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História Baby - Capítulo 14


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Notas do Autor


Finalmente, boa leitura

Capítulo 14 - Cachorrinho do papai - pt 2


      Bocejei preguiçoso, coçando os olhinhos antes de finalmente abri-los e observar o quarto escuro.


      Por incrível que pareça, fazia tempo que eu não dormia tão bem, parte pela necessidade da exaustão do meu corpo e parte pela gaiolinha, que por mais louco que possa parecer, era incrivelmente macia e quentinha, confortável.


      Me coloquei de quatro, engatinhando para fora de minha caminha e procurei Jungkook com os olhos, avistando seu corpo deitado na cama de casal, em um sono profundo.


       Meu dominador estava em uma posição engraçada. O corpo, também despido, estava todo torto nos lençóis, um de seus braços estava embaixo de sua cabeça e o outro pendia para fora da cama.


     Balancei o pescoço, sentindo pela primeira vez o barulho da guia pesada em meu pescoço. Jeon devia ter posto ela logo que peguei no sono.


     Sentei em frente a gaiola, entediado, enquanto brincava de morder o brinquedo de patinho, na espera do meu namorado acordar. 


       Quando a vontade de fazer xixi resolveu dar as caras, decidi que precisava urgentemente acordar Jeon, para soltar a corrente e abrir a porta do banheiro para mim, já que a possibilidade de urinar literalmente em um jornal não era realmente uma possibilidade. 


     Tudo bem, eu gosto de ser um cachorrinho, desde que eu possa fazer xixi e coco normalmente.


     Analisei o comprimento da guia, que não era assim tão longo e montei um plano para que eu conseguisse uma forma de chamar meu dominador. 


      Eu poderia latir? Poderia, mas aquele braço "moscando" na beirada da cama, roubou muito mais a minha atenção.


      Me desloquei até estar próximo a cama novamente, e o barulho do ferro em contato com o chão fez Jeon soltar murmúrios baixinhos de que iria acordar logo, logo.


        Encostei meu rosto em sua mão, balançando-a, coisa que não surtiu muito efeito.


      O próximo passo foi tentar lamber o braço do dominador, e admito que passei longos minutos me divertindo enquanto passava minha língua por seus dedos e por sua palma e pulso.


      Distraído com minha nova brincadeira, a vontade de mordê-lo surgiu em minha mente, e não tive a menor intenção de repreendê-la.


        Mordisquei a pele de Jeon, fracamente, distribuindo marquinhas por ali.



        — Está se divertindo, cãozinho? 



        Desviei o olhar para cima, encontrando o rosto sério e sonolento de meu mestre, que parecia me observar já há algum tempo.


       O moreno tirou a mão de minha boca, achando graça e bagunçou meu cabelo, acariciando-o logo em seguida.


      — Auf! — Sorri, feliz por vê-lo acordado.


       O empresário se endireitou na cama, juntando os abraços para se agachar e me pegar em seu colo, como se eu não pesasse nada, colocando-me deitadinho junto a si.


        — Bom dia, meu amor. — Cumprimentou, enchendo meu rosto e minha barriga de beijos.


         Gargalhei, latindo tímido algumas vezes.


         Jungkook me deixou recuperar o fôlego das cócegas e passou seus dedos em minha coleira, desprendendo-a da corrente.


       — Você precisa usar o banheiro, Jimin? — Lati envergonhado, esfregando o rosto em seu peito, como concordância.— Certo. Vou abrir a porta para você e vou buscar uma roupa para mim. Faça suas necessidades, escove seus dentes e me encontre na cozinha.


       Dito isso, o mais velho me colocou de volta ao chão e se encaminhou para a saída do quarto, deixando a porta aberta antes de fazer o que tinha avisado.


      Engatinhei até o corredor, seguindo para o banheiro e assim que adentrei o cômodo, voltei a me sustentar sob dois apoios, me espreguiçando e alongando meus braços e pernas. Papai bem que me avisou que seria dolorido ficar nessa posição por muito tempo.


       Necessidades feitas e dentes escovados, aproveitei também para tirar as remelinhas indesejadas nos olhos, e voltei a ficar de quatro, indo procurar pelo meu dono.


    Encontrei o citado na ilha da cozinha, vestido apenas com uma cueca boxer azul marinho, enquanto picava em quadrinhos bem pequenininhos, o que pareciam ser frutinhas.


      Assim que me notou, Jeon sorriu e estalou os dedos, me chamando.


       Logo me aproximei de si, parando entre suas pernas. Meu namorado então, se agachou, colocando um potinho cheio do conteúdo que antes cortava em minha frente e levantou logo em seguida, quando escutamos o som da campainha soar.


       — Coma direitinho, Park. Sim? — Balancei o quadril, olhando para a refeição. Eu adorava salada de fruta.


       Enquanto o empresário atendia a porta, eu abaixei meu rosto e abri a boca, me deliciando com meu café da manhã, comendo como o bom cãozinho de Jeon.


     É impossível não notar o cuidado do mais velho até em pequenos detalhes, como o de prezar por alimentos cortados de forma que ficasse mais fácil para eu pegar, sem a ajuda das mãos.


        Quando abandonei o recipiente, fiz questão de não deixar sobrar nem um pedacinho, o que me rendeu um sorriso orgulhoso de meu dono, que voltava para a cozinha com algumas caixas nos braços.


        — Bom garoto. — Elogiou, descansando o que havia trazido, no balcão. — Chegaram alguns presentes para você, meu bem. — Contou, ganhando um olhar curioso em resposta. — E Namjoon também enviou um bolo.


       — Auf! — Lati, empolgado.


       — Você quer um pedaço? — Sorri. — Senta. — Apontou para o chão em frente a uma cadeira, sendo prontamente obedecido. — Vou pegar um pedaço para você, já que comeu tudo que estava em seu potinho.


      Observei o mais velho abrir a embalagem com o doce e cortar um pedaço, revelando o recheio sabor chocolate, coberto pelo chantilly branco. 


       Jungkook sentou em minha frente, com um pratinho e uma colher em suas mãos, e usou um guardanapo para limpar meu rosto, antes de oferecer pedacinhos do bolo em minha boca.


       — Estava gostoso, Jimin? Você tem a minha autorização para falar.


       — Sim, senhor! — Sorri. — Obrigado.


