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História Baby Brother (Longfic - Baekhyun) - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Diga... Sou seu herói?


Fanfic / Fanfiction Baby Brother (Longfic - Baekhyun) - Capítulo 7 - Diga... Sou seu herói?

-Agora… durma… - ela passou a mão na minha testa, desgrudando eu cabelo da mesma.

-Dorme comigo… - pedi com dificuldade, sentindo meu rosto arder com vergonha de olhar em seus olhos.

-Baek… porque seu rosto? - me perguntou fechando minha camisa aos poucos.

Eu tinha que arranjar uma desculpa, não posso dizer que estou envergonhado… o que ela vai achar de mim?

-É… é o calor… apenas isso… - a respondi desviando meu olhar de seu rosto, e sinto ela parar de me cobrir.

Ficamos em míseros segundos calados, o que já me deixou mais calmo, porém… estava preparado para mais uma vez… eu ia pedir a ela, mas estou bem ciente que ela não vai querer… no entanto, eu espero muito que sim...

-Você nunca foi…

S/n começou a tocar em um assunto mais íntimo que eu achava ser… meus amigos sempre deixavam esse assunto de primeira vez bem mais normal, até confortável, entretanto, agora me sinto tão pressionado.

-Eu… não…

-Não... não foi…

-Não, eu… quer dizer… - meu coração acelerava e eu piscava muitas vezes, meu nervosismo não deixava as coisas melhores para mim.

-Eu sei que você é um bom menino, ainda é novo… - sua voz me causou arrepio, mesmo sem estar pertinho de mim. -Talvez, se fosse mais velho, não estaria…

-Virgem… - disse sem pensar muito, recebendo um olhar confuso dela, me deixando duas vezes mais confuso que ela.

-Espere… você é…

-Oh… - só consegui dizer isso, com meus lábios em um formato perfeito de “O”.

Então, ela não falava da minha virgindade… o que faço agora para disfarçar?

-Escutou isso? Acho que a mamãe chegou. - disse baixinho, tentando ouvir melhor se era alguém mesmo do lado de baixo da casa.

-Não fuja do assunto… eu…

-Quer mesmo que nossa mãe nos pegue assim? Eu só estou…

Escutei mais barulhos vindo do lado de baixo da casa, creio que depois dessa ela também ouviu, e em um segundo s/n se levantou rapidamente; Ri um pouco com aquela situação, em como ela reagiu… daqui para frente seria assim então? Se fizermos algo, seria bem nas escondidas...

-Eu não acredito que você está certo. - bateu meu braço de leve, me fazendo morder os lábios com sua leve brutalidade.

-Não vai me dá um beijo de boa noite? - a perguntei por impulso, e ela apertou minha bochecha docemente.

-Você não teve o suficiente? - me perguntou ajeitando meu cabelo e camisa, com receio que mamãe chegasse no quarto.

-Não… - sussurrei olhando atentamente minha mommy cuidar mais um pouco de mim.

-Tchau baby… durma bem. - disse rapidamente prestes a se virar de costas para mim.

-Mommy… posso te pedir algo? - a chamei e ela se virou apressadamente, gesticulando com as mãos um “anda logo”.

-Anda logo, sua mãe deve estar subindo, se cobre então. - me disse em tom baixo para mamãe não escutá-la.

-Pode dormir com minha roupa que emprestei? Eu quero acordar de manhã e vê-la vestida com ela…

-Filho… você…

-Mamãe… - dissemos em uníssono, não fomos pegos, mas era claro o quão estávamos nervosos.

-O que estão fazendo acordados, e…

-Minha irmã veio cuidar de mim, eu estava mal, sentindo meu corpo doer, e como pode ver… estou vermelho de febre… - a interrompi dando meu jeitinho, uma “tática” parecida com a que uso para fugir de uma bronca, eu me entendia com minha mãe, então, saberia o que fazer.

Mas, s/n… nem um pouco...

-Precisa de um médico..

-Não mãe.. s/n sabe cuidar de mim, a senhora sabe que eu gosto do carinho dela, de como ela cuida de mim… ela sabe o que fazer…

-Já deu remédio para ele? - mamãe olhou para minha irmã que estava estática, aquela cena era fofa e engraçada, porém não posso rir.

