História Back in home (Sasusaku)- Oneshot - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 679
Palavras 7.076
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aos novos, muito prazer, e aos que conhecem de outras histórias, bem vindo de volta ❤

Atendendo a pedidos, estou escrevendo hentai Sasusaku para suprir nossas necessidades biológicas rs.
Espero que gostem ❤

Capítulo 1 - Back in home


Fanfic / Fanfiction Back in home (Sasusaku)- Oneshot - Capítulo 1 - Back in home

Sasuke e Sakura já estavam bem longe de Konoha nesse momento.

Já havia um tempo desde a primeira missão que eles haviam feito em conjunto desde que Sakura havia se juntado a Sasuke em sua viagem de redenção. Mas Sakura se questionava sobre como Sasuke esperava encontrar seu novo eu fazendo tão poucas coisas.

Ele havia contado para ela, resumidamente como ele sempre fazia, sobre suas missões sozinho em sua jornada, e Sakura imaginou despois de um tempo que talvez Sasuke houvesse resumido não porquê não gostasse de dar detalhes, mas porque talvez realmente não tivesse feito muita coisa, e entre os pensamentos de Sakura, o motivo dele ter pedido que ela se juntasse a ele se incluia.

Sakura por muito tempo se manteve fiel à Sasuke, e mantinha as esperanças de que um dia ele voltaria, e que talvez um dia decidisse se juntar a ela, mas agora que viajavam juntos a quase um mês sem nem uma palavra que demonstrasse as reais intenções de Sasuke, Sakura começou a ponderar uma hipótese.

Sakura repeliu os pensamentos. Sasuke não era aquele tipo de homem.

Se Sasuke quisesse apenas alguém para começar seu clã, certamente ele escolheria alguém mais forte e sem vínculos, não uma querida amiga de infância. Sasuke não era um homem baixo, apesar de ter sido mau no passado, Sakura duvidava que ele pudesse se aproveitar de seus sentimentos para esse fim.

Sendo assim, Sakura ousou a perguntar a Sasuke sobre uma coisa que lhe tirava o sono a muito tempo. Ela passou horas rolando em sua cama durante três longos anos pensando nas palavras de Sasuke, que foram apenas um obrigado, e um toque em sua testa. Sakura não entendia o real significado do toque, mas sabia que para Sasuke aquilo significava muito mais do que parecia.

E com essas lembranças ela agarrou com todas as forças a esperança que um dia Sasuke voltaria para buscá-la.

- Sasuke-kun?- chamou ela. Eles estavam caminhando por uma rua escura e deserta onde podia-se ouvir somente o som de suas respirações.

- Hm.

- O que significa aquele toque na testa?

Sasuke sabia do que Sakura estava falando. Ele sentiu um nó na garganta, fugia de sua natureza dizer o que queria, mas toda vez que ele pensava em Sakura com outra pessoa lhe parecia errado. Sasuke descobriu isso quando foi convidado para o casamento de Naruto e sentiu um enorme alívio ao ler Hinata ao invés de Sakura. Ele não entendia o motivo de se sentir assim até decidir voltar para Konoha e buscá-la, e descobriu que o desespero em seu coração toda vez que imaginava Sakura com outra pessoa talvez fosse o começo de um sentimento chamado amor.

Sasuke se sentia acovardado ao lado de Sakura. Ele nunca tinha sido alguém que transmitisse emoções para quem quer que fosse, mas isso não inibia Sasuke de sentir. Ainda havia um coração que batia dentro dele, e ele sabia que devia explicações a Sakura.

- Significa...- Ele começou a dizer, mas não conseguiu fazer as palavras saírem por sua garganta- Algo importante. Itachi fazia isso comigo quando éramos crianças.... Significa muito.

- Entendi.

Sasuke suspirou de alívio. Ele havia conseguido transmitir a mensagem de uma maneira que ele não quisesse sair correndo.

De fato suas palavras não foram doces nem inspiradoras, mas foram reais. Sasuke não mentiria para Sakura, uma pessoa com quem ele se importava. Mas ele também sabia que a maneira como ele agia em relação a Sakura a quase um mês não condizia com o que ele pensava.

Sasuke decidiu levar Sakura com ele pois havia descoberto que Sakura tinha se tornado alguém especial de uma maneira especial, e ele estava pronto para viver isso, e se realmente tivesse que viver, que fosse com Sakura.

Ela sim dava motivos à Sasuke de querer experimentar aqueles sentimentos novos que ele queria provar.

Olhando Sakura pelo canto do olho, Sasuke viu uma menina ingênua e de coração puro, que nunca escondeu seus sentimentos com relação a ele. Sakura sempre foi verdadeira, e ele sabia que seus sentimentos eram genuínos, pois Sakura nunca havia lhe olhado com malícia como Karin fazia. Sasuke sabia que os sentimentos de Sakura eram reais, pois ele havia sido alguém mau para ela, e toda vez que sua memória lhe trazia a mente as coisas que havia feito, ele relutava e afastava os pensamentos. Sasuke sentia vergonha e arrependimento. Claramente ele não estava em seu estado normal quando tentou matar Sakura, mas suas palavras duras ainda ecoavam em sua cabeça quando olhava para ela, e sem entender como ela conseguia ama-lo depois de tudo, Sasuke decidiu que Sakura não merecia seu desprezo. E ninguém melhor do que Sakura, que lhe entendia e o suportava para recomeçar.

Sakura era alguém especial para Sasuke, e olhando para dentro de seu coração, fazendo uma auto-análise, Sasuke sentiu que devia ser Sakura, e mais ninguém. Ele gosta de Sakura, de verdade.

E enquanto Sasuke analisava sua posição, Sakura travava uma batalha mental cujo assunto era a relação entre eles.

