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História Bacamarte - Uma Arma Bruxa. - Capítulo 2


Escrita por: Nepni

Notas do Autor


Eu sou uma artista em acessão, e fiz muitos desenhos por cima de obras primas e meio que foi bem demorado, além de não estar tão mal. Logo, vez ou outra a imagem não vai ser de acordo com o capitulo, mas vai ajudar vocês a visualizar ao menos os 4 protagonistas. Obviamente, está é Paola, nossa representante do Brasil.
(Eu também farei desenhos de situações especificas, como um jogo de quadribol ou colegas se abraçando, e essas sim estarão de acordo com o capitulo)

sobre as anotações lá embaixo vez ou outra vai aparecer NO, significa Não oficial no universo HP, ou seja fui eu que inventei.

tentei botar os números pequenininhos e tal, mas a spirit não permite fazeoque? Então botei entre parênteses.

Capítulo 2 - Os 4 Estrangeiros


Fanfic / Fanfiction Bacamarte - Uma Arma Bruxa. - Capítulo 2 - Os 4 Estrangeiros

                No Leste dos Estados Unidos uma menininha loira brincava na planície enquanto uma jovem e uma velha conversavam em voz alta. Não demorou muito até a jovem bater à porta pela pequena cabana mágica de interior gigantesco. A velhinha sentiu um grande peso nas costas e respirou fundo, vendo a tempestade carregada por um Thunderbird¹ muito ao longe de onde sua neta mais nova brincava entre as flores do campo.

- Vovó! – disse ela correndo até a velhinha. – Nayeli vai mesmo para o país dos caras-pálidas? – disse a menina com um rosto confuso, e penas de pássaros variados nas tranças do cabelo dourado e despenteado.

- Inglaterra, Dakota. Nayeli irá para a Inglaterra no final do verão, cumprirá seu último ano lá. – Dakota ficou séria, e depois fez um biquinho que causou na vó um sorriso banguela. – Vamos entrar, e tire essa careta ou um Hidebehind² vai pegar você e levar embora. – A menina logo fez um sorriso amarelo, olhando assustada para os lados e entrou correndo para dentro de casa.

Dentro da cabana havia uma casa inteira, com janelas de vidro e belas escadarias, com corredores tão longos como os de Hogwarts e totens espalhados pela casa dando um ar assustador e antigo aos cantos escuros. Os americanos haviam a muito tempo se superado nos feitiços de ampliação após um estudo em conjunto com a África, antes dos movimentos antiamericanos tomarem força. Nayeli tinha um quarto de teto alto, e janelas igualmente compridas e de lá, encarava o pássaro-trovão carregar uma tempestade por cima dos no magic da cidade vizinha.

Malditos ingleses, o que ela tinha haver com seu plano de “paz”? Levantou e seguiu em direção a cama, mas antes parou em frente ao espelho vermelho de sua mãe e encarou a si mesma por muito tempo. As antigas tribos foram as primeiras a receber no magic e bruxos num lugar só, no casamento americano nativo, tanto no magic como dos bruxos, recebiam nomes de espíritos antigos.

O nome da sua mãe era sol dourado, e o do seu pai era fruto do trovão. Antigamente, mesmo os solteiros tinham nome de espíritos, e era sempre o resultado da mistura do nome dos pais, Nayeli apostaria um braço que seria tempestade e arco-íris, e pelas fotos já dava pra saber quem era quem.

Dakota era uma garota fofa e provavelmente seria uma mulher linda, de pele bronzeada e lindos cabelos dourados, e um nariz comum. Já ela, era branca como um papel e sempre parecia estar doente, de nariz curvo e de gancho, cabelos pretos que ela insistia em tingir magicamente de azul turquesa, seu rosto era claramente pálido. Queria descobrir qual seria seu nome de verdade, mas sabia que nunca iria se casar... Mesmo assim adorava dar nomes espirituais, sonhava com o dia que seria a matriarca da tribo, e enfim seria livre.

&

                Um sapo coaxava embaixo da chuva, no meio da selva. Tinha chifres e quando encostou a língua num mosquito o mesmo se transformou num graveto que foi devorado pelo sapo que passava o dia todo transformando mosquitos variados em coisas variadas para comer.

- Isso nunca vai dar certo.