-Sim mãe… ela, já cuidou muito bem…

Não posso negar que ao me pronunciar eu pensava no nosso ato sexual, no seu toque, na sua boca... 

-É melhor descansar… devia estar com muita febre… - minha mãe me retirou dos devaneios, e eu engoli seco, me sentia arder de vergonha naquele exato momento. -Por quê ele estava assim? - mais uma vez ela se voltou para s/n, que ainda estava estática.

Sorri enquanto olhava minha escrivaninha, eu ia pegar um doce para mostrar a s/n, se ela for esperta vai saber o que fazer; Balancei o doce em minha mão, e esperei que ela se justificasse com aquilo, eu não sabia se minha mãe estava me olhando, então, por isso não encarei minha irmã para não ficar algo tão na cara que estávamos escondendo algo… minha mãe era boa em saber das coisas, até segredos.

-Doce… er… doces…

-Viu como ela sabe… pode ser minha médica particular… - comentei guardando o doce, fingindo que eu estava apenas querendo esconder o doce.

Da última vez que eu estava mal por conta dos doces, eu fiz isso com minha mãe por perto, para meu pai não encontrar pelo menos três de meus doces; Eu não queria ficar sem nenhum, pelo menos durante um dia… e por conta disso, fui parar no hospital, mas, nada demais.

-Sabe que não gosto de médico… hospital… - comentei me encolhendo na cama, como se eu estivesse de conchinha com alguém. -Só comi doces demais… - sussurrei um pouco cabisbaixo, eu estava me lembrando muito bem desse dia, mas, ao olhar s/n  parecia que até sentimentos ruins se tornavam bons. 

-Vou deixar você sem comer doces por um bom tempo. - minha mãe disse certa de si, porque fui dar essa desculpa?

Eu já disse que sou muito ruim em planejar algo? Soltei um gemido bem baixinho, em negação ao que minha mãe estava me obrigando, eu não queria ficar sem meus doces dessas forma… no entanto, eu poderia comer sem ela notar, indo no trabalho de minha irmã… mas, sei lá… não estou faminto por tantos doces… eu só queria um que já valia por todos.

-Será difícil… 

-Não muito… - interrompi subitamente s/n, e as duas se entreolharam.

-Por quê? - perguntou minha mãe preocupada, e confusa.

-Tenho um… novo vício… - não evitei olhar s/n, e muito menos evitar meu sorriso.

-Qual seria? - perguntou minha mãe novamente, querendo uma resposta mais coerente para ela.

-Um doce bem mais doce… - encarei minha mãe, notando de relance minha irmã tensa com a situação.

-Goiabada? - perguntou rapidamente, e minha mãe sorriu com sua pergunta e minha negação, na qual eu estava balançando a cabeça devagar.

-Chocolate? - arriscou mamãe em descobrir o meu novo vício, e eu neguei mais uma vez.

Mamãe estava realmente sorrindo, será que ela sabia de algo? Seu sorriso transmitia compreensão, mas mesmo assim não quis deixar mais certo do que a luz do dia.

-Todos os doces… em um só. - respondi deixando o tipo de doce, ou melhor o tal doce no “ar”.

Será que elas descobrem? Me lembro de mais novo ter dito a minha mãe que eu queria experimentar todos os sabores de doces de uma só vez, e ao dizer isso, acho que minha mãe pode “voltar ao tempo”; S/n estava bem perdida no que eu respondi, e muito mais perdida com o fato de minha mãe estar rindo um pouco com minha resposta.

-Ele está delirando? - sussurrou s/n, mas pude ouvir, me deixando feliz com sua surpresa.

Porém, ela estava mesmo sem saber o que eu quis dizer? Ou, era apenas um disfarce?

-Vamos, ele precisa dormir, e você também. - mamãe passou a mão nas costas de s/n, a induzindo sair o quarto junto a ela.

Fiquei mais tranquilo quando elas se retiraram, no entanto, eu já sentia falta da minha mommy… eu acho que hoje eu não vou dormir mesmo com ela… o que me resta… comer meu doce.