De uma forma estranha Sasuke e Sakura não pareciam se conhecer a tantos anos como realmente era. Eles compartilhavam bons momentos, experiências e memorias, mas agora sozinhos um ao lado do outro, Sakura se sentia como Sai, sem entender os sentimentos e sem saber o que fazer para quebrar o gelo e se enturmar.

Sem o time sete para aliviar a tensão, Sasuke e Sakura tentavam agiar normalmente apesar dos dois saberem que ambos não estavam ali apenas para tapar o buraco da solidão. Eles não deviam ser apenas amigos quando Sasuke sabia o que queria com Sakura, mas ela ainda tinha dúvidas sobre os sentimentos de Sasuke uma vez que ele mesmo nunca havia feito ou dito nada.

Sakura por várias vezes se pegou limpando os dentes com a língua e com as unhas quando Sasuke não estava olhando. Ela cheirava o próprio hálito e as axilas quando estava só, evitando ser pega num bico de sinuca por Sasuke.

Quando ia ao banheiro Sakura escova os dentes como se fosse a última vez, e se xingava mentalmente todas as vezes que olhava para a boca de Sasuke, admirando seus lábios e seus dentes perfeitamente alinhados e brancos.

Sakura era muito ingênua por imaginar que Sasuke a surpreenderia com um beijo. Eles mal conseguiam ter conversas longas. E as breves risadas que aconteciam pertenciam a Sakura que tentava quebrar o estranho gelo que se formou entre eles.

Mas por qual motivo? Pensava ela. Sasuke a queria a seu lado, mas para qual finalidade? Sasuke queria apenas uma companhia ou queria uma esposa?

Sasuke também nunca havia beijado ninguém.

Ele teve oportunidades antes, como Karin por exemplo, que se ele quisesse poderia ter tido muito mais, e também houve o incidente com Naruto, que não aconteceu uma única vez, mas que por ter sido acidentalmente e contra a sua vontade, Sasuke nem considerava o fato como um beijo. Então, tecnicamente, Sasuke também nunca havia beijado ninguém.

E o fato de dormir ao lado de Sakura e acordar ao lado dela todos os dias o deixava nervoso. Havia uma estranha tensão instaurada sobre eles e ele sabia que era por sua culpa, e que deveria se esforçar mais para que ele e Sakura voltassem a se tratar como antes e pudessem começar algo.

Sakura se pegou pensando em quem daria o primeiro passo, e com certeza seria ela, pensou. Sasuke não era do tipo de pessoa que tomava atitudes como essa, principalmente atitudes amorosas.

Até ontem Sasuke era um vingador fechado para qualquer tipo de relacionamento extra pessoal, e agora que estava abrindo espaço para as pessoas ao seu redor, Sakura sentiu que precisava começar por baixo, tornando- se mais próxima e íntima de Sasuke, antes de pensar em tomar uma atitude visando um relacionamento.

- Por acaso você...

- Eu não...

Disseram os dois ao mesmo tempo.

- Você primeiro- disse Sasuke. Ele achou que seria mais fácil. Ele não havia pensado no que aconteceria depois que Sakura aceitasse ir embora com ele. Se fosse com Naruto, talvez Sakura estivesse mais feliz.

Sasuke balançou a cabeça em negação. Ele torceu para Sakura não ter notado o movimento repentino e sem motivo aparente, mas ele não conseguia pensar nela com mais ninguém além dele mesmo.

Sakura era uma garota especial. Ela não desejava Sasuke por ser atraente ou forte. Nem mesmo a fama de Sasuke seduziu a garota. Se fosse por tais motivos, Sakura teria escolhido Naruto, que a amava desde criança, e que saberia como corresponde-la, além de ter se tornado muito mais conhecido do que Sasuke, e ele se atreveu a pensar, mais poderoso.

Não haviam motivos legais para que Sakura amasse Sasuke, mas ela amava. E Sasuke sentia-se honrado, e sua gratidão e carinho por Sakura cresceram até ele decidir que ficar parado esperando que uma nova oportunidade caísse do céu não lhe servia mais. Por isso Sasuke apareceu em Konoha naquela noite e esperou Sakura sair do hospital, e a seguiu até sua casa, onde ele se colocou em sua frente, e sem procrastinação foi direto ao assunto. Agora estavam os dois ali. Ele escolheu ficar com Sakura, mas não sabia como fazer.

Sakura se surpreendeu com o que tinha acabado de acontecer. Era impressão dela ou Sasuke estava começando um assunto?

- Por acaso você notou a documentação falsa daquele senhor lá atrás? Se alguém desconfiar ele vai ter problemas com a justiça- comentou ela, tentando começar um assunto. Sakura torceu para que durasse mais de duas frases.

- Notei que se tratava de uma falsificação bem fajuta, mas de qualquer forma não é da nossa conta.

Sakura não tinha resposta. Ela havia inventado um assunto qualquer somente para ter o que conversar com Sasuke, mas agora que ele havia dado uma resposta sem gatilho para um segundo questionamento, ela se encontrou de volta a estaca zero.

Ela odiava isso nele. A dificuldade que era se aproximar de Sasuke e manter a conversa fluindo era exaustante. Sakura já havia chorado o suficiente quando estavam separados, e agora que estavam próximos teria que chorar mais? Ela sentia-se angustiada e odiava o fato de amar Sasuke cada dia mais.

Sakura reprimiu a insatisfação e tentou mais uma vez.

- Sua vez.

Sasuke olhou para Sakura e notou que ela não estava satisfeita. O que ele havia feito de errado?

- Eu não sei bem onde vamos dormir hoje, então voj deixar você escolher... Podemos fazer como sempre fazemos ou podemos gastar um pouco a mais e dormir num lugar mais adequado.

- Pode ser no de sempre- respondeu Sakura, indiferente.

