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História Bacamarte - Uma Arma Bruxa. - Capítulo 1


Escrita por: Nepni

Notas do Autor


Bacamarte significa arma, só que em dialeto colonial, ou seja os escritores antigos chamavam arma de fogo assim, como trabuco ou cano frio, eu curti o som que faz e além disso não tive muitas ideias boas pra titulo, era isso ou Estigma, só que o Enem chegou primeiro. fazer o que?

Capítulo 1 - A Cúpula


                 Harry entra apressado na Cúpula, os 12 bruxos e bruxas mais importantes de todo o ministério, incluindo seus dois melhores amigos Hermione Granger e Ronald Weasley se encontram sentados numa mesa redonda sob uma luz fraca. Os últimos 10 anos foram carregados de paz e prosperidade para a Inglaterra mágica, entretanto os mais diversos países do globo compartilhavam de líderes tiranos que constantemente influíam sua população contra bruxos de outras terras. O termo sangue-puro tomara outro significado, e esse era o maior problema agora enfrentado.

- O problema não é tão ruim como parece, afinal acontece apenas fora do nosso país. – disse Berilo Himorff, chefe do Departamento de Leis da Magia.

- Com pensamentos assim em menos de uma década estaremos no meio de uma troca de feitiços numa terceira guerra mundial bruxa – disse Harry, chefe dos Aurores, olhando de forma severa para Berilo. - Dessa vez não apenas com um homem, mas com pelo menos dois países bruxos, ou talvez até o 4, se a Inglaterra continuar neutra. A África troca hostilidades todos os dias com os americanos, em que momento não se virara contra nós? Japão se fechou para o resto do mundo e não sabemos se para atacar ou defender, até Brasil tem criado mestiços com criaturas afim de aumentar a magia...

- Opa Opa! – rugiu, com sua voz de leão, Ernesto Miiler, chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia – você disse mestiços com criaturas? Bebês meio bruxos meio gigantes, como Hagrid?

- Não existem gigantes na américa do Sul, foram expulsos por caiporas, espíritos malignos da floresta Amazônica. – Disse Alicce Geneshy, chefe do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas - e são essas as principais criaturas usadas na cruza, mas não somente, muitas outras criaturas estão no processo, e pelo o que soube, essa nova geração pode fazer magia sem varinha.

- Meu Deus, eles estão loucos! – rugiu Ernesto.

- São os novos Magicogeneticistas, é um nome cumprido e chato, mas é uma nova área da magia, controlar espécies em prol de maior poder e habilidade mágica. – respondeu Rony, vice-chefe dos aurores. – Ouvi falar deles após uma viagem diplomática aos Estados Unidos, a América inteira está nisso, mas o Brasil tem avançado significativamente desde seu último sucesso em 2004, mas que não fazemos ideia de o que é ou de quem é. Imagine a África que tem o maior número de bruxos e bruxos do mundo...

- E a maior escola. – disse Hermione, a ministra da magia. – Meu plano para o fim desse problema é mais simples do que o problema em si. Quero ser diplomática antes de reunir um exército, e o Sr. Potter está do meu lado quanto a isso. Quando lutamos contra Voldemort, no quarto ano Dumbledore pressentiu o perigo e quis dessa forma aumentar nossas alianças internacionais na geração mais nova, Hogwarts foi a única que se manteve de pé, unindo jovens bruxos em prol da liberdade. Mesmo que os sonserinos tenham se fechado para a sensatez, sabemos que tivemos muita ajuda além de apoio de estrangeiros nessa luta.

- O que insinua? Que devemos pôr todos os ministros da magia em Hogwarts e esperar que se entendam? Ou até fazer um novo torneio tribruxo? – com uma voz cínica e um riso nada amigável, Aley Rowland, chefe do Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas.

- Quase isso. – disse Granger, fazendo todos arregalarem os olhos, com um sorrisinho ela continuou – O torneio tribruxo é algo que eu não posso mudar, pois é antigo, só lhe cabendo dois campeões estrangeiros e tendo em vista nossas preocupações não posso excluir ninguém. As escolas bruxas são as únicas ainda em estado de aliança com o resto do mundo, porem são as primeiras que serão doutrinadas. Muitos deles serão soldados que teremos que enfrentar amanhã, lembre-se a guerra não começa este ano, ainda levará tempo, um tempo precioso para fazermos com que eles entendam que estão errados.