...12:00 P.M. do dia seguinte…

Eu estava bem feliz, me humor estava muito bom… até estou assustado… creio que não seja o doce que comi antes de dormir… 

Abri a porta devagar e coloquei minha cabeça para fora do quarto, olhando um lado e…

-Ah! - gritei de susto ao ver minha mãe, ela estava me encarando firmemente.

-Vou preparar o almoço… trate de se arrumar. - comentou sem conseguir ficar séria, logo ela sorriu me fazendo sorrir também.

Ajeitei minha postura e sai do quarto, até que vejo s/n subir as escadas, ela não havia notado minha presença, então, corri para dentro no quarto esperando ela passar para pular em suas costas.

-Baek… eu sei que você está escondido, esperando que eu passe. - escutei sua voz doce, mas, não foi bastante para tirar minha frustração.

Abri a porta a encarando com “raiva” por ela não fazer o que eu achava que ela faria, passar… por isso nada dela aparecer no meu campo de visão, ela estava escondida também, do lado da minha porta.

-Eu queria pular nas suas costas… - sussurrei manhoso, recebendo um beijo na bochecha, algo inesperado, me fazendo arregalar os olhos.

-Se fizesse isso, eu mataria você. - sussurrou apertando minhas bochechas com uma certa força, me fazendo fechar os olhos.

-Por quê? - a perguntei querendo uma resposta de imediato.

-Não sei se você notou… a diferença de nossas estaturas… - respondeu me deixando triste, ela estava certa.

-Ah… ah… mas, não iria machucar… - gaguejei sem querer, eu estava muito nervoso, não tinha passado na minha mente essa possibilidade.

-Ah, não? - arqueou uma sobrancelha parando de apertar minha bochecha.

-Posso fazer? - perguntei sem ao menos saber se era uma boa ideia continuar com isso.

-Pode… qualquer coisa você fica sem o braço… - comentou olhando para baixo, e quando percebi, era logo naquele lugar, isso me deixou mais nervoso.

O que ela estava querendo di… ah… era esse o braço...

-Vire de costas para mim… - disse com um pouco de firmeza, tudo porque eu queria tirar esse modo dela me olhar, mas, com isso acabei vendo o quanto aquele pedido meu ficou estranho. -Está bem… isso foi estranho… - murmurei agora pensando em certos filmes que os homens dizem coisas parecidas para suas mulheres.

Ela se virou e eu afastei meus pensamentos, eu iria fazer exatamente como queria, não queria enganar ela… não posso e não quero nunca enganar minha mommy; Me aproximei e a abracei por trás, a balançando para um lado e para o outro, eu poderia estar com meu peso todo nela, mas, se ela reclamasse eu iria parar.

Vimos mamãe passar e eu me afastei, coçando a nuca… eu sinceramente não sabia o que estava sentindo, vergonha, nervoso, desconfortável… porém, eu queria fazer algo a mais.

-Vem cá, só um minutinho… quero tirar uma foto de você assim… antes que eu pegue minha roupa de volta… - comentei a puxando para dentro do meu quarto.

-Foto? - o tom de voz que ela usou não me agradava, ela não queria fazer o que eu queria.

-Por favor… eu sei que você não gosta muito… 

-Uma só…

Sorri com sua aceitação, eu realmente queria; Me sentei na cama e apontei para meu guarda roupa.

-Pegue para mim por favor… - a pedi e ela não hesitou, me senti um folgado, mas, eu tinha que pegar algo também. -Vou pegar seu celular… não posso ficar com algo que não é meu. - disse antes que ela pudesse pensar mal de mim, fiquei com dó ao pegar seu celular nas mãos, perder as preciosidades que aquela galeria de fotos tinha.

-Nossa, obrigada. - agradeceu me parecendo feliz, e eu acabei por ficar.

Me sentei no chão e vejo ela se sentar do meu lado, aproveitei para encostar minha cabeça no seu ombro.

-Acordou agora? Ainda está com seu macacão de esquilo voador. - senti sua mão acariciar meu cabelo, me fazendo fechar os olhos.

-Eu gosto dele… me sinto um… 

Ela riu de leve e eu também, mas sem abrir meus olhos, seu carinho era tão bom.

