História Baby, we can burn slowly - Jack Risonho - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender (Slender Man)
Personagens Personagens Originais
Tags Assassino, Jack Laughing, Jack Risonho, Jack Risonho/laughing Jack, Jeff The Killer, Terror
Visualizações 118
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A Criatura Monocromática


         Atirei minha mochila em cima da cama, já retirando meus sapatos com os pés mesmo, eu estava exausta mentalmente, havia tido um dia puxada no colégio.

A primeira coisa que fiz assim que me deitei foi abrir a gaveta da cômoda que ficava ao lado da cama e retirar a caixa que eu havia ganhado, caixa essa que não saia de meus pensamentos desde ontem a noite.

O bilhete ainda continuava lá, já no fundo da gaveta, as palavras escritas nele me fizeram ficar ainda mais curiosa em relação a caixinha de música que estava dentro da caixa que eu segurava em mãos.

Sem paciência para esperar mais, abri a caixa, e dentro dela como dito pelo meu pai tinha uma caixinha, a peguei. A caixinha parecia ser ornamentada ao redor com várias cores, só parecia mesmo, pois agora todas as cores estavam despotadas, estavam mais para preto e branco. Talvez um dia essa caixinha tivesse sido algo alegre, totalmente diferente de agora.

Rodei a pequena manivela que havia ao lado, fazendo a caixinha se abrir. Já aberta a caixinha começou a tocar uma música em tom baixo, mas eu ainda assim conseguia identificar a letra.

Pop! Jack went wild.

He stuffed their face;

wit many treats, he thought they were just candy;

but then they find out that it was poisoned candy!

Sem me dar conta, eu comecei a cantar junto a música.

Laughing Jack your child's best friend;

Laughing Jack is funny;

Laughing Jack will kill everyone. 

Pop! Goes the weasel.

Do nada surgiu um pequeno palhacinho, que como a caixinha estava em cores desbotadas, sem vida ou alegria. Pega de surpresa acabei deixando a caixinha escapar de minhas mãos e cair no chão. A peguei de volta e para minha felicidade ela não havia quebrado ou se arranhado com o tombo.

Girei novamente a manivela, e desta vez o pequeno palhacinho apareceu assim que a caixinha foi a aberta.

Fiquei um tempo ouvindo a música e observando o palhacinho girar e girar, até que quando parou e a música sessou, pude ver que o palhacinho tinha um sorriso largo, cheio de pequenos dentes pontiagudos e havia mais um detalhe que somente agora fui capaz de perceber, diferentes do resto, a boca e dentes do palhacinho eram vermelhos vividos.

Curiosa, toquei a boca do bonequinho, meus olhos se aregalharam no mesmo instante que percebi que havia sangue no meu dedo e não era meu, com certeza aquilo na boca do palhacinho não era tinha.

Transtornada, fechei a caixinha de músicas e a guardei dentro da caixa. Mas tarde perguntaria ao meu pai onde ele havia conseguido aquela caixa.

🌌

     Estava sentada em frente ao meu computador, digitando um trabalho escolar que logo seria impresso. Eu ainda estava um pouco inquieta com o acontecimento de mais cedo.

Olhei na pequena aba da tela do computador, ainda faltava algumas horas até que meu pai chegasse.

Biscoito, meu cachorro de raça pastor alemã,  começou a latir de forma histérica. Primeiro pensei que talvez ele tivesse visto um gato, algo normal.  Porém, assim que os minutos foram passando e seu latido não cessava, comecei a ficar preocupada. Com certeza não era um simples gato, pensei.

Me levantei pronta para ir checar o que estava acontecendo com biscoito, quando seus latidos pararam, silêncio total. Mesmo assim me direcionei a parte de trás da casa, onde fiacava o pequeno quintal e meu cachorro.

E eu preferi mil vezes não ter me levantado da frente do meu computador, a cena que eu presenciava em meu quintal era grotesca, para dizer o mínimo.

