tempo em silêncio a sala ficou, mas Hyunwoo fez o favor de romper aquele mal estar de todos.


— Não fique assim, – levantou para ir para onde o primo estava. — Eu sei que isso é muito comum das pessoas dizerem quando algo de ruim acontece, mas eu não consigo pensar em mais nada que dizer que isso não ficará assim e talvez há um lado bom, com um abraço. – Jooheon sorriu com a sinceridade aceitando ser abraçado, e logo Hoseok o abraçou por trás, fazendo um abraço triplo meio desengonçado.


Subiu para quarto, falou que queria ficar sozinho e talvez nem descesse para baixo mais naquele dia. Pediu desculpas aos seus hyungs, se caso não jantasse com eles. Poderia ser apenas uma besteira, visto que acontecem muitos casos dos filhos de pais separados ter sua guarda trocada. Mas, Jooheon se sentia bastante triste com aquilo, e não ligava se o chamassem de sentimental de mais. Changkyun não deveria nunca sair de debaixo da sua asa, mas infelizmente o destino pensou o contrário, mesmo podendo o visitar, seria complicado, pois Ninji com certeza complicaria. E Hoseok iria vê-lo todo dia na creche, ou não, ela tiraria ele da escola, poderia. 


Suspirou e abriu a porta de seu quarto deixando-a aberta, tirou o casaco grosso jogando-o na cama e sentando na mesma. Precisava de um banho, ou de outra coisa, mesmo sendo errado e aquilo ser o causador de tudo. Mesmo em plena consciência, caminhou até o guarda-roupa, abriu a última gaveta da direita, vasculhou entre as meias e tirou uma garrafa pequena de alumínio, era uma segredo dele aquele cantil de bolso que normalmente coloca-se uísque. Na garrafa havia um pouco de vinho, – pois a outra bebida alcoólica, já havia sido ingerida. – que havia guardado para usar a qualquer hora que achasse que fosse necessário. Destampou-a e levou a boca sentindo o líquido descer pela garganta causando uma careta que a segurou para não fazer. O primeiro gole não foi seguido de mais outro. Seguiu até o banheiro se escorando na pia após sentir uma dor de cabeça que achou que seu crânio se partiria naquele instante. 


Deixou o frasco de lado, em cima da bancada do armário que a pia era embutida, para lavar o rosto. Passou as mãos no cabelos bagunçando e molhando poucamente os primeiros fios os que ficavam bem na frente. Olhou ben sua imagem no espelho, e perguntou-se o motivo de beber novamente se não precisava daquilo, baixou a cabeça lavando o rosto de quem há dias não tirava uma ótima noite de sono.


— Eu acho que não fiz bem o que foi me solicitado. Talvez eu deva desistir da faculdade de psicologia, o que acha Senhor Jooheon? — a voz de Minhyuk chegou em seus ouvidos como um tiro. Subiu o olhar e através do espelho viu o rapaz com uma cara que não combinava com ele. Sério demais, braços cruzados. — Você ia beber porque está frio? Acho que não, a casa tem aquecedores, chuveiros com água quente e ótimos edredons, cobertores e roupas para o frio...-


— E você acha que é quem para entrar aqui e falar moralidades para mim?! – interrompeu o outro com sua fala elevada, assustou Minhyuk, mesmo não sendo a primeira discussão, nem a primeira vez que ele havia visto Jooheon sem paciência e com nervos a flor da pele, resolveu culpar a mistura de emoções, que no momento não sabia dizer quais, contanto, as sentia.


— Eu não sou ninguém. – disse calmo. — Ninguém, mas sabe, eu posso ser alguém. – e por segundo o banheiro permaneceu em silêncio. Minhyuk caminhou devagar até ficar bem próximo, vagaroso e hesitante subiu os dedos até a gravata a desamarrando e a colocando sobre a pia. Nem olhou para Jooheon, talvez medo. Levou novamente os dedos para o torso de Jooheon que até então não entendia as ações de Minhyuk, pensou que viria uma briga a seguir.


 Começou a desabotoar os botões da camisa e sentiu o coração de Jooheon acelerar, parou, mas deixou para lá e continuou a desabotoar até todos os botões estarem fora das casas, deixando aberta, se afastou.


— … e você não vai ser nada se não começar a ser mais sensato.– pegou o cantil que estava esquecido e derramou todo o líquido pelo pia, o que ficou escorregando nas bordas, foi levado pela água da torneira que ele abriu, e tudo foi pelo ralo. O frasco foi ao lixo. — Tome banho, escove os dentes e durma pelo resto da noite. Com licença. — reverenciou e iria sair se Jooheon não tivesse o puxado para abraço, surpreso, correspondeu.