       — Você quer abrir seus presentes agora, meu bem?


       — Sim, senhor. — Respondi, eufórico.


        — Não quero nenhum embrulho solto no chão, estamos entendidos? — Autorizou, me fazendo soltar um gritinho animado.


         — Posso ficar no seu colo? — Lhe encarei com a melhor carinha de gatinho pidão que eu poderia encenar.


         — O que você não me pede sorrindo, que eu não faço chorando? — Respondeu, rindo soprado.


      Estendi meus braços para si, sendo erguido e posto sentado em suas coxas malhadas, sentindo o contato da pele desnuda de minhas bandas com a perna alheia.


     Alcancei o primeiro embrulho, sorrindo sincero ao ver o cartão com o nome de Jaebum. 


      Rasgo a embalagem e vejo uma caixinha com algumas tintas especiais, que comentei sobre com o garoto em uma de nossas aulas de artes.


      — Olha, Jun! — Mostro para o mais velho, animado. — Eu queria muito esse kit para pintar nos quadros novos que você me deu.


       — Agora você vai poder fazer mais artes incríveis, meu amor.


        Abro o próximo, dessa vez de Minho, e observo a caixinha pequena de camurça, com um par de pequenos brincos com pedrinhas verdes, da Chanel dentro.


        — Você quer colocar? — O mais alto pergunta, próximo ao meu ouvido.


         — Posso? — Assente, pegando delicadamente o presente de minha mão para colocá-los em minhas orelhas, passando propositalmente a língua em meus lóbulos.


       Uma corrente elétrica pareceu passar por todo meu corpo, me deixando arrepiado da cabeça aos pés, e me atentando a respiração suave do homem, em meu pescoço, que eu até agora mal havia percebido.


            — Senhor… — Suspiro, afetado.


           — Continue, Jimin. 



         Os pais de meu namorado me enviaram um perfume francês, incrivelmente doce e viciante, e meias super fofinhas, com desenhos de comida e de bichinhos.


       Meus sogros me conhecem bem, mas tenho certeza que Jungkook teve um dedo, talvez um braço inteiro, na escolha.


        Ganhei também um chapéu amarelinho com orelhas de gatinhos, super fofo, da marca com quem fiz as fotos improvisadas na Euphoria e o coloquei no mais alto, rindo com o contraste super descombinado de seu rosto sério e másculo com um acessório tão "infantil".


       — Esse tá sem nome. 


      — Foi o Seokjin que enviou. Namjoon avisou que seu amigo disse que não precisaria de cartão de identificação, porque você saberia quem enviou assim que abrisse.


        — Como assim? — Arqueei a sobrancelha, abrindo a caixa cor-de-rosa-choque.


          Estranhei o tecido, pegando-o e desdobrando a peça, para ter uma visão melhor.


       Fiquei alguns segundos encarando o "short" de renda, diferente em minhas mãos, confuso por ser tão curto, quase como uma calcinha box…


     "—Você sabe que hoje em dia existem calcinhas masculinas, não sabe?"



        Arregalo os olhos, querendo sumir ao perceber que Jeon está analisando o acessório tanto quanto eu. 


       Jin, você ainda me paga!


        Enfio a peça na caixa, de uma vez, tampando-a o mais rápido que eu consigo, sem coragem suficiente para encarar o homem cujo colo estou sentado.


        — Hm… é, huh, acabou. — Sorri amarelo, me virando.


         — Por que escondeu o presente? — Perguntou, sério.


          — N-não s-sei? — Praguejei, me xingando mentalmente por gaguejar.


           — Mostre para mim, bebê. — Pediu, calmo.


          Engoli em seco, desviando o olhar quando peguei a peça novamente e lhe entreguei.


           — Por que o Jin te enviaria uma lingerie, Jimin? — Perguntou calmo, analisando o presente.


           — Não sei. — Escondi o rosto em seu pescoço, envergonhado.


         — Você parece não estar sabendo nada, Park. 


        Senti meu dominador levantar e meu corpo ser colocado sob a bancada, porém, continuei com a cabeça "escondida" no mais alto.


          — Olhe para mim. — Respirei fundo, obedecendo sua ordem. — Quer me contar alguma coisa? — Arqueou a sobrancelha. 


            — Não fui eu que pedi! — Exclamei na defensiva, tão vermelho quanto o morango que eu devorava há minutos atrás. 


           — Não achei que fosse. — Deu de ombros. — Mas…?


           — Ele me perguntou se nós praticamos crossdresser e eu falei que não curtia muito, mas que eu gostava de alguns apelidos femininos que você me dava. E ele começou a me encher o saco, falando que eu devia experimentar e enfim… — Gesticulei para o presente em suas mãos.


           — E você quer experimentar, Park? — Me analisou.


           — Não! — Quase gritei, sendo sincero. — Eu realmente não tenho interesse nisso, senhor.


            — Certo. E em relação a isto? — Apontou para a própria mão, com a peça rendada. Engoli em seco, cruzando nervosamente as pernas. — Me responda quando eu lhe perguntar algo, boneca


          — Mestre... — Fechei os olhos, mordendo o lado interno da bochecha.


          — Abra os olhos, Park Jimin. — O fiz. — Estou cansado de ter que repetir todas as minhas ordens duas vezes, garoto. Não queira acrescentar mais punições para sua situação. Você tem vontade de usar isto, ou não? — Aproximou a mão ocupada em meu rosto, segurando firmemente meu queixo e roçando intencionalmente o tecido em minha pele


           — E-eu não sei! T-talvez, quer dizer, argh! — O olhei desesperado. — Não me peça para responder isso. — Implorei, constrangido.


          — Recolha seus presentes e guarde-os em seu quarto, Jimin. — Mandou, deixando dois tapinhas fracos em minha bochecha esquerda.


        Esperei o mais velho se distanciar e quando o vi sumir de minhas vistas, levantei do banco, querendo simplesmente sumir do universo ao reparar na ereção que se formava timidamente em minhas pernas.


      Joguei os papéis que rasguei no lixo e juntei o que me foi ordenado, subindo as escadas e colocando-os o mais organizadamente que consegui, em cima da cama que eu nunca usava.


      Desci para a sala, demorando o máximo que era possível, sabendo que por estar nu, esconder meu pênis de Jungkook seria impossível.


