História Back for you - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Love1d
Visualizações 14
Palavras 8.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heyyy galeraaaaa!!!! Meus cupcakes mantenho firme no que eu disse e continuarei assim sempre que puder. Escrevi aos poucos porque eu ainda estou me adaptando a caracterizar a nossa Chelsea, espero que goste e sempre é bom fazer com carinho para vocês. Levantem as suas hipóteses durante a lida e o caminho daqui pra frente. De qualquer modo a demora continua grande e peço singelas desculpas para quem está aí do outro lado.

Uma bia leitura <3
Abraço apertado e beijos daqui.

Capítulo 36 - Estrategista


Fanfic / Fanfiction Back for you - Capítulo 36 - Estrategista

Pov  Bia

Saltei da cama ainda com a escuridão do céu, a sensação era a mesma do início do ano e toda a animação para as aulas porque até aqui tem sido cansativo com todas aquelas matérias reprisadas mais os trabalhos.

Basicamente é como um preparo misturado com a espera para que cada um possa, finalmente, estudar as matérias eletivas. Noite passada, deixei tudo certo, o que facilitou eu me arrumar sem grandes demoras e também pensei já nas tantas informações que irei anotar, portanto cadernos estão com seus marcadores e divisões segundo a grande.

Assim que os raios penetravam a cortina já tinha posto minha roupa, tendo Isabela em minha cabeça em relação ao atraso no começo dessa nova fase, me recusei em deixar de telefonar para a mesma.

 Devemos  nos mostra mais sérios e comprometidos com o que queremos, não é á toa, pois tudo é ponto para sair daqui com avaliações impecáveis e recomendações. Pareço até uma nerd falando e esquecendo o quanto somos falhos o bastante, também sem deixar ressaltar que muito esforço sem qualquer momento para respirar é pura burrice.

Não me vejo fazendo outra coisa e juntado com a idade misturada com a recém responsabilidade de ter um futuro lega, espero que sobre espaço para a minha cabeça tirar essas frases motivacionais e reflexivas.

-- Oii!! Bom diaaaaaa!!! – disse animada, praticamente como a minha boca tivesse saído no outro celular. – Eu te acordei? Pensei que seria uma boa estar te ajudando caso o sono falasse mais alto.

-- Biaaaaaaaa!!! Bom diaaaaaaaaa!! E não estou mais na cama. – disse com bom humor. – Acha mesmo que eu estaria rocando sabendo que tenho aula e ainda mais sabendo que a aula é de dança? – rimos de ambos lado.

Ela tinha razão, era tolice minha imaginar ao contrário.

-- Apenas certifiquei.

--Mesmo assim obrigada, nunca se sabe ao certo em relação ao meu sono. – suspirou, ela mesma entedia. - Que horas mesmo as meninas marcaram na escada?

-- Como pode esquecer? Viu? Ainda bem que eu liguei. Escadas ás 7:10. 7:10. – terminando de frisar o horário, coloquei o celular ao meu lado na cama e no viva voz.

-- Opsss são exatamente 7:05. – ouvi resmungar do outro lado da linha. – Já está descendo?

-- Sim!! – calcei o tênis e definitivamente já estava pronta. – Doida, eu não disse que seria bom estarem lá? – recordei.

-- Claro!! Você, quer dizer nós, vamos conseguir domar a pequena fera, pode acreditar, respira. Mínimo ela pode voar no seu pescoço e nunca mais querer falar com você até que terminamos a faculdade. – Bela gargalhava, ao mesmo tempo, que trovejava por parecer não achar o que queria. – Só pega algo para mim...Tudo que puder...Vou tentar correr e encontro todas.

-- Ok. Espero que não caia tonta por não comer ou por comer demais, e você acordou atrasada e está atrasada. – ralhei.

-- Eu não me atrasei. – respondeu com a voz brava.

Assim que desci a escada tive um susto momentâneo ao ver as quatro completamente acordadas sem estarem escoradas  em qualquer lugar ou deitadas na escada, se sentiam esplêndidas como personagens de filmes onde as mulheres sentem a sorte ao seu lado.

-- Café da manhã!!! – disse Larissa empurrando-as corredor á cima ao perceber a minha presença.

-- Cadê Isabela?

-- Seu grude está atrasada e pediu que lhe pegasse o que for necessário para não passar micão no primeiro dia. –  falei para Mariana que fingia cara de poucos amigos em fazer uma favor aquela hora da manhã.

-- E todo aquele discurso de apoio e tudo mais? – cochichou Larissa para nós duas, Ju mantia uma conversa animada com Rebeca.

-- Você está ferrada! – disse Mariana rindo e Ju concordou disfarçadamente.

-- Completamente! – disse ela entre as duas conversas.

-- Isabela é primordial para que a Mariana tenha uma boa persuasão.

-- Ok, vocês estão me assustando. – riram da minha expressão mais a frase. Esperei Rebeca mais Ju dar passos a nossa frente. – Eu só vou falar que a minha inscrição é em outra área, mas me mata saber que eu sou motivo da sua animação também.

-- Sentimos com você.

-- Vocês estão fofas... – disse Larissa exasperada para nós que nos olhava de maneira estreita.

A fila do refeitório estava mediana nada que pudesse por todas para correr com atrasos e que também me possibilitou de conseguir um saquinho marrom para Isabela que logo veio ao nosso encontro saltitante.

-- Bom diaaaaa!! – disse ela abraçando tudo que tivesse em sua frente, para ser exata da sua maneira mais desengonçada. – Bom dia!!! – respondemos no mesmo tom de dormência por causa de seu amasso.

--Para que lado vão? – perguntou com as pontas dos dedos sujas de açúcar e glacê por causa das rosquinhas.

Com a boca cheia me agradeceu.

-- De nada. – disse espantada ao ver o tanto de comida espalhada e triturada na sua boca.

-- Bom...acho que é pra lá! – disse Ju coçando o lado da cabeça ao olhar para os dois lados e em seguida para Mari e Larissa.

-- Não é a única. – gargalhou Larissa empurrando a de lado com o seu corpo.

-- Pelo o que vi no mapa diz que essa sala é inexistente, pode ser em um local escondido...Ou uma sala subterrânea... – viajava Mariana.

-- Naquela escadinha fechada para todos. – ponderou Isabela.

Sendo assim acompanhamos umas a outras e não demorou tanto pra que nos dividir.