Sasuke deixou a resposta de Sakura se perder no ar. Sua cabeça agora recapitulava cada uma de suas palavras, tentando entender o que tinha acontecido. Sakura estava aborrecida e ele não queria isso. Ele já tinha visto Sakura chorar muitas vezes e declarar seu amor, e agora ele tinha a oportunidade perfeita para se redimir.

Toda vez que Sasuke fechava os olhos a quase um mês, ele se via cada vez mais fascinado por Sakura, mas apesar de saber que estava se apaixonando, ele estava odiando o fato de estar ficando vulnerável.

Antes ele não se importava se alguém estava chateado com ele, mas ao ver Sakura inquieta ao seu lado, Sasuke sentiu um estranho formigamento no peito.

- Eu disse alguma coisa?- perguntou ele, tentando ser honesto pela primeira vez.

Sakura se surpreendeu de novo.

- Na verdade você não disse.

- E porque está emburrada? Eu fiz algo de errado?

As perguntas de Sasuke deixaram Sakura desconfortável. Ela parou para analisar a situação e realmente, Sasuke era inocente. Ela estava esperando demais dele... Talvez ela estivesse deprimida e carente, precisando de um afago. Seu coração calejado ansiava por amor, e toda vez que ela se sentia rejeitada e pensava em sua vida antes de ter saído em viagem com Sasuke, ela olhava para ele e todo sua raiva ia embora. Sasuke tinha o poder de aprisionar Sakura por inteira.

- Só estou quieta. Não é nada demais, Sasuke-kun. Estou pensando na situação lá atrás.

- Aquele cara vai se dar bem, não se preocupe. Ele tem para onde voltar.

Sakura sorriu para Sasuke em agradecimento. Ele estava tentando ser legal.

- Então... Vamos acampar mais uma vez?- perguntou ele.

- Acho que sim. O tempo está bom hoje.

Sakura suspirou. Ela estava agindo como uma imbecil.

Agora com a fisionomia mais leve, Sakura caminhou ao lado de Sasuke até onde eles decidiram acampar.

Sasuke havia escolhido um lugar entre as árvores onde Sakura tinha certeza que era uma péssima ideia. Bem abaixo de um pé de manga, onde as frutas altas poderiam despencar e matar alguém com traumatismo craniano.

- Se a manga esmagar sua cabeça, eu não poderei fazer nada, Shannaro!

- Então onde?

Eles continuaram procurando um local apropriado para estender seus sacos de dormir ninja, e finalmente Sasuke tinha tido a brilhante ideia da figueira.

A árvore era enorme e devia ter mais de cinquenta anos. Sua copa era imensa e não estava na época de produzir frutos.

- É um ótimo lugar- Sakura parabenizou Sasuke- Vamos dormir os dois ou vamos nos intercalar em turnos?

- Não estou tão cansado, então você pode dormir primeiro. Quando eu não aguentar mais te chamo e você assume.

- Entendido.

Eles entraram num acordo e Sakura se retirou para se trocar.

Ela não tinha medo que Sasuke a observasse, mas fazia tudo com velocidade. Assim que saiu de trás da árvore agradeceu por já ter escovado os dentes. Ela entrou dentro de seu saco de dormir e escovou os cabelos.

Sasuke estava sentado ao seu lado e olhava para o horizonte. Era um belo lugar, mas que eles não aproveitariam, já que no dia seguinte continuariam sua rotina de nômades.

Sakura se deitou e agradeceu por mais um dia. Ela ficou feliz por ter tido um dia agradável ao lado de Sasuke, que por mais impenetrável que parecesse ser, eles estava cedendo aos poucos.

- Boa noite, Sasuke-kun- Desejou Sakura, cobrindo-se.

- Boa noite.

- Se precisar de mim não exite em me chamar- disse ela.

- Tudo bem.

Sasuke continuou a fitar as árvores sendo iluminadas pela lua antes de olhar para Sakura. Ela estava dormindo de costas para ele, e ele sentiu-se levemente mal por isso.

Ele estava se esforçando, mas não sabia como fazer. Ele respondia a suas perguntas mas elas pareciam grosseiras ou sem interesse... Mas onde exatamente ele estava errando?

Sasuke decidiu que para se aproximar mais de Sakura ele tentaria conversar com ela. Afinal de contas, se ele quisesse apenas uma barriga, ele teria escolhido Karin ou qualquer outra mulher que ele não tivesse que assumir para todos e nem arcar com as responsabilidades. Ele não considerava Karin exatamente sua amiga, mas sua companheira do time Taka, a qual ele suportava apesar de ser bem irritante quanto forçava a barra entre eles, assim como Sakura eventualmente fazia no passado.

Ela era uma garota bonita, forte e que também possuía habilidades em jutsus médicos. Se Sasuke quisesse facilidade, ele não estaria ali ao lado de Sakura, pensando em como se aproximar dela.

Sakura não o devorava com os olhos como Karin. Sakura queria ser amada por ele, apenas isso.

E ele se permitiu a isso. Sasuke não sabia mas aos poucos Sakura foi colocando sentimentos em seu coração e quando ele percebeu, aquela semente havia se tornado uma muda enraizada em seu coração. E foi ao notar tais coisas que ele decidiu fazer essa escolha. Dar a ele mesmo a chance de recomeçar.

E Sasuke sabia que em Konoha havia alguém lhe esperando. E esse alguém não era Naruto ou Kakashi, mas alguém que Sasuke ainda não havia terminado de quitar suas dívidas. Sasuke voltou para casa, pois toda vez que sonhava com Sakura naqueles três anos que havia ficado sozinho, Sasuke sabia que nela encontraria benevolência. Sasuke retornou para casa, Sasuke retornou para Sakura.

Mas agora ele estava perdido dentro dele mesmo numa mistura de sentimentos bons e ruins. Quando ele se pegava observando Sakura por momentos longos demais ele se martilizava em sua mente. Ele se odiava por estar se apaixonando, ele odiava o fato de Sakura estar tomando posse a terra inabitável que era seu coração.