Meu cachorro estava morto, sua barriga aberta de onde escorria uma enorme quantidade sangue, eu podia ver seus órgãos internos expostos. Eu senti o vômito me subir a garganta, e eu teria vomitado ali mesmo se meus olhos não tivessem percebido uma criatura que se esgueirava por entre a pequena árvore que havia ali.

Eu estava imóvel, minha respiração sendo o único som que eu ouvia, a mão em minha boca em um ato de evitar a vontade de vomitar. Meus olhos deveriam de estar arregalados, eu conseguia sentir o suor frio escorrer sobre minha testa.

No momento em que a criatura saiu de detrás da árvore, eu comecei a tremer, eu estava com muito medo, e como não estar diante do que eu via. A tal criatura era enorme e por isso chegava a se curvar, não tinha cor como nós humanos, era de tons pretos e brancos; e o mais assustador eram suas enormes garras tingindas de sangue que já formava uma pequena poça no chão junto de seu sorriso largo, cheio de dentes pontiagudos, macabro era a palavra perfeita para descrever aquela coisa.

A criatura caminhou em direção ao corpo do meu cachorro, e em momento algum deixou de exibir seu enorme sorriso. Enfiou as garras na barriga aberta e retirou de lá vários órgãos e tripas, enfiou tudo de uma vez em sua boca e começou a mastiga-las, agora a criatura olhava diretamente em meus olhos.

Queria desviar meus olhos daquela cena nojenta, mas não conseguia, queria correr e ligar para meus pais ou somente correr dali, mas meu corpo parecia não obedecer a meu cérebro que gritava em letras maiúsculas: CORRA!

Depois de um tempo mastigando a criatura engoliu, sua boca estava totalmente manchada de sangue e em minha mente veio a imagem do palhacinho da caixinha de música. Aquilo começou a vir em minha direção a passos largos, mas lentos, como se quisesse me torturar.

Faltando apenas alguns centímetros e eu já estaria cara a cara com a criatura, eu consegui correr.

Foi tudo muito rápido, uma hora eu estava correndo desesperada pelo corredor, tinha como meta chegar a sala e sair de casa, porém, quando minha mão que tremia muito tocou a maçaneta da porta da sala meu corpo foi puxado para o chão, a criatura havia me pegado.

— Socorro! — Gritei uma, duas, três e varias outras vezes, mas ninguém parecia me ouvir.

Eu já estava em completo pânico, sentia as garras da criatura me prenderem contra o chão, sentia suas pontas afiadas contra minha pele.

— Laughing Jack has a knife, Laughing Jack has a gun, Laughing Jack is a murderous. Pop! Goes the weasel. — Começou a cantar, sua voz era grossa e arastatada, macabra assim como toda a criatura em si. Eu reconhecia a letra da música, era a mesma da minha pequena caixinha de música.

De repente tudo ficou escuro, um completo breu. Ainda era final de tarde, não tinha como ter escurecido tão rápido assim, algo me dizia que aquilo era obra da criatura.

— Foi um prazer conhece-lá, Anne. — Sussurou contra meu ouvido, havia deboche em sua voz. — Tenho certeza que iremos dar altas gargalhadas juntos, ou não, talvez somente eu me divirta, quem sabe.

A criatura começou a rir estericamente, sua risada parecia vir de todos os lados, era insuportável. Eu queria levar minhas mãos a meus ouvidos e quem sabe abafar um pouco desse som infernal, mas eu ainda estava presa contra o chão pela criatura.

----

   Acordei assutada, olhando para todos os lados do meu quarto em busca de algo que eu não sabia o que era realmente. Pelo que parecia eu havia pegado no sono enquanto digitava o trabalho da escola, o que significava que havia tudo sido somente um sonho ruim.

Mas por via da dúvida sai do quarto e fui para o quintal, queria ver biscoito e fazer carinho nele, queria ver que estava tudo bem com meu cachorro.

No momento em que pisei no quintal foi como se tudo o que eu havia supostamente sonhado tivesse virado realidade; biscoito estava morto, sua barriga estraçalhada e havia minha mãe que observava a cena horrorizada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...