         Nada que eu procurasse em minha mente, era escroto o suficiente para me fazer broxar.


         Jeongguk estava sentado em sua poltrona de couro, com o laptop caro da Apple no colo e parecia estar concentrado em algo na tela.


        Aproveitei para me deitar no tapete, descansando o rosto nos pés do mais velho.


       Eu não era alguém com fetiches em pés, mas os de Jeon especificamente, eram o meu lugar preferido. 


    Não importava se ele os colocasse em meu rosto, ou usasse-os para acariciar o meu tronco, se me mandasse massageá-los ou apertasse-os em meu pênis, eu tinha uma louca fixação por eles.


        Acho que o fato de estar sempre aos pés de Jeon Jungkook era um gatilho muito intenso para o meu psicológico masoquista.


       E o empresário sabia disso, e como sabia.


      Tanto é que sua primeira atitude, foi usar um dos pés para descansar em minha bochecha, espremendo meu rosto contra o tecido felpudo.


        Cerca de meia hora depois, quando eu já estava quase cochilando, assistindo algum filme bobo na televisão, com a carícia de Jeon em meu rosto, o pé do mais velho deslizou para minhas costelas, roçando as unhas curtas até o final de minha coluna, parando pouco antes de alcançar minhas nádegas.


           — De joelhos. Agora. — A voz de meu dominador soou de repente, grave e rouca.


        Pisquei atordoado, meio lerdo por conta do estado preguiçoso em que eu estava e me ajeitei, ficando na posição em que fui mandado.


             — Você não sabe o pecado que é contemplar a vista dessa sua bunda branquinha, toda exposta, enquanto você praticamente baba, ressonando em meus pés, Jimin.


             Levantei meus braços, na altura do peito, olhando para si.


           — Abra a boca. — Não tardei em cumprir a ordem, colocando a língua para fora.


            Jungkook se levantou, abaixando a única peça de roupa que cobria sua intimidade e agarrou meus cabelos, me fazendo soltar um gemido fraco pela dor bruta e gostosa.


         Meu rosto fora praticamente forçado contra a ereção marcada do mais velho, que fez questão de pincelar sua glande inchada em meus lábios, antes de afastar um pouco mais minha cabeça e encaixar parte de seu pau em minha boca.


       — Eu vou foder a sua boca, Jimin. E sabe por que? — Encarou-me, intensamente. — Porque você é meu. Todinho meu. Cada pedacinho de você está pronto para me servir, me esperando para eu fazer o que eu bem entender. Do jeito que eu bem entender, e o mais importante de tudo, a hora que eu quiser. — Gemi abafado, sentindo sua mão pressionar ainda mais meus fios. — E você ama essa sensação, sim? Ama saber que eu sou o único que pode te domar e te adestrar. O único que sabe colocar você no seu devido lugar. E o seu lugar, Jimin, você sabe exatamente onde é, não sabe? 


       Grunhi, fechando os olhos e relaxando a garganta, dando a abertura que Jeon precisava para se impulsionar e meter seu membro fundo em minha cavidade bucal.


        — Seu lugar é satisfazendo o seu mestre, como uma boa cadelinha que obedece o seu dono. — Forçou minha cabeça para trás e para frente novamente.


       A sensação de ser preenchido por meu dominador, misturada com a agressividade do aperto em meu cabelo, me deixava ansiando por cada vez mais, enviando sinais confusos ao meu corpo que repassava os comandos para meus pontos erógenos, resultando e fisgadas fortes em meu membro.


        Jungkook gemeu alto, usando a mão livre para massagear as próprias bolas, que não cabiam em meus lábios e assim que atingiu o ápice, continuou segurando meu rosto, me forçando a engolir todo seu prazer.


       Meu maxilar doía, pela pressão do oral que eu havia acabado de realizar, e meus olhos brilhavam, enquanto eu sugava e engolia todo o esperma de meu namorado.


        — Bom garoto.


    [...]


        Jeon não havia me aliviado também e foi difícil tentar tocar meu membro disfarçadamente, tanto que na terceira chamada de atenção, meu dominador se irritou verdadeiramente e decidiu que colocaria um cinto de castidade em mim, se certificando de que eu me comportaria e quitando uma de suas punições prometidas. 


       Lati baixo, triste, vendo a gaiolinha trancada em meu pênis. 


       Entediado e chateado, me alegro minimamente ao ver uma bolinha roxa de silicone embaixo do sofá. Ergo-me sob os quatro apoios e vou até o brinquedo, mordendo-o e trazendo-o para descansá-lo no colo de meu mestre.


      Jungkook abre um sorriso fechado, ao perceber minha intenção e joga o objeto para algum canto aleatório que não seja inacessível para mim.


       — Pega. 


       Engatinho rapidamente, animado, e eu não demoro a trazê-la de volta para o mais velho.


        — Bom garoto. — Elogia, acariciando meus fios próximos a tiarinha com orelhas caninas.


         Continuamos nessa brincadeira por mais algum tempo, até que minha garganta fique seca e eu me perceba relativamente cansado, e precise ir até meu potinho bonitinho para beber a água geladinha que Jun despeja.


      No almoço, Jeon faz um picadinho de carne muito gostoso e eu me lambuzo inteiro, assim como no café da manhã, na hora de comer.


       — Senta. — Jungkook manda, com um biscoitinho de morango nas mãos.


       Consigo sentir o sabor docinho em minha boca só de visualizar o carboidrato mas mãos alheias, por isso não exito em obedecer, lambendo os lábios com vontade.


      — Auf! — Comemoro feliz, quando sou recompensado pelo meu comportamento, abrindo a boca para receber o biscoito.


     Suspiro satisfeito, olhando-o com os olhos brilhantes como quem pede por mais.


        — Você quer mais, cachorrinho? 


        — Auf!


         — Deita. 


          Encaro o mais velho e ele assente.


      Abaixo minhas costas, até que elas se encontrem com o chão e me arrepio ao senti-lo geladinho, levanto meus bracinhos e minhas perninhas e por instinto acabo colocando minha língua para fora.


          — Meu animalzinho se comporta tão bem quando ele quer, sim? — O moreno se agacha, para acariciar meus mamilos.


      Meu corpo inteiro gela, quanto seus dedos ágeis apertam meus botões amarronzados e dedilham a pele sensível ao redor.


       — Role para o seu mestre.