Eles haviam pêgo duas ou três missões desde então e Sasuke não fazia ideia de como seria difícil ter Sakura ao lado. Não por existir alguma coisa desagradável nela, muito pelo contrário, mas o fator X da questão era que Sasuke não conseguia deixar Sakura sozinha. Tinha medo que ela se machucasse, que ferissem Sakura, que se aproveitassem de seu bom coração e que lhe fizessem mal. Sasuke odiava pensar em Sakura em primeiro lugar quando a missão deveria ser o foco. Mas a culpa era toda dele por permitir-se amar, e toda vez que ele pensava em sua vida sem Sakura e sem o dever honorável de um cavalheiro de a proteger, e amaldiçoava o dia em que voltou para Konoha, Sakura se virava no saco de dormir, e fiacava de frente para ele. E para seu azar, Sakura dormia como uma princesa.

Sasuke desejou por muitas vezes que fosse Naruto dormindo ali, e de preferência nú, então com certeza Sasuke arrancaria seus preciosos olhos e os jogaria fora, para nunca mais poder enxergar. Mas era Sakura, e não Naruto.

Sakura não dormia desengonçada como Suigetsu ou babava como Karin. Ela dormia como uma verdadeira princesa, e Sasuke odiava o fato de seus olhos terem notado Sakura.

Ele odiava o fato de Sakura dormir sem sutiã e ele ter notado isso. Ele queria poder devolver a sí mesmo a inocência e ver Sakura novamente como a companheira de time sem corpo ou atrativos, mas Sakura havia se transformado numa mulher, e ele, num homem.

Infelizmente para Sasuke seu ódio contra Sakura nascia e em instantes morria dentro dele toda vez que ela mudava de posição no saco de dormir ou sentia calor. Sakura tirava a parte de cima e dormia sem proteção. Ela não sabia que inocentemente Sasuke ao olhar para os lados em costante vigia, acabava notando as curvas de seu corpo, que a constante produção de estrogênio era capaz de fazer.

Sasuke chacoalhava a cabeça tentando afastar os pensamentos, mas ele queria mais. Ele sentia vontade de pedir que Sakura fosse embora, e em momentos de loucura chagava a decidir dizer a ela que a levaria embora quando acordasse, e quando ela acordava ele perdia a coragem, pois seus malditos olhos verdes eram ainda mais claros pela manhã.

De repente a cor favorita e a que Sasuke menos gostava era verde.

Sakura se contorceu no lugar e Sasuke suspirou. Ele já estava começando a odiar Sakura de novo ao se lembrar do gosto amargo de ciúmes que havia sentido mais cedo quando viu Sakura socializando com outro homem.

Ele detestou sentir seu coração palpitar daquele jeito e o gosto amargo subir e encher sua boca.

Sasuke odiou tudo em Sakura, seu maldito cabelo brilhante que estava mais comprido que da última vez e que caía sobre os seios que infelizmente Sasuke havia notado que estavam maiores, e amaldiçoou as trocas de posições de Sakura enquanto dormia que fazia seu short largo subir, mostrando suas coxas definidas e marcava todo seu quadril esculpido pela própria mão de Deus.

A porcaria de corpo perfeito de Sakura, os malditos lábios rosados dela, e o hálito impecável que ela tinha sempre.

Sasuke odiava Sakura, odiava com todo o seu ser, como nunca havia odiado algo antes.

Sakura se mexeu e Sasuke virou a cabeça para longe. Ele não cairia em seu truque de novo. Ele não ia olhar para ela com cobiça mais uma vez. Não mais.

Sakura era sua amiga de longa data, a qual ele respeitava. Ele odiava o fato de ter descoberto Sakura como mulher, detestava o fato de seus instintos masculinos desejarem Sakura por cima dele em seus sonhos. Sasuke desejou desesperadamente passar a mão por todo o corpo de Sakura e repeliu o desejo para que ela não se materializasse em sua mente.

Sasuke bloqueou as emoções e se conteve. Sakura Haruno era sua amiga de classe e de time. Sakura tinha dezenove anos, era ingênua com os garotos, e não seria ele que se aproveitaria de sua vulnerabilidade.

Ele suspirou. Aquele assunto já estava tomando sua mente a tempo demais, então Sasuke decidiu não pensar em mais nada. Ele continuou sua vigia desesperado para que chegasse o sono, para que ele trocasse de lugar com Sakura.

Pobre Sakura. Dormia como um bebê sem imaginar a quantidade de vezes que Sasuke falou seu nome mentalmente e amaldiçoou seu corpo escultural. Seu lindo corpo que Sasuke desejou tomar para sí inumeras vezes desde que notou Sakura pela primeira vez.

Sasuke decidiu não culpar mais Sakura por ter sido descoberta. Ela tinha o direito de dormir sem sutiã e com a roupa que quisesse, ela tinha o direito de se descobrir ao dormir se sentisse calor, e a culpa não era dela, mas sim de Sasuke que não conseguia aceitar o fato de seu Sharingan e Rinnegan não significarem nada comparados com o poder que Sakura estava ganhando sobre ele.

Ela se dedicava tanto, se esforçava tanto, e ele, friamente a dispensava.

Sasuke não prestava, pensou ele sobre sí mesmo. E ao comtemplar a natureza ao redor sob a vigia de seu Sharingan, Sasuke cometeu o deslize de olhar para Sakura.

Maldita Sakura.

Sasuke estava pecando de novo.

Seus cabelos caíam sobre seus seios marcados na camiseta branca. A maldita camiseta afinava na cintura, então seu maldito quadril largo e avantajado se sobressaía. Seu rosto fino parecia emoldurado por seus cabelos e seus lábios pareciam estar ainda mais rosados.

