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História Baby, i'm right here - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!

A gente tarda mas não falha. Antes de tudo gostaria de esclarecer algumas razões do porquê de eu ter demorado tanto. 
Primeiro escola. Estou numa luta sem limites para conseguir aprender algumas matérias específicas no meu curso. Segundo é que minha outra fic está na reta final e eu preciso me dedicar pra enfim terminá-la! Por último e creio que o mais importante é que eu venho tendo muitas dores no ombro, pra fazer qualquer coisa então digitar tem me causado muita dor. Maaas eu já descobri o que é e logo vou ao ortopedista para iniciar o tratamento. O lado ruim é que eu vou ter que evitar forçar esse tendão inflamado até o fim do tratamento :( 

Ps: Perdoem os erros. Eu sempre fico eufórica quando termino de escrever e posto sem revisar.

Capítulo 9 - Capítulo 9


A aula era biologia. Apesar de Sasuke dever naturalmente ter alguma aptidão com a matéria uma vez que o ramo de sua família estivesse intrinsecamente ligado a ela, ele naturalmente não tinha. Sendo ainda mais sincero, eram poucas as matérias nas quais pudesse se dizer sinceramente bom. Apesar disso, a professora de biologia era realmente gentil. 


Aquela aula era no laboratório. Eles ocupavam uma bancada por dupla. Gaara se sentou ao seu lado e Sasuke não questionou. O colega era inteligente e embora ele estivesse um pouco envergonhado pelas questões do dia anterior, era melhor ter Gaara ali do que qualquer outro. 


O ruivo estava animado. Um sorriso estampado em seus lábios lhe dizia muito. Sasuke não se lembrava muito do que ocorreu na noite anterior mas tinha um palpite do que causava aquela alegria especial. 


A aula estava para começar quando Naruto adentrou a sala com pressa. Sasuke olhou para ele enquanto ofegante, se desculpava pelo atraso. Em seguida ele se virou para si e abriu um enorme sorriso. Um daqueles que Sasuke detestava receber. Um que dizia "Eu nunca vou esquecer o que você fez". O loiro se aproximou tomando a bancada na frente deles. 


_ Eu nunca vou esquecer o que você fez. - Ele disse ao largar sua mochila no assento vazio ao lado do seu. 


_ Não fode Naruto. - Sasuke sussurrou irritado. 


Naruto estava com um sorriso tão radiante que o outro teve a impressão de que se o encarasse por muito tempo, os dentes reluzentes o cegariam.


_ Bom dia Naruto. - Gaara disse com um tom de voz manhoso e arrastado. 


De repente o sorriso do loiro desapareceu dando lugar a um suspiro profundo. Ele o encarou e o ruivo apontou para a cadeira vazia ao lado dele. 


_ Seu amigo não vem hoje? - Indagou. 


Naruto mordeu o lábio inferior.


_ Eu tenho por mim que as aventuras com você ontem foram demais para ele. Acordou com dor de estômago. Certamente foi o seu veneno. - Ele respondeu. 


_ Que horror! - Gaara bradou sorrindo. _ Eu achei que a gente fosse amigo. Porque está tão bravo? 


_ Bravo? Por você estar pegando o Shika? Eu estou é com pena dele. - Afirmou. 


Naruto sentou na cadeira de forma com que seu peito encostasse no encosto dela. Ele cruzou seus braços na bancada olhando fixamente para os olhos de Sasuke que o fitou curioso. 


_ Então quer dizer que você é gay. - Sentenciou. _ Conte -me mais.


Sasuke corou instantaneamente. Ele não esperava por uma pergunta daquelas. 


_ O que eu disse a vocês na noite passada? - Ele indagou atônito. Sabia que tinha exagerado na  bebida, mas não pensou que havia ido tão longe. 


_ Ah, você fez muitas confissões. - Naruto afirmou. 


Sasuke encarou Gaara que assentiu positivamente. Seus olhos se voltaram para Naruto à medida que a ficha ia caindo.


_ O que eu fiz ontem? - Indagou.


_ Ah, muitas coisas. - Naruto sorriu ladino. _ Você bebeu, nos deu detalhes da sua vida sexual que caramba Sasuke, eu não estava esperando. Ah você também vomitou no meu sapato. Essa parte foi meio chata.