— Minhyuk, obrigado. – a resposta foi um aperto no abraço.



Minhyuk, que quando Jooheon chegou havia ficado na cozinha, sozinho, resolveu que quando ele subisse falaria com ele. E quando ia fazer o que planejou, Hoseok o parou apenas para dizer que ele não demorasse tanto a barrar e que não tivesse medo, Jooheon nem de longe fazia mal a alguém, – ele certamente não sabia do caso da bicicleta.


 


[…]




— Bem vindo ao seu novo lar, Changkyun.– disse Jina ao abrir a porta de seu apartamento.


Lar. Changkyun sabia bem como era um lar, Hoseok, Hyunwoo, e seu pai Jooheon, explicara em um dia de domingo divertido o que é um lar. Onde se tem a compaixão de todos, se sentia abrigado, sente o carinho e a ternura. Mas aquele apartamento com as paredes cinzas, móveis pretos e pouca luz solar não passavam a imagem de lar, de jeito e maneira nenhuma era possível sentir amor transpirar dali.

 

Passou os olhos pela sala antes de gritar com a mãe e sair correndo porta a fora. A mulher achando que ele estava chorando no corredor, suspirou e sentou-se no sofá. Uma figura que observava tudo do corredor que ligava a sala para a cozinha e os quartos, aproximou de sua patroa hesitante, corroendo-se para falar. Ninji olhou-a pensativa, dando-lhe o poder da fala.


— A senhora não acha melhor ir atrás dele, é só uma criança. 


— E a senhorita não acha melhor parar de se meter onde não é chamada?– a empregada ficou calada, e de cabeça baixa. 


Ao ouvir o som do elevador, ela levantou o olhar para a anfitriã, que ainda estava da mesma maneira, não ligando e esperando Changkyun cessar o choro, este que talvez era em silêncio pois não era ouvido. 


— Sra. Nin devo-lhe dizer que talvez o menino tenha pego o elevador. Porque...


— Não, fora de cogitação, deve ter sido um outro mora... – ela parou a fala e pensou; Changkyun era deveras danado. — Vai atrás dele! – a outra mulher saiu as pressas. 


Procurou em todos os andares, mas não achou, resolveu procurar no térreo. Lá, seus olhos vagavam a procura pelo menino. Mas, como não achou, resolveu sair na rua, e desejava que o menino tivesse pelas calçadas, quando saiu, pode ver a figura pequena da criança sentada na calçada encolhido. Ao lado, o porteiro tentava conversar com ele. Chegou perto, tentaria o levar de volta para o apartamento de um bom jeito, ou com certeza seria demitida.


— Pode ir, eu cuido dele. – proferiu ao homem que se retirou. — Eu posso me sentar aqui, perto de você? – falou calma, não queria deixar mais triste o pequeno. Ele estava com a cabeça abaixada e os braços em volta.


— Se…você não tiver nojo de germes, pode. – a voz quase não pode ser ouvida, estava abafada e chorosa.


— Não, eu não tenho. Então...eu vou me sentar perto de você. – sentou, e enquanto via o movimentos das ruas a frente, pensava em como conversar com o garoto. — Hum... Você é o Changkyun, certo?


— Sim e você? 


— Eu sou a Jihyun mas me de Soyou. Eu vi o que aconteceu. – começou relutante, talvez tocar no assunto poderia causar novamente o choro, que por hora, não havia mais. — Por que você fugiu dela?


— Eu quero ir para casa, aqui não é minha casa. Eu não quero ficar, quero voltar para o papai. – e uma gota d'água de chuva caiu em seus fios, fazendo Soyou olhar para o céu, e perceber que o tempo havia fechado, e aquela gota seria o começo da, talvez, grande chuva que vinhesse em seguida.


— Entendo. Que tal entrar? Vai logo começar a chover. – com se ela controlasse o tempo, logo finas gotas foram engrossando, e Soyou se colocou por cima do menino, tentando o proteger, por sorte, o porteiro trouxe um guarda-chuva para eles, observava tudo de longe e sabia que o menino daria trabalho para entrar. — Tem que entrar. Vai adoecer se ficar aqui na chuva. 


— Assim me levam para casa e Minhyuk cuida de mim. 


— Minhyuk é seu médico? E acho que ela não te levava para lá não.


— Meu pa… Meu babá. – não era hora de revelar seu desejo. 