-Seu aniversário… 

-Já passou. - a interrompi sem querer muito tocar nesse assunto.

-Aish, me desculpa...

-Não. - sussurrei mordendo meus lábios, me aconchegando mais nela.

-Não vai me pedir para comprar algo, ou…

-Já que tocou no assunto. - a interrompi novamente, agora abrindo os olhos e fitando seus lábios.

-Então, o que você quer? - me perguntou calmamente, ela parecia mesmo minha mãe.

-Nada… - sussurrei pegando minha câmera de suas mãos delicadamente.

-Ora… mas, nada… porquê? - murmurou sem me compreender, apenas sorri com sua reação.

-Eu não preciso de nada quando eu tenho tenho você. - continuei a sussurrar, olhando diretamente em seus olhos dessa vez.

-Baek para com isso… 

-Eu não quero nada, eu tenho você… não é? - umedeci os lábios com vergonha de minhas ações e palavras naquele momento. -Eu senti muito a sua falta nesse dia. - abaixei meu olhar, fitando a câmera em minhas mãos.

-Você fez uma festa… que tema era? - sua voz era um misto de calma  nervoso, não quero a magoar, a fazendo pensar que ela tem culpa nisso, eu sei o quanto ela se importa, mas, eu queria que ela soubesse o que me faz, o quanto ela é importante em minha vida.

-Nenhum… sem você não tem festa, não tem alegria… então, porque eu iria querer uma festa… 

-Por quê…

-Por que eu iria querer uma festa, se o que eu apenas queria era você… você comigo, do meu lado nesse dia… tomar sorvete juntos, brincar no bate bate…

-Você só queria…

-Passar o tempo com você.

-Me desculpe… - recebi um abraço dela, tão terno, tão confortante, eu me sentia um bebê recebendo um abraço de sua mãe.

-Não se preocupe, estou sendo bem recompensado, você está comigo agora… em casa… - sussurrei com receio de abraçá-la e não soltá-la mais.

-Mas mesmo assim Baek… eu estou me sentindo culpada… eu…

-Shh… - a calei com meu dedo indicador em seus lábios, notei seu nervoso, o que me fez rir. -Se eu estou dizendo que está tudo bem, é porque está… tudo bem?

-Ba…

-Vamos comer… - não deixei ela falar, logo apertando sua boca devagar, a deixando com uma boquinha de peixe, o que fez rir mais ainda.

Ela concordou e eu a soltei me levantando primeiro, em seguida a ajudei a se levantar; A segurei na mão para eu poder tirar uma foto, ela sorriu tímida e eu tirei a foto, não poderia esperar uma pose ou algo parecido… mas… só aquele sorriso era suficiente.

Saímos do quarto e ela seguiu para outro caminho, estranhei... porém, a deixei e desci as escadas.

-Mamãe, cheguei para comer… - disse um pouco escandaloso, olhando a mesa posta, estava bem bonita.

-Sente-se. - mamãe apareceu sorridente, e eu fiz o que ela mandou.

Respirei fundo para sentir o saboroso cheiro do nosso almoço, eu estava faminto… minha mãe me servia enquanto eu via minha irmã descendo as escadas com um lindo vestido, aquilo tirou minha concentração e até minha fome… não tanto, mas, posso dizer assim…

-Obrigada por deixar tudo pronto, meu amor. - mamãe comentou feliz com s/n, então, ela acordou cedo e preparou isso tudo?

-A s/n fez isso? Ela sabe cozinhar… tão bem… - eu estava perplexo, eu sabia que ela sabia fazer doces, salgados, mas, não um banquete.

-Eu tenho meus truques, faço maravilhas. - deu um sorrisinho para mim, me deixando arrepiado, talvez, ambos de nós pensávamos o mesmo, o que aconteceu ontem entre nós.

-Eu… err… eu não duvido…

-Coma, aproveite… quero saber o que achou depois. - acariciou meu cabelo enquanto eu fitava a mesa com timidez e medo de ficar ruborizado, e até sentir aquela dor de ontem.

-Filha não vai comer? - perguntou minha mãe se sentando e pegando um prato para si.