- Pare com isso Paola, e dessa logo dessa maldita árvore. – a diretora com uma capa de chuva grossa e botas que chegavam aos joelhos falava com um tanto de raiva com a garota acima de uma árvore de pelo menos 5 metros de largura e 70 de altura.

                Cabelos encaracolados, vermelho sangue, esvoaçavam com o vento, de pés desnudos ela ainda se segurava na casca lisa da gigantesca árvore, a pele escura como a noite e olhos amarelos, que brilhavam em meio a meia luz. Paola, somente Paola, filha de um bruxo e de uma caipora, se segurava num galho fino com apenas um braço, mas enfim desceu.

- Eu só to dizendo que não vai dar certo. Brasileira em terra fria? Eu odeio frio. Odeio coisa seca. Nem tem floresta...

- Lá tem uma floresta...

- Com Boitatá³ e Curupira(4)? Com Sapo-língua-presa(5) e Cocoasi(6)? – perguntando, ela se aproximava mais e a diretora diminuta recuava cinco passos. No chão, as duas pareciam duas criaturas de outra espécie, Paola é grande e musculosa, mas o rosto ingênuo e os lábios grossos, e principalmente, os olhos amarelos brilhantes, demonstravam de longe que era uma garota meiga de 17 anos, e 1,98 de altura.

- É uma floresta temperada, obviamente não tem nossas espécies e nem nosso clima, mas pense comigo, a questão é ajudar as pessoas a nos entender e entender as pessoas, já estive em Hogwarts e lá é muito aconchegante, tem inclusive casas como em Castelo Bruxo, e além disso vai ficar sob a custódia da ministra Granger.

- Espere ai... Sem ministro Albuquerque? – perguntou Paola com os olhos brilhando.

- Exato. – e mesmo que tentasse conter, a diretora sentia a mesma coisa.

Era sempre uma vitória quando seus alunos se livraram de Augusto Albuquerque, e sempre, junto ao orgulho, um pouquinho de inveja a perseguia. São tempos difíceis para viver no Brasil mágico nessa época. Paola, em principal, sabia disso, nascera e vivera como um experimento, nunca sequer conheceria seus genitores, e por mais que dissesse que não queria conhece-los, sentia-se constantemente esquisita. Alta demais, escura demais, vermelha demais, e olhos que assustava qualquer um eu tentasse adota-la. Caiporas são seres livres, mas ela não é caipora, bruxos são seres livres, mas ela não é bruxa. Estava sempre no meio do caminho para lugar nenhum.

- Tudo bem então, eu vou. Vou amarrar meu cabelo e enfiar tudo na mala. – disse se abaixando próximo a diretora, que com um sorriso triste, passou a mão no rosto enorme de Paola e a abraçou – eu também amo a senhora diretora, mas se a senhora continuar assim vai me fazer chorar e está chovendo – elas riram.

E lá ficou a chefe do colégio de Castelo Bruxo, vendo a aluna mais brilhante e mais bondosa partir em meio a mata e direção ao castelo, os pés descalços fazendo barulho na mata fechada até que seus cabelos escarlate desapareceram no verde. Mesmo na chuva, dava para ver que estava chorando.

&

                Do outro lado do Atlântico, um garoto cego acordava com um calor matinal de rotina, e se encaminhava pro banho, pegava a varinha e raciocinava no que iria transfigurar hoje seus olhos inúteis. Normalmente, usava olhos de Tirohanga, mas hoje era o dia em que se sentia indisposto a ver o quer que fosse, então escolheu olhos de leão comum, bem Ruãnuko(7). Agora sim, metade calor corporal metade preto e branco, uma visão horrível, mas muito maneira.

- Adisa venha comer, a carta chegou! – antes de abaixar a varinha na poltrona, gritou:

- É de Uagadou?

- Não, mas será legal ver pra onde você vai, queremos que leia.

A escola sentiria sua falta, como seria o quadribol sem ele? Ele nem iria ver todos os Kere Taru(8) de todos aqueles novatos, será que algum viria de tubarão? ou de gavião? E seus amigos? Malditos brancos filhas das putas, não bastava terem roubado a riqueza, o povo e toda a cultura da sua terra, os deixando nada além de uma praga incurável?