       Meu rosto esquenta. A vergonha que sinto da situação em que eu me encontro, só não é suficiente para fazer meu membro explodir de tesão, porque a gaiolinha de ferro me impede de formar uma ereção decente, e quase choro mais uma vez ao entender que essa é exatamente a intenção de Jungkook, me torturar.


       O empresário me encara, seria e friamente, esperando sua ordem ser atendida.


      Impulsiono meu corpo para o lado e de uma forma, ligeiramente humilhante, consigo completar a volta completa, fechando os olhos, sem coragem de encarar o dominador.


         — De novo. — Sua voz sai baixa, mais firme e também mais grossa. Seu pé empurra meu corpo, demonstrando que sua paciência de esperar eu me recuperar da consciência confusa, já não é mais a mesma.


       Rolo novamente, parando na mesma posição, ainda de olhos fechados.


           — Abra os olhos. — Desce suas mãos para o membro, apertando-o por cima da roupa íntima. Acato sua ordem, gemendo ao vê-lo excitado. — Rola.


      Sua mão livre aperta as próprias coxas e sobe para descer a peça pela segunda vez naquele dia, arfo afetado quando seus dedos encontram a própria extensão e começa a bombeá-la.


      Me distraio com a visão de meu dominador se masturbando para mim e só me dou conta de que não realizei a ordem que me foi dada, quando sinto seu pé forçar meu corpo novamente.


      — Rola! — Ordena novamente, entredentes. 


        Ao obedecê-lo, meu corpo é parado pouco antes de completar a volta completa.


      Jungkook me levanta e me empurra até a parede mais próxima, estendendo meus braços sobre a mesma.


       — Firme o corpo, Park.


       As mãos de Jeon descem para meu quadril e logo após apertar fartamente minhas nádegas, o moreno me segura e aproxima seu nariz de meu pescoço, distribuindo selares por ali.


        Suas mordiscadas em minha nuca me distraem o suficiente para que eu mal perceba o mais alto encaixar seu membro em minha entrada, forçando-o para dentro.


    Fecho os olhos, inebriado com a sensação gostosa de ser fodido por Jeon e mordo os lábios, quando sinto o mesmo se afastar para voltar e meter com tudo novamente.


      Empino meu quadril o máximo que consigo, implorando para que Jungkook me foda mais fundo, e com toda certeza, mais forte. 


      — Você… — Inicia meu namorado, respirando fundo e se controlando ao máximo para conseguir terminar a frase sem gemer. — T-tem duas opções, boneca- Ah! — Geme alto, junto a mim, quando finalmente acerta o ponto exato de minha próstata. Minhas pernas fraquejam e tremem covardemente, mas Jeon me mantém na mesma posição.


     — Eu posso… tirar isso de você — Suas mãos deslizam para minha virilha, balançando o ferro preso com um pequeno cadeado. Arfo baixo, dolorido. — E você terá que lidar com a vestimenta que preparei para você, mais tarde. — Solto um gemido esganiçado e desesperado, recebendo um tapa como represália. — Ou você fica com ele, pelo resto da noite, e sem mais surpresas.


     — T-tira! — Imploro, sem pensar direito nas opções e no que Jeon estava me oferecendo. — Por favor, mestre!


     — Não se mova.


       Meu dominador se afasta de mim novamente e em menos de dois minutos, volta com a chave em mãos, liberando meu pênis, já inchado. 


     O mais velho se afunda em minha bunda com vontade e bombeia meu membro fortemente, a respiração pesada de Jeon e o suor, colando nossos corpos, indicava que seu prazer também não demoraria a vir.


     E segundos depois, Jungkook se desfez dentro de mim, continuando a meter e a me masturbar, até que eu alcançasse meu próprio ápice também, liberando jatos de prazer em sua palma.


       Meu corpo foi finalmente desvirado e eu sorri, sentindo o homem afastar minha franja e beijar meu rostinho.


       — Está tudo bem? — Assenti, sentindo-o sorrir de volta para mim. — Meus pais ligaram e nos convidaram para jantar, em comemoração ao seu aniversário, meu bem.


      — Uh… — Resmunguei, descansando a cabeça em seu ombro e acalmando meu corpo, para raciocinar e avaliar a informação.


       — Posso falar que já temos compromisso, se você preferir. — Me tranquilizou.


      Neguei, deixando um selar em seu pescoço.


        — Você quer ir? — Confirmei com a cabeça, cansado. — Está cansado, meu bem? — Preocupado, Jun me pegou em seu colo, me ninando.


        Grunhi confirmando, passando meus braços por seu pescoço.


          — Vou colocar você para descansar, sim? — Assenti novamente. Jeon suspirou pesadamente, seu corpo agora se encontrava mais tenso e suas mãos alcançaram meu queixo, virando-me para si. — Preciso que você me responda verbalmente, Jimin. — Pediu, sério.


            — S-sim, senhor… — Me forcei a responder. Minha voz saiu fraquinha e preguiçosa, mas foi o suficiente para tranquilizá-lo de que minha mente ainda não estava longe.


             — Obrigado, meu amor. — Selou meus fios. — Pode descansar, seu mestre vai cuidar de você, Chim.


       E então fechei meus olhinhos, me entregando a terra do soninho.



   [...]


        

          — Acorde, Jimin.


       Sinto meu corpo ser gentilmente chacoalhado, resmungo, me virando para o outro lado.


         Escuto a risada de Jeon soar, próxima a mim, e sua mão encostar em meu pescoço e mexer em algo.


       Quando deixo de sentir o peso do couro de minha coleira em minha nuca, me levanto rapidamente, confuso.


       — Se eu soubesse que só precisava disso para te acordar, teria feito antes. — Brincou, olhando meu bico chateado. — Vou morder.


       Franzi a testa, sem entender.


       Jungkook sorriu e se aproximou, mordendo fracamente meus lábios.


      — Por que você tirou? — Indaguei, ressentido.


        — Ela está molhada de suor, Jimin. Deve estar te incomodando, vou lavá-la para você.


       Abro minha boca em um perfeito "o" de entendimento, assentindo.


      Jeon acaricia o local que agora está com a marca de suas iniciais, por conta da coleira nova e sela.


         — Que horas são? — Pergunto, coçando meus olhinhos. 


         — Sete e meia.