Soyou não falou mais nada, e nem pode pois um carro passou em uma poça d'água e jorrou nos dois. A moça se segurou para não xingar o motorista, e Changkyun pôs se a rir, ele finalmente levantou a cabeça e olhou para ela. Achou muita bonita, apesar da roupa de empregada doméstica e estar toda suja de lama. Ele não estava tão sujo assim, talvez a calça e o tênis tenham se sujados, junto com pouco do cabelo, mas não se comparava ao estado de Soyou, que a roupa estava toda molhada e suja, o cabelo também tinha rastro da lambança, o guarda-chuva adiantava pouco, só defendia a água que vinha de cima. 


A risada baixa de Changkyun pode ser ouvida, e a mulher não pode deixar deixar de rir e esquecer de seu estado ao ver o sorriso do menino. O portador das madeixas castanhas puxadas para o preto, não exitou em rir mais da mulher. 


— Não ria de mim! Estou apenas um pouco bagunçada.


— Está engraçada.


— Está também sujo, não me venha com essa sua risadinha! – ia continuar a conversar com o menino ali, mas lembrou do real motivo de estar ali. — Temos que subir. Por favor sobe, é melhor.


— Você promete que não me deixa sozinho com ela? 


— Sim!


— De mindinho?– Changkyun ergueu seu dedinho mindinho para a mulher esperando a entrelaçar. — Promessas de mindinho são especiais, elas valem muuito! – explicou, porque promessas de mindinho, são realmente sérias.

E Soyou entrelaçou os dois dedos. Era uma promessa valiosa. — Eu... — começou vendo olhando para Soyou. – Já fiz várias promessas de mindinho e nenhuma foi quebrada, não vamos quebrar a nossa! 


— Claro! Agora vamos subir antes que as roupas comecem a pinicar nossa pele.

 

Subiram, e contiveram a risada ao ver a face surpresa de Ninji quando os viu enlameados. Depois da bronca, não contiveram-se mais, quando a porta do quarto foi batida. Dalí, sairia uma ótima amizade.



[…]



O dia havia começado nublado, o tempo lá fora indicava que uma forte chuva iria cair sobre o chão e fazer as pessoas se esconder com trovões e relâmpagos mais a noite. Na mansão Lee, o tempo também estava nublado, antes tão iluminada, se tornara escura em apenas um dia. Tudo isso por falta de Changkyun. A agitação das manhãs na mesa do café, estava fadado o futuro, logo não iria ter mais graça. A mesa sentava apenas Hoseok e Hyunwoo, que caladamente, faziam o desjejum. Foi o Shin que quebrou o silêncio dos talheres ao dar falta de Jooheon que ainda não havia saído do quarto desde a noite passada. 


— Jooheon não desceu ainda, sabe se ele ainda dorme? 


— Talvez tenha pedido no quarto. Acordou cedo, ao que indica, quando passei em seu quarto, aparentava estar acordado há algum tempo. – o de mechas esverdeada não falou mais nada, fazendo o quase silêncio voltar a reinar. 


Distraídos, cada um em seu mundo particular, quando Hyunwoo resolveu interrogar o primo por algo que estava o deixando preocupado. Pois sendo ele o mais velho dos três, sempre queria o bem estar de seus primos, ou já irmãos. 


— Hoseok. – chamou Hyunwoo, logo obtendo a atenção do primo.– Pode me responder por onde anda passando todo seu tempo livre? Chega tarde, quase não fica em casa. – Hoseok demorou alguns segundos antes de responder. Por causa de ter sido interrompido na noite passada, resolveu que na manhã interrogaria Hoseok.


— Hyunwoo você já se apaixonou, melhor, já amou alguém tão fortemente que seu coração chegou a doer? Que esta pessoa tivesse domínio por todo seu ser, e você dependesse dela para viver como depende da água ou do oxigênio? 


— Onde você está querendo chegar? – perguntou sem entender a resposta do primo. 


— Acho que em lugar nenhum. – a decepção estava presente no olhar. E mesmo assim deu um sorriso fraco antes de se levantar. — Eu preciso ir trabalhar, talvez veja Chankyun, talvez não, provavelmente ela irá o tirar da escola atual. Passar bem Hyunwoo, talvez... Nos vemos no jantar.


Deixou Hyunwoo confuso e sem resposta para trás, pegou o casaco grosso no cabideiro e saiu para trabalhar. Em sua mente terminava de montar o resto de seu plano que teria tudo para dar certo, bastava Kihyun contribuir indiretamente. 