-Estou cheia…

-Desconfiei que você estava arrumada demais… - resmunguei baixinho para ela não escutar, até que sinto sua mão em meu pescoço tirando o capuz do meu macacão da minha cabeça.

-Eu vou comprar algo para você… - comentou calma, e eu me engasguei um pouco por conta do que ela disse. -Cuidado… 

-Estou bem… s/n n precisa… - respirei fundo bebendo um pouco de suco logo depois.

-Deixe eu fazer esse agrado…

-Quer me agradar? - perguntei perplexo, quase me engasgando novamente, dessa vez com o suco.

-Sim… já vou, não quero me demorar… até. 

Se despediu de nós rapidamente, a vejo correndo para a porta notando aquele vestido um pouco curto demais para meu gosto; Tentei não demonstrar nervosismo, afinal, éramos só eu e minha mãe…

-Baek… porque está tão nervoso? - me perguntou enquanto eu parei de beber o suco, ainda com o copo perto da minha boca.

-Eu…?

-Me conte… aconteceu algo? - ela parecia confiável demais… para ser verdade. -Pode contar para sua mãe, você gosta dela, não é? - me olhou nos olhos, e eu quase gritei por socorro, vai que minha irmã ainda me escuta, até esse momento ela não deve estar tão longe de casa.

-Mamãe… eu…

-Sabe bem que é melhor eu saber, do que seu pai… principalmente se ele, pegar vocês dois.

Ela estava mais que certa, porém, prometi a S/n que não diria nada… no entanto… não posso mentir para minha mãe…

Baekhyun Pov’s Off

-Parece que a bonequinha do molequinho Byun pode sair…

Escutei uma voz mais que familiar, meu coração disparou, mas… parecia que eu não sentia o mesmo sentimento de ontem… Baek era a causa disso tudo.

-O que você quer? - perguntei ríspida, querendo que ele sumisse.

-O que eu quero? - riu com deboche se aproximando de mim. -Por quê não pergunta para você? 

-O que quer dizer com isso? - desconfiei de sua pergunta, ele ainda era o mesmo, se confiava muito.

-Você ainda me ama…

-Não, eu não… - respirei fundo mantendo firme minha palavra junto com meu sentimento. -Com licença… eu preciso ir…

-Você não atendeu meu telefonema… por acaso, ele pegou seu celular… - comentou me fazendo parar de caminhar, eu estava indignada por ele falar dessa forma, ainda mais em relação ao Baekhyun. -Como você deixa ele fazer o que quer desse jeito… - fechei meus olhos com raiva dele, eu não queria mais ouvir suas baboseiras, não tolero que falem de Baek.

Eu estava prestes a sair de perto dele e sinto sua mão segurar minha cintura… por um momento lembrei do que Baek disse enquanto segurava minha cintura de forma totalmente diferente desse “nada”.

-Espere…

-Tire suas mãos de mim… - o interrompi com um pouco de desespero pois sabia que ele não iria me soltar.

-Ela disse para tirar suas mãos dela. - escutei a voz de Baekhyun, bem… firme… eu estava delirando?

-Eu não acredito… você trouxe seu bibelô. - sussurrou com desdém, me deixando triste.

Eu não gostava que falassem isso dele, mesmo que isso não o afete, mas, me afetava imenso.

-Eu vim por conta própria, para ela evitar esbarrar.. como vermes igual a você. - Baek retrucou firme em suas palavras, me deixando perplexa.

-Seu… 

-Parem… - disse antes que eu pudesse me virar para os dois, olhei Baek bem calmo, ou tentando ser.

-O que significa isso? - ele me perguntou com sua expressão quando estava nervoso, mordendo o lábio inferior e com seus olhos semiabertos.

-Ela ainda me ama, você não vê. - respondeu meu amigo com ar superior, Baek tinha razão ele não presta.

-Eu não me importo se ela ainda gosta de você…

-Ele, está com ciúmes? Ele gosta de você...

-Ele não…

-Se eu estiver… o que você tem com isso também. - Baek se mostrava superior também, eu via nele um pouco de tensão, porém, algo que passava despercebido. -Se eu não estou ligando para seus sentimentos, porque vocês ligariam para o meu? 