-- Bye Bye Chicas! – disse Isabela, ao mesmo tempo, que limpava sua boca de farelos e nos mandando beijos ao ar mais poses de bailarina.

-- Ei! – segurei seu braço fazendo com que ela desse um movimento brusco para frente para trás. – Qual é? Qual foi a parte que vocês não entenderam, pois eu posso explicar novamente? – aos poucos pode se dizer que eu estava enlouquecendo.

Balançou a sua cabeça se conformando em deixar as danças os sua cabeça de lado e fazendo com que saísse de seus devaneios profundos.

-- Por um minuto pensei que colocaria o pé entre as pernas dela.  – nas palavras de Mariana mal podia esperar por ver Isa no chão, para ela todo tipo de brincadeiras é épico.

-- Ok! Vamos lá!! – Rebeca me chamava para o caminho da porta, onde tantas pessoas atravessavam.

Ok. Chegou a hora da minha morte.

-- Mal posso esperar, vamos Biazoca!!! – ela pulava entre o mar de gente.

Sem reação, todas as minhas palavras saiam  curtam ou quebradas, achando que demoraria mais algumas horas para que as meninas se situassem e falassem alguma coisa, então Isabela tomou a frente.

-- Então, a Bia tem algo para te dizer...- meu corpo estático conseguiu se virar para Isabela que ao mesmo tempo olhou para trás e logo foi parar atrás de mim.

-- Beca, sei como isso é chato, você passou esses dias  todos sonhando...- Mariana fazia sua voz angelical desde já. 

-- Amiga, eu não estou no mesmo curso.

-- QUE??? – e ela soltou isso em alto bom som fazendo todos olharem.

-- Isto nunca vai sair de moda? Como conseguem chamar tanta atenção? – Larissa pensava e ria ao mesmo tempo.

-- Não me odeia, por favor.

-- Ana Beatriz, eu te o...

-- Hey, hey, mocinha não fale algo que possa se arrepender depois! – disse Mariana entrando entre nós e pondo sua mão na boca de Rebeca.

-- Porque você vai entrar lá como nunca e será a melhor nutricionista médica ou pesquisadora desse mundo. – disse Isabela virando ela em direção a porta, Mariana também acompanhava as duas.

Escoltando uma baixinha bem nervosa que provavelmente ficará assim por muito mais tempo. As duas continuavam a falar tantas coisas para ela até conseguir chegar a porta marfim.

-- Rebeca, nós te amamosssss!! – Ju gritava de trás.

-- Bom humor e também te amooo. – Larissa fez o mesmo, não ligando para o garoto que passou ao seu lado assustado quando berrou.

E nós todas ganhamos um belo dedo do meio de Rebeca antes de ela desaparecer.

-- Ela me odeia!! – fingi choramingar nos ombros de Larissa.

-- Quem sabe daqui duas semanas ela volte a falar um oi com você. – gargalhava Ju da minha situação.

-- Pior que eu sei. – disse tampando meu rosto em sinal de frustação.

-- Bom, já fiz a minha parte e com mais dois ou três diálogos com nós duas você está livre. – Bela apontava para Mariana e ambas fizeram poses de agentes do FBI. – E agora eu vou, amo vocês chuchus.

-- Tchau cópia barata da Ana Botafogo. – disse Mariana empurrando ela com os seus quadris.

Dei língua para ela.

-- Só falta eu. Vou indo!!

-- Fica tranquila que ela vai ficar de boas. – disse Larissa bagunçando o meu cabelo.

-- Bom primeiro dia, girlsssss!! Até mais. – depositei beijos nas bochechas das três antes de ir.

Mesmo Mariana tentando se desviar de mim.

Pov Chelsea

Troquei poucas palavras com uma conhecida, agora não é nada importante, porém é somente uma maneira de reafirmar algumas coisas. Sentada na mesa de madeira perto das grandes janelas de vidro que fazia com que a luz cinza da manhã iluminasse boa parte do refeitório, Fox tentada manter seus olhos abertos a essa hora com a colher cheia de mousse de chocolate.

-- Parece quem alguém tem novas amigas. – disse desfazendo o meu sorriso por tê-la na minha vida.

-- Fox, um péssimo dia para você também. – riu.

-- Ohhh como estou cansada. – reclamou com seu braço em meu pescoço.

Katy praticamente jogou uns dos meus livros em minha barriga o que fez Fox retornar a sua posição com uma postura mais descente.

-- Parecem que brigaram.

-- Ela apenas tem seu propósito de me encher. – prendi o meu cabelo em um alto rabo de cavalo.

-- Entendo. – Freya falava, porém não tinha significado real em sua palavra. O que ela recusava a compreender que anos e mais anos não fará a minha relação com Katy tomar outro rumo.

Talvez eu esteja errada.

-- Bom dia pequena irmã. – disse Jack antes que ela nos virasse as costas já indo para a sua sala.

Jack se dirigiu a mim beijando o meu pescoço, o que só fez com que eu recuasse do seu gesto a essa hora sem motivos. Zack apareceu acompanhando com seu irmão que logo não deu muita atenção para o que falaríamos.

-- Jack, quando será a reunião? – perguntava a ele agora mais distante de mim após bater em minha mão e de Fox.

-- Podemos marcar, é claro para o final de semana.

-- Reunião e mais reuniões. – Fox fez uma cara de tédio em relação a isso. – Mas ao contrário temos bebedeira depois o que é muito bom com a fraternidade perdedora.

-- A última foi incrível. Já estou pensado em organizar os próximos concorrentes.  – dizia Jack.

-- Ei, não parece a garota do parque com aquelas meninas! – disse Fox apontando para a mais nova de Harry.

Por telepatia Fox se referiu ao Harry, eu assumo que ainda não me acostumei ou acetei que terminássemos, tivemos bons anos por ambas as partes. Afirmei com a minha cabeça para ela voltando logo para sue mousse na expectativa de terminar antes da aula começar.

-- Pelo o que me parece o garoto tem mais proteções femininas, além de sua mãe e tantas irmãs.

-- Ches. Ches!! – acordei de alguns pensamentos com a voz da dona da boca suja de chocolate e mãos pegajosas de doce.

-- É tudo um xadrez. -  falei ao pensar.

-- Que? - Freya ria atrapalhada com o que acabará de escutar de mim. 

-- Oi!

-- Vem a próxima? – Zack perguntava a mesma coisa que ela.