           — Eu dormi tudo isso? — Arregalo os olhos ao me dar conta de que dormi a tarde inteira.


          — Parece que o meu cãozinho estava cansado. — Comentou. — O lado bom, é que agora você estará bem disposto para a nossa noite.


        Gargalhei.


      — Você é safado. — Percebo que ainda estou nu, porém não encontro nenhum resquício de porra ou suor em meu corpo. — Você me banhou?


      — Claro, Park. Você fica insuportável quando acorda e percebe que está sujo, mesmo fazendo birra para tomar banho. — Sorri, soltando uma risada sapeca. — Quero que você vá até o banheiro, vista o que está em cima da pia e volte aqui, para que eu termine de arrumar você.


        — Ok… — Recebi sua sobrancelha arqueada como resposta. — Sim, senhor.


         Estico meus membros superiores e bocejo mais uma vez, antes de finalmente me levantar da cama e seguir para o banheiro, ganhando um tapinha em minha bunda descoberta, como um incentivo.


        Sorrio ao entrar no banheiro e observar meu reflexo no espelho grande. Abro a torneira e molho minhas mãos, passando-as em meu rosto, com o objetivo de acabar com minha cara de sono.


      Depois de vislumbrar o pedaço de gostosura que sou eu -auto estima boa, temos que aproveitar-, desço meus olhos para a roupa que Jungkook separou e me encontro paralisado.


     Não era exatamente uma roupa, e sim uma peça. Aquela peça. 


 A calcinha masculina de Jin.


     Quase perco a cor quando a vejo e noto que a intenção de meu dominador é me fazer sair somente com ela em meu corpo e nada mais.


     Essa era sua consequência pela escolha que fiz mais cedo.


      Quero chorar de vergonha, ao mesmo tempo que de alguma forma inexplicável me sinto vulnerável e excitado com a ordem.


       — Jimin? — Ouço duas batidas na porta.


      — Senhor? — Respondo, fraco.


      — Vamos nos atrasar. 


        Engulo em seco. Pego a danada em minhas mãos e ponderando os prós e contras, passo-a por minhas pernas, me vestindo.


       Encaro novamente meu corpo, agora não mais nu, pelo espelho e coro covardemente ao me dar conta de que eu de certa forma tinha gostado do resultado.


      Abro a porta, querendo morrer quando meu dominador me analisa de cima a baixo e acena para que eu me aproxime de onde ele está. 


        Jungkook está sentado na cama já perfeitamente arrumado, com suas roupas casuais e ao mesmo tempo elegante.


      Sinto os braços do mais velho me guiarem para o meio de suas pernas, e quando suas mãos compridas deslizam por minha bunda e param em minha virilha, quase paro de respirar. 


   Arregalo os olhos e tenciono meu corpo, quando seu rosto se abaixa e sua boca fica próxima da beirada do tecido, relaxando só quando percebo que o mais velho está tirando uma etiqueta que sobrou.


      — Você está parecendo um pimentão, Park. — Constata, risonho. — Mas ainda sim, está lindo e muito, muito gostoso, boneca.


     — Não fala isso… — Tampo meus olhos, sem saber como reagir.


     — De joelhos. — Solto o corpo lentamente e sinto o moreno prender novamente o couro em meu pescoço. — Agora sim. Vista-se. — Estendeu algumas peças dobradas em minha direção.


        — Sim, senhor.


       — Enquanto você se veste, vou ditar as regras deste jantar. São duas bem simples, então não vou perdoar nenhum erro, entendeu?


        — Sim, senhor. — Respondo, concentrado em colocar minha calça jeans.


         — Sim, mestre. — Corrigiu.


         — Sim, mestre.


         — Nada de bebidas alcoólicas. Nem para mim e nem para você. Ainda tenho muitos planos para você e quero que estejamos sóbrios.


           Confirmo, terminando de arrumar a última peça que o mais velho separou para mim.


          — Você é tão lindo, Jimin. — Suspira, ao me olhar. Sorrio grande para si. 


          — Obrigado, você é lindo também, mestre. 


           — Obrigado, meu amor. Independente de estarmos em casa ou não, quero que use honoríficos respeitosos para se referir a mim. Se estivermos a sós, você já sabe: "mestre", porém se estivermos acompanhados você pode usar ''hyung".


        Assinto, me sentando em seu colo.


      — Certo, vamos? — Faço um biquinho, pedindo por um beijo. 


       Jeon junta nossos lábios, iniciando um ósculo lento e curto.


     [...] 


         O caminho do carro até o restaurante foi silencioso e relativamente rápido, já que não tinha muito trânsito nas ruas.


      Jungkook foi o primeiro a descer do automóvel e abrir a porta para mim logo em seguida, para então entregar a chave ao manobrista.


      Meu senhor havia sido inteligente o suficiente para escolher uma blusa de gola alta, que não deixasse o símbolo de sua posse visível para qualquer um.


      Em qualquer outra circunstância, eu estaria com minha nova coleira social, bem mais discreta que essa, mas visto que meu presente de aniversário era ser o tão desejado animalzinho de Jeon, ela servia para me lembrar de minha atual situação.


     O mais velho me ajeitou e então me encarou, em um pedido mudo para que eu o seguisse até a entrada, e assim o fiz.


      Meus sogros ainda não haviam chegado, então meu dominador deu nossos nomes e pegou minha mão, nos guiando para a mesa que nos foi reservada.


    Uma coisa que eu achava super legal nos restaurantes, era que sempre tinha alguém comemorando o aniversário durante as refeições e mesmo que fosse uma bola sem graça de sorvete com chocolate por cima, sempre aparecia um garçom trazendo o agrado e cantando a famosa música de parabéns, com uma velinha. Sorri, reparando na mesa atrás da nossa, que comemorava da forma que eu acabei de descrever.


       — Mestre… — Chamei receoso e levemente envergonhado, ganhando sua atenção. — Eu posso ter isso, também?


      O empresário levou um tempo, olhando para trás, até entender o que eu estava falando, mas logo tratou de sorrir curto.


       — Se você for um bom garoto durante o jantar, por que não, sim? — Assenti, feliz. — Mas isso não é um problema para o meu cãozinho, certo?


        — Sim, mestre. — Confirmei, acenando para meus sogros, que finalmente chegaram e vieram até nós.