&

                No carro em direção a King’s Cross, Gina e Harry discutiam aos gritos. Isso porque desde a decisão da Cúpula, Harry acompanharia Hermione e Rony, junto a outros três chefes em viagens a Japão, África, EUA e Brasil, a fim de buscar a recém nomeada ABPL (Aliança Bruxa em Prol da Liberdade) afim da maior confraternização amigável entre escolas. Onde cada diretor poderia impor ou retirar uma emenda afim de tornar a ABPL dentro de seus costumes e tradições e lhe restaurando a soberania na confraternização

                    O básico até agora feito por Hermione era simples: Os 4 melhores alunos sairiam de suas escolas para um intercambio em seus dois últimos anos, escolhendo entre quatro das maiores escolas de magia e bruxaria do mundo, (inseto, é claro, de escolher a que ele mesmo participa) Ilvermorny, Uagadou, Mahoutokoro e Castelo Buxo (Isto é, se você for de Hogwarts escolhe entre essas 4 e de Uagadou, por exemplo, escolhe entre as três que sobram e Hogwarts). Sendo sorteados entre 10 escolhidos a dedo pelo diretor(a), os quatro iriam para cada escola, escolhendo é claro por ordem sorteada. Tanto para melhor aprendizado como também para conhecerem por si outra cultura. Você poderia se voluntariar, dependendo a vontade do escolhido, pode usufruir da vaga se participar dos 10 escolhidos.

- Espere aí. – interrompeu James. – Sei que a senhora está brigando com o pai porque ele vai desaparecer durante 1 anos e meio e nem ao menos lhe avisou, mas estão me dizendo que 4 alunos saíram de Hogwarts no sexto ano?

- Não vou desaparecer durante esses meses, mandarei corujas todos os dias...

- Pai, foco! 4 alunos saíram de Hogwarts para sempre?

- Eles só terminaram os estudos em outro país e isso ainda não está acertado, esse próximo ano será justamente para ver se dá certo...

- Ano esse que passarei sem meu marido pelo visto, que poderia muito bem ter me avisado. – disse Gina, amarga. Harry abriu a boca mas foi rapidamente interrompido por James.

- Gente vocês não estão entendendo a gravidade da situação, são os 4 melhores alunos do 6° e 7° ano, nossa família terá a maior quantidade de pessoas no 6° e 7° daqui a dois anos, e ela comporta no mínimo 5 famílias, incluindo Lonbottom, Lovegood e os Jordan, isso significa perder 4 de nós. – disse James arrancando os cabelos. – OU SEJA ROSE VAI EMBORA!

- James! Não grita no meu ouvido! – disseram Lily e Gina juntas

- Isso é ridículo, Hogwarts tem milhares de alunos, a probabilidade de que desses 4 sejam se quer conhecidos nossos é mínima.

&

- Pai, você é uma droga com promessas. – disse James, 2 anos depois.

- Eu nunca prometi nada – respondeu Harry, meio sem graça – eu só falei que as possibilidades eram mínimas, não impossíveis. – disse Harry abraçando Rose, depois Lorcan e Luís.

- Eu te odeio mesmo assim. – resmungou James, olhando feio para o pai, dando um abraço em Rose e um beijo, e fazendo-a prometer que escreveria todos os dias. Quando Lorcan e Luís foram abraçá-lo por outro lado, ele usou Alvo como escudo, que deu um sonoro “Ei! ”

                Hermione dava um bom abraço na filha como se ela nunca mais fosse voltar. Machucando os ossos da face e de todo o resto do corpo. Rose se agitava e tentava se soltar, mas era inútil. Eles viajariam ao modo do país que fossem estudar, Rose iria numa carruagem com uma placa de taxi (que segundo Percy, era um taxi para os trouxas e uma carruagem para bruxos) dirigida por um indígena de pele vermelha bem simpático. Os escolhidos no final do 5° ano foram Rose Weasley, Lorcan Scamander, filho de Luna, Luís Weasley, filho de Fleur e Gui e Lily Luna Potter, que, no entanto, foi substituída por uma voluntária de última hora: Lucy.  Respectivamente, todos eles seriam mandados para Ilvermorny (EUA), Castelo Bruxo (Brasil), Uagadou (África) e Mahoutokoro (Japão). Levando em conta, é claro, suas especialidades.

