História Baby, i would die for you. - Capítulo 2


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Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Chris Berg, Christoffer "Chris", Emma W. Larzen, Eskild Tryggvason, Eva Kviig Mohn, Even Bech Næsheim, Isak Valtersen, Jonas Noah Vasquez, Linn Larsen Hansen, Magnus Fossbakken, Mahdi Disi, Noora Amalie Sætre, Personagens Originais, Sana Bakkoush, Vilde Hellerud Lien
Tags Even, Isak, Romance, Skam
Visualizações 17
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


perdoem a demora e não desistam de mim pf

Capítulo 2 - Capítulo 2


                                                                            capítulo dois:

                                                                            isak valterse 

                                                                           oslo, noruega 

Enquanto colocava o casaco, me pego observando as pessoas que corriam apressadamente, de um lado para o outro, pelas janelas do meu quarto. Vejo cada uma delas, notando as diversas folhas que eles carregavam em mãos, cada um com sua roupa social enquanto caminhando em direção de seus respectivos trabalhos, preocupados com diversos assuntos. E eu deveria estar fazendo a mesma coisa, não me arrumando para o trabalho claro, mas me arrumando para ir até a escola e aguentar uma dúzia de períodos monótonos que só me faziam pensar em dormir. Ato esse que eu estava perdendo o costume. Dormir estava parecendo uma missão impossível para mim no momento, e isso acabava comigo. Eu não aguentava mais aquilo. Tirar cochilos entre intervalos de tempo não era algo que eu era completamente adepto. Eu só queria dormir por uma noite toda sem acabar perdendo a hora porque estava pensando no dia que tive enquanto media os prós e contras dele para, em seguida, partir para o quão ruim minha vida estava ficando. 

Balanço a cabeça para afastar aquele tipo de pensamento. Chegar atrasado na escola era a última coisa que eu precisava. Aguentar um sermão sobre o quão importante era participar de todos os períodos para que meu desenvolvimento fosse apresentado e avaliado. Aquilo era demais para uma pessoa só aturar. Eu ainda não entendi por qual motivo a presença era necessária em todas as aulas sendo que metade delas seriam inúteis e esquecidas no segundo seguinte que eu me formasse e entrasse para a faculdade. Respiro fundo enquanto termino de colocar a jaqueta que estava pendendo em meu braço direito e pego minha mochila que estava jogada em um canto qualquer no chão do quarto. Pego meu celular checando a caixa de mensagens, notando que havia algumas de Jonas pedindo onde eu estava, me contento em responder algo simples como ''já chegando'' para economizar tempo enquanto saio para fora e tranco a porta, rezando para não encontrar nenhuma das pessoas que dividem o apartamento comigo. 

Rezei em vão porque assim que piso na sala de estar encontro o Eskild deitado no sofá, mexendo no celular. Reviro os olhos e tento passar reto, tentando deixar claro que a última coisa que eu queria era conversar. Mas parecia que Eskild não sabia ler as entrelinhas porque no segundo em que colocou os olhos sobre mim se ajeitou no sofá deixando claro que iria iniciar uma conversa. 

''Isak, onde você vai?'' Ele questiona, enquanto caminha até mim, parando para ajeitar a gola do meu casaco que sequer percebi estar errada.

''Escola.'' Fácil, rápido e curto. Talvez assim ele entendesse que eu não tinha tempo para aquilo no momento.

''Você vai fazer o que depois que a aula acabar?''

''Eu não sei, talvez sair com os meninos, porque?'' 

''Achei que você estaria livre para ir ao supermercado comigo.''  

''Não vai dar, fica pra próxima.'' 

Corro para fora de casa rapidamente antes que ele insista como sempre faz. Depois que fui com o Eskild ao supermercado pela primeira vez prometi a mim mesmo que nunca mais faria isso. Além de fazer questão de sorrir para todos os caras que via, Eskild era a pessoa mais indecisa de todas. O que era para ser uma ida ao mercado de minutos acabou se tornando uma ida ao mercado de horas gastas que poderiam ser investidas em algo mais produtivo. 