_ Ah e quando você abraçou seu irmão ao chegar em casa? Foi tão carinhoso. - Gaara sorriu. 


_ Owwn que fofo. - Naruto fez bico. _ Seu irmão sabe das suas aventuras Sasuke? Ou para ele você é o mesmo inocente que foi para nós?

(N.A:Naruto nem te conto. Ah se ele sabe 😏)


Sasuke escondeu seu rosto na palma das mãos tentando a todo custo se lembrar do que foi confidenciado. Provavelmente ele disse algo que não deveria a Itachi também. Ele se odiou por ter saído de casa na noite anterior. 


_ Atenção turma! - A voz da professora chamou a atenção. _ Sr. Uzumaki, por favor sente-se de maneira adequada. - Ela disse séria.


Sasuke abriu seus olhos bem a tempo de ver as costas de Naruto a sua frente. Ele engoliu em seco. 


_ Tenham todos um bom dia. - A professora desejou amistosa. _ Espero que tenham aproveitado bastante o fim de semana. Hoje nós daremos início ao segundo bimestre e como já é do conhecimento de vocês, darei as ordens do seminário que deverá ser executado em dupla até o final dele. Nosso tema neste bimestre será… - Ele se virou e começou a escrever no quadro. _"Germes: Os microrganismos causadores de doenças". - Anotou.


Sasuke finalmente sentiu que aquele poderia ser o trabalho que o tiraria da margem vermelha do boletim. Era tudo o que precisava. 


_ Vou dar a vocês 5 minutos para se organizarem em duplas e passarei os roteiros. - Ela disse e se sentou. _ Lembrem -se! Duplas, apenas. 


Gaara e Naruto de repente se encararam duros. Seus olhos chegavam a faiscar. No segundo seguinte os dois pares de olhos recaíram sobre si e Sasuke basicamente desenhou uma interrogação em seu próprio rosto. 


_ Sasuke você tem que fazer esse seminário comigo. - Gaara disse primeiro.


_ Nada disso! Se eu não me sair bem nesse trabalho vou pegar recuperação e minha mãe vai me matar. Sasuke faça comigo. - Naruto rebateu. 


Sasuke sentiu um tímido sorriso brotar em seus lábios. Era a primeira vez na vida que alguém queria fazer um trabalho consigo. Pior que isso, eram dois, brigando por si. Se sentir bem fora inconsciente. 


_ Sasuke, nós estamos vindo uma hora mais cedo para a escola todos os dias graças ao Naruto. Nada mais justo do que você não o escolher para o seu trabalho. - O ruivo argumentou.


_ Que absurdo! Sasuke eu já me redimi. Fiz uma festa todinha só para você. - Naruto se defendeu. Aparentemente ele já não ligava mais para ser descoberto quanto aquilo.


_ Calma… - Foi tudo o que o moreno disse. _ Eu… - Ele pensou. _ Não sei o que fazer. - Sentenciou tristonho.


Gaara não conseguiu evitar o sorriso dócil. 


_ Desculpe Sasuke. Não quis te deixar nervoso. Não tem problema você e Naruto fazerem esse seminário juntos. Eu me garanto, aliás, Shikamaru não vir hoje em nada significa que ele não fará o trabalho. - Ele encarou Naruto de maneira desafiadora. _ Acho que tanto quanto eu, ele vai amar fazer esse trabalho junto comigo. 


Sasuke conseguiu sentir dali a aura maligna que Naruto emanava. Ele fitava Gaara com tanto ódio que poderia matar. De repente num ato totalmente impensado, que era a forma convencional de Naruto agir, ele se ergueu chamando a atenção de todos. 


_ Professora, Eu, Sasuke e Gaara queremos fazer em trio. - Ele sentenciou. 


A professora o encarou confusa até que sorriu ternamente. 


_ Eu sinto muito. O trabalho será melhor executado em dupla. - Ela disse.


_ Mas temos um número ímpar de alunos na sala! - Ele afirmou.


_ Mas isso apenas porque seu amigo faltou, querido. - A professora afirmou apontando a cadeira vazia com sua caneta. 


_ De fato. - Naruto replicou. _ Entretanto seria um desrespeito com quem foi pontual e está presente. Sobretudo com a pessoa que terá de fazer o trabalho com ele, aliás ele terá um dia de atraso em relação aos demais. 


