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História Baby It's You - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


E finalmente cá estou eu para dar continuidade à "Baby It's You"!😊
Espero sinceramente que gostem dessa também.😉
Mas... Como o Johnny vai se sair no seu primeiro dia de trabalho?😞
Vamos conferir.👀
Boa leitura❤

Capítulo 2 - Primeiro dia de trabalho


Fanfic / Fanfiction Baby It's You - Capítulo 2 - Primeiro dia de trabalho

Paul ouviu a campainha tocar e se apressou em dar o nó em sua gravata roxa. Olhou-se no espelho mais uma vez, abotoando seu terno preto e checando se estava tudo certo e em seu devido lugar em sua roupa. (link nas notas finais)

- Já estou indo! - avisou enquanto saía de seu quarto, indo até o quarto que um dia foi o hóspedes e depois, foi transformado no quarto de sua filha.

Lá a garotinha brincava com algumas bonequinhas no tapete. Ele a pegou no colo e caminhou rapidamente até a porta, a abrindo e encontrando um jovem de cabelos quase ruivos bem penteados, usando jaqueta e calça pretas, ambas as peças de couro, e uma camisa branca. (link nas notas finais) Era o estilo típico dos adolescentes rockeiros e rebeldes daquela época.

- G-George? - perguntou desconfiado, estreitando os olhos enquanto ainda o olhava de cima à baixo.

- Hum... Não. Eu sou John. George é meu amigo e não pôde aceitar, por isso me indicou para a vaga. - ele explicou, com as mãos nos bolsos da calça e sorrindo timidamente.

- Oh... Tudo bem. - Paul falou ainda com um ar de desconfiança, dando um sorriso amarelo. Estava hesitante, já que haviam lhe indicado o tal George e não esse tal John. Era tão jovem e tinha um ar tão irresponsável... - Bom, Mary é uma criança bem quieta, normalmente. Caso seja necessário, deixei o número da empresa em que trabalho grudado com um ímã na geladeira. De qualquer forma, meu expediente não é tão longo, então não demorarei demais. - explicou tentando parecer simpático, mesmo achando que ficou um pouco forçado. Deu um beijo carinhoso na testa da filha antes de suspirar e criar coragem para entregá-lo nos braços de um desconhecido - Papai volta logo, meu anjinho. Me telefone se acontecer algo, John.

- Pode deixar, Sr. McCartney.

- Apenas Paul, por favor. - ele corrigiu e o jovem prontamente assentiu.

Pegou sua maleta e acenou, saindo de casa e pedindo à Deus que aquele cara não fosse um maníaco ou drogado e que cuidasse bem de sua filha.

- Tchau, papai! - Mary disse baixinho e também acenou com sua mãozinha.

John passou a menina para o outro braço, desajeitadamente. Mesmo sem graça, acenou para seu novo patrão e observou pacientemente enquanto ele entrava no carro e ia embora.

- E então... Mary? - a menina olhou para ele e riu, mostrando alguns dos seus pequeninos dentes brancos. Ela esticou seu bracinho e começou a tocar seu nariz aquilino que tanto lhe incomodava em sua aparência - É, acho que você gostou de mim.

Ele deu de ombros e entrou na casa, trancando a porta em seguida e encontrou uma sala repleta de brinquedos. Caminhou até o centro da sala e colocou a criança que aparentava ter de 2 a 3 anos, no tapete cheio de bonecas. Ela observou os brinquedos por algum tempo e escolheu uma delas, sacudindo-a para John, que sorriu.

- Hey, Mary... O que acha de ficar paradinha bem aí enquanto o tio John vai ao banheiro, hein? - perguntou e sorriu ao ver que ela o tinha ignorado. Saiu da sala, a procura do banheiro e o encontrou sem dificuldade. Voltou alguns minutos depois e sorriu aliviado ao ver que a menina estava exatamente onde a havia deixado - O Geo estava certo, não vai ser difícil cuidar de você.

Ele se sentou em uma poltrona e ficou a observando por um tempo. Ela brincava com uma boneca e um ursinho de pelúcia, fazendo alguns sons. Era como se ela quisesse fazer um diálogo entre os dois. John balançou a cabeça em negação e riu. Olhou em volta e encontrou um livro de conto de fadas, mas especificamente, a Cinderela. Com O não tinha nada melhor pra fazer, começou a ler e após alguns instantes, quando voltou a olhar para o tapete, Mary já não estava mais lá.

- Mary? - ele chamou, tentando não se desesperar por completo - Cadê você? O tio não sabe brincar de esconde-esconde muito bem. - falou com um risinho forçado, suspirando e começando a andar pela casa a procura da menina.

Por já estar entrando em pânico, correu até o telefone da sala e discou o número de George, rezando para ele estar em casa e atendê-lo.

- Alô? - Harrison atendeu após algumas chamadas.

- Sou eu, Joj! - respondeu.

- Johnny! Como estão as coisas por aí, cara? - o amigo perguntou animado.

- E-eu perdi a criança! - John respondeu desesperado, deixando o outro surpreso.

