História Baby Stream - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bunnykook, Jikook, Jimin, Jk É Streamer, Jungkook, Little Hanbin, Mpreg
Visualizações 919
Palavras 5.611
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Universo Alternativo
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não sei exatamente como me sentir sobre essa fanfic, mas foi a única que eu consegui pensar num plot e, de fato, terminar, depois do meu bloqueio (que já tem durado um bom tempo).

É algo bem bobinho, eu gostei de algumas partes mais do que outras, mas espero que agrade vocês por enquanto, e eu to mesmo tentando trazer outros plots mais legais, então por favor tenham paciência, eu prometo que uma hora tudo se encaixa.

Capítulo 1 - Capítulo Único.


 

Jimin nunca teve problema com o fato de Jeongguk ser um streamer, sabia que o namorado amava jogar e interagir com seus seguidores, e na verdade ficava feliz pelo mais novo conseguir levar aquilo como um trabalho, já que seu canal de lives era consideravelmente grande.

Porém, quando descobriram que seriam pais, foi que Jimin ficou preocupado.

Jeongguk adorava dividir tudo com seus seguidores e não tinha escrúpulos nenhum com as palavras que saíam de sua boca, como no dia que dividiu com todos do chat sobre sua dor de barriga e, usando suas palavras:

‘’Se eu sair de repente e não voltar mais é porque morri no vaso, por favor não contatem o Jimin, não quero ele me vendo pelado’’

O que foi ridículo porque Jimin já havia o visto pelado centenas de vezes antes e, constrangedor, porque indiretamente entregou o fato de ficar completamente pelado ao usar o toalete.

Enfim, a preocupação de Jimin provou-se ser válido quando durante toda a gravidez de Jeongguk ele dividia pequenos fatos com todo mundo, e o problema é que gostavam, o que só alimentava o ego do mais novo.

— Olha só, esse é a ultrassom do meu filho, eu não consigo ver nada, mas eu disse que conseguia quando a médica perguntou.

Dizia, mostrando a foto para a câmera.

E, claro, não era raro que Jimin participasse das streams do namorado também, embora só aceitasse jogar Minecraft, já que era horrível em jogos de tiro e nem pensar iria jogar jogos de terror no escuro. Pelo menos não depois que Jeongguk o convenceu a jogar Outlast uma vez e então agarrou sua nuca enquanto estava distraído, fazendo o Park quase mijar as calças.

De qualquer forma não foi surpresa nenhuma quando entraram em live com o nome ‘’Minecraft enquanto decidimos o nome do bebê’’. Jeongguk jogava no computador principal, enquanto Jimin usava seu notebook ao lado, enquanto o chat dizia opções de nomes, claro que a maioria falava coisas estranhas ou eram apenas otakus esperando conquistar o coração otaku gamer de Jeongguk, o que nunca dava certo porque, bem, Jimin existia.

— A gente não vai dar o nome do nosso filho de algum personagem de anime, galera. — O Park argumentava.

— É, mas outro dia você queria pesquisar algum nome que pudesse usar Luffy como apelido.

— É só um apelido! Diferente de você que fez uma lista enorme e no topo dela tem Uchiha em letras maiúsculas, sendo que Uchiha não é nem um nome, é um sobrenome.

— O sobrenome da família mais poderosa do mundo. — Jeongguk deu de ombros, sem tirar os olhos da tela. — Você não quer que nosso filho seja poderoso?

Foi a vez de Jimin dar de ombros, adicionando um bloco ao porão que fazia em sua casa, antes de quebrá-lo e adicionar novamente, dessa vez mais pra esquerda.

— Eu quero que ele seja normal.

— Impossível. Queremos coisas diferentes pro nosso filho, é por isso que a gente não devia ter nenhum.

— Mas a gente já tem, então...

— Eu espero que o Jeongguk de um universo alternativo não tenha um filho com você.

Jeongguk dizia, descendo até o porão com seu personagem para ajudar o de Jimin a terminar a construção.

— Não espera nada.

— Verdade, não espero mesmo. Pelo menos se nosso filho não for poderoso, ele vai ser o mais bonito de todos os outros filhos.

— E narcisista pelo visto.

 

Também tinham vezes em que Jeongguk se sentia cansado demais, então colocava Jimin na frente do computador por algum tempo enquanto tirava uma soneca e aparecia depois com a carinha inchada de sono e quase sufocando Jimin com sua barriga enquanto abraçava a cabeça do namorado.

