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História Baby Sitter - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Ações são melhores


Receber ligações não eram de seu cotidiano, normalmente estava com a caixa de mensagens cheias por seus amigos ou amigos virtuais que puxava assunto por terem gostos parecidos, mas nada comparado ao tanto de mensagem que trocava no grupo de seus amigos. Normalmente sempre estava jogando ou saindo para comer com Kirishima, enquanto o resto se ocupavam com suas famílias — Bakugou não costumava ter uma relação amigável com a mãe, mas ainda assim a mulher queria aproveitar o filho nas férias.

Em uma noite de sexta-feira, tomou a decisão de dormir na casa do melhor amigo e como de costume passaram a madrugada toda jogando ou assistindo, mas depois de algumas horas seu celular estava tocando. Jurou ser seu despertador, então apenas tirou sua mão de dentro do cobertor e passou o dedo pela tela na tentativa de fazer o barulho sumir, mas era impossível com o sono que se encontrava.

Descobriu a cabeça com seus cabelos bagunçados de um lado para o outro, não conseguindo ao menos olhar para o nome na tela do celular. Jogou a cabeça no travesseiro novamente quando o celular parou de fazer barulho e se ajeitou para voltar a dormir. Infelizmente não demorou mais de dois segundos para voltar a fazer o mesmo barulho, fazendo Kirishima jogar um travesseiro no loiro que dormia na cama embaixo de si.

— Atende isso logo — Resmungou sonolento, esfregando ambos os olhos.

— Que merda — Xingou e bufou cansado, pegando o celular e passando o dedo tendo apenas um de seus olhos abertos para encarar a tela clara — Alô? — Deitou de bruços na cama com seus olhos novamente fechados e a voz sonolenta.

— Bom dia, Kaminari — Ouviu a voz grossa do seu professor de japonês, prendeu a respiração e arregalou os olhos em direção ao melhor amigo que o olhava curioso de quem era — Está aproveitando as férias? — Esfregou os olhos para acordar de uma vez.

Nem sabia o que responder, aliás fazia apenas sete dias que estava descansando da escola e não sabia se jogar e assistir o dia todo era aproveitar. Contando com seus pensamentos rodeados em Hitoshi, nem ao menos conseguia sair em alguma festa para conhecer alguém. Graças a seu coração sempre disparar ao lembrar dos lábios do garoto e suas mãos pelo seu rosto, lhe passando uma sensação aquecedora. 

— Eu tô aproveitando sim, e o senhor? — Notou o amigo se jogar na cama para voltar a dormir, enquanto tentava acordar para entender o que Aizawa queria consigo em plena dez horas da manhã.

— Estou sim — Respondeu breve, ficando calado por um momento, porém seu silêncio durou pouco para o raciocínio de Kaminari — Lembra que eu disse que ligaria caso precisasse que cuidasse da Eri nessas férias? — Resmungou incerto da pergunta — Então, você poderia vir hoje depois do almoço? Eu vou precisar sair com o Hizashi visitar uma tia dele.

— Posso sim — Se levantou, empurrando o ruivo da própria cama e sentando ao seu lado — Mas seu filho não tá aí? — Mordeu o lábio, nervoso por pensar que veria o arroxeado depois de deixar mal resolvido a sua fuga. 

— Eu não iria recorrer a você, mas Hitoshi anda com a imunidade ruim desde o começo das férias — Enfiou os dedos em meio as madeixas loiras em saber que de qualquer forma veria Shinsou — A disposição dele está péssima, então agradeceria se ficasse de olho na Eri e na temperatura do Hitoshi — Seu professor concluiu, o fazendo suspirar baixo — Entendo se não quiser vir, mas se vir fico agradecido por deixar minha cabeça mais aliviado de que Eri não vai colocar fogo na casa ou se machucar.

— Não vou recusar, assim que almoçar eu apareço aí — Confirmou, mexendo nos próprios dedos do pé.

— Se for antes das duas da tarde é ainda melhor — Resmungou mais uma afirmação — Obrigado, te esperamos aqui.

— Imagina, professor — Entortou o lábio — Até — Ouviu um apitar após a ligação ser encerrada, passou ambas as mãos pelo rosto e olhou para o melhor amigo — Com que cara eu vou olhar pro cara que me deu um selinho e eu corri? — Eijiro riu curto e o bateu com o travesseiro.