Não gostava da América e não gostava da Inglaterra, e sentia uma pequena aversão a algo tão diferente como o Japão, na verdade torcia para que fosse Brasil. Seus irmãos além mar tinham sido colonizados, misturados e compartilhavam de muita coisa iguais a ele, eram literalmente primos, todos de pele escura ou no mínimo cor de madeira, alguns pingados brancos, mas de feições indígenas e africanas, mestiços e mais mestiços. O clima podia ser úmido, mas era quente, um castelo que era banhado todos os dias com gotas grossas que não acabavam mais, com um campo de quadribol com chão de terra molhada e escura e não seca e branca, e imagine só, um quarto com 4 garotos ao invés de 10. E o mais legal no Brasil, com certeza, era o castelo inca de ouro...

- Você vai pra Hogwarts! Europa. – exclamou o pai, animado. Um homem de braços longos e afro, com alargadores dourados nos ouvidos.

- Ah não! – disse arrastado – Quem vai pro Brasil? Vai ver ainda posso trocar!

- Nada de reclamação Adisa, temos que ser gratos, você é um menino inteligente e é a escola mais importante da Grã Bretanha... – disse a mãe na cozinha, provavelmente cozinhando algum assado.

- Que olhos são esses? São leões? Como é legal... – disse o pai ao mesmo tempo admirada e tentando desesperadamente mudar de assunto.

- Ayo! – gritou uma linda mulher esguia e de lábios grossos no fundo da cozinha, sua gargantilha descendo em várias espirais de ouro até o peito, deixando seu pescoço 3x mais longo do que deveria ser. – concentração! Você será muito mais observado e é provável que lá as matérias sejam menos duras como aqui, além disso estamos à beira de uma guerra, não quero você aqui no meio dessas manifestações contra irmãos.

- Americanos e Ingleses são nossos irmãos? Ata. – disse se sentando com brutalidade na mesa grossa de mármore. – Eles acreditam que somos inferiores mãe! Pensam só em suas próprias batalhas, onde estavam quando quase fecharam Uagadou? Onde estavam quando Eno quase levou todos os nossos bruxos em uma guerra civil ridícula, os Ruãnuko acham que sofreram com Ruanda, mal eles sabem que metade daqueles corpos eram nossos...

- Agora chega! – a mulher bateu um grande frango de duas cabeças na mesa e o olhou diretamente com seus olhos de brancos de Tirohanga, a cegueira e a genialidade para transfiguração parecia ser hereditária. – Você irá agradecer e ser humilde, não nos envergonhara, e vai parar de culpar outros países pela burrice preconceituosa que nós cometemos no passado.

O jantar foi silencioso, e nenhum dos dois conseguiu entender o outro. Ayo, o pai, amava a mãe e o filho pródigo, mas a cada dia que passava, via mais e mais hostilidade entre os dois, e temia estar perdendo sua família para uma discussão política.

&

                Um garoto de capa extremamente longa treinava magia de ataque no quintal da mansão ministral japonesa, que era de uma arquitetura muito interessante aliais, ficava de cabeça pra baixo, como uma estalactite pendurada sob um abismo. Ali naquele abismo, dragões sem asas navegavam pela nevoa como serpentes marinhas, azul safira, vermelho rubi, e amarelo dourado.

- Meu senhor irá para Hogwarts, espero que esteja ciente – disse o dragão azul, mergulhando logo depois. Um alvo fora acertado pelo garoto.

- Um japonês na Inglaterra, eu pagaria para ser um ovo agora. – disse o dragão dourado.

- Não ligue para eles meu senhor, o senhor se sairá bem, é filho do ministro... – disse o dragão vermelho. E um estupefaça acertava o alvo, jogando-o para o abismo. Um dragão duas vezes maior pulou entre os irmãos e se enrostou na torre de cabeça para baixo, derrubando pétalas de sakura que caíram como neve naquela época do ano.

- Meu senhor deve parar de ouvir esses tolos, se for agora poderá saber do coração do inimigo, ajudara seu pai com a possível guerra, o senhor é inteligente saberá bem o que fazer, mas lembre-se; a americana se aliara aos ingleses, o brasileiro ao africano, um japonês será e sempre ficará sozinho, somos enviados da solidão. – e tão rápido a cobra branca de hálito quente se enroscou na torre foi-se para o abismo.