E Jimin, não tendo muito o que fazer, jogava minecraft enquanto conversava com o chat. No começo era um pouco tímido, na verdade nos primeiros anos de Jeongguk como streamer o mais velho mal aparecia, até que um dia Jeongguk o convenceu e o Park viu que não era tão ruim assim.

Em uma das sonecas do Jeon, o Park resolveu expor aos seguidores do garoto a surpresinha que estava fazendo para o namorado. Havia começado a construir uma Cabana do Mistério bem longe da onde era a casinha de ambos no mundo que tinham juntos, para que não levantasse suspeitas.

— Eu não sei se vocês sabem, mas Gravity Falls vai ser o tema do chá de bebê, o Jeongguk que escolheu.

Contava, enquanto terminava o telhado da cabana.

— E provavelmente vai ser o tema da festa de um ano também porque o Gu não vai passar a chance de vestir o bebê de Dipper. E eu não sei porque, mas estou com um feeling muito estranho de que ele vai me fazer vestir de Gideão por causa do meu cabelo, então estou planejando pintar de preto de novo pra isso não acontecer. Olha, eu nunca pensei que ter cabelo platinado ia me trazer tanta dor de cabeça, e nem digo por todo o processo que eu tive que passar até chegar nessa cor, e sim porque Jeongguk é um louco viciado em querer me transformar nos personagens que ele gosta.

Viu algumas mensagens no chat relembrando a vez que o Park postou uma foto vestido de Todoroki no instagram e suspirou.

— É, ele me fez vestir de Todoroki no aniversário dele e eu juro que ele só inventou de fazer a fantasia pra isso, comprou o spray vermelho e tudo pra passar no meu cabelo.

Contou, abrindo uma portinha na cabana.

— E na festa de Halloween do Hobi ele já chegou em casa com uma roupa igual a do Kakashi pra mim, então, é, vocês provavelmente vão me ver de terno azul e um topete muito grande no aniversário de um ano do Chefinho.

Estava prestes a falar sobre as novas opções de nome que haviam pensado para o bebê, mas ouviu a porta do estúdio sendo aberta e arregalou os olhos. Por sorte havia salvado o jogo quando minimizou tudo no desespero. 

Jeongguk logo franziu o cenho, se aproximando com a barriga redondinha, já estava de sete meses e era quase cômica a cena do garoto atrás do Park, as mãos na cintura enquanto o encarava como se Jimin tivesse comprando armas na deepweb.

— Tu tá metido com droga, Park Jimin?

— Não, pera aí, sai rapidinho.

Disse com uma risada nervosa, esquecendo que aquelas palavras só serviam pra ativar mais a curiosidade do Jeon.

— Que sai rapidinho, garoto. — Jeongguk murmurou, se aproximando e sentando na cadeira ao lado. — O que você está fazendo?

Perguntou, antes de aproximar o rosto da câmera.

— Oi, galera, voltei. — Falou, amassando as próprias bochechas. — Olha minha cara inchada, eu fico uma gracinha de cara inchada.

— Jeongguk.

Jimin insistiu, afastando o namorado da câmera.

— Fecha os olhos rapidão, é sério.

— Jimin, ontem você me disse que a gente não podia ter segredos e eu fui obrigado a te contar que fiz xixi nas calças e chorei depois, foi humilhante te deixar saber disso.

— Jeongguk, você usa o banheiro de porta aberta.

— Mesmo assim!

— Tá. — Jimin suspirou. — Mas não surta.

O chat começou a dizer que Jeongguk iria chorar, já que era o que os hormônios causavam nesse período, mas o Jeon apenas negou.

— História engraçada, eu não costumo chorar muito, na verdade. Mas eu tenho uma incontrolável vontade de rir em várias situações, é meio constrangedor às vezes.

— Verdade. — O Park disse, tentando protelar o máximo. — O Gu nunca teve um timing pra risada, na verdade, mas depois da gravidez ficou pior. Semana passada a gente foi visitar meus pais e ele passou umas duas horas com meu pai assistindo um campeonato de sinuca e rindo horrores.

— Gente, assistam Campeonato de sinuca, é incrível. Ô, Jimin, eu ainda não esqueci, não, viu? O que você tá aprontando?

O Park bufou, finalmente abrindo o jogo novamente. Por sorte o personagem estava de costas para a cabana, então o mais velho ainda deve um tempo.

— Ó, era pra ser uma surpresa, mas você é chato. Ainda não tá terminado, viu? Então não reclama.