- Ah, não! Tá de brincadeira!? Como conseguiu essa façanha? - George perguntou rindo.

- Eu só tirei os olhos dela por alguns segundos e... Puff! - ele fez uma pausa - Ela sumiu do nada! Aliás, o nome dela é Mary.

- Ok. A porta da casa está fechada? - George perguntou ficando mais preocupados.

Lennon revirou os olhos.

- Acho que sim. O pai dela saiu e eu tenho certeza de ter trancado, mas eu teria visto se ela tivesse saído.

- Têm alguma portinha pra passagem de cachorros ou gatos?

- Eles nem tem bichos de estimação. É só a Mary e o pai! - John caminhou pelo corredor e encontrou um quarto cheio de tons de rosa, e de brinquefos, além de uma caminha que deduziu ser de Mary. E lá estava sentada em um canto com vários blocos de montar à sua volta. Ele se abaixou e pegou a menina, que sorriu - Encontrei ela!!! - praticamente gritou de alegria.

- Está inteira?

- Aparentemente. - riu - Hey Geo, o que eu dou pra ela comer?

- Ela está com fome?

- Não sei, está muito ocupada mexendo no meu cabelo. - John falou, ouvindo seu amigo rir do outro lado e caminhou até a cozinha.

- Procura alguma coisa na geladeira, sempre têm iogurtes e umas coisas assim.

- Tudo bem. - o ruivo disse e colocou a garota no cadeirão. Encarou a geladeira por algum tempo, analisando alguns dos desenhos de Mary que estavam ali e um outro papelzinho com o telefone do trabalho de Paul. Abriu a geladeira e encontrou alguns potes de iogurte, como George havia dito. Pegou um deles e colocou na frente da menina, enquanto procurava uma colher, quando encontrou e se virou, Mary já havia aberto o iogurte e estava todo lambuzada - Tenho que desligar, Geo. Tenho outro problema.

- Quando voltar pra casa pode me ligar e contar como foi.

- Certo. Até mais.

Ele desligou e deixou o telefone no balcão. Se virou para a menina e riu, suspirou a pegando no colo e segurou as duas mãos da menina com a sua quando percebeu que ela queria mexer em seu nariz.

- Nada de iogurte no nariz do tio John, Mary.

Ela riu e tentou se soltar, fazendo Lennon sorrir. Ele caminhou até o banheiro e lavou as mãos da garotinha, levando-a até a sala em seguida. A deixou com algumas de suas bonecas e se sentou no sofá. Mesmo não tendo feito de fato tantas coisas, estava exausto e entendiado...

[...]

John acordou duas horas mais tarde, ao ouvir o barulho de um carro se aproximando. Se assustou ao olhar em volta e encontrar sua carteira de de cigarros que tinha deixado na mesa, rasgada e com os cigarros que tinha deixado na mesa, rasgada e com os cigarros todos espalhados por toda a sala, além de alguns discos do... Elvis!?

- Caralho! Que coisa mais linda! - falou pasmo e com brilho nos olhos ao ver todos aqueles álbuns do seu artista favorito - Então o Sr. McCartney têm um ótimo gosto musical... - pensou em voz alta.

Pegou a carteira rasgada, enfiando no bolso da jaqueta e saiu catando um por um os restos de cigarros que achou, fazendo o mesmo para escondê-los. Vez ou outra, parava e ficava olhando quase que em transe para os discos, não fazia ideia de onde todos haviam saído, mas logo chacoalhou a cabeça e esfregou os olhos, se lembrando da criança arteira que deveria estar cuidando. Afinal, ela deveria ser quietinha como o pai falou, só na companhia dele mesmo...

- Mary? - ele chamou, se levantando apressado - Percebeu luzes entrando pela janela e se lembrou que o pai dela deveria estar voltando, e ele precisava urgentemente arrumar aquela bagunça. Começou a recolher os cigarros, colocando todo em seus bolsos, logo procurando pela criança - Mary, cadê você, pequena?

Suspirou aliviado ao encontrar a garota deitada no chão atrás do sofá, dormindo, com um cigarro amassado em uma das mãos, que estavam sujas com as cinzas.

- Puta merda! Se seu pai ver isso vai me matar antes de me demitir! Vai pensar que estou te ensinando a fumar! - falou com os olhos arregalados.

Correu até ela, pegando a o cigarro e escondendo também em um dos bolsos. Pegou uma parte de sua camisa, limpando as mãos da garota e a fazendo acordar, ainda bastante sonolenta. Em seguida, pegou ela nos braços e ouviu barulho de chaves, seguido pela macaneta girando. Fechou os olhos e se virou, ficando de costas para a porta e começou a caminhar em direção ao corredor que levava ao quarto de Mary.

- John? - a voz do homem fez com que parasse e se virasse. Ele sorriu amarelo - Parece que vocês se divertiram... - Paul não pôde evitar um riso, enquanto folgava sua gravata.

- O-oi, Sr. McCartney. A Mary acabou de pegar no sono e vou levá-la para o quarto. E não se preocupe, já vou arrumar toda essa bagunça... E perdão por isso. - John explicou sem graça.