- Agora ficarei aqui sem pai nem namorada. – disse James enquanto Rose desaparecia no céu. – Poderia ter ficado sem irmã. – disse olhando invejoso Hugo, o “cunhado” feliz da vida.

              Lysander, ao fundo, chorava como um bebê no colo de Luna, que derramava lágrimas de orgulho. Lorcan partira no dia anterior em um barco a remo voador que viajava tão rápido que quem da família piscou perdeu ele de vista. Pintado com inscrições em português que ou diziam “ouro puro” ou “banana lustrada” segundo Rolf Scamander e seu dicionário mundial. A família Lovegood nunca teria ficado tão animada e orgulhosa se os filhos tivessem ido para qualquer outra escola se não o Brasil. Lar das criaturas mais raras, perigosas e belas de todo mundo, para se tornar tão bom quanto um dia foi o avô de Rolf, Newt Scamander.

- Ela ainda vai manter contato James. – disse Rony, com uma voz mais de preocupação do que de consolo.

- É o que disse, mas pensem bem, está indo pra uma nova escola, e é provável que demore um tempo para se acostumar com as tarefas e aulas, e até lá já vai ter arrumado nos amigos... – A suas costas, seu tio começou a chorar como Lysander no ombro de Hermione.

- Ora Rony pare com isso, você é chefe de departamento e eu sou ministra, tem fotógrafos por toda parte, temos que ser fortes e demostrar orgulho e não tristeza, veja a Luna... – Luna sorria sem parar. – Além disso está vindo outras duas locomoções. Acredito que só o Brasil gosta de chegar muito antes.

                Ao longe, o que parecia ser uma pedra se locomovia rápido como se a terra fosse água, Hermione teve que baixar a mão sobre o braço de Harry que, institivamente, foi em direção a varinha. Logo, a pedra se transformou num morro e o morro num monte, e o rosto desse monte era um javali, que tinha presa longas e uma trompa, mas não se engane, não era um elefante, era claramente um javali de trompa.

- Baku¹! É minha vez, thau! – sem nem abraçar os próprios pais, Lucy subiu as escadas escondidas no lombo da besta e se prostrou de costas na sela acolchoada.

- Cuidarei bem dela, o subterrâneo é como o céu e o céu é como a água. – disse o elfant... Digo javali, assustando toda a família e os fotógrafos de uma vez, que choveram flashes em cima da criatura.

- Meu Deus. Que bicho era aquele? – perguntou estupefato, Scorpius Malfoy, após ele mergulhar na terra de novo, que ainda estava abraçado por um braço em Luís, igualmente chocado.

- E principalmente tem ar de baixo da terra? – perguntou Percy apavorado, se esquecendo que fora deixado pela filha sem nem um toque físico.

- Youkai. Criaturas mágicas do Japão, esse é um Baku. – disse Luna – muitos são falantes, e os consideram sábios, mas poucas vezes se entende na hora o que eles querem dizer, porquê que ainda falam como falavam a milênios atrás... – todos continuavam esperando. – Ah, sim, sim, eles criam uma espécie de bolha de ar para poderem respirar quando fazem isso, acho que é isso, bolhas só existem na agua e a agua pode ser como a terra e o ar por ter oxigênio... – Rolf escrevia como um louca a suas costas.

- Bom agora só falta... MEU DEUS! – gritou Fred, batendo o cotovelo com tudo em Scorpius, de forma bem proposital. – O que é aquilo?

                Bem distante, nas planícies perto da Toca, uma espécie de bacia gigante feita de palha brilhante, latia e grunhia com a língua de fora. Era um animal do tamanho aproximado de dois cavalos, e ao invés de ter olhos a cesta lhe cobria o nariz, orelhas e testa, deixando apenas dentes de palha afiados próximos ao chão. Parecia uma hiena, e a cada passada dava um pulo de no mínimo 70 metros. Mesmo que quisesse todos ali tinham certeza que não conseguiria parar, mas parou, encolheu-se até se transformar apenas numa grande cesta acolchoada aos pés de Harry.