Jeongguk só assentiu, ainda mais curioso do que antes, e quando Jimin finalmente se virou e mostrou a cabana quase pronta, os olhinhos do Jeon arregalaram.

— Você que fez?

Perguntou quase num murmúrio, eram raros os momentos de ver Jeongguk tão quieto, então até o Park ficou um pouco preocupado.

— É, eu tava fazendo pra você, né? Já tá quase pronto.

— Ah.

O Jeon disse, ainda analisando a cabaninha, e não demorou até o chat começar a ir a loucura novamente quando o beicinho do garoto começou a tremer.

‘’Puts, a última vez que vi Jeongguk chorar em live foi no final de Life is strange’’

‘’E quando aquele creeper explodiu metade da mansão que ele fez na montanha’’

— Amor, você tá chorando?

Jimin perguntou preocupado, soltando uma risada nervosa.

— Não. — O Jeon respondeu em meio a fungadas, passando a manga do moletom que usava sobre os olhos.

Surpreendentemente Jeongguk não tinha nada engraçado pra dizer, e pelo resto da live continuou abraçado ao lado de Jimin, a cabeça em seu ombro enquanto via o namorado terminar a construção que fazia, seguindo alguns detalhes que o mais novo dizia.

 

Ainda assim, mesmo quando já estava com seus oito, nove meses, continuava fazendo suas streams para os seguidores. Além de seu trabalho, também havia se tornado algo essencial, já que Jimin passava pelo menos metade do dia fora, trabalhando. O Park era um designer de interiores incrível, e embora houvessem dias que pudesse trabalhar de casa, já que era o CEO de sua própria empresa, também haviam dias mais corridos, onde precisava passar quase o dia todo fora de casa.

Jeongguk não gostava de admitir, mas durante sua gravidez havia se tornado um pouco mais manhoso, um pouco mais sensível, e precisava se segurar pra não mandar mensagem ao namorado pelo menos umas 30 vezes por dia dizendo que estava com saudade, e as lives ajudavam bastante, aproveitava aquele tempo para se distrair com os jogos.

O problema era que jogos de terror acabavam se tornando algo cômico, como quando estava no meio de um momento crítico e enquanto todo seu chat comentavam sobre o susto que tinham levado, Jeongguk mal havia reparado, ocupado demais enfiando biscoito no pote de chocolate derretido que equilibrava na barriga.

— O que aconteceu?!

Perguntou alarmado quando voltou a si, o canto da boca sujo com o chocolate e os olhinhos arregalados.

Quando leu as mensagens riu, mastigando seu precioso biscoito, antes de assentir.

— No final de semana passado a gente ficou na casa da minha avó, é perto de uma cachoeira e a gente foi lá se divertir, né?

Começou a contar, enquanto se movimentava no jogo.

— Mas minha vó, desde pequeno, sempre me conta que ali é assombrado, mas eu nunca acreditei porque, porra, se você sabe que sua casa é mal assombrada e tem condições de se mudar, pra que você vai ficar ali?

Falava indignado.

— Enfim, minha vó decidiu dar um susto no Jimin porque aquela mulher é perturbada, só que ela tinha que sair com meu avô, pra ir na cidade, e colocou um boneco horrível que parece muito real, em frente a nossa cama, no quarto que a gente fica. O problema é que o Jimin tinha saído também e eu estava dormindo, mas ela achou que fosse ele na cama, porque eu durmo parecendo um burrito enrolado.

Algumas mensagens subiram no chat perguntando se ele não se sentia sufocado debaixo dos edredons, ou se deixava ao menos o nariz de fora.

O Jeon riu.

— Não né, se eu deixasse o nariz pra fora minha avó ia saber que era eu. Enfim, eu acabei acordando uma hora, mas eu tava naquele pós sono ainda, e quando percebi que tinha alguém parado perto da cama eu pensei caraca, que porra é essa? Porque eu sabia que o Jimin ia sair de manhã e meus avós iam na cidade, então só podia ser a assombração do porão, né? Mas meu cérebro, de alguma forma, resolveu ignorar aquilo e eu voltei a dormir.

Interrompeu a si mesmo por algum tempo, lendo uma carta que havia encontrado no jogo, antes de continuar a contar.

— Enfim, só sei que acordei um tempo depois com o grito do Jimin, porque pra felicidade da minha vó ele se assustou mesmo com o boneco quando entrou no quarto. Daí quando eu contei que tinha visto e voltado a dormir, ele ficou bravo foi comigo! Disse que eu não tinha apego nenhum a minha vida! O Jimin tem dessas coisas sabe, gente? Por exemplo, se um dia acontecer alguma coisa e ele sentir que não consegue me salvar, ele vai preferir morrer comigo. Jimin é perturbado com essas coisas, é engraçado. Até hoje ele olha embaixo da cama antes de dormir.