O caminho até a escola é rápido visto que o medo de chegar atrasado se sobressaia e logo me vejo na frente da escola com alguns minutos livres para fazer o que eu quisesse. Que se resumia, no momento, em curvar meu corpo para frente e escorar minhas mãos no joelho para tentar recuperar o fôlego perdido. Depois de um tempo volto a seguir meu caminho até a porta de entrada da escola, me preparando mentalmente para mais um -longo- dia que não seria tão produtivo assim. Durante meu percurso até o andar onde o primeiro período iria ocorrer planejo mentalmente em quais aulas consigo dormir sem precisar ir parar na direção e por quanto tempo conseguiria antes que os professores começassem a chamar a minha atenção na frente de todo mundo, aquela era a última coisa que eu queria. Assim que chego na porta que continha uma placa informando que ali ocorriam as aulas de sociologia entro e caminho até o final da sala, onde costumo sentar em todos os períodos. Jogo minha mochila ao meu lado e pego meu celular no exato momento em que o sinal toca, indicando o início das aulas de hoje, apenas o coloco no silencioso, o colocando no meu bolso outra vez. 

A professora logo chega e começa a proferir seu monólogo sobre um filosofo qualquer que eu não estava interessado em saber sobre. Coloco meus braços sobre a mesa e escoro minhas cabeça sobre os mesmos, encontrando uma posição confortável para dormir sem acordar depois com tanta dor nas costas assim. Após conseguir, fecho meus olhos e espero o sono chegar, o que não demora para acontecer. 

[...]

Três períodos e alguns remédios para aliviar minhas dores nas costas o intervalo chega.

O momento mais esperado do dia por todos.

Solto a respiração enquanto saio de dentro da sala de aula depois de dois períodos seguidos de biologia que foram horríveis. A professora era chata e pragmática, não acontecia nada de diferente durante as aulas e todos ficavam, em algum momento, cansados de escutar ela falar sem parar por um par de minutos. Qualquer coisa era melhor que amigo, literalmente qualquer coisa.

Coloco minhas mãos no bolso da jaqueta enquanto tiro meu celular de lá, checando se não havia nenhuma mensagem importante além da que os meninos mandaram durante os períodos, a última delas era de Jonas, avisando que estava esperando todo mundo em uma mesa do refeitório. E é para lá que eu sigo, o caminho até o refeitório foi rápido e assim que entro no mesmo olho ao redor para achar a mesa onde os meninos estavam e antes de seguir até lá vou para a fila da cantina, com o intuito de pegar um suco já que não estava com fome naquele momento. Depois de pegar e pagar sigo rapidamente até a mesa dos meninos, me sentando na única cadeira vazia que havia ali. Fico quieto enquanto bebo meu suco e escuto eles conversarem sobre a festa que aconteceria na casa de uma menina -cujo nome não me dei o trabalho de decorar- do primeiro ano no sábado. Festa essa que iriamos já que todos do ensino médio da escola estavam convidados. 

''Podemos fazer uma pré-festa na minha casa.'' Comenta Mahdi, enquanto pega minha caixa de suco. Ignoro o ato porque não estava querendo discutir no momento. 

''Pra mim parece perfeito, vamos juntos até a sua casa com as bebidas, ficamos lá por um tempo pra depois ir até a festa de verdade.'' Jonas comenta, assentindo com a cabeça como se estivesse concordando com o próprio plano. 

Assim que Magnus abre a boca para comentar algo é interrompido por Vilde que joga alguns panfletos sobre nossa mesa. Franzo o cenho confuso com sua intromissão repentina e pego o panfleto para ver o que continha nele. As primeiras palavras já me desmotivam a continuar. Grupo de teatro. Não, obrigado. Vilde está ao seu lado, com os braços cruzados e sua cara rotineira de tédio, olho ao redor procurando as outras meninas mas não encontro, o que parece bom porque dessa forma elas não ficam enrolando tanto como costumam. 

''Oi garotos, como conhecemos vocês vamos direto ao ponto. Sexta, aqui na escola, 19:00, auditório.'' Sana profere, pronta pra sair da nossa mesa, se Vilde não a impedisse antes.

''Apareçam, vai ser legal. Muita gente já tá confirmando presença. Vai ter comida de graça e depois podemos fazer uma festinha na casa de alguém.'' Ela dá de ombros, fazendo pouco caso sobre aquilo. 