      — Jiminnie, meu anjo. Feliz aniversário! Você gostou do presente que te demos? Pedimos uma ajudinha do Jun, mas achamos que era sua cara. — Perguntou a senhora Jeon, me abraçando assim que chegou perto de nós.


       — Eu amei. — Sorri, sincero.


       — Não sabíamos que sua agenda no aniversário era tão lotada, Jimin. — Brincou o pai de Jeon. — Tivemos que implorar por um jantar no telefone com seu namorado.


        — Que exagero, pai. — Meu namorado revirou os olhos, abraçando os progenitores.


          — Como está sendo o seu dia, meu genro preferido? 


            — Perfeito. O hyung sempre faz com que meus dias sejam inesquecíveis.


           — Não esperava nada menos do meu garoto. — Confessa o mais velho, orgulhoso.


           — Jungkook nos contou sobre a viagem, que acabou não dando certo… Ele estava tão animado.


           — Pois é… — Relembrei, chateado.


            — Vamos ter outras oportunidades, meu bem. — Tranquilizou-me, acariciando minha nuca. Sorri para si.


     O jantar foi bem divertido e solto, meus sogros eram uma graça e a comida do lugar também era muito boa. Quando já estávamos satisfeitos e eles decidiram pedir a conta do lugar, quase não consegui esconder minha cara de decepção ao ver que meu dominador tinha esquecido do que eu pedi para ele, e eu também não queria ser chato e relembrá-lo.


       Abaixei meu olhar para minhas mãos, em meu colo, enquanto esperava para irmos embora. 


      Escutei um coro de vozes cantando a famosa canção de parabéns, próximo a mim e nem fiz questão de virar a cabeça para olhar.


      Ouço uma risadinha do moreno ao meu lado e aperto minhas mãos, triste pelo "deboche". 


        — Levante a cabeça, boneca. — Sussurra próximo ao meu ouvido e não tenho outra escolha, senão obedecer. E é o que faço, arregalando os olhos assim que dou de cara com a surpresa.


         O parabéns é pra mim! 


        Os pais de Jun soltam uma risada engraçada pela minha cara de boboca e eu os acompanho, feliz.


        — O bolo é de gatinho, hyung! — Observo que o garçom não trouxe a típica bola de sorvete com a velinha, e tenho a certeza de que meu mestre já tinha planejado tudo, muito antes de eu pedir.


      —…Muitos anos de vida! Viva o Jimin! — Terminam de cantar e eu bato palmas, emocionado.


       — Você gostou, amor? — Pergunta meu namorado, atencioso.


       — Eu amei, muito obrigado, Jun!


       Ops.


        Meu mestre arqueia a sobrancelha, discretamente, para mim.


       — Você é um animalzinho muito desobediente, Park. — Diz para que somente eu ouça, negando com a cabeça.



      [...]



       Ofego surpreso ao abrir a porta do quarto de jogos e ver outra peripécia de Jeon, exposta em um canto, antes vazio. Equipamento novo.


     Já havíamos nos despedido e voltado para nossa casa. Assim que cruzei a porta de entrada, meu dominador ordenou que eu me desfizesse de minhas roupas, com exceção da parte íntima e me encaminhasse para o andar de cima, com sua mão no final de minha coluna o tempo todo.


    Ao ver meu corpo paralisado pela excitação que a surpresa me trouxe - coisa que eu mal sabia direito para o que funcionava, mas já imaginava - Jungkook empurrou-me levemente, para que eu entrasse.


      — Quando é que ele teve tempo de colocar isso aqui? 


        Recebo seu olhar sem expressão em minha direção e percebo que acabei pensando alto demais…


        — Calado. — Ditou. — A partir de agora, meu animalzinho só fala quando eu mandar.


        Nem me atrevo a respondê-lo e sem demorar muito o mais velho volta até mim, com a coleira e a focinheira que eu tanto amei. Abro um exuberante sorriso e me contenho para não bater palmas, de felicidade.


      Seguro a mão, que o mais velho me oferece, e em seguida sou auxiliado a me aproximar das barras de ferro do brinquedo novo. 


      Não sei ao certo como descrever, mas são barras de ferro unidas com algemas presas por correntes, calculadas exatamente para limitarem os movimentos dos braços, do pés e da… cabeça.


     Sinto um arrepio ansioso, percorrer meu corpo, e meu coração bombear agitado. 


      — Existem muitas maneiras de se praticar o Head bondage, Park. Porém, por hoje iremos focar nesta. 


     Me observou, enquanto eu suspirava. Adorava vê-lo explicar algo.


       — Você também irá ficar sob quatro apoios aqui, e a única diferença é que seu quadril ficará apoiado nessa barra um pouco mais alto que as outras, e sabe o por quê? — Me olha com um sorriso maldoso.


       — Para facilitar e eu não ter que me preocupar tanto em erguer meu próprio corpo? — Testo, inocente.


        — Para eu surrar essa sua bunda gostosa com mais facilidade, boneca. — Aperto minhas mãos com tanta força, que posso observar meus dedos ficarem brancos com a pressão.


      Minhas bolas vibram dolorosamente e sei que é questão de minutos para que eu fique ereto, sei lá por qual vez.


     — Se posicione. 


         Olho para meu dominador uma última vez, e então entro no espaço ordenado, tomando cuidado para não tropeçar ou me enrolar na hora de ficar na posição em que meu papai deseja.


      Cada ação que realizo é analisada sob os olhos atentos de meu mestre, que está ali para me ajudar caso eu seja desastrado e de alguma forma me machuque.


       Quando já estou de quatro dentro do retângulo determinado, meus pulsos são presos por meu namorado, que faz o mesmo com minhas pernas, fazendo questão de afastá-las o máximo que pode, me fazendo ficar todo corado só de pensar em toda minha exposição e em seguida passa "segunda" coleira por meu pescoço.


      De início me assusto, com a nova sensação de não conseguir mexê-la, mas meu mestre logo se abaixou, ficando de frente para mim e distribuindo carícias por meu rosto.


        — Se acalme, garoto. — Pede. — Você vai estranhar de início, é normal. — Explica e vou me acalmando, aos poucos. — Você quer que eu te tire daí? — Nego até onde a movimentação permite, curioso em onde chegaríamos com aquilo. — Não vou lhe tirar a fala, então não exite em usar sua palavra, caso se sinta desconfortável.