Sakura não tirava do pescoço seu colar com pingente de flor. Ela usava brincos combinando e Sasuke detestou o fato de Sakura ter ficado feminina, ele praguejou pelo fato do colar e o par de brincos terem ficados lindos em Sakura. Agora ele não conseguia mais tirar os olhos dela. Como um imã Sakura havia sequestrado e atraído a mente de Sasuke para sí, e ele só conseguiu terminar de examinar o perímetro quando a dona de seu coração se virou, vinte minutos depois.

Exausto por tentar manter Sakura longe de sua mente, ele decidiu acorda-la para trocarem de turno.

- Sakura- chamou Sasuke.

Ele chamou por ela outras duas vezes, evitando ter que toca-la.

- Huum...- resmungou ela, sonolenta.

- Estou com sono- mentiu ele.

- Ok.

Sakura se levantou e Sasuke virou o rosto para outra direção. Ela havia se esquecido do fato de estar sem sutiã.

Sasuke se aproximou de sua bolsa para pegar seu saco de dormir, mas Sakura o interrompeu.

- Durma no meu hoje. Assim poupamos a bagunça- Disse ela.

Sakura tinha razão, era muito mais prático se eles dividissem o saco de dormir. Assim no dia seguinte eles se preocupariam bem menos com seus pertences.

Vencido pela lógica, Sasuke trocou de lugar com Sakura, a mesma Sakura que havia marcado seu saco de dormir com seu cheiro.

Sasuke concentrava-se em seu novo objetivo: dormir. Mas estava complicado manter a mente vezia quando o cheiro de Sakura estava em todo lugar.

Ele não queria pensar em nada. Nem em como odiava Sakura com todas as suas forças, nem como estava se apaixonando por ela.

Sasuke invejava a tranquilidade de Sakura. O modo como ela agia com honestidade, ela não mentia para sí mesma como Sasuke estava tentando fazer. Ela se decifrava com uma facilidade absurda e assumia os riscos, independente de quais fossem. Ela seguia seu coração e se no final não desse certo, Sakura encontrava uma saída.

Mas Sasuke era dirente de Sakura. Ele pensava, discutia, analisava, calculava, criava situações hipotéticas, imaginava, e por fim sempre acaba metendo os pés pelas mãos.

A mente de Sasuke incapaz de se manter inativa, questionou sua própria sanidade.

Não tinha cabimento Sasuke ter trazido Sakura de Konoha e relutar contra o sentimento que ele devia nutrir. Sakura estava esperando por ele de braços abertos a muitos anos e Sasuke era incapaz de amar qualquer coisa além de sí mesmo, e agora que as coisas haviam mudado, Sasuke estava numa jornada de redenção e fugia da redenção.

Sasuke suspirou, chamando a atenção de Sakura.

Ele olhou novamente para dentro de sí e se encontrou com seu demônio interno: o assassinato de seus pais.

O trauma dentro de Sasuke ainda existia, e o chamariz para toda a desgraça em sua vida não era o sentimento de ira e ódio, mas sim o amor.

O amor era culpado por Sasuke ter se transformado num vingador frio e inescrupuloso. O amor por seus pais, seu irmão e seu clã fez de Sasuke aquele garoto do passado, e ele odiava o amor secretamente. E agora dando de cara com ele, Sasuke não sabia como reagir.

Era como ir ao médico e precisar tomar um remédio amargo ou uma injeção dolorida, podia doer, mas lhe faria bem.

Sasuke decidiu que calaria sua própria boca e mandaria seu demônio interno de volta para o inferno. Ele já era adulto e havia feito sua escolha, e entre permanecer sozinho e incapaz de amar, e ser amado por Sakura e ama-la de volta, ele preferia a segunda opção.

Depois de ter colocado um ponto final em sua briga interna, Sasuke dormiu.

Sakura obsevava o horizonte, evitando os pensamentos de antes. Mas ao olhar para Sasuke que suspirava pesado, ela olhou para seu rosto inexpressivo sob a luz da lua.

Os traços de Sasuke estavam mais firmes e haviam ganhado um toque a mais de masculinidade.

Sakura se perguntou se Sasuke se parecia com seu pai, ou havia puxado sua mãe. Ela imaginou que talvez tivesse puxado a mãe e em seu jeito de agir fosse como o pai, e ela decidiu perguntar a ele quando acordasse.

O plano de Sakura de se aproximar de Sasuke primeiramente como amiga continuava de pé e ela não desistiria tão fácil.

Sasuke estava ainda mais lindo do que quando eles se viram pela última vez nos portões de Konoha.

Ele estava mais alto, mais robusto, seu rosto mais anguloso e seus olhos apesar do esquerdo agora ser roxo, mantinham a pose imparcial de poder, o olhar seduzente que fazia Sakura pensar besteira.

Sasuke era lindo, e Sakura desejou tocar seu rosto.

Ele estava tão perto que se ela estendesse o braço poderia o tocar com os dedos, e sem pensar, como num ato impulsivo ela o fez.

Ela passou os dedos pelas maçãs do rosto de Sasuke, e fez o caminho até seus lábios... Ah, aqueles lábios. Eles eram avermelhados e opacos, mas não havia sequer nenhuma fissura neles. Sasuke era perfeito como um deus.

De repente Sakura se sentiu inferior. Ela olhou para sí mesma e notou uma diferença. Seu corpo havia ganhado forma depois dos dezesseis anos, mas ela não se sentia bonita ou até mesmo... Gostosa.

Ela não gostava dessa palavra, achava vulgar, mas não encontrou outra melhor. Ela olhou para seus seios na camiseta branca e praguejou por ter vestido justo essa. Sasuke com certeza havia notado seus seios se sobressaltando na camiseta branca, e Sakura não gostou nada disso.

Seu shorts largo que ela usava justamente para não marcar seu corpo não mostrava nada demais. O quadril de Sakura e seu traseiro haviam crescido e se alargado, mas nada demais também. Suas pernas por causa do treinamento com Tsunade haviam ganhado músculos sobressalentes, mas nada que ela dissesse "Uau".