-Baek… - eu me senti um nada com suas últimas palavras, claramente ele sentia algo por mim.

-Fale para ele que você me ama… para deixar bem claro para esse bebezão. - comentou meu amigo se aproximando de mim mais uma vez, Baek apenas seguia o mesmo com seu olhar, atento em cada passo dele.

-Não fale isso dele…

-Ele está certo… mas eu tenho algo que você não tem… - Baek se aproximou dele o fazendo para de se aproximar de mim.

-E o que seria? - perguntou cruzando os braços, o olhando de cima a baixo.

-Baek… - tentei o chamar, com vergonha do que ele poderia dizer.

-Sou um homem de verdade, que por mais que eu seja infantil… eu sei muito bem lidar com uma mulher como ela… uma mulher que merece o melhor, nunca ser machucada… 

-Ele é realmente uma gracinha, um doce de menino… - debochou de Baek me fazendo ferver de raiva.

-Sim… e ela sabe muito bem disso… e gostou desde que provou do meu doce… - Baek deu sorriso malicioso me pegando de desprevenida, acabei me arrepiando com seu modo de falar e agir, eu não conseguia me pronunciar, nem abrir a boca.

-Você… 

-Ela é uma mulher e tanto… você está magoando a mulher errada… 

-Vocês são irmãos…

-Não temos o mesmo sangue… - se justificou certo de si, na qual ele estava mesmo certo, e com mais um passo para frente, Baek sorriu ladino encarando nos olhos meu amigo. -Está com raiva de perdido ela por um homem como eu?

-Homem? Você não passa de um garotinho que nem tirou as fraldas… - sorriu se satisfazendo com suas palavras contra o Baek, eu estava totalmente triste com ele, e nunca mais quero o ver na minha frente.

-Não está me magoando… mas, ela sim…  

-Seu idiota… você é um estúpido… não fala assim dele… - não me contive e falei o queria, não demais, e prestes a sair dali, o sinto me abraçar por trás novamente.

-São apenas verdades, e você virá comigo…

-Me solte… eu te odeio… - tentei me desvencilhar dele, e consegui, ou melhor, Baek conseguiu o soltar de mim.

Em um piscar, vejo ele caído no chão, não posso acreditar que meu bebê bateu nele… não tinha pena ele mereceu… mas, as mãos tão belas de Baek não podiam ser machucadas…

Baekhyun me segurou docemente na mão, e me puxou cuidadosamente para sairmos daquele lugar; Ainda bem que eu tinha comprado seu presente.

-Baek… 

-Vamos para casa. - disse um pouco afobado enquanto me “arrastava” para fora daquela loja.

-Hey… calma… - comentei preocupada com sua afobação.

-Estou calmo. - retrucou me olhando de lado.

-Muito… - murmurei encarando seu rosto, que segundos depois ele se voltou a olhar para sua frente.

-Ainda bem que eu vim… - sussurrou desacelerando os passos, e eu agradeci por isso.

-Você é doido, você já viu com que roupa está? - o perguntei sabendo que ele estava ciente, mas, mesmo assim quis perguntá-lo.

-Pior que isso, é eu ter deixado de comer… minha barriga ainda está lá em casa… - comentou arrancando uma gargalhada de mim, que foi contida com minha mão já livre. -Você me comprou o presente, né? - ele se pôs do meu lado, me fazendo sorrir satisfeita com meu doce garotinho ter voltado para mim novamente.

Era quase impossível dizer que ele era o mesmo de agora pouco, mas… pela roupa, isso não se deixa enganar.

-Mas olha…

-É porque, eu te salvei… - sussurrou segurando meu braço, o balançando devagar.

-Me… - parei de continuar a frase quando vi seu olhar, seu sorriso satisfeito com o que acabara de fazer, me “salvar”.

Eu não podia estragar aquela doce “ilusão”, não queria alimentar… porém, ele realmente me salvou, me protegeu… se ele não estivesse ali, poderia acontecer mesmo o  pior.

-Sim… você salvou… meu doce herói. - sussurrei recebendo um sorriso alegre do mesmo, eu podia sentir tamanha felicidade em si.