— É o seu trabalho, cara — Deitou ao lado do amigo com um bico emburrado. 

— Por que justo ele é irmão da Eri? — Virou o rosto para olhar o ruivo.

— O professor vai entender se quiser largar o emprego — Denki afundou seu rosto no travesseiro — Mas, é claro que você não quer por causa da Eri — Bateu o cotovelo nas costelas do menino ao lado — Principalmente por causa do Shinsou — Falou baixo a última frase, recebendo os olhos claros de Kaminari o fitando.

— Nem vem, Kirishima — Empurrou o próprio dono da cama, o fazendo cair na cama debaixo e quando esticou o pescoço para olhá-lo recebeu um travesseiro no rosto — Ei! — Atacou o melhor amigo de volta, o batendo na cabeça e nas nádegas.

— Denki! — Ficaram se batendo com os travesseiros até ouvirem a mãe do ruivo chamá-los para descer e ajudar na preparação do almoço. Conseguiu distrair seus pensamentos do trabalho ao ajudar Kirishima e sua mãe até a hora de comer, apenas apreciava o sabor divino do tempero da mulher.

Se arrumou com seu costumeiro estilo de calça jeans e moletom largo, normalmente sempre usava o seu moletom amarelo e uma camisa preta com desenhos, mas desta vez roubou uma das camisas de banda de rock de Eijiro e um moletom preto liso. 

Deixou os cabelos bagunçados, logo seguindo para a casa do professor Aizawa enquanto escutava música nos seus fones. Queria a todo momento dançar no meio da rua, mas se segurava até demais porque o ritmo era deveras bom para ficar parado. O que não esperava era o ritmo ser tão envolvente ao ponto de lembrar de certo alguém com cabelos roxos e os olhos mesclando cores da galáxia. 

Sua fixa caiu que olharia para o filho mais velho do professor assim que tocasse a campainha, acabou hesitando tanto em apertar a campainha que só acordou quando a porta foi aberta e revelou um homem de semblante cansado e madeixas pretas.

— A quanto tempo você está aqui? — Cruzou os braços com seu olhar intimidador.

— A-ahm... Oi — Acenou brevemente, deslizando a mesma mão pela nuca em nervosismo — Acabei de chegar — Mentiu, abrindo um sorriso amarelo.

— Pode entrar — Arqueou a sobrancelha, dando espaço para o mais novo passar. Assim Kaminari fez, logo recebendo um abraço caloroso da pequena e a rodou uma vez no abraço — Ei, filha, estamos indo então — Se dirigiu a menor nos braços da babá — Seja boazinha com o Kaminari — Acariciou o topo da cabeça da filha brevemente e lhe deixou um beijinho na testa.

— Ela vai se comportar, aliás ama o Denki — Hizashi se manifestou, entregando um casaco para o marido — Vamos? — Pousou a mão no ombro do homem, recebendo um acenar positivo — Tchau, amo vocês! — Mandou beijos para ambos os mais novos que estavam no meio da sala, em seguida Aizawa e Yamada saíram.

Denki se espreguiçou olhando ao redor com receio de encontrar algum morto vivo no corredor ou em qualquer outro lugar, tentava não transparecer o nervoso para a garotinha que cuidava, mas conforme passava os segundos seu pescoço doía de tensão.

— Tá sendo tão ruim ficar sem você aqui — Eri deixou o tablet na mesa de centro, olhando como um cachorrinho sem dono para o maior — Hitoshi não brinca comigo — Cruzou os braços, fazendo Denki rir e se agachar até ela.

— Veja pelo lado bom, hoje eu tô aqui! — Sorriu e abraçou a garota novamente, sentindo o cheiro de camomila dos seus cabelos claros — O seu irmão tá doente, né? — Indagou baixo, voltando a olhar a menina nos olhos.

— Ele tá com gripe desde que parou de ir a escola — Pegou eu tablet novamente, se sentando no tapete e acessando um jogo qualquer no aparelho — Eu esqueci de avisar ele que você tá aqui! — Arregalou seus olhos e sorriu grande para seu cuidador.

— Não, não precisa — Tentou segurar a garota, mas a mesma disparou na frente em direção ao quarto do irmão mais velho. Denki acabou sendo obrigado a segui-la para ver se conseguia pará-la no corredor ainda — Eri! — A chamou sendo em vão. Respirou fundo quando viu Eri entrar no quarto do irmão, tendo que tirar coragem do fundo do poço para entrar ali também.