''Não, obrigado.'' Jonas profere, se ajeitando novamente na cara, voltando sua atenção para Magnus. 

Mordo os lábios para conter a risada quando capto a cara de desprezo que Vilde faz enquanto o olha para ele. Desvio minha atenção deles para observar o que estava acontecendo no refeitório, no começo tudo parece normal, cada grupo em um canto ignorando o outro. Nada de novo. Vejo Eva e Chris e outro canto, conversando com pessoas de outra mesa, possivelmente apresentando o grupo de teatro delas. Desvio minha atenção delas para o outro canto do refeitório parando de observar as pessoas que estavam no refeitório quando meus olhos param em uma mesa perto da nossa. Nela continha um grupo de pessoas que eu não conhecia mas via as vezes nos corredores, mas o que me chamou a atenção foi o menino de jaqueta jeans que bebia calmamente seu suco enquanto estava com as pernas sobre uma cadeira, na posição mais confortável possível. Parecia familiarizado em fazer do refeitório sua sala de estar. Ele parecia alheio ao que seus amigos falavam. 

Capto o momento em que ele larga a caixa de suco e escora seu cotovelo na mesa, escorando sua cabeça na mão enquanto bocejava. Seu olhar percorre o refeitório e para em mim, sinto minhas bochechas começarem a esquentar após ter sido pego encarando ele e desvio o olhar rapidamente, pigarreando para disfarçar o desconforto que tomou conta do meu corpo naquele momento. Tento voltar a prestar atenção no que os meninos estavam conversando mas parecia uma missão impossível, a cada minuto eu queria observa-lo um pouco mais, mas o medo de ser pego encarando o mesmo era maior. E se algum dos amigos visse isso e saísse comentando por aí? Seria meu fim. 

Mas apesar de tudo, não consigo aguentar a vontade de observa-lo por muito tempo, logo me vejo observando ele novamente. Vejo quando ele começa a rir sobre o que alguém de sua mesa comenta, e vejo também o momento que ele ajeita a jaqueta que estava vestindo. Ele está me observando pouco tempo depois mas naquele momento a única coisa que não me preocupa é quebrar aquele contato visual. Começo a buscar na minha mente se já havia o visto alguma vez pelos corredores alguma vez durante todos esses anos que estudei aqui mas nada vem. Talvez ele fosse novo. Ou talvez só ficasse dentro da sala de aula durante o intervalo. As duas pareciam hipóteses plausíveis para mim. O contato visual permanece por um tempo até o sinal tocar, avisando que precisávamos voltar para as salas de aula. Mesmo não querendo desvio meu olhar dele para poder levantar e sair dali o mais rápido possível, talvez depois de hoje eu evitasse o refeitório por um tempo. Pego meu casaco que joguei na cadeira quando cheguei e, com um breve aceno, me despeço dos meninos, combinando de encontrar os mesmos na saída como fazíamos sempre. O único que tinha o mesmo período que era agora seria Jonas, então juntos vamos até o terceiro andar para a aula de química. Caminhamos sem pressa, parando para cumprimentar algumas pessoas que conhecíamos e passar nos nossos armários, para pegar os livros dos próximos períodos. 

''Você está bem, Isak?'' Ele questiona, enquanto intercala seu olhar entre os livros que estão dentro de seu armário e eu.

''Sim, porque não estaria?'' Questiono, depois de pegar o que iria precisar e fechar meu armário, me escorando no mesmo para espera-lo.

''Eu não sei, você estava meio quieto durante o intervalo.''

''Não era nada, só estou com um pouco de dor de cabeça.'' 

Agradeço por ele somente assentir com a cabeça, aceitando minha desculpa. A última coisa que eu precisava era explicar para ele que estava quieto por estar encarando outro cara da mesa vizinha que parecia ter sido feito por algum Deus grego. Caminhamos até a sala e cada senta em seu respectivo lugar, conversamos ora ou outra enquanto esperando a professora chegar, para dar início a aula. 

Durante todo aquele período, e todos os outros que o seguiram, eu só conseguia pensar no menino do refeitório e na minha vontade repentina de querer vê-lo novamente. 

 


Notas Finais


é isto.
espero que tenham gostado e até o próximo.
sinto muito por qualquer erro ortográfico.
beijos e abraços <3


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