A única coisa que Sakura gostava em sí no momento era seus cabelos que agora batiam nos seios que estavam maiores.

Sakura se sentia invisível ao lado da perfeição de Sasuke, e entendia o motivo de Sasuke nem sequer ter desejado toca-la.

Mas até mesmo Sakura tinha pensamentos pervertidos.

Certavez depois de ver parte do abdômen sarado de Sasuke acidentalmente e conseguido fingir a tempo que havia passado desapercebido, ela imaginou como seria dormir com ele. E quando Sakura pensou em "dormir", ela não se referia ao mundo dos sonhos ou ao estado de inércia do corpo, ela se referia ao ato onde ela imaginou estar por baixo dele, sendo dominada.

Sakura engoliu em seco. Seus pensamentos eram sujos e ela os descartou. Eles não conseguiam sequer conversar, então fazer sexo parecia tão distante e fora da realidade que ela quase riu.

Sakura suspirou.

Talvez aquela garota ruiva, Karin, fosse mais atraente. Ela não parecia ser irritante como ela era, nem persistente.

Sakura se perguntou se Sasuke e Karin já tiveram algum envolvimento. Tanto beijo quanto o ato íntimo.

Ela afastou o pensamento.

Mas se Sasuke havia a escolhido por algum motivo, então Sakura tentaria a sorte.

Sakura se manteve firme por horas para que Sasuke conseguisse descansar. Ele merecia. Mas quando a noite começou a clarear para dar lugar ao dia, Sasuke se levantou.

Seu cabelo despenteado fez o coração de Sakura perder o compasso, e eles trocaram de lugar, para que Sakura conseguisse descansar antes de amanhecer por completo.

Olhando para ela dentro do saco de dormir, Sasuke conteve o riso. Ele decidiu nunca mais dormir em nada que tivesse o cheiro de Sakura, pois ele havia sonhado com ela novamente, e dessa vez ele não havia sonhado que eles faziam amor, como já havia acontecido. Sasuke sonhou com Sakura sorrindo para ele, e ele sem forças para se conter, ele se aproximou e a beijou.

Eles de beijaram tanto, mas tanto, que suas línguas ficaram dormentes.

Sasuke queria que fosse realidade, mas definitivamente a respeitaria acima de tudo.

Até porque, só de pensar em fazer, seu corpo travava.

Sasuke manteve a mente ocupada pensando em outras coisas até que o sol ocupou seu lugar de direito no céu, e Sasuke teve que acordar Sakura.

As horinhas de sono a mais foram revigorantes para ela. Sakura se esticou e Sasuke desviou o olhar.

Sakura havia esquecido de sua blusa mais uma vez, e se levantou. Ela guardou seu saco de dormir ninja na bolsa e falou com Sasuke pela primeira vez naquele dia.

- Bom dia, Sasuke-kun.

- Bom dia Sakura- respondeu ele.

- Como foi sua noite?- Sakura tentou ser simpática.

- Revigorante.

- Teve sonhos?

Sasuke encarou Sakura. Ela estava ali, parada de frente para ele, sem imaginar que a personagem principal de seu sonho tinha sido ela.

- Não- mentiu ele- E você?

- Também não sonhei- Sakura também mentiu- Estava tão cansada que nem consegui pensar em nada esse tempo todo.

- Eu também não.

Sasuke e Sakura eram dois mentirosos.

Sasuke olhou para dentro dos olhos verdes da manhã de Sakura e se esqueceu de todo ódio que havia nutrido por ela durante a noite.

- Sasuke-kun? Posso lhe fazer uma pergunta?- Questionou Sakura.

- Diga.

- Você se parece com seu pai ou com sua mãe?

Sasuke não entendeu que tipo de pergunta Sakura estava fazendo, mas sem questionar ele respondeu.

- Com minha mãe.

- E seu jeito de agir se parece com o do seu pai, certo?- indagou ela.

- Certo.

Sasuke imaginou que talvez Sakura estava tentando ser legal, e ele gostou disso, então resolveu se aproximar dela também.

- Posso te fazer uma pergunta também?

Sakura se sentou ao lado de Sasuke para arrumar sua bolsa. Ela parou e o observou quando ele falou.

- Pode- respondeu ela.

- Porque você me ama?- perguntou ele.

Sasuke não sabia porque havia perguntado aquilo com tanta coisa que não sabia sobre Sakura, mas como não podia voltar no tempo, decidiu levar até o final.

Sakura olhou para ele intrigada e tentou não se mostrar surpresa, como se aquele assunto lhe fosse casual e ela não se importasse de verdade.

Mas os olhos verdes de Sakura não mentiam, tão pouco a oscilação de Chakra dentro dela, que Sasuke podia ver.

- Que tipo de pergunta é essa, Shannaro!

Sakura se levantou e pendurou sua bolsa na árvore. Sasuke a imitou e deu de ombros com sua pergunta.

- É verdade, você tem razão. Esqueça.

Sakura o fitou por um momento.

Talvez Sasuke estivesse tentando começar um assunto, elevar a conversa deles para um outro nível. E agora ela estava sendo a chata estraga prazeres.

- Não sei porque te amo- respondeu ela- Eu apenas... Amo.

- Não há nenhum motivo específico?- perguntou Sasuke.

Sakura estranhou totalmente. Aquele não era Sasuke. Ela até pensou estar sob genjutsu, mas deixou a ideia de lado.

- Tem. Tem sim.

Fez- se silêncio. Sasuke esperou que Sakura continuasse, mas ela não o fez.

- E quais são?

- Os motivos?- Sakura parou por um momento. Ela nunca havia pensado nos motivos que a fizeram se apaixonar por Sasuke.

No começo, quando criança, Sakura amava Sasuke por que o admirava, e também porque Sasuke era o menino mais bonito da sala. Era o mais esperto e o mais habilidoso.