-Eu não parecia aqueles heróis de filmes? - me perguntou adotando um sorriso bobo, e eu estava ficando boba com seu jeitinho.

-De fato…

-Sabe porque eu te segui? - me olhou de relance, logo encostando sua cabeça em meu ombro.

-Quero saber muito…

-Porque eu sabia que a mocinha estava em perigo. - respondeu me deixando mais um pouco boba por ele.

-Eu sou…

-Eh… sim… eh, você é a mocinha no caso… - explicou de maneira extremamente fofa.

-Gosta tanto de super heróis…

-Sim… muito. - assentiu devagar concordando comigo, aquilo me deixou esperançosa por conta de meu presente.

Eu sabia que ele gostava deles… mas não tanto...

-Está de parabéns… hoje você se parece como um deles… até melhor…

-Mesmo? Eu parecia um herói de filmes. - ajeitou sua postura, tentando se “amostar” para mim.

-Sim… mas por favor, não se arrisque…

-Eu só faço isso por você. - retrucou fazendo biquinho, apenas segurei a manga do macacão e puxei um pouco.

-Não teremos ele mais em nossas vidas… 

-Você sabe que ele não está morto né, só desmaiado… - sussurrou olhando para os lados, com medo de algo, sua reação foi muito fofa.

-Sim…

-Ele pode voltar… - Baek disse um pouco preocupado e eu acabei ficando também, ele tinha razão. -Não se preocupa… seu herói sempre estará do seu lado.

…Quebra de Tempo…

Passamos na sorveteria e comprei bastantes sorvetes para nos deliciar, agora que com nossa pequena mentira sobre o doce ter o feito mal, pelo menos acho que ele poderia comer isso na frente da mamãe… Baek não disse nada, estava pensativo, então o deixei em seu mundo, ainda bem que eu sabia o sabor que ele gostava, ele estava tão bonitinho sentado me esperando na sorveteria; Quando voltamos a nossa trajetória para casa, ele passou agarrado em mim o tempo todo, recebemos olhares das pessoas, creio eu que seja a roupa dele, mas, eu aprendi a amar seu macacão… ele era meu esquilinho voador… 

Eu queria mesmo o impedir quando me disse que ele, o meu herói sempre estaria do meu lado, eu queria o dizer você precisa tomar cuidado e etc… porém, eu sentia um conforto enorme com isso… o que eu poderia dizer contra?

-Por quê ele está tão feliz? - mamãe me perguntou quando ela entrou na cozinha.

Deve ter visto Baekhyun antes de aparecer aqui na cozinha, quando chegamos estava tudo calmo, até demais, então, deduzi ela estar dormindo, ou ter saído… até em busca de nós; Fiquei feliz por ela estar em casa, afinal se ela estivesse chegado agora, não saberia o quão alegre está seu filhinho.

-Ele é meu heroizinho… - comentei sem ter receio, que mãe não gostaria ter ouvir isso de seu filho?

-O que ele aprontou? - perguntou desconfiado de algo, estragando meu barato, agora eu estava com receio.

-Ele me salvou de um certo amigo…

-Ele, bateu… - dona Byun se aproximou de mim, bem atenta, e eu fiquei sem saber o que dizer e reagir. -Eu conheço meu filho, ele não mede seus…

-Sim…

-Aish… eu… - ela se virou de costas para mim, deduzi que ela iria dar uma bronca nele, me deixando com o coração apertado.

-Espere, não faça isso, ele está tão feliz, e ele mereceu… 

-Sabe que o Baek, se não ser chamado a atenção… ele não tem limites… - se virou para mim respirando fundo, se sentando na cadeira para se acalmar.

-Eu vou falar com ele…

-Estou decepcionada com ele… 

-Por isso? - a perguntei confusa, e ela negou me encarando em seguida.

-Não… eu descobri algo… que ele não evitou me contar. - comentou me deixando bem angustiada, eu só tinha uma coisa para dizer e mostrar, quem sabe ela muda de ideia.

Peguei rapidamente o saco plástico e o mostrei com um sorriso leve.

-Então… quer… sorvete?



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