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História Bacamarte - Uma Arma Bruxa. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Uma imagem de Nayeli, e só. Não tem nenhuma ligação com o capitulo por mais que ela apareça no ep

Capítulo 3 - E Chegam Todos.


Fanfic / Fanfiction Bacamarte - Uma Arma Bruxa. - Capítulo 3 - E Chegam Todos.

                Iriam para a escola do jeito inglês de viajar. De país em país é muito fácil ir de chave de portal, mas todos os alunos estrangeiros, de modo a chegarem do modo mais inglês possível, deveria conectar-se à rede de Flu e ir para o ministério, onde seriam recebidos pela a ministra em pessoa e o herói e chefe de segurança auror, Harry Potter.

                Todos esperavam ansiosamente em frente as 4 novas lareiras no centro baixo do ministério. E mesmo depois da instrução da ministra de que não deveria haver curiosos, todos que passavam andavam mais devagar por ali, olhando o relógio sem olhar, ou com um rasgo no jornal. Hermione tentava ser o mais seria possível desviando de qualquer das muitas perguntas que os jornalistas a direita jogavam para que respondesse. Harry fora aconselhado a deixar a varinha em casa, mas ainda carregava um olhar severo, preocupado com a segurança dos seus mais do que nunca. E Rony comia um burrito.

- Como consegue comer tão calmamente? – disse Harry.

- São adolescentes Harry, o que podem fazer? – respondeu Rony, de forma calma e relaxada.

- Foi isso que Voldemort deve ter pensando – rebateu Hermione, e o três deram sorrisinhos - Somos os senhores que fundaram a ABPL, eles nos mandaram os melhores, assim como mandamos os melhores dos nossos alunos. – disse, afim de ser ouvida por todos os jornalistas, e depois abaixando a voz num sussurro. - Ouvi de um relatório geral que um garoto de 16 anos consegue transfigurar os olhos pois sofre de cegueira, e usa a magia como o Harry usa óculos. –os amigos a encararam e depois se encararam. Rony resolveu guardar o burrito pra outra hora.

                A primeira chama a brilhar foi do Brasil, e depois que apagaram foi um choque para todos. Além do barulho das chamas ser duplicado pelo tamanho de massa teletransportada a garota gigantesca também baterá a cabeça na lareira com um grande estrondo. Era como ver um duende escuro, vermelho e feminino, de rosto amigável mas igualmente perigoso. Uma garota de rosto doce, com o corpo de um monstro. Rony sem querer olhou para a mão dela esperando uma clava. Granger foi mais rápida que todos os iguais confusos e esticou a mão para ajudar a gigantesca garotinha a se manter de pé. Não que ela pudesse ter feito alguma coisa real se ela estivesse caindo.

- Oh, eu sinto muito, não havia nada nos relatórios sobre você ser grande se não teríamos feito uma lareira maior...

- O erro foi nosso, achamos que vocês eram que nem lá em casa, as postas, janelas e bancos aumentam ou diminuem com o tamanho ideal pra pessoa. – como os rostos continuaram confusos mesmo após a explicação ele continuou. - Temos muitos mestiços. – e riu, mostrando dentes afiados como uma fera como se isso explicasse tudo. – Perdão, sou Paola... Só Paola.

- Bem-vinda Paola, sou a ministra Granger, Hermione Granger, estes são o chefe e vice chefe do departamento de segurança e aurores; Rony Weasley e Harry Potter. Eles estão aqui para manter a segurança e a ordem, assim como para conhece-la e apoia-la.

- Ah que bom! Achei que era para proteger você de mim. – ela falou aquilo de forma tão ingênua que deixou todos meio sem graça.

Granger apertou sua longa mão de unhas finas enquanto eram banhadas pelos flashes do Profeta Diário. Notou que o cabelo da brasileira estava preso, e lutando para sair do grande coque, assim como os dela, e automaticamente decidiu gostar de Paola. Rapidamente, balançou a mão para Harry, que em um piscar de olhos fez a cadeira destinada ao Brasil aumentar significativamente. Paola sorriu em agradecimento a ele, o que o fez perceber que ela era uma versão meio sombria de Hagrid.

Com exceção de Hermione e Paola o ministério inteiro ficou em silêncio. As duas pareciam irmãs de cabelo agora, pois Hermione perguntou se ela estava confortável, e ela respondeu que odiava coques, e naquele instante as duas estavam com as cabeleiras soltas falando o quanto odiavam coques. Vários flashes rolavam de vez enquanto, mas as duas pareciam nem notar.

- Ah quase esqueci... – disse coçando o cabelo e depois arrancando uma pena como se fosse um fio próprio. – Pena de caipora é muito raro, vale no mínimo um milhão de galeões, teve um maluco lá em casa uma vez, chamado Flamel, eu acho... Ele perguntou pras caiporas se podia pegar pra fazer um tal de elixir da vida, disse ser inglês, no dia seguinte estavam se balançando nas calças dele... – ela riu, e sem querer o trio também riu. – Salvamos ele de última hora, ele não conseguiu pegar nada, é claro, mas quero dar pra você.

- Isso significa que Caiporas são imortais? – perguntou Harry intrigado.