Depois de grande, Sakura continuou a amar Sasuke, sem motivos, ela simplesmente o amava.

Sakura se aproximou de Sasuke e olhou dentro de seus olhos. Ele suportou seu olhar, até que ela desviou, e quando ele viu, Sakura já estava o abraçando.

Não há motivos, pensou ele. E ele odiou Sakura por ter feito com que ele se apaixonasse por ela, e ele a via como uma santidade, e ela não conseguia o ver com qualidade alguma.

Sasuke suspirou fundo, e sentiu seu ódio se esvair quando seu coração começou a bater no mesmo ritmo que o dela.

Ele se aquietou e sentiu o coração de Sakura retumbar dentro dela no mesmo time que o dele. Seu coração estava disparado. Sakura achou que ele fosse saltar de dentro de seu peito.

- Porquê?- Sasuke conseguiu dizer.

Sakura levantou os olhos para olhar os dele, que a obsevavam com dúvida.

- Posso te mostrar?- pediu ela.

Antes que Sakura pudesse fazer qualquer coisa, Sasuke a beijou.

E definitivamente não foi um beijo comum. Era sua alforria.

O beijo de Sakura estava lhe trazendo uma nova vida, um recomeço, uma nova chance.

Ele estava exorcisando de dentro dele mesmo o demônio do passado que o impedia de amar, pois o amor havia o condenado. Agora Sasuke aceitava sua nova sentença ao lado de Sakura, e para ela, era como o presente no Natal.

Ela havia esperado por aquele beijo por tanto tempo que não acreditava que estava finalmente acontecendo, e nem tinha sido ela a tomar a atitude.

Eles de beijaram, e se beijaram muito.

Intensamente Sakura beijava Sasuke e eles se contiam para não acabarem matando dois coelhos numa cajadada.

Sasuke pensou que aquilo só aconteceria se ela quisesse e ela pensou o mesmo.

Os beijos provocaram uma reação em cadeia dentro de seus corpos, e Sakura se contorcia por causa do libido que se apoderava por cada gota de seu sangue, e ela sabia que a testosterona em Sasuke, juntamente com seu libido também estava sendo produzido, pois sua respiração ficou exasperada.

Sakura teve medo, mas seu corpo clamava pelo toque de Sasuke.

Ainda o beijando ela fez selos, os quais deram um braço provisório a ele. O braço era feito de faixas de Chakra que ficava igual ao braço de Naruto.

Sasuke encostou Sakura na árvore e tentou se conter.

Era dia e mesmo estando num lugar muito afastado da civilização, era perigoso, e ele não colocaria Sakura nessa situação.

O corpo de Sakura começou a fraquejar, implorando para que ela lhe desse o que queria, e o corpo de Sasuke clamava por Sakura.

Ele ousou tocar em seu traseiro e logo tirou sua mão.

Sakura xingou Sasuke mentalmente, e já louca por causa dos hormônios, trouxe a mão dele de volta.

Eles ainda se beijavam quando Sasuke acariciou toda as costas de Sakura e até onde suas mãos alcançavam, logo suas mãos encontraram a ponta de sua blusas, e ele parou com a mão dentro dela, mas em sua cintura.

Sasuke queria que Sakura autorizasse, e como num jogo sem palavras, Sakura esbarrou seu braço na mão de Sasuke, trazendo-a para cima, dando passe livre para que ele a tocasse.

Os lábios de Sakura escorregaram para o pescoço dele enquanto ele acariciava a curva de seu seio. Ela aproveitou para fazer careta de prazer enquanto podia esconder seu rosto no pescoço de Sasuke.

Ela continuou descendo os lábios até aonde a gola de sua camisa a atrapalhava, então sem pedir ela o despiu, e Sasuke não a conteve.

Ele a prendeu ainda mais contra a figueira e também tirou sua blusa.

Sakura se sentiu desconfortável mas o peito de Sasuke estava contra os seus, cobrindo-os, e aquilo a tranquilizou.

Sasuke tomou Sakura no colo e ela voltou a beijar seus lábios, os quais ela desejava desde criança.

Sasuke passou a mão seu traseiro e o apertou. Sakura sem pudor algum começou a abaixar seu shorts e ele a ajudou.

Sakura viu que não havia mais escapatória quando Sasuke abriu sua calça, então ela deixou que ele completasse o serviço.

Ela não sabia o que pensar. Estava nua no colo de Sasuke, e estava sendo domada como desejou no dia que se imaginou fazendo amor com ele.

- Se alguém nos ver?- perguntou Sakura preocupada.

- Genjutsu- Sasuke conseguiu dizer, então Sakura ententeu que caso aparecesse alguém, ele cairia num jutsu de Sasuke.

Estando mais tranquila, Sakura pode aproveitar o que estavam fazendo, que a princípio doía, mas que depois de poucos minutos ela sentiu um dos melhores prazeres da vida.

Sasuke respirava em seu ouvido e Sakura agradeceu por ter insistido, pois se não fosse por sua insistência, Sasuke não teria entrado no assunto que acabou levando-os para o lado sentimental da coisa.

Sasuke queria mais. Seu corpo não acreditava no que estava acontecendo, então ele levou Sakura para o chão, e ali sobre a grama, o cabelo de Sakura se misturando entre as folhas, ele a olhou com paixão. Ela parecia uma pintura de tão bem desenhada. Ele a beijou delicadamente e ela continha o desejo de gemer. Sasuke definitivamente não podia ser virgem até aquele dia e fazer tão bem.

Ela o empurrou para ainda mais perto, e ele entendeu o recado.

Sakura se contorcia, pois apesar de ser virgem até aquele momento, Sasuke sabia como fazer. Estava em seu extinto.

Sasuke beijou seu pescoço e depois seus seios, os mesmos que marcavam a blusa de Sakura agora estavam nos lábios de Sasuke.