 

A última live antes que finalmente dessem as boas-vindas ao bebê, Jeongguk havia preparado algo especial, ou pelo menos era o que havia dito.

A live foi curta, mais ou menos umas três horas, sendo que duas passou jogando um Simulador de Ambulância, a tal surpresa que havia dito.

— Será que a gente vai pegar uma grávida? Eu quero pegar uma grávida pra levar pro hospital.

Falava enquanto jogava, esperando as próximas missões que lhe davam.

— Que atropelamento de bicicleta o que, levanta e vai pro hospital sozinho.

Reclamava, enquanto dirigia a ambulância.

— Me dá algum grávido nessa porra, eu quero ajudar um bebê a nascer!

— Você vai ajudar o nosso!

Veio o grito de Jimin de fundo, fazendo o Jeon rir.

— Eu falei que queria ajudar puxar meu bebê pra fora, mas o Jimin disse que se eu sequer mexesse meus braços ele ia subir em cima de mim.

Contou, antes de bufar novamente.

— Ô porra, só vem missão de gente fresca. Não sei se eu tô gostando desse Simulador. Alguém acha um Simulador de gente grávida aí e me manda, por favor?

E a hora seguinte seguiu-se com Jeongguk abrindo jogos aleatórios em sites para meninas, que consistia em alimentar a ‘’Frozen’’ grávida e fazer a ultrassom de algum desenho. Acabou se empolgando um pouco pro final e quando deu por si já estava na categoria de vestir e maquiar.

Ao terminar a live, chamou Jimin para fechar consigo, enquanto sorriam para os seguidores.

— Então, essa é provavelmente a última live por algum tempo. A gente não sabe exatamente como as coisas vão ser daqui pra frente, mas a gente que se acostumar um pouco com o bebê primeiro e a nova rotina.

Jeongguk dizia.

— Mas eu espero que vocês esperem e eu prometo que quando voltar vão ter vários jogos legais e eu vou terminar todos que a gente começou juntos, mesmo que já tenha saído do hype. — Riu. — Com sorte até lá já vão ter alguns novos lançamentos também, então... De qualquer forma, eu faço o Jimin jogar um pouco de minecraft pra vocês de vez em quando.

O Park riu com aquilo, assentindo.

— Papai vai vir se tá tudo bem com vocês de vez em quando. — Disse.

O Jeon franziu o nariz com aquilo, encarando o mais velho.

— Não se chama de papai assim.

— Por que? Eu sou papai.

Os dois ficaram se encarando por algum tempo, antes de começarem a fazer caras e bocas um para o outro, até que o Jeon riu, se virando para a câmera novamente.

— Enfim, eu vejo vocês logo mais, obrigado por acompanharem a live de hoje. Tchaaau!

— Tchaaau!

Jimin acenou também, antes de finalmente encerrarem.

 

Porém, aquela foi a última na live naquela plataforma, pois enquanto estavam no hospital, Jeongguk teve a incrível ideia de começar uma transmissão ao vivo no Instagram, alegando que estava entediado enquanto esperava finalmente o bebê nascer.

— A gente tem que esperar um tempo aqui.

Jeongguk contou, enquanto mostrava o quarto que estavam, parando em Jimin, que estava mexendo em algo no celular, e quando percebeu a atenção em si, sorriu, acenando para a câmera, antes de rir baixinho e se aproximar.

— Aconteceu uma coisa engraçada.

— Yaa, não conta!

Jeongguk riu, tentando afastar o celular do namorado, mas Jimin foi mais rápido e pegou de sua mão.

— Antes da gente vir, Jeongguk tomou um banho de quase 40 minutos, depois meteu creme nas pernas, juro, parecia um peixe quando você segura e ele escapa das suas mãos, sabe? Besuntou as pernas de creme.

— Cala a boca.

Vinha a voz de fundo do Jeon, embora soltasse uma risadinha.

— Enfim, — Jimin continuou. — A gente chegou e a enfermeira precisava examinar o Gukkie né, daí ele deitou e ela pediu ele pra abrir as pernas, e daí ela soltou um ‘’Nossa, que cheiroso’’ e eu quase engasguei tentando não rir. O Gu ficou roxo de vergonha, e a enfermeira sem preocupação alguma do que falou, só terminou de examinar e saiu.