- Entre querido não a porquê ter medo – disse Luna, que parecia mais estar falando com o marido que com o sobrinho, seguida por Rolf que pareciam completos malucos analisando a cesta/carruagem.

- Tia a senhora viu o que acabou de acontecer? – perguntou James.

- Claro que vi e que sorte! – disse Luna entusiasmada, pondo a mão sobre o acolchoado. – Rolf escreva, feito de algodão e limpo regularmente, compartimento para malas por baixo, ou seja, fica dentro do animal, ele todo é uma grande cesta de artesanato, quero testar...

- Luna, por favor, ele já está atrasado. – disse Hermione tentando ser o mais profissional possível.

- Oh, Claro, vá em frente querido. – disse a tia se afastando.

                Luís foi em direção e pôs as malas dentro do compartimento que permaneceu igual a uma cesta. “Um feitiço de expansão natural, talvez tenha sido daí a ideia para o feitiço para bolsas” cochichou Rolf e os dois deram gritinhos de animação. Assim que Luís se encaixou na cesta, a criatura tomou forma de uma garça 20x maior que uma garça comum, que por coincidência era o patrono de Luís.

- Fantástico, se transforma no seu espirito animal, você irá voando Luís, que sorte! – Luís que odiava voar, deu um sorriso amistoso e um polegar pra cima para os pais, irmãos, tios e primos. E foi-se. Luna é claro foi a primeira a começar a conversa dentro de casa.

- Estou feliz porque meu filho estudará na melhor escola para magizoologos do mundo, eu e seu Rolf quase caímos da cadeira com a carta de lá invés da de Hogwarts. Acredita que eles mandaram em um pergaminho de seda? Seda mágica de verdade, feita de bichos da seda que só escrevem uma letra a cada década, imagine o trabalho, brasileiros gostam de se mostrar sabe, a escola deles é feita de ouro puro, e outra, chegou numa Supellez avem de crista fina.

- O que? – falaram todos em uníssono.

 - Uma espécie de fênix que evoluiu de forma mais trabalhosa e bonita. Suas penas são como o arco-íris e invés de queimarem elas se transformam em ilhas de água na Amazônia, nuvens puras e milenares, até chover e nascerem de novo como nascentes do maior rio vivo do mundo, o rio Amazonas. É por isso que na Amazônia chove todo dia.

- Deve ser muito frio. – disse Albus.

- De maneira nenhuma, é quente.

          E sem mais explicações Luna terminou seu seminário sentando-se em frente da lareira e todos se olharam, obviamente querendo saber mais. Tinham tantas perguntas, tanto os mais velhos como os mais novos, por mais que tudo o que houve tenha sido altamente diferente e estranho, todos pareciam muito curiosos e interessados nas criaturas além mar. Assim, passaram o resto da noite fazendo inúmeras perguntas para a tia Luna, que se sentiu muito feliz em responder todas elas, com os comentários de Rolf que fazia um chá para a senhora Weasley de cabelos brancos e sorriso doce.

                A animação dos mais novos em descobrirem e aprenderem sobre novos países só mostrava ao trio de ouro que fizeram o certo, ninguém ali ficara com raiva por seus primos se foram, um pouco de Lucy e James, mas nenhum sob o pretexto de que o país de viajem era ruim... Eles estavam apenas fazendo perguntas e ao mesmo tempo mudando constantemente sua forma de pensar sobre os estrangeiros que chegarão amanhã.


Notas Finais


1.Baku é um javali com trompa que invade camas alheias e se alimenta de pesadelo, é considerado um Youkai agradável e querido, aqui eu quis que ele fosse metade fantasma metade sólido, logo Youkais podem “nadar” dentro do chão.

pretendo usar essa parte de baixo para explicar certas coisas, o que eu não explicar aqui vai ser explicado no desenrolar da historia, e sempre vai ser com esse numerozinhos em cima da palavra, SSSS


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