— Irmão! O Denki veio aqui para cuidar da gente! — Inclinou a cabeça para dentro do quarto, conseguindo ter a visão da mais nova balançando o irmão para acordá-lo — Hitoshi? — Tomou impulso e subiu em cima do garoto, caindo do lado e batendo em seu rosto para abrir os olhos.

— Minha cabeça tá doendo, Eri — Kaminari riu, achando fofo como a menina apertava o rosto de Shinsou entre as mãos — Quem que tá aqui? — Virou seu rosto corado pela febre, fixando seu olhar no loiro que tinha apenas metade do rosto para espiar dentro do quarto — Ah, Denki... — Abaixou o olhar.

— Oi, sou eu — Entrou no quarto com um sorriso pequeno e sua destra atrás da cabeça, apertou os olhos em um sorriso para tentar disfarçar o nervosismo — Soube que você tá doente — Juntou as mãos perto do peito, olhando o rosto cansado de Hitoshi.

— É, eu tô — Puxou Eri para sair da cama, a dando a mão para descer. Acabou se levantando ainda se sentindo zonzo pela gripe, se espreguiçou e resmungou por sentir seus membros doerem.

— Pelo visto vou ter que ser babá de duas pessoas hoje — Tentou rir para brincar, mas se arrependeu profundamente quando Shinsou passou ao seu lado reto e com a expressão séria. Mordeu o lábio e arqueou ambas as sobrancelhas, querendo se enfiar dentro de um buraco — Eu sou idiota — Acabou falando para si mesmo, mas Eri ficou o olhando confusa.

— Por que? 

— Nada não — Olhou para a menina abaixo de si — Quer brincar? — Indagou, mas ela negou com a cabeça.

— Tô com fome — Fez bico e segurou no indicador de Kaminari — Posso comer bolo? — Deu pulinhos.

— Dependendo do bolo até eu quero — Disse baixo, abrindo um sorriso cúmplice de que a ajudaria a comer todo o bolo que guardavam.

— É de cenoura — Sussurrou perto da babá. 

— Vamos atacar agora! — Kaminari a segurou por debaixo dos ombros e a ergueu para subir no seu pescoço — Serei o seu cavalo fiel, senhorita Eri! — A garota abraçou a cabeça de Denki, rindo travessa pela brincadeira.

Eri não encontrava palavras para descrever tamanha felicidade que a envolvia com as brincadeiras de Denki, gostava de como o menino radiava alegria com apenas seu sorriso e seu jeito brincalhão de sempre. 

Acabaram se empanturrando de bolo e brincaram o resto do dia, quando estava perto das seis horas da tarde seus olhinhos se encontravam pesados, tão pesados que enquanto via desenho com Denki encostou no colo do mesmo e dormiu. Sentiu pena de deixar a garota encolhida e torta no sofá, a carregou com cuidado para não acordá-la e seguiu até seu quarto a deixando na cama.

Deixou o seu coelho de pelúcia embaixo do seu braço e a cobriu, não demorou para Eri se ajeitar e abraçar fortemente seu bichinho. Deixou um beijo na testa da mais nova, em seguida saindo do quarto deixando apenas o abajur aceso no quarto.

Suspirou cansado, esfregando os olhos no meio do caminho e trombou com um corpo maior. Acreditou que era Aizawa ou Hizashi que já tinham chegado, mas arregalou os olhos ao levantar seu olhar e encarar o rosto do seu maior receio.

— Olha por onde anda — Denki engoliu em seco, dando alguns passos para trás e abraçando o próprio corpo — Cadê a Eri? — Sua espinha arrepiava ao ouvir sua voz naquele tom desprezível e rouco. 

— Ela acabou dormindo — Ousou olhar mais uma vez para o rosto corado de Hitoshi — Sabe quando seus pais voltam? — Por mais nervoso que estava e em um clima ruim, queria ter a mesma amizade com Shinsou e como.

— Não, não sei — Ia passar mais uma vez reto pelo loiro como antes, mas Kaminari o barrou entrando na sua frente — O que foi agora? — Arqueou a sobrancelha, surpreso pelo menino que correu de si depois de um selinho, bater de frente.