- Pode me chamar apenas de Paul, já disse. - McCartney pediu simpático, mais uma vez - Ah, e não precisa se desculpar, eu é que esqueci de te avisar sobre o fascínio que minha filha tem pela minha coleção de vinis.

- Meus parabéns então... - Lennon comentou meio pensativo.

- Por? - perguntou, franzindo o cenho.

- Pelo seu ótimo gosto musical. Nunca imaginei que gostasse do Presley... - comentou fazendo o mais velho rir.

- Eu sei, não tenho cara de quem curti Elvis, mas sim, eu amo rock! Aliás, não são só esses que tenho. Também há do Chuck Berry, Buddy Holly, Little Richard, Johnny Cash, Ben E. King... Nossa, são tantos... É uma paixão colecioná-los. - falou e viu como o jovem parecia estar hipnotizado com todos aqueles nomes, se divertindo com sua expressão - É que eu gosto de organizá-los por artistas e creio que ela alcançou os do Elvis por estarem mais embaixo na estante.

- Uau! - foi a única coisa que John disse ainda fascinado. Ao perceber que já estava "moscando" sacudiu a cabeça e tentou voltar ao normal - Mas eu te peço desculpas, me distraí e quando vi, já estava tudo assim.

- Tudo bem. - Paul se aproximou dele, beijando a testa da filha - Só vou me trocar e já te ajudo.

Ele assentiu e caminhou até o quarto da menina, Paul bem atrás dele, indo para o seu. John a colocou na sua cama, a cobrindo com um pequeno cobertor que estava ali. Saiu e fechou a porta, voltando à sala e passando a recolher os álbuns rapidamente.

- Posso organizar isto depois, John. - Paul disse entrando na sala.

Lennon o olhou para recusar, mas acabou o fitando por um longo tempo. Paul usava uma camisa social azul clara, um suéter bem colorido, sem mangas, calça preta, meias laranjas e sandálias de dedo; (link nas notas finais) um look bem despojado para aquele homem que aparentava ser engomadinho e sempre certinho. Fora também os seus cabelos, que estavam mais bagunçados.

Depois de perceber que já tinha ficado tempo demais o analisando, prontamente desviou o olhar como se nada estivesse acontecendo.

- D-de jeito nenhum. Eu sou o responsável por isso - o ruivo disse, pegando mais um disco de vinil e fixando seus olhos nele - Nossa, 'King Creole'!  (link nas notas finais) Não acredito, essa é a minha trilha-sonora preferida dos filmes que o Elvis lançou até agora... Sempre quis esse disco... - comentou completamente aéreo.

- Pode pegar emprestado. - McCartney disse naturalmente, se abaixando e pegando mais alguns.

- Q-quê? - Lennon perguntou confuso.

- Pode pegar emprestado. - o mais velho repetiu, apontando para a capa do disco.

- N-não, eu não posso. Você é meu patrão e esse é só o meu primeiro dia aqui...

- Sem problemas, John. Você parece um cara legal, eu te empresto ele com toda certeza. - disse, tocando a mão do rapaz, que sentir um arrepio estranho percorrer toda sua espinha.

- Têm certeza? - John perguntou, aqueando as sobrancelhas.

- Claro. - confirmou.

- Oh, muito obrigado, Sr... - antes de terminar, viu o olhar repreenssivo do outro - Digo, Paul. Olha, eu juro que vou cuidar bem e não vou deixar nenhum arranhãozinho nele. Te devolvo em poucos dias, ok? - avisou e o outro riu com sua nítida empolgação, assentindo.

E assim forma terminando de organizar tudo na sala...

- Obrigado, John. Por tudo. - agradeceu sorrindo.

- Não foi nada... Paul. - o mais novo disse, ainda se acostumando em não usar tantas formalidades com ele.

- Gostaria de um chá? - perguntou, cruzando os braços.

- Não, obrigado. Tenho que voltar pra casa.

- Ok, então. - ele sorriu e caminhou até a porta, a abrindo.

- Boa noite, Paul.

- Boa noite, John. - se despediu e quando o garoto começou a descer os degraus que davam para a rua, ele disse mais algo - Aliás... - disse parado na porta, fazendo o rapaz parar e se virar - Pode voltar semana que vêm?

 

                   Continua...

                   


Notas Finais


E essa sapequinha da Mary? Ainda vai dar mais trabalho pro John hahaha?😅
Mas o que acharam? Apesar das travessuras dela ele se saiu bem?😞 Será que ele volta semana que vêm? Vamos fazer uma campanha: #VoltaJohnny kkkk😂😂😂
Dêem suas opiniões. Desde já agradeço. E até o próximo.😙

Segue os links todos abaixo:⬇

Link da roupa de trabalho do Paul: https://pin.it/7D3T8Ev
Link da roupa do John: https://pin.it/6RaXI08
Link da roupa que o Paul aparece vestido depois: https://pin.it/6fHL9nr
Link da capa do álbum do Elvis "King Creole" (que eu amoo😍): https://images.app.goo.gl/eUzjNtZveTccdau26


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