Jeongguk riu, puxando o celular de volta.

— Gente, foi a coisa mais romântica que já falaram entre minhas pernas.

— Ei!

Jimin murmurou.

E pelo resto da pequena live que fizeram, consistiu em Jimin e Jeongguk jogando UNO na cama do quarto, até a enfermeira forçar o Jeon a descansar antes da hora chegar.

 

Os três meses que Jeongguk passou fora da twitch mal deu tempo para que sentissem falta, já que regularmente postava no Instagram, e foi assim que seus seguidores conheceram o pequeno Hanbin.

Ainda assim suas lives eram pequenas, e geralmente aconteciam entre os cochilos do filho, que ficava no canguru contra seu peito, ou quando Jimin estava em casa e podia ficar com o pequeno durante umas duas horas.

Hanbin também parecia gostar dos jogos que Jeongguk jogava, pois sempre que o bebê estava acordado e Jeongguk o posicionava para que ficasse virado para a tela do computador, os olhinhos de Hanbin ficavam arregalados, e quando barulhos altos se faziam presente, o bebê gritava de alegria e mexia as perninhas.

O que nem sempre era um bom sinal, pois mesmo quando Jeongguk era morto nos jogos, Hanbin gritava alegre.

— Que isso, garoto? Eu te alojei por nove meses e você me esfaqueia pelas costas assim? Hoje em dia não dá pra confiar nem no próprio filho.

O que o pequeno respondia com um pumzinho.

— Meu Deus, você tá podre.

Jeongguk falava se levantando, indo até a porta do estúdio.

— Jimin! Ô Jimin, seu filho se cagou todo!

Então o Park pegava Hanbin e Jeongguk voltava com a live, o que não demorava muito pra finalizar também, geralmente ficava por mais meia hora ou quarenta minutos, antes de respirar profundo.

— Acho que já vou encerrar a live, ultimamente estou com síndrome de pai manhoso, eu gosto mais de ficar com meu filho do que ele gosta de ficar comigo. É humilhante ter que ficar implorando por atenção quando até uma caixa de cereal vazia parece mais interessante pra ele do que eu. Eu gostava mais quando ele não conseguia mexer o pescoço direito e era obrigado a deitar no meu peito o tempo todo. Ah, bons tempos!

‘’Jeongguk vai ser o pai que chora no primeiro dia da escolinha hahaha’’

Mandavam no chat.

— Até lá ele já vai estar naquela fasezinha chata de criança que quer te aborrecer, daí eu vou saber valorizar meu tempo sozinho e vai ficar tudo bem.

 

Com Hanbin aos seis meses as lives já eram mais constantes e longas, o pequeno, apesar de ser ‘’falante’’ como Jimin dizia, já que resmungava o tempo todo, era bem comportado quando achava algo para se distrair, e ainda adorava ver o papai jogando qualquer coisa, fora que a forma que o corpo do Jeon tremia levemente com a forma que mexia as mãos no teclado ou no controle, fazia um ritmo gostoso para ninar o filho.

E depois que o pequeno nasceu, Jeongguk parecia ter se desprendido ainda mais de qualquer noção humana, o que por um lado era bom, porque agora se estressava menos, por outro lado passava por situações do tipo Jimin entrar em seu estúdio e dizer coisas do tipo:

— Ei, encerra a live aí que sua mãe tá vindo aqui.

O Jeon apenas tirou o fone, olhando confuso para o mais velho.

— Por que? Ela não disse nada.

— Ela disse sim, mas faz três dias que você não responde ela que ela teve que me ligar e só disse que já está a caminho.

Jeongguk suspirou, voltando o olhar para a tela enquanto craftava um arco no minecraft.

— Ô porra, tá, eu já vou.

‘’Streamer ignora a mãe por três dias e toma surra ao vivo’’

Zoavam no chat, e o Jeon balançou a cabeça, rindo.

— Não, é que ela fica mandando mensagem o tempo todo pra eu fazer tal coisa com o Hanbin, perguntando se ele já tomou banho, pedindo foto dele comendo, quer saber quantas vezes por dia eu troco a fralda do meu filho. Aí eu parei de responder né.

‘’Ela vai entrar no estúdio e te puxar pela orelha, quero estar aqui pra ver essa cena’’

Jeongguk gargalhou, negando novamente.

— Eu me tranco no estúdio.

O que não deu muito certo, pois quando sua mãe chegou esmurrando a porta do estúdio, Jeongguk só jogou um tchau rápido para os seguidores.