-- Sim. Sim!

Pov Mariana

Após percebermos que havia sim uma movimentação na escada mencionada por Isabela seguimos para lá, a escada cada vez mais estreita parecia nos levar para um lugar minúsculo ou uma sala. Sorri por minha mente me levar na imaginação de uns dos filmes de Harry Potter onde subia para os dormitórios de cada casa ou quem sabe as masmorras que o Professor Snape visitava.

-- Devíamos perguntar? – Ju que vinha trás de mim tirou de meus sonhos em realmente querer que fossemos matriculadas em uma escola de magia e bruxaria.

-- Acho que sim e também acho que não, por que ela insiste em ser tão fechada? – ponderei.

-- Eu estou aqui! – disse Larissa parando em um degrau com os braços cruzados e rindo. – O que estão a cochichar por trás das minhas costas?

-- Assim, nós não queremos saber nada demais, mas o que fazia com o Harry? Se quiser contar. – brinquei.

--- Uau!! – dissemos nós três ao chegarmos num grande pátio com grande claridade e com algumas criações coloridas por ali.

-- Que espaço incrível! – dizia Ju com seus olhos brilhantes.

Com vários vãos na parede que se estendia em corredores com muitas salas por sobra de dúvidas eu estava enganada em pensar que só seria uma salinha para alguns alunos. Essa parte dava a noção que estávamos em outra Universidade e ao mesmo tempo não, o que era realmente incrível.

-- Eu não estava com ninguém, suas fofoqueiras de plantão. – disse Larissa pondo as mãos nos bolsos da jaqueta pela a rajada de vento que vinha de um canto.

-- A pergunta  mais frequente é desde quando você viraram pessoas de tantos segredos e safadas?

-- Hahahaha. – elas gargalharam.

-- Dias desses, eu peguei Liam saindo do quarto da Ju. – fingi olhar para outro canto e quando Ju se tocou que estava a falar dela quase subiu em minhas costas.

-- Mentiraaaaaa!!! – disse ela.

-- Saindo no pulo do gato?!

-- Pulo do gato. – afirmava para Larissa que se contorcia de rir.

-- Merda, não posso jogar nada do ventilador.- Ju nos fez rir mais.

-- Eu me comporto diferente das duas. – dei língua para duas e segui a procurar a nossa sala.

Uma sala branca bastante espaçosa se tornava cheia com muitas coisas legais, as mesas altas com banquinhos para criações de madeira clara, araras, alguns tecidos em rolos dava o contraste e servia como decoração, manequins de moulage de todos os tipos possíveis e o mais legal de tudo o teto era o mesmo de cabanas para temporadas de frio. Ou seja, um ambiente mais confortável que o meu quarto.

-- Vou ficar aqui! – disse Ju pondo a sua mochila sobre uma das mesas.

Em seguida uma mulher negra muito bonita acompanhada de uma ruiva também muito bonita entraram na sala sorridentes. Se posicionaram no meio da sala e ambas puxaram carrinhos como aqueles que colocam bolas de basquete, porém esses tinham alguns cadernos coloridos.

Antes a sala estava em completo silencio e agora mesmo em sinal de total respeito. O que eu não entendi, talvez a vontade de falar com a Larissa esteja grande mesmo pelo fato de eu me lembrar muito bem que ela o chamou para sair e saiu.

-- Uauuu finalmente uma turma que estou sentindo e vendo...-  agora mesmo eu fiquei sem entender. - ...que teremos um bom ano.

-- Sério? – a mulher de cabelos cacheados fez a minha cara um segundo depois.

-- Bem – vindos todos para o primeiro período de muitos semestres criativos. – disse a ruiva que provavelmente irá dizer seu nome. – Me chamo Grace. Grace Charlie. Depois de vinte anos trabalho nesse universo que eu amo, decidi compartilhar tudo que eu aprendi no cotidiano e na vida acadêmica.

-- Lembrando que aprendemos muito mais quando saímos daqui. Grace, por muitos anos trabalhou agora por fim na parte business e com isso viajou muito.

-- Além disso, vou poder e estou animada para partilhar as visões internas e externas desde a parte de criação ao produto.

-- Já eu me chamo Caroline Morgan se possível tenho uma grande experiência nas voltas da carreira de moda e onde eu fui parar. – também se apresentou a outra mulher. – Para começar não pense que será fácil porque dizem que é mais fácil, pois todo trabalho será de forma reduzida postos nesses fichários.

-- De imediato queremos que acreditem no que criam o que confiam, então se o fichário é de vocês, portanto liberados a fazer o que quiserem com ele.  Tivemos projeto/trabalho queremos tudo documentado aqui. – disse a moça de sobrenome Charlie sua naturalidade de misturar roupa atemporal com as de hoje só me dava á chance de depositar toda a minha atenção lá na frente.

-- Quem usa sketchbooks para desenhos e criações serão agora de suma importância para conhecê-los, então se tiverem algo que não possamos ver...

-- Escodem porque ficaremos gratos de ver personalidade. – sorriram.

-- Com Licença, esses fichários serão dados como avaliação? – uma menina com cabelo curtinho perguntou de forma engraçada.

-- Resultados serão dados em trabalhos finalizados. – uma respondeu e a outra professora concordou.

-- Em Design de Moda temos tantos caminhos para serem seguidos seja em coordenação, estilismo, fotografia em ensaios, gerenciamento, modelagem, negócios e produção esperamos empenhar todos para que se tornem melhores que já são. – Caroline disse séria com ar de harmonia com toda aquela onda de iniciação de curso. - Peço por gentileza que cada um se responsabilize na disciplina. Conhecemos muito bem aqueles que querem e outros não.

Sendo assim a aula prosseguiu conforme o esperado e definitivamente quando o tempo havia se esgotado a sensação mais próxima que concluí em meus pensamentos foi como eu estivesse acabado de receber uma massagem após logos dias de ansiedade.  

Pov Juliana

-- Aquelas mulheres desenham maravilhosamente! – exclama e ao mesmo tempo resmungava Larissa por sua pouca aptidão ao desenho. – Contando vocês duas.

-- Muito obrigada, querida! – gargalhou Mari. – E não se preocupe todos passarão por aulas de desenho, acredito.

-- Meus desenhos são os melhores! – brinquei com a concorrência da Mariana que logo viria.

-- Onde já se viu serem melhores se não tem olhos, nariz e boca? – disse ela e respondi dando língua.