- Significa? – todos piscaram ao mesmo tempo.

                Hermione agradeceu por mais de meia hora e segurou a pena contra o peito até que a lareira americana começou a queimar. De lá uma garota saiu e ela era o total contrário da sua primeira colega. Magra, pequena, de olheiras, nariz curvo e pele pálida, mas o cabelo era azul turquesa, curto e repicado. Hermione se virou bem a tempo de lhe apertar a mão e lhe por bem ao lado de Paola, mas Nayeli não era muito simpática como a colega.

- Você tem cabelos lindos – disse Paola. Claro que Nayeli já havia notado sua presença, Paola não era fácil de ignorar, e mesmo que seu cabelo engolisse a parte de cima da cadeira da qual estava sentada seus olhos prendiam a atenção de qualquer um que olhasse para ela.

- Você tem olhos de animal... – disse como um insulto, mas não foi assim que Paola encarou.

- Sim, sim, achei que nunca fossem perceber, as caiporas assustam caçadores parecendo onças pintadas no meio da floresta, existem felinos grandes na América do norte também não é? Leões da montanha, linces, mas nenhum se compara ao Katshituashku¹, são realmente gigantes e potentes como os povos nativo americanos? Verdade que o chefe era o único que conseguia domar um deles? – os olhos brilhantes de Paola e sua admiração pelos primeiros povos sem querer desataram um nó de medo e frustação que Nayeli tinha desde que jogou o pó de flu na lareira de casa.

- Na verdade... Sim, foram os indígenas que domaram eles pela primeira vez e não os colonizadores. E sim, meu avô foi o último chefe e montar em cima de um deles e sobreviver.

- Se eu tivesse um nome indígena você tem alguma ideia do que seria? – perguntou Paola, tão animada que envergava a cadeira sobre o chão. Nayeli ficou ainda mais animada, nenhum forasteiro perguntava esse tipo de coisa, e nem perguntava de forma tão eufórica.

- Bom você é grande, vermelha, negra, mas os antigos diriam que você tem uma áurea dourada, porque os nomes não têm nada a ver com aparência e sim com o interior, você claramente é animada e sociável, aposto que seria Ouro bruto...

- Que maneiro! Vou anotar isso assim que pôr as mãos nos meus cadernos! – disse Paola criando um mini terremoto enquanto balançava os pés de excitação. – Eu adoro as civilizações antigas e suas criaturas, pretendo escrever um livro sobre isso... – Paola parou derrepente notando os olhos brilhantes de Hermione nela. – AH, e pra ministra?! Qual seria o nome dela?

- Bom eu não sou chefe... – disse Nayeli, constrangida – Não posso dizer com certeza...

Mais flashes e um silêncio constrangedor e então, o fogo do Japão, 7 segundos atrasado, brilhava num branco intenso. Mal saia da lareira e já se curvava pedindo perdão a todos. Era um garoto com uma espécie de kimono/roupa de bruxo vermelha viva e de olheiras fundas, seus cabelos lisos quase tão longos como os de Paola.

- Como prova das desculpas de meu atraso eu lhe dou isto de presente. – uma bolsa muito grande pendia sob seus braços, com o rosto ainda voltado para o chão ele esperou, até que Rony ligou os pontos e pegou ele mesmo o saco que quase fez seus pés cederem.

- São escamas de tartaruga leão, as criaturas mais gigantescas do mundo. – braço de Paola pendia no ar como se estivesse numa sala de aula e seu rosto estava estampando euforia. – sim? – perguntou o japonês, confuso.

- Me desculpe, eu não aguento, Castelo bruxo estuda todas as criaturas do mundo de modo aprofundado, mas um dos únicos que ainda carrega certo mistério são as tartarugas-leão, são mesmo uma ilha móvel? E é verdade que elas deram a magia original para os japoneses trouxas formando sua sociedade rica e prospera? Suas escamas realmente têm 1146 utilidades e apenas 70 experimentadas? – de novo todos se voltaram pra ela.

- Você é muito sabichona, sabia? – respondeu Nayeli.

- Você acha? Lá em casa dizem que eu sou assustadora, acho que é porque vocês acabaram de me conhecer. – novamente um silêncio, ninguém tinha certeza se queria discordar ou concordar com Paola.

- Para as suas perguntas, sim, não e quase, respectivamente. Primeiro, elas são gigantescas, a menor é provavelmente do tamanho de uma escola bruxa, por segundo, os bruxos nascem bruxos, é isso que sabemos, mas esse mito vem de uma das utilidades das escamas: você pode retirar o poder de um bruxo temporariamente se fizer uma poção corretamente...

- Tirar o poder? Quer dizer torna-lo Trouxa por um dia? – perguntou Harry assustado, ganhando a atenção do japonês.

- Sim, mas além de ser muito complicado é impossível. Atualmente a tartaruga-leão é um dos únicos ingredientes vivos, o resto teve recursos extintos. – ele se virou novamente para Paola – Você é muito inteligente mestiça, mas não teria como saber disso sem estudar na minha escola: na dinastia do meu bisavô foram estudadas mais de 50 utilidades, hoje são 1121 de 1146, todas ensinadas em Mahoutokoro do primeiro ao último ano.