 

Em certo ponto o Jeon já não deixava mais a porta do estúdio fechada, mesmo quando Jimin estava em casa, Jeongguk não gostava de não conseguir ouvir qualquer coisa que Hanbin resmungava ou chorava. O problema é que dos 8 aos 10 meses, Hanbin já engatinhava como se estivesse fugindo de uma guerra, e o lugar preferido dele na casa era qualquer um que Jeongguk estava.

 O Jeon logo o via na porta, rindo.

— Ya, olha só quem tá aqui.

Dizia, tirando o fone e virando a cadeira, esperando que o bebê viesse em sua direção, então o pegava no colo e segurava sua mãozinha para acenar aos seguidores.

— Fala, galera.

O Jeon franziu o nariz então.

— Você tá com cheiro de chocolate, seu pai te deu chocolate? Eu falei pra ele não fazer isso. Que merda é essa? Era pra eu ser o pai sem noção. Ô Jimin, vem aqui!

O Park logo apareceu ali também, se abaixando atrás de Jeongguk e acenando para os seguidores do garoto.

— Você deu chocolate pro Bin?

Os olhinhos de Jimin se arregalaram ligeiramente com uma expressão culpada.

— É que eu estava comendo e ele ficou encarando tanto que me deu dó, aí eu coloquei só um pouquinho na boca dele.

Jeongguk suspirou, ajeitando Hanbin em seu colo.

— Ele encara tudo, Jimin, esses dias ficou me encarando fazer xixi sentado e foi desconfortável, mas eu vou fazer o quê? Colocar ele pra mijar também?

No final a discussão não durou muito, já que Jimin pegou o chocolate e deu pra Jeongguk também, e então o Park acabou se sentando ao lado do namorado, com Hanbin apenas de fraldinha e blusa em seu colo.

— Tá, a gente vai fazer uma batalha de construção no mines então, e o Jimin vai me ajudar a julgar.

Mas foi mais ou menos na terceira batalha que o Park resolveu dar uma olhada na fralda de Hanbin, já que o mesmo estava fazendo umas carinhas estranhas já há algum tempo. Porém, o que achou ali dentro definitivamente não era cocô. A não ser que Hanbin fosse a nova galinha de ouro.

— Uh, Gu?

O Jeon acenou, indicando que estava o ouvindo.

— Sabe o relógio que você estava procurando depois do almoço?

— Hm?

— Acho que achei.

Jeongguk virou-se para o mais velho de cenho franzido, vendo o Park ainda segurando a barrinha da fralda de Hanbin, e só então pareceu entender.

— Não acredito.

Murmurou, se inclinando e usando o próprio dedo pra afastar a barrinha, vendo seu óculos dentro da fralda alheia, e sem hesitar o puxou. Quando Hanbin viu o objeto em sua mão imediatamente resmungou, erguendo as mãozinhas pra tentar pegar de volta.

— Cara... — O Jeon disse incrédulo, antes de rir. — O Binnie enfia TUDO que ele acha interessante na fralda, depois fica bravo quando a gente pega.

— Aliás, o Gu me mandou uma foto ontem.

Falou, já sacando o celular do bolso e procurando a foto em sua galeria, antes de mostrar para a câmera.

— Isso aqui é embaixo do berço do Hanbin, ele rouba as coisas aqui em casa e enfia tudo ali embaixo.

No momento seguinte ouviram um barulho alto, e quando Jimin olhou dentro da fralda de Hanbin de novo, riu sem graça para Jeongguk.

— Ainda bem que achamos o relógio logo.

 

No começo do canal de Jeongguk, o garoto sentia necessidade em direcionar toda a sua atenção para os seguidores e os jogos, afinal, era seu trabalho, mas não necessariamente algo que se sentia na obrigação de fazer. Na verdade conseguia levar mais como uma diversão, o que era algo bom, já que não se sentia aborrecido ou cansado.

Mas desde que Hanbin chegou na sua vida, não era raro que, enquanto o pequeno estava em seu colo, o Jeon momentaneamente se esquece de qualquer coisa que estivesse em seus monitores, enquanto cheirava o cabelinho do filho, que estava totalmente despreocupado chupando sua chupeta e com os olhinhos semicerrados.

— Tá com soninho, filho?

Murmurava, alisando a bochechinha do pequeno.

— Quer ir nanar um pouquinho?

Perguntava, embora já se levantasse com o filho para colocá-lo no próprio quartinho. Porém, voltava apenas alguns segundos depois, ainda com Hanbin nos braços.