[…]


A noite caira tão rapidamente que muitos não perceberam quando o céu se tornou um manto negro.

Minhyuk estava sentado distraidamente na borda da piscina, quando sentiu uma mão tocar-lhe o ombro carinhosamente, era Jooheon, que sentou junto a si, a admirar o céu que estava demasiado nublado, totalmente esperado devido ao tempo que estava fazendo mais cedo. 


— Está uma linda noite. – o mais velho comentou. 


— Sério? Está bastante frio. – falou, e saiu lufadas de ar, era uma noite bastante fria. Abraçou o próprio corpo, depois trouxe as pernas para mais perto, estava muito perto da borda, poderia cair dentro da piscina a qualquer momento. 


— Verdade. – aproximou-se de Minhyuk. — Mas então, o que faz aqui a essas horas? E porquê não entra, se sente frio? 


— Eu não sei, estava com Jaeno, quando vi, já estava parado aqui. 


— Acontece, mas então, como vai a vida?


— Jooheon, se quer puxar assunto, sinto lhe dizer que foi péssimo, mas procure um assunto melhor, que por favor, não envolva política nem religião.


— E problemas, tantos de trabalho, quantos emocionais?


— Pode, hyung, é o que você mais está falando ultimamente, não estou lhe criticando, pode falar. 


— Eu tenho bastante problemas não acha?


— Não. – desviou o olhar da água para Jooheon, abrindo belo sorriso, e foi respondido com uma igual. — Ninguém tem, e nem sabemos como arranjamos, só que muitas vezes não conseguimos nos desviar deles e acabam grudando. Mas todos um dia acabam se desgrudando, porém vem outros, acho que faz parte de ser gente grande. – Jooheon deu uma pequena gargalhada, mas achou impossível não concordar.


— Devo pedir desculpa pelo meu deslize de ontem.


— Ente…– foi interrompido por um grito de Jooheon dizendo que havia um inseto em seu cabelo. Ele se assustou ao ponto de deixar as pernas entrarem dentro da piscina molhando o tênis e boa parte da calça. Ainda levou um tapa na cabeça de Jooheon que teve a coragem de tirar o inseto da cabeça do loiro. — Droga! É melhor eu ir me trocar, boa noite. – levantou-se e antes de se virar-se, fez referência, mas antes de ir foi puxado por um tanto de força vinda de Jooheon, acabou caindo no colo do patrão. 


— Algo mais? – Jooheon negou ligeiramente, deixando Minhyuk ir. 




[…]



Depois de tomar banho e colocar para secar a roupa molhada, o loirinho aconchegava-se na cama procurando um posição melhor para dormir. Não que o colchão era de todo mal, mas devido aos acontecimentos dos últimos dias, Minhyuk estava a mil, a cabeça chegava a doer em pensar como Changkyun havia passado o dia, se havia comido direito, se teria tomado banho ou havia feito birra e ficado sujo, se havia pego um resfriado... Chegava a estranhar em como parecia uma mãe. Também havia seus quase beijo com Jooheon, mais o último acontecimento da piscina. Seus pensamentos pararam ao baterem na porta, levantou-se e foi ver quem era a aquela altura da noite, quando abriu deu de cara com Jooheon.


— Eu esqueci de fazer algo. 


Dito isso, puxou Minhyuk pela cintura não tardando em começar a beijá-lo, sem ser renegado, foi singelo, gostoso. Foi bem apreciado pelos dois. Um pouco desajeitado, não chegou a ser aprofundado, mas nenhum dois dois hesitou, ou quis parar. Não foi quente, mas quebrou o frio dos corpos. Só foi quando Minhyuk resolver abrir os olhos para a realidade e perceber quem estava beijando, talvez já tinha percebido, mas estava muito fora de si. 


A única reação que Minhyuk teve, após afastar-se, foi de fechar a porta na cara de Jooheon, escorou-se nela, fechou os olhos tentando se acalmar, encontrava-se com a cara ardendo de vermelho, pela vergonha que sentira em beijar Jooheon, o coração aos pulos, batia freneticamente, parecia que a qualquer momento sairia de seu peito, a respiração descompassada, sua mente confusa, afinal, não é todo dia que seu patrão chega para si e o beija. Não iria pregar os olhos a noite toda, em meio aos trovões daquela chuva que começou.


 Inexplicável. Ou era apenas um dos substantivos abstrato querendo dar o ar da graça.


Notas Finais


Eu nunca peço, mais dêem a opinião de vocês para a volta~

Cuidem-se e até~ ❤


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