      Jungkook se afasta novamente, sumindo de meu campo de vista, mas não sem antes deixar um tapa estalado em minha bunda. Que diferente dos que são direcionados a punição, não dói, apenas arde e manda uma corrente elétrica que impulsiona meu corpo para frente e me faz gemer baixo.


       Sem espelho para olhar e sem muitas opções de ângulos, acabo descansando meu olhar para baixo e fechando meus olhos, à espera da próxima ação do homem.

 

       — Sabe, Jimin… — Pude escutar sua voz distante, junto ao barulho do que parecia ser a porta de um armário. — Essa calcinha realçou uma das minhas partes preferidas do seu corpo. 


      Engulo em seco.


     — Te deixou ainda mais sexy, e embora eu tenha gostado do presente de seu amigo, como suas pernas estão presas, vou acabar tendo que rasgá-la, para retirá-la por completo de você. — Suspirou, falsamente entristecido. —  Com a minha boca.


      Fiquei tão agitado que quando me dei conta, sua respiração já estava próxima de meu quadril novamente. Escutei um breve pique da tesoura, para facilitar o processo e então um selar foi depositado em minha lombar, antes do tecido ser puxado pelos dentes alheios.


     — Senhor… — Arfei, manhoso.


     — Eu escutei você falar, animal? — Indagou, cínico. 


        Quando senti o ar frio contra minhas bandas agora despidas, e a lingerie ser jogada longe, tentei impulsionar meu quadril para cima, na esperança de que se meu mestre já estava tão perto, me chupasse. 


      Minha tentativa foi frustrada, já que a falta de movimentação claramente me impediu, o que produziu um rosnado irritado.


      Mas Jeon, por misericórdia ou não, não demorou a entender e imediatamente senti seus dedos separando minha entrada, para então sua língua entrar em contato com aquela profundidade que já se encontrava em brasas.


       Revirei os olhos, rezando para todos os deuses para que aquilo durasse por bastante tempo.


       O empresário continuou explorando minha cavidade anal, apertando a pele ao redor de minha cintura durante o processo e prestes a finalizar o processo de lubrificação com bastante saliva, o mais velho me chupou, me fazendo gritar de prazer e automaticamente, contorcer-me, ou o mais próximo disso que consegui fazer.


     Um objeto de silicone começou a ser introduzido em mim, e ao prestar mais atenção e tentar imaginar seu formato, entendi que aquilo era um pênis vibrador. Um dos meus preferidos diga-se de passagem.


      — Seu buraquinho parece implorar para ser preenchido a todo instante. Você é realmente uma cadelinha no cio, Chim. — Desdenhou, fazendo movimentos de vai e vem com o membro.


      — Auf! — Lati, pela sensação gostosa. Meu pênis quase explodia, mas eu sabia que ele não me deixaria gozar tão rápido.


      Dito e feito, quando eu estava a um passo de expelir todo meu prazer, Jeon parou de movimentar o silicone, me fazendo chorar de frustração e gemer.


        O maior se movimentou novamente, e um barulho de metal que deu a forma de um corrente bem pequena foi plugada entre minha coleira e o acessório em minha entrada, encostando em meu tronco, pelo minúsculo comprimento.


      — Você foi um cãozinho desobediente, meu bem. — Se levanta, cruzando os braços e caminhando para minha frente. — E por causa disso, eu vou punir você. Vou colorir toda essa pele branquinha ao redor de suas coxas e nádegas, até que fiquem em um tom vermelho bem gritante.


      Um estalo alto soou no chão e arregalei minhas orbes quando vi o chicote negro em suas mãos.


    Spanking nunca tinha sido minha praia.


    — O spanking também pode ser prazeroso, meu bem. — Anunciou, vendo minha aflição. — Hoje vou lhe proporcionar uma dor que não necessariamente será tão insuportável com a de uma punição, embora de certa forma essa esteja sendo a sua. Este é um chicote erótico, ele é um dos mais leves, sua ardência logo será substituída apenas pela adrenalina e dará vez ao prazer. Sei o nível de dor que você suporta, então apenas confie em mim, sim?


     — Sim, senhor. — Respondi, sem receios.


       — Bom garoto. — Elogiou, sorrindo. — Em compensação, se você se mexer enquanto eu te surro, seu pescoço automaticamente puxará a corrente ligada ao vibrador, que irá se afundar cada vez mais dentro do seu cuzinho apertado. E você está proibido de gozar, até a última chicotada.


       Tremi.


    Mordo meus lábios em expectativa quando o mais velho voltou novamente para atrás de mim, selando um trilha de beijos por minhas costas e deixando carícias em minha bunda.


       — Serão dez chicotadas, Park. Está de acordo?


        — Sim, senhor.


        Sem aviso prévio, senti minha respiração falhar quando o couro se encontrou com a pele da minha bunda e gritei alto, mais gemendo do que gritando em si.


      Uma chama pareceu se alastrar por meu corpo e se meu quadril não estivesse apoiado, com certeza eu teria perdido toda a minha força. Meu pescoço se agitou e murmurei manhoso, ao sentir o aparelho vibrar e entrar ainda mais.


        Na segunda vez que Jeon ergue o braço para me acertar, agora do lado oposto ao da primeira vez, meu pênis pulsou mais forte e arfei, recebendo uma risada sarcástica do mais velho, que a essa altura já se encontrava todo despido e respirava pesadamente, se contemplando com minha vista.

      

        — Para quem não gostava de apanhar, você parece estar se divertindo bastante. — Debochou, me deixando envergonhado.


         Na terceira até a quarta, Jeon ditou todos os motivos que me levaram a ser punido e revezou entre minhas coxas, acariciando entre um estalo e outro, porém consegui firmar meu corpo o suficiente para que eu não estivesse mais nenhum estímulo, e acabasse ejaculando.


         Na oitava, já não conseguia manter minha boca fechada e meus olhos não paravam de lacrimejar e eu já não sabia mais indicar o porquê, focado somente no prazer que meu dominador me proporcionava, este que fez questão de que a corrente se movimentasse de toda e qualquer forma.


        Ao acertar diretamente em minha próstata com a penúltima ardência, dessa vez em minha panturrilha, eu não tive forças para gritar e só esperei que a décima chegasse, gozando da forma mais forte e libertadora que eu já tinha feito até aquele momento.