_ Eu não me importo! - Gaara bradou se erguendo também. _ Professora eu não ligo de ter um dia de atraso. 


_ Mas não deixa de ser injusto! - Naruto rebateu. _ Você tem a obrigação de dar a eles mais um dia, ou atrasar toda a turma em um dia se optar por deixá-lo fazer com o Shikamaru. 


Gaara o fitou atônito.


_ Professora isso não… - Ele ia dizer mas foi interrompido. 


_ Por favor Sr. Sabaku. - A mulher o fitou seriamente. _ Uzumaki está certo. Seria injusto fazer isso. Nesse caso, se vocês três prometeram ajudar o jovem Nara caso ele precise, eu autorizo que façam a atividade em trio. - Ela afirmou. 


Um sorriso vitorioso brincou pelos lábios de Naruto. Gaara se sentou o encarando com um olhar que fulminava. 


_ Então? Quando vai ser a nossa primeira reunião do seminário? - Ele indagou sorridente.


Sasuke riu. Fora inconsciente. Naruto tinha aquele jeito especial de conseguir o que queria. Gaara por sua vez respirou fundo. Entretanto não bravo o suficiente para poder questionar. De certa forma, aquela reação era mesmo a que esperava, ele apenas queria que Naruto fosse mais sincero e direto, para que pulassem as partes chatas. 


A aula acabou rápido depois daquilo. Sasuke recebeu o roteiro do seminário mas não demorou a se esquecer dele. Na aula de história no horário seguinte seu olhar estava longínquo. Sua mente estava distante demais para que assimilasse uma palavra que fosse, do que vinha sendo dito. Logo o horário seguinte também teve fim dando lugar ao intervalo, esse que era de longe o momento favorito de todos ali. 


Sasuke como de costume desceu sozinho até o pátio e se sentou na cadeira menos quente na mesa com maior incidência de sol. Ele não costumava ler, geralmente sua memória de curto prazo não o permitia lembrar da história no dia seguinte, mas aquilo não o impedia de tentar. Constantemente ele se divertia com alguma aventura de Verne, leitura dinâmica que naturalmente fluía em um dia apenas, o que era bom. 


Entretanto ele não leria naquele almoço. Não, pois por alguma razão, diferente do convencional, ele não se sentou sozinho. 

O primeiro a lhe fazer companhia foi Gaara que se sentou ao seu lado. O que dos males era menor já que o ruivo era calmo e compreensivo. A questão realmente ficou séria quando Naruto decidiu seguir o exemplo.


Naruto nunca andava sozinho. Sasuke engoliu em seco quando o viu sentar à sua frente com um sorriso cúmplice em seus lábios. 


_ E ai Sasuke, o que tá lendo? - Ele indagou interessado. 


O moreno o encarou perplexo por alguns segundos. 


_ Não é só porque eu fui na sua festa idiota que eu vou ser seu amigo. - Afirmou.


_ Que duro! Não é só por isso. A gente também vai fazer um trabalho juntos. Agora, deixa eu ver essa coisa. - O loiro disse ao sacar o livro das mãos dele e ler o título "A ilha misteriosa" na capa. 


_ Isso ainda não significa nada. - Sasuke rebateu irritado agarrando o livro de volta. 


_ Muito bem colocado. Ainda. - Ele sorriu. _ Mas que livro chato, nem tem figuras ou desenhos. - Afirmou. 


_ Livro ilustrado é coisa de criança, quantos anos você tem? - Gaara rebateu.


_ Cuida da sua vida palito de fósforo. - O loiro o encarou desinteressado.


Gaara grunhiu e voltou para seu dever. Naruto notou que próximo a Sasuke havia uma caixinha bonita.


_ O que é isso? - Ele indagou. 


Sasuke encarou o embrulho e bufou. 


_ É um bolo. Meu primo idiota me enviou. - Deu de ombros. _ Pode comê-lo se quiser. 


Ele não precisaria falar duas vezes. Em poucos minutos Naruto sacou a caixinha e comeu o bolinho confeitado que lembrava os de Alice no país das maravilhas. Estava bom, ele ignorou o bilhetinho que acompanhava. Não tinha interesse nos assuntos pessoais de Sasuke. 