— Ah não, vai ficar aqui com papai, eu gosto de sentir seu cheirinho.

 

Com um aninho Hanbin já não era tão constante nas lives como antes, já que agora tinha seus próprios assuntos para tratar e gostava mais de espalhar seus brinquedos pelo chão da sala e sair os arrastando para a cozinha e qualquer outro cômodo da casa que tivesse vontade.

Na verdade, agora era Jimin quem gostava de interromper suas lives, alegando que estava se sentindo de lado e provavelmente já nem lembravam que o Jeon tinha um namorado, o que era ridículo, claro, mas Jeongguk não se importava, gostava do jeito manhoso do mais velho.

Então algumas streams consistia em Hanbin sentado na cadeira gamer do Jeon, só de fraldinha, enquanto brincava com algum dinossaurinho, e Jeongguk e Jimin competiam no Just Dance, vez ou outra esbarrando um no outro, já que precisavam estar no enquadramento da câmera, o que não deixava muito espaço entre eles.

O que, claro, rendou um momento icônico, quando Jimin, se achando injustiçado, resmungou:

— Você só ganhou dessa vez porque o sensor do Xbox não estava pegando em mim, já que você me EMPURROU!

— Eu preciso de espaço, Jimin, olha meu tamanho.

O Park ergueu a sobrancelha, encarando o mais novo.

— Para de ser exagerado, eu sou praticamente do seu tamanho.

— Mas meu ego vai aqui em cima.

Jeongguk mostrou, estendendo o braço para cima, e então para os lados, batendo uma das mãos na cabeça do mais velho.

— E dessa largura.

— Ainda bem que sabe. — Jimin murmurou. — Fala pra ele, Bin, fala que você acha que eu fui melhor.

 Dizia para o bebê, que sentindo que estavam falando consigo, encarou o Park mais velho bem no fundo dos olhos, enquanto sugava sua chupeta, e de maneira mais simples possível, soltou um pum longo e alto, o bastante para que o chat da live caísse em gargalhada.

Mas nem Jimin conseguiu ficar sério naquela situação, virando-se para o Jeon com os olhos arregalados, antes de rir alto, sendo seguido pelo mais novo.

— Alguém clipa isso, pelo amor de Deus.

Jeongguk pediu, antes de ir até o filho e o pegar no colo.

— Garoto, você precisa de uma troca de fralda urgente.

— Gente, o Hanbin é o rei dos puns. — Jimin brincou. — Ele solta pum dormindo, solta pum no banho, ele solta pum no colo das pessoas, quando vai no pediatra.

— Ele soltou pum quando o Jimin foi trocar a fralda dele e resolveu dar um beijinho na bunda dele, foi incrível.

Jeongguk contou, sacudindo o filho pro lado do namorado, como se estivesse o chutando.

— Não foi tão incrível assim. — Jimin fez careta.

 

O problema é que, um ano depois, Hanbin resolveu dar o troco de toda a exposição que faziam com ele. O garoto era já um tagarela, embora não conseguisse pronunciar todas as palavras de forma correta, fazia seu melhor. Mas, para Jimin, era sempre um risco, já que Hanbin, assim como Jeongguk, adorava falar demais sobre o mais velho, às vezes não por maldade, mas porque o Park reagia de forma extremamente exagerada e era sempre engraçado.

Como no dia que Hanbin entrou correndo no estúdio do pai com um sabre de luz de brinquedo que havia ganhado de Namjoon, mesmo depois de seus pais claramente disserem que não era pra dar aquilo para ele. Mal se importou com o fato de Jeongguk estar quase zerando o novo Luigi’s Mansion, só queria balançar o sabre de um lado para o outro, quase perdendo o equilíbrio e caindo no próprio bumbum.

— Hanbin, hoje não, o papai já falou, você não pode ficar aqui hoje.

Disse, tentando desviar dos golpes do filho e tentando tirar o brinquedo de sua mão.

— Cadê seu pai? Cadê o Jimin?

Hanbin pareceu pensativo por alguns segundos, antes de soltar uma risadinha.

— Totô.

— Você fez cocô? — Jeongguk perguntou, pronto para olhar a fralda do pequeno, mas o mesmo negou com a cabecinha, rindo mais.

— Papai totô.

O Jeon apenas bateu a mão na própria testa, respirando fundo.

Mas não demorou até Jimin aparecer ofegante no lugar, como se tivesse corrido pra chegar ali, e logo pegou o pequeno em seus braços.