      — M-mestre… — Implorei, baixo.


      — Me diga o que você quer.


      — Eu quero você. Bem fundo na minha bunda. Me fode, mestre, p-por favor! 


        O filho da mãe, da forma mais lenta que podia fazer, me soltou de todas as algemas e retirou a correntinha junto ao objeto de silicone de dentro de mim.


      Não fiz esforço nenhum para sair dali, apenas deixei que meu dom me colocasse da maneira que bem entendesse, desde que eu não precisasse fazer absolutamente nada.


      Fui deitado na cama, e em seguida Jeon se encaixou em cima de mim, observando todas as minhas expressões, para se enterrar em meu interior.


      Dessa vez, foi o mais alto a gemer rouco, impulsionando o corpo enquanto massageava meu pênis, enquanto eu fechava os olhos, alucinado de mais com tantas sensações ao mesmo tempo.


      Gememos juntos quando Jungkook me beijou de forma desesperada e finalmente gozou, me levando ao segundo orgasmo da noite.


       Meus olhos pesaram, um sorriso se fez presente em meu rosto e pude prestar atenção melhor na dor fraca que o lençol provocou em minha pele avermelhada.


      Enquanto recuperava o fôlego, eu não conseguia prestar muita atenção nas coisas ao meu redor, e embora eu já soubesse o que era aquilo, só me restava esperar meu corpo se acalmar. Jeon murmurou algo que não consegui ouvir e em seguida senti uma massagem relaxante em meus ombros.



       JEON JUNGKOOK


       — Você está em subspace, Jimin. — Declarei mesmo sabendo que não seria exatamente ouvido e peguei o menor em meus braços, massageando-o, para em seguida retirar sua coleira.


      Limpei os resquícios de lágrimas em seu rosto e fechei os olhos, inspirando o cheiro do shampoo misturado com o suor em seus fios.


     Céus, não existe anjo mais perfeito do que Park Jimin. Agradeço aos céus todos os dias por tê-lo em minha vida. Não somente como submisso maravilhoso que ele, mas como o namorado e confidente que não deixa a desejar.

    

       — Eu te amo.


      Levo seu corpo até a banheira, conversando consigo a todo momento, tentando trazê-lo aos pouquinhos de volta e mesmo não recebendo muitas palavras de volta, sua risadinha sapeca quando o beijo já é o suficiente para me acalmar, pois ele está bem.


     — Você foi ótimo hoje, meu amor. — Enxaguou toda a espuma de seu corpo, levando embora todo o esperma e o suor de seu corpo. — Hoje e sempre. Você é sempre maravilhoso, e um ótimo garoto para mim, sim? 


       Jimin me olha, interessado quase com um recém nascido, descobrindo o mundo.


      E mesmo suas reações a esse estado sendo diferentes todas as vezes, dessa ele não apresenta nada que me faça ficar em alerta, como tristeza, depressão, ansiedade ou outras coisas muito negativas. 


      Quando termino de banhá-lo e o levo enrolado na toalha para a cama, pego um gel refrescante e uma pomada para passar nas regiões que foram maltratadas.


      — Isso é bom… — Se pronunciou, pela primeira vez depois de tanto tempo, ao sentir o líquido gostosinho aliviando o local dolorido.


       O spanking hoje foi uma forma de tentar desfazer a associação que Jimin realizava, inconscientemente, com a forma de abuso físico que sofreu de seus, na época, responsáveis. E me senti muito feliz, ao perceber que foi mais prazeroso para o menor, do que até eu imaginei. Eu estava receoso em traumatizá-lo ainda mais, mas conheço seu corpo como ninguém, e lá no fundo, sempre soube que ele só precisava experimentar, e o controle e a permissão estava em suas mãos, de toda forma.


      Faço o mesmo processo com os lugares onde estavam as algemas, massageando e deixando um beijinho e  ajeito seus cabelos bagunçados, com meus próprio dedos.


        — Você está bem, meu amor?


        Assente.


        — Eu te amo. Você me ama? — Pergunta carente, se aconchegando em mim como um gatinho.


         — Amo mais que tudo. — Sorrio para si.


         — Quero dormir, senhor… — Boceja, exausto.


         Pronto para arrumá-lo de forma mais confortável na cama, Park nega irritado e aponta para a gaiolinha, fazendo com que eu gargalhei, descrente.


          — Você tem certeza, meu bem? — Ele adora aquele lugar.


          — Por favor? 


          — Certo. — Ergo-o em meu colo, descansando seu corpo nas almofadas fofinhas dispostas na caminha e quase morro de amores, quando o garoto vira para o lado e praticamente desmaia, ronronando baixinho.


       Eu que lute para dormir abraçando um travesseiro.


Notas Finais


Gostaram?

      Ainda não revisei, ent qlq erro me desculpem.

     Quase surtei escrevendo esse capítulo, na luta desde dezembro e simplesmente não saia, até que hoje bati o pé e falei: na força e no ódio. E esse foi o resultado.

    Espero do fundo do meu coração que a espera tenha válido a pena e que eu tenha conseguido passar todas as informações de maneira certa. Não sou xpert no assunto, também não tive experiências práticas sobre o bdsm, então oq eu escrevo é o que eu imagino que seja, ou o que eu gostaria que fosse, enfim....

Me contem se gostaram

    Esse é o último lemon da fanfic sim, chorando horrores, JK prometeu três dias par o Minnie, mas no próximo vcs vão entender melhor. Estou calculando cerca de no máximo mais cinco capitulos para o final e queria avisar que já escrevi o último ontem, hihi.

     A partir de agora vai ter uma parte bem triste para o nosso bolinho, com bastante dedo no cu e gritaria. E querem spoiler? X personagem vai virar estrelinha... Poisé. DEDO NO CU E GRITARIA.

Oq vc acham que vai acontecer? Alguma teoria?

   Já estou me planejando para o spin off também e decidi que o capítulo extra das perguntas vai ser depois do epílogo, oq deixa tempo suficiente para vcs depositarem mais dúvidas se sentirem vontade, e já aviso que vou usar as que vcs deixaram no último capítulo.

     Se Deus quiser, apareço aqui de novo em quinze dias, oremos. Kkkkk

    Acho que por enquanto é só (dos dessa Bíblia tbm né). Fiquem saudáveis, amo vocês!!!


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