- Fascinante. – disse Paola com os olhos brilhando. – Será que alguém pode me dar um papel e caneta? – seu rosto agora era assombroso, os dentes brilhavam tanto quanto os olhos e ela quase babava, não despregava os olhos amarelos do recém chegado nem por cinco segundos.

Ryo se apresentou longamente, citando todos os seus títulos e sub títulos, enquanto Rony desesperadamente tentava se manter de pé. Nayeli voltara a seu estado antipático, primeiro porque Paola havia descoberto o buffet e escrevia desesperada tudo o que havia ouvido, e segundo porque percebera que era a única que não havia entregue presentes.

- Onde está a diretora Mcgonagall e seu guia de segurança? – perguntou Ryo, sentava rígido e de postura exemplar na cadeira.

- Eles serão apresentados assim que todos estiverem aqui, para acompanha-los até a estação

- E o que estamos esperando? – perguntou Ryo impaciente.

- Eu. – sem barulho nem fogo, o Africano aparecera sob uma fumaça verde com olhos brancos, como se nuvens flutuassem dentro de seu crânio – me chamo Adisa Lagkurue. E só pra informar  meus olhos são de um animal típico do meu país, eu posso ver em todas os 5 tipos diferentes de visão, então não tentem me passar pra trás. – disse desconfiado, enquanto Hermione apertava a mão de Adisa, o aperto mais não apertado do mundo, Adisa mostrava claramente que não queria estar ali. Rony se aproximou e cochichou com Paola.

- Você que entende a beça sobre animais, sabe dizer o que ele tem?

- Tirohanga, cavalo seco, corre nas savanas da África, lavrando os trouxas com a seca, seu serviço é limpa-los do mundo, tipo o Brasílico em Hogwarts. – Rony ficou surpreso por meio segundo e depois deixou pra lá, a garota sabia de animais na África, porque não saberia de um dos animais mais importantes na guerra contra Voldemort? – Eles enxergam nas 5 telas: nossa visão comum, a térmica, noturna, espelhada e espiritual, isso para que possam enxergar trouxas de todas as maneiras e lhes arrasar melhor.  Ah e podem ver por debaixo de capas invisíveis, a não ser que tenha uma verídica da morte... – e vendo o rosto de Rony ela riu – Eu li sobre as relíquias da morte e sobre sua guerra, é o conto mais conhecido no Reino Unido.

- Sabe você é idêntica a Hermione.

- Isso é uma honra, enfim isso ainda é um limite pra elas porque também fazem parte do ciclo da vida. Tirohangas também podem morrer Sr. Weasley, logo elas não veem a morte.

- Como assim ainda? – disse Rony confuso – Dá pra se tornarem imortais?

- Oh não sem a ajuda externa, acontece que tudo é possível com a genética Sr. Weasley, e estou lhe falando isso porque estou do seu lado, não curto guerras. – Rony quis agradecer ela de joelhos, não seria bom ter alguém como Paola do outro lado em uma guerra.

- Mas se trouxas morrem por meios bruxos, porque eles não fazem nada?

- Oh, não tem como, são invisíveis, e transmitem uma doença congênita e hipercontagiosa que mata crianças. – Rony fez uma expressão triste e desolada.

- Mas então como lidam com isso?

- Bom, o único lugar completamente livre dessas criaturas desde sua fundação é Uagadou, a escola de lá, onde são levadas todas as crianças sem exceção a partir dos 6 até os 20, por conta dessa praça. A escola foi obrigada a se tornar uma instalação não apenas escolar mas de moradia, dos 6 aos 12 as crianças ficam na ala oeste e dos 13 aos 20 no leste trabalhando para escola para depois servirem ao ministério. Por isso os bruxos africanos não constroem sociedades grandes como no resto do mundo, mas sua escola por outro lado tem o tamanho de Londres o que lhes faz muito unidos.

               Antes de Rony se recuperar o choque da descoberta de uma cidade escolar e perguntar como eles faziam para não ser perder num lugar tão grande, Hermione o chamou para as apresentações. Pela entrada lateral, chegaram a diretora Minerva e Hagrid, que admiravam a menina gigante e seus cabelos cor de carmim.

- Jovens, essa é sua nova diretora, Minerva Mcgonagall, que lutou junto a nos na batalha de Hogwarts, uma mulher respeitável e muito correta. – disse Hermione dando um sorrisinho de lado. – E este é o fiel guardião das chaves de Hogwarts, e um amigo exclusivo meu e do ministério, querido por toda a sociedade bruxa. – Hagrid ficou vermelho como um tomate e sorria debaixo da barba já grisalha. Paola foi a que mais bateu forte, não por qualquer outro motivo se não sua imensa força.  – Agora, os deixo sob suas mãos.


Notas Finais


1 - Um mega urso pardo com chifres de alce do tamanho de um elefante, que era descrito como “um espirito feroz domesticado apenas por um chefe corajoso”, caso você fosse intelige... Digo covarde e corresse para salvar sua vida após dar de cara com ele seria morto no ato.


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