— Eu ‘tava limpando o jornal do Doug. — Justificou. — Doug é o cachorro do meu irmão que tá ficando com a gente essa semana, só pra constar.

Deu o contexto, após ver as risadas no chat, e o olhar desaprovador de Jeongguk.

Mas não esperou uma resposta, segurando o filho embaixo do braço como se fosse um saco de batata, saindo rapidamente do estúdio e batendo a porta atrás de si.

O Jeon virou-se para a câmera novamente, uma expressão nada surpresa no rosto.

— Em defesa do meu namorado a gente ‘tá mesmo cuidando do Doug, e o Hanbin adora tirar tudo de contexto, então... Sei lá, façam meme com isso, eu acho, não importa o que a gente disser, vocês não ligam mesmo.

 

E por fim, provavelmente o momento mais marcante foi quando Jeongguk, em mais uma live rotineira, acabou achando algo um pouco diferente em seu mundo no minecraft, já que fazia mais ou menos uma semana que não jogava e com certeza se lembraria de ter colocado uma seta gigante no quintal de sua casa.

— Será que o Jimin jogou isso?

Disse curioso, ainda assim seguindo a seta e descobrindo que existiam mais dela, levando até a cabana do mistério que haviam finalizado juntos há bastante tempo. A cabaninha estava enfeitada com luzes e algumas flores em volta, o que só deixou o Jeon ainda mais confuso.

— Caraca, clã, será que eu estraguei a surpresa do Jimin de novo? Tipo, semana que vem é nosso aniversário de namoro, mas a gente nunca comemorou essas coisas, então...

Ao entrar na casa, não achou nada no andar debaixo além de mais luzes que levavam até a parte de cima, e quando finalmente entrou no sótão foi que algo pareceu bugar em sua mente por algum tempo, já que em uma plaquinha havia escrito a seguinte frase:

‘’Você aceita ser meu parceiro de minecraft pra sempre?’’

Por um momento o Jeon caiu na risada, pensando que era só algo fofinho que o Park havia feito. Tirou o fone então, gritando o namorado:

— Jimin, vem cá!

Não demorou até passos serem ouvidos, mas quem entrou primeiro com Hanbin, as perninhas ligeiras se movendo na direção de Jeongguk enquanto levava algo em mãos.

— Que isso, amor?

Perguntou, vendo o filho segurar uma caixinha que assemelhava a um baú do minecraft.

— Abre.

Ouviu a voz de Jimin e rapidamente levantou o olhar, vendo o namorado parado na sua frente com um sorrisinho bastante suspeito no rosto.

— Abrir?

Jeongguk franziu o cenho, mas pegou o baú da mão do filho, o abrindo lentamente, mal tendo tempo de notar Jimin se ajoelhando na sua frente e o chat enviando quase 20 mensagens por segundo.

O Jeon tombou a cabeça de lado ao ver o conteúdo, e depois, vendo o mais velho ajoelhado, colocou a mão sobre a boca, balançando a cabeça de forma incrédula.

— Você tá- Isso é brincadeira, né?

O Park riu, negando. Pegou o baú de sua mão e estendeu em sua direção.

— Jeon Jeongguk, você faria a honra de passar o resto da vida jogando minecraft comigo, construindo cabanas do mistério e reconstruindo nossas Terras destruídas por Creepers? Eu prometo ir em busca de diamantes pra você todos os dias, já que nunca vou conseguir retribuir a maior preciosidade que você me deu na vida, que foi essa máquina de pumzinho aqui.

Falou, se referindo a Hanbin, que ainda estava no colo do Jeon, deitadinho em seu peito enquanto encarava Jimin de forma curiosa, sua expressão e a de Jeongguk quase idênticas.

— Quer casar comigo?

Jeongguk mal conseguia dizer qualquer coisa, medroso demais pra abrir a boca e sair uma enxurrada de soluços, então apenas assentiu, segurando Hanbin forte contra si enquanto se jogava num abraço apertado para Jimin, que riu com a atitude do mais novo, beijando seu cabelo diversas vezes.

— Eu não sei se foi o pedido ideal, mas eu não consegui achar nada que representasse a gente melhor.

Jimin murmurou quando se afastaram, e o Jeon riu baixinho, limpando o rosto.

— Você sabe que qualquer coisa que faz é ideal pra mim.

O Park sorriu, beijando a bochecha do mais novo.

— Mas eu ainda quero aqueles diamantes.

O Jeon brincou, arrancando uma gargalhada do outro


Notas Finais


Então, o que acharam? Me deixem saber nos comentários, por favor <3

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