— É que eu costumo ser insistente com amizades — Soltou sem pensar muito, logo sentiu suas bochechas esquentarem e querer chorar por ser tão idiota.

— Não me importo — Empurrou a testa do menor com o indicador, caminhando de volta para seu quarto.

— Shinsou, você... — Continuou o ignorando — Por que você fez aquilo? — Parou perto da porta do seu quarto, deslizando a mão pelos cabelos caídos no olhos — Pelo visto você não vai me responder, mas eu queria... sei lá! — Relaxou os ombros cansado — Uma explicação, nem que fosse em desenho — Hitoshi virou seu rosto para encará-lo.

— E se eu te mostrar o por quê? — O loiro desviou o olhar para alguns pontos pensativo pela pergunta.

— Como assim? — O garoto de madeixas violetas se aproximou sem hesitar, pousando a destra no maxilar de Kaminari e selando seus lábios.

Denki não tinha motivos para negar ou surtar, se deixando levar pelo momento mais calmo e aproveitando de todas as sensações boas que lhe confortavam. O cheiro de Hitoshi era deveras bom e seu calor era de se dizer o mesmo — por mais que estivesse com a temperatura alterada pela febre.

Sentiu suas pernas falharem ao sentir a língua do rapaz passando por seus lábios e se encontrando com a sua, acabou cedendo ao beijo e pousou ambas as mãos no rosto macio do outro. Fazia tempo que não era beijado por alguém, principalmente com alguém que o fazia se sentir tão diferente como Hitoshi.

Estava se envolvendo demais, tanto com a irmã mais nova como o próprio Hitoshi e sua família. Talvez fosse sua culpa por ser tão emocionado e sensível para assunto de relacionamentos, mas definitivamente não foi atitude sua dar o primeiro beijo.

Passou a língua entre os lábios após tê-los já livres, como esperado sentia seu ar faltando por seu coração palpitar exageradamente dentro de seu peito. Acabou não abrindo os olhos apenas para digerir mais um pouco daquela ação, recebeu dois últimos selinhos delicados e tomou coragem para abrir os olhos.

— Tá, mas eu ainda não entendi — Comentou, Hitoshi revirou os olhos e o empurrou impaciente de sua lerdeza — Mentira! Eu entendi sim! — Correu até o maior e o abraçou por trás — Talvez um pouquinho só... — Ficou na ponta dos pés e riu baixo perto da orelha do arroxeado.

— Sem grude — Empurrou Kaminari, o olhando com um de seus sorrisos radiantes — Eu te digo quando entender — Entrou no quarto, deixando o menino ainda pensativo no corredor.

— Não vale, tem que me explicar melhor — Seguiu o outro, o vendo deitar na cama e se cobrir em mais de duas cobertas.

— Não enche — Abanou a mão para expulsá-lo.

— Ok! — Sorriu mais uma vez, aparentemente feliz com tudo que estava acontecendo, mas ainda com sua cabeça e coração confusos. 

Hitoshi revirou os olhos e se virou de frente para a parede, abraçando o cobertor com um sorriso singelo por ter criado coragem para beijar mais uma vez Kaminari. Já não conseguia guardar os sentimentos pelo loiro bobinho, querendo apenas abraçá-lo e dizer a todo momento que ele era o próprio sol.

A única coisa lamentável era como Denki era tão lerdo ao ponto de não perceber que o beijo era um jeito de dizer que Hitoshi gostava dele, se jogou no tapete da sala de estar do professor após cair a fixa. Acabou tendo uma crise de risos e ficou rolando no tapete por perceber o quanto também gostava daquele mau humorado.

— Ai, ai, Hitoshi — Deixou o celular sobre o peito, fechando os olhos com um sorriso deveras grande nos lábios.


Notas Finais


leitores queridos, desculpem a demora de colocar aqui e com isso eu percebi uma coisa. Normalmente é mais fácil eu atualizar primeiro no wattpad, então quem tiver um ou quiser criar para acompanhar as atualizações mais rápido deixo aqui o meu wattpad >>>> https://www.wattpad.com/user/itsodoroki

E eu também queria deixar o meu twitter caso de na telha de alguém encher o meu saco, saiba que eu sou totalmente de boa com essas coisas e adoro fazer amizades!! então deixarei aqui meu perfil >>>> https://twitter.com/itsodoroki

Um beijo a todos! <3


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