Muito ao contrário nunca fomos competitivas uma com as outras, meus traços artísticos são bem distintos da ruiva e desde sempre nos entendemos com os assuntos que surgem de maneira mais comum quando se desenha ou com uma dúvida em como fazer algo no papel.

-- Se deixar estará bem melhor que nós daqui um tempo. – disse para Larissa que sorriu. – Eu não sou lá grande coisa, mal consigo desenhar nariz, boca e olhos em uma boneca a não ser...

-- E cuidado com o menino! – quando a mensagem de Mari chegou aos meus ouvidos já era tarde demais, meu óculos torto e o nariz dolorido com o esbarrão bruto, fez com que eu encolhesse meu corpo de vergonha.

Totalmente sem graça me desvencilhei da blusa branca e da câmera pesada do meu rosto, só conseguia escutar a risada das duas e logo depois a mão de uma delas no meu ombro a me empurrar para trás. Levantei a cabeça com dificuldade em reconhecer, minha visão ficou  embaçada por minutos ao nervosismo, e esperar que nós dois se desculpemos pelo o esbarro.

-- Espero não ter feito quebrar o óculos. – mencionou o menino. – Desculpa. Estava tentando recuperar o filme que o vento levou.

-- Desculpa também. – coloquei em meu rosto e demorando um pouco para encara-lo. – Perdi a noção de espaço por inteiro e eu achei que ninguém passaria na minha frente. – falei retrucando comigo mesma.

-- Quebrou? – ele perguntou.

-- Freddie? – disse assim que notei. – Não. Não. – respondi rindo.

-- Temos que parar de nos encontrar dessa maneira.

-- E talvez sem câmera. – falei tocando o meu nariz para analisar algum tipo de corte, doía um pouco. – Fiz perder o filme, mil desculpas.

Através da curva de seu pescoço, olhava atentamente Mariana, dizer labialmente o quanto ele era quente e algo como que amigo novo é esse que você não é apresentado?

-- Culpa sua? Deveria ser mais atento ao guardar os filmes ao invés de sair por aí exibindo para o vento. – riu graciosamente no fim me fazendo voltar á tona para ele. – Então será uma futura estilista?

-- Sim, sim...Quer dizer, quem sabe. Talvez uma criadora invisível sem muitos holofotes e tapetes vermelhos. – disse a ele que escutava tudo com bastante atenção e o meu inglês mais difícil de se entender quando estou nervosa ou envergonhada. – Hey, hey, o que fez com aquelas fotos que tirou no mercado? – coçou um lado de sua cabeça tentando relembrar bem no fundo de sua memória onde possa ter enfiadas. -São essas fitas voadoras, são essas fitas voadoras... – disse com os olhos fechados e dedos cruzados.

-- Essas eu guardei. – gargalhou.

-- Outchh, não. – disse, pondo minha mão sobre a testa e imaginado o quanto devem ter ficado horríveis.

Pov Larissa                                                 

Observando o quanto nossos tênis ficavam de belos contrastes com as casinhas minúsculas atrás deles, a bela visão da parede de vidro diante do sofá criado por algum design incrível e a mesinha de cetro, não só me deixava confortável mais também dava um empurrãozinho para que os flashes de mim e Harry abraçado fossem recapitulados pela a minha mente. E provavelmente, serão pedidos para serem recapitulados por alguém de forma angelical ou furiosa.

-- Como ela tem a coragem de dizer que não tem jeito com os garotos? – dizia Mariana tirando do meu transe momentâneo. – Olha aquelas mãozinhas minúsculas no rosto soando agradável e encantado o cara. Eu já estaria apaixonada.

-- Ela é incrível. – disse espiando com ela a conversa da Ju com o menino.

-- Uma pena que não se torna ciente dessa lindeza toda. – disse olhando para a cara dela ao ouvir aquilo, porque Mariana não é dizer isso nunca.

 Disfarçou fingindo não dizer aquilo e apontou a sua cabeça para os dois, voltando a vigiar.

-- E...ela está olhando para cá! – disse fazendo com que nós duas olhassem para qualquer outro lugar.

-- Disfarça.

-- Você que me pediu para olhar.

-- E você não sabe olhar e voltar a conversar comigo.

-- Você não estava conversando nadinha, sua fofoqueira.

-- Por hoje já me chamou de fofoqueira tantas vezes.

-- Ninguém manda ser. – disse chutando o seu pé ao lado do meu.

-- Isso vai ser divertido. – disse com ar pensativo e ao mesmo tempo feliz.

-- O que? – perguntei sem entender.

-- Tudo. – sorri em resposta ao entender que seria a gente. – Me conta l-o-g-o.

Olhei para ela e em seguida revirando meus olhos por ter que contar, mas elas me encheriam qualquer forma que seria impossível soltar nenhuma palavra.

-- Tá bom. Tá bom.

-- Yessssss!! – festejou descendo seu braço com o punho fechado pelo o rosto.

-- Me recordo de ameaçar amassar suas bolas. – ela riu com os olhos arregalados, seu dedo no lábio inferior a morder o dedo com esmalte é típico de quem escuta uma fofoca com toda atenção.  – O que eu não imaginava um lugar que desse vista para uma boa parte do céu...

-- Ou não imaginava isto vindo dele.  – depois de entender sua deixa ao me cortar, concordei balançando a cabeça.

-- Nada importante, mas comi um hambúrguer delicioso e muitas fritas naquele dia. – disse esperando a reação dela por estarmos já faz um tempo sem comer essas coisas.

-- Larissa. – gargalhei. – Falta ainda não sei quantas horas para o almoço e vem me dizer de comida.

-- Continuando...hum...falei de comida porque enquanto comíamos também conversávamos e por um momento foi um pouco embaraçoso.

-- Vocês se beijaram ou tiveram aquele clima?

-- Nãoooo . – respondi rapidamente franzindo as sobrancelhas.

-- Teve abraço, eu estava com a vista borrada de sono e de maquiagem, porém enxerguei os dois, feito um elo de tão apertadinhos que estavam.

-- Devia ter dormindo ao invés de tomar conta da vida de outras pessoas pela a janela. Ohhh está no estágio avançando daquelas senhorinhas vizinhas na janela. – rimos com a minha observação. – E provavelmente estava bêbada o bastante para nos ver mais próximos do que o conceitual.

-- Conceitual... – me imitava para me irritar e fazer rir ao mesmo tempo.

Conversando em português as pessoas que passavam ao nosso redor, nos olhavam tentando entender qual língua estávamos pronunciando. Depois de percebermos, Mariana indicou com as mãos para que eu continuasse.

-- Digo embaraçoso em relação a nossa conversa, agora não me lembro por cada palavra que eu disse, talvez possa ter feito me entender errado. Penso nisso. – disse para ela o que era verdade, pois até então não vi Harry nesses dias conosco.

-- Depois eu que estava bêbada. – disse apontando para si com a cara de convencida.

-- Só bebemos refrigerante.

-- Que cena linda. – disse Ju parada na nossa frente com uma das mãos na cintura a nossa encarar. – Contando para a Mariana.

-- Eu insisti bastante, ela está irredutível.

-- Eu estou te contando. – me defendi.

-- E escondendo a parte do beijo no carro da gente. – deu língua para mim.

-- Eu quero saber do início esse épico e controverso encontro. – disse Ju ao tirar seu lenço de pescoço para endireitar seu cabelo.

-- Não é um encontro. - as duas me entreolharam com uma pressão me fazendo encolher os ombros.

Mari puxou Ju pelo o braço quase deixando a mesma cair no chão.

-- Aí! – disse com os olhos fechados.

-- Desculpa.

-- Minha bunda.

-- Ainda bem que estamos se comunicando com a nossa língua mãe. – disse olhando as minhas duas amigas maravilhosas.

-- Vai Lari continue.

-- E o início? – perguntou Ju olhando para mim.

-- Depois eu reconto. – Mariana respondeu ansiosa por mais de minha história.

-- O que eu estranhei foi o aparecimento da Chelsea.

-- Chelsea Marshall? – indagou as duas.

-- Sim.

-- Acha que ela possa ter seguido vocês dois? – disse Ju.

-- Ao final ela já foi namorada dele. – completou Mariana.

-- Não, não, Marshall já estava lá antes e com um grupo considerado de pessoas. – recordei. – Acho que ela nos viu e quis ir até nós dois ou saiu um pouco de perto dos seus amigos e se esbarrou conosco. Acho que parecia mais isso.

-- Então, você e Harry, estavam em um lugar á parte? – analisou Ju.

O bom de ter uma amiga de imaginação fértil é que ela imagina toda a cena e sabendo que você estava em um lugar á parte, faz a pergunta para você confirmar e depois da resposta, ou antes, solta algum ar malicioso.

Foi o que as duas fizeram.

-- Mentes pervertidas esquecem. – disse balançando a minha cabeça que passou a informação de vezes pior do que elas imaginavam.

-- Tempo atrás vocês nos disse aquele episódio do banheiro e outros olhares estranhos, as meninas acharam o mesmo que você, porém já eu acho que é coisa da sua cabeça. – ponderou Mariana.

-- Sim ou não, ás vezes eu encrenco com algumas coisas como sabem e no fim não passa de nada.  Já o que torna estranho agora, para mim, é lembrar que um dia ela já foi namorada do mesmo.  – Ju nos disse seu pensamento.

-- Isso tem tempo. – contrapôs Mariana.

-- Portanto tem aqueles que não esquecem as coisas fáceis sejam agradáveis ou não. – disse Ju indicando sua mão para mim em concordância.

-- Teve algum momento de indiferença? – a agora detetive Mariana prestava atenção mais a fundo sobre o caso.

-- A não ser que ela se fez de não me conhecer e provocar Harry na minha frente. Quero dizer excita-lo ali. – soei calmamente pare que as duas não entendesse minha fala como algo ciumento ou que me incomodasse.

Muito pelo ao contrário isto de longe não passava em minha cabeça.

Pov Rebeca

Empurrei uma parte da pesada porta, os inúmeros livros grossos que não couberam na minha mochila, estavam sendo pressionados pelo o meu braço diante de meu peito, o que falhava a tentativa de fazer mais força. Um grupo de três caras apressados, conseguiram abrir passagem, um pouco tonta pelo o empurrão doloroso da porta em mim, aproveitei e sai.

A tarde fria com a presença mínima do sol indicava que talvez já fosse hora das meninas também estarem livres com notícias até o céu sobre o dia de hoje.

Meu primeiro dia recheado de tantas informações e mais informações não me deixou emburrada e controversa com que eu escolhi, muito pelo ao contrário sentia alegria misturada com a ansiedade dos próximos dias. A classe até então não sofre de divisões e me apetece dizer que tem pessoas interessantes e legais para conhecer, o que é bom, nunca é demais ter outras pessoas em seu ciclo – ainda mais quando uma das suas amigas diz de última hora que estava inscrita em outro curso.

Rindo com meus pensamentos de mais cedo ao ver Bia acanhada em pensar na minha fúria inexistente para com ela. Notei meu celular vibrar em um dos meus bolsos da calça.

-- Alô? – disse ajeitando o celular no ouvido que antes estava preste a cair no chão.

-- Hey Beca! – disse Mariana do outro lado fazendo uma de suas vozes palhaças.

-- Fala chata! – ri como sempre.

Ela começa assim e eu me dou por derrotada a me ver rir exageradamente.

-- Como foi?

-- Cheios de coisas, mas bem. – falei com as palavras engasgadas por parar de rir rapidamente. – E vocês se saíram bem?

-- Ahh quando nos vermos, que será daqui alguns minutos, as tagarelas ao meu lado mais eu te contamos porque estou com preguiça de falar muito e também estou faminta.

-- Estou ouvindo as duas caçoar de você. – escutei  Mariana tentar uma defesa contra uma piada entre elas.

-- Da onde tirou isso, Dona Rebeca? Tá maluca? Eu que faço isso. – brincava com sua voz.

-- Ok, rainha da implicância.

-- É Ju concorda.

-- Certamente. – rimos. – Me ligando...O que quer de mim?

-- Ihh Rebeca não pode mais fazer isso não? Sou uma querida amiga a ligar, pois estava pensando em você. – se explicava alterada e fofa ao mesmo tempo. – Quero comida...- disse descaradamente e rindo. - ...necessariamente hambúrguer com bastante queijo e fritas.

-- Merda!

Demorei par entender o que se tratava da movimentação entre dois caras antes de continuar o meu caminho, pelo o gramado e perto da extensão da coluna de cimento marfim, ambos agora estavam estirados no chão a brigar me fez parar. E assim que procurei por detalhes deduzi logo que era Zayn.

-- Merda. Merda!!

-- O que foi?

-- Zayn está brigando.

-- Briga e parece que Zayn está nela. – explicava para as outras e logo escutei o barulho da borracha de seus tênis no chão. – Estamos perto da sua ala. Tchau. – Mariana com as palavras misturadas e apressadas, desligou a ligação.

Corri de encontro deles que se debatiam e rolavam no chão, os insultos pesados e murros violentos não tinha fim.

-- Zayn! Me ouve! Para! – disse já sem nada em meus braços e minha mochila jpa estava para trás, me aproximei mais.

-- Olha só! Precisa constantemente de mulheres ao seu lado para te defender. – o outro cara falava de maneira arrogante e um tanto rude.

-- Rebeca sai!!! – Zayn conseguia dizer tentando desviar do punho do outro, o que era impossível.

-- Me escuta ok? Isso não fale a pena, Zayn! – a adrenalina em meu corpo impossibilitava que os meus pés se locomovessem em choque. – Cacete!! – a boca de Zayn agora estava a siar sangue.

Procurei tentar tirar o cara de cima do Zayn, senti minha unha sobre a pele do desconhecido provocou arranhões, mas isso era mínimo para ele nota naquele momento, minhas pernas não aguentaram e cai para trás fraca.

-- Alguém aqui!!!! – gritei o mais alto que pude.

-- Hey, Hey Jackkkk!! – a voz alta do outro lado me fez deixar de olhar para os dois em alguns segundos.

Uma menina corria até nós.

-- Você não vai querer matar ninguém com socos! Pare! – disse ela conseguindo tirar seu colega de cima do Zayn,  ao dar uma trégua por conta de suas palavras.

Me olhava de relance ao segurar Zayn.

Com dificuldade para nós duas intervir entre eles por questões de continuarem a tentar se desvencilhar dos nossos braços para dar golpes e pontapés.

-- Zayn!! – procurei mais forças, conseguido distanciar eu e ele dos dois.

-- Isso não vai ficar assim seu boçal de merda. – disse ele tentando ultrapassar meu corpo.

-- Foda-se você!! E mal posso esperar pela a próxima. – o tal de Jack dizia, com o nariz sangrando bastante, enquanto a menina o puxava em sentido contrário com sua blusa suja de sangue.

Vendo de longe a garota com suas vestes de tons foscos e com o cabelo longo deparei que era a mesma de algumas horas que me cedeu o livro na sala.

-- Merda! – voltei a prestar atenção em Zayn procurando sentar na mureta por provavelmente senti dores.

Tinha cortes pequenos e médios em sua boca, bochechas e sem contar a mancha roxa em um de seus olhos. As juntas de sua mão precisavam serem limpas para que em alguns dias pudessem inchar sem riscos de infecção.

Dobrei o meu corpo com as mãos no joelho a tentar me acalmar.

-- Chegamos. – disse Ju com a respiração apressada.

-- Ohhh não! – disse Mariana vendo o estado de Zayn.

-- O outro saiu bem pior. – disse prendendo meu cabelo, minha cabeça latejava. Me agachei para pegar meus livros com a ajuda de Larissa.

-- Você tá bem? – perguntou ela.

Sentindo minhas pernas fraquejar, não resisti em me sentar no chão pondo minha mão na minha testa.

-- Pensei que ambos iriam morrer. – expliquei.

-- Você precisa limpar isto e ver se precisa de pontos. – disse Ju estendendo a bandana que estava em presa em sua bolsa para ele que tinha sangue escorrendo da sua boca ainda.

-- Esperamos que não precise. – relatou Mariana.

-- Vou pegar água para você. – falou Larissa alisando minhas costas. – Se sentir tonta, chame a Mari, já volto.

Pov Harry

-- Desculpa! E oi. – disse quase derramando os dois copos cheios de água em nós dois. – Vi você e as meninas correrem, aconteceu algo?

-- Oi pra você também e Zayn entrou em uma briga. – disse ela despejando toda informação balançando a cabeça em negação e dando de ombros.

-- Sério? – disse confuso. – Zayn?

-- Com toda certeza, a sorte é que Rebeca estava passando por perto no instante. – disse enquanto decidi ir de encontro a ele e andando ao seu lado.

-- Merda! – disse guardando meus papéis na minha pasta.

-- Ele tem alguns cortes, olho inchado e as juntas como sabe. Talvez o corpo dolorido.

-- Ela se machucou?

-- Não, não, ainda bem. Só está um pouco chocada com o que viu, mas bem. – explicava.

-- Sabe alguma informação do outro rapaz?

-- Nenhuma. – respondeu um pouco inquieta e depois parou para me olhar, o que me fez desviar de seus olhos.

Andou alguns passos á frente e eu a segui, mas Larissa logo parou me chamando.

-- Não precisa ficar assim. – falou uma das mãos na cintura a me encarar.

-- Como assim? – fiz uma cara de tampouco ter entendido.

-- Hahaha mal sabe fazer uma cara de desentendido. – riu de mim.

Olhei para os meu tênis rindo também, pois eu realmente sabia onde ela estava querendo chegar e por mil razões o que fosse dizer sobre isso, da minha parte, entrava em concordância com o que pensava.

Minha tática em deixa-la em seu canto nesses dias estava em prática.

-- Só saímos, não é? E que não tem mal algum nisso e também tem os nossos amigos gostam de ter sua presença por perto. – continuava a ouvir olhando para baixo. – Acho que eu vou ter que dizer...Eu definitivamente não mordo também. – o que me fez olhar para ela e rir gentilmente para ela.

Tentava puxar o sotaque de minha voz na sua frase e tinha as mãos rendidas como na noite daquele dia.

-- Só estamos pilhados com todos os nossos pensamentos, mas tudo bem porque também não tem problema e estou de bem com você.

-- Ok. – coloquei o ar preso dentro de mim para fora, relaxando meus ombros. – Tudo bem então. – curvei minha cabeça em sinal de paz com o que ela tinha dito.

-- Mas isso não quer dizer que eu deixarei de fazer minhas coisinhas. – disse me dando língua e continuo a andar em seguida.

Gargalhei com sua observação.

Chegando perto dos quatros o silêncio entre eles os deixavam olhando uma para a cara do outro, Zayn por sinal parecia com os pensamentos á distância e seus punhos ainda fechados me fez concluir que a adrenalina e raiva circulavam em seu corpo.  Larissa distribuiu água para Rebeca que estava sentada no chão e para ele.

Com os ferimentos e a badana suja com bastante sangue não demostrava muito que estava ligando com as dores.

-- Acho melhor Harry sair ao lado de Zaynao invés de todos nós juntos, para não chamar tanta atenção e certifique de leva-lo para o quarto antes para minimizar...

-- Claro, se precisar de pontos levo até a enfermaria. – Zayn se levantou vindo até mim com o pano pressionado em algum ponto do rosto.

Deixamos as meninas para trás que deram a falar quando estávamos alguns passos longe delas. Avançamos a catraca fixada na entrada das salas da zona norte, que dava ar de separação do resto da Universidade, seguimos caminhando em direção de nossos quartos sem trocar nenhuma palavra. Até ele decidir dizer alguma coisa.

-- Jack. Jack Cooper.

Pov Zayn

-- Mal posso acreditar...Pagaria tudo para ter visto a cena e ter apartado a briga. – Louis falava com seu tom de empolgação.

-- Isso que você está falando é considerado errado. – ri rapidamente devido os cortes em minha boca arderem.

Deu de ombros e entortou sua cabeça para lado.

-- Seríamos ótimos bad boys, não concorda? Bem briguentos, irmãos. – olhava para ele ao andar. – Jack.

-- Esse mesmo. – ao ouvir o nome a gosto amargo descia pela a minha garganta.

-- Pelo o que as meninas disseram parece que saiu ganhando. O que eu admiro, porém acredito que o mesmo não leve em conta essa condição.

-- Certamente. – concordei sentido minha cabeça latejar um pouco.

-- Cadê ele? – disse Louis depois de bater na porta e chamar por Liam, ninguém respondia. – Disse que estaria aqui e também era provável. – bati as costas de minha mão em seu braço pensando no mesmo e para que andássemos.

Andando no corredor do quarto das meninas, parei bruscamente ao ver Isabela deitada no chão entre o espaço da porta, Louis sem entender olhou para trás confuso. Adentrei o quarto chamando seu nome e indo de encontro a ela no chão.

-- Hey está tudo bem? Isabela? – perguntava tirando seu cabelo do rosto o que me permitia ver seu rosto pálido e a boca extremamente seca.

Abrindo os olhos lentamente se precipitou a me responder.

-- Só estou com cólicas fortes, Z. Apenas. – inspirou profundamente.

Ao escutar isso Louis ao pé de mim tranquilizou seus ombros tensos.

-- Bom, eu não sei o que fazer. Ficava raramente com as minhas irmãs nesse período. – falou Louis.

-- Digo o mesmo, apenas ficava acompanhando elas no sofá de casa depois de terem sido medicadas. – Isabela riu fraco ao meu ouvir.

-- Eu posso ir até a enfermaria. – o mais novo aluno da turma de bad boys se prestou.

Balancei a minha cabeça.

-- Fico aqui com ela. – Louis saiu do quarto depois de perguntar a ela se tinha uma preferência e se já tinha tomado remédio a quanto tempo.

 Acariciei mais um pouco seu cabelo procurando uma maneira de pegá-la em meu colo, naquele momento a última coisa que pretendia fazer era piorar as coisas para ela, Isabela continuava com seus olhos fechados mantendo uma respiração firme e com uma de suas mãos sobre a barriga.

-- Quer me matar de susto? – disse com ela em meus braços, relembrei ter sentido meu coração quase sair pela a boca.

-- O chão é mais gelado. Desculpa. – seu pedido de desculpas saiu fraco. Sorriu em seguida quando fiz seu corpo encontrar a cama, tentava também aconchegar os travesseiros entre ela.

Olhei para a toalha quase seca e quente na ponta da cama, deixei Isabela por alguns segundos indo até a pia do banheiro para umedecer com a água fria que caia da torneira. De longe acompanhava meus movimentos com um dos olhos abertos, notei através do reflexo no espelho.

-- Aqui. – voltei para perto.

Retirei sua mão de cima da barriga e levantei sua blusa pondo a toalha dobrada aonde a dor fazia com que se estremecesse.

-- Já me sinto melhor. – sorriu pondo a mão em cima da minha, retribui os dois gestos.

Sentia o mesmo naquele instante. Indicou o lado restante da cama para que eu me deitasse ali.

-- Como Mariana diz é como se um filhote de dragão estivesse devorando meu útero, sendo assim adoraria ter nascido homem. – gargalhei ao me deitar com a comparação e seu dengo.

Aumentava a vontade de cuidar dela com o que eu pudesse, sua maneira reafirmava o efeito que ela tem em sobre mim. Aproximei mais os nossos corpos, possibilitando que o cheiro de seu perfume entranhasse em minhas roupas e nariz. Certifiquei duas vezes se meu braço não estava machucando seu pescoço enquanto fazia cafuné.

-- Isso significa que estou recebendo o tratamento que faz com as suas irmãs quando estão nesse período? – perguntou brincalhona após preferirmos ficar em silêncio.

-- Tecnicamente sim, porém um pacote melhor em relação ao tratamento. – levantou seu rosto para que pudesse me olhar sem entender de fato o que eu dizia. – Irmãos não podem beijar assim. – colei nossos lábios de maneira delicada e que ela pudesse corresponder mesmo sentindo as dores infernais na sua barriga. – E nós dois podemos. – sorriu novamente, então depositei um beijo no topo de sua cabeça.

Sua mão contornava meu rosto e seus dedos passavam levemente entre cortes e feridas, não conseguia manter por muito tempo contato visual com ela e tudo aquilo.

-- Soube que entrou em uma briga.

-- Louis e as meninas disseram que eu saí na frente, como seu eu fosse o ganhador daquilo...Algo que eu não me orgulho de ter feito. – disse olhando em seus olhos por vez. – Não espero que não pense que sou um cara ruim.

-- Shiiiiii está tudo bem. – falou colocando seu dedo indicador em minha boca. – Está tudo bem. – reafirmou.

Em seguida beijou a minha bochecha demorando uma pouco.

-- Doí?

-- Sim, estou com o corpo dolorido.

-- Estamos quites amigão. – falou me fazendo sorrir.

Ficamos assim, entendo um ao outro da nossa maneira pela a primeira vez, em silêncio e aproveitado a companhia de cá e de lá.

Pov Louis

Desci as escadas a quase me quebrar em inteiro, portanto era por uma boa causa o não é recomendado, se eu deixasse acontecer, Isabela não teria seu remédio em mãos e muitos menos ficaria livre da dor por algumas horas. Eu realmente fiquei assustado em vê-la daquela maneira.

Empurrei a porta de vidro que separa o corredor do espaço que cuidada dos estudantes quando se tinha uma queixa, neste horário não havia ninguém mais ali, além da senhora gorducha sentada em sua cadeira com o óculos caído sobre o nariz, a revisar alguns blocos de papéis.

Sem perceber que eu estava entre as cadeiras, resolvi me aproximar mais chamando atenção com o meu batucar dos dedos sobre a mesa. O que não foi uma boa ideia, a senhora se assustou com alguém de repente em sua frente a essa hora.

-- Desculpe-me.

-- Tudo bem, belo moço. O que eu posso ajudar? Algum sintoma? Ferimento?

-- Gracioso da sua parte. – balancei a cabeça em direção ao chão sorrindo, era como eu estivesse com uma das minhas tias que ficam um bom tempo sem me ver e quando conseguem é só elogios. – Eu passo bem. Estou aqui por causa de minha amiga, sei que isto é contra as regras, mas ela se encontra no sue quarto sentindo dores menstruais.

-- Ohh sim. Fez bem descer por ela. – disse enquanto pegava um pequeno pedaço de papel e caneta azul. – Recomendo bolsa de água morna e este remédio, como é um belo moço confiarei em você. – me entregou o pedacinho indicando com a sua cabeça a porta do almoxarifado de remédios.

-- Obrigado. – agradeci recebendo sue olhar sério e ao mesmo tempo bondoso.

-- Caso não passe nas próximas horas, peço que desça com ela. Estarei aqui.

-- Ok. – respondi já andando par outra direção.

Ao passar ao corredor mais distante e empurrar a grande porta de correr com as grandes palavras vermelhas de acesso restritos somente para funcionários, deparei a forte luz branca daquele espaço em cima de Bia com algumas malas ao seu lado.

-- Eu só não sei onde por esse, Senhora...- antes de terminar me achou.

-- O que faz aqui, nova chefa de almoxarifado? – interroguei deixando a porta um pouco entre aberta.

Revirou os olhos.

-- Se sou a nova chefa, classificando, eu sou funcionária e você não, então não deveria está aqui. – falou olhando paras as letras das prateleiras e seus subtítulos pequenos.

-- Vim pegar remédio para Bela.

-- Ela passa bem? – arregalou os olhos.

-- É apenas cólicas um pouco forte...O remédio acabou, acredito.

-- Ohh ela está sozinha. – analisou colocando o pulso na testa.

-- Zayn está com ela. – avisei rapidamente.

O que a deixou mais relaxada.

-- Humm. – balbuciou olhando as letras da caixinha na sua mão rindo e se virou paras as prateleiras andando de um ponto a outro – Achei.  – falou para ela. – Bel, usa esse. – e entregou o remédio.

Conferi com o do papelzinho e não era o mesmo...

-- A enfermeira me recomendou este...- tentei falar com a sua pronúncia complicada.

-- Ahhh sim...Mas não acho na ordem de sua letra inicial. – me encaminhei para te ajudar

-- Nada. – falou em voz alta.

-- Achei! – comemorei ao encontra. – Promoção de melhor chefa de almoxarifado para a Bia...-gargalhei e logo engoli á seco. – Beatriz.

O que não desfez o tapa.

-- Aí!! – reclamei rindo com a mão ao lado da minha cabeça.  – O que faz aqui? – perguntei vendo que ganharia sua resposta.

-- Humm o professor precisava de ajuda e eu fui escolhida para ordenar toda essa montoeira de remédios. – deu de ombros.

-- Ok, até essa hora da noite.

-- Yep.- me olhou confusa.

Peguei alguns fazendo o mesmo que ela.

-- Mas você não está em veterinária? Estamos sendo medicados com coisas de bichos.

-- Nãaao. – falou como seu eu fosse a pessoa mais burra do universo. – O nosso professor trabalhar aqui também, na verdade ele é o verdadeiro chefe dessa parada. – explicou.

Fiquei em silêncio olhando para ela um tempo que também me olhava sem entender dez vezes mais do que as outras vezes que já fez esse negócio com os olhos e sobrancelhas.

-- Posso te dar um conselho de amigo?

-- Um conselho...- concordou.

-- Não vejo razão para está aqui se esse trabalho foi delegado a ele, porque parece que o professor deve está em sua casa gastando seu tempo livre com algumas revistas enquanto está aqui. – ela gargalhou. – Apenas não deixe que os babacas façam isto com você por qualquer razão. A regra é clara, vocês são grandes por si só. Lembre sempre! É regra. – tirei um sorriso de seu rosto.

-- Tenho que dizer que está com razão. Que se ferre isto! 

-- Bom, vou levar isto para Isabela.

-- Yeah. – disse ela pegando a sua bolsa e livros. – Mas Louis...

Parei.

-- Sim?

-- Eu também estou fazendo isso por já achar que me complicarei com a matéria, né quem sabe em um momento da vida acadêmica ele se compadeça comigo por poucos pontos que eu posa precisar. – piscou para mim como se fosse a maior malandra do mundo, me fazendo rir.

-- Esqueci de mencionar grandes e bem mais espertas que nós, no bom sentido é claro. – esse lado da mesma eu desconhecia.  – Eu não sei e também não saberei de nada, mas temos o Google.

-- Certo.

Saímos dali e tínhamos nos esquecido completamente da enfermeira.

-- Belo moço e moça...- gargalhei ao ver que ela não tinha elogiado a Bia.

Riu sarcasticamente me dando uma cotovelada também.

-- Eu não consegui terminar tudo, por não saber direito. Desculpe. – falava para a enfermeira.

-- Ok. Vão os dois e deixe comigo.  – disse de forma descontraída para nós e fomos a caminho das escadas.


Notas Finais


Gostaram?? Sei que é pedir muito, no entanto adoraria um feedback de vocês com o que acham que vem por aí. Minhas pálpebras estão quase fechando de tanto sono e eu deveria já está dormindo para estudar amanhãaa!!! Grata por todo apoio até aqui :D

Amo vocês e até a próxima.


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