                Ryo Õutsuma respirava o ar rarefeito com mais facilidade que qualquer outro mago japonês, nascera e fora criado naquele palácio, até o dia em que fora para Mahoutokoro, a escola bruxa dos japoneses, o ar vulcânico matava os mais fracos geração após geração, formando feiticeiros imunes e resistentes a maioria do ar tóxico. Por mais que ainda tenham lugares proibidos onde o gás natural reina, uma faísca e metade das torres vai pelos ares.

Na Era de fogo, no governo de seu tataravô, o castelo dividia lugar com dragões, que incendiavam todos os dias metade do castelo. Fora reconstruída mais vezes que a muralha da China. Os animais diziam que por acidente, mas dragões asiáticos, da Bielorrússia ao Japão, falavam de modo traiçoeiro e poucas vezes era sensato lhe dar ouvidos.

                O pai por outro lado não ajudava, tinha o apelido de dragão branco no ministério, justamente porque falava aveludado sobre a paz, mas foi o primeiro a fechar qualquer contato com outras culturas. Ryo não tinha dúvida de que seria escolhido, nem completará o colegial e já tinha capa tão cumprida quando os companheiros do pai. Era considerado um gênio em seu país, e sendo o ministério, uma monarquia parlamentar, muitos diziam que a dinastia Ryo chegaria muito em breve. De pai, para filho, a família Õutsuma é conhecida por cada asiáticos e criatura ao Leste do mundo.

                Ryo significa dragão. Mas ele nunca se viu assim, dragões são traiçoeiros, como o pai. No entanto, constantemente, ele tem pesadelos em que via um oni(9), com corpo de dragão e o rosto de uma mulher que ele sempre pensa ser a mãe, mas que mastiga o palácio e destrói o mundo numa rajada de fogo azul.

- O que significa fogo azul? – ele perguntava aos 14 anos para o abismo. E obteve resposta dos 4 últimos dragões de cor, os últimos da ilha de Mahoutokoro.

- Maldição. – exclamou o dourado.

- Saúde. – sussurrou o vermelho.

- Poder. – grasnou o azul.

- Não os escute, meu senhor, significa loucura. – disse calmamente o branco. – A loucura que pula sempre uma casa em sua família.

                De nada adianta conversar com eles, pensava Ryo. O dourado era cruel, o vermelho mentiroso, otimista, o azul ganancioso, oportunista e o branco... Ele lhe dava calafrios, porque nunca concordava com os três, sempre se enroscava e sempre, sempre falava algo tirano e manipulador que ele ficava em dúvida ser verdade ou não. Mas isso não importava porque ele iria a Hogwarts e lá, teria que ser diplomático ou um espião, e deveria fazer essa escolha de forma rápida e sábia.


Notas Finais


1 – pássaro-trovão: uma batida de suas asas causa uma tempestade, os no magic americanos chamam de chuva de verão. Apareceu em Animais fantásticos e onde Habitam.
2 – pé grande, um mito recorrente nos EUA, principalmente nos nativos americanos, os indígenas falavam deles para as crianças. (NO)
3 – “folclore brasileiro é um saco, curto mitologia grega” PARCEIRO! Nós temos a porra de uma cobra que queima somente aqueles que destroem a floresta, seus olhos são monstruosamente vermelhos e ela tem pelo menos 50 olhos espalhados como escamas, apenas aguardando uma olhada sua para te fazer delirar pelo resto da vida. NOSSO FOLCLORE É UM PRATO CHEIO HAHAHAHAHA!!! (NO)
4 – Pés virados do avesso, cabelos de fogo com um rosto malicioso, ajuda apenas animais dentro da floresta, e anda com uma lança afiada sob um javali leal. (NO)
5 – É o sapo camarada do primeiro parágrafo, a saliva dele transforma uma coisa no que ele olha, se ele te lamber olhando para um graveto, você vira um graveto. (NO)
6 – um coco com pernas e braços que engole homens inteiros, mas são o alimento preferido das caiporas. (NO)
7 – em ruandês: idiota e em africano: não magico. Na África existem 18 línguas oficiais e cerca de 2092 dialetos, meus amigos, o estrago feito pelos colonizadores aqui é revoltante.
8 - lembra de como eu não botei o nome naquele animal em que Luís foi levado? pois é, esse é o nome.
9 – onis são diferentes de Youkai, porque são mais abstratos e assustadores, são como Paola, mestiços. Mas deram errados, e agora são caçados por todo o oriente. O problema é que se multiplicam rápido (NO)


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