Sakura gemeu, e Sasuke se sentiu grato. Tanto trabalho pra ela acabar não transmitindo nenhum som de satisfação?

Sakura queria mais, e quanto mais ela pedia, mais Sasuke lhe dava.

Ele havia sonhado com aquele momento algumas vezes desde que estava com Sakura, mas reprimiu todas as vezes para demonstrar respeito para com sua colega de equipe, mas agora não era mais necessário. Sakura pedia por aquilo. Ela apertava suas costas e respondia aos estímulos de Sasuke, pedindo-lhe que a desse tudo o que tinha.

Sasuke sem saber se controlar, beijou Sakura uma última vez antes de trocar de lugar com ela.

Sakura vestiu sua blusa para se sentir mais confortável, e sobre Sasuke ela continuou seu trabalho.

Ele corria suas mãos sobre ela, por todos os lados enquanto Sakura aprendia truques.

Sasuke se arrependeu de não ter levado Sakura para qualquer hotelzinho de esquina para que eles tivessem um aproveitamento melhor, e com Sakura sobre ele, foi a vez de Sasuke conter a vontade de gemer.

Uma gota de suor rolou pela testa de Sakura, que gemeu, sem conseguir se controlar.

Sasuke se manteve firme, mas Sakura estava colocando chakra em suas partes e estava ficando mais difícil de Sasuke conter os ânimos.

Sakura passou a mão pelo peito e pelo abdômen de Sasuke e se aproximou para lhe beijar. Ele retribuiu o beijo mantendo-a perto, e segurando seu quadril lhe deu um presente que Sakura não conseguiu esconder a sensação que surgia em seu rosto.

Ela gemeu tres vezes seguidas, desejando que ele continuasse.

Empurrou seu quadril para trás e Sasuke continuou com mais força, até que cansado daquela posição, decidiu que ele ficaria por cima.

Ele afastou Sakura, que sem entender ficou o observando.

- Vire-se- Mandou ele.

Sakura obedeceu e ficou de costas para Sasuke. Ela entendeu o que ele ia fazer.

Sasuke gostava de dar ondens normalmente, quanto mais quando tinha a oportunidade de dominar de verdade, e pra sua sorte Sakura gostava de obedecer.

Sasuke se reencostou sobre Sakura e encontrou seu ângulo.

Daquele jeito parecia ainda melhor, pensou ela, mas era dificil saber, uma vez que Sakura desejou gemer alto em todas as vezes.

Ela não tinha visto o tamanho de Sasuke, mas pelo o que podia sentir não era dos pequenos.

Mas aquilo não importava, pois Sasuke sabia fazer direito, e como sabia.

Sakura desejou poder ficar ali o dia todo, mas o momento sublime de Sasuke havia chegado.

Ele mordeu os lábios e deixou fluir, apensar de perigoso. Mas a essa altura do campeonato ele não se importava. Se viesse, veio.

Ele continou mais um pouco e Sakura ainda tinha gás para mais uma, mas biologicamente Sasuke precisava de um tempo. Pelo menos nas condições despreparadas que estavam.

Sakura não gostou de ter parado, mas perdoou Sasuke quando ele se teitou ao seu lado, totalmente realizado e satisfeito.

Ela sorriu e o beijou. Ele retribuiu o sorriso e a trouxe para se deitar no chão ao lado dele.

Eles não disseram nada até suas respirações se normalizarem.

- Eu te amo por vários motivos- disse Sakura.

Sasuke olhou para Sakura e ela sustentou seu olhar.

- Te amo por sua força de vontade. Te amo por ser persistente. Por ser corajoso, por ser forte, por ser lindo, brilhante, intenso, charmoso, misterioso, te amo por dormir como se tivesse tomado um susto e como seu cabelo cai sobre os seus olhos e você tenta tirar sem colocar a mão.

Eu te amo porque você não gosta de injustiça e desonestidade te incomoda.

Te amo porque você gosta de ler, e porque mesmo assim, sua memória falha gravemente as vezes.

Eu te daria mil motivos mais se eu tivesse fôlego pra isso- Sakura riu- mas você tirou todo o meu ar me mostrando mais uma coisa que você é bom... Bom não. Ótimo.

Sasuke fitou Sakura espantado antes de sorrir. Ela retribuiu e fechou os olhos, respirando fundo.

Mais tarde naquele dia, Sakura pensou em como as coisas haviam mudado em tão pouco tempo.

Agora ela estava de mãos dadas com Sasuke, procurando uma missão pelas vilas. Eles ainda não eram super íntimos, mas definitivamente todo o gelo havia derretido com o fogo deles.

- Onde dormiremos essa noite?- perguntou ela, gentilmente.

- Deixo você escolher de novo. Mas dessa vez tenha sabedoria.

Sakura mordeu o lábio inferior e pensou.

- Tem um lugar bacana aqui perto. Ouvi boas críticas sobre lá.

- Como quiser.

Com o passar do tempo as coisas entre Sasuke e Sakura melhoraram bastante. Sasuke pensou que talvez eles só precisassem ser honestos. Se tivessem jogado limpo desde o princípio, eles poderiam ter começado com o pé direito desde que cruzaram os portões de Konoha.

Desse jeito eles continuaram, e Sasuke não negava mais para si mesmo que amava Sakura, e seu amor por ela só aumentou com o tempo.

- Sakura- disse ele.

Sasuke parou para observar os olhos verdes de Sakura abaixo dele.

- Hm?

- Tenho mil motivos para te amar.

- Me conte todos eles- pediu ela.

  - Depois que eu recuperar meu fôlego.


Notas Finais


Leitores amados, mamãe deu um presentão à vocês hehehehe.
Eu particularmente gostei bastante e prometo continuar escrevendo mais, pois estou cheia de ideias ❤
Até mais 🌸🍅💕


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