 No momento seguinte o sinal soou e sem pensar muito naquilo eles retornaram a sala. Sasuke ocupou seu lugar comum e durante as aulas os rapazes se juntaram aos seus determinados grupos dando a ele um pouco de sua merecida solidão. Seus olhos se cansaram um pouco enquanto o professor de matemática seguia com sua morosa explicação que o fazia querer dormir. 


Sua mente viajava para bem distante dali, num oceano azul com o sol brilhando no horizonte. Ele construía um castelinho de areia e seu irmão convencionalmente vestia uma camisa branca se refugiando embaixo do guarda-sol com cara de poucos amigos. Ele estava jovem, Sasuke não deixou de notar. De repente sua mãe surgiu. Ela estava linda. Com um vestido branco de praia, óculos de sol e um chapelão de palha trançada com uma flor vermelha ao lado. 

Mikoto sorria. Um dos sorrisos mais lindos e radiantes que Sasuke já vira. 


Ela se aproximou e Sasuke pôde vê-la sacar o protetor solar.


"Você vai se queimar se ficar tanto tempo no sol meu amor" Ele a ouviu falar. Um sorriso fora inconsciente. Será que sua mãe se preocupava consigo assim? 


De repente um som longínquo o despertou. Sasuke ergueu sua cabeça no ato meio abobalhado e então percebeu que tinha caído no sono. Mas seu sonho foi tão real. Ele sacou seu smartphone para entender o que o havia desperto agradecendo internamente pelo professor não ter notado nada e viu a notificação com o ícone do mensageiro verde claro. 


"Boa tarde Sasuke. Sai com pressa hoje de manhã e não consegui deixar seu almoço pronto. Me lembro que seus horários da tarde foram suspensos e pensei em tirar uma tarde de folga também, pra gente sair ou algo assim. Se quiser é claro. Venha até a sede depois da aula." 


Era uma mensagem de Itachi. Ele havia enviado do mensageiro corporativo o que fazia a imagem do perfil ser a logo da empresa com as iniciais UH em prateado num fundo negro. Mas Sasuke sabia que era ele. Um sorriso brotou em seus lábios e suas bochechas coraram. Uma tarde com Itachi, um passeio com ele. Seria tudo o que mais queria ultimamente.  

Entretanto seu sonho logo voltou a sua mente como um bombardeio que fez seu coração acelerar.


"Estarei aí Tachi. Tem algo que quero te contar, acho que é uma lembrança. Será que você confirma pra mim? Você estava nela." 


Ele teclou enviar e aguardou ansioso a resposta que não demorou a chegar. 


"Uma lembrança? Isso é ótimo! Vamos conversar sobre isso. Te aguardo." 


Sasuke não sentiu a necessidade de responder. Quem lesse sua conversa imaginaria que a relação não tivesse nada além do carinho entre irmãos e obviamente tal pessoa estaria cometendo um engano ultrajante. Apesar disso, o rapaz sorriu. Seria uma tarde e tanto a que teria pela frente. 


Itachi encarou a tela do Smartphone mais uma vez antes de sorrir e fitar o computador. Uma lembrança. Aquilo deveria ter um bom significado. O mais velho realmente esperava que fosse algo positivo. Não gostaria de saber que seu irmão estivesse se lembrando de coisas negativas de seu passado, mas a se considerar a mensagem que ele enviou e o tom descontraído, não devia ser nada demais. 


Antes que pudesse refletir mais sobre o assunto ou se dedicar ao trabalho, um toque suave na porta chamou sua atenção. 


_ Entre. 


No ato a porta se abriu e a cabeça de sua assistente apontou na fresta entreaberta.  


_ Olá. - Ele disse e sorriu de leve.


_ Eu não devia estar aqui. - Ela sussurrou. _ Shisui disse pra não te incomodar pela manhã. 


_ Bobagem. - Ele se esticou na cadeira. _ Ele disse isso pela reunião com os americanos, mas ela foi mais cedo e correu muito bem, logo não tenho problema de te receber agora. 


_ Ah que bom! - Ela entrou totalmente. 


Izumi como de costume mantinha seus cabelos num coque despojado, os óculos quadrados muito bem postos no rosto e a roupa engomada perfeitamente no lugar. A única coisa que poderia dizer que a mulher não estava de acordo com o ambiente corporativo era o grande sorriso que ela mantinha no rosto e sua postura despojada, estando totalmente a vontade na presença do superior. 


_ Está quase na hora do almoço e você recebeu um presente. - O rosto dela logo tomou uma feição insinuadora. _ Quem sabe de um admirador. - Ela disse baixinho. 


Itachi arqueou a sobrancelha vendo a moça depositar a caixinha sobre a mesa. Parecia um bolinho comum de padaria confeitado e bem vistoso. 


_ Quem mandou isso? - Indagou estranhamente sério.


_ Bom, não tinha remetente. Só um recadinho fofo daí pensei que pudesse ser alguém com quem estivesse saindo. - A moça disse menos divertida lhe entregando o bilhete. 


Itachi o sacou e leu "Com carinho." Em letras rebuscadas. Virou o bilhetinho e realmente parecia anônimo apesar de o recado ter sido escrito a mão. E como não tinha endereço ou marca de padaria, parecia ter sido entregue pelo próprio remetente. 


_ Chegou na portaria a em média uma hora atrás. Acha que eu fiz mal em ter trazido? - Indagou. 


_ Não. - Itachi deu de ombros. _ Se não for de Shisui, provavelmente é de algum estranho tentando a sorte. Não se preocupe. - Ele pôs o bolo na mesa e voltou a encarar a tela do computador. 


Izumi parou pra pensar e suspirou. 


_ Não tinha pensando em Sui. É a cara dele fazer algo assim. Desculpa. 


_ Não se preocupe. - Itachi riu. _ Izumi, Essa tarde eu vou ter um compromisso muito importante. Pode por favor anotar os recados? 


_ Vai tirar a tarde de folga? Algo em especial? - Ela sorriu ladina.


_ Sim. Vou passear com meu irmão. Ele tem ficado muito tempo em casa. - Itachi respondeu.


Izumi  pareceu desapontada. 


_ Achei que seria um encontro ou algo assim. - Suspirou. _ Sabe, você vai acabar se tornando um tio amargurado cheio de gatos. 


Itachi riu divertido.


_ Que horror Izumi! Essa é a sua visão de todos os solteiros? 


_ Eu nem poderia. - Ela deu de ombros. _ Mas sinceramente eu tenho estado preocupada com você. Sua vida se resume a trabalho, faculdade e seu irmão. Tem que tirar um tempo pra você. 


_ Eu estou bem. - Ele respondeu calmo. _ Não acho que um relacionamento seja o sinônimo de uma vida feliz, mas de qualquer forma, não penso sobre isso no momento.


A moça pareceu se contentar com tal resposta já que ela não voltou a questionar. 


_ Vai almoçar com Sasuke também? Ele vem depois da escola? - Ela indagou.


_ Sim. Só tenho que resolver alguns detalhes antes de sair. - Comentou distraído encarando o computador. 


_ Não vou te incomodar. - Izumi disse ao se erguer. _ Acho que vou encontrar Shisui e convidá -lo pra almoçar. - Ela disse. 


Mas antes que chegasse a porta, ela se abriu revelando a silhueta do homem em questão do outro lado. 


_ Aparentemente não vou ter de me preocupar… - Ela sussurrou infeliz. Shisui lhe daria um belo sermão por estar ali.


_ O que faz aqui? - Ele indagou sério. 


_ Só vim trazer um presente que Itachi recebeu. - Respondeu ela. _ Chegou na portaria e como está próximo da hora do almoço achei que ele gostaria de receber. Sei que ele está ocupado, mas…


_ Presente? - Ele indagou de repente.


_ Sim. - Izumi pareceu confusa.


Shisui encarou Itachi que não prestava atenção na discussão. 


_ Por acaso é um bolo sem remetente? - Indagou. 


_ Como sabe? - A moça indagou.


_ Recebi um igual. -Ele disse.  


_ Sem chance. - Ela se aproximou. 


Itachi os encarou quando pararam diante dele.


_ Se importa de levarmos seu bolinho para o laboratório? - Shisui disse de repente. 


_ O que acha que é? - Indagou.


_ Não sei, mas não é um evento isolado certamente. 


_ Pode ser algum publicitário tentando fazer um marketing chamativo. - Itachi arriscou. 


_ Pode, mas também pode ser outra coisa. - Shisui rebateu.


_ Bom, se te faz sentir mais seguro, mande fazer uma análise geral no laboratório. 


_ Vou fazer isso. - Ele respirou fundo. 


_ Mas Sui, e o almoço? - Sua irmã correu em direção a ele. 


_ Pode esperar. - O rapaz disse ao se apressar em direção a porta. 


_ Mas eu… vou comer sozinha? - Disse quando a porta se fechou com Shisui do outro lado dela. 


Izumi suspirou e saiu em seguida deixando Itachi em sua mais pura solidão até que cerca de dez minutos depois a porta timidamente se abriu revelando Sasuke por detrás dela. 


_ Oi? - Ele disse chamando a atenção do mais velho. 


Itachi o fitou num sobressalto e sorriu abertamente.


_ Entra, vem. - Ele chamou. 


Sasuke obedeceu e seguiu o olhar de seu irmão até cruzar a mesa em direção a ele.


_ Como foi a manhã? - Itachi indagou o sentando em seu colo. 


Normalmente, tal tipo de proximidade causaria no mais jovem um tipo de apreensão por ser um lugar de certa forma menos particular que o conforto de sua casa. Entretanto, Itachi ficava tão sinceramente atraente naquele terno que ele nem se importou. 


_ Boa, eu acho. - O mais jovem disse ao afrouxar a gravata do outro. _ E você trabalhou muito?


Itachi sorriu quando Sasuke se aproveitou do espaço que surgiu quando a gravata foi aberta, para tocar a pele lívida do mais velho. 


_ O suficiente. - Ele afirmou ao tocar a cintura alheia.


Sasuke se sentou mais despojadamente sobre o colo dele sentindo-o despertar e sorriu. Amava as reações que causava no mais velho com tão pouco. Seus lábios subiram por seu pescoço para alcançar os lábios que lhe tomaram com lascívia. Se havia em Itachi um pecado inerente naquele momento era a gula. Estava ávido e faminto por si. Queria lhe devorar no mais obsceno sentido da palavra e o mais moço adoraria ser seu banquete naquele momento. 


Entretanto, por uma irônica peça do destino, não foi naquele momento que puderam realizar suas fantasias na sala do líder. Não, pois no segundo seguinte a porta da sala foi escancarada com violência. Num pulo Sasuke se pôs de pé. Seu coração estava acelerado e o ar de repente pareceu escasso. Seria muito ruim se alguém os pegasse em tal intimidade. Aliás, coisas ali eram estranhas até para irmãos. Itachi por sua vez parecia mais incomodado pela intromissão do que de fato pelo "flagra". Mas ele não estava em tudo errado. Não foi preciso prestar muita atenção em Shisui naquele momento para entender que suas prioridades estavam longe das que imaginava o mais moço. 


_ Eu estava certo em desconfiar. - Shisui largou alguns objetos sobre a mesa. 


_ Muito rápido para um resultado tão complexo Sui. - Itachi massagem as têmporas um tanto incomodado. 


_ Não é o resultado do seu bolo, mas o do que eu recebi mais cedo. Mandei colocar em ordem de prioridade. 


_ E? 


_ Estava envenenado. - O primo sentenciou.


Itachi respirou fundo.


_ Bom, não é a primeira vez que você sofre um atentado do tipo, e sinceramente, não dá para julgar essas pessoas. Não entendo o que os eventos têm em comum. 


_ Não haja como um idiota Itachi! Você sabe muito bem o que está em risco. Sabe bem de quem estou falando e se mesmo assim prefere se fazer de bobo analíse as embalagens, compare as letras. Vieram da mesma pessoa e muito em breve o laboratório vai mostrar a você o porque deve se preocupar.


Sasuke estava assustado, confuso e irritado. Mas isso não o impediu de encarar a embalagem e notar que ela não lhe era estranha. Tal percepção fez todo o resto escapar de sua mente já que, fosse o que fosse, não parecia bom. 


_ Recebi esse bolo também. - Sasuke sentenciou se sobressaindo a discussão da dupla. 


Ambos o encararam no ato.


_ Viu?! Será que preciso de mais pra você levar isso a sério Itachi?! 


_ Você o comeu? - Itachi indagou se levantando visivelmente preocupado. 


O irmão o fitou e engoliu em seco.


_ Eu não. -Ele disse encarando Shisui e Itachi novamente. _ Mas alguém comeu sim. 



Já era tarde e dentro de alguns minutos seu filho chegaria da escola. Naruto sempre era bem pontual e tinha a mínima decência de avisar sua mãe caso não fosse direto pra casa depois do horário de aulas. Graças a isso Kushina não se assustou quando alguém a abraçou por trás enquanto ela cortava os legumes do almoço. 


_ Desde quando você cozinha? 


A ruiva riu da voz manhosa em seu ouvido e se virou para beijar o rosto do rapaz. 


_ Pensei em fazer alguma coisa de útil com meu tempo livre essa tarde. Papai viajou a negócios, dei uma folga a empregada e pensei em ficarmos juntos. 


_ Você tem estado tão ocupada. - Naruto se distanciou sentando-se numa cadeira a mesa. 


_ Sim. - A mãe suspirou. _ Sinto muito se acabei negligenciando você. -Suspirou. 


_ Você tem que trabalhar. - O jovem deu de ombros, mas sua mãe identificou as notas de mágoa contidas nas palavras. 


_ Sabe, fui ao jardim hoje. - Ela o fitou de esguelha. _ Seus amigos deixaram muitos presentes. 


Naruto de repente se tornou oportunamente silencioso e sua mãe riu. 


_ Talvez alguns deles tenham extrapolado os limites. - Naruto sorriu amarelo. Com sorte sua mãe não se irritaria com o presente de Sasuke, por exemplo.


_ Só um pouco. - A mãe comentou encarando com pesar a enorme unha vermelha que ela acidentalmente lascou com a faca afiada. 


_ Mas foi bom. - Naruto sorriu. _ Indescritivelmente. 


_ Hum. Eu notei esse tom. - Kushina se virou apoiando uma mão na cintura. 


O loiro ruborizou. 


_ O que eu consigo esconder de você afinal. - Ele encarou a mulher. 


Kushina sorriu. Ela sempre teve uma relação bem próxima com o filho. Estava feliz em saber que ainda compartilhavam aquela ligação.


_Sabe… - O adolescente juntou suas mãos a frente do corpo. _ Tem esse garoto. Sabe, eu achava ele um tremendo arrogante e idiota no início, mas, bom, ele meio que me desperta curiosidade. 


_ Curiosidade? Em que sentido?


_ Ele é silencioso, metódico e frio. Eu fico me perguntando o que o tornou assim. - Naruto sorriu ao se lembrar de alguns detalhes. _ Fico pensando se não seria bom desvendá-lo por completo. 


_ Uau. - A mulher se aproximou. _ Me parece interessante. O que te faz não tentar desvendá-lo? 


Naruto encarou a mesa e suspirou. 


_ Fico pensando se seria honesto. 


_ Só é desonesto se você negar o que sente. Se é real, palpável e bom, se houverem aberturas, você poderia ao menos tentar. - Kushina se sentou diante dele. 


Os olhos tão azuis a encararam profundamente até que ele sorriu ínfimo.


_ Mamãe, não estou me sentindo bem. - Ele comentou e percebeu o sorriso sutil da mãe desfalecer.


_ O que há? - Ela indagou.


_ Dor no estômago, ânsia de vômito, minha visão tá um pouco ruim. 


_ Pode ser algo que você comeu. - A mãe opinou. _ Por que não se deita? Se os sintomas persistirem vamos ao médico. 


O loiro suspirou. 


_ Talvez você esteja certa. Vou pro quarto. 


Naruto suspirou. Sua mãe sorriu encorajadora e ele se ergueu para subir. Mas por alguma razão ele não pôde ir. No instante em que se ergueu  ele sentiu seus músculos falharem. Era como se de repente o chão houvesse amolecido e ele não conseguia mais permanecer de pé. Ele até tentou se levantar quando suas pernas cederam, todavia a voz preocupada de sua mãe foi tudo o que captaram seus sentidos, antes que ele desmaiasse de vez.  


Notas Finais


E aí? 

Gostaram?

Então, capítulo seguinte vai ser daqueles. Sasuke vai começar a descobrir o passado. Tem alguém ansioso pra isso? Vamo que vamos. Tentarei não demorar muito